{"id":89752,"date":"2025-06-12T10:04:47","date_gmt":"2025-06-12T13:04:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=89752"},"modified":"2025-08-07T10:41:24","modified_gmt":"2025-08-07T13:41:24","slug":"faixa-a-faixa-joyce-moreno-apresenta-o-mar-e-mulher-um-disco-profundamente-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/06\/12\/faixa-a-faixa-joyce-moreno-apresenta-o-mar-e-mulher-um-disco-profundamente-feminino\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa: Joyce Moreno apresenta \u201cO Mar \u00e9 Mulher\u201d, um disco &#8220;profundamente feminino&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de introdu\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><br \/>\nfaixa a faixa de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/joycemoreno.oficial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Joyce Moreno<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas anos ap\u00f3s \u201cBrasileiras Can\u00e7\u00f5es\u201d, seu ent\u00e3o \u00faltimo \u00e1lbum de in\u00e9ditas, e \u201cNatureza\u201d, um disco perdido com sete faixas gravadas em 1977, em Nova York, com Maur\u00edcio Maestro e m\u00fasicos brasileiros e norte-americanos, e lan\u00e7ado oficialmente em 2022, Joyce Moreno est\u00e1 de volta com seu 44\u00ba \u00e1lbum, \u201c<a href=\"https:\/\/orcd.co\/omaremulher\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Mar \u00e9 Mulher<\/a>\u201d, um lan\u00e7amento da Biscoito Fino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No novo trabalho, Joyce apresenta 10 can\u00e7\u00f5es nov\u00edssimas, compostas de 2023 pra c\u00e1. \u201cMetade dessas novas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o somente minhas, outras t\u00eam parceiros\u201d, revela a compositora, que em \u201c<a href=\"https:\/\/orcd.co\/omaremulher\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Mar \u00e9 Mulher<\/a>\u201d colabora com Paulo C\u00e9sar Pinheiro, Jo\u00e3o Donato, Donatinho, Z\u00e9 Renato, Ronaldo Bastos e Jards Macal\u00e9, amigo de adolesc\u00eancia que participa de \u201cUm abra\u00e7o do Jo\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/orcd.co\/omaremulher\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Mar \u00e9 Mulher<\/a>\u201d tem dire\u00e7\u00e3o musical da pr\u00f3pria Joyce, que assina os arranjos de base e assume o viol\u00e3o enquanto o marido, Tutty Moreno, \u00e9 respons\u00e1vel pela bateria e percuss\u00e3o do disco, que ainda traz nomes como Rodolfo Stroeter e Jorge Helder (baixo), Helio Alves e Marcos Nimrichter (piano) mais Teco Cardoso (flauta), Rafael Rocha (trombone), Jess\u00e9 Sadoc (trompete) e Marcelo Martins (sax).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAcabou virando um \u00e1lbum profundamente feminino, que dialoga muito com meu disco \u2018Feminina\u2019, de 1980, que tamb\u00e9m era todo de can\u00e7\u00f5es feitas a partir do ponto de vista da mulher \u2013 s\u00f3 que na minha vis\u00e3o de hoje, 45 anos depois. E assim as can\u00e7\u00f5es foram se encadeando\u201d, comenta Joyce, que, abaixo, fala um pouco mais sobre cada uma das 10 faixas de \u201cO Mar \u00e9 Mulher\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O Mar \u00e9 Mulher\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/E2IGfj9XzeQ?list=OLAK5uy_naVYXEULJTI4eu-jM3BDQ31zAojNxSlGQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) \u201cO Mar \u00e9 Mulher\u201d &#8211;<\/strong> A faixa-t\u00edtulo foi o ponto de partida pra que come\u00e7\u00e1ssemos a fazer esse \u00e1lbum. Foi a primeira can\u00e7\u00e3o que compus no ano passado, nos primeiros dias de janeiro, a partir da descoberta de que \u201cmar\u201d \u00e9 uma palavra feminina em diversos idiomas. Isso pra mim fez um sentido lind\u00edssimo, a