{"id":89847,"date":"2025-06-18T00:01:06","date_gmt":"2025-06-18T03:01:06","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=89847"},"modified":"2025-07-03T14:12:29","modified_gmt":"2025-07-03T17:12:29","slug":"olhar-de-cinema-2025-ontem-lembrei-de-minha-mae-aborda-violencia-em-zonas-rurais-da-triplice-fronteira-o-cineasta-leandro-afonso-fala-de-seu-filme","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/06\/18\/olhar-de-cinema-2025-ontem-lembrei-de-minha-mae-aborda-violencia-em-zonas-rurais-da-triplice-fronteira-o-cineasta-leandro-afonso-fala-de-seu-filme\/","title":{"rendered":"Olhar de Cinema 2025: &#8220;Ontem Lembrei de Minha M\u00e3e&#8221; aborda viol\u00eancia em zonas rurais. Leandro Afonso fala de seu filme."},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dirigido pelo cineasta soteropolitano Leandro Afonso, &#8220;Ontem Lembrei de Minha M\u00e3e&#8221; (2025) aborda a quest\u00e3o da viol\u00eancia em zonas rurais da tr\u00edplice fronteira a partir das lembran\u00e7as de um homem que, ap\u00f3s ter brutalmente tomadas de si as pr\u00f3prias terras, retorna mentalmente ao passado e ao trauma. Dessa vez, no entanto, a m\u00fasica lhe acompanha, trazendo a partir desse protagonista para o espectador uma sensa\u00e7\u00e3o de certo conforto diante de tamanha viol\u00eancia que o tempo lhe evoca. O filme integra a programa\u00e7\u00e3o do festival curitibano <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/olhar-de-cinema\/\">Olhar de Cinema 2025<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu j\u00e1 sabia de quest\u00f5es espinhosas ligadas a parte do Oeste do Paran\u00e1, mas n\u00e3o sou de l\u00e1, e nem conhecia profundamente a hist\u00f3ria da regi\u00e3o,&#8221; explica Leandro em entrevista ao Scream &amp; Yell. &#8220;Esse roteiro nasce da descoberta, mas n\u00e3o no sentido colonialista, do descobrimento como um eufemismo pra invas\u00e3o e roubo, e, sim, no sentido de conhecer e reconhecer os lugares como eles s\u00e3o para, a partir da\u00ed, identificar quais e como devem ser captados para os prop\u00f3sitos do filme&#8221;, pontua o diretor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">01. Nessa entrevista ao Scream &amp; Yell, o diretor baiano aprofunda esse processo de cria\u00e7\u00e3o. Confira!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Teaser-Trailer - ONTEM LEMBREI DE MINHA M\u00c3E (2025)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5_jugHlX_jc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conhecendo sua filmografia, \u00e9 percept\u00edvel uma liga\u00e7\u00e3o estreita com o cinema feito em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, principalmente a Argentina. Em &#8220;Ontem Lembrei de Minha M\u00e3e&#8221;, voc\u00ea traz uma abordagem social que consegue, em uma mescla de m\u00fasica popular e imagens que evidenciam essa raiz cultural latino-americana, criar esse aspecto po\u00e9tico e contemplativo, mas que tem uma forte den\u00fancia da viol\u00eancia. Na cria\u00e7\u00e3o do seu roteiro, como se deu a busca por esse equil\u00edbrio entre imagens e a abordagem de um tema t\u00e3o urgente?<\/strong><br \/>\nEsse roteiro nasce da descoberta, mas n\u00e3o no sentido colonialista, do descobrimento como um eufemismo pra invas\u00e3o e roubo, e, sim, no sentido de conhecer e reconhecer os lugares como eles s\u00e3o para, a partir da\u00ed, identificar quais e como devem ser captados para os prop\u00f3sitos do filme. Esse processo criativo levou a gente a pesquisar e a se informar, a procurar e a encontrar antes de escrever, antes de colocar em texto as diferentes vers\u00f5es do roteiro. Mesmo assim, algumas loca\u00e7\u00f5es mudaram muito em uma semana e, naturalmente, a filmagem planejada tamb\u00e9m teve que mudar. Foi um desafio maior para a equipe, mas abra\u00e7ar esse desafio estava em sintonia com o curta. Ent\u00e3o, esse equil\u00edbrio, se \u00e9 que d\u00e1 para falar em equil\u00edbrio, se deu menos a partir de uma imposi\u00e7\u00e3o do que eu ou Ana Beatriz \u2013 co-roteirista \u2013quer\u00edamos escrever e mais a partir de uma realidade que estava l\u00e1 \u2013 seja nos acontecimentos hist\u00f3ricos, seja nas loca\u00e7\u00f5es escolhidas para dialogar, contemporaneamente, com esse relato hist\u00f3rico-ficcionalizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como se deu sua aproxima\u00e7\u00e3o dos fatos e den\u00fancias apresentados no filme?