{"id":90381,"date":"2025-07-29T02:11:25","date_gmt":"2025-07-29T05:11:25","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=90381"},"modified":"2025-08-23T01:04:37","modified_gmt":"2025-08-23T04:04:37","slug":"entrevista-alberto-continentino-fala-sobre-seu-novo-disco-que-traz-parcerias-com-ana-frango-eletrico-negro-leo-e-silvia-machete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/29\/entrevista-alberto-continentino-fala-sobre-seu-novo-disco-que-traz-parcerias-com-ana-frango-eletrico-negro-leo-e-silvia-machete\/","title":{"rendered":"Entrevista: Alberto Continentino fala sobre seu novo disco, que traz parcerias com Ana Frango El\u00e9trico, Negro Leo e Silvia Machete"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Danilo Souza<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um disco que mescla palavras, sons, imagens, figuras\u2026 o terceiro \u00e1lbum do carioca <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/albertocontinentino\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alberto Continentino<\/a>, \u201c<a href=\"https:\/\/orcd.co\/cabecaamileocorpolento\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cabe\u00e7a a Mil e o Corpo Lento<\/a>\u201d (2025), pode ser interpretado e sentido de diversas formas diferentes. \u00c9 o que ele mesmo conta: \u201cN\u00e3o \u00e9 uma coisa feita para uma compreens\u00e3o muito objetiva e sempre gostei muito disso. Acho que tem a ver com a minha musicalidade.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baixista experiente que j\u00e1 gravou com Ed Motta, Adriana Calcanhoto e Milton Nascimento, participou do &#8220;Ac\u00fastico MTv&#8221; de C\u00e1ssia Eller, al\u00e9m de acompanhar Caetano Veloso na turn\u00ea do \u00e1lbum &#8220;Meu Coco&#8221; (2021), Continentino revela\u00a0 que sua colabora\u00e7\u00e3o com Silvia Machete o influenciou muito: &#8220;Ela foi a primeira artista com quem musiquei letras (&#8230;). Abriram janelas dentro da minha cabe\u00e7a, de novas possibilidades do que eu poderia fazer&#8221;, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/23\/juri-da-apca-escolhe-os-50-melhores-discos-do-primeiro-semestre-de-2025\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Presente na lista da APCA 2025<\/a>, o novo \u00e1lbum traz parcerias de Alberto, que rascunhou as melodias em meio \u00e0 pandemia, com Domenico Lancellotti, Quito Ribeiro, Ana Frango El\u00e9trico, Gabriela Riley, Kassin, Silvia Machete, Cabelo, Jonas S\u00e1, \u00a0Nina Becker, Laura Erber e Negro Leo \u2013 Ana, Nina, Silvia e Gabriela ainda cantam no disco junto a Dora Morelembaum e Nina Miranda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/orcd.co\/cabecaamileocorpolento\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cabe\u00e7a a Mil e o Corpo Lento<\/a>\u201d faz jus ao nome e funciona como um retrato pessoal do musicista a respeito do per\u00edodo pand\u00eamico e o que veio depois dele. S\u00e3o v\u00e1rias ideias e est\u00edmulos ao mesmo tempo, e nem sempre o corpo acompanha o ritmo. \u201cTem muito a ver com o momento da pandemia, e eu acho que continuou depois [da pandemia], a gente est\u00e1 com a cabe\u00e7a muito acelerada e tal e eu sinto [isso] muito forte\u201d. Abaixo, Continentino fala mais sobre o disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ou\u00e7a o \u00e1lbum na integra abaixo.<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cabe\u00e7a a Mil e o Corpo Lento\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_l3ld1medwPbezWdX5gtKfRgxTGYON1RDw\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alberto, seu novo disco inverte a tradicional f\u00f3rmula de compor can\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que nasce a partir das letras e n\u00e3o das melodias. Como foi esse processo de criar o \u00e1lbum e o que mudou na sua forma de sentir ou pensar a m\u00fasica ao come\u00e7ar pelas palavras?