{"id":917,"date":"2009-03-09T21:40:07","date_gmt":"2009-03-10T00:40:07","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=917"},"modified":"2023-06-10T01:30:45","modified_gmt":"2023-06-10T04:30:45","slug":"hail-to-the-thief-e-a-volta-das-guitarras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/09\/hail-to-the-thief-e-a-volta-das-guitarras\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: &#8220;Hail To The Thief&#8221; e o Radiohead de volta \u00e0s guitarras"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-918\" title=\"hailtothethief\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/hailtothethief.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>por Marcelo Costa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o mundo n\u00e3o fosse um lugar t\u00e3o cruel e a ca\u00e7a aos c\u00e9lebres t\u00e3o intensa, &#8220;Hail To The Thief&#8221;, sexto \u00e1lbum do Radiohead, seria o disco \u00f3bvio ap\u00f3s o estrondoso sucesso do m\u00edtico &#8220;Ok Computer&#8221;. Acontece que o sucesso \u00e9 uma moeda de dois lados bem definidos, e um deles cobra seu quinh\u00e3o com voracidade, pois o mundo ainda n\u00e3o est\u00e1 pronto para lidar com pequenos momentos de genialidade. A vida, por\u00e9m, sempre surpreende, e pressionados contra o muro, o Radiohead deu um giro de 180 graus para baixar a guarda do mundo e voltar a fazer o que realmente gosta em seu disco mais \u00e0 vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Thom Yorke virou celebridade com o sucesso de &#8220;Ok Computer&#8221;, e a banda quase entrou em colapso com a rotina \u2013 muitas vezes destruidora \u2013 da fama. O flagrante deste momento foi registrado no filme &#8220;Meeting People Is Easy&#8221;, retrato de uma banda se libertando do mercado fonogr\u00e1fico (e de si mesma), e foi amplificado com a dobradinha de discos de atmosfera eletr\u00f4nica e antipop lan\u00e7ados na seq\u00fc\u00eancia: &#8220;Kid A&#8221; (2000) e &#8220;Amnesiac&#8221; (2001). No come\u00e7o de 2002, o vocalista confidenciava: &#8220;Bem, a id\u00e9ia \u00e9 n\u00e3o usar computadores no novo disco. Vamos ver quanto tempo que dura (rindo)&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de a banda entrar em est\u00fadio, por\u00e9m, uma decis\u00e3o daquelas que s\u00f3 o Radiohead tem culh\u00e3o de tomar levou o grupo para shows na Espanha e Portugal em julho e agosto com nada\u00a0menos do que 16 can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas na bagagem sendo que 12 entraram em &#8220;Hail To The Thief&#8221;. Os shows ca\u00edram na web, f\u00e3s discutiam e babavam nas novas can\u00e7\u00f5es, e a banda acompanhava online o burburinho como se estivesse consultando amigos sobre o que fazer com seu pr\u00f3prio futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como resultado deste m\u00e9todo, as grava\u00e7\u00f5es de &#8220;Hail To The Thief&#8221; duraram apenas quatro semanas, com a banda optando por duas semanas na ensolarada Los Angeles (e outras duas em sua cidade natal, Oxford) em detrimento de est\u00fadios do g\u00e9lido leste europeu que abrigaram as sess\u00f5es de &#8220;Kid A&#8221; e &#8220;Amnesiac&#8221;. Explicava Thom Yorke: &#8220;Os dois \u00faltimos registros em est\u00fadio foram uma verdadeira dor de cabe\u00e7a. Gastamos tanto tempo com computadores que chegamos a um ponto em que dissemos: \u2018Isso \u00e9 suficiente. N\u00f3s n\u00e3o podemos mais fazer isso\u2019&#8221;. N\u00e3o podiam, mas fizeram de novo. Ou quase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Hail To The Thief&#8221; n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o alardeada volta \u00e0s guitarras do quinteto. Ele bate no liquidificador a inoc\u00eancia juvenil (aqui, vertida em experi\u00eancia) dos dois primeiros \u00e1lbuns com a virul\u00eancia distanciada dos dois discos de esconderijo (&#8220;Kid A&#8221; e &#8220;Amnesiac&#8221;). O resultado \u00e9, ao mesmo tempo, simples e grandioso. Climas densos alternados com guitarras, \u00e0s vezes, na mesma can\u00e7\u00e3o. As can\u00e7\u00f5es soam mais cheias, inventivas, variadas, tensas, emocionais. \u00c9 o Radiohead atingindo a maioridade e se reinventando em um mundo que se reinventa a todo minuto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cinco anos depois de &#8220;Ok Computer&#8221;, o mundo j\u00e1 tinha digerido e entendido qual\u00e9 a do grupo, o que fez com que o \u00e1lbum decolasse nas paradas, mas n\u00e3o transformasse a banda na \u00faltima novidade do ver\u00e3o (algo meio