{"id":90265,"date":"2025-07-15T21:54:59","date_gmt":"2025-07-16T00:54:59","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=90265"},"modified":"2025-08-28T00:44:10","modified_gmt":"2025-08-28T03:44:10","slug":"faixa-a-faixa-conheca-nos-nunca-vamos-morrer-da-u-l-t-r-a-s-o-n-h-o-um-disco-de-signalwave-e-hauntology-com-centenas-de-samples","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/15\/faixa-a-faixa-conheca-nos-nunca-vamos-morrer-da-u-l-t-r-a-s-o-n-h-o-um-disco-de-signalwave-e-hauntology-com-centenas-de-samples\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa: Conhe\u00e7a &#8220;N\u00f3s Nunca Vamos Morrer&#8221;, da U L T R A S O N H O, um disco de signalwave, hauntology e lo-fi"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>faixa a faixa por <a href=\"https:\/\/www.hominiscanidae.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Diego Albuquerque<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Projeto idealizado pelo paranaense Thomas Blum, a U L T R A S O N H O oferece uma jornada audaciosa atrav\u00e9s de g\u00eaneros que desafiam categoriza\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis. Termos sonoros recentes ou pouco conhecidos como signalwave e hauntology se fundem em uma colcha de retalhos sonoros lo-fis que transcendem fronteiras entre o passado e o futuro. Utilizando t\u00e9cnicas de colagem, distor\u00e7\u00e3o e uma est\u00e9tica lo-fi radical, Blum constr\u00f3i narrativas a partir de fragmentos radiof\u00f4nicos, melodias truncadas e texturas que oscilam entre o hipn\u00f3tico e o perturbador. \u201cN\u00e3o se trata apenas de m\u00fasica, mas de uma arqueologia do ef\u00eamero, onde falhas de transmiss\u00e3o, est\u00e1tica e a deteriora\u00e7\u00e3o de m\u00eddias obsoletas s\u00e3o elevadas \u00e0 categoria de arte\u201d, explica Thomas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00f3s Nunca Vamos Morrer&#8221; (2025) \u00e9 o terceiro \u00e1lbum do projeto e foi financiado pelo Programa Nacional de Apoio \u00e0 Cultura Aldir Blanc (PNAB), via Prefeitura de S\u00e3o Mateus do Sul \u2014 cidade natal de Blum e protagonista invis\u00edvel do \u00e1lbum. A geografia sonora do munic\u00edpio paranaense \u00e9 tecida atrav\u00e9s de grava\u00e7\u00f5es da r\u00e1dio local, entrevistas despeda\u00e7adas e coment\u00e1rios cotidianos, transformados em pe\u00e7as de um quebra-cabe\u00e7a que evoca uma nostalgia n\u00e3o linear. \u201cCada faixa opera como um portal dissonante: refr\u00f5es pegajosos emergem de camadas de distor\u00e7\u00e3o, apenas para serem engolidos por ru\u00eddos que simulam a degrada\u00e7\u00e3o de uma fita esquecida\u201d, complementa o artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A produ\u00e7\u00e3o, deliberadamente crua, cria uma tens\u00e3o entre o reconhec\u00edvel e o estranho, enquanto melodias de sintetizador se entrela\u00e7am com interfer\u00eancias que parecem vir de um r\u00e1dio sintonizado em esta\u00e7\u00f5es paralelas. Ao longo de 15 faixas, perpassadas por synths, guitarras e samples, o resultado \u00e9 uma narrativa quase on\u00edrica, que hora beira um sonho bom e em outras parecem pesadelos, mesmo que sempre com ares alucinantes e alucin\u00f3genos. Pra entender melhor essa doideira, confira abaixo um faixa a faixa do \u00e1lbum, <a href=\"https:\/\/rec.hominiscanidae.org\/2025\/06\/hc-rec-95-u-l-t-r-s-o-n-h-o-nos-nunca.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que est\u00e1 em todos os streamings<\/a>, al\u00e9m de <a href=\"https:\/\/hominiscanidaerec.bandcamp.com\/album\/n-s-nunca-vamos-morrer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">download no Bandcamp do HC REC<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ou\u00e7a o disco na integra abaixo<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"N\u00f3s Nunca Vamos Morrer\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_lCBtTyQ5HxkN-MOiHSG_DKTF_nifWpiHM\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) \u201cNervos de A\u00e7o\u201d-<\/strong> O \u00e1lbum inicia com um abafado sintetizador que nos coloca em imediata sensa\u00e7\u00e3o de madrugada, e uma bateria que esbarra propositalmente no limite entre o compasso e o descompasso. Antes mesmo que possamos se aclimatizar ao vaporoso sample somos agitados pela sempre sustenida voz do Pica Pau, mas h\u00e1 algo