{"id":90228,"date":"2025-07-12T00:16:30","date_gmt":"2025-07-12T03:16:30","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=90228"},"modified":"2025-08-14T00:23:33","modified_gmt":"2025-08-14T03:23:33","slug":"entrevista-o-quarteto-a-terra-vai-se-tornar-um-planeta-inabitavel-fala-sobre-seu-novo-ep-ident-ii-dades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/12\/entrevista-o-quarteto-a-terra-vai-se-tornar-um-planeta-inabitavel-fala-sobre-seu-novo-ep-ident-ii-dades\/","title":{"rendered":"Entrevista: O quarteto A Terra Vai Se Tornar Um Planeta Inabit\u00e1vel fala sobre seu novo EP, \u201cident II dades\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Danilo Souza<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada em 2022, a banda paulista <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/atvstupi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Terra Vai Se Tornar Um Planeta Inabit\u00e1vel<\/a> tem um \u00e1lbum cheio, dois EPs e alguns singles, dentre eles um cover de \u201cOlhar Pra Tr\u00e1s\u201d, da terraplana, e \u201cA Odisseia de 80 Dias\u201d, um \u00e9pico de quase 19 minutos que combina, em alguns trechos, bateria acelerada, solos metalizados de guitarra e vocais desesperados, para, depois, ser conduzida levemente por piano e teclado. O nome, \u201csorteado\u201d em uma roleta do Google, os aproxima de outra banda indie paulistana, E a Terra Nunca Me Pareceu T\u00e3o Distante, e tudo isso serve de pistas para o que o ouvinte ir\u00e1 encontrar quando der play em algum som dos caras. Mas n\u00e3o s\u00f3&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente n\u00e3o fez (o primeiro disco) pensado para ser shoegaze, aconteceu\u201d, revela o guitarrista e vocalista Jo\u00e3o Zablonski, que define a sonoridade do \u00e1lbum \u201ca terra vai se tornar um planeta inabit\u00e1vel\u201d, lan\u00e7ado em janeiro de 2023, como resultado da pouca t\u00e9cnica da banda na \u00e9poca, aliada ao material para produ\u00e7\u00e3o, ainda escasso. \u201cNa nossa cabe\u00e7a era post rock. (Mas) Nos projetos seguintes, a sonoridade ficou melhor\u201d, acredita Zablonski \u2013 completam a banda Guilherme Oliveira, Felipe Amaral e Carlos Eduardo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho, o quarteto liberou o EP \u201cident II dades\u201d (2025), com seis faixas (em pouco mais de 16 minutos) que refor\u00e7am a est\u00e9tica experimental da banda, que comp\u00f5e sobre relacionamentos, despedidas e o fim do mundo. O EP j\u00e1 faz parte de um processo de paix\u00e3o do quarteto pelos shows. \u201cLan\u00e7amos de dia, chegamos de noite para tocar e os caras j\u00e1 estavam cantando a m\u00fasica, todo mundo\u201d, conta um impressionado Jo\u00e3o Zablonski, que ainda revela que a banda j\u00e1 est\u00e1 trabalhando no segundo disco com foco no ao vivo: \u201c\u00c9 muito mais bonito assim\u201d, diz ele. Leia a conversa na integra abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ou\u00e7a o EP na integra abaixo<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"ident II dades\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_n32_g-_Eh9YlbGkmqmr8n73J1i9sTawQ0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos come\u00e7ar pela g\u00eanese: quando e como foi o Big Bang da A Terra Vai Se Tornar Um Planeta Inabit\u00e1vel? H\u00e1 quanto tempo voc\u00eas se conhecem?<\/strong><br \/>\nEm meados de 2022, eu estava sem fazer nada, tinha acabado de chegar de um lugar com amigos, a gente estava passeando e eu estava com a ideia de fazer uma banda. Esse neg\u00f3cio estava na minha cabe\u00e7a fazia muito tempo. Ent\u00e3o cheguei em casa e tinha uns amigos na internet que faziam m\u00fasica, j\u00e1 estava come\u00e7ando a borbulhar um neg\u00f3cio no Twitter de gente fazendo m\u00fasica e fiquei muito interessado. Pensei: \u201cP\u00f4, cara, tamb\u00e9m sou m\u00fasico, mas n\u00e3o tenho banda\u201d. Tinha um amigo (de longa data) chamado Caio Bueno, mandei mensagem pra ele &#8211; ele era musicista tamb\u00e9m. A gente trocou uma ideia: \u201cVamos fazer um projeto?