inconceb\u00edvel j\u00e1 que, naquela \u00e9poca, eles carregassem dez anos de estrada nas costas). Eles deram uma volta ao mundo e decidiram parar o tempo, optando por brincar \u2013 estilosamente \u2013 de dif\u00edceis na expectativa de que o mundo os alcan\u00e7asse. E finalmente o mundo os alcan\u00e7ou, mas se as guitarras voltaram ao som do quinteto, o mau-humor com o\u00a0estado das coisas\u00a0atingiu picos estratosf\u00e9ricos nas letras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e0 toa, se a palavra &#8220;amor&#8221; ficou de fora de &#8220;Amnesiac&#8221;, em &#8220;Hail&#8221; ela s\u00f3 aparece perdida e nua na \u00faltima (e grande) m\u00fasica do \u00e1lbum, &#8220;A Wolf At The Door&#8221;. Nas outras, &#8220;inferno&#8221;, &#8220;veneno&#8221;, &#8220;diabo&#8221;, &#8220;frutas podres&#8221;, etc&#8230;, nos fazem lembrar que viver no Planeta Terra no \u00e1pice do capitalismo n\u00e3o \u00e9 brincadeira, afinal, esse \u00e9 o lugar em que &#8220;2 + 2 = 5&#8221;.\u00a0\u00c9 a faixa que abre &#8220;Hail To The Thief&#8221;. Ela come\u00e7a eletr\u00f4nica para no terceiro segmento explodir em barulho de guitarras. Em &#8220;Sit Down Stand Up&#8221;, outra faixa eletr\u00f4nica e carregada de climas, uma voz ordena: &#8220;Ande pelo portal do inferno&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 &#8220;Backdrifts&#8221;, tamb\u00e9m dominada por batidas eletr\u00f4nicas e teclados g\u00e9lidos ao fundo, define: &#8220;N\u00f3s somos frutas podres \/ N\u00f3s somos artigos estragados \/ Que diabos, n\u00e3o temos nada mais para perder \/ Um vento e n\u00f3s vamos provavelmente esfarelar&#8221;. O rock d\u00e1 as caras em &#8220;Go To Sleep&#8221;, uma das grandes can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum. Thom repete e repete e repete: &#8220;S\u00f3 por cima do meu cad\u00e1ver&#8221;. A excelente &#8220;Where I End and You Begin&#8221; tem como personagem um anjo que n\u00e3o pode participar da hist\u00f3ria e fica observando tudo das nuvens, mas n\u00e3o pode descer, e que no final sentencia: &#8220;Eu irei comer todos voc\u00eas vivos \/ N\u00e3o haver\u00e1 mais mentiras&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;We Suck Young Blood&#8221; tem clima jazz de botecos toscos no fim de uma noite terrivelmente escura. &#8220;The Gloaming&#8221;, a faixa mais chatinha do disco (na cola dos climas desconstru\u00eddos de &#8220;Kid A&#8221;\/&#8221;Amnesiac&#8221;), avisa: &#8220;G\u00eanio, saia da l\u00e2mpada: \u00e9 hora das feiti\u00e7arias&#8221;. O single do disco e uma das faixas poderosas do Radiohead nos anos 00 se chama &#8220;There There&#8221; e come\u00e7a como uma mantra, com tambores (tocados em shows por Jonny Greenwood e Ed O\u2019Brien) fazendo a cama para a voz de Thom Yorke que crava no peito do ouvinte: &#8220;S\u00f3 por que voc\u00ea sente, n\u00e3o significa que esteja l\u00e1&#8221;. No final, ap\u00f3s um bel\u00edssimo solo de guitarra, outro aviso: &#8220;O C\u00e9u enviou-te para mim \/ N\u00f3s somos acidentes que ainda v\u00e3o acontecer&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;I Will&#8221; \u00e9 uma bel\u00edssima balada valorizada pela melancolia da voz e coro. O final do \u00e1lbum aposta na eletr\u00f4nica com a \u00f3tima &#8220;A Punchup at a Wedding&#8221; (de letra escarrada: &#8220;Voc\u00ea tinha que mijar no nosso desfile \/ Voc\u00ea tinha que estragar nosso grande dia \/ Voc\u00ea tinha que arruinar tudo por causa \/ De uma briga de b\u00eabados no casamento&#8221;), a pirada &#8220;Myxomatosis&#8221; (&#8220;O gato vira-lata voltou pra casa \/ Carregando uma cabe\u00e7a \/ E foi direto exibi-la \/ Aos seus novos amigos&#8221;) e a bonita &#8220;Scatterbrain&#8221;, uma can\u00e7\u00e3o prima em climas e nudez de &#8220;I Will&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Senhores de seus pr\u00f3prios destinos, os integrantes do Radiohead conquistaram o direito de fazer o que quiserem em um disco. &#8220;Hail To The Thief&#8221; exibe flashs dessa liberdade num resultado t\u00e3o coeso que soa injusto deixa-lo sob a sombra de &#8220;The Bends&#8221;, &#8220;Ok Computer&#8221;, &#8220;Kid A&#8221; e &#8220;Amnesiac&#8221;, os quatro \u00e1lbuns que dividem a prefer\u00eancia dos ardorosos f\u00e3s do grupo. \u00c9 um complicador para quem se acostumou a lan\u00e7ar obras definitivas, pois qualquer coisa que esteja um pouco inferior fica em segundo plano. E, geralmente, essas obras menores s\u00e3o maiores do que a carreira inteira de saqueadores e n\u00e3o