{"id":91749,"date":"2025-10-08T09:05:39","date_gmt":"2025-10-08T12:05:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=91749"},"modified":"2025-10-26T21:56:44","modified_gmt":"2025-10-27T00:56:44","slug":"festival-do-rio-amuleto-defende-a-importancia-do-verdadeiro-cinema-independente-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/10\/08\/festival-do-rio-amuleto-defende-a-importancia-do-verdadeiro-cinema-independente-brasileiro\/","title":{"rendered":"Festival do Rio: &#8220;Amuleto&#8221; defende a import\u00e2ncia do verdadeiro cinema independente brasileiro"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leandro Luz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAmuleto\u201d, longa-metragem realizado pela trupe do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/matecomangu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mate com Angu<\/a> (cineclube e coletivo audiovisual nascido em 2002), com Heraldo HB e Igor Barradas conduzindo o repente, \u00e9 um document\u00e1rio que conta a hist\u00f3ria da produ\u00e7\u00e3o de \u201cO Amuleto de Ogum\u201d, milagre de Nelson Pereira dos Santos lan\u00e7ado em 1974 a partir do ponto de vista de Duque de Caxias. Para quem nunca frequentou a Baixada Fluminense, bloco com 13 munic\u00edpios situados na Regi\u00e3o Metropolitana do Rio de Janeiro do qual Caxias e o Mate fazem parte, \u00e9 fundamental dizer que este \u00e9 um territ\u00f3rio com uma personalidade \u00fanica no estado, com uma hist\u00f3ria complexa, fundamental para a funda\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro como o conhecemos hoje. N\u00e3o h\u00e1 como separar, portanto, este document\u00e1rio de suas ra\u00edzes territoriais. HB e Barradas sabem muito bem disso, e trazem para o jogo dimens\u00f5es m\u00faltiplas que tornaram poss\u00edvel a exist\u00eancia do cl\u00e1ssico filme de um dos fundadores do Cinema Novo e, claro, da pr\u00f3pria efervesc\u00eancia do cinema contempor\u00e2neo baixadense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o muitas as hist\u00f3rias e in\u00fameros os fatores que levam um filme a ser sonhado, planejado, realizado e mostrado ao p\u00fablico. \u201cAmuleto\u201d, ao contar a hist\u00f3ria de \u201cO Amuleto de Ogum\u201d, passa a revelar tamb\u00e9m os mist\u00e9rios de sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, que levou onze anos (por baixo) para finalmente tomar o seu lugar de direito: a tela grande. E que barato \u00e9 assistir a um filme t\u00e3o vivo em uma sala de cinema, com pessoas ao redor vibrando na mesma intensidade da obra. O document\u00e1rio come\u00e7a com o ceguinho-fl\u00e2neur-violeiro-cantador se direcionando ao dono de um bar e anunciando que contar\u00e1 uma hist\u00f3ria que acabara de inventar. Ecos de Jards Macal\u00e9. Em um piscar de olhos e um par de rimas, um intervalo de 50 anos se torna quase nada. Estamos situados no mesmo tempo e espa\u00e7o, anos 1970 e anos 2020.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-91752 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/amuleto3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/amuleto3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/amuleto3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco \u201cChico\u201d Santos, ator e cineasta pernambucano, mas radicado em Duque de Caxias, abre e encerra o document\u00e1rio. Al\u00e9m de atuar no pr\u00f3prio \u201cO Amuleto de Ogum\u201d, ele tamb\u00e9m foi quem teve a ideia original para a obra e quem escreveu a primeira vers\u00e3o do argumento, ainda com o t\u00edtulo de \u201cO Amuleto da Morte\u201d que, segundo ele, teria sido ainda mais eficiente para a divulga\u00e7\u00e3o da fita. HB e Barradas resgatam uma entrevista de 2024 com Santos e contam com os filhos, \u00c2ngela e Rui, e com a neta, Fl\u00e1via, para terem acesso a um material de arquivo fundamental para a materializa\u00e7\u00e3o de toda a sua trajet\u00f3ria. Santos colocou no papel parte de sua pr\u00f3pria vida para chegar na hist\u00f3ria de Gabriel, que com o corpo fechado enfrenta uma dezena de pistoleiros. Ao chegar no Rio de Janeiro, Santos trabalhou como motorista para o ent\u00e3o deputado Ten\u00f3rio Cavalcanti, conhecido pela alcunha de o &#8220;Homem da Capa Preta&#8221; e por estar sempre acompanhado de sua submetralhadora chamada \u201cLurdinha\u201d. Uma personagem absolutamente original e assustadora da hist\u00f3ria do Brasil que tamb\u00e9m