{"id":9146,"date":"2011-07-12T04:10:35","date_gmt":"2011-07-12T07:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=9146"},"modified":"2016-08-31T03:26:47","modified_gmt":"2016-08-31T06:26:47","slug":"do-amor-em-lisboa-encantamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/07\/12\/do-amor-em-lisboa-encantamento\/","title":{"rendered":"Do Amor em Lisboa: encantamento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-9148 aligncenter\" title=\"l\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/l.gif\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O encontro estava marcado para um final de tarde quente, nos armaz\u00e9ns do Chiado, no cora\u00e7\u00e3o da baixa lisboeta. Gabriel Bubu, envergando uma tshirt cl\u00e1ssica Do Amor, cumprimentou-me calorosamente, seguindo-se Ricardo Dias Gomes. Os dois m\u00fasicos acompanharam-me em dire\u00e7\u00e3o a um famoso p\u00e1tio, cont\u00edguo \u00e0 emblem\u00e1tica Rua Garrett, a que se juntariam mais tarde Marcelo Callado e Gustavo Benj\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A boa disposi\u00e7\u00e3o imperava e por entre cervejas e uma bruschetta, os quatros falaram dos discos de vinil da The Band, de Flying Burrito Brothers e de Fran\u00e7oise Hardy, entre outros, que os integrantes da banda compraram numa loja especializada em Lisboa. A reconstru\u00e7\u00e3o do Chiado, ap\u00f3s o inc\u00eandio de 1988, despertou a aten\u00e7\u00e3o de Ricardo e Bubu recordou a sua primeira passagem com o Los Hermanos na capital portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era tempo de conhecer as motiva\u00e7\u00f5es da banda, os novos rumos, as parcerias eminentes e perspectivar o primeiro show em territ\u00f3rio portugu\u00eas, depois do merecido destaque e reconhecimento resultante do \u00faltimo trabalho do grupo carioca. De Lisboa para o Brasil, o Do Amor conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a possibilidade de excursionarem pela Europa ?<\/strong><br \/>\nO primeiro convite que recebemos foi para o Festival Vigo Transforma, na Espanha. O organizador do evento viu um show nosso em Porto Alegre, no Festival El Mapa de Todos, que procura integrar a cena brasileira com a dos pa\u00edses latinos. O respons\u00e1vel da organiza\u00e7\u00e3o, Fernando \u201cSenhor F\u201d Rosa, convidou essa pessoa para assistir ao espet\u00e1culo. Ele assistiu ao nosso show e sentiu que a nossa performance tinha muito a ver com o festival dele. Fic\u00e1mos animados com essa solicita\u00e7\u00e3o, que inclu\u00eda um cach\u00ea interessante, e pens\u00e1mos em expandir e fazer outras coisas. \u00c9 a primeira vez que vamos \u00e0 Europa, e voltamos com dinheiro no bolso (risos). J\u00e1 toc\u00e1mos em Londres, ainda vamos tocar em Lisboa, Guimar\u00e3es e temos pela frente mais tr\u00eas shows na Galicia (Espanha). As coisas come\u00e7aram a expandir-se de uma forma m\u00e1gica. \u00c9 muito bom para a banda aparecer aqui com o primeiro disco, isso est\u00e1 dando frutos, e \u00e9 importante para n\u00f3s receber um olhar de fora, uma vis\u00e3o de outros lugares mais distantes da nossa realidade. O Do Amor \u00e9 um conjunto muito peculiar e tem um sentido de humor que nem todos os lugares do Brasil compreendem totalmente. Somos um pouco sarc\u00e1sticos, uma caracter\u00edstica que o Rio de Janeiro possui, e temos outros tra\u00e7os que acabamos por descobrir nestas desloca\u00e7\u00f5es ao exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e3o ocorrendo os shows ?<\/strong><br \/>\nComo \u00e9 a nossa primeira excurs\u00e3o na Europa, temos uma grande expectativa em saber o que vai acontecer. Mas estamos muito tranquilos. Os dois shows que j\u00e1 fiz\u00e9mos foram incr\u00edveis. Em Vigo atuamos com artistas muito importantes. Tocamos no palco principal e logo depois tocou o cantor folk canadense Ron Sexsmith e no dia seguinte a importante banda espanhola Vetusta Morla. Esse foi o nosso primeiro concerto, s\u00f3 que chegamos direto do v\u00f4o, fomos para o hotel e depois passamos o som e por isso foi um espet\u00e1culo cansativo, mas grande. O p\u00fablico era gen\u00e9rico, n\u00e3o estava l\u00e1 especialmente para nos ver, no entanto, tiv\u00e9mos uma \u00f3tima receptividade para uma abertura e as pessoas dan\u00e7aram e pularam connosco. Em Londres, fechamos a noite, no Notting Hill Arts Club, depois dos shows do Cuchufleta, um grupo com m\u00fasicos chilenos e londrinos e o conjunto local 7Suns. Era um clube pequeno, mas estava abarrotado de gente para uma ter\u00e7a-feira e obtiv\u00e9mos uma recep\u00e7\u00e3o mais calorosa, por conta da promo\u00e7\u00e3o que foi feita. Em Vigo, e em Londres tamb\u00e9m, as pessoas que mais piram, falam conosco depois da apresenta\u00e7\u00e3o e compram os discos, s\u00e3o indiv\u00edduos que t\u00eam uma cultura musical ampla e fazem associa\u00e7\u00f5es n\u00e3o muito \u00f3bvias. O show tem um lado muito popular, porque tocamos ritmos dan\u00e7antes e populares como o samba e o carimb\u00f3, mas os grandes f\u00e3s do Do Amor s\u00e3o nerds da m\u00fasica. N\u00f3s ficamos um pouco entre as pessoas que gostam de rock e acham que somos muito MPB e as pessoas que gostam de MPB e acham que tocamos um rock rasgado demais. De uma forma geral, procuramos entregar a m\u00fasica, ao p\u00fablico, no seu potencial m\u00e1ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em seu \u00e1lbum hom\u00f4nimo, o Do Amor mistura sonoridades tradicionais brasileiras com rock. Foi uma experi\u00eancia ou pretendem continuar seguindo esse caminho?<\/strong><br \/>\nEstamos com a cabe\u00e7a voltada para o pr\u00f3ximo disco e existe uma sinaliza\u00e7\u00e3o de que vai ser um trabalho ainda com can\u00e7\u00f5es mel\u00f3dicas e letras, incluindo arranjos, nas mesmas bases do primeiro \u00e1lbum. Mas, ao mesmo tempo, procuraremos fazer uma pesquisa de som que vai al\u00e9m de interpretar apenas uma m\u00fasica. Ou seja, experimentar e a partir de um fragmento chegar a algum lugar. Pode ser que prossigamos a f\u00f3rmula de misturar rock com m\u00fasica brasileira, que marcou muito o conjunto, mas tamb\u00e9m poderemos seguir um caminho mais experimental e n\u00e3o menos popular ou dan\u00e7ante. Nunca programamos as coisas e, com o (produtor) Chico Neves, depuramos o que faziamos nos espet\u00e1culos. Simplesmente, pegamos uma m\u00fasica folcl\u00f3rica e tradicional, como o carimb\u00f3, e a tocamos da nossa forma safada, sem nos preocuparmos se estamos sendo tradicionalistas ou n\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel que gravemos o novo trabalho ao vivo num est\u00fadio, em fita, para obter uma qualidade superior de registro. Planejamos gravar o novo trabalho no in\u00edcio de 2012 e provavelmente entraremos em est\u00fadio no m\u00eas de fevereiro. Isso significa que teremos um processo de pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o ainda este ano. Achamos que ter\u00e1 a dura\u00e7\u00e3o de um m\u00eas, incluindo a parte de composi\u00e7\u00e3o e ensaio do disco. Se gravarmos em fevereiro, \u00e9 bem poss\u00edvel que o \u00e1lbum saia no segundo semestre do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como surgiu a parceria com o cantor espanhol Xoel Lopez ?<\/strong><br \/>\nO encontro com ele foi muito feliz. N\u00f3s vimos o show dele em Vigo e gostamos bastante. Ainda n\u00e3o sabemos o que vamos gravar com ele. \u00c9 prov\u00e1vel que utilizemos uma m\u00fasica dele, nossa ou at\u00e9 uma vers\u00e3o, mas ainda n\u00e3o decidimos como ser\u00e1 essa parceria. Mas estamos otimistas porque houve um encontro espiritual que poder\u00e1 render bons frutos. Depois de Lisboa iremos para a Galicia, ensaiaremos com ele e ent\u00e3o saberemos o que vamos fazer. Foi algo que acompanhou a prepara\u00e7\u00e3o desta turn\u00ea, uma vez que ouvimos falar do Xoel antes de sairmos do Brasil. Foi atrav\u00e9s do Kuru, que ajudou a fechar essa turn\u00ea conosco e \u00e9 um dos articuladores do selo +Brasil M\u00fasica, que lan\u00e7ou o nosso primeiro disco. O Xoel Lopez j\u00e1 tinha tocado no Brasil com a Legi\u00e3o Urbana e com Fernando Catatau, do Cidad\u00e3o Instigado. Havia proximidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas tem conhecimento da nova cena musical portuguesa ?<\/strong><br \/>\nConhecemos pouca coisa, devido ao fato de sermos alheios \u00e0 nova realidade e \u00e0 falta de conviv\u00eancia, a n\u00e3o ser o Buraka Som Sistema que o Gabriel conheceu, e admira, durante a vinda do Los Hermanos a Portugal h\u00e1 cinco anos atr\u00e1s. Gostariamos de tomar contato com mais bandas portuguesas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que podemos esperar do show no espa\u00e7o cultural Arte&amp;Manha ?<\/strong><br \/>\nDurante muito tempo, os nossos concertos eram um pouco ca\u00f3ticos. Muitas vezes, minutos antes da atua\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sabiamos o que iamos tocar. Isso implicava uma renova\u00e7\u00e3o de show para show e era \u00f3timo. Atualmente, j\u00e1 fazemos um set list de que gostamos muito e isso desenvolveu uma ordem de can\u00e7\u00f5es que se emendam e engendram de uma forma divertida. Vai ser um concerto de festa, porque estamos num momento em que temos muita vontade de tocar, e servir\u00e1 para selar a nossa vontade de vir a Portugal para tocar mais vezes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-9162 aligncenter\" title=\"doamor6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/doamor6.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/doamor6.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/doamor6-300x130.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Do Amor ao vivo em Lisboa: encantamento musical<br \/>\n<\/strong><strong>texto <\/strong><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><br \/>\n<strong>fotos por Jo\u00e3o Lima, do Espa\u00e7o Cultural Arte&amp;Manha<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 de Julho, Lisboa, o animado espa\u00e7o cultural Arte&amp;Manha foi o anfitri\u00e3o da primeira aventura portuguesa da banda Do Amor. O show come\u00e7ou com um atraso de uma hora devido a um problema t\u00e9cnico com um amplificador, mas n\u00e3o arrefeceu o apetite genu\u00edno e a curiosidade do p\u00fablico presente na acolhedora sala Carlota Joaquina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passavam 10 minutos da meia-noite quando o violeiro Miltinho Edilberto interpretou um tema de Heitor Villa Lobos, e uma pequena melodia que debitava nomes de mulheres, oferecendo aos presentes acordes, efeitos percussivos e muito humor, abrindo caminho para a entrada das estrelas da noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O baixista Ricardo Dias Gomes deu o mote: \u201cObrigado por terem vindo e se algu\u00e9m se animar com o espet\u00e1culo pode dan\u00e7ar com a gente\u201d. Na abertura foi servido um \u201cBaby Doll de Nylon\u201d vibrante, n\u00e3o renegando as suas ra\u00edzes sessentistas e afirmando a unidade harm\u00f4nica e consistente da banda carioca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguiu-se o hit \u201cChal\u00e9\u201d. E se \u00e9 ineg\u00e1vel que a estrofe \u201cvou lamber voc\u00ea\u201d grudou definitivamente no ouvido, a parte instrumental n\u00e3o foi menos interessante e o tric\u00f4 dos dedilhados combinados dos guitarristas Gustavo Benj\u00e3o e Gabriel Bubu, que se repetiriam mais tarde, apresentaram unidades musicais circulares atraentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-9163 aligncenter\" title=\"doamor7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/doamor7.