{"id":90680,"date":"2025-08-17T21:24:32","date_gmt":"2025-08-18T00:24:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=90680"},"modified":"2025-09-18T14:24:44","modified_gmt":"2025-09-18T17:24:44","slug":"entrevista-fieis-ao-thrash-metal-mineiro-payback-apresenta-rataria-novo-ep-todo-composto-em-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/08\/17\/entrevista-fieis-ao-thrash-metal-mineiro-payback-apresenta-rataria-novo-ep-todo-composto-em-portugues\/","title":{"rendered":"Entrevista: Fi\u00e9is ao thrash metal mineiro, Payback apresenta &#8220;Rataria&#8221;, novo EP todo composto em portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada em 2011, a banda mineira <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/payback_br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Payback<\/a> est\u00e1 lan\u00e7ando um EP novo, \u201c<a href=\"https:\/\/paybackbr.bandcamp.com\/album\/rataria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rataria<\/a>\u201d (2025), composto por cinco faixas totalmente em portugu\u00eas, can\u00e7\u00f5es que mergulham em temas urgentes e inc\u00f4modos ligados a degrada\u00e7\u00e3o mental provocada pelas redes sociais, o genoc\u00eddio sionista e, principalmente, o reacionarismo promovido pela extrema-direita no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fi\u00e9is ao thrash metal, Daniel Tulher (vocal e baixo), Igor Gustavo (guitarra), Pedro Klized (guitarra) e Thiago Pena (bateria) tamb\u00e9m se aproximam do death metal em \u201cRataria\u201d, algo que Daniel observa com naturalidade: \u201cO flerte com o death metal sempre esteve presente no som da banda\u201d, destaca. \u201cSempre que houver espa\u00e7o e inspira\u00e7\u00e3o, o death metal estar\u00e1 presente (no nosso som\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, feita por e-mail, Daniel Tulher fala sobre a nova fase do Payback, com o repert\u00f3rio cantado em portugu\u00eas, analisa o legado e a tradi\u00e7\u00e3o do metal mineiro, o tom pol\u00edtico das letras e a necessidade de se posicionar, a import\u00e2ncia de coletivos art\u00edsticos na constru\u00e7\u00e3o da cena independente e os desafios do mercado fonogr\u00e1fico na atualidade, entre outras coisas. Leia abaixo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"PAYBACK - Brainrot \/ D\u00e9cada da Decad\u00eancia (CLIPE OFICIAL)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YkJyYDqRBkg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Rataria&#8221; marca o primeiro registro totalmente em portugu\u00eas da Payback, em uma cena mineira historicamente marcada por bandas que flertaram com o ingl\u00eas. Qual foi o ponto de virada para voc\u00eas optarem por um trabalho integralmente em portugu\u00eas, e o quanto essa escolha potencializa a mensagem pol\u00edtica do disco?<\/strong><br \/>\nCantar em portugu\u00eas totalmente foi um processo. N\u00e3o sei se houve exatamente um ponto de virada, mas um momento importante foi quando observei que algumas letras que eu escrevia em ingl\u00eas passavam batidas, ao passo que as pessoas se lembravam das letras em portugu\u00eas, algumas at\u00e9 mais simples. Mesmo assim, a fon\u00e9tica ainda me incomodava, mas, gradativamente fui me acostumando, assim como os caras da banda, at\u00e9 chegar na migra\u00e7\u00e3o total. Hoje, me sinto mais instigado a escrever em portugu\u00eas, al\u00e9m de facilitar a transmiss\u00e3o de nossa mensagem. Sinto que as pessoas absorvem melhor e sinto que v\u00e1rias barreiras no exterior foram superadas. V\u00e1rias bandas brasileiras est\u00e3o migrando para o portugu\u00eas, tocando dentro e fora do Brasil e isso \u00e9 incr\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A cena metal mineira carrega um legado de contesta\u00e7\u00e3o social desde os prim\u00f3rdios do Sepultura e do Overdose. Em que medida voc\u00eas enxergam &#8220;Rataria&#8221; como uma continuidade ou uma ruptura dessa tradi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nO thrash metal combina muito com o Brasil, pois temos ainda mais familiaridade com alguns temas abordados pelo estilo. Aqui em Minas Gerais isso se intensifica. A rela\u00e7\u00e3o do estado com o cristianismo, o conservadorismo, a monotonia com certeza influenciaram como resposta forma de resposta dessas bandas pioneiras, ainda mais nos anos de ditadura, quando elas surgiram. Hoje, alguns dilemas mudaram, mas muita coisa, infelizmente, permanece. Continuamos no anseio pela evolu\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A escolha de temas como a trama golpista no Brasil e o genoc\u00eddio palestino refor\u00e7a um tom de den\u00fancia. De que forma voc\u00eas equilibram a urg\u00eancia pol\u00edtica nas letras com a constru\u00e7\u00e3o musical extrema?