{"id":90302,"date":"2025-07-19T01:12:00","date_gmt":"2025-07-19T04:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=90302"},"modified":"2025-08-21T10:22:41","modified_gmt":"2025-08-21T13:22:41","slug":"uma-conversa-com-aaron-cometbus-sobre-ethos-punk-jornalismo-independente-e-na-china-com-o-green-day","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/19\/uma-conversa-com-aaron-cometbus-sobre-ethos-punk-jornalismo-independente-e-na-china-com-o-green-day\/","title":{"rendered":"Uma conversa com Aaron Cometbus sobre ethos punk, jornalismo independente e (Na China com o) Green Day"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><br \/>\nfoto de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/skottcowgill\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Skott Cowgill<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2010, uma superbanda do primeiro escal\u00e3o do rock mundial se preparava para uma turn\u00ea pela Asia. Junto com eles parte um amigo que, 20 anos antes, havia trabalhado como roadie, vendedor de merch e, esporadicamente, assumia a bateria da banda em um ou outro show. O caminho deles bifurcou: a banda virou um neg\u00f3cio ultra milion\u00e1rio enquanto aquele amigo segue batalhando (at\u00e9 hoje) no underground. O resultado desse reencontro foi \u201c<a href=\"https:\/\/www.terrenoestranho.com.br\/pagina-de-produto\/na-china-com-o-green-day\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Na China com o Green Day<\/a>\u201d, livro de Aaron Cometbus que a Editora Terreno Estranho e o selo Mondo Massari lan\u00e7am no Brasil com pref\u00e1cio e tradu\u00e7\u00e3o de \u00c1lvaro Dutra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 1981, Aaron Cometbus mant\u00e9m na ativa o zine <a href=\"https:\/\/microcosmpublishing.com\/catalog\/artist\/aaron-cometbus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cometbus<\/a>, que come\u00e7ou mapeando <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/01\/punk-na-california-um-roteiro-nostalgico-da-cena-dos-anos-90-parte3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a cena musical da Ba\u00eda de S\u00e3o Francisco<\/a> ao compilar entrevistas com bandas, di\u00e1rios pessoais e reflex\u00f5es sobre a vida no movimento punk, al\u00e9m de uma vis\u00e3o cr\u00edtica sobre o mundo e a sociedade. Com o tempo, a Cometbus tornou-se um ve\u00edculo de express\u00e3o de autor, que passou a publicar edi\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas do zine. Em um deles, por exemplo, Aaron narra a hist\u00f3ria da Moe&#8217;s Books, uma das livrarias (ainda na ativa) mais importantes da Ba\u00eda de S\u00e3o Francisco. Em outro, disserta sobre arte, quadrinhos e os prim\u00f3rdios do punk em Nova York em meados da d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/www.terrenoestranho.com.br\/pagina-de-produto\/na-china-com-o-green-day\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Na China com o Green Day<\/a>\u201d foi lan\u00e7ado originalmente como a Cometbus #54, em fevereiro de 2011. \u201cO livro n\u00e3o \u00e9, no fundo, sobre o Green Day\u201d, avisa Aaron. \u201c\u00c9 sobre compartilhar uma vida, e uma viagem, com amigos que fizeram escolhas muito diferentes das suas, e olhar para tr\u00e1s para ver onde os caminhos se separaram e o porqu\u00ea \u2014 e se ainda \u00e9 poss\u00edvel encontrar terreno comum e alegria\u201d. Definido pela Thrasher Magazine como \u201cuma institui\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do punk rock\u201d, Aaron tamb\u00e9m tocou em diversas bandas de destaque na cena de S\u00e3o Franscisco (Crimpshrine, Pinhead Gunpowder, Screeching Wease) e, hoje, vive em Nova Yorke, tocando alguns sebos (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bookthugnation\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Book Thug Nation<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/humanrelationsnyc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Human Relations<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/codexbooks\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Codex Books<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta conversa, feita por e-mail, Aaron relembra o in\u00edcio do zine Cometbus (\u201cEle era min\u00fasculo quando come\u00e7ou\u201d), diz que o ethos punk \u201c\u00e9 como simpatia e compreens\u00e3o: escasso quando mais se precisa, mas abundante \u2014 e presente em pessoas improv\u00e1veis \u2014 quando menos se espera\u201d, e n\u00e3o vilaniza os meios digitais, mas explica que \u00e9 um homem que ama o papel (jornais, fanzines, panfletos e livros): \u201c\u00c9 o que fa\u00e7o melhor, ent\u00e3o \u00e9 onde concentro meus esfor\u00e7os\u201d. Ele tamb\u00e9m comemora o lan\u00e7amento de \u201cNa China com o Green Day\u201d no Brasil, e avisa: \u201cUma <a href=\"https:\/\/www.terrenoestranho.com.br\/pagina-de-produto\/na-china-com-o-green-day\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pequena editora independente<\/a> \u00e9 o lugar perfeito para um livro sobre navegar entre o underground e o mainstream\u201d. Leia a conversa na integra abaixo!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-90303 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/greenday1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/greenday1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/greenday1-250x300.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cNa China com o Green Day\u201d oferece uma perspectiva inesperada \u2014 o Green Day em turn\u00ea, mas pelos seus olhos, longe do glamour dos est\u00e1dios. O que te motivou a escrever essa hist\u00f3ria em particular?