feminilidade das \u00e1guas, que aparece inclusive nas mitologias afro-brasileiras, onde Oxum e Yemanj\u00e1, \u00e1guas doce e salgada, se encontram sempre em algum ponto\u2026 Enfim, eu estava fora do Rio, sem instrumento \u00e0 m\u00e3o, e cantei essa can\u00e7\u00e3o \u00e0 capella num pequeno v\u00eddeo que postei. Esse v\u00eddeo gerou muitos coment\u00e1rios, milhares de likes, aquela coisa toda de rede social, e eu imediatamente pensei: preciso gravar essa can\u00e7\u00e3o imediatamente. Convidei Mario Adnet para escrever um arranjo de cordas, que representasse exatamente esse lindo movimento das \u00e1guas, e assim foi.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) \u201cUm abra\u00e7o do Jo\u00e3o\u201d \u2013<\/strong> Essa parceria minha com Jards Macal\u00e9, meu amigo de quase adolesc\u00eancia, tem uma hist\u00f3ria legal e interessante, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4fBqYwFdy3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que ele vai saber contar melhor do que eu<\/a>, mas vou tentar: quando o Jo\u00e3o Gilberto partiu deste plano, Jards, em plena pandemia, encontrou numa gaveta o telefone secreto do Jo\u00e3o. Ligou, atendeu uma secret\u00e1ria eletr\u00f4nica, e ele deixou um longo recado, terminando com \u201cJo\u00e3o um abra\u00e7o pra voc\u00ea, qualquer coisa me liga\u201d. E dias depois ele comp\u00f4s este choro-can\u00e7\u00e3o, bem no estilo jo\u00e3ogilbertiano de \u201cUm abra\u00e7o no Bonf\u00e1\u201d. A sensa\u00e7\u00e3o era que o abra\u00e7o vinha do Jo\u00e3o pra n\u00f3s (porque a essa altura eu j\u00e1 estava no meio da hist\u00f3ria, Macal\u00e9 tendo me pedido pra escrever essa letra). Ele gravou no \u00e1lbum que fez com Jo\u00e3o Donato, mas eu queria muito gravar tamb\u00e9m, e com a voz dele ao meu lado, cantando comigo. O detalhe \u00e9 que gravamos, sem saber, no dia que era exatamente o anivers\u00e1rio de Jo\u00e3o Gilberto, 10 de junho\u2026Tudo que envolve Jo\u00e3o Gilberto tem esses mist\u00e9rios\u2026<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Joyce Moreno Feat. Jards Macal\u00e9 | Um Abra\u00e7o Pro Jo\u00e3o  (Clipe)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VGRL2u5v8_8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) \u201cCan\u00e7\u00e3o de B\u00fazios\u201d &#8211;<\/strong> \u00c9 um poema de Ronaldo Bastos escrito ainda nos anos 70, poema pelo qual me apaixonei completamente assim que li, e desejei musicar desde sempre \u2013 mas n\u00e3o fiz, pois havia uma lenda de que seria musicado pelo Milton. Isso n\u00e3o aconteceu, e o poema ficou ali, solteiro, abandonado, esperando por mim\u2026 Acabou que musiquei e gravei agora, com a percuss\u00e3o do Tutty Moreno criando todos os sons maravilhosos de uma praia deserta.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) \u201cAdeus, Am\u00e9lia\u201d &#8211;<\/strong> \u00c9 um samba-jazz, uma brincadeira com aquela famosa figura que Mario Lago e Ataulfo Alves popularizaram no seu samba \u201cQue Saudades da Am\u00e9lia\u201d \u2013 s\u00edmbolo da mulher que aceita tudo, submissa e tal. Ent\u00e3o a ideia era exatamente desconstruir esse mito, dizer ao homem \u201cestou aqui pra voc\u00ea, mas n\u00e3o como Am\u00e9lia\u201d\u2026 E, por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, ela pode at\u00e9 ter outros pretendentes, mas n\u00e3o quer outro homem \u2013 e ele que lute pra segurar a barra dessa mulher que n\u00e3o vai ser \u201cAm\u00e9lia\u201d\u2026 Rafael Rocha escreveu um super arranjo de sopros, formando uma \u201cmini big band\u201d, bem \u201cgafieira moderna\u201d, suingada, dan\u00e7ante.