{"id":90240,"date":"2025-07-13T23:01:08","date_gmt":"2025-07-14T02:01:08","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=90240"},"modified":"2025-08-10T11:03:20","modified_gmt":"2025-08-10T14:03:20","slug":"critica-superman-e-de-longe-o-filme-mais-desavergonhadamente-orgulhoso-de-suas-origens-quadrinisticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/13\/critica-superman-e-de-longe-o-filme-mais-desavergonhadamente-orgulhoso-de-suas-origens-quadrinisticas\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: \u201cSuperman\u201d \u00e9, de longe, o filme mais desavergonhadamente orgulhoso de suas origens quadrin\u00edsticas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo dos \u00faltimos 20 anos, o grande p\u00fablico p\u00f4de testemunhar duas tentativas, bastante distintas entre si, de transpor o Superman, personagem s\u00edmbolo da DC Comics, para as telas do cinema. Enquanto o Homem de A\u00e7o vivido por Brandon Routh (em \u201cSuperman: O Retorno\u201d, de Bryan Singer, lan\u00e7ado em 2006) tinha sua caracteriza\u00e7\u00e3o direta e propositalmente baseada naquela outra interpreta\u00e7\u00e3o imortalizada por Christopher Reeve \u2013 uma vez que o longa dava sequ\u00eancia \u00e0 s\u00e9rie de filmes iniciada em 1978 com \u201cSuperman: O Filme\u201d \u2013 o her\u00f3i kryptoniano incorporado por Henry Cavill no malfadado Universo Expandido DC (ou DCEU) era s\u00e9rio, \u201crealista\u201d, cheio de conflitos \u00e9ticos. Se as produ\u00e7\u00f5es que carregaram a marca imposta por Zack Snyder em \u201cHomem de A\u00e7o\u201d (de 2013) ajudaram a encaminhar tramas, por certo, interessantes \u2013 ao longo dos projetos a contar com esta personifica\u00e7\u00e3o do personagem, que se estenderam at\u00e9 2022, com o p\u00edfio \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/10\/27\/cinema-ainda-que-fidelissimo-aos-quadrinhos-adao-negro-e-fragil-pecando-no-excesso-de-reviravoltas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ad\u00e3o Negro<\/a>\u201d \u2013 estas tamb\u00e9m tiveram o efeito colateral de \u201cmessianizar\u201d a figura do Superman, sempre retratada como um sujeito acima da esp\u00e9cie que o cerca e que o adotou. E que o mesmo jurou proteger.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSuperman\u201d, de James Gunn (2025), usa seus primeiros minutos para desafiar e desmantelar boa parte destes estigmas. O longa representa o primeiro passo cinematogr\u00e1fico dentro de um novo universo expandido, sob o guarda-chuva conceitual dos DC Studios, e supervisionado pelo cineasta junto do parceiro criativo, Peter Safran \u2013 embora tanto o document\u00e1rio \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/10\/25\/cinema-super-man-a-historia-de-christopher-reeve-traz-a-nocao-precisa-de-resiliencia-e-perseveranca-de-um-homem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Super\/Man: A Hist\u00f3ria de Christopher Reeve<\/a>\u201d quanto a s\u00e9rie animada \u201cComando das Criaturas\u201d tenham precedido o novo filme como parte da nova iniciativa. Contando com David Corenswet (de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/02\/22\/cinema-pearl-um-filme-sobre-o-instagram-ou-ti-west-retorna-a-1918-para-traduzir-uma-historia-contemporanea\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pearl<\/a>\u201d, entre outros) na pele do protagonista Kal-El, Gunn deixa suas inten\u00e7\u00f5es claras desde o in\u00edcio: embora acenos e rever\u00eancias respeitosas a encarna\u00e7\u00f5es anteriores existam, este Superman \u00e9 muito diferente. E, paradoxalmente, bastante familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta familiaridade \u00e9 reafirmada nos j\u00e1 mencionados primeiros momentos da nova adapta\u00e7\u00e3o. Ao inv\u00e9s de se preocupar em gastar precioso tempo de tela reintroduzindo uma figura cuja hist\u00f3ria de origem j\u00e1 mora no imagin\u00e1rio popular, o diretor faz uso (bastante esperto) de textos para apresentar o novo universo, assim como a principal caracter\u00edstica deste novo Superman: sua falibilidade. Seu primeiro momento em tela \u00e9, afinal, n\u00e3o uma tomada a\u00e9rea triunfal, e sim uma vertiginosa e dolorosa queda livre rumo ao solo. Este kryptoniano n\u00e3o apenas sangra, como comete in\u00fameros erros ao longo das impercept\u00edveis duas horas de filme. Verdadeiro a sua ess\u00eancia, entretanto, o her\u00f3i se mostra capaz de aprender com os erros, sem deixar de lado a esperan\u00e7a e a bondade que carrega em seu \u00e2mago.