\u201d. A\u00ed eu pensei em mais gente para chamar. Chamei um outro amigo tamb\u00e9m e a\u00ed a gente come\u00e7ou a rascunhar esse projeto de noite, tipo, no mesmo dia! A gente j\u00e1 come\u00e7ou a abrir a ideia de nome, de qual sonoridade a gente poderia fazer e tal. De come\u00e7o, a gente chegou na ideia do nome assim: cada um da banda deu tr\u00eas nomes e ningu\u00e9m sabia qual era o melhor, [ent\u00e3o] falamos: \u201cVamos colocar num site de roleta no Google e o que cair a gente usa, n\u00e3o pode trocar\u201d. A\u00ed ficou A Terra Vai Se Tornar Um Planeta Inabit\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por qual motivo voc\u00eas optaram por explorar essa sonoridade um pouco mais experimental, o que, de certa forma, faz com que n\u00e3o seja poss\u00edvel definir um estilo musical exato para a banda? Isso \u00e9 bom?<\/strong><br \/>\n\u00c9 que \u00e0s vezes acontece sem querer, sabe? No primeiro disco a gente n\u00e3o fez pensado para ser shoegaze, aconteceu porque nosso n\u00edvel de t\u00e9cnica, na \u00e9poca, era muito escasso e o que a gente tinha de material para produzir tamb\u00e9m era muito escasso. Ent\u00e3o acabou sendo tudo de baixa qualidade e gerou esse neg\u00f3cio shoegaze, mas a gente nunca pensou no disco em si. Na nossa cabe\u00e7a era post rock. Era uma influ\u00eancia que a gente tinha na \u00e9poca. S\u00f3 que a\u00ed a gente foi trabalhar em outros projetos e a sonoridade melhorou, a gente ficou mais acostumado a trabalhar, e surgiu essa possibilidade de a gente fazer, sei l\u00e1, a cada lan\u00e7amento, um g\u00eanero diferente que acaba ficando muito distante do outro (que hav\u00edamos feito).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque se voc\u00ea pegar o primeiro disco e ouvir na \u00edntegra, voc\u00ea vai achar uma coisa. Se voc\u00ea pegar \u201cA Odisseia de 80 Dias\u201d, que \u00e9 uma m\u00fasica nossa de 20 minutos, vai achar outra coisa. Nossa cabe\u00e7a vai mudando, a gente vai amadurecendo nesse meio tempo, ent\u00e3o nunca acaba sendo a mesma coisa. Acho que \u00e9 bem positivo, porque \u00e9 um diferencial que a gente encontrou nesse nosso modo de fazer as coisas. Porque a gente geralmente pensa e ouve coisas muito parecidas, as nossas influ\u00eancias s\u00e3o quase as mesmas, mas a\u00ed, sem querer, no processo, uma coisa muda totalmente e o resultado fica dissonante. Acho isso muito lindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pensando nessa quest\u00e3o, isso abre um leque de possibilidades para ter mais refer\u00eancias para suas letras e composi\u00e7\u00f5es. O que toca nos fones de ouvido de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nEu sou mais da MPB, do rock mais leve; o Gui j\u00e1 gosta das coisas japonesas e nunca est\u00e1 ouvindo uma coisa mainstream, o mais [mainstream] que ele ouve \u00e9 Mac DeMarco, que todo mundo conhece, mas ele entra para mostrar uma m\u00fasica e mostra uma que foi gravada por uma banda em 1990, s\u00f3 tem aquele lan\u00e7amento no YouTube e ningu\u00e9m sabe quem que \u00e9 o cara que fez a m\u00fasica (risos). A\u00ed tem o Edu, que gosta de um neg\u00f3cio mais pesado, mais porrada. Cada um traz uma vertente e a gente consegue se encontrar nesse meio termo de tudo que a gente gosta, sabe? A gente sempre faz uma m\u00fasica pensada por querer agradar o meu eu, o eu do Edu, o eu do Gui. Porque a gente pensa n\u00e3o s\u00f3 na divers\u00e3o de tocar a m\u00fasica juntos, mas na divers\u00e3o de se