{"id":90790,"date":"2025-08-23T09:28:09","date_gmt":"2025-08-23T12:28:09","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=90790"},"modified":"2025-10-14T01:40:09","modified_gmt":"2025-10-14T04:40:09","slug":"terminal-guadalupe-detalha-serenata-de-amor-proprio-seu-quinto-disco-faixa-a-faixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/08\/23\/terminal-guadalupe-detalha-serenata-de-amor-proprio-seu-quinto-disco-faixa-a-faixa\/","title":{"rendered":"Terminal Guadalupe detalha &#8220;Serenata de Amor Pr\u00f3prio&#8221;, seu novo disco, faixa a faixa"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de introdu\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><br \/>\nfaixa a faixa de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/terminalguadalupe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Terminal Guadalupe<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;\u00c9 como ouvir 10 bandas diferentes no mesmo \u00e1lbum&#8221;, instigam o vocalista e letrista Dary Jr. e o multi-intrumentista Allan Yokohama sobre \u201c<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/serenata-de-amor-proprio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Serenata de Amor Pr\u00f3prio<\/a>\u201d (2025), o quinto disco da Terminal Guadalupe. Ainda assim, h\u00e1 um fio condutor sonoro que n\u00e3o s\u00f3 aproxima muitas can\u00e7\u00f5es no \u00e1lbum, dando unidade ao repert\u00f3rio, como tamb\u00e9m conecta o novo disco com os primeiros \u00e1lbuns da banda, principalmente \u201cVC Vai Perder o Ch\u00e3o\u201d (2005) e \u201cA Marcha dos Invis\u00edveis\u201d (2007), algo que \u201cAgora e Sempre\u201d (2022), disco de transi\u00e7\u00e3o que marcou o retorno da colabora\u00e7\u00e3o de Dary e Allan, apenas insinuava. Ou seja, \u201cSerenata de Amor Pr\u00f3prio\u201d traz o Terminal Guadalupe que muita gente aprendeu a admirar no final dos anos 00.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/serenata-de-amor-proprio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Serenata de Amor Pr\u00f3prio<\/a>\u201d combina reminiscencias sessentistas (Beach Boys, Big Star, Ronettes, Phil Spector, Cat Stevens, Sui Generis, R.E.M.) com um olhar cuidadoso sobre temas caros aos dias atuais: \u201c\u00c9 um disco dedicado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da autoestima, apresenta can\u00e7\u00f5es que exaltam a afirma\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias ideias, desejos e identidade\u201d, explica o duo, que contou com Rodrigo Panzone (baixo), Leandro Lopes (gaita), L\u00e9o Destro (contrabaixo ac\u00fastico) e Ivan Rodrigues (bateria) nas grava\u00e7\u00f5es. Uma can\u00e7\u00e3o em especial, \u201cAl\u00e9m da Gl\u00f3ria\u201d, registra o reencontro da forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica da banda, com Dary e Allan mais Rubens K (baixo) e Fabiano Ferronato (bateria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No faixa a faixa abaixo, Dary, Allan e o produtor Bruno Sguissardi detalham o processo de constru\u00e7\u00e3o de \u201cSerenata de Amor Pr\u00f3prio\u201d. Confira!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Serenata de Amor Pr\u00f3prio\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_lJPLov4r1So_lTQusVc9TuqazGIuzbLGk\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) &#8220;Foi Por Pouco&#8221;<\/strong><br \/>\nDary: Power pop ao melhor estilo Big Star. O dedilhado R.E.M. no p\u00f3s-refr\u00e3o \u00e9 uma beleza. E o solo, ah, o solo conjunto de guitarras traz o grande momento de uma can\u00e7\u00e3o que fala com franqueza e alguma poesia sobre o fim de um relacionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Allan: Essa \u00e9 uma daquelas m\u00fasicas que