<\/strong><br \/>\nAcho que esses dois aspectos conversam muito bem e essa converg\u00eancia \u00e9 extremamente natural. A forma\u00e7\u00e3o do metal extremo como sonoridade est\u00e1 intimamente ligada ao questionamento ao status-quo, \u00e0 inquieta\u00e7\u00e3o diante \u00e0s injusti\u00e7as, \u00e0s opress\u00f5es pol\u00edticas, religiosas, financeiras. At\u00e9 o intervalo musical que foi essencial na cria\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica do heavy metal, foi rejeitado primeiramente pela igreja cat\u00f3lica, que o apelidou de &#8220;tr\u00edtono do diabo&#8221; e o proibiu durante um longo tempo de ser tocado nas composi\u00e7\u00f5es religiosas. Tudo isso \u00e9 pol\u00edtica, mesmo que alguns tentem &#8211; estupidamente &#8211; despolitizar o rock ou heavy metal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A aproxima\u00e7\u00e3o do instrumental com o death metal aponta para um aprofundamento sonoro, fugindo do thrash tradicional. Esse caminho mais sombrio e dram\u00e1tico reflete uma mudan\u00e7a est\u00e9tica definitiva para a banda ou foi algo pontual, ditado pelo momento?<\/strong><br \/>\nO flerte com o death metal sempre esteve presente no som da banda, em maior ou menor escala, mas principalmente nos prim\u00f3rdios. Na demo &#8220;Toxic War&#8221;, por exemplo, tem muito daquela sonoridade raw do death metal feito em BH, do \u201cBestial Devastation\u201d do Sepultura e \u201cImmortal Force\u201d, do Mutilator. Somos f\u00e3s do estilo, de suas evolu\u00e7\u00f5es e de sua versatilidade, que proporciona uma ambi\u00eancia muito interessante para tratar de temas mais obscuros. Sempre que houver espa\u00e7o e inspira\u00e7\u00e3o, o death metal estar\u00e1 presente, mesmo que em menores doses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No release, voc\u00eas citam a necessidade de \u201cse manifestar\u201d contra injusti\u00e7as globais e locais. Como voc\u00eas percebem a recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico metal atual a essas narrativas pol\u00edticas, num momento em que muitos preferem um discurso \u201capol\u00edtico\u201d ou escapista?<\/strong><br \/>\nPercebemos esse discurso apol\u00edtico mais presente numa parcela mais desinformada e mais rasa do p\u00fablico, mais ligada ao mainstream. De uma forma geral, as pessoas que est\u00e3o na linha de frente das produ\u00e7\u00f5es da cena, do underground ao \u201cmidstream\u201d, dos coletivos e das bandas, t\u00eam um entendimento muito mais s\u00f3brio e entendem a necessidade do enfrentamento \u00e0s injusti\u00e7as, monop\u00f3lios, opress\u00f5es ao conservadorismo, etc. Isso est\u00e1 no esp\u00edrito do rock &#8216;n&#8217; roll desde sempre, e se algu\u00e9m n\u00e3o entendeu, volte 10 casas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-90681 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Payback.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Payback.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Payback-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Payback-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A arte de capa, criada por Lu\u00eds Felipe Loyola, traduz visualmente a brutalidade do disco. Como se deu a colabora\u00e7\u00e3o com ele, e em que medida voc\u00eas consideram o aspecto visual t\u00e3o essencial quanto o musical para impactar o p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nFoi bem tranquilo o trato com o Lu\u00eds, pois ele j\u00e1 \u00e9 nosso parceiro h\u00e1 algum tempo e j\u00e1 quer\u00edamos fazer uma capa com ele, que \u00e9 um grande artista. Passamos o conceito das letras, principalmente a \u201cRataria\u201d e o deixamos bem livre para desenvolver a ilustra\u00e7\u00e3o. O resultado que ele chegou foi bem pr\u00f3ximo do que est\u00e1vamos esperando, que \u00e9 uma capa bem ao estilo do clima obscuro do EP. A identidade visual \u00e9 um dos trunfos do heavy metal. As capas, logos, fontes, encartes t\u00eam um papel fundamental na constru\u00e7\u00e3o do estilo e nada melhor que aliar a constru\u00e7\u00e3o sonora \u00e0 identidade visual, ent\u00e3o artistas como o Lu\u00eds e tantos outros que a cena brasileira disp\u00f5e s\u00e3o essenciais nessa constru\u00e7\u00e3o est\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O metal mineiro sempre foi visto como uma cena \u201cunida\u201d e, ao mesmo tempo, marginal. Como a Payback se posiciona hoje dentro desse ecossistema? H\u00e1 um sentimento de pertencimento ou uma busca por romper com os r\u00f3tulos locais?