de estranho aqui, pois o Pica Pau fala arrastado como um idoso p\u00f3s derrame e isso \u00e9 algo que se ouvir\u00e1 em v\u00e1rias faixas, vozes lentificadas como se estiv\u00e9ssemos sob efeito de algum opi\u00e1ceo pesado que causa arrastos cognitivos no ouvinte ou quem sabe no compositor. Pica Pau vocifera contra uma ter\u00e7a feira e o som descamba numa breve confus\u00e3o mental de crian\u00e7as rindo e bateria acelerada para voltar em seguida ao melanc\u00f3lico sintetizador do sample principal. E com esse clima de madrugada delirante que come\u00e7amos \u201cN\u00f3s Nunca Vamos Morrer\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) \u201cTem de Haver Uma Resposta\u201d &#8211;\u00a0<\/strong>Em seguida, estamos imersos em um sample deturpad\u00edssimo de Beach Boys (de onde o t\u00edtulo \u00e9 retirado) intercalado com vinhetas obscuras de DJs que provavelmente j\u00e1 est\u00e3o mortos. O \u201coitavar\u201d da melodia ou coisa do tipo d\u00e1 um ar especial de ascens\u00e3o mental, como que tentando desafogar o ouvinte do torpor let\u00e1rgico que o som mono de fita cassete junto a um pitch down que \u00e9 identidade quase obrigat\u00f3ria do vaporwave tende a dar nesse tipo de som. Somos pegos de surpresa com uma vinheta de BomBril violada em cortes minuciosos que tornam a narrativa praticamente dada\u00edsta e que descambam num refr\u00e3o abalad\u00edssimo de \u201cI Know There\u2019s an Answer\u201d que logo transforma-se num sample de \u201cDeath in June\u201d mesclada a algo como um comercial obscuro com uma faixa sobre \u201cBrasil Industrial\u201d. As refer\u00eancias e fragmentos continuam fuzilando o ouvinte de forma quase esquizofr\u00eanica saindo de comerciais obscuros dos anos 70 para m\u00fasicas paganistas neo folk e trompetes, pitch up em Beach Boys e o que mais voc\u00ea imaginar. Uma verdadeira viagem de alucina\u00e7\u00f5es sonoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) \u201cQuem Realmente Est\u00e1 Livre\u201d-<\/strong> \u00a0Os millennials v\u00e3o pegar na hora essa eterna abertura do Playstation 1 que em poucos segundos transforma-se-a numa improv\u00e1vel vers\u00e3o \u00e0s avessas de S\u00edtio do Pica Pau Amarelo com \u00e1cido, e temos ent\u00e3o o primeiro trecho radiof\u00f4nico do \u00e1lbum que capta um locutor nitidamente paranaense levemente arrastado pela edi\u00e7\u00e3o manipulativa de ULTRASONHO em um an\u00fancio desnorteado que leva para o pegajoso sample slowed + reverb de \u201cCan\u00e7\u00e3o do Engate\u201d, de Ant\u00f3nio Varia\u00e7\u00f5es, que por si s\u00f3 \u00e9 uma viagem \u00e0 parte. \u00c9 quase poss\u00edvel sentir-se dentro de um carro viajando de noite com os pais atrav\u00e9s de uma ponte iluminada, deitado no banco de tr\u00e1s enquanto o som quente e saturado pelo lo-fi preenche o ve\u00edculo. Temos mais uma por\u00e7\u00e3o de fragmenta\u00e7\u00f5es obscuras e ca\u00f3ticas, mais locu\u00e7\u00f5es e um tecido sonoro vasto. A faixa ainda traz uma lenta e amortecida vers\u00e3o de \u201cJubilee Street\u201d, de Nick Cave, em meio a vozes fantasmag\u00f3ricas que colidem-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) \u201cNotas Fiscais\u201d &#8211;\u00a0<\/strong>A sensa\u00e7\u00e3o de bolor sonoro que permeia com prop\u00f3sito todos os \u00e1lbuns do ULTRASONHO talvez seja mais palp\u00e1vel em \u201cN\u00f3s Nunca Vamos Morrer\u201d. Ouvir a guitarra de ver\u00e3o melanc\u00f3lica e chorosa de \u201cNotas Fiscais\u201d afogando-se na precariedade tecnol\u00f3gica emulada atrav\u00e9s de aparelhos sim tecnologicamente avan\u00e7ados demonstra cuidado e capricho na arte do lo-fi. Mesmo em uma faixa sem recortes sonoros, inteiramente tocada por instrumentos convencionais, nota-se o cuidado em priorizar a identidade sonora fantasm\u00e1tica de uma decad\u00eancia anal\u00f3gica em detrimento ao high tech que torna-se por natureza o \u00f3bvio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) \u201cDolce Frequentiae\u201d-<\/strong> O piano trist\u00edssimo de uma faixa obscura de Carl Barat d\u00e1 o tom para uma das melhores faixas, com relatos fragmentados radiof\u00f4nicos de pessoas com saudade de seus av\u00f3s, a faixa ainda intercala com harmonia e melancolia outro sample primoroso de um desconhecido grupo musical chamado Camerata Mediolanense. Mesmo em