eu achava que j\u00e1 estava pronta, at\u00e9 chegar o baixista e inverter tudo (risos). A linha de baixo do Panzone destaca a voz e o riff de guitarra no refr\u00e3o. Trouxe at\u00e9 uma certa disson\u00e2ncia nesse momento da can\u00e7\u00e3o, em que nem tudo precisa soar perfeito. Eu acho maravilhoso. Esse baix\u00e3o deu mais sentido \u00e0 m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno: Minha can\u00e7\u00e3o favorita do disco, disparado, ela \u00e9 o grande rock do disco, na minha opini\u00e3o, e rock me deixa feliz! No que diz respeito a produ\u00e7\u00e3o, o esfor\u00e7o maior foi para n\u00e3o estrag\u00e1-la. O ponto alto \u00e9 o solo com duas guitarras dobradas, gravadas simultaneamente pelo Allan e por mim.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) &#8220;V\u00e1 Ser Feliz&#8221;<\/strong><br \/>\nAllan: A letra foi inspirada em algumas \u201camizades\u201d t\u00f3xicas que tive. Foi a partir desta can\u00e7\u00e3o que a gente come\u00e7ou a pensar nesse conceito do amor pr\u00f3prio. Durante a grava\u00e7\u00e3o, eu estava muito curioso pra trabalhar com o Leandro Lopes, um gaitista vers\u00e1til e aberto a experimentar timbres diferentes como gaita baixo, gaita de acordes, entre outras. O Leandro \u00e9 a cereja do bolo em VSF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno: Foi a primeira que fizemos, o Allan sempre vem com algo l\u00fadico e eu sempre embarco, dessa vez foi uma sacola cheia com instrumentos para crian\u00e7a, e uma esp\u00e9cie de bumbo boliviano, e a\u00ed surgiu a base r\u00edtmica do arranjo, que deu suporte pra gente fazer o skazinho estranho que estava tocando na nossa cabe\u00e7a. O coro das meninas no \u00faltimo pr\u00e9-refr\u00e3o \u00e9 inspirado nas colegas de audit\u00f3rio do Silvio Santos, foi muito divertido grav\u00e1-las.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dary: A m\u00fasica \u00e9 99,8% do Allan. Primeiro ska da nossa discografia. Desabafa contra muitas coisas, como a cultura do \u00f3dio. \u00c9 t\u00edpico da banda tratar de temas espinhosos com melodias solares, como fizemos em &#8220;O B\u00eabado de Ulysses&#8221; (viol\u00eancia dom\u00e9stica) e &#8220;Holidays in Amityville&#8221; (depress\u00e3o infantil).<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) &#8220;Sara&#8221;<\/strong><br \/>\nAllan: Em 2016, quando a Sara era bebezinha, eu a embalava ao som de seu pr\u00f3prio nome, cantando a melodia do refr\u00e3o da can\u00e7\u00e3o. Depois, em 2018, com a composi\u00e7\u00e3o terminada, eu decidi grav\u00e1-la no meu projeto solo Yokohama Caf\u00e9. Agora, quando est\u00e1vamos selecionando as m\u00fasicas que iriam entrar no disco, o Dary quis resgatar a can\u00e7\u00e3o, propondo outras ideias e arranjos. Tivemos a oportunidade de contar com dois grandes m\u00fasicos para a regrava\u00e7\u00e3o: Rapha Moraes, que \u00e9 padrinho da minha filha, no baixo, e No\u00e9lle Bonacin, no violoncelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno: M\u00fasica linda do Japa que veio muito pronta tamb\u00e9m. O cello j\u00e1 tocava o tempo todo na nossa cabe\u00e7a, ent\u00e3o foi \u00f3bvio colocar. No\u00e9lle fez isso com maestria, por\u00e9m n\u00e3o esper\u00e1vamos o baixo fretless do Rapha Mores, que deu o grande charme da parada. Destaco os timbres de guitarras que o engenheiro de som Matheus Bittencourt tirou &#8211; n\u00e3o s\u00f3 nessa, mas em todas as m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dary: A can\u00e7\u00e3o \u00e9 linda como a Sarinha. Minha contribui\u00e7\u00e3o foi acrescentar um vocal no refr\u00e3o para ampliar o sentido da m\u00fasica, da homenagem para uma filha \u00e0 pedagogia do processo de cura.