{"id":9171,"date":"2011-07-15T07:04:35","date_gmt":"2011-07-15T10:04:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=9171"},"modified":"2011-08-11T09:47:37","modified_gmt":"2011-08-11T12:47:37","slug":"entrevista-skatapla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/07\/15\/entrevista-skatapla\/","title":{"rendered":"Entrevista: Skatapl\u00e1"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-9172 aligncenter\" title=\"logo_skatapla2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/logo_skatapla2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/logo_skatapla2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/logo_skatapla2-300x124.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anos 80, quando o rock nacional atacou, pilhou e tomou o espa\u00e7o dos medalh\u00f5es da MPB no cora\u00e7\u00e3o dos brasileiros, o principal ve\u00edculo de divulga\u00e7\u00e3o de um artista era o r\u00e1dio. Tinha a Globo, o Cassino do Chacrinha, as novelas, mas em termos de divulga\u00e7\u00e3o de massa, de chegar em tudo quanto lugar, o r\u00e1dio sempre foi o ve\u00edculo mais desbravador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cen\u00e1rio come\u00e7ou a mudar no final dos anos 90, quando uma gravadora iniciante elevou o valor do jabacul\u00e9 para bombar seus artistas (entre eles, Los Hermanos), e a grande maioria das r\u00e1dios parou de apostar no novo, no desafiador, preferindo vender suas faixas de hor\u00e1rios como espa\u00e7o para publicidade, a m\u00fasica como produto. O que se ouve no dial n\u00e3o s\u00e3o can\u00e7\u00f5es, mas an\u00fancios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi tamb\u00e9m no final dos anos 90 que o ska acenou que poderia virar moda no Brasil. Dezenas de grupos surgiram, a revista Bizz encartou um CD em uma edi\u00e7\u00e3o recheado de bandas novas e parecia que o ska seria a pr\u00f3xima onda. N\u00e3o foi, mas apresentou o estilo para milhares de jovens que montaram bandas ou&#8230; criaram um programa de r\u00e1dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSkatapl\u00e1 \u00e9 o \u00fanico programa de r\u00e1dio do Brasil dedicado ao ska e suas vertentes\u201d, anuncia o blog oficial (que pode ser visitado no <a href=\"http:\/\/www.skatapla.com.br\" target=\"_blank\">www.skatapla.com.br<\/a>). Conduzido pelo jornalista Denis Romani e pelo trompetista Gui Mosaner, o Skatapl\u00e1 teve uma primeira fase no dial, na 107,3 FM, e hoje em dia est\u00e1 na programa\u00e7\u00e3o online da  Brasil 2000 (<a href=\"http:\/\/www.brasil2000.com.br\" target=\"_self\">www.brasil2000.com.br<\/a>), toda sexta, \u00e0s 21h.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho, o programa comemorou um ano no ar, e para valorizar essa conquista da dupla, o Scream &amp; Yell bateu um papo r\u00e1pido via email com Denis Romani, que conta como surgiu a ideia do programa, fala do cen\u00e1rio atual do ska no Brasil, e afirma: \u201cIndependentemente da internet, a r\u00e1dio ainda \u00e9 um ve\u00edculo essencial pra se construir uma carreira\u201d. O Scream &amp; Yell assina embaixo. A seguir, o bate papo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-9173 aligncenter\" title=\"skatapla1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/skatapla1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/skatapla1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/skatapla1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um ano de Skatapl\u00e1: como surgiu a ideia de fazer um programa de r\u00e1dio dedicado ao ska?