{"id":90162,"date":"2025-07-04T01:00:17","date_gmt":"2025-07-04T04:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=90162"},"modified":"2025-08-08T14:32:55","modified_gmt":"2025-08-08T17:32:55","slug":"ortiz-reune-romulo-froes-thiago-franca-e-rodrigo-campos-em-ep-de-estreia-conheca-desafogo-faixa-a-faixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/07\/04\/ortiz-reune-romulo-froes-thiago-franca-e-rodrigo-campos-em-ep-de-estreia-conheca-desafogo-faixa-a-faixa\/","title":{"rendered":"Ortiz re\u00fane Romulo Fr\u00f3es, Thiago Fran\u00e7a e Rodrigo Campos em EP de estreia. Conhe\u00e7a &#8220;Desafogo&#8221; faixa a faixa"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de introdu\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><br \/>\nfaixa a faixa de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/gustavo.ortiz._\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gustavo Ortiz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cantor e compositor do interior paulista, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/gustavo.ortiz._\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gustavo Ortiz<\/a> encerra, em 2025, um processo que come\u00e7ou a ser gestado em 2009, e que ganha corpo agora com o lan\u00e7amento do EP \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/3xbExL1pUdPKjJxdO5jeKs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Desafogo<\/a>\u201d, registro de cinco can\u00e7\u00f5es que marcam sua estreia em grava\u00e7\u00f5es autorais. \u201cO termo desafogo tamb\u00e9m diz respeito ao meu pr\u00f3prio desafogo de colocar, enfim, minhas can\u00e7\u00f5es no mundo\u201d, comenta Ortiz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sugest\u00e3o de Romulo Fr\u00f3es, que assina a produ\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o musical do EP, \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/3xbExL1pUdPKjJxdO5jeKs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Desafogo<\/a>\u201d ganhou novos contornos com as contribui\u00e7\u00f5es de Rodrigo Campos (cavaquinho) e Thiago Fran\u00e7a (sopros). Participam ainda Daniel Ant\u00f4nio (percuss\u00e3o) Bruna Lucchesi, Mari Tavares e Tati Burg no coro. \u201cTrata-se de um trabalho de can\u00e7\u00e3o, essa for\u00e7a estruturante da m\u00fasica brasileira. O cora\u00e7\u00e3o do EP reside nas hist\u00f3rias que cada faixa conta\u201d, explica Ortiz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com forma\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais e Antropologia, Gustavo Ortiz reflete inquieta\u00e7\u00f5es sobre formas de existir e resistir em seu trabalho. \u201cO tema que conecta as m\u00fasicas \u00e9 o desafogo \u2013 a necessidade de criarmos modos de viver em que n\u00e3o nos sentimos sufocados\u201d, afirma o artista. O projeto parte da viv\u00eancia cotidiana, do trabalho, das rela\u00e7\u00f5es e do corpo para propor pequenas fugas e possibilidades. Abaixo, Ortiz comenta o EP faixa a faixa!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Desafogo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_nVJJLKG0hFm7QMTzosK4CQjQA74GLSBH0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) &#8220;Trago&#8221;:<\/strong> Essa m\u00fasica se inicia com um saxofone preparando o clima para a entrada de um riff de viol\u00e3o que desemboca numa batida com influ\u00eancia de Jo\u00e3o Gilberto e um cavaco executado menos como fun\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica do que como uma lan\u00e7a certeira que atravessa a can\u00e7\u00e3o e pontua acentos, ou uma agulha rija costurando seu tecido, um pouco como algumas guitarras do Radiohead. Al\u00e9m da conga tocada por Daniel Antonio, que j\u00e1 apresenta a import\u00e2ncia da percuss\u00e3o no meu trabalho e as influ\u00eancias das matrizes r\u00edtmicas africanas. A letra curta flutua num jogo sem\u00e2ntico em torno da primeira pessoa do singular dos verbos trazer e tragar, como uma ode ao prazer de cantar o que j\u00e1 trazemos em n\u00f3s e o que tragamos do mundo para dentro de