{"id":91798,"date":"2025-10-12T23:23:46","date_gmt":"2025-10-13T02:23:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=91798"},"modified":"2026-02-10T09:25:53","modified_gmt":"2026-02-10T12:25:53","slug":"tres-filmes-festival-do-rio-alpha-a-vida-secreta-de-kika-a-cerca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/10\/12\/tres-filmes-festival-do-rio-alpha-a-vida-secreta-de-kika-a-cerca\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes &#8211; Festival do Rio: &#8220;Alpha&#8221;, &#8220;A vida secreta de Kika&#8221;, &#8220;A Cerca&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>textos de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leandro Luz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-91801 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/alpha.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/alpha.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/alpha-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cAlpha\u201d, de Julia Ducournau (2025)<\/strong><br \/>\nSelecionado para a competi\u00e7\u00e3o oficial de Cannes deste ano, \u201cAlpha\u201d segue por dois caminhos distintos: a inadequa\u00e7\u00e3o de sua protagonista diante de seus pares, tanto a sua fam\u00edlia quanto os afetos e desafetos da escola em que frequenta, e a representa\u00e7\u00e3o quase metaf\u00edsica de um passado de trauma compartilhado por m\u00e3e e filha. Algo se desvanece no caminho. Julia Ducournau perde o fio da meada em algum ponto e jamais consegue recuper\u00e1-lo. Uma pena, porque as sequ\u00eancias de Alpha (sim, o t\u00edtulo do filme tem a sua origem no nome da personagem) lutando para encontrar o seu lugar no mundo funcionam muito bem, desde a \u00f3tima abertura em meio a uma festa ca\u00f3tica at\u00e9 as diversas situa\u00e7\u00f5es vividas em ambiente escolar &#8211; em especial, um bom momento de suspense em uma piscina ol\u00edmpica. Outro ponto positivo \u00e9 a aten\u00e7\u00e3o atribu\u00edda pela roteirista e diretora \u00e0 descoberta da sexualidade da personagem, fugindo de clich\u00eas e ajudando na constru\u00e7\u00e3o minuciosa de sua personalidade e de seu temperamento, caracter\u00edsticas que ser\u00e3o muito importantes para o desenvolvimento da trama. A prop\u00f3sito, algo que contribui para o sucesso dessa abordagem \u00e9 a eficiente atua\u00e7\u00e3o de M\u00e9lissa Boros, que apesar da pouca idade demonstra um belo controle do pr\u00f3prio corpo e de suas express\u00f5es faciais. Em contrapartida, as aventuras com o tio Amim, interpretado por Tahar Rahim (atua\u00e7\u00e3o daquelas portentosas, que demandam uma transforma\u00e7\u00e3o f\u00edsica monumental), n\u00e3o funcionam t\u00e3o bem, principalmente pelo caminho confuso no qual Ducournau escolhe seguir. Mesmo jogando sujo e incluindo em sua trilha sonora uma bel\u00edssima \u201cThe Mercy Seat\u201d (com Nick Cave desfilando carisma em sua vers\u00e3o solo ao piano) para embalar um dos momentos mais dram\u00e1ticos do filme, Ducournau n\u00e3o consegue tirar o gosto amargo de um terceiro ato confuso e excessivamente sentimental. Vale destacar, por fim, a presen\u00e7a da franco-iraniana Golshifteh Farahani, estrela do p\u00e9ssimo \u201cRede de Mentiras\u201d (2008), de Ridley Scott, e do singelo \u201cPaterson\u201d (2016), de Jim Jarmusch, que interpreta a m\u00e3e de Alpha. A atriz segue com boas interpreta\u00e7\u00f5es fora do cinema iraniano, se colocando dispon\u00edvel para colabora\u00e7\u00f5es eventuais com o cinema de Hollywood e, de forma mais frequente, com o cinema franc\u00eas.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-91802 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/kika.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/kika.