<\/strong><br \/>\nSou viciado em ska desde os meus 14 anos (1997), devido principalmente a dois ve\u00edculos: a MTV e o Skabadabadoo, programa de ska que foi transmitido pela Brasil 2000 FM entre 1997 e 2002. Desde que esse programa acabou, sempre me indaguei porque o Brasil nunca mais teve nada direcionado ao ska, j\u00e1 que o p\u00fablico continuava existindo. Sempre falei sobre isso com o Gui Mosaner, um amigo de inf\u00e2ncia que tamb\u00e9m sempre gostou bastante de ska. No ano passado, ele fez alguns contatos com o pessoal da 107,3 FM (ex-Brasil 2000) sobre a possibilidade do sonho se tornar realidade. Eles gostaram da ideia e ele logo me acionou pra fazermos uma parceria. Gravamos um piloto, o pessoal da r\u00e1dio curtiu e estamos a\u00ed completando um ano de vida, com algumas mudan\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso porque o programa pode ser dividido em duas fases: a primeira, de junho de 2010 a abril de 2011, quando estivemos realmente na 107,3 FM. A segunda, de meados de abril desse ano at\u00e9 agora, na internet. Em abril, a 107,3 FM se juntou \u00e0 Eldorado FM pra se transformar na Brasil 3000 FM e a grade de programa\u00e7\u00e3o musical foi completamente reformulada. Foi quando n\u00f3s perdemos nosso espa\u00e7o na r\u00e1dio e decidimos continuar apenas pela internet, na Brasil 2000, que virou uma webradio dedicada ao rock (como era na r\u00e1dio normal).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A passagem da r\u00e1dio para a web alterou alguma coisa no programa? Como voc\u00ea v\u00ea esse movimento de webradios? Existem v\u00e1rias muito bacanas no Brasil (na gringa, ent\u00e3o, s\u00e3o milhares).<\/strong><br \/>\nMudou bastante e ao mesmo tempo n\u00e3o mudou. D\u00e1 pra entender? Eu explico: a Brasil 2000 sempre nos deu muita liberdade editorial pra fazer o programa. Nunca ningu\u00e9m deu pitaco nas m\u00fasicas que a gente deveria tocar ou sobre os assuntos que a gente deveria abordar. Eles s\u00f3 pediam pra maneirar nos palavr\u00f5es e n\u00e3o fazer apologia ao \u00e1lcool e \u00e0s drogas, afinal, se tratava de uma r\u00e1dio educativa. Ent\u00e3o depois que fomos pra internet, o conte\u00fado e o formato do programa continuou exatamente o mesmo. O que mudou foi a nossa rela\u00e7\u00e3o com os ouvintes. Aqueles que a gente j\u00e1 tinha conquistado continuaram ouvindo o programa semanalmente, mas n\u00e3o necessariamente &#8220;ao vivo&#8221; pela internet. Muitos preferiam baixar o programa na semana seguinte no nosso blog.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que ficou mais dif\u00edcil foi conquistar novos ouvintes que estavam passando pela r\u00e1dio FM, presos no tr\u00e2nsito, ou mesmo em casa. Antigamente, toda semana aparecia um povo novo no Twitter ou no Facebook dizendo que tinha acabado de descobrir o programa quando estava mudando de r\u00e1dio. J\u00e1 hoje em dia isso n\u00e3o acontece com tanta frequ\u00eancia. A solu\u00e7\u00e3o foi apelar pra outra m\u00eddia, o blog do Skatapl\u00e1. Come\u00e7amos a atualizar ele com muito mais frequ\u00eancia. Assim os f\u00e3s de ska iriam parar no blog atr\u00e1s de not\u00edcias, e iriam acabar descobrindo o programa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falando de webradios em geral, acho que \u00e9 um segmento que teria tudo pra ser maior aqui no Brasil, mas ainda n\u00e3o \u00e9 muito profissional. O que a gente ouve \u00e9 muita gente que gosta de um determinado estilo e acaba criando a sua pr\u00f3pria r\u00e1dio, programa ou podcast dentro de casa. E os brasileiros tamb\u00e9m n\u00e3o pegaram esse costume ainda, como aconteceu na gringa, em que j\u00e1 houve casos de webradios que fizeram tanto sucesso que foram parar no dial. Pegue o caso da Brasil 2000, por exemplo. Muita gente fica choramingando o fim da r\u00e1dio na FM, mas n\u00e3o ouve a webradio, que continua exatamente com a mesma programa\u00e7\u00e3o. O pessoal prefere ficar reclamando e continuar ouvindo seus CDs, MP3s, ou as r\u00e1dios que &#8220;sobraram&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Costumamos falar sempre no Scream &amp; Yell que o ve\u00edculo &#8220;r\u00e1dio&#8221; \u00e9 essencial divulgar m\u00fasica. Como voc\u00ea ve o r\u00e1dio hoje em dia?