<\/strong><br \/>\nEssas den\u00fancias chegaram para mim s\u00f3 em 2022, quando fui ser professor da UNILA (Universidade Federal de Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana), em Foz do Igua\u00e7u. Lembro que, no primeiro ano, entre junho de 2022 e junho de 2023, eu estava completamente fechado \u00e0 ideia de filmar qualquer coisa porque estava exausto com a concilia\u00e7\u00e3o entre a UNILA, a tese e os freelancers necess\u00e1rios no contexto de um professor substituto t\u00e3o longe de casa. Era um caos. S\u00f3 depois desse primeiro ano me permiti essa aproxima\u00e7\u00e3o dos fatos a partir tamb\u00e9m de um lugar criativo. Ali, em meados de 2023, eu j\u00e1 sabia de quest\u00f5es espinhosas ligadas a parte do Oeste do Paran\u00e1, mas n\u00e3o sou de l\u00e1, e nem conhecia profundamente a hist\u00f3ria da regi\u00e3o. Vivi cinco anos em S\u00e3o Paulo capital, mas fora isso minha vida foi toda na Bahia. Sou baiano, p\u00f4! Quem sou eu pra falar sobre aquilo? Mas a\u00ed, pouco a pouco, com uma investiga\u00e7\u00e3o sobre hist\u00f3rias, m\u00fasicas, artistas, quest\u00f5es ambientais que transcendem a regi\u00e3o e se conectam \u00e0 Am\u00e9rica Latina, com uma equipe de pesquisa que \u00e9 a primeira creditada no curta, decidi que fazia sentido montar um time e transformar essas inquieta\u00e7\u00f5es em filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A presen\u00e7a materna, tanto no t\u00edtulo quanto na narra\u00e7\u00e3o em off, que se revela ao final como sendo um fala transmitida via r\u00e1dio (algo que d\u00e1 ainda mais for\u00e7a \u00e0 ideia de den\u00fancia e n\u00e3o complac\u00eancia da obra) , traz ao seu filme uma abordagem tenra e ainda mais dolorosa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s consequ\u00eancias da viol\u00eancia que &#8220;Ontem Lembrei de Minha M\u00e3e&#8221; possui. Na escrita do texto, como voc\u00ea buscou estruturar essa abordagem dentro de uma an\u00e1lise da dor e da saudade, mas sem deixar de lado a necessidade de se manter r\u00edgido na busca por justi\u00e7a?<\/strong><br \/>\nO ponto de partida foi trabalhar com o cinema musical \u2013 infelizmente sem dan\u00e7a (risos) \u2013 como manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica e, tamb\u00e9m, como ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o de problemas sociais. Antes de ter um roteiro ou qualquer verba, mandei uma mensagem para um grupo de alunos e ex-alunos da UNILA em busca de equipe para um musical-pol\u00edtico-ambiental. Os primeiros an\u00fancios em busca de equipe procuravam uma pessoa que ou cantasse ou dan\u00e7asse ou tocasse algum instrumento na tr\u00edplice fronteira. A estrutura para esse curta vem por um podcast, essa esp\u00e9cie de r\u00e1dio contempor\u00e2nea, porque ele tamb\u00e9m parte do som. As primeiras notas do filme aparecem antes da primeira imagem. Ent\u00e3o uma coisa que ficou evidente, desde muito cedo, \u00e9 que a gente buscaria imagens que dialogassem com a parte sonora: ela que sempre foi a guia principal de &#8220;Ontem Lembrei de Minha M\u00e3e&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros musicais representando o cancioneiro popular regional, como se deu a pesquisa de tais aspectos culturais e a inclus\u00e3o org\u00e2nica dos mesmos no seu filme?