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei se eu concordo com essa afirma\u00e7\u00e3o sobre a uni\u00e3o. At\u00e9 mesmo nos anos 80, nos tempos \u00e1ureos da Cogumelo (Records), houve hist\u00f3ricos de rixas e rivalidades, como Sepultura x Sarc\u00f3fago, a mais famosa delas. Acho que a cena sempre foi complexa e multifacetada, e controversa, influenciada pelas territorialidades e os contextos socioecon\u00f4micos, mas isso \u00e9 um longo debate. Fato \u00e9 que temos um riqu\u00edssimo ecossistema onde surgem v\u00e1rios artistas e bandas e algumas redes de pessoas nesse meio que se organizam e fazem as coisas funcionar, e nos integramos a algumas dessas redes por compactuarmos vis\u00f5es similares, como o coletivo Metalpunk Overkill (que transformou a cena belorizontina nos \u00faltimos anos), o Grindisgra\u00e7a, Rock Generator, F\u00faria, Cerco Grotesco, o Punk No Park, enfim. N\u00f3s fazemos parte porque, acima de tudo, somos parte de um todo e n\u00e3o somente banda que toca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O EP surge ap\u00f3s mudan\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00f5es de est\u00fadio. O quanto essas transforma\u00e7\u00f5es internas impactaram na coes\u00e3o criativa da banda? &#8220;Rataria&#8221; pode ser lido como um recome\u00e7o ou um fechamento de ciclo?<\/strong><br \/>\nImpactaram diretamente, pois a condu\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o do novo EP foi desenvolvida, principalmente, pelo Pedro Duarte, que entrou em 2023, A sua entrada deu um precioso impulso \u00e0 capacidade criativa da banda, e me deixou mais livre para focar nas tem\u00e1ticas, embora eu tamb\u00e9m tenha colaborado na cria\u00e7\u00e3o musical. N\u00e3o consideramos um recome\u00e7o, pois a identidade da Payback est\u00e1 l\u00e1 (e o Pedro, como j\u00e1 era admirador de nosso trabalho, soube absorver essas influ\u00eancias e increment\u00e1-la com sua identidade), nem um fechamento de ciclo, pois ainda h\u00e1 muito a ser oferecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Finalmente, em um cen\u00e1rio musical cada vez mais segmentado e dominado por playlists e consumo r\u00e1pido, onde voc\u00eas acreditam que um trabalho denso e pol\u00edtico como &#8220;Rataria&#8221; pode encontrar eco?<\/strong><br \/>\nBom, se formos observar o formato em si, \u201cRataria\u201d at\u00e9 que estaria alinhado \u00e0 l\u00f3gica mercadol\u00f3gica, pois a hype do momento s\u00e3o os singles, e, no m\u00e1ximo, EPs, e foi isso que fizemos, lan\u00e7amos um single e depois o EP completo. Mas isso foi s\u00f3 uma coincid\u00eancia, pois gostar\u00edamos de lan\u00e7ar algo pontual, antenado com a urg\u00eancia de alguns acontecimentos. Ademais, um \u00e1lbum custa mais, e est\u00e1vamos limitados financeiramente, ent\u00e3o foi a sa\u00edda que encontramos. O que esperamos com esse trabalho \u00e9 o que j\u00e1 tem acontecido nos shows, com as pessoas absorvendo as m\u00fasicas, se sentindo representadas com as nossas indigna\u00e7\u00f5es e proporcionando a troca de energia, que \u00e9 sempre o que importa no final das contas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rataria\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_mUPsf7SBZvZ9DTgxfdJo-F3V8JdWZouIw\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. Escreve tamb\u00e9m no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.phono.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.phono.com.br<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Daniel fala sobre a nova fase do Payback, com o repert\u00f3rio cantado em portugu\u00eas, analisa o legado e a tradi\u00e7\u00e3o do metal mineiro, o tom pol\u00edtico das letras e a necessidade de se posicionar e mais\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/08\/17\/entrevista-fieis-ao-thrash-metal-mineiro-payback-apresenta-rataria-novo-ep-todo-composto-em-portugues\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":90682,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7822],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90680"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90680"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90680\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90684,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90680\/revisions\/90684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90682"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}