<\/strong><br \/>\nLevando em conta que a minha adolesc\u00eancia foi nos anos 90, eu fui &#8220;criado musicalmente&#8221; ouvindo r\u00e1dio. E diferentemente do pessoal da minha gera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o abandonei esse h\u00e1bito com a chegada do MP3. Hoje em dia a r\u00e1dio perdeu muito do seu poder pra internet, mas o que ela perdeu principalmente, pra mim, foi a magia. Antigamente quando tocava uma m\u00fasica do seu \u00eddolo na r\u00e1dio, era uma vit\u00f3ria, uma conquista. Hoje em dia voc\u00ea baixa ela no seu computador e ouve quantas vezes voc\u00ea quiser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas acho que independentemente da internet, a r\u00e1dio ainda \u00e9 um ve\u00edculo essencial pra se construir uma carreira. Muitas bandas fazem sucesso no youtube, se transformam em virais, batem recorde de downloads, mas n\u00e3o conseguem encher uma casa de shows pequena. Entre as classes mais baixas, a r\u00e1dio ainda \u00e9 o principal modo de se escutar m\u00fasica, e \u00e9 divulgando um artista na r\u00e1dio que os shows ficam lotados. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que as r\u00e1dios populares continuam impulsionando \u00eddolos ao sucesso. O problema \u00e9 que o pessoal &#8220;moderninho&#8221; que curte m\u00fasica alternativa (rock, eletr\u00f4nico, etc) n\u00e3o vai ficar ouvindo s\u00f3 os mesmos hits das mesmas bandas. Eles querem o \u00e1lbum inteiro. At\u00e9 mesmo porque o &#8220;legal&#8221; hoje em dia \u00e9 conhecer o m\u00e1ximo de bandas poss\u00edveis, e n\u00e3o ser &#8220;especialista&#8221; em uma ou outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea faz um programa, mas fora ele voc\u00ea ouve outros programas de r\u00e1dio?<\/strong><br \/>\nPior que sim. Tenho mania de ficar ouvindo r\u00e1dio em casa ou no tr\u00e2nsito e twittar sobre o que estou ouvindo. O que mais ou\u00e7o dos amigos \u00e9: &#8220;jura que voc\u00ea ainda ouve r\u00e1dio?&#8221;. Adoro quando descubro uma banda nova na r\u00e1dio, ou quando ou\u00e7o uma m\u00fasica que eu nem lembrava que existia e nunca ia me lembrar de baixar em MP3. T\u00f4 sempre ouvindo a Oi FM, a Kiss FM, a Mit FM e a Eldorado FM. Mas n\u00e3o tem aquela coisa deou vir um programa espec\u00edfico, de ligar a r\u00e1dio pra ouvir exatamente aquela pessoa, sabe? E acho que o Skatapl\u00e1 conseguiu levar isso pra algumas pessoas que nunca tinham feito isso. Porque passei minha adolesc\u00eancia inteira assim. Pra mim os locutores de algumas r\u00e1dio eram &#8220;celebridades&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema \u00e9 que as op\u00e7\u00f5es de r\u00e1dios diminu\u00edram para quem, como eu, gosta de ouvir rock. Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, n\u00f3s j\u00e1 perdemos a 97 FM, a 89 FM, e agora, a Brasil 2000 FM. Sobrou a Kiss (que s\u00f3 toca cl\u00e1ssicos e raramente toca bandas nacionais), a Mit e a Oi (onde o rock divide espa\u00e7o com modernices da MPB e do eletr\u00f4nico). Ent\u00e3o se o moleque de 18 anos vai ouvir rock, ele vai ouvir o qu\u00ea? Jovem Pan? Assistir MTV? Acho que \u00e9 por isso que a refer\u00eancia de rock dessa molecada est\u00e1 distorcida. Eles n\u00e3o tem refer\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem contar que com essa hist\u00f3ria de voc\u00ea ouvir a m\u00fasica que voc\u00ea quiser no seu computador, as r\u00e1dios precisam ter um diferencial. N\u00e3o basta s\u00f3 tocar m\u00fasica. Tem que ter informa\u00e7\u00e3o, conte\u00fado, irrever\u00eancia. \u00c9 isso que a gente faz no Skatapl\u00e1. A gente fala pra caralho nos programas. N\u00f3s damos um embasamento das bandas que a gente toca, lan\u00e7amos coisas que n\u00e3o fazem sucesso por aqui, desenterramos uns hits esquecidos e falamos MUITA besteira. No come\u00e7o achei que o pessoal iria reclamar, mas por incr\u00edvel que pare\u00e7a, os ouvintes sempre d\u00e3o um feedback positivo dizendo que o que eles mais gostam \u00e9 de dar risada com as merdas que a gente fala no ar. \u00c9 como se a gente estivesse ouvindo ska, tomando umas no bar, e a r\u00e1dio estivesse transmitindo a nossa conversa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 o cen\u00e1rio brasileiro de ska hoje em dia? No meio dos anos 90 chegamos a ter um pequeno boom&#8230;<\/strong><br \/>\nNos final dos anos 90 o ska fez um relativo sucesso no Brasil como &#8220;o ritmo do ver\u00e3o&#8221;. Todo mundo falava que o ritmo ia estourar, que iriam surgir dezenas de &#8220;novos Paralamas do Sucesso&#8221;, e n\u00e3o foi bem isso o que aconteceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que rolou foi uma influ\u00eancia da 3\u00aa onda do ska, o chamado &#8220;skacore&#8221;. Essa mistura de ska com hardcore e punk estourou na Calif\u00f3rnia e isso acabou respingando por aqui. A MTV come\u00e7ou a bombar bandas como Reel Big Fish, Mighty Mighty Bosstones, Save Ferris (al\u00e9m de outras bandas que tocavam um ska mais tradicional, como Toasters e Hepcat). Essas mesmas bandas tamb\u00e9m tocavam nas r\u00e1dios rock, como a 89 e a Brasil 2000. Some isso ao lan\u00e7amento de uma colet\u00e2nea chamada &#8220;Ska Brasil&#8221; pela Paradoxx, que tamb\u00e9m contou com o apoio da  MTV e das r\u00e1dios pra impulsionar bandas como Skuba e Skamoondongos. Pronto, era &#8220;o ver\u00e3o do ska&#8221; no Brasil. Sem contar que naquela \u00e9poca  ainda existia o Skabadabadoo, que ajudava a juntar tudo isso em um s\u00f3 lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio dos anos 2000, o ska deu uma bela ca\u00edda no Brasil. As bandas brasileiras acabaram, as bandas gringas pararam de vir, e pouca gente fazia algo pelo ska aqui. Entre eles, o Bruno Kaskata (ex-apresentador do Skabadabadoo e atual dono da Radiola Records, que lan\u00e7a CDs e traz artistas de ska ao Brasil), o Thiago DJ (que sempre organiza festas de ska em S\u00e3o Paulo, como a Ska-Funk, uma das principais da atualidade), e o David Coturnada (que organiza a Skandalosa, principal festa de ska em Campinas). Isso pra falar s\u00f3 de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 que h\u00e1 uns dois, tr\u00eas anos, o ska meio que voltou a crescer no Brasil novamente. Surgiram duas bandas capazes de arrastar um grande p\u00fablico pros shows como h\u00e1 muito n\u00e3o se via: a Orquestra Brasileira de M\u00fasica Jamaicana e a dupla Peixoto &amp; Maxado. Os shows internacionais voltaram a aparecer (todos lotados), como Reel Big Fish, Toasters, Skatalites. Foi ent\u00e3o que surgiu o Skatapl\u00e1. Al\u00e9m de estar novamente nas ondas do r\u00e1dio, o ska voltou a ser falado na internet, porque o programa era transmitido simultaneamente no site da Brasil 2000. Bandas de todo o pa\u00eds come\u00e7aram a mandar material, n\u00f3s come\u00e7amos a pegar um nome na cena, at\u00e9 que chegou uma hora que todo mundo come\u00e7ou a entrar em contato com a gente pra lan\u00e7ar um CD, um single, anunciar um show.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Twitter e o Facebook ajudaram bastante nessa hora tamb\u00e9m. O programa foi crescendo e virou um blog tamb\u00e9m. No come\u00e7o ele seria usado s\u00f3 pra postar os programas gravados, mas hoje virou o principal (e um dos poucos) sites especializados em divulgar not\u00edcias de ska no Brasil (show internacionais, lan\u00e7amentos, clipes novos, etc). Resumindo: n\u00f3s conseguimos fazer o que h\u00e1 muito n\u00e3o era feito: agregar os f\u00e3s de ska em um s\u00f3 lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como tem sido a resposta do p\u00fablico neste 1 ano de programa?<\/strong><br \/>\nNo come\u00e7o foi dif\u00edcil. A gente entrou no ar pouco menos de um m\u00eas depois do Twitter do programa estar com uns 100 seguidores. Acho que uma meia d\u00fazia de gatos pingados ouviu. Mas quem ouviu, gostou. E quem gostou come\u00e7ou a divulgar. Lembro que no come\u00e7o a gente entrava em contato com as bandas pra pedir material de divulga\u00e7\u00e3o, de promo\u00e7\u00e3o, e todo mundo ficava meio com um p\u00e9 atr\u00e1s. Mas quando foram percebendo no que o programa estava se tornando, todo mundo come\u00e7ou a correr atr\u00e1s, a apoiar, a divulgar. Levar uma banda no programa no come\u00e7o era um sufoco. Hoje, n\u00f3s j\u00e1 levamos os principais nomes nacionais, como a OBMJ, o Sapo Banjo, o Peixoto &amp; Maxado, at\u00e9 o CPM 22, que decidiu se enveredar pelo ska no \u00faltimo disco. E muitos internacionais: os tchecos do The Spankers, os argentinos do Dulces Diablitos e La Cartelera Ska, o canadense Chris Murray e at\u00e9 mesmo o Marky Ramone.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa primeira fase na r\u00e1dio, al\u00e9m do boca-a-boca, a gente contou muito com o pessoal da internet. Eles divulgavam, retwittavam, curtiam no Facebook. Muita gente mandava email agradecendo pela exist\u00eancia do programa, dizendo que estavam \u00f3rf\u00e3os de ska. E muitos tamb\u00e9m diziam que tinham parado de ouvir ska, e tinham voltado a ouvir por causa do Skatapl\u00e1. Sem contar aqueles que diziam nem saber o que era ska, ouviram e adoraram. E os ouvintes s\u00e3o bastante participativos, tanto que muitos viraram nossos amigos. Eles aparecem nos shows, saem pra tomar uma com a gente, est\u00e3o sempre nas baladas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda fase do programa, quando fomos pra internet, confesso que perdemos um pouco a &#8220;magia&#8221; da r\u00e1dio. O n\u00famero de downloads n\u00e3o caiu. Mantivemos os f\u00e3s antigos, mas deixamos de conquistar facilmente os ouvintes novos, que sintonizavam a r\u00e1dio sem querer na hora do programa e gostavam. A divulga\u00e7\u00e3o na internet deu uma diminu\u00edda, talvez pelo fim dessa &#8220;magia&#8221; da r\u00e1dio que tanto falo. Mas os shows e festas continuam bombando, e sempre que o pessoal nos encontra nessas baladas, eles v\u00eam falar pra gente n\u00e3o abandonar o programa, pra gente n\u00e3o desanimar, ent\u00e3o \u00e9 basicamente isso que a gente est\u00e1 fazendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9174 aligncenter\" title=\"skatapla2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/skatapla2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.skatapla.com.br\/\" target=\"_blank\">www.skatapla.com.br<\/a><\/strong><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Marcelo Costa\nDenis Romani fala sobre o anivers\u00e1rio de 1 ano do &#8220;\u00fanico programa de r\u00e1dio do Brasil dedicado ao ska e suas vertentes&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/07\/15\/entrevista-skatapla\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9171"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9171"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9171\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9450,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9171\/revisions\/9450"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}