<\/strong><br \/>\nSeja escrevendo fic\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil criar personagens memor\u00e1veis, cr\u00edveis e envolventes com os quais o leitor possa se identificar. Pensei: \u201cQue divertido seria come\u00e7ar do lado oposto, com figuras que todos j\u00e1 conhecem.\u201d Em vez de pintar um retrato composto e coerente, eu poderia jogar todas as qualidades e manias contradit\u00f3rias que supostamente n\u00e3o podem coexistir \u2014 mas que existem em todos n\u00f3s. O Green Day era o candidato \u00f3bvio, ent\u00e3o desejei que eles me convidassem para a turn\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O livro captura um momento de contraste cultural \u2014 ideais punks em um ambiente altamente controlado. Que tipo de tens\u00e3o voc\u00ea sentiu durante aquela turn\u00ea e como ela moldou o livro?<\/strong><br \/>\nFoi uma luta em jaula, meus ideais punks contra o sucesso deles e a abordagem mainstream, sem vencedor claro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea acha que os leitores brasileiros \u2014 muitos dos quais vivenciam o punk como forma de resist\u00eancia \u2014 v\u00e3o se relacionar com \u201cNa China com o Green Day\u201d?<\/strong><br \/>\nEu tamb\u00e9m vivencio o punk como uma forma de resist\u00eancia \u2014 e de engajamento e acolhimento. Mas o livro n\u00e3o \u00e9, no fundo, sobre o Green Day. \u00c9 sobre compartilhar uma vida, e uma viagem, com amigos que fizeram escolhas muito diferentes das suas, e olhar para tr\u00e1s para ver onde os caminhos se separaram e o porqu\u00ea \u2014 e se ainda \u00e9 poss\u00edvel encontrar terreno comum e alegria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-90305 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/nachina3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/nachina3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/nachina3-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/nachina3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ao longo dos anos, voc\u00ea assumiu muitas fun\u00e7\u00f5es \u2014 escritor, m\u00fasico, roadie, editor. Voc\u00ea v\u00ea um fio condutor que conecta todos esses pap\u00e9is?<\/strong><br \/>\n\u00c9 bom assumir v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es para exercitar as diferentes partes da nossa personalidade. Com sorte, quando vierem atr\u00e1s de roadies, n\u00e3o v\u00e3o me reconhecer como editor \u2014 e quando vierem atr\u00e1s dos editores, eu estarei \u00e0 beira de alguma estrada desolada com fuma\u00e7a saindo do cap\u00f4 da van.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Olhando para tr\u00e1s, como voc\u00ea come\u00e7ou a escrever zines, e o que fez o Cometbus se destacar na cena de publica\u00e7\u00f5es DIY?<\/strong><br \/>\nO Cometbus era min\u00fasculo quando come\u00e7ou em 1981, s\u00f3 quatro polegadas de altura por tr\u00eas de largura, o que era um \u00f3timo jeito de come\u00e7ar. Eu n\u00e3o precisava ficar autocr\u00edtico com a escrita, j\u00e1 que poucos conseguiam ler as letras microsc\u00f3picas. Eu tamb\u00e9m era bem pequeno naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea edita e publica o Cometbus h\u00e1 d\u00e9cadas. Como voc\u00ea v\u00ea a evolu\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o independente e da cultura zine na era digital?<\/strong><br \/>\nOs diferentes meios coexistem, cada um com suas vantagens e desvantagens. Mas voc\u00ea n\u00e3o pode fazer tudo ao mesmo tempo, pelo menos n\u00e3o bem feito. Eu sou um cara que ama papel \u2014 jornais, fanzines, panfletos e livros. \u00c9 o que fa\u00e7o melhor, ent\u00e3o \u00e9 onde concentro meus esfor\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como baterista, voc\u00ea tocou em v\u00e1rias bandas. Como suas experi\u00eancias como m\u00fasico influenciaram sua escrita \u2014 e vice-versa?<\/strong><br \/>\nQuando estou escrevendo e publicando, tenho controle total. \u00c9 uma atividade solit\u00e1ria, passada sozinho \u00e0 escrivaninha por anos a fio. Tocar em bandas \u00e9 o oposto \u2014 \u00e9 algo muito social, f\u00edsico e colaborativo, com gente o tempo todo dizendo que estou errado ou me for\u00e7ando a melhorar, o que \u00e9 importante, mesmo quando d\u00f3i.<\/p>\n<figure id=\"attachment_90304\" aria-describedby=\"caption-attachment-90304\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-90304 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/greenday2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"614\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/greenday2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/greenday2-300x246.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-90304\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pinhead Gunpowder, banda formada em 1991 por Aaron Cometbus (letras, bateria), Bill Schneider (baixo), Billie Joe Armstrong (guitarra, vocal) e Jason White (guitarra, vocal).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual foi o ponto de virada em que voc\u00ea percebeu que seu trabalho como escritor e zineiro ganhou vida pr\u00f3pria, al\u00e9m do underground?<\/strong><br \/>\nExiste algo al\u00e9m do underground?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00ea acha do ressurgimento dos zines e livros impressos entre as gera\u00e7\u00f5es mais jovens? \u00c9 nostalgia ou algo mais profundo?