meio ao oprimido luto que a m\u00fasica instiga, ULTRASONHO n\u00e3o deixa de brincar com a assombrologia sempre presente, fragmentando e causando glitchs nas melodias principais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) \u201cOs Meninos Pregados\u201d &#8211;<\/strong> Basicamente uma absurda e dada\u00edsta anedota contada por telefone &#8211; quem sabe (ou assim parece) &#8211; por alguma esp\u00e9cie de pastor &#8211; quem sabe (ou assim parece). A hist\u00f3ria \u00e9 manipulada por cortes sutis, o que explica o non sense humor\u00edstico da faixa. Uma textura suave e mel\u00f3dica na mesma medida que tem um qu\u00ea de nostalgia permeia a faixa por tr\u00e1s. \u00c9 o tipo de faixa que n\u00e3o d\u00e1 pra comentar muito pra n\u00e3o estragar a experi\u00eancia de quem ouvir\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) \u201cBaclofeno Midnight\u201d-<\/strong> Uma das faixas mais curtas mas n\u00e3o por isso mais comportada. Em pouco tempo temos sample de chaves esmigalhando-se contra algum tipo de narra\u00e7\u00e3o de rodeio, outros trechos radiof\u00f4nicos obscuros e estranhos, vinhetas que cheiram a s\u00f3t\u00e3o e uma tape\u00e7aria sonora minuciosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) \u201cMotoristas Confusos Destr\u00f3em a Avenida\u201d-<\/strong> As melodias estranhas e lentificadas do sample principal parecem remeter a algum jogo de videogame antigo que n\u00e3o ficou bem guardado na mem\u00f3ria (mental) enquanto uma grava\u00e7\u00e3o radiof\u00f4nica parece dizer que alguns motoristas s\u00e3o piores que outros e que deveriam evitar de utilizar seus carros. Em poucos segundos somos transportados para algum som pitch high dos anos 50 intercalando-se com um sample de Amiina e mais um tanto de outras coisas que \u00e9 at\u00e9 dif\u00edcil de acompanhar. Tudo costurado com delicadeza e paranoia. Provavelmente uma das faixas mais bem constru\u00eddas, mas perturbadora no mesmo n\u00edvel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"ULTRASONHO -  Preciso desinstalar meu instagram\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FixIetjOPOY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) \u201cPreciso Desinstalar Meu Instagram\u201d &#8211;\u00a0<\/strong>Aphex Twin em frequ\u00eancias sonoras obscuras, locutores russos, Silvio Santos falando com a plat\u00e9ia num epis\u00f3dio let\u00e1rgico de nodding profundo, tudo isso permeia a nona faixa de \u201cN\u00f3s Nunca Vamos Morrer\u201d. O som constr\u00f3i-s\u00ea em cima de narrativas surreais advindas de fragmenta\u00e7\u00e3o adulterada televisiva, o que \u00e9 uma brincadeira constante com nossa mem\u00f3ria. Se isso n\u00e3o bastar, temos ent\u00e3o a introdu\u00e7\u00e3o de \u201cYu Yu Hakusho\u201d modulada e nublada que colide com Flaming Lips e vozes de tr\u00e1s pra frente. O som vai ficando t\u00e3o intrincado de simbolismos e signific\u00e2ncias, fragmentos e t\u00f3picos que torna-se dif\u00edcil descrever.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10) \u201cAgora N\u00e3o Precisamos Mais dos Outros\u201d &#8211;\u00a0<\/strong>Entre Have a Nice Life, John Frusciante e Godspeed You! Black Emperor sampleados como se estiv\u00e9ssemos presos numa paralisia do sono com febre, encontramos vozes demon\u00edacas reversas e baterias embaladas. O trabalho mel\u00f3dico do ULTRASONHO \u00e9 priorizado em todos os seus trabalhos, de um jeito que mesmo a faixa mais ca\u00f3tica e obscura \u00e9 contrabalanceada com samples agrad\u00e1veis e animados que tentam ser uma brisa leve no meio do torpor, ainda que por consequ\u00eancia apenas aprimorem o grau de deturpa\u00e7\u00e3o da realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11) \u201cNoite Quente, Suor Presente\u201d &#8211;\u00a0<\/strong>Algo na guitarra inicial ecoa \u201cGoodbye Horses\u201d, de Q Lazarus, a bateria abafada e o baixo distante como num pesadelo de um cheirador de cola d\u00e3o o tom e a explica\u00e7\u00e3o ao t\u00edtulo. A faixa \u00e9 uma baladinha entorpecida que parece ser o som que ecoa na mente de algu\u00e9m com excesso de subst\u00e2ncias em um canto escuro de um fim de noite de uma balada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>12) \u201cInfinitu Scrimu\u201d &#8211;<\/strong> Tal como sugere o nome, temos gritos ecoando ao fundo num