n\u00f3s. Quando a letra se repete, um pandeiro chega para marcar a intensifica\u00e7\u00e3o tanto dos vocais quanto dos instrumentos, especialmente do cavaco, que acentua suas flechadas e agulhadas, e do saxofone, que delineia o caminho da can\u00e7\u00e3o e ent\u00e3o finaliza com um solo com influ\u00eancias de John Coltrane enquanto se ouve como algo quase distante: \u201cTanto faz o que trago, se vem chegando um trago a mais\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) &#8220;Desafogo&#8221;:<\/strong> Faixa t\u00edtulo do EP, composta em 2009, quando eu tinha apenas 21 anos. \u00c9 minha can\u00e7\u00e3o mais antiga a ser gravada e tamb\u00e9m aquela que me despertou a aten\u00e7\u00e3o para uma autenticidade em minhas composi\u00e7\u00f5es, que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o passavam de c\u00f3pias dos m\u00fasicos que ouvia. A faixa traz uma introdu\u00e7\u00e3o com uma levada de viol\u00e3o com influ\u00eancias de Baden Powell que subitamente se transforma em uma esp\u00e9cie de samba-can\u00e7\u00e3o, acompanhado por flautas e percuss\u00e3o ambientando a can\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de um cavaco com efeitos. A letra come\u00e7a por narrar imagens de um cotidiano estafado e afogado na estagna\u00e7\u00e3o para ent\u00e3o chegar em pitacos que devem soar n\u00e3o como opini\u00f5es julgadoras, mas como conselhos sussurrados ao p\u00e9 do ouvido, com o intuito de cantar que haveremos de criar nossos pr\u00f3prios desafogos, individualmente e coletivamente. O arranjo acompanha a crescente da can\u00e7\u00e3o, especialmente a percuss\u00e3o, o coro que enfatiza o car\u00e1ter coletivo da mensagem e o saxofone que lan\u00e7a o convite para uma dan\u00e7a insubmissa: a dan\u00e7a cotidiana que permite criar os desafogos. \u201cDesafogo\u201d gerou tamb\u00e9m um videoclipe &#8211; com dire\u00e7\u00e3o de Marco Escriv\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o criativa de Gabriela Loreti e coreografia de Marina Sanches &#8211; que quer expressar a cria\u00e7\u00e3o de uma vida poss\u00edvel em meio \u00e0quela casa em ru\u00ednas, uma dan\u00e7a que deseja um desafogo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&quot;Desafogo&quot; Gustavo Ortiz - Clipe Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/13iPmdJcnrw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) &#8220;Casca Cascata&#8221;:<\/strong> Parceria com Thiago Ribeiro, poeta e esquizoanalista. A letra de Thiago tem apenas duas ora\u00e7\u00f5es, que quando pronunciadas soam exatamente iguais, mas com significados diferentes e complementares (A casca t\u00e1 dentro, que caiba tendo \/ uma cascata dentro, que cai batendo). Apenas um viol\u00e3o acompanha a melodia das frases que se repetem numa crescente e decrescente, buscando destacar cada s\u00edlaba a fim de atentar para a mensagem central da can\u00e7\u00e3o: as cascatas que trazemos dentro de nossas cascas e que precisam ser desafogadas para que possam correr livremente. A faixa funciona como um interl\u00fadio do EP, o que \u00e9 real\u00e7ado pelo efeito e timbre escolhidos, imprimindo a sensa\u00e7\u00e3o de uma enuncia\u00e7\u00e3o de um narrador mais et\u00e9reo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) &#8220;Jos\u00e9, Jo\u00e3o&#8221;:<\/strong> Um samba urbano com nuances de samba-bai\u00e3o e uma forte influ\u00eancia do partido-alto nos refr\u00f5es. Na faixa, tive o prazer de dividir os vocais com Romulo Fr\u00f3es, por sugest\u00e3o dele, inclusive, o que me deixa honrado. O cavaco do Rodrigo (Campos) \u00e9 crucial na condu\u00e7\u00e3o da narrativa com frases mel\u00f3dicas que dialogam com a mensagem da can\u00e7\u00e3o, enquanto tamborim, pandeiro e surdo sustentam a base r\u00edtmica com sutileza e tens\u00e3o. O viol\u00e3o traz a cad\u00eancia bem marcada do samba tradicional, refor\u00e7ando o car\u00e1ter coletivo da can\u00e7\u00e3o e convidando os instrumentos a jogarem em favor da letra. A can\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser escrita em 2022, no