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/kika-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cA Vida Secreta de Kika \/ Kika\u201d, de Alexe Poukine (2025)<\/strong><br \/>\nA Manon Clavel defende a sua personagem com destreza, imprimindo muitas nuances no decorrer desse ligeiramente estranho e inquieto filme dirigido por Alexe Poukine. Contar quase qualquer coisa sobre a trama de &#8220;A Vida Secreta de Kika&#8221; (\u201cKika\u201d, 2025) seria uma trag\u00e9dia para quem ainda n\u00e3o o assistiu (at\u00e9 a vers\u00e3o do t\u00edtulo para o portugu\u00eas j\u00e1 \u00e9, em si, um pequeno spoiler). Mas vale ressaltar a maneira corajosa com a qual o filme lida com os sentimentos de dor e ang\u00fastia da protagonista. A roteirista e diretora acerta em concentrar todas as aten\u00e7\u00f5es em Kika e, apesar de nunca nos afastarmos dela, o filme eventualmente se distancia de seu tema central: o ciclo da vida como uma engrenagem implac\u00e1vel. Vacila quando tergiversa por assuntos mais pol\u00eamicos. Mesmo assim, o roteiro estabelece uma din\u00e2mica boa entre surpresas e desdobramentos &#8211; um exemplo \u00e9 a maneira como descobrimos, depois de cerca de 20 minutos, o verdadeiro grande conflito do filme. Poukine prop\u00f5e um jogo intenso entre Kika e diversos coadjuvantes: o marido, o amante, a filha, a m\u00e3e e o padrasto, os amigos do trabalho &#8211; tanto os do emprego convencional como assistente social quanto os do of\u00edcio inesperado que surge no caminho. O pano de fundo envolvendo pr\u00e1ticas BDSM acaba se impondo demais, gerando, ali\u00e1s, do ponto de vista dram\u00e1tico, um dos momentos mais apelativos da obra. No entanto, a sequ\u00eancia final, protagonizada por m\u00e3e e filha, recoloca tudo nos eixos. Ambas est\u00e3o, lado a lado, vivenciando uma apresenta\u00e7\u00e3o de rua, uma festa popular que remente ao \u201cD\u00eda de los Muertos\u201d mexicano. A c\u00e2mera do Poukine se solta, busca o documental, se interessa tanto pelas personagens fict\u00edcias quanto pelo evento real. Passeia pelas ruas, pelo verde das \u00e1rvores e nos ajuda a digerir todos os acontecimentos que acompanhamos at\u00e9 ent\u00e3o. \u00c9 o momento no qual Kika finalmente parece fazer as pazes consigo mesma e, consequentemente, se abre para a filha. Tudo nesta sequ\u00eancia \u00e9 mostrado com muita sutileza, com um sussurro no ouvido e olhares carinhosos de relance, fazendo desta conclus\u00e3o n\u00e3o uma reden\u00e7\u00e3o vazia, mas propondo um \u201crespirar fundo\u201d antes que cheguem, mais uma vez e sempre, os novos desafios impostos da vida.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-91803 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/a-cerca.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/a-cerca.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/a-cerca-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cA Cerca \/ Le Cri des Gardes\u201d, Claire Denis (2025)<\/strong><br \/>\nA trajet\u00f3ria da brilhante diretora Claire Denis \u00e9 marcada, entre outras coisas, por uma necessidade de retorno \u00e0s pr\u00f3prias origens. Desde o seu longa-metragem de estreia, \u201cChocolate\u201d (\u201cChocolat\u201d, 1988), passando por &#8220;Minha Terra, \u00c1frica&#8221; (&#8220;White Material&#8221;, 2009) e chegando at\u00e9 o seu mais recente filme, \u201cA Cerca\u201d (\u201cLe Cri des Gardes\u201d, 2025), Denis insiste em refletir acerca das quest\u00f5es geopol\u00edticas da \u00c1frica Ocidental, regi\u00e3o na qual morou na inf\u00e2ncia e na juventude. Para al\u00e9m do fato de serem ambientados em pa\u00edses como Camar\u00f5es e Senegal e da postura contracolonial de sua realizadora, o ponto de conex\u00e3o entre esses tr\u00eas filmes pode n\u00e3o ser facilmente discern\u00edvel. No entanto, h\u00e1 um tra\u00e7o de continuidade que atravessa todos eles: as rela\u00e7\u00f5es devastadoras entre a ilus\u00e3o que \u00e9 o conceito de &#8220;Ocidente&#8221; enquanto abstra\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica e o continente africano. O ator Isaach de Bankol\u00e9 interpreta em \u201cA Cerca\u201d um homem com cicatrizes no rosto escondidas pela escurid\u00e3o da noite que exige o retorno do que \u00e9 seu por direito: o corpo sem vida de um parente assassinado pela construtora estrangeira. O homem \u00e9 a ponte poss\u00edvel entre dois mundos, n\u00e3o \u00e0 toa a sua presen\u00e7a se d\u00e1 em uma fronteira, a cerca que delimita um espa\u00e7o alienado de explora\u00e7\u00e3o, a m\u00e1quina de moer gente restrita ao pessoal autorizado (capatazes americanos, engenheiros brit\u00e2nicos e pe\u00f5es senegaleses). Alboury \u00e9 o nome do homem misterioso que desafia os limites dessa demarca\u00e7\u00e3o. Denis filma, como sempre, de maneira implac\u00e1vel, aproveitando-se dos espa\u00e7os e dos corpos para navegar por assuntos muito densos, nunca encarados apenas como tema, mas explorados pela via do cinema. Tudo o que est\u00e1 em jogo &#8220;na cerca&#8221; interessa, mas Denis se preocupa demais com o trio Matt Dillon, Tom Blyth e Mia McKenna-Bruce &#8211; esta \u00faltima fazendo uma personagem que \u00e9 usada para desestabilizar um ambiente aparentemente inviol\u00e1vel, mas que pouco sobrevive para al\u00e9m desta fun\u00e7\u00e3o. \u00c9 um jogo de sedu\u00e7\u00e3o, culpa e castigo que jamais se materializa em sua maior pot\u00eancia. A impress\u00e3o \u00e9 a de que faltou ao filme se entregar aos excessos que lhe parecem t\u00e3o inerentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/festival-do-rio\/\"><em>Leia mais sobre o Festival do Rio<\/em><\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"ALPHA Trailer (2025) Julia Ducournau\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-C1G0mKoxWs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Kika by Alexe Poukine trailer VOstNL\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ccAmeklSjmw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"V.O. &quot;Le Cri des Gardes \/ The Fence&quot; (S.O.) 2025 - Press Conference\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7zTm2ATUa-w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leandro Luz (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\/&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw2y1ecqCW_KBoFqtTKVBQEK\">@leandro_luz<\/a>) pesquisa e escreve sobre cinema. Coordena a \u00e1rea de audiovisual do Sesc RJ, atuando na curadoria, programa\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de projetos em todo o estado do Rio de Janeiro. Exerce atividades de cr\u00edtica no\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/screamyell.com.br\/site\/&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw263alYeTRQy1GYVR0TXsQG\">Scream &amp; Yell<\/a>\u00a0e nos podcasts\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/tudoebrasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/tudoebrasil&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw1BTqnliQ9DvtqDHkpafqt5\">Tudo \u00c9 Brasil<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw3TjpLW5o8SaVAAdNU3jD2Z\">Plano-Sequ\u00eancia<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/1disco1filme-podcast\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/1disco1filme-podcast&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw3DtKMpqv1bp5QVCI6MvWbM\">1 disco, 1 filme<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cAlpha\u201d segue por dois caminhos distintos; \u201cA Vida Secreta de Kika\u201d \u00e9 ligeiramente estranho e inquieto; Claire Denis n\u00e3o se entrega aos excessos que parecem t\u00e3o inerentes a seu filme.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/10\/12\/tres-filmes-festival-do-rio-alpha-a-vida-secreta-de-kika-a-cerca\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":137,"featured_media":91805,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[7930,7377],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91798"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/137"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91798"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91798\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":91800,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91798\/revisions\/91800"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91805"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}