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-90244 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/superman7.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/superman7.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/superman7-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas anos ap\u00f3s se apresentar oficialmente ao mundo, o protetor alien\u00edgena lida com as consequ\u00eancias de seu envolvimento, totalmente unilateral, em um conflito armado entre dois pa\u00edses fict\u00edcios, Boravia e Jarhanpur. Se posicionando em favor da popula\u00e7\u00e3o oprimida do segundo pa\u00eds (no primeiro de muitos coment\u00e1rios n\u00e3o t\u00e3o sutis que conectam o filme aos eventos atuais no mundo real), Superman \u2013 e seu alter-ego, o jornalista Clark Kent \u2013 precisam lidar com as repercuss\u00f5es de seus atos, que se imp\u00f5em de todos os lados: seja por meio de sua colega e namorada, a intr\u00e9pida rep\u00f3rter Lois Lane (Rachel Brosnahan), seja da parte de seus colegas super-her\u00f3icos (e membros da promissora equipe \u201cGangue da Justi\u00e7a\u201d), ou, mais crucialmente, do ponto de vista governamental, que luta para entender como lidar com a presen\u00e7a de um ser mais poderoso que qualquer pot\u00eancia geopol\u00edtica \u2013 e, potencialmente, muito mais perigoso. E \u00e9 a\u00ed que entra em cena Lex Luthor (Nicholas Hoult), um inescrupuloso e mal\u00e9fico executivo disposto a qualquer coisa para eliminar o que percebe como uma amea\u00e7a extraterrestre \u00e0 supremacia humana, com planos sinistros que, incluindo a violenta metahumana Angela Spica, AKA Engenheira (Maria Gabriela de Faria) e o misterioso Ultraman (com poderes muito similares aos do Homem de A\u00e7o) amea\u00e7am n\u00e3o apenas Kal-El, como tamb\u00e9m a ra\u00e7a humana como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A capacidade de James Gunn em trazer \u00e0 vida personagens e narrativas das HQs para as telas \u00e9, \u00e0 esta altura, no m\u00ednimo indubit\u00e1vel. Basta olhar seus trabalhos ao lado da concorrente Marvel (onde o diretor construiu \u00eaxitos enormes com a trilogia \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/03\/03\/tres-filmes-kong-a-ilha-da-caveira-guardioes-da-galaxia-2-star-wars-os-ultimos-jedi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia<\/a>\u201d) ou seus esfor\u00e7os junto \u00e0 pr\u00f3pria DC (com quem iniciou seus trabalhos com \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/08\/07\/cinema-o-esquadrao-suicida-e-o-toca-o-fod-se-de-james-gunn\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Esquadr\u00e3o Suicida<\/a>\u201d, de 2021). Mesmo levando em considera\u00e7\u00e3o os sucessos colecionados pelo cineasta nos \u00faltimos anos, \u00e9 muito bom poder dizer que \u201cSuperman\u201d \u00e9, de longe, o filme mais desavergonhadamente orgulhoso de suas origens quadrin\u00edsticas a chegar aos cinemas em muito tempo. O trunfo aqui n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 em criar uma produ\u00e7\u00e3o que apele para o p\u00fablico em geral, capaz de ser compreendida por espectadores de todas as idades e com diferentes n\u00edveis de familiaridade com as hist\u00f3rias originais. Para al\u00e9m disso, Gunn e Safran deram um primeiro passo em um universo que carrega com louvor refer\u00eancias da Nona Arte que s\u00e3o capazes de fazer qualquer nerd de primeira hora pular na cadeira de satisfa\u00e7\u00e3o. Em um mundo no qual boa parte dos f\u00e3s de filmes baseados em HQs raramente se disp\u00f5e a procurar contato com o material original, \u00e9 fenomenal poder testemunhar um longa que, de forma espont\u00e2nea, tem o potencial de gerar mais curiosidade para, e despertar interesse por, hist\u00f3rias em quadrinhos. Os efeitos visuais, ali\u00e1s, s\u00e3o parte fundamental disso: esbanjando cores e fazendo uso de espertas tomadas e \u00e2ngulos, a experi\u00eancia de acompanhar um filme inspirado em quadrinhos nunca foi t\u00e3o imersiva.