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Adeus Am\u00e9lia | Joyce Moreno\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2mMTX0ZQ-HA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) \u201cNovelo\u201d &#8211;<\/strong> \u00c9 uma parceria com Paulo C\u00e9sar Pinheiro, uma can\u00e7\u00e3o de amor bastante sensual, cantada na perspectiva da mulher apaixonada, sedutora.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) \u201cImperador\u201d &#8211;<\/strong> Parceria minha com Jo\u00e3o Donato e Donatinho, \u201cImperador\u201d nasceu a partir do t\u00edtulo: Imperador \u00e9 o sobrenome da namorada do Donatinho, a quem ele queria homenagear. Achei que era um bom ponto a\u00ed para homenagear todas as mulheres, que s\u00e3o, n\u00e3o imperatrizes, mas \u201cimperadoras\u201d, ou imperadores do seu pr\u00f3prio imp\u00e9rio\u2026<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) \u201cOs ventos\u201d-<\/strong> \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o que fiz dedicada a uma amiga muito querida, que estava vivendo um momento muito duro, de muito sofrimento. E foi um pouco pra dizer a ela que os ventos ventam na vida, e muitas vezes mudam tudo. \u00c9 pra n\u00e3o ter medo desses ventos quando eles chegam\u2026Teco Cardoso trouxe lindamente na flauta o som desses ventos.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) \u201cTudo em casa\u201d &#8211;<\/strong> \u00c9 um tema instrumental, coisa que todos os meus \u00e1lbuns sempre t\u00eam. E foi tudo em casa mesmo, gravado com o quarteto de f\u00e9 que me acompanha pelo mundo (eu, Tutty Moreno, Rodolfo Stroeter e H\u00e9lio Alves), e no est\u00fadio que \u00e9 a nossa casa no Rio de Janeiro, o est\u00fadio da Biscoito Fino.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) \u201cComigo\u201d \u2013<\/strong> \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o bem bossa nova, fala de uma autossufici\u00eancia feminina, em todos os momentos: na car\u00eancia, na solid\u00e3o, nas decis\u00f5es da vida. O tema assustou algumas pessoas quando mostrei, mas \u00e9 uma fala muito verdadeira, que as mulheres de hoje n\u00e3o temem mais expressar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10) \u201cDesarmonia\u201d \u2013<\/strong> \u00c9 uma parceria minha com o Z\u00e9 Renato, ele j\u00e1 havia gravado anteriormente num \u00e1lbum dele, e eu sempre tive muita vontade de cantar essa can\u00e7\u00e3o assim despojada, bem simples, somente com viol\u00e3o e um leve tamborim por tr\u00e1s. Uma can\u00e7\u00e3o que fala de todas as promessas, \u00e0s vezes enganosas, que as can\u00e7\u00f5es nos fazem \u2013 porque a MPB, como sabemos, tem resposta pra tudo\u2026<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-89755\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/joyce.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/joyce.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/joyce-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/joyce-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cAcabou virando um \u00e1lbum profundamente feminino, que dialoga muito com meu disco \u2018Feminina\u2019, de 1980&#8243;, diz Joyce Moreno\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/06\/12\/faixa-a-faixa-joyce-moreno-apresenta-o-mar-e-mulher-um-disco-profundamente-feminino\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":89754,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2346],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89752"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89752"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89752\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89866,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89752\/revisions\/89866"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89754"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}