<\/strong><br \/>\nComecei o processo de composi\u00e7\u00e3o durante a pandemia, naquela situa\u00e7\u00e3o que a gente chamava de isolamento \/ quarentena. Eu estava morando numa casa em Teres\u00f3polis com a minha fam\u00edlia num momento depois de ter lan\u00e7ado dois \u00e1lbuns, \u201cAo Som dos Planetas&#8221; (2015), que \u00e9 um esquema metade can\u00e7\u00e3o e metade instrumental, e o \u201cUltraleve\u201d (2018), que \u00e9 instrumental. Eu j\u00e1 estava pensando em fazer outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, teve um \u00e1lbum que cheguei a come\u00e7ar e parei no meio, perdi um pouco a identifica\u00e7\u00e3o com ele porque eu sentia que peguei um material que j\u00e1 tinha, como m\u00fasicas que tinha composto h\u00e1 cinco ou dez anos com algum objetivo, tipo, sei l\u00e1, ser gravado por algum artista e n\u00e3o foi, a\u00ed ficaram guardadas. Parei de me identificar com aquilo e comecei a pensar \u201ce se eu fizesse um \u00e1lbum todo novo, com as composi\u00e7\u00f5es todas voltadas para ele e para mim\u2026\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comecei a pensar de uma forma voltada para mim, com as minhas limita\u00e7\u00f5es e com a minha liberdade tamb\u00e9m, ent\u00e3o pude pirar mais nas melodias, fazer mais, ousar mais\u2026 eu quis fazer esse processo da letra e, a partir dessa ideia, moldar a melodia. Escolhi artistas que eu me identifico porque escrevem de uma maneira abstrata, indireta, n\u00e3o tem aquela mensagem diretamente, \u00e9 um trabalho com imagens, com paisagens, com coisas\u2026 n\u00e3o \u00e9 uma coisa feita para uma compreens\u00e3o muito objetiva e eu sempre gostei muito disso. Acho que tem a ver com a minha musicalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O t\u00edtulo \u201ccabe\u00e7a a mil e o corpo lento\u201d parece um retrato emocional dos anos mais recentes em nossa sociedade. Pandemia, reclus\u00e3o, excesso de est\u00edmulos\u2026 Esse disco \u00e9 mais sobre voc\u00ea ou sobre o mundo?<\/strong><br \/>\nEu acho que, quando me identifiquei com esse verso da Ana [Frango El\u00e9trico], foi, na verdade, uma coisa muito \u00edntima minha. Uma coisa que realmente me identifico, uma coisa de in\u00e9rcia, da cabe\u00e7a estar sempre com muita ideia, com muita inspira\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m com uma sede de consumir, ouvir, pesquisar, trocar ideias que instigam. Tem muito a ver com o momento da pandemia, e acho que continuou depois [da pandemia], a gente est\u00e1 com a cabe\u00e7a muito acelerada e tal e eu sinto [isso] muito forte. Mas \u00e9 realmente uma identifica\u00e7\u00e3o minha. Quando olhei esse verso [\u201ccabe\u00e7a a mil e o corpo lento\u201d, da faixa \u201cManjar de Luz\u201d], falei: \u201cParece que foi feito para mim\u201d. A Ana, quando escreveu, devia tamb\u00e9m estar [com a cabe\u00e7a acelerada], porque a letra \u00e9 cheia de ideias e faz parecer que ela estava tamb\u00e9m nessa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar de ser um disco solo, h\u00e1 colabora\u00e7\u00f5es com outros artistas em 11 das 12 faixas. No material de divulga\u00e7\u00e3o, voc\u00ea definiu que \u201ca escolha de parceiros foi a primeira composi\u00e7\u00e3o desse \u00e1lbum\u201d. Que crit\u00e9rios, emocionais ou est\u00e9ticos, te guiaram nessa sele\u00e7\u00e3o dos nomes?