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-90243 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/superman1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/superman1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/superman1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9 claro que o din\u00e2mico enredo criado pelo diretor n\u00e3o funcionaria sem um elenco \u00e0 altura da empreitada \u2013 e mais uma vez Gunn merece aplausos: David Corenswet encarna o Superman em sua faceta menos amargurada, e decididamente mais esperan\u00e7osa e (no melhor sentido) ing\u00eanua com identifica\u00e7\u00e3o e entrega \u00edmpares. Al\u00e9m de incorporar muito do que catapultou a interpreta\u00e7\u00e3o de Christopher Reeve ao status de ic\u00f4nica, a versatilidade do ator ao intercalar entre o destemido her\u00f3i e sua t\u00edmida identidade secreta \u00e9 uma pe\u00e7a chave para o que, ao longo dos anos, deve se provar uma atua\u00e7\u00e3o memor\u00e1vel. E sua qu\u00edmica irresist\u00edvel com o resto do elenco \u00e9 instrumental para o triunfo do novo filme: Rachel Brosnahan conjura a determina\u00e7\u00e3o que esbanjou em seu papel \u00e0 frente da s\u00e9rie \u201cA Fabulosa Sra. Maisel\u201d, e sua Lois Lane se sobressai em sua determina\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o impec\u00e1veis, totalmente no comando das cenas em que aparece enquanto canaliza muito da energia ca\u00f3tica trazida pela saudosa Margot Kidder no filme de Richard Donner. Os outros her\u00f3is apresentados no filme v\u00e3o al\u00e9m de serem meros coadjuvantes: Nathan Fillion nasceu para o papel de Guy Gardner, o debochado, briguento e arrogante Lanterna Verde da Gangue da Justi\u00e7a (papel este que o ator deve reprisar em \u201cLanternas\u201d, vindoura s\u00e9rie live-action do DC Studios); Isabela Merced traz um tipo de energia parecido com o de sua personagem na recente segunda temporada de \u201cThe Last of Us\u201d, embora sua Mulher-Gavi\u00e3o aqui pudesse se beneficiar de mais tempo de tela; e Edi Gathegi, no papel do estoico Sr. Incr\u00edvel, \u00e9 o mais bem desenvolvido dos outros vigilantes explorados no longa, com seus momentos de seriedade entrecortados por respiros muito bem vindos de bom humor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Salvo exce\u00e7\u00f5es \u2013 como o muito bem caracterizado Jimmy Olsen de Skyler Gisondo, nunca t\u00e3o fiel ao personagem dos quadrinhos \u2013 o restante do elenco de apoio cumpre seus breves pap\u00e9is com louvor: Beck Bennett, Mikaela Hoover e Christopher McDonald t\u00eam breves, embora eficazes, passagens como os rep\u00f3rteres Steve Lombard, Cat Grant e Ron Troupe, todos membros do jornal Planeta Di\u00e1rio. Cabe uma ressalva \u00e0 pouca participa\u00e7\u00e3o do excelente Wendell Pierce, cujo Perry White merecia mais aten\u00e7\u00e3o. Do lado dos antagonistas, por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco diferente: a dualidade do personagem Metamorfo, vivido por Anthony Carrigan, \u00e9 explorada de forma r\u00e1pida, por\u00e9m certeira, e faz crescerem as expectativas por futuras apari\u00e7\u00f5es do personagem. Maria Gabriela de Faria e Sara Sampaio s\u00e3o como extremos opostos em suas atua\u00e7\u00f5es: enquanto a Engenheira da primeira \u00e9 mais unidimensional em sua obstina\u00e7\u00e3o, a Eve Teschmacher da segunda cont\u00e9m subtextos que surpreendem em seu desenvolvimento, um dos muitos aspectos que servem como testamento para o esmero na confec\u00e7\u00e3o do roteiro. Mas, acima de qualquer coisa, \u00e9 imprescind\u00edvel exaltar a rica interpreta\u00e7\u00e3o de Nicholas Hoult. Trilhando um caminho \u00e0 parte das vers\u00f5es anteriores do eterno antagonista do Superman, seu Lex Luthor \u00e9 mais maquiav\u00e9lico e perturbado do que qualquer outra encarna\u00e7\u00e3o do personagem j\u00e1 vista em tela, algo como um equil\u00edbrio entre a mitomania classuda de Gene Hackman (que viveu Lex em 1978) e a a dubiedade perturbadora de Michael Rosembaum (que esteve na pele do vil\u00e3o em \u201cSmallville\u201d). Talvez seja a maior surpresa do filme, e serve como a constata\u00e7\u00e3o definitiva de que Hoult \u00e9 um dos mais impressionantes atores de sua gera\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o se pode deixar de mencionar <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/07\/30\/tres-filmes-spencer-a-garota-inflamavel-dc-liga-dos-superpets\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o Super-C\u00e3o Krypto<\/a>, vivido pela atriz canina Jolene a partir de modela\u00e7\u00e3o 3D. Com sua desobediente e ador\u00e1vel personalidade baseada no cachorrinho Ozu, adotado por James Gunn no in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o do filme, Krypto rouba todas as cenas nas quais aparece, e \u00e9 a carta na manga de um filme repleto delas. Ali\u00e1s, falando em cartas na manga: Pruitt Taylor Vince e Neva Howell brilham em suas interpreta\u00e7\u00f5es como Jonathan e Martha Kent, figuras chave em um roteiro que subverte muito do que j\u00e1 foi feito em rela\u00e7\u00e3o ao protagonista nos cinemas, com excelentes resultados.