{"id":89692,"date":"2025-06-09T00:46:39","date_gmt":"2025-06-09T03:46:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=89692"},"modified":"2025-07-11T21:52:27","modified_gmt":"2025-07-12T00:52:27","slug":"entrevista-tagua-tagua-traz-disco-dancante-e-parceria-com-white-denim-em-raio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/06\/09\/entrevista-tagua-tagua-traz-disco-dancante-e-parceria-com-white-denim-em-raio\/","title":{"rendered":"Entrevista: Tagua Tagua traz disco dan\u00e7ante e parceria com White Denim em &#8220;Raio\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tagua.tagua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tagua Tagua<\/a>, projeto solo do cantor, compositor e produtor Felipe Puperi, entra numa nova fase com \u201c<a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/raio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Raio<\/a>\u201d (2025), seu segundo \u00e1lbum de est\u00fadio. Lan\u00e7ado em maio, o disco mant\u00e9m o cuidado est\u00e9tico que marcou seus trabalhos anteriores, mas agora canaliza essa intensidade de forma diferente: \u00e9 um trabalho mais ritmado, acelerado e dan\u00e7ante. Com ele, Puperi abre espa\u00e7o para o groove, deixa a psicodelia em segundo plano e assume de vez o desejo de colocar os f\u00e3s para se mexerem na pista. \u201cEu j\u00e1 vinha tendo essa vontade de ter um pouco desse ritmo, dessa pegada mais \u2018para cima&#8217;. O show tem momentos eletrizantes, mas sempre mais dentro do rock psicod\u00e9lico, e n\u00e3o tanto nessa coisa do beat com groove, trazendo essa coisa mais dan\u00e7ante e energizante. Ent\u00e3o quis mergulhar nisso&#8221;, conta Felipe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos destaques do disco \u00e9 a parceria com a banda norte-americana White Denim, na faixa \u201cLado a Lado\u201d. A colabora\u00e7\u00e3o nasceu depois de uma s\u00e9rie de mensagens com o m\u00fasico James Petralli pelo Instagram. Depois de trocarem ideias sobre gostos musicais em comum, Felipe mandou uma demo, James curtiu, gravou guitarras, sopros, percuss\u00f5es, e a faixa cresceu. \u201cFaltava a m\u00e3o desse cara nessa m\u00fasica\u201d, diz. Segundo Felipe, \u00e9 uma uni\u00e3o improv\u00e1vel que deu certo e os mundos musicais diferentes, mas que se conversam. E essa parceria tamb\u00e9m se estender\u00e1 em breve <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DKc1maLSZvH\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">para uma turn\u00ea conjunta no exterior<\/a>, com 18 shows em 19 dias em julho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gravado em home studio, &#8220;<a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/raio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Raio<\/a>\u201d nasceu de forma espont\u00e2nea num ambiente de liberdade criativa a partir das primeiras batidas. Quando percebeu, Felipe estava imerso num universo mais pop e ensolarado. Mas mesmo com essa virada mais acess\u00edvel, Felipe acredita que fazer m\u00fasica \u00e9 ousar e fazer ru\u00eddo tamb\u00e9m. Neste sentido, ele critica o padr\u00e3o radiof\u00f4nico brasileiro de vocais excessivamente claros. \u201cAcho que aqui a gente tem uma restri\u00e7\u00e3o muito grande em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 est\u00e9tica sonora e do mercado nacional de que a voz tem que ser uma coisa na frente, com mensagens muito claras, limpa e sem efeitos. E eu n\u00e3o vejo voz assim dentro de uma m\u00fasica, sabe? Vejo a voz como um instrumento fazendo melodias e com efeitos. Muitas vezes eles est\u00e3o ali justamente para causar uma sensa\u00e7\u00e3o com o resto da m\u00fasica\u201d, pontua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ele, mais do que seguir cartilhas ou receitas pr\u00e9-definidas para &#8216;dar certo\u2019 como um m\u00fasico independente, o caminho mais indicado seria descobrir a pr\u00f3pria b\u00fassola no meio musical. \u201cCada um constr\u00f3i a sua hist\u00f3ria e o seu caminho da sua forma. E essa narrativa n\u00e3o se repete, por mais que siga os mesmos passos que eu, voc\u00ea vai chegar em resultados diferentes.