rendeu, posteriormente, uma famosa interpreta\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Wilker para o cinema, em \u201cO Homem da Capa Preta\u201d (1986), de S\u00e9rgio Rezende. Diziam que Cavalcanti tinha uma prote\u00e7\u00e3o que o impedia de ser ferido, cren\u00e7a na qual Chico Santos se baseou para desenhar o seu filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos de produ\u00e7\u00e3o, \u201cAmuleto\u201d \u00e9 um t\u00edpico filme brasileiro que s\u00f3 existe gra\u00e7as ao empenho e \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de seus realizadores. Apesar de, na reta final de sua feitura, o longa-metragem ter ganhado um edital da Lei Paulo Gustavo, grande parte de sua filmagem foi realizada sem qualquer tipo de financiamento. Se a equipe tivesse esperado a entrada de recursos para come\u00e7ar a filmar, n\u00e3o teria conversado, por exemplo, com Nelson Pereira dos Santos, personagem cabal para o relato dessas hist\u00f3rias, que estava com 86 anos quando concedeu, em 2014, a sua entrevista. Outras figuras importantes como os atores Erley Jos\u00e9, Ney Santanna e Jards Macal\u00e9 (que tamb\u00e9m foi o compositor da trilha sonora ao lado do lend\u00e1rio baterista Edison Machado) tamb\u00e9m contribuem muito com hist\u00f3rias engra\u00e7adas e at\u00e9 ent\u00e3o pouco conhecidas do grande p\u00fablico &#8211; como a de que Machado teria composto toda a parte de bateria do filme no improviso e \u00e0 base das subst\u00e2ncias da cannabis sativa; ou a de quando Erley Jos\u00e9 chegou a ser confundido com uma autoridade religiosa da umbanda na interpreta\u00e7\u00e3o de seu papel. Tizuka Yamasaki e Luiz Carlos Lacerda, o Bigode, tamb\u00e9m acrescentam bons causos a respeito das loca\u00e7\u00f5es e do esp\u00edrito meio hippie e mambembe da produ\u00e7\u00e3o, algo t\u00edpico do perfil improvisador de Nelson Pereira dos Santos e daquele momento espec\u00edfico que vivia o cinema brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das grandes contribui\u00e7\u00f5es aqui \u00e9 dada pelo montador Severino Dad\u00e1, que \u00e0 \u00e9poca era apenas um iniciante na arte da montagem. Dad\u00e1 (apelido dado pelo pr\u00f3prio Nelson) nunca havia montado um longa-metragem sozinho, mas ganhou a confian\u00e7a do diretor pela sua sensibilidade para o corte &#8211; o jogo fino de \u201ccampo e contracampo\u201d exigido pelas cenas de tiroteio &#8211; e pelo seu conhecimento autodidata da linguagem cinematogr\u00e1fica. Por sua vez, chama a aten\u00e7\u00e3o o fato da montagem do pr\u00f3prio \u201cAmuleto\u201d, assinada por Barradas e Josenstein, deixar os cacos de produ\u00e7\u00e3o aparecerem no corte final. Alguns movimentos que, em geral, costumam ser deixados de fora de document\u00e1rios mais convencionais s\u00e3o abundantes aqui: os diretores aparecem em constante movimento, interagindo com outras pessoas da equipe e entrevistados, a pequena equipe \u00e9 revelada em a\u00e7\u00e3o, o microfone boom onipresente comp\u00f5e o quadro. Ali\u00e1s, esse car\u00e1ter coletivo evidencia o que o filme tem de melhor. Afinal de contas, cinema n\u00e3o se faz sozinho.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Amuleto, Doc, 2025, RJ (trailer)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5YLxIevsBC4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As imagens de arquivo selecionadas, sejam elas do acervo reunido por Chico Santos ao longo da vida ou as que revelam uma Duque de Caxias hist\u00f3rica, s\u00e3o muito bem aproveitadas pela montagem, que intercala livremente os v\u00e1rios ramos desta grande \u00e1rvore-mem\u00f3ria que \u00e9 o filme. A presen\u00e7a pontual de Jean-Claude Bernardet tamb\u00e9m engrandece esse amontoado de causos. O cr\u00edtico (falecido em julho deste ano) caminha pelo com\u00e9rcio da cidade, interage com equipe e personagens do filme, e concede o seu depoimento como testemunha-ocular da hist\u00f3ria do cinema. A sua recep\u00e7\u00e3o fresca ao filme do Nelson em 1974 \u00e9 absolutamente valiosa para entendermos o seu impacto, ontem e hoje. O document\u00e1rio, ao reunir todas essas perspectivas, demonstra cuidado e sagacidade diante de tantos compromissos, e defende com unhas e dentes a import\u00e2ncia do verdadeiro cinema independente brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAmuleto\u201d foi exibido no Festival do Rio em uma dobradinha com o curta-metragem &#8220;Laudelina e a Felicidade