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Superman l Pr\u00e9via Oficial Legendada\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7EyWzqdrSMk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Balancear tantos elementos em um filme relativamente curto \u00e9 um desafio para poucos. Quem dir\u00e1 se utilizar de tais elementos para trazer \u00e0 tona quest\u00f5es delicadas, embora necess\u00e1rias: \u201cSuperman\u201d \u00e9, como n\u00e3o poderia jamais deixar de ser, a hist\u00f3ria de um imigrante, criada originalmente por dois filhos de imigrantes (Jerry Siegel e Joe Schuster) e, como tal, suscita perguntas que ressoam pertinentes no cen\u00e1rio atual que o mundo vive. A caracteriza\u00e7\u00e3o de Luthor \u00e9 uma refer\u00eancia nem um pouco velada a muitas personalidades (e provavelmente uma em especial) que podem ser vistas em notici\u00e1rios de todo o mundo, e determinadas passagens do roteiro n\u00e3o poupam esfor\u00e7os em mostrar o posicionamento de Gunn, Peter Safran e do DC Studios, frente a acontecimentos como o genoc\u00eddio assistido da popula\u00e7\u00e3o da Palestina por parte de Israel. Tal comprometimento, aliado \u00e0 capacidade de contar boas hist\u00f3rias, s\u00e3o apenas alguns dos muitos motivos para se ter esperan\u00e7a pelos pr\u00f3ximos passos deste novo universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas (entre muitas outras), s\u00e3o algumas das raz\u00f5es pelas quais \u201cSuperman\u201d \u00e9 um filme que, nas semanas, meses e anos por vir, deve ser debatido, reassistido e conversado. E este \u00e9, desde o in\u00edcio, o objetivo nada velado do longa. Richard Donner fez, em um j\u00e1 distante 1978, o mundo acreditar que um homem poderia voar. Coube ent\u00e3o a James Gunn salientar (ou ajudar a relembrar) a fundamental humanidade por tr\u00e1s da capa, do uniforme azul e vermelho, ou de uma heran\u00e7a ao mesmo tempo alien\u00edgena e t\u00e3o terr\u00e1quea. O Superman sempre foi, e segue sendo, o mais virtuoso dos her\u00f3is dos quadrinhos \u2013 e nunca foi t\u00e3o f\u00e1cil recordar-se do porqu\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/13\/critica-superman-de-james-gunn-e-divertido-reflexivo-e-violento-na-medida-certa\/\"><em>Leia tamb\u00e9m: \u201cSuperman\u201d, de James Gunn, \u00e9 divertido, reflexivo e violento na medida certa<\/em><\/a><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-90242 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/superman9.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1061\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/superman9.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/superman9-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4cfQaQO-YD4\">\u2013\u00a0Davi Caro\u00a0\u00e9 professor,<\/a>\u00a0tradutor, m\u00fasico, escritor e estudante de Jornalismo. Leia mais textos dele\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/davi-caro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cSuperman\u201d \u00e9 um filme que, nas semanas, meses e anos por vir, deve ser debatido, reassistido e conversado.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/13\/critica-superman-e-de-longe-o-filme-mais-desavergonhadamente-orgulhoso-de-suas-origens-quadrinisticas\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":134,"featured_media":90245,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[1092,7793,7794],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90240"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90240"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90240\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90248,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90240\/revisions\/90248"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90245"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}