\u201d Em um papo com o Scream &amp; Yell, Felipe contou mais sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o de &#8220;Raio&#8221;, os planos do Tagua Tagua, e sua percep\u00e7\u00e3o ao tocar fora do pa\u00eds. E ao que tudo indica, ele ainda tem muita energia guardada para buscar novos resultados. Confira o papo completo abaixo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tagua Tagua - Dia de Sol\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zwwKBC6DdYM?list=PLcuawrHEGEYrnZZGpWCya58rc-kdhNsXZ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea gravou o disco em casa? Como foi esse processo?<\/strong><br \/>\nSim, eu gravei em casa. Na verdade \u00e9 uma pr\u00e1tica meio usual para mim, porque tenho est\u00fadio caseiro desde minha antiga banda, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/29\/scream-yell-recomenda-wannabe-jalva\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wannabe Jalva<\/a>, mais ou menos por 2016, quando eu ainda morava em Porto Alegre. Quando me mudei para S\u00e3o Paulo em 2017, morei por 4 ou 5 anos em uma casa que tinha um est\u00fadio maior e mais elaborado na garagem, onde gravei meu primeiro \u00e1lbum. Sempre trabalhei com produ\u00e7\u00e3o, sempre tive esse canto de \u2018self produ\u00e7\u00e3o&#8217;, uma coisa meio independente dos outros. Ficou muito evidente para mim que esse era o meu processo, de criar as coisas no meu pr\u00f3prio espa\u00e7o e no meu pr\u00f3prio tempo. Acho que isso veio muito de um processo contr\u00e1rio \u00e0 forma de produzir sob press\u00e3o dentro de um est\u00fadio, com hora correndo e preocupado em como resolver as coisas. Da\u00ed hoje em dia, quando preciso gravar alguma coisa bem espec\u00edfica, como uma bateria, um naipe de sopro, um arranjo de cordas, tenho v\u00e1rios amigos com parcerias em est\u00fadios aqui em S\u00e3o Paulo. Mas eu acabei gravando, montando e desenvolvendo tudo na minha casa mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Raio\u201d tem uma sonoridade bem mais dan\u00e7ante e menos psicod\u00e9lica do que os trabalhos anteriores. Essa foi uma escolha deliberada sua ou as m\u00fasicas simplesmente foram surgindo assim, de forma espont\u00e2nea?<\/strong><br \/>\nNa cria\u00e7\u00e3o tive vontade de fazer batidas e andamentos um pouco mais acelerados, mas de uma forma um pouco mais espont\u00e2nea. A\u00ed depois, quando tinha criado duas ou tr\u00eas m\u00fasicas do \u00e1lbum, comecei a entender que queria ir por esse caminho, fui me permitindo mergulhar em caminhos cada vez mais dan\u00e7antes. Mas parei de me preocupar com isso, de tentar me guiar por um norte, e mergulhar nisso. Acho que essa coisa mais natural surgiu nas primeiras m\u00fasicas, veio um pouco da minha vontade de ter isso nos shows. Eu j\u00e1 vinha tendo essa vontade de ter um pouco desse ritmo, dessa pegada mais \u2018para cima&#8217;. O show tem momentos eletrizantes, mas sempre mais dentro do rock psicod\u00e9lico, e n\u00e3o tanto nessa coisa do beat com groove, trazendo essa coisa mais dan\u00e7ante e energizante. Ent\u00e3o quis mergulhar nisso na feitura do \u00e1lbum, no meio dele. Acho que foi na m\u00fasica \u201cLet it Go\u201d, o segundo single, que surgiu e entendi que tinha que ser nessa levada. Aquela m\u00fasica pedia isso, realmente mergulhar e assumir essa frente um pouco mais dan\u00e7ante do \u00e1lbum. E eu acho muito interessante mudar tamb\u00e9m, n\u00e3o tenho muito interesse em fazer sempre as mesmas coisas e repetindo f\u00f3rmula. Pra mim, cada \u00e1lbum \u00e9 um mergulho, um recorte de onde o artista est\u00e1, de como ele est\u00e1 vendo e sentindo o mundo. E para mim, esse momento era uma coisa \u2018solar\u2019.