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Terminal Guadalupe - Sara\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JkT5P9P_D5g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) &#8220;Volta&#8221;<\/strong><br \/>\nDary: Tinha feito algo que mais se parecia com um jingle. O Allan mudou a melodia. O Bruno trouxe um ar retr\u00f4. \u00c9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor \u00e0 civilidade, ao desejo de voltar a um tempo em que, aparentemente, nada nos dividia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Allan: O Bruno elevou \u201cVolta\u201d a outro n\u00edvel. Rearranjou a m\u00fasica de uma maneira bel\u00edssima e inspiradora, t\u00e3o inspiradora quanto as melodias e arranjos do grande Brian Wilson. Ivan Rodrigues, o baterista, foi a pe\u00e7a-chave que entregou o groove necess\u00e1rio para a can\u00e7\u00e3o. No final, ela se tornou uma das minhas prediletas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno: J\u00e1 conhecia essa m\u00fasica do Dary de outros carnavais, mas a vers\u00e3o demo que o Allan me trouxe me fez olhar com outros olhos para ela. Ele puxou para algo mais 60\u2019s, s\u00f3 que bem balada e mais arrastada. Ent\u00e3o me veio a epifania da gente ir para um lado mais Phil Spector, Ronettes, permanecer nos 60\u2019s, mas dar um up, e assim fizemos. Ficou bem mais rom\u00e2ntica, e isso tamb\u00e9m me deixa feliz.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) &#8220;Al\u00e9m da Gl\u00f3ria&#8221;<\/strong><br \/>\nDary: A melodia \u00e9 de 2008. Era para ter entrado no \u00e1lbum &#8220;Agora e Sempre&#8221;, de 2022, mas n\u00e3o chegamos a um consenso. A letra \u00e9 sobre a minha reconcilia\u00e7\u00e3o com o Allan. Ficamos sem contato entre 2009 e 2018. A m\u00fasica celebra essa reuni\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Allan: E tamb\u00e9m celebra a reuni\u00e3o em est\u00fadio que tivemos com o Rubens K e o Fabiano Ferronato, baixista e baterista, respectivamente, da forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica da banda, que gravaram com a gente nesta faixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno: A oportunidade de ter gravado a forma\u00e7\u00e3o mais cl\u00e1ssica do Terminal Guadalupe nessa faixa foi maravilhosa. Esses caras todos s\u00e3o muito representativos pra mim. E a m\u00fasica ficou porrada.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Terminal Guadalupe - Al\u00e9m da Gl\u00f3ria\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cTa-jkAm7Vs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) &#8220;Sonho N\u00e3o Faz Curva&#8221;<\/strong><br \/>\nDary: Minha can\u00e7\u00e3o preferida de &#8220;Serenata de Amor Pr\u00f3prio&#8221;. Junta Beatles com Xangai. Me inspirei na minha m\u00e3e para fazer a letra. Amo as camadas de instrumentos no arranjo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Allan: A parte inicial do viol\u00e3o eu havia criado em 1999, mas s\u00f3 foi resgatada do fundo da gaveta em 2024, quando virou can\u00e7\u00e3o. O solo de guitarra foi inspirado em George Harrison.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno: O ponto l\u00fadico nessa \u00e9 o clima de taberna, homens e mulheres embriagados brindando, batendo na mesa, cantando, rindo e chorando abra\u00e7ados. O lance legal nessa, assim como em \u201cVai ser feliz\u201d, \u00e9 o uso da gaita de boca do Leandro meio que fazendo as vezes de um acordeom no arranjo, ajudando na personalidade da parada. Lind\u00edssima!<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) &#8220;Black Jesus&#8221;<\/strong><br \/>\nDary: M\u00fasica de branco &#8211; ou mais associada a brancos &#8211; para exaltar os negros. Suco de Terminal Guadalupe. \u00c9 como se Cat Stevens fosse um quilombola. A ideia de surgir um Jesus n\u00f3rdico onde todos tinham pele e olhos escuros sempre me incomodou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Allan: Em 2013, eu fui para o Togo, na \u00c1frica, visitei algumas igrejas por l\u00e1 e todas mostravam as mesmas pinturas de qualquer igreja cat\u00f3lica, s\u00f3 que com uma grande diferen\u00e7a: Jesus era preto. Tudo fez muito mais sentido na minha cabe\u00e7a a partir dali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno: \u00c9 uma m\u00fasica meio folk, meio gospel, o trabalho ficou na ponta dos dedos do Allan, pra tocar com a sutileza certa pra gente criar as camadas de viol\u00e3o. No dia da grava\u00e7\u00e3o de voz, o Dary chegou resfriado. Fiquei meio puto, mas n\u00e3o quis falar nada, afinal, j\u00e1 est\u00e1vamos ali e ir\u00edamos gravar de qualquer jeito, pelo menos tentar. No final, combinou demais na m\u00fasica a voz levemente zoada em fun\u00e7\u00e3o do resfriado, deu o charme.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) &#8220;Cuando Me Extra\u00f1as&#8221;<\/strong><br \/>\nDary: Era uma balada triste, com cara de Savia Andina e Sui Generis, que virou um tema dan\u00e7ante. Allan e Bruno podem falar mais sobre isso. Escrevi a letra quando Allan ainda estava na Europa. \u00c9 sobre essa saudade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Allan: Eu imaginava ela como uma balada andina bem melanc\u00f3lica com instrumentos mais r\u00fasticos, quase que num ritual xam\u00e2nico. Talvez essa minha imagina\u00e7\u00e3o vire realidade noutro disco. Ela acabou sendo o arranjo que mais mudou do original e todo o processo de transforma\u00e7\u00e3o foi muito divertido, principalmente pelas refer\u00eancias que est\u00e1vamos buscando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno: Essa m\u00fasica chegou com uma demo em que o arranjo tamb\u00e9m levava para o clima de taberna, mas a\u00ed j\u00e1 comecei a achar demais. E ent\u00e3o, cantarolando a can\u00e7\u00e3o, comecei a fazer a melodia do refr\u00e3o cantando no estilo Shakira. Todos ca\u00edram na risada, mas eu vi que o caminho poderia ser por ali, sim, ent\u00e3o eu insisti e eles come\u00e7aram a comprar a ideia. Da Shakira fomos pro eurodance e dali acabamos inevitavelmente voltando pra refer\u00eancias mais familiares de p\u00f3s-punk, mas tudo isso est\u00e1 no arranjo final.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) &#8220;Amor, Eu Vou Embora&#8221;<\/strong><br \/>\nDary: Fiz a m\u00fasica de uma s\u00f3 vez, em 2024, inspirado em Chico Buarque e em um casal de amigos. Foi a primeira vez que ousei compor pela perspectiva de uma mulher &#8211; a bela interpreta\u00e7\u00e3o de Ana Cascardo refor\u00e7ou isso. Tem sido uma das can\u00e7\u00f5es mais ouvida do \u00e1lbum, o que nos surpreende.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Allan: Quando o Dary me mostrou \u201cAmor, Eu Vou Embora\u201d, eu n\u00e3o conseguia visualizar ele ou mesmo eu cantando e gravando essa m\u00fasica. Convocamos o Bruno para o Fender Rhodes e a Ana Cascardo para contribuir com sua linda voz. \u00c9 a \u00fanica can\u00e7\u00e3o em que eu e o Dary n\u00e3o participamos da grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno: Quem foi embora nessa m\u00fasica foram os caras da banda, que me deixaram tocando piano el\u00e9trico sozinho com a cantora (risos). Anedotas \u00e0 parte, \u00e9 um arranjo muito sutil, um Rhodes ligado no echoplex e a voz da incr\u00edvel Ana Cascardo.