<\/strong><br \/>\nEu sempre gostei muito dessa forma como eu canto, acho que combina muito. No processo de grava\u00e7\u00e3o de vozes eu uso muitas dobras e coros, \u00e0s vezes gravo camadas de voz, sabe? E sempre acho um timbre feminino bonito, para mim complementa muito, \u00e9 uma coisa de orquestra\u00e7\u00e3o, de textura sonora mesmo essa mistura de voz masculina e feminina, e a\u00ed eu quis ter. E achei tamb\u00e9m que a cada hora ser uma [convidada diferente] vai apresentando uma din\u00e2mica boa para quem est\u00e1 ouvindo, s\u00e3o timbres diferentes e vozes lindas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu tenho uma hist\u00f3ria de parceria, e [os artistas convidados] s\u00e3o pessoas com quem eu fui tocar, com quem eu tive algum encontro musical em algum momento da minha vida, e da\u00ed nasceu uma identifica\u00e7\u00e3o. Pessoas que gostam das mesmas coisas, como a Nina [Becker] e a Silvia [Machete], a Ana [Frango El\u00e9trico], que tamb\u00e9m j\u00e1 conhe\u00e7o h\u00e1 um tempo e sempre a gente tem vontade de fazer coisas juntos. S\u00e3o pessoas que fazem parte de uma cena musical que eu [tamb\u00e9m] fa\u00e7o parte, ent\u00e3o foi um convite muito natural, s\u00e3o pessoas que fazem parte mesmo do meu dia a dia e eu tenho uma rela\u00e7\u00e3o e uma hist\u00f3ria com todas elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muitos dos artistas convidados possuem rela\u00e7\u00e3o com o campo das artes pl\u00e1sticas e visuais, al\u00e9m da m\u00fasica. Isso influenciou na sonoridade e no conceito do seu \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nAcho que tudo influencia. Estou muito aberto a ser influenciado, a ser inspirado pelas ideias, acho que isso foi a grande coisa desse processo de composi\u00e7\u00e3o, porque eu abri a minha cabe\u00e7a para as ideias que vinham desses artistas e, como eu acho que eles t\u00eam essa rela\u00e7\u00e3o com as outras artes, eu vejo muito isso. Vejo uma sequ\u00eancia de imagens, uma coisa cinematogr\u00e1fica que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o usual assim em can\u00e7\u00f5es, eu achei genial, mas \u00e0s vezes eu mostrava pras pessoas e elas falavam: \u201cNossa, que letra maluca, que doideira! Mas que doideira boa!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma coisa que tem a ver com as letras, com as palavras, um monte de letra amontoada, e acho que s\u00f3 podia vir realmente de um artista como o Cabelo e o Negro Leo tamb\u00e9m. Isso compensa uma coisa em mim que considero at\u00e9 uma certa aliena\u00e7\u00e3o, porque eu sempre fui muito voltado para a m\u00fasica [parte instrumental]. Eu nunca consegui escrever uma letra e eu tinha pouca rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m com letra de can\u00e7\u00e3o, apesar de ouvir muita can\u00e7\u00e3o americana e brasileira, eu ficava sempre viajando nas notas, nos arranjos, nos sons, na sonoridade dos acordes, nos ritmos\u2026 e a\u00ed acho que esses artistas meio que me completam e me tiram dessa aliena\u00e7\u00e3o da m\u00fasica para criar um \u00e1lbum que \u00e9 interessante n\u00e3o s\u00f3 pela musicalidade, mas pelas palavras, pelas frases, pelas imagens\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma coisa curiosa dentro desse processo criativo \u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o se coloca como um cantor, mas sim como algu\u00e9m que \u201cusa a voz como um instrumento\u201d. De que modo voc\u00ea colocou isso em pr\u00e1tica no est\u00fadio?<\/strong><br \/>\nEssa maneira de gravar as vozes \u2013 fazer as dobras, sempre colocar coro\u2026 \u2013 dilui um pouco a aten\u00e7\u00e3o e mistura o vocal com os instrumentos. Isso \u00e9 o que eu penso como um orquestrador e arranjador. N\u00e3o penso como int\u00e9rprete, n\u00e3o tenho esse dom de pegar uma can\u00e7\u00e3o e, atrav\u00e9s do canto, elevar essa can\u00e7\u00e3o a um n\u00edvel maior, com uma pot\u00eancia como a Dora Morelenbaum tem, a Silvia [Machete] tamb\u00e9m. Acho que isso \u00e9 de cada um. A minha sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito de dentro, ent\u00e3o, n\u00e3o sei como \u00e9 para uma pessoa estar ouvindo esse disco pela primeira vez e ouvindo as vozes. Mas sinto isso, como se fosse realmente mais uma pe\u00e7a ali, junto com sintetizadores que fazem um contraponto, junto com os metais que fazem outro contraponto. Sinto tudo muito equilibrado, \u00e9 a minha maneira de ouvir m\u00fasica, percebo muitos detalhes e n\u00e3o s\u00f3 o vocal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que tipo de escuta esse \u00e1lbum pede? \u00c9 algo mais contemplativo ou at\u00e9 sensorial? O que voc\u00ea espera que as pessoas sintam ao escutar esse disco?<\/strong><br \/>\nAntes de lan\u00e7ar o disco, nessa parceria, por exemplo, com o selo Risco, eles escutaram, demoraram um tempo, depois me retornaram e a rea\u00e7\u00e3o deles me surpreendeu positivamente. Eles consideraram um disco interessante musicalmente e tamb\u00e9m com um certo potencial pop em algumas m\u00fasicas. E nas audi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m percebi isso, que foi uma surpresa positiva para mim. Me sinto muito distante do mainstream porque sinto que a informa\u00e7\u00e3o hoje em dia chega muito acelerada. A nossa aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 disputada. parece que, hoje em dia, a aten\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e9 uma das coisas mais valiosas, tudo \u00e9 muito gritante visualmente. A linguagem de hoje em dia \u00e9 tudo muito urgente, muito emergente. N\u00e3o fa\u00e7o tanto parte e n\u00e3o tenho essa pretens\u00e3o de fazer parte de um mundo mainstream.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fiz meus discos, minhas m\u00fasicas, para aquelas pessoas que gostam de ouvir um \u00e1lbum, que n\u00e3o gostam de ouvir s\u00f3 sua playlist, que n\u00e3o gostam de ouvir s\u00f3 um single, que gostam de um \u00e1lbum, ouvir vinil, m\u00fasicas de outras \u00e9pocas\u2026 Sempre achei que meu disco \u00e9 voltado para esse p\u00fablico, que tem realmente interesse em parar e escutar. Mas tenho visto tamb\u00e9m que tem algumas m\u00fasicas que s\u00e3o pop, que s\u00e3o dan\u00e7antes, que a pessoa escuta e come\u00e7a a se mexer, a se envolver de uma forma mais direta. Tenho sentido isso na rea\u00e7\u00e3o das pessoas e tenho gostado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem outros dois \u00e1lbuns na discografia, que s\u00e3o discos colaborativos. J\u00e1 o \u201cCabe\u00e7a a Mil e o Corpo Lento\u201d parece ser um ponto de virada e uma exposi\u00e7\u00e3o mais clara da sua identidade autoral. O que ele significa para voc\u00ea neste sentido?<\/strong><br \/>\nEu encontrei uma maturidade, sinto que \u00e9 parte do momento mesmo, participei de alguns projetos que me fizeram amadurecer como produtor. Por exemplo, o da Silvia Machete. Foi um processo que me influenciou muito, ali eu descobri coisas e se abriram janelas dentro da minha cabe\u00e7a, de novas possibilidades do que eu poderia fazer, inclusive esse processo de composi\u00e7\u00e3o, porque ela foi a primeira artista com quem musiquei letras. Cresci ouvindo muito jazz, ouvindo muita bossa nova, can\u00e7\u00e3o \u2013 e o formalismo da can\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m olhava muito para tr\u00e1s, para os anos 70. Essa foi a coisa mais forte que me pega na m\u00fasica: a maneira como se fazia a m\u00fasica nos anos 70, em termos de composi\u00e7\u00e3o, de produ\u00e7\u00e3o e toda aquela revolu\u00e7\u00e3o est\u00e9tica sonora, para mim \u00e9 muito interessante. Black music, soul music, a Motown [Records], o funk, essas coisas\u2026 O disco tem essa inten\u00e7\u00e3o, mas acho que ele \u00e9 mais moderno, mais maduro, ele tem uma coisa n\u00e3o t\u00e3o alegre e solar quanto as outras coisas que eu tinha uma tend\u00eancia de fazer e eu gosto disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea sente que o \u201cCabe\u00e7a a Mil e o Corpo Lento\u201d abriu os caminhos para outras coisas que voc\u00ea pretende explorar sonoramente mais adiante?