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tagua Tagua - Lado a Lado (feat. White Denim)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BOvnWEGGx6w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Li umas entrevistas antigas suas e parece que ao vivo voc\u00ea deu uma acelerada em algumas m\u00fasicas de um disco anterior. Voc\u00ea acha que vai ter que adaptar de alguma forma o repert\u00f3rio desse disco novo pro formato ao vivo?<\/strong><br \/>\nEu acho que n\u00e3o. A gente inclusive foi tocar uma delas, a \u201cLado a Lado&#8221;, que era primeiro single, a m\u00fasica com o White Denim. Ela j\u00e1 naturalmente \u00e9 um pouco mais rock, apesar de ter um refr\u00e3o que tamb\u00e9m te estimula a dan\u00e7ar. Ela \u00e9 feita de uma forma diferente, principalmente no beat da bateria. Acho que at\u00e9 no baixo ela \u00e9 menos groovada, um pouco menos dan\u00e7ante nesse aspecto. A gente teve a possibilidade de tocar ela ao vivo no Lollapalooza esse ano e ali a gente j\u00e1 percebeu que a m\u00fasica \u00e9 r\u00e1pida, foi feita com esse car\u00e1ter, ent\u00e3o a gente n\u00e3o teve que mudar isso. A gente gravou uma session ao vivo que saiu junto com o \u00e1lbum agora, e quando a gente foi tocar \u201cArtificial\u201d, percebemos que ela tamb\u00e9m \u00e9 r\u00e1pida, num sentido bem diferente do &#8220;Tanto\u201d, meu disco anterior, que \u00e9 mais lento. Hoje em dia eu vou ouvir e me d\u00e1 vontade de acelerar, porque a gente foi toc\u00e1-la e se acostumou com ela um pouco mais r\u00e1pida. E quando eu vou ouvir a m\u00fasica, penso \u2018putz, podia ter feito isso um pouquinho mais r\u00e1pido&#8217;&#8230; Mas \u00e9 o que \u00e9, n\u00e9? Acho que dentro do contexto geral do disco, ela faz sentido. No show \u00e9 diferente, e como a gente \u00e0s vezes toca com metr\u00f4nomo,acaba trazendo a m\u00fasica para tr\u00e1s. Se a gente tocasse ela sem o clique, talvez acelerasse naturalmente. Ent\u00e3o a gente optou por acelerar com o metr\u00f4nomo para poder ter mais essa sensa\u00e7\u00e3o do \u2018ao vivo\u2019 ali, uma emo\u00e7\u00e3o maior de estar tocando as m\u00fasicas. Mas o \u201cRaio\u201d j\u00e1 \u00e9 r\u00e1pido naturalmente, ent\u00e3o acho pouco poss\u00edvel que a gente v\u00e1 acelerar alguma coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 dif\u00edcil tocar com clique. Voc\u00ea est\u00e1 com uma banda fixa te acompanhando ou escolhe m\u00fasicos dependendo da regi\u00e3o que for tocar?<\/strong><br \/>\nDesde o in\u00edcio do Tagua Tagua at\u00e9 agora, eu toco com a mesma banda. Normalmente sou eu e mais tr\u00eas m\u00fasicos. Essa banda esteve comigo 98% das vezes que j\u00e1 me apresentei. N\u00e3o tenho como dizer que vai ser sempre assim, porque as coisas mudam, as pessoas t\u00eam suas vidas e seus planos. Mas at\u00e9 o momento foi assim e esse ano a nossa ideia \u00e9 que continue. A gente j\u00e1 est\u00e1 muito acostumado a tocar juntos, nos entendemos na tocabilidade. Imagina que s\u00e3o pessoas que tocam juntas h\u00e1 6 ou 7 anos, desde que lancei meu primeiro single, que foi l\u00e1 pro fim de 2017 para 2018. Tudo bem que o \u00e1lbum s\u00f3 saiu depois no fim de 2020, no meio da pandemia, mas ainda assim \u00e9 a mesma banda. A gente j\u00e1 fez centenas de shows, sabe? Ent\u00e3o a gente j\u00e1 se entende muito no olhar e isso a\u00ed n\u00e3o n\u00e3o se consegue facilmente trocando m\u00fasicos o tempo todo. Mas a gente sabe que o artista