agradar primeiro e a sonoridade de cada um estar confort\u00e1vel tocando o que gosta realmente, porque \u00e9 totalmente diferente a gente fazer uma m\u00fasica que, sei l\u00e1, s\u00f3 eu trouxe a m\u00fasica e fazer uma m\u00fasica que todo mundo colabora e que todo mundo traz aquele sentimento, aquela virtude que s\u00f3 ele tem tocando. \u00c9 uma refer\u00eancia musical individual, acho muito bonito tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bienvenue Sur Terre\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cslr9a617qs?list=OLAK5uy_lTQqfntspSZ1xqd1FPWM26V_bzUlRKe0k\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em 2023 a banda lan\u00e7ou seu \u00e1lbum hom\u00f4nimo de estreia (acima), que foi produzido e publicado de forma independente. O que esse disco significa para a hist\u00f3ria do grupo e de que forma o processo de ser respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o total das faixas impactou voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nFoi um processo muito doido que a gente pegou do come\u00e7o ao fim trabalhando intensamente \u00e0 dist\u00e2ncia, ent\u00e3o dificultava tudo. E a\u00ed, depois que a gente lan\u00e7ou, teve um sentimento de conforto e de paz, a gente se encontrou musicalmente, porque deu muito trabalho fazer. De 15 m\u00fasicas que a gente fez, s\u00f3 nove ficaram, tem m\u00fasicas que a gente fez e nunca lan\u00e7ou. Mas a gente encontrou um momento de paz, de conforto, um sentimento que a gente tem hoje s\u00f3 de agradecimento, porque foi o trabalho que levou a gente para lugares que a gente, hoje em dia, n\u00e3o imaginaria chegar se n\u00e3o fosse esse lan\u00e7amento. \u00c9 muito individual esse sentimento para cada um. Cada um ali pensa de um jeito, mas para mim, que sou o \u00fanico daquela [primeira] forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 muito gratificante, porque acho que n\u00e3o tem nada mais bonito do que a arte expl\u00edcita que a gente fez naquela \u00e9poca, com o pouco recurso que a gente tinha. (Tem m\u00fasica que) a gente chegou a fazer no celular gravando com a guitarra dentro do guarda-roupa. Foi um processo muito lindo. O sentimento que eu tenho \u00e9 de agradecimento mesmo e paix\u00e3o por esse trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois veio o EP \u201co fim \u00e9 um come\u00e7o\u201d (2024), que, inclusive, \u00e9 colaborativo com outra banda, a Magn\u00f3lia. Voc\u00eas lan\u00e7am por meio de um selo musical, o \u201cQuituts\u201d. Fazendo um paralelo entre a produ\u00e7\u00e3o independente e a produ\u00e7\u00e3o colaborativa com um outro coletivo, o que voc\u00eas sentiram e perceberam de diferente?<\/strong><br \/>\nNo processo individual como banda, a gente leva mais em considera\u00e7\u00e3o passar um tempo junto do que fazer m\u00fasica. A gente preza muito o contato, da gente se encontrar e ficar conversando antes mesmo de come\u00e7ar a realizar uma produ\u00e7\u00e3o de uma m\u00fasica, ent\u00e3o as ideias surgem (de forma) muito natural. Num processo colaborativo \u00e9 mais dif\u00edcil porque a pessoa chega e est\u00e1 \u201cde outra cor\u201d para a gente, sabe? Geralmente quando a gente est\u00e1 fazendo uma m\u00fasica de banda, a gente est\u00e1 todo mundo amarelo, por exemplo, e chega uma pessoa diferente, de azul. E as ideias ficam diferentes. \u00c9 um processo muito mais dif\u00edcil, acaba saindo quando vem com uma ideia legal, mas \u00e9 dif\u00edcil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem um single bem interessante e curioso da banda, \u201cA Odisseia de 80 Dias\u201d, que \u00e9 uma m\u00fasica com 18 minutos de dura\u00e7\u00e3o. O Spotify chega a caracterizar como um EP por conta disso, mesmo sendo um disco de apenas uma faixa. Levando em considera\u00e7\u00e3o o padr\u00e3o de consumo e produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria da m\u00fasica, isso, hoje, \u00e9 uma loucura. Como voc\u00eas lidam com essa quest\u00e3o das plataformas de \u00e1udio e de v\u00eddeo, onde tudo tem que ser condensado em dois ou tr\u00eas minutos para ser aceito e consumido pelo p\u00fablico mainstream?