<\/strong><br \/>\nBom, eu tenho um processo que demora muitos anos para gravar um disco, ent\u00e3o preciso pensar no pr\u00f3ximo. Tenho possibilidades at\u00e9 de fazer discos diferentes, talvez discos mais curtos, com oito m\u00fasicas e que sejam diferentes. De repente fazer um instrumental, porque o instrumental tamb\u00e9m tem muita coisa que gosto. Por exemplo, curto muito o grupo Azymuth e aquela mistura que eles fazem de grooves e sintetizadores. [Pretendo] tamb\u00e9m fazer alguma coisa livre da can\u00e7\u00e3o instrumental e, talvez, fazer um \u00e1lbum cantado, um pouco na onda assim do \u201cMilky Way\u201d, uma coisa meio que at\u00e9 ainda mais dan\u00e7ante. S\u00e3o dois desejos que eu tenho de fazer, que talvez sejam a pr\u00f3xima coisa, [mas] que eu n\u00e3o sei quando eu vou fazer, talvez no meio do caminho surja\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco tem a estreia ao vivo marcada para 7 de agosto, no Rio de Janeiro. Voc\u00ea j\u00e1 passou por v\u00e1rias cidades do Brasil e acumulou bastante experi\u00eancia de palco ao acompanhar outros m\u00fasicos e bandas na carreira. Tem algum lugar especial onde voc\u00ea quer passar, agora com um projeto autoral?<\/strong><br \/>\nAh, tem v\u00e1rias cidades maravilhosas: Salvador, Porto Alegre, Bras\u00edlia, Recife\u2026 adoraria fazer show nessas cidades. Todas elas t\u00eam um p\u00fablico maravilhoso. Belo Horizonte, que \u00e9 a cidade que eu morei [por] sete anos e tem um p\u00fablico maravilhoso que mergulha e vai junto com a gente no som\u2026 \u00c9 um p\u00fablico que gosta dessas doideiras a\u00ed que a gente faz.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-90383 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/ficha-tecnica_Alberto-Continentino-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"545\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/ficha-tecnica_Alberto-Continentino-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/ficha-tecnica_Alberto-Continentino-1-300x218.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Danilo Souza \u00e9 estudante de jornalismo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia). Acompanhe seu trabalho em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/danilosouza.jornalismo<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Flavio Marques.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Quando olhei esse verso [\u201ccabe\u00e7a a mil e o corpo lento\u201d, da faixa \u201cManjar de Luz\u201d], falei: \u201cParece que foi feito para mim\u201d. A Ana, quando escreveu, devia tamb\u00e9m estar [com a cabe\u00e7a acelerada]&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/29\/entrevista-alberto-continentino-fala-sobre-seu-novo-disco-que-traz-parcerias-com-ana-frango-eletrico-negro-leo-e-silvia-machete\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":153,"featured_media":90382,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7800],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90381"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90381"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90381\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90387,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90381\/revisions\/90387"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90382"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90381"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90381"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90381"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}