Guerreira&#8221;, dirigido por Milena Manfredini, cujo estilo vem sendo burilado ao longo dos anos, pelo menos desde o seu &#8220;Eu Preciso Destas Palavras Escritas&#8221; (2017), filme que se concentra em construir uma imagem poss\u00edvel do artista pl\u00e1stico Arthur Bispo do Ros\u00e1rio. Em seus \u00faltimos trabalhos, a for\u00e7a da moldura se imp\u00f5e, como se a diretora quisesse demarcar a rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima entre o cinema e as artes visuais. A raz\u00e3o de aspecto, nos filmes de Manfredini, n\u00e3o \u00e9 definida apenas em fun\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 dentro do quadro ou de um objetivo dram\u00e1tico que passa pela imagem materializada. Sobretudo, serve para dar a ver o que est\u00e1 fora, o que \u00e9 da ordem do invis\u00edvel. Contraditoriamente, assistir aos filmes da diretora na tela grande do cinema, com a falta de controle caracter\u00edstica de uma sess\u00e3o na qual o espectador se contenta em espectar, onde n\u00e3o lhe \u00e9 permitida a interrup\u00e7\u00e3o, \u00e9 o que d\u00e1 a esta forma de arte a sua maior for\u00e7a. &#8220;Laudelina e a Felicidade Guerreira&#8221;, assim como os demais filmes de Manfredini, \u00e9 muito marcado pela pesquisa. N\u00e3o apenas tem\u00e1tica, mas tamb\u00e9m a formal. A atriz, o texto, o arquivo, os sons e as imagens. Laudelina de Campos Mello foi pioneira na luta pelos direitos das empregadas dom\u00e9sticas no Brasil. Daquelas figuras que mereciam h\u00e1 muito tempo o reconhecimento do mundo, pecado que o filme trata de come\u00e7ar a reparar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/festival-do-rio\/\"><em>Leia mais sobre o Festival do Rio<\/em><\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-91751 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/amuleto2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1060\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/amuleto2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/amuleto2-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leandro Luz (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\/&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw2y1ecqCW_KBoFqtTKVBQEK\">@leandro_luz<\/a>) pesquisa e escreve sobre cinema. Coordena a \u00e1rea de audiovisual do Sesc RJ, atuando na curadoria, programa\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de projetos em todo o estado do Rio de Janeiro. Exerce atividades de cr\u00edtica no\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/screamyell.com.br\/site\/&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw263alYeTRQy1GYVR0TXsQG\">Scream &amp; Yell<\/a>\u00a0e nos podcasts\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/tudoebrasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/tudoebrasil&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw1BTqnliQ9DvtqDHkpafqt5\">Tudo \u00c9 Brasil<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw3TjpLW5o8SaVAAdNU3jD2Z\">Plano-Sequ\u00eancia<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/1disco1filme-podcast\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/1disco1filme-podcast&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw3DtKMpqv1bp5QVCI6MvWbM\">1 disco, 1 filme<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cAmuleto\u201d \u00e9 um document\u00e1rio que conta a hist\u00f3ria da produ\u00e7\u00e3o de \u201cO Amuleto de Ogum\u201d, milagre de Nelson Pereira dos Santos lan\u00e7ado em 1974\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/10\/08\/festival-do-rio-amuleto-defende-a-importancia-do-verdadeiro-cinema-independente-brasileiro\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":137,"featured_media":91750,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[7377],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91749"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/137"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91749"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91749\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":91755,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91749\/revisions\/91755"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91750"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91749"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91749"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91749"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}