ano seguinte \u00e0 morte de meu pai. Caminhoneiro, zagueiro de futebol de v\u00e1rzea e amante de palavras-cruzadas, ele come\u00e7ou a trabalhar aos dez anos e se aposentou pouco antes de falecer, durante a pandemia, poucos dias antes de tomar a vacina. A can\u00e7\u00e3o nasceu desse luto e tamb\u00e9m das mem\u00f3rias dos trabalhadores da minha fam\u00edlia \u2014 com boias-frias, professoras da rede p\u00fablica, pedreiros, oper\u00e1rios etc. Ent\u00e3o a letra foi constru\u00edda a partir dessas lembran\u00e7as pessoais, mas tamb\u00e9m de refer\u00eancias liter\u00e1rias (algo sempre presente em meu trabalho), pois em 2024, li o livro \u201cO que \u00e9 meu&#8221;, de Jos\u00e9 Henrique Bortolucci \u2014 tamb\u00e9m filho de caminhoneiro. A obra refor\u00e7ou em mim o desejo de cantar sobre essas vidas que muitas vezes passam despercebidas, as vidas desses trabalhadores, a partir de meus entes pr\u00f3ximos, ainda que o t\u00edtulo fa\u00e7a refer\u00eancia a nomes comuns, escolhidos para representar uma coletividade. Ela \u00e9 a tentativa de contar a hist\u00f3ria de dois personagens que s\u00e3o, na verdade, a de tantos e tantos trabalhadores. Neste EP, ela \u00e9 a que mais revela minha forma\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais e Antropologia, por conta do tema, e sinto que ela toma outra propor\u00e7\u00e3o em tempos em que o trabalho com carteira assinada virou motivo de deboche entre jovens, e num momento em que a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho voltou a ser uma pauta relevante no debate p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) &#8220;Botaf\u00e9&#8221;:<\/strong> Foi a faixa escolhida para fechar o EP, ela tamb\u00e9m traz o tema do desafogo, embora de um jeito mais velado, at\u00e9 mais enigm\u00e1tico, e um pouco apote\u00f3tico no final, o que senti que fazia sentido pra terminar o EP. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o com tempos um tanto quebrados, em 5\/4, 9\/8 e que desembocam em \u201crefr\u00f5es\u201d \u2013 que n\u00e3o s\u00e3o bem refr\u00f5es pois n\u00e3o se repetem \u2013 em 6\/8, um tempo bem caracter\u00edstico do candombl\u00e9 e de outras matrizes r\u00edtmicas africanas. A letra tem tamb\u00e9m um qu\u00ea de conselho sussurrado (\u201cBota f\u00e9 no ser\u201d), para ent\u00e3o criar imagens n\u00e3o convencionais, sugerindo que esse botar f\u00e9 no ser diz respeito a modos de ser desviantes que podemos criar (\u201cSer a dan\u00e7a nos varais \/ Ser ru\u00eddo em recitais \/ Ser esquina a batucar\/ Ser batuque em pleno altar\u201d), essas brechas de exist\u00eancia que criamos e nas quais podemos ser outras coisas. Como a literatura exerce grande influ\u00eancia em minha escrita, essa letra surgiu durante um exerc\u00edcio de escrita em fluxo de consci\u00eancia realizado em um curso da atriz e escritora Let\u00edcia Bassit. Tanto o saxofone do Thiago (Fran\u00e7a) quanto o coro (Bruna Lucchesi, Mari Tavares e Tati Burg) foram cruciais para dar o tom quase apote\u00f3tico do final da can\u00e7\u00e3o, uma apoteose que diz respeito, assim como todo o EP, n\u00e3o \u00e0 narrativa dos vencedores, mas sim dos desacreditados que ainda buscam seus desafogos. Como uma ode \u00e9pica ao triunfo do desejo dos oprimidos e de uma coletividade por vir.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-90163 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Capa-Baixa-Creditos-Foto_-Diogo-Mar-_-Arte-da-capa_-Guilherme-Boldrin-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Capa-Baixa-Creditos-Foto_-Diogo-Mar-_-Arte-da-capa_-Guilherme-Boldrin-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Capa-Baixa-Creditos-Foto_-Diogo-Mar-_-Arte-da-capa_-Guilherme-Boldrin-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Capa-Baixa-Creditos-Foto_-Diogo-Mar-_-Arte-da-capa_-Guilherme-Boldrin-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cTrata-se de um trabalho de can\u00e7\u00e3o, essa for\u00e7a estruturante da m\u00fasica brasileira. 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