<\/strong><br \/>\n\u00c9 algo mais profundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea concilia seu papel de editor e escritor, especialmente ao dar espa\u00e7o para vozes que n\u00e3o a sua?<\/strong><br \/>\nTenho mais orgulho do meu trabalho como editor e publicador do Cometbus, ajudando a dar vida \u00e0 escrita, arte e fotografia de mais de quinhentas pessoas. Quando os colaboradores n\u00e3o entregavam os textos prometidos, eu tinha que contar suas hist\u00f3rias por eles. Foi assim que comecei a escrever e, em grande parte, ainda \u00e9 assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na sua vis\u00e3o, quais s\u00e3o os maiores desafios enfrentados por editoras e livrarias independentes hoje?<\/strong><br \/>\nA palavra \u201cdesafio\u201d sempre aparece quando se fala de livrarias e publica\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o deveria. Estou na publica\u00e7\u00e3o h\u00e1 40 anos e trabalho em livrarias h\u00e1 25. Os fracassos em ambos os campos geralmente n\u00e3o s\u00e3o culpa do p\u00fablico vol\u00favel ou da economia em mudan\u00e7a, mas sim de m\u00e1 gest\u00e3o e falta de a\u00e7\u00e3o decisiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea faz parte da cena punk h\u00e1 mais de quatro d\u00e9cadas. O que mais mudou \u2014 e o que n\u00e3o mudou nada?<\/strong><br \/>\nSe voc\u00ea tem duas boas bandas locais tocando toda semana, e uma plateia que dan\u00e7a sem se importar com nada, voc\u00ea est\u00e1 no para\u00edso. Isso nunca muda.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-90306 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/cometbus.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/cometbus.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/cometbus-300x288.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acha que o ethos punk ainda est\u00e1 vivo hoje?<\/strong><br \/>\nO ethos punk \u00e9 como simpatia e compreens\u00e3o: escasso quando mais se precisa, mas abundante \u2014 e presente em pessoas improv\u00e1veis \u2014 quando menos se espera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea responde \u00e0queles que dizem que o punk virou mais uma est\u00e9tica do que um movimento?<\/strong><br \/>\nEu diria que eles est\u00e3o certos. Mas o punk \u00e9 uma est\u00e9tica poderosa, flex\u00edvel, multifacetada, sexy, com muitas aplica\u00e7\u00f5es e uma grande hist\u00f3ria. Uma est\u00e9tica pode ser melhor do que um movimento, porque n\u00e3o tem l\u00edderes e n\u00e3o pode fracassar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que te mant\u00e9m motivado a continuar escrevendo e documentando o underground, depois de todos esses anos?<\/strong><br \/>\n\u00c9 o que eu amo. Sou um homem de sorte por estar cercado do que amo por tanto tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que conselho voc\u00ea daria a um jovem que queira come\u00e7ar um zine ou criar fora dos sistemas tradicionais?<\/strong><br \/>\nGostaria de ser lembrado como um adulto que n\u00e3o tem conselhos para os jovens de hoje, apenas encorajamento. Desejo o melhor a todos eles!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea imaginava que um livro como esse, sobre uma turn\u00ea com uma banda gigantesca como o Green Day, seria publicado em um pa\u00eds como o Brasil por uma pequena editora independente?<\/strong><br \/>\nSer traduzido para uma nova l\u00edngua e publicado em outro pa\u00eds \u00e9 o maior presente que um escritor pode sonhar. Sou profundamente grato ao \u00c1lvaro Dutra e \u00e0 equipe da Terreno Estranho pela oportunidade. Uma pequena editora independente \u00e9 o lugar perfeito para um livro sobre navegar entre o underground e o mainstream.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Talking with Aaron Cometbus \u201chow to write a postcard\u201d drummer of Pinhead Gunpowder, 30 other bands.\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3XSwvFZxO14?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tom McEnaney  - The East Bay punk scene and the Aaron Cometbus archive\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hwWg3TURPq0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Aaron Cometbus Live Reading &amp; Storytelling at Mutiny Information Cafe | Presented by Ratio Beerworks\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6_Hu-LUatX4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. Escreve tamb\u00e9m no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.phono.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.phono.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cO livro n\u00e3o \u00e9, no fundo, sobre o Green Day\u201d, avisa Aaron. \u201c\u00c9 sobre compartilhar uma vida, e uma viagem, com amigos que fizeram escolhas muito diferentes das suas&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/19\/uma-conversa-com-aaron-cometbus-sobre-ethos-punk-jornalismo-independente-e-na-china-com-o-green-day\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":90307,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,3],"tags":[7796,1542],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90302"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90302"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90302\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90312,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90302\/revisions\/90312"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90307"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90302"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90302"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}