{"id":89852,"date":"2025-06-19T00:01:43","date_gmt":"2025-06-19T03:01:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=89852"},"modified":"2025-07-24T23:41:44","modified_gmt":"2025-07-25T02:41:44","slug":"tres-perguntas-lipe-explora-os-contrastes-entre-a-natureza-da-chapada-diamantina-e-a-urbanizacao-em-sua-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/06\/19\/tres-perguntas-lipe-explora-os-contrastes-entre-a-natureza-da-chapada-diamantina-e-a-urbanizacao-em-sua-arte\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas: Lipe explora os contrastes entre a natureza da Chapada Diamantina e a urbaniza\u00e7\u00e3o em suas can\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Danilo Souza<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artista baiano criado em Piat\u00e3, na Chapada Diamantina, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/_lipelipelipe_\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lipe<\/a> \u00e9 um nome para ficar de olho na nova safra da m\u00fasica brasileira. Com dois \u00e1lbuns produzidos e lan\u00e7ados de forma independente em anos consecutivos \u2013 \u201cDo Contra\u201d, de 2024, e \u201cUm Rombo no Peito e Um \u2018S\u2019 nas Costas, de 2025, suas can\u00e7\u00f5es trazem refer\u00eancias de nomes como Tom Z\u00e9, Novos Baianos e Tim Bernardes, al\u00e9m de influ\u00eancias instrumentais de Jimi Hendrix e John Frusciante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Buscando se incluir na cena de Vit\u00f3ria da Conquista, cidade onde vive atualmente, tamb\u00e9m na Bahia, o cantor busca manter sua ess\u00eancia e as caracter\u00edsticas da cidade do interior dentro de suas composi\u00e7\u00f5es, como nas faixas \u201cVoc\u00ea, o Sol e a Serra\u201d e \u201cCarta ao Coronel\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel por todas as etapas do disco, desde a composi\u00e7\u00e3o at\u00e9 a mixagem e o envio para as plataformas, Lipe apresenta o seu processo como indie, algo que realmente soa como uma produ\u00e7\u00e3o feita em casa, mas que mant\u00e9m a qualidade no resultado final. Na conversa abaixo, Lipe fala sobre sua sa\u00edda de Piat\u00e3 e a adapta\u00e7\u00e3o em Vit\u00f3ria da Conquista, e como tudo isso est\u00e1 reverberando em sua m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Lipe - Voc\u00ea, o Sol e a Serra (Sessions na Chapada)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qDPPiBHnuCc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea se define como um filho de Piat\u00e3, munic\u00edpio da Chapada Diamantina, na Bahia. Eu venho da mesma regi\u00e3o e sei como a beleza e calmaria daquela regi\u00e3o pode ser uma inspira\u00e7\u00e3o e um ref\u00fagio para os artistas. De que modo compor e produzir m\u00fasica em um lugar t\u00e3o pacato influenciou na sua arte?<\/strong><br \/>\nAcho que eu n\u00e3o tinha a vis\u00e3o da grandeza que \u00e9 a regi\u00e3o antes de sair, sabe? A gente meio que est\u00e1 acostumado a lidar com serra pra todo lado, cachoeira e tal. E quando vim pra c\u00e1 [Vit\u00f3ria da Conquista], foi aquele susto de que existe outro mundo. E por ter nascido e criado dezessete anos por l\u00e1, foi um choque largar a fam\u00edlia, vir pra c\u00e1 pra estudar e tal, parece que eu me reconheci dentro dessa identidade da Chapada Diamantina a partir disso. Precisei sair pra poder querer voltar. Nessa acabei encontrando essa coisa meio de retrocesso, de entender que tem mudan\u00e7as acontecendo na Chapada e no mundo inteiro, mas a Chapada parece um lugar que parou no tempo, mas ao mesmo tempo transiciona o tempo todo. E a\u00ed minha arte se baseia nisso pela necessidade que tenho de tentar resgatar coisas de que sinto falta.<\/p>\n<p><strong>Ainda falando de Piat\u00e3, sua cidade natal, este \u00e9 um nome originado da l\u00edngua Tupi e significa \u201cp\u00e9-duro\u201d, express\u00e3o que tamb\u00e9m \u00e9 usada informalmente para se referir a pessoas que moram fora dos centros urbanos.<\/strong> <strong>Nota-se um pouco dessa identidade interiorana em algumas das suas m\u00fasicas, como \u201cCarta Ao Coronel\u201d. Ainda h\u00e1 muito de Piat\u00e3 em voc\u00ea? Quais caracter\u00edsticas voc\u00ea trouxe da sua cidade nessa sua vinda para Vit\u00f3ria da Conquista?