breve e dissolvido sample de \u201cInfinity\u201d (aquela m\u00fasica eletr\u00f4nica que certo tipo de pessoa gosta, e que na verdade \u00e9 \u00f3tima), em poucos segundos estamos enredados por vozes retalhadas e uma mixagem de algo que assemelha-se a um pancad\u00e3o de baile funk no inferno p\u00f3s convuls\u00e3o. Os gritos persistem, relatos de r\u00e1dio, liga\u00e7\u00f5es a cobrar, parecem haver almas queimando em po\u00e7os de lava e pequenas frases mel\u00f3dicas de video game se deturpam a reden\u00e7\u00e3o final ao \u201cInfinity\u201d que volta como uma esp\u00e9cie de vinheta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>13) \u201cRelatos de Um Pai Ausente\u201d &#8211;\u00a0<\/strong>Aqui temos um belo trabalho de recorte dada\u00edsta de algo tipo coach de r\u00e1dio que debulha sua ladainha por cima da obliterantemente nost\u00e1lgica trilha sonora de \u201cAs Aventuras de Chatran\u201d. A hist\u00f3ria do pai presente toda desnorteada em uma edi\u00e7\u00e3o cuidadosa casa sonoramente muito bem com as tristes melodias de piano sint\u00e9tico dos confins dos anos 80. O tom acidamente humor\u00edstico oculto nas mixagens serve como al\u00edvio c\u00f4mico a este intenso trabalho de torpor psicol\u00f3gico condensado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>14) \u201cQue o R\u00e1dio Caia Sob o Nosso Teto\u201d &#8211;\u00a0<\/strong>A pen\u00faltima faixa tem uma energia ca\u00f3tica bastante hipnag\u00f3gica, com samples de Jair Naves, Jupiter Ma\u00e7\u00e3, participantes an\u00f4nimos da r\u00e1dio local e Walter Franco em gritos viscerais que confluem para um sample sensualmente febril de Lana del Rey que divide espa\u00e7o com uma grava\u00e7\u00e3o de tribo da Polin\u00e9sia e de jornalistas falando de tr\u00e1s pra frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>15) \u201cN\u00f3s Nunca Vamos Morrer\u201d &#8211;\u00a0<\/strong>O \u00e1lbum encerra-se ent\u00e3o num sample de uma de suas maiores influ\u00eancias: Windows 96. Logo percebe-se um inesperado Yonlu mesclado a locutores, trilha sonora de Badalamenti, caos sonoro, Fishmans de tr\u00e1s pra frente, um sample de um controverso rapper e desemboca novamente em Yonlu fazendo sempre uma esp\u00e9cie de serpenteamento epopeico em torno dos samples utilizados. \u201cN\u00f3s Nunca Vamos Morrer\u201d, que d\u00e1 nome ao \u00e1lbum, \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o bastante pertinente da pot\u00eancia hipnag\u00f3gica do projeto, que brinca como bem quer com a m\u00fasica alheia, tornando-as hora brandas hora perturbadoras.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-90266 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CAPA2-copia.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CAPA2-copia.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CAPA2-copia-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CAPA2-copia-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Diego Albuquerque \u00e9 o criador do blog\u00a0<a href=\"https:\/\/www.hominiscanidae.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hominis Canidae<\/a>, um dos maiores reposit\u00f3rios de discos brasileiros da \u00faltima d\u00e9cada. O blog foi criado em 2009, no Recife, e divulga novos artistas e nomes indies da m\u00fasica brasileira, de norte a sul do pa\u00eds.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;N\u00f3s Nunca Vamos Morrer&#8221; (2025) \u00e9 o terceiro \u00e1lbum do projeto e foi financiado pelo Programa Nacional de Apoio \u00e0 Cultura Aldir Blanc (PNAB), via Prefeitura de S\u00e3o Mateus do Sul\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/15\/faixa-a-faixa-conheca-nos-nunca-vamos-morrer-da-u-l-t-r-a-s-o-n-h-o-um-disco-de-signalwave-e-hauntology-com-centenas-de-samples\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":103,"featured_media":90267,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7795],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90265"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/103"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90265"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90265\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90269,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90265\/revisions\/90269"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}