independente tem que se adaptar; nem sempre vai ter as melhores condi\u00e7\u00f5es e possibilidades, ent\u00e3o entendo que em algum momento talvez possa ter que me apresentar sozinho, por alguma circunst\u00e2ncia. \u00c9 uma coisa que faz parte do processo de um artista solo, que \u00e9 se adaptar um pouco ao meio. \u00c9 diferente de uma banda; quando uma pessoa n\u00e3o pode, simplesmente n\u00e3o h\u00e1 o show, n\u00e3o h\u00e1 turn\u00ea. Um artista solo n\u00e3o, ele tem que enxergar o espa\u00e7o dele como vi\u00e1vel dentro de qualquer circunst\u00e2ncia que aparecer, se ele estiver ali dispon\u00edvel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tagua Tagua - Let it Go (Lyric Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HsYzrjCLRAQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entendo que sendo artista solo, voc\u00ea pode ter mais responsabilidades porque \u00e9 o seu projeto e tem que correr atr\u00e1s das coisas sozinho. Mas tamb\u00e9m tem uma certa facilidade de voc\u00ea decidir 100% o que quer. Mas o que exatamente voc\u00ea enxerga de diferente o que voc\u00ea teve no Wannabe Jalva e agora com a sua carreira solo? O que \u00e9 mais f\u00e1cil e o que que \u00e9 mais dif\u00edcil?<\/strong><br \/>\nS\u00e3o universos bem diferentes. Me lembro que naquela \u00e9poca, \u00e0s vezes a gente tinha embates, justamente por n\u00e3o concordar em ideias e decis\u00f5es. Tinha uma coisa muito democr\u00e1tica, na qual se a maioria da banda achava que era para um lado, ia todo mundo para esse lado. Mas isso nem sempre representava a vontade real de todo mundo na banda. S\u00e3o v\u00e1rias pessoas tendo que decidir uma coisa e isso atravanca demais as decis\u00f5es. Elas demoram, nunca \u00e9 simples de estar todo mundo 100% concordando. E isso, dentro de um processo art\u00edstico que envolve clipe, cria\u00e7\u00e3o, m\u00fasica, grava\u00e7\u00f5es, \u00e9 muito mais f\u00e1cil de fazer sozinho, porque \u00e9 mais pr\u00e1tico. S\u00f3 que em contrapartida, tudo recai sobre uma pessoa s\u00f3. E quando voc\u00ea est\u00e1 dividindo essa responsabilidade com um grupo, \u00e9 como se voc\u00ea tivesse quatro ou cinco s\u00f3cios e eles est\u00e3o realmente querendo fazer aquela coisa acontecer. No projeto solo n\u00e3o \u00e9 assim; tem v\u00e1rias pessoas trabalhando contigo, elas s\u00e3o muito parceiras, mas elas nunca v\u00e3o abra\u00e7ar aquele projeto como voc\u00ea. S\u00e3o responsabilidades diferentes. E a\u00ed isso \u00e9 o \u00f4nus e o b\u00f4nus. Mas essa facilidade de lidar, resolver e ir fazendo as coisas no dia a dia, eu n\u00e3o substituiria. Numa banda realmente \u00e9 muito burocr\u00e1tico em alguns processos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voltando ao disco mais recente, queria te perguntar: como surgiu essa parceria com o White Denim na faixa \u201cLado a Lado&#8221;?<\/strong><br \/>\nAconteceu porque eu j\u00e1 acompanhava o White Denim h\u00e1 muitos anos, quando descobri a banda em 2011, se n\u00e3o me engano, vendo v\u00eddeos na internet. Elles vieram uma vez para o Brasil e fizeram um show em Porto Alegre, mas n\u00e3o consegui ver o show porque estava tocando com a Wannabe Jalva. Quando o Tagua Tagua foi tocar em Austin no South By Southwest em 2022, eu vi um show deles l\u00e1. Como esse festival \u00e9 na cidade deles, acho que j\u00e1 tocaram nele tipo 15 vezes. Depois disso acho que a gente se adicionou no Instagram e mandei mensagem pro James, que \u00e9 o vocalista. A gente come\u00e7ou a trocar ideia sobre m\u00fasica, artistas que gost\u00e1vamos em comum e coisas assim. Quando eu tive uma ideia de m\u00fasica pronta, pensei \u2018vou mandar para ele, vamos ver se ele gosta\u2019 e ele super gostou. Ele \u00e9 produtor tamb\u00e9m e