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o vivi aquela hist\u00f3ria: nem na barriga eu estava na \u00e9poca. Foi necess\u00e1rio ler, escutar, aprender. A investiga\u00e7\u00e3o em geral \u00e9 nada glamourizada, por vezes subvalorizada, vista como secund\u00e1ria diante do talento criativo, do criador-autor, do pretenso g\u00eanio dotado, mas fa\u00e7o quest\u00e3o de destacar v\u00e1rias obras cruciais \u00e0 pesquisa base para a hist\u00f3ria ali contada. Lembro, por exemplo, de \u201cBrincando de Deus: como a humanidade vem alterando a natureza h\u00e1 50 mil anos\u201d, de Beth Shapiro, importante para pensar sobre essa sexta onda de destrui\u00e7\u00e3o em massa que a humanidade vive \u2013 e que n\u00e3o tem precedentes na nossa hist\u00f3ria. Lembro de um artigo de Tereza Spyer, em um livro de Utopias Latinoamericanas, sobre o Bem Viver. Foi importante tamb\u00e9m conhecer \u201cA Breve Hist\u00f3ria da Tr\u00edplice Fronteira\u201d, de Micael Alvino da Silva, e a disserta\u00e7\u00e3o de Ana Paulo dos Santos sobre as Sete Quedas. Recorri tamb\u00e9m a muitos epis\u00f3dios do podcast <a href=\"https:\/\/radioambulante.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Radio Ambulante<\/a>, maravilhoso para quem se interessa por hist\u00f3rias da Am\u00e9rica Latina. &#8220;Ontem Lembrei de Minha M\u00e3e&#8221; \u00e9 muito menos um roteiro criativo que um processo investigativo. Se preferir, o roteiro s\u00f3 existe por causa de muita investiga\u00e7\u00e3o, que levou muito, mas muito mais tempo que a escrita do roteiro em si. Essa investiga\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante frisar, inclui tamb\u00e9m o boca a boca. O plano mais longo do filme, por exemplo, \u00e9 em uma loca\u00e7\u00e3o sugerida por um igua\u00e7uense, um dono de livraria, o Claimar Granzotto. Para as m\u00fasicas, aconteceu algo mais ou menos similar. Eu participei de encontros do MILPA, um projeto de extens\u00e3o da UNILA, ligado a dan\u00e7as e m\u00fasicas latino-americanas, e l\u00e1 eu conheci algumas can\u00e7\u00f5es que me interessaram, de folclores de diferentes pa\u00edses latino-americanos. Dessas, eu gostei muito de tr\u00eas e me apaixonei por uma, que se encaixava lindamente no final do filme. A\u00ed perguntei a Felix Eid, coordenador do projeto e que terminou sendo diretor musical do filme, se aquela m\u00fasica que me arrebatou estava em dom\u00ednio p\u00fablico. Ele foi categ\u00f3rico: \u201cLeandro, todas as m\u00fasicas que a gente toca e canta est\u00e3o em dom\u00ednio p\u00fablico. Menos essa\u201d. Como o filme nasce originalmente de uma ideia de se fazer um musical independente de editais, t\u00ednhamos a\u00ed uma quest\u00e3o. Ent\u00e3o descobri que m\u00fasicas aparentemente em dom\u00ednio p\u00fablico n\u00e3o estavam e demandavam tamb\u00e9m, portanto, custo para licenciamento. Tentei ent\u00e3o negociar com a primeira m\u00fasica, aquela pela qual me apaixonei. Tinha reservado uma grana do edital (Lei Paulo Gustavo, contemplado em janeiro 2024) para esse licenciamento, mas foi se aproximando o per\u00edodo da filmagem e nada vinha de resposta. O contrato com a UNILA de professor substituto estava se encerrando e eu precisava estar em Buenos Aires antes de 14 de abril de 2024 para o doutorado sandu\u00edche. Essa resposta veio no dia 15 de abril, com um valor dentro do que estipulamos, s\u00f3 que, a essa altura, como n\u00e3o podia correr mais riscos, j\u00e1 tinha combinado outra sa\u00edda com Felix. \u201cF\u00e9lix, eu fa\u00e7o a letra, voc\u00ea faz a m\u00fasica, certo?