<\/strong><br \/>\nHoje em dia \u00e9 mais preocupante do que era antigamente, sabe? No come\u00e7o a gente fazia por fazer mesmo, porque a gente gostava e tal. Hoje em dia a gente pensa em fazer m\u00fasicas mais compactas para o processo de distribui\u00e7\u00e3o, que \u00e9 para gerar renda para gente conseguir viver s\u00f3 disso e, especialmente, ter s\u00f3 esse caminho para fazer, ter s\u00f3 esse zelo, ter a liberdade de tempo de fazer uma m\u00fasica. Ent\u00e3o a gente, hoje em dia, pensa por um caminho mais comercial do que era antigamente, mas na \u00e9poca foi doideira. A gente se reuniu e durou, sei l\u00e1, tr\u00eas semanas de produ\u00e7\u00e3o, ficando todo final de semana junto. A gente nem imaginava que ia chegar a 20 minutos de m\u00fasica, a gente s\u00f3 foi fazendo, fazendo, fazendo, fazendo e chegou. \u00c9 o maior trabalho que a gente tem at\u00e9 hoje disparado, a gente lan\u00e7ou sem pretens\u00e3o nenhuma e \u00e9 uma m\u00fasica que atingiu, sei l\u00e1, 30 mil streamings em menos de um ano de lan\u00e7amento. A gente n\u00e3o entendeu, ficou todo mundo: \u201cP\u00f4, como \u00e9 que essa m\u00fasica tem 30 mil streams? Ela tem 20 minutos!\u201d, e tem m\u00fasica de, sei l\u00e1, dois minutos, que tem 10 mil, 15 mil, n\u00e3o chega nem perto. \u00c9 o nosso trabalho mais elogiado, que se compara muito ao Pink Floyd, com as doideiras da vida a\u00ed.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A Odisseia de 80 Dias\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uKCr9l9D_ng?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E de que forma voc\u00eas enxergam esse mainstream enquanto artistas? \u00c9 um objetivo? Consideram que o som de voc\u00eas seria aceito pela grande massa?<\/strong><br \/>\nOs trabalhos que a gente fez at\u00e9 agora s\u00e3o mais nichados para agradar o nosso p\u00fablico, que j\u00e1 \u00e9 fiel desde o come\u00e7o da banda. Mas a gente hoje em dia pensa em fazer m\u00fasicas que, sei l\u00e1, de algum jeito, consiga furar essa bolha. A gente quer fazer isso do nosso jeito. Acho que a massa que domina isso ainda \u00e9 muito pl\u00e1stica, \u00e9 muito reta, tem que fazer certinho para realmente dar certo e tal. Mas a gente quer tentar fazer isso do nosso jeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 se apresentam ao vivo, inclusive fizeram dois shows alguns dias antes dessa conversa. Experimentar no palco \u00e9 muito diferente do experimentar em est\u00fadio? O que veio de novo com o som ao vivo?<\/strong><br \/>\nEu acho que ficou a facilidade da gente compor. Antigamente a gente n\u00e3o tocava ao vivo, era s\u00f3 banda de est\u00fadio mesmo. E a\u00ed no come\u00e7o desse ano a gente come\u00e7ou a se apresentar ao vivo e era mais ou menos assim: a gente tocava as m\u00fasicas e sentia que as m\u00fasicas no ao vivo funcionavam mais que no est\u00fadio. Ent\u00e3o, hoje em dia a gente faz m\u00fasica mais pensada para tocar ao vivo do que para funcionar em est\u00fadio. Porque a energia do show \u00e9 totalmente diferente e parece que \u00e9 um neg\u00f3cio m\u00e1gico. E para gente \u00e9 muito mais gratificante tocar ao vivo do que s\u00f3 ficar lan\u00e7ando m\u00fasica. A gente j\u00e1 pensa nos instrumentos. Tipo, se tem dois guitarristas, a gente pensa, \u201cp\u00f4, vamos colocar umas duas guitarras\u201d. Na m\u00fasica n\u00e3o d\u00e1 pra colocar quatro guitarras, sen\u00e3o vai ficar um pouco dif\u00edcil de fazer [ao vivo]. A gente pensa de uma forma muito diferente do que quando a gente fez antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o p\u00fablico tem abra\u00e7ado voc\u00eas no ao vivo, al\u00e9m do Spotify?