perguntei se ele queria colaborar, fazer alguma coisa juntos e ele colaborou com v\u00e1rias coisas, gravou um monte de guitarras, flautas, percuss\u00f5es, botou vozes na m\u00fasica e elevou ela muito, sabe? Eu mandei uma ideia um pouco mais simplificada, melodia, letra, um piano, um baixo e uma bateria, mas com espa\u00e7o para ele criar. Da\u00ed a m\u00fasica cresceu muito quando ele acrescentou. Foi uma coisa muito espont\u00e2nea e natural, fluiu muito. Quando eu ouvi, falei: &#8220;Caraca era isso, faltava a m\u00e3o desse cara nessa m\u00fasica&#8221;. Acho que casou muito bem tamb\u00e9m porque s\u00e3o bandas diferentes. Tagua Tagua tem uma sonoridade espec\u00edfica que n\u00e3o \u00e9 necessariamente similar ao White Denim, mas quando voc\u00ea bota as duas coisas juntas, parece que deu liga, sabe? Ficou a minha cara ali mas a dele tamb\u00e9m, de certa forma. E eu acho que ele sentiu isso, porque ele gostou do resultado e quis lan\u00e7ar junto em collab. Creio que ele n\u00e3o lan\u00e7aria alguma coisa que n\u00e3o se identificasse. Acho que tem muito o jeito dele de se expressar na guitarra. Ficou bem evidente. E ficou legal porque tem essa mistura dos dois mundos, que n\u00e3o s\u00e3o iguais, mas se conversam.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tagua Tagua - Artificial (RAIO Session)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EGgyEJJzVCM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acho que &#8220;Raio\u201d \u00e9 um trabalho um pouquinho mais pop do que o anterior. Digo isso tamb\u00e9m porque a voz parece mais alta e discern\u00edvel, com menos efeitos do que os trabalhos anteriores. Voc\u00ea achava que precisava dar mais vaz\u00e3o \u00e0s letras dessa vez?<\/strong><br \/>\nEu acho que n\u00e3o. Essa coisa da voz \u00e9 muito relativa. Acho que aqui no Brasil a gente tem uma restri\u00e7\u00e3o muito grande em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 est\u00e9tica sonora e do mercado nacional de se instituir que a voz tem que ser uma coisa na frente, com mensagens muito claras, limpa e sem efeitos. E eu n\u00e3o vejo voz assim dentro de uma m\u00fasica, sabe? Vejo a voz como um instrumento fazendo melodias e com efeitos. Muitas vezes eles est\u00e3o ali justamente para causar uma sensa\u00e7\u00e3o com o resto da m\u00fasica. Como um instrumento mesmo, assim como uma guitarra. Eu gosto e escuto muitas bandas que tratam dessa forma, e s\u00e3o bandas que no mundo s\u00e3o mainstream. Tipo Alabama Shakes, Tame Impala\u2026 posso te citar in\u00fameros exemplos que a voz t\u00e1 \u2018destru\u00edda\u2019 na m\u00fasica. \u00c0s vezes ela t\u00e1 \u2018enterrada&#8217;, cheia de efeito, causando sensa\u00e7\u00f5es e n\u00e3o necessariamente falando uma mensagem clara na letra, sabe? Uma coisa \u00e9 eu cantar s\u00f3 minha voz e viol\u00e3o aqui, com a voz super alta sem nada pra te passar uma mensagem, outra coisa \u00e9 eu botar v\u00e1rias camadas na voz e lev\u00e1-la com esses efeitos para um lugar e cantar essa mensagem, vou te passar outra sensa\u00e7\u00e3o, entende? Acho que no Brasil tem muito essa necessidade que se criou atrav\u00e9s do mercado da coisa ser limpa. E se n\u00e3o for assim, n\u00e3o toca no r\u00e1dio, n\u00e3o tem espa\u00e7o na TV, n\u00e3o t\u00e1 em lugar nenhum. Sem desmerecer essas pessoas, porque n\u00e3o cabe a mim, mas falando esteticamente, voc\u00ea vai ouvir o Tiago Iorc ou Anavit\u00f3ria, que \u00e9 uma voz clara sem nada na cara cantando a letra mais clara poss\u00edvel e um viol\u00e3ozinho l\u00e1 no fundo. Essas m\u00fasicas que s\u00e3o mainstream no Brasil ou que tem espa\u00e7o radiof\u00f4nico, parece que falta coragem de tentar uma ruptura. Porque para mim m\u00fasica \u00e9 isso: \u00e9 ousar, \u00e9 fazer ