{"id":91089,"date":"2025-09-09T00:01:57","date_gmt":"2025-09-09T03:01:57","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=91089"},"modified":"2025-10-08T09:19:34","modified_gmt":"2025-10-08T12:19:34","slug":"entrevista-idos-de-marco-quinteto-de-goiania-fala-sobre-o-ep-infamiliar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/09\/09\/entrevista-idos-de-marco-quinteto-de-goiania-fala-sobre-o-ep-infamiliar\/","title":{"rendered":"Entrevista: Idos de Mar\u00e7o, quinteto de Goi\u00e2nia, fala sobre o EP \u201cinfamiliar\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Danilo Souza<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um projeto solo, que virou duo, que virou quinteto\u2026 Muita coisa aconteceu nos seis anos de exist\u00eancia da banda Idos de Mar\u00e7o, de Goi\u00e2nia, formada por Jo\u00e3o Roberto (vocais), Lucas Amparo (baixo e vocais), Lipe (guitarra), Adriano Abreu (bateria) e Felps (guitarra). \u201c(Era um) projeto solo\u201d, relembra Jo\u00e3o. \u201c(Mas) pensei: \u2018Vai ter que ter gente pra tocar comigo\u2026\u2019, e lembrei do Adriano. A gente foi tocando junto, trocando ideia\u2026 e pensamos em ser um duo. (Depois) chamamos o Lucas, o Felps e o Lipe e nos juntamos na Idos, que deixou de ser um projeto solo e virou uma banda\u201d, explica o vocalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Idos de Mar\u00e7o viveu um hiato de lan\u00e7amentos oficiais, iniciado em 2020, que s\u00f3 terminou em 2025, quando o grupo publicou \u201c<a href=\"https:\/\/linktr.ee\/idosdemarco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">infamiliar<\/a>\u201d, EP de estreia que mescla p\u00f3s-hardcore, shoegaze e experimental em seis faixas, ainda que a banda mesmo se defina como \u201cemo goiano\u201d (no Instagram) e se encaixe muito mais na cena do \u201crock triste\u201d encabe\u00e7ada por nomes como Lupe de Lupe e, principalmente, Ludovic, que Jo\u00e3o define como \u201cm\u00e3e musical\u201d da Idos de Mar\u00e7o. \u201cEm muita coisa da nossa presen\u00e7a de palco a gente se inspira na Ludovic\u201d, confessa o vocalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, Jo\u00e3o, Lucas e Adriano relembram o come\u00e7o da Idos de Mar\u00e7o, as influ\u00eancias que nortearam \u201c<a href=\"https:\/\/linktr.ee\/idosdemarco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">infamiliar<\/a>\u201d (\u201cDo hardcore, acho que At The Drive-In\u2026 Do shoegaze, foi muito do gorduratrans, e do experimental, o Jo\u00e3o e o Adriano est\u00e3o escutando muito prog\u201d, pontua Jo\u00e3o) e analisam o momento atual da cena musical de Goi\u00e2nia: \u201cA cidade ficou um tempo sem ter bandas que s\u00e3o refer\u00eancia para a galera que est\u00e1 surgindo, e agora que a gente \u00e9 a banda que est\u00e1 participando da cena, estamos vendo uma galerinha ali de 18, 19 anos que est\u00e1 surgindo e aparecendo nos eventos. A gente est\u00e1 reacendendo uma chama\u201d, acredita Jo\u00e3o. Leia a entrevista na integra abaixo!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ou\u00e7a o Ep na integra abaixo<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"infamiliar\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_mqh5lypVV3UVuQm06lxCrrpUB60rlevI4\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o in\u00edcio da banda?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o: Eu j\u00e1 tinha tocado com o Adriano antes em uma outra banda, mas fomos para outros rumos. Fiz o meu projeto solo e, nesse contexto, lancei a primeira [vers\u00e3o de] \u201cArqu\u00e9tipos\u201d. Nisso do projeto solo, pensei, \u201cvai ter que ter gente pra tocar comigo\u2026\u201d, e lembrei do Adriano. A gente foi tocando junto, trocando ideia\u2026 a princ\u00edpio, pensamos em ser um duo, muito inspirado pela banda gorduratrans. S\u00f3 que a\u00ed o Adriano estava tocando em outra banda e me chamou para participar, ent\u00e3o acabou que [a Idos de Mar\u00e7o] ficou um pouco em hiato enquanto a gente estava nessa outra banda, j\u00e1 que nosso foco ficou inteiramente nesse outro projeto. S\u00f3 que nunca deixamos de criar. Fomos lapidando as m\u00fasicas de pouquinho a pouquinho e ensaiando quando dava. Lembro muitas vezes que acabava o ensaio da banda e a gente se juntava pra tocar as m\u00fasicas [compostas para a Idos de Mar\u00e7o]. At\u00e9 que essa banda acabou e passamos a focar 100% na Idos. E chamamos o Lucas, o Felps e o Lipe. Na verdade, todo mundo tocou junto em algum momento (em Goi\u00e2nia), ent\u00e3o nos juntamos (novamente, agora) na Idos, que deixou de ser um projeto solo e virou uma banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como voc\u00eas enxergam a evolu\u00e7\u00e3o do som da banda nessa transi\u00e7\u00e3o do duo para o quinteto?<\/strong><br \/>\nLucas: O Jo\u00e3o j\u00e1 tinha algumas composi\u00e7\u00f5es para esse projeto, mas acredito que \u00e9 muito interessante o jeito que a gente comp\u00f5e hoje em dia, porque muitas ideias surgem de cada um de n\u00f3s. Temos um grupo em que mandamos ideias de riffs, letras, arpejos\u2026 a pessoa que criou apresenta ali na hora, mostra pra gente e cada um vai incrementando sua ideia. O Jo\u00e3o entra com a linha vocal, o Lucas come\u00e7a a pensar ali em linhas de baixo que sejam interessantes para aquele projeto, o Adriano j\u00e1 vai para as baterias, o Lipe e o Felps com as guitarras\u2026 \u00e9 um trabalho bem coletivo. Tanto \u00e9 que, se voc\u00ea olhar os cr\u00e9ditos do EP, em todas as m\u00fasicas t\u00eam o nome de todo mundo, porque \u00e9 realmente um trabalho em conjunto e que \u00e9 muito s\u00f3lido. A gente tem uma sintonia muito interessante, n\u00e3o s\u00f3 nessa quest\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m no dia a dia. Temos uma amizade real, a gente se encontra para sair e tudo mais, isso \u00e9 muito importante para essa sintonia na composi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Temos um projeto onde est\u00e1 todo mundo remando para o mesmo lado, todo mundo tem um objetivo em comum, que \u00e9 compor, lan\u00e7ar nossas m\u00fasicas, enfim\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mesmo com o hiato nos lan\u00e7amentos, voc\u00eas continuaram na ativa nos palcos. Foi dif\u00edcil manter a banda nesse tempo sem novos registros de est\u00fadio? Como voc\u00eas definem essa fase?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o: Na pandemia a gente fazia tudo online. Eu gravava as coisas e mandava pro Adriano, que programava as baterias, e assim a gente ia compondo. Foi um hiato s\u00f3 de lan\u00e7amento, porque, mesmo que com uma frequ\u00eancia bem baixa, a gente ainda fazia as coisas do jeito que dava naquele contexto. E a\u00ed veio 2023, quando fizemos o nosso primeiro show, e a gente se manteve principalmente por causa disso. Acho que os shows que apareciam eram o principal motor, porque t\u00ednhamos que ensaiar para o show e nos ensaios surgiam as ideias das m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucas: Acho que agora, em 2025, muito do que nos mant\u00e9m nesse trabalho intenso que a gente j\u00e1 vem desde 2023 como um quinteto \u00e9 que constru\u00edmos um certo p\u00fablico. N\u00e3o s\u00e3o muitas pessoas, mas s\u00e3o figurinhas carimbadas, que sempre est\u00e3o em todos os shows. E acredito que isso s\u00f3 tende a aumentar, porque fizemos esse lan\u00e7amento do EP com mais m\u00fasicas e j\u00e1 temos uma base de pessoas que acompanham o nosso trabalho, o que faz com que a gente fique mais motivado para continuar ensaiando, compondo, gravando\u2026 ainda mais n\u00f3s, que somos m\u00fasicos totalmente independentes, todo mundo aqui tem seus empregos al\u00e9m da banda e a gente sabe que \u00e9 muito dif\u00edcil trabalhar nessa \u00e1rea que muitas vezes n\u00e3o tem nenhuma remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O trabalho mais recente de voc\u00eas, \u201cinfamiliar\u201d, \u00e9 um EP de seis faixas que mescla p\u00f3s-hardcore, shoegaze e experimental. Como se deu essa mistura de g\u00eaneros?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o: Foram algumas influ\u00eancias. Do hardcore, acho que At The Drive-In\u2026 Do shoegaze, foi muito do gorduratrans, e do experimental, o Jo\u00e3o e o Adriano est\u00e3o escutando muito prog [rock progressivo]&#8230; mas acho que pra gente sempre foi um pouco natural. As m\u00fasicas do \u201cinfamiliar\u201d, por exemplo, n\u00e3o tem uma estrutura muito bem definida, n\u00e3o foi um neg\u00f3cio pensado tipo \u201cah, vamos fazer essa m\u00fasica assim, com essa estrutura esquisitona\u2026\u201d: ela s\u00f3 saiu assim. A gente tem tamb\u00e9m essa cena do chamado \u201crock triste\u201d, que tem muita influ\u00eancia da Lupe de Lupe e da pr\u00f3pria Ludovic, que \u00e9 a nossa \u201cm\u00e3e musical\u201d, digamos assim.<\/p>\n<figure id=\"attachment_91091\" aria-describedby=\"caption-attachment-91091\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-91091\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/idosdemarco2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/idosdemarco2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/idosdemarco2-300x267.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-91091\" class=\"wp-caption-text\"><em>&#8220;infamiliar&#8221;, o EP de estreia da Idos de Mar\u00e7o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O nome do EP j\u00e1 traz uma sensa\u00e7\u00e3o de estranheza. Voc\u00eas comentaram nas redes que ele fala sobre algo que j\u00e1 foi \u00edntimo, mas agora aparece irreconhec\u00edvel. De que modo isso se traduziu nas letras? Elas s\u00e3o mais pessoais?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o: S\u00e3o letras bem pessoais. Acho que a escola dos letristas de onde tentamos buscar inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 assim. A gente vai tentando mastigar as palavras para trazer o m\u00e1ximo poss\u00edvel do que sentimos. E acho que quando tentamos expressar as coisas, inclusive as coisas ruins, nem sempre \u00e9 bonito, \u00e0s vezes \u00e9 triste e melanc\u00f3lico mesmo. Ent\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o m\u00fasicas alegres, s\u00e3o letras que tratam sobre sentimentos conflitantes. E a\u00ed j\u00e1 entra um pouco na quest\u00e3o do \u201cinfamiliar\u201d, que \u00e9 aquilo que era familiar e, em determinado momento, deixou de ser. O \u201cin\u201d do familiar \u00e9 um prefixo negativo, mas que acentua essa ang\u00fastia da sensa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o letras que tratam de contradi\u00e7\u00f5es, de fim de rela\u00e7\u00f5es\u2026 uma delas \u00e9 uma homenagem para um querido amigo que faleceu, a m\u00fasica \u201cpartes de mim s\u00e3o de argila\u201d. Acho que o nome [\u201cinfamiliar\u201d] deu uma amarrada legal [no conceito] e no que a gente estava tentando dizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Teve alguma faixa que deu mais trabalho ou que surpreendeu voc\u00eas no resultado final?<\/strong><br \/>\nLucas: A primeira faixa [\u201cidvs martiae\u201d], que a gente carinhosamente chama de \u201cidos idos\u201d, fazendo refer\u00eancia ao nome da banda, porque essa \u00e9 uma faixa instrumental que no final tem o Jo\u00e3o gritando visceralmente. Por ser instrumental, entendemos que ela seria uma faixa que as pessoas pudessem n\u00e3o dar muita import\u00e2ncia, porque costumam deixar um pouco mais de lado. Ela surpreendeu positivamente e \u00e9 uma das mais escutadas do EP. Ela tem muita din\u00e2mica, tem as partes limpas, as partes pesadas, tem uma parte ali no meio que \u00e9 meio prog, trazendo essa influ\u00eancia que falamos antes\u2026 A gente ficou muito feliz com isso, porque gostamos dessa faixa desde quando surgiu nos nossos ensaios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adriano: Todo mundo da banda achou que a galera iria escutar mais a \u201ceterna v\u00e9spera\u201d, mas tinha motivo, a galera j\u00e1 cantava ela nos shows que a gente fazia, mesmo sem lan\u00e7ar oficialmente, e tamb\u00e9m porque ela \u00e9 bem redondinha. S\u00f3 que a m\u00fasica que tem mais audi\u00e7\u00f5es \u00e9 \u201cpartes de mim s\u00e3o de argila\u201d, uma m\u00fasica rapidinha que tem menos de tr\u00eas minutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Goi\u00e2nia sempre foi conhecida por sua cena alternativa. Como voc\u00eas enxergam o atual momento da cena independente local? O p\u00fablico da cidade acompanha essas propostas mais experimentais?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o: \u00c9 muito interessante voc\u00ea perguntar sobre isso, porque est\u00e1vamos falando sobre em um grupo no WhatsApp com outras bandas amigas daqui de Goi\u00e2nia. A cidade ficou um tempo sem ter bandas que s\u00e3o refer\u00eancia para a galera que est\u00e1 surgindo, e agora que a gente \u00e9 a banda que est\u00e1 participando da cena, estamos vendo uma galerinha ali de 18, 19 anos que est\u00e1 surgindo e aparecendo nos eventos. \u00c9 curioso. Isso \u00e9 muito interessante, porque a gente est\u00e1 reacendendo uma chama que talvez j\u00e1 estivesse apagada ou pelo menos se apagando\u2026 Esse processo \u00e9 uma coisa que \u00e9 palp\u00e1vel, a gente est\u00e1 vendo acontecer. N\u00e3o sei se as pessoas se inspiram [especificamente] na gente, mas estamos participando de um movimento em que algumas pessoas podem se inspirar para criar uma coisa nova e dar mais f\u00f4lego para a cena de Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sempre que falo com alguma banda que n\u00e3o faz parte do eixo RJ-SP, eu pergunto se existe uma \u201cnecessidade de aprova\u00e7\u00e3o\u201d ou at\u00e9 uma certa \u201cdepend\u00eancia\u201d da galera dessa regi\u00e3o. Como voc\u00eas lidam com isso? Tem esse lance de ter que \u201cir pra S\u00e3o Paulo\u201d para banda dar certo?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o: Acho que \u00e9 uma coisa muito dif\u00edcil de responder. Eu, particularmente, diria que gostaria de ficar aqui o tanto que for poss\u00edvel. Eu gosto de Goi\u00e2nia. Mas a gente tem que ver tamb\u00e9m pra onde nosso sonho nos leva, com todos os conflitos que isso implica\u2026 \u00e9 uma coisa dif\u00edcil de pensar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucas: \u00c9 claro que gostar\u00edamos de fazer uma turn\u00ea, passar por Minas, S\u00e3o Paulo, Rio, ir para o Nordeste\u2026 eu entendo tamb\u00e9m que, no nosso contexto atual, n\u00e3o d\u00e1 para negar que S\u00e3o Paulo, sobretudo, \u00e9 o centro do pa\u00eds, \u00e9 onde tem mais popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 onde tudo acontece\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adriano: Pensando em Goi\u00e2nia, especificamente, gostar\u00edamos muito de conseguir fazer com que a gente virasse n\u00e3o s\u00f3 uma cena fora desse eixo, mas uma cena que existe e consegue se manter ciclicamente ativa. Isso j\u00e1 acontece, mas para as coisas conseguirem dar retorno, \u00e9 essencial n\u00e3o s\u00f3 isso, mas o pr\u00f3prio poder p\u00fablico ajudar ou pelo menos n\u00e3o atrapalhar tamb\u00e9m, como tem sido o caso \u00e0s vezes\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E falando em Goi\u00e2nia\u2026 voc\u00eas tem uma hist\u00f3ria entrela\u00e7ada com um dos grandes festivais da\u00ed, o Goi\u00e2nia Noise Festival. O que ele representa na trajet\u00f3ria da banda?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o: A gente j\u00e1 teve essa conversa em alguns momentos e \u00e9 sempre um pouco assustador, porque todo mundo j\u00e1 teve banda antes e \u00e9 dif\u00edcil fazer as coisas. A Idos de Mar\u00e7o tem poucos anos, parando pra pensar, e a gente j\u00e1 fez algumas coisinhas\u2026 A gente est\u00e1 tocando nesses festivais como o Goi\u00e2nia Noise, por exemplo, e temos a oportunidade de passar em um lugar onde as nossas refer\u00eancias j\u00e1 passaram ou est\u00e3o passando nesse momento. Por exemplo, se n\u00e3o me engano, a Ludovic j\u00e1 veio e foi uma coisa absurda, uma catarse\u2026 em muita coisa da nossa presen\u00e7a de palco a gente se inspira na Ludovic, que \u00e9 uma grande refer\u00eancia que passou pelo Goi\u00e2nia Noise e que talvez ainda vai passar em edi\u00e7\u00f5es futuras. E a gente pode estar l\u00e1 junto com eles! Isso \u00e9 uma coisa surreal e que talvez, h\u00e1 poucos anos, n\u00f3s n\u00e3o entend\u00eassemos como alcan\u00e7\u00e1vel, mas que agora j\u00e1 \u00e9 uma coisa que a gente participa. O primeiro Goi\u00e2nia Noise que participamos foi o 27\u00ba. N\u00f3s tocamos no Martin Cerer\u00ea, que \u00e9 praticamente um templo da cena underground de Goi\u00e2nia, e nos orgulhamos muito disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o que voc\u00eas est\u00e3o pensando para carreira a partir do EP? Novos sons, parcerias ou at\u00e9 um \u00e1lbum completo? Ou pretendem levar o \u201cinfamiliar\u201d para outras cidades primeiro?<\/strong><br \/>\nA gente est\u00e1 em processo de composi\u00e7\u00e3o. Dessa vez vai ser um \u00e1lbum mesmo e t\u00e1 bem puxado pro midwest emo, mas tem um pouco de rock tamb\u00e9m, que piramos bastante. J\u00e1 temos umas m\u00fasicas definidas para lapidar, as ideias est\u00e3o germinando e a\u00ed devem ser umas dez m\u00fasicas, a maioria j\u00e1 tem uma participa\u00e7\u00e3o mais ativa de toda a banda como compositores, o que era uma ideia ali do come\u00e7o, quando a gente se transforma em quinteto. Vai sair um pouco diferente do que a gente trouxe nesse EP, no sentido de que agora vai ter uma influ\u00eancia muito forte do midwest [no \u00e1lbum], com guitarra mais limpa e em v\u00e1rias partes, enfim\u2026 estamos nos mostrando como uma banda que quer ser um pouco mais plural dentro do rock e seus diferentes estilos. Mas neste momento, o que a gente pretende \u00e9 levar o \u201cinfamiliar\u201d a cada vez mais cidades. Inclusive, tivemos at\u00e9 uma reuni\u00e3o recentemente para buscar datas e cidades que a gente possa levar o EP. Queremos tocar em outros estados, no Nordeste, no Sudeste, no Sul e no Norte tamb\u00e9m, com certeza. E, ao mesmo tempo, a gente trabalha nesse \u00e1lbum. N\u00f3s queremos alcan\u00e7ar o maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa \u00e9 a pergunta mais dif\u00edcil, n\u00e3o pelo contexto, mas pelo objetivo. Se voc\u00eas tivessem que definir a banda em somente uma palavra, qual escolheriam?<\/strong><br \/>\nLucas: Amizade. A gente tem uma rela\u00e7\u00e3o muito bonita para al\u00e9m da banda e \u00e9 um grande diferencial, porque a gente que t\u00e1 na cena v\u00ea muita coisa acontecer e ficamos pensando \u201cisso que a gente tem aqui \u00e9 muito precioso!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o: Cara, eu juro que na minha cabe\u00e7a veio amor!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adriano: P\u00f4, eu pensei em ca\u00f3tico, mas de um jeito bom. Um bom caos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"idos de mar\u00e7o - migalhas\/solu\u00e7os (renan feliciano\/jards macal\u00e9) | ao vivo no festival beira mundo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/z5pbcMrHkDs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Danilo Souza \u00e9 estudante de jornalismo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia). Acompanhe seu trabalho em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/danilosouza.jornalismo<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;A gente est\u00e1 reacendendo uma chama (da cena de Goi\u00e2nia) que talvez j\u00e1 estivesse apagada ou pelo menos se apagando\u2026 Esse processo \u00e9 uma coisa que \u00e9 palp\u00e1vel, a gente est\u00e1 vendo acontecer&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/09\/09\/entrevista-idos-de-marco-quinteto-de-goiania-fala-sobre-o-ep-infamiliar\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":153,"featured_media":91090,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7856],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91089"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91089"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91089\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":91092,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91089\/revisions\/91092"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91090"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}