<\/strong><br \/>\nMuita gente me fala que eu pare\u00e7o o Chico Bento aqui, aquele epis\u00f3dio do \u201cChico Bento no shopping\u201d, e justamente porque tenho esse apego \u00e0 identidade de l\u00e1. Eu n\u00e3o sabia dessa defini\u00e7\u00e3o de Piat\u00e3, n\u00e3o tinha me ligado, e \u00e9 realmente isso, \u00e9 uma quest\u00e3o de um quase negacionismo urbano, o tempo todo eu quero resgatar o que tem de melhor na simplicidade, que \u00e9 morar na Chapada. Sobretudo numa das cidades que \u00e9 menos [lembrada], apesar de ter muito valor cultural, tur\u00edstico e, inclusive, comercial com a quest\u00e3o do caf\u00e9 e tal, ela \u00e9 meio apagada entre tantas outras cidades que t\u00eam popularidade tur\u00edstica, como Len\u00e7\u00f3is, Rio de Contas, Mucug\u00ea e tal. \u00c9 legal mostrar que tem outro lugar e que acho que tem tanto valor quanto os que s\u00e3o populares. Sinto falta de ter o infinito da serra encarando assim na janela, porque \u00e9 a coisa que mais me cercou a vida inteira. E ficar aqui nessa plan\u00edcie cercada de pr\u00e9dios \u00e9&#8230; meio triste, apesar de ser outra realidade, ser outra vida que tamb\u00e9m tem seus reflexos culturais e sociais, com certeza, mas \u00e9 uma coisa que n\u00e3o me sinto t\u00e3o incluso, n\u00e3o me sinto t\u00e3o pertencente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fazendo um paralelo com a primeira pergunta sobre produzir m\u00fasica em um lugar pacato, agora morando em Vit\u00f3ria da Conquista, a terceira maior cidade do estado da Bahia, como voc\u00ea enxerga essa influ\u00eancia urbana na forma como voc\u00ea escreve suas can\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nAcho que j\u00e1 influenciou de maneira mais indireta. N\u00e3o sei se sinto muita aproxima\u00e7\u00e3o da realidade ainda daqui, pelo tempo curto que eu moro aqui, apesar de j\u00e1 estar h\u00e1 dois anos agora. Acho que a parte que mais me influencia s\u00e3o as experi\u00eancias com os m\u00fasicos que eu tive aqui. Mas acho que n\u00e3o me situei ainda de citar e refletir essa realidade daqui, o desconforto, muitas vezes pelo caos de n\u00e3o estar acostumado com essa coisa, mas tamb\u00e9m de muito conhecimento agregado, principalmente na faculdade e tal, porque a gente trabalha muita coisa relacionada com a arte. O fato de eu ter conhecido minha namorada aqui tamb\u00e9m influenciou nas minhas m\u00fasicas e tal.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"saw\u02c8dad\u0292i (Saudade)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bWKvgxdGH4I?list=OLAK5uy_nJD6gic_pWFOk_qvpPDwH7EPTzUtb8s1o\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Danilo Souza \u00e9 estudante de jornalismo da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia). Acompanhe seu trabalho em <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/danilosouza.jornalismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/danilosouza.jornalismo\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Respons\u00e1vel por todas as etapas do disco, desde a composi\u00e7\u00e3o at\u00e9 a mixagem e o envio para as plataformas, Lipe apresenta o seu processo como indie\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/06\/19\/tres-perguntas-lipe-explora-os-contrastes-entre-a-natureza-da-chapada-diamantina-e-a-urbanizacao-em-sua-arte\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":153,"featured_media":89853,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7750],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89852"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/153"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89852"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89852\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":90016,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89852\/revisions\/90016"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89853"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89852"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}