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10) &#8220;Calma&#8221;<\/strong><br \/>\nAllan: Francis Yokohama, m\u00fasico e tamb\u00e9m meu primo, comp\u00f4s excelentes can\u00e7\u00f5es. \u201cCalma\u201d \u00e9 uma das que mostrei pro Dary e nela vimos a cara do Terminal Guadalupe. Durante a grava\u00e7\u00e3o, me pediram pra gravar um solo a la Nirvana (sem eu precisar implorar por isso), eu n\u00e3o acreditei, achei que estava sonhando (risos). \u00c9 a t\u00edpica faixa pra encerrar disco: pesada e reflexiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dary: \u00c9 a minha letra preferida do disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno: Essa foi das ultimas que fizemos. A ideia do arranjo dessa m\u00fasica era trabalhar a sinestesia, a sensa\u00e7\u00e3o de cada parte, e no final veio a calhar um \u201cT\u00e1 faltando um Nirvana a\u00ed bicho\u201d. Descemos a porrada.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11) &#8220;N\u00e3o Desanime&#8221;<\/strong><br \/>\nAllan: O Dary me mandou a letra e a ideia por tr\u00e1s da m\u00fasica, a melodia surgiu de uma maneira muito r\u00e1pida no viol\u00e3o e com alguns retoques depois, ela tava pronta. Igual Miojo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dary: Eu compilei frases comuns em devolutivas de RH para montar a letra como se fosse uma carta sobre processo seletivo. Era para ser engra\u00e7ado, mas tamb\u00e9m ficou melanc\u00f3lico, ou seja: coerente com a nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno: O disco j\u00e1 estava gravado, mixado, masterizado, pronto pra ir para o mundo, os caras da banda vieram aqui em casa pra gente discutir detalhes sobre o show de lan\u00e7amento do disco e ent\u00e3o me mostraram uma m\u00fasica nova. Eu adorei, falei que eles tinham que gravar um v\u00eddeo simples tocando a m\u00fasica, eles quiseram fazer na hora, e a\u00ed, como j\u00e1 est\u00e1vamos aqui no meu est\u00fadio, n\u00e3o v\u00ed porqu\u00ea n\u00e3o gravar o \u00e1udio tamb\u00e9m. Assim surgiu a \u00faltima faixa do disco. Em 15 minutos, m\u00fasica e clipe estavam prontos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Allan: No geral, foi um processo muito divertido e diferente para o Terminal Guadalupe contar com uma variedade de m\u00fasicos para esta grava\u00e7\u00e3o, cada um com sua escola musical variando entre rock, jazz, punk, o cl\u00e1ssico, o blues, a musica regional, a MPB. A contribui\u00e7\u00e3o de todos foi muito importante para a realiza\u00e7\u00e3o do disco: a produ\u00e7\u00e3o e musicalidade do Bruno Sguissardi, a paci\u00eancia e as t\u00e9cnicas (nos variados timbres que buscamos) de Matheus Bittencourt, as baterias pulsantes do Ivan Rodrigues, os baixos mel\u00f3dicos de Rodrigo Panzone, as diferentes hist\u00f3rias e timbres que as harm\u00f4nicas de Leandro Lopes da Gaita trouxeram e ainda contamos com L\u00e9o Destro, no contrabaixo ac\u00fastico, trazendo classe \u00e0s faixas por ele gravadas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Terminal Guadalupe - N\u00e3o Desanime\" width=\"563\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RJIm4WX8LOY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quinto disco combina reminiscencias sessentistas (Beach Boys, Big Star, Ronettes, Phil Spector, Cat Stevens, Sui Generis, R.E.M.) com um olhar cuidadoso sobre temas caros aos dias atuais\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/08\/23\/terminal-guadalupe-detalha-serenata-de-amor-proprio-seu-quinto-disco-faixa-a-faixa\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":90792,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[424],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90790"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90790"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90796,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90790\/revisions\/90796"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}