<\/strong><br \/>\nP\u00f4, demais, tinha galera cantando as m\u00fasicas que a gente tinha lan\u00e7ado no dia do show de abertura do EP. Lan\u00e7amos de dia, chegamos de noite para tocar e os caras j\u00e1 estavam cantando a m\u00fasica, todo mundo. A gente ficou muito louco, porque \u00e9 de outro mundo, a gente n\u00e3o \u00e9 nem famoso para isso. Depois que acabou o show, pensamos \u201cacertamos mesmo!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aproveitando essa tem\u00e1tica, o que voc\u00eas planejam para o futuro da Terra Vai Se Tornar Um Planeta Inabit\u00e1vel? Mais trabalhos de est\u00fadio ou \u00e9 hora de tocar ao vivo o que j\u00e1 foi lan\u00e7ado at\u00e9 aqui?<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 come\u00e7amos a produ\u00e7\u00e3o do segundo disco. A gente quer fazer o melhor trabalho da banda! Come\u00e7amos (a pr\u00e9) um ano antes para gravar s\u00f3 no ano que vem, lan\u00e7ar s\u00f3 no final do ano. Estamos trabalhando intensamente as m\u00fasicas. Mas a gente est\u00e1 fazendo sempre tudo pensado ao vivo, porque o ao vivo conquistou a gente depois que a gente come\u00e7ou a tocar. \u00c9 muito mais bonito assim, ver a m\u00fasica como ela \u00e9 ao vivo do que em est\u00fadio. N\u00e3o que eu n\u00e3o goste das vers\u00f5es de est\u00fadio, eu amo, mas ao vivo n\u00e3o tem pre\u00e7o. O sentimento de voc\u00ea ver as pessoas cantando e ver os instrumentos soando, quando entra a bateria, nossa, \u00e9 tudo muito bonito. \u00c9 uma coisa que a gente est\u00e1 estudando mesmo, \u00e9 fazer m\u00fasica pensando no ao vivo para melhorar a experi\u00eancia de show e, consequentemente, a pessoa que ouve o \u00e1udio no Spotify ou no YouTube tem o mesmo sentimento ouvindo ao vivo, \u00e9 at\u00e9 melhor.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"a terra vai se tornar um planeta inabit\u00e1vel - santana 1994 (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yw0BW3CZBuc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"a terra vai se tornar  um planeta inabit\u00e1vel - cozinha sessions.\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JZpnkT4htGk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A Terra Vai Se Tornar Um Planeta Inabit\u00e1vel - Excursionista Selvagem (Ao Vivo) @ Feira Gato\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FtDhynQKTHg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Danilo Souza \u00e9 estudante de jornalismo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia). Acompanhe seu trabalho em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/danilosouza.jornalismo\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em junho, o quarteto liberou o EP \u201cident II dades\u201d (2025), com seis faixas que refor\u00e7am a est\u00e9tica experimental da banda, que comp\u00f5e sobre relacionamentos, despedidas e o fim do mundo.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/12\/entrevista-o-quarteto-a-terra-vai-se-tornar-um-planeta-inabitavel-fala-sobre-seu-novo-ep-ident-ii-dades\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":153,"featured_media":90229,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7792],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90228"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90228"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90228\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90233,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90228\/revisions\/90233"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}