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pessoas concentravam-se em cadeiras colocadas frente ao palco, junto ao bar e um pouco atr\u00e1s do recinto principal, sorrindo com o charme do grupo (em particular o baterista Marcelo Callado, impag\u00e1vel), dan\u00e7ando ao som do proto-samba \u201cMorena Russa\u201d e embaladas em coros deliciosos criando empatia com o Do Amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dissipadas as d\u00favidas de que haveria festa, restava saber se o rock tamb\u00e9m habitava a alma do conjunto. A resposta come\u00e7ou a tomar forma na exuber\u00e2ncia das baquetas de Callado para o tema \u201cCachoeira\u201d, qual festa punk adornada com floreados de funk, fornecendo um suplemento de alma bem-vindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das interpreta\u00e7\u00f5es mais interessantes foi \u201cMindingo\u201d, alimentada por um baixo pulsante, respirando nos acordes de guitarra e validando o conceito de m\u00fasica urbana na sua mais pura ess\u00eancia. \u201cTive o prazer de dan\u00e7ar a minha m\u00fasica numa festa ontem, em Lisboa\u201d, seria assim que o baterista apresentaria \u201cIsso \u00e9 Carimb\u00f3\u201d, provocando o momento mais dan\u00e7ante da noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de afirmar com gra\u00e7a que \u201cas pessoas em Portugal s\u00e3o fixes (legais)\u201d, Gustavo Benj\u00e3o y sus muchachos tocaram \u201cUm Lindo Lago do Amor\u201d, el\u00e9trico na medida certa, pautado por quatro vozes e mais s\u00f3lido do que no disco. Os agradecimentos finais vieram ao som dos ritmos africanos de \u201cVem Me Dar\u201d, mas o p\u00fablico pedia mais e os cinco rapazes fizeram um \u00fanico encore com comicidade, e muito groove, para a cover de \u201cBicha Nota 10\u201d, de Pinduca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por diversos momentos, os cr\u00e9ditos firmados dos m\u00fasicos cariocas deram lugar a uma percep\u00e7\u00e3o coletiva de uma pequena orquestra vers\u00e1til. Aldous Huxley disse uma vez que \u201caquilo que mais aproximadamente exprime o inexprim\u00edvel \u00e9 a m\u00fasica\u201d. Em Lisboa, o Do Amor transmitiu, em pouco mais de uma hora, um sincero encantamento musical.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-9164\" title=\"doamor8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/doamor8.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pedro Salgado (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell<br \/>\n&#8211; Os gifs foram feitos por Diego Medina (<a href=\"http:\/\/www.diegomedina.com\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.diegomedina.com\/<\/a>) e as fotos s\u00e3o de Jo\u00e3o Lima, cortesia do espa\u00e7o Arte&amp;Manha (<a href=\"http:\/\/arteemanha.org\/\" target=\"_blank\">http:\/\/arteemanha.org\/<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Do Amor faz piada, homenageia, diverte. Por\u00e9m, parece ter perdido o timing. Ser\u00e1? (leia <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/10\/17\/musica-do-amor-do-amor\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Especial: conhe\u00e7a alguns destaques da nov\u00edssima cena portuguesa, por Pedro Salgado (<a href=\"..\/2011\/06\/07\/2010\/12\/11\/especial-como-anda-a-cena-portuguesa\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Pedro Salgado\nEm Lisboa, o Do Amor transmitiu um sincero encantamento musical. 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