iluminados. Se fosse um disco do Muse, do Elbow, do Remy Zero ou do Coldplay, &#8220;Hail To The Thief&#8221; seria considerado uma obra-prima. \u00c9 um disco bel\u00edssimo de uma banda singular, rara, especial, repleta de bel\u00edssimos discos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o final, &#8220;Hail To The Thief&#8221; convoca Beethoven na melhor can\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum. A &#8220;Sonata ao Luar&#8221; abre &#8220;A Wolf at the Door&#8221;, faixa derradeira do \u00e1lbum. Thom Yorke est\u00e1 furioso e atropela frases desconexas que montam um clima absurdo e doentio. \u00c9 o mundo desencantado e claustrof\u00f3bico do vocalista se parecendo cada vez mais com o mundo de todos n\u00f3s. Mas, claro, nem tudo est\u00e1 perdido. E a esperan\u00e7a \u00e9 jogada nos bra\u00e7os das &#8220;crian\u00e7as&#8221;, provavelmente a palavra mais repetida em &#8220;Hail To The Thief&#8221;. Parece que Thom assume o mundo sombrio que vivemos sem desistir de lutar, sabendo que as crian\u00e7as de hoje t\u00eam tudo para ser a salva\u00e7\u00e3o do amanh\u00e3. Na terceira faixa, &#8220;Sail to the Moon&#8221;, uma dica: &#8220;Talvez voc\u00ea seja presidente \/ E saiba o que \u00e9 certo e o que \u00e9 errado \/ E no meio da inunda\u00e7\u00e3o \/ Construir\u00e1 uma arca&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o filho de Thom Yorke se chama No\u00e9&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Hail To The Thief\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_kPII4LpY7zRLIeNQkBNKpbQE4NV2mkHSc\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Radiohead - Hail to the Thief - Early, Live &amp; Acoustic\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kibGVTUFC5c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">********<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcelo Costa \u00e9 jornalista e editor do Scream &amp; Yell. Texto reescrito e atualizado a partir do <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/radiohead_hail_thief.htm\">original<\/a> publicado em 23\/06\/2003 neste mesmo portal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Scream &amp; Yell faz um retrospectiva da carreira da banda de Thom Yorke detalhando disco a disco a trajetoria de um dos poucos grupos que realmente importam no rock mundial. Semana que vem, \u201cIn Rainbows\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cPablo Honey\u201d, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/01\/20\/pablo-honey-obra-prima-do-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThe Bends\u201d, por Renata Honorato (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/04\/the-bends-o-melhor-do-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cOk Computer\u201d, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/11\/ok-computer-um-disco-fundamental\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cKid A\u201d, por Lu\u00eds Henrique Pellanda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/18\/kid-a-o-radiohead-no-topo-do-mundo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cAmnesiac\u201d, por Marco Tomazzoni (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/04\/amnesiac-a-vanguarda-do-rock\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cHail To The Thief\u201d, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/09\/hail-to-the-thief-e-a-volta-das-guitarras\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;In Rainbows&#8221;, por Alexandre Matias (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/17\/in-rainbows-o-album-da-decada\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Se o mundo n\u00e3o fosse um lugar t\u00e3o cruel e a ca\u00e7a aos c\u00e9lebres t\u00e3o intensa, &#8220;Hail To The Thief&#8221; seria o disco \u00f3bvio ap\u00f3s o estrondoso&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/09\/hail-to-the-thief-e-a-volta-das-guitarras\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[341],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/917"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=917"}],"version-history":[{"count":21,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/917\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75337,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/917\/revisions\/75337"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=917"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=917"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=917"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}