\u201d. Havia muita pesquisa em livros, artigos e podcasts que ainda n\u00e3o estavam no filme e entraram, ent\u00e3o, na m\u00fasica. Eu fiz a letra, cantei para Felix e ele transformou em uma m\u00fasica de fato, dentro de um g\u00eanero e com uma instrumenta\u00e7\u00e3o que fazia sentido para o que vislumbramos do filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para fechar, volto ao que citei antes em rela\u00e7\u00e3o ao poder do r\u00e1dio como forma denunciat\u00f3ria do seu curta. No s\u00e9culo XXI, com a internet a funcionar, em certos aspectos, como esse quarto poder, o filme traz um paralelo pertinente do r\u00e1dio com outros modos de tornar evidente para a sociedade tais fatos. Estando familiarizado com a urg\u00eancia dos mesmos, como voc\u00ea analisa a processo de se fazer justi\u00e7a nesse \u00e2mbito que o filme traz?<\/strong><br \/>\nRapaz, eu n\u00e3o sei. O filme trabalha com acontecimentos hist\u00f3ricos, com uma vis\u00e3o atravessada pelo que eu pensei daquele universo naquele momento, pelo que (Pedro) Tannus, assistente de dire\u00e7\u00e3o, ou a continu\u00edsta Hellen (Naara), sugeriram, pelo que muitas das pessoas envolvidas no universo retratado pelo filme pensaram para ele ao longo do processo. \u00c9 doido falar em justi\u00e7a quando a gente fala de morte literal. Formas de vida solid\u00e1rias est\u00e3o morrendo. A gente n\u00e3o pode esquecer que lei e justi\u00e7a s\u00e3o coisas diferentes e nem sempre caminham juntas. Que justi\u00e7a a gente pode fazer com quem morreu? Se eu perco um pai, uma m\u00e3e, uma irm\u00e3, uma forma de vida sustent\u00e1vel e comunit\u00e1ria ligada a meus antepassados, se eu perco tudo isso gra\u00e7as a uma obra que poderia ser feito de outra forma, de que justi\u00e7a posterior a essas perdas estamos falando? Se o ponto de partida \u00e9 a naturaliza\u00e7\u00e3o da morte for\u00e7ada das pessoas, de que justi\u00e7a estamos falando? A palavra justi\u00e7a n\u00e3o \u00e9 citada nenhuma vez em &#8220;Ontem Lembrei de Minha M\u00e3e&#8221;, mas seria descabido dizer que ela n\u00e3o \u00e9 importante \u00e0 hist\u00f3ria. O que ser\u00e1 ent\u00e3o que o filme vai dizer sobre o que ele nunca menciona, mas lhe \u00e9 fundamental? O que ser\u00e1 que o filme vai dizer, para diferentes pessoas, sobre a ideia de justi\u00e7a naquele contexto?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89848 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Poster-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1124\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Poster-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Poster-copiar-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100009655066720\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto\u00a0<\/a>\u00e9 jornalista, cr\u00edtico de cinema e curador do\u00a0<a href=\"http:\/\/coisadecinema.com.br\/xiii-panorama\/apresentacao\/panorama-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema<\/a>. Membro da Abraccine, colabora para o Jornal A Tarde, de Salvador, e \u00e9 autor de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/11\/entrevista-mitico-guitarrista-baiano-alvaro-assmar-ganha-biografia-joao-paulo-barreto-fala-sobre-uma-vida-blues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma Vida Blues<\/a>\u201d, biografia de \u00c1lvaro Assmar.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Na estrutura narrativa, a m\u00fasica guia o personagem principal em suas lembran\u00e7as tr\u00e1gicas e permite uma reflex\u00e3o do p\u00fablico sobre a mesma tragicidade que assombra desde sempre a Am\u00e9rica Latina\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/06\/18\/olhar-de-cinema-2025-ontem-lembrei-de-minha-mae-aborda-violencia-em-zonas-rurais-da-triplice-fronteira-o-cineasta-leandro-afonso-fala-de-seu-filme\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":21,"featured_media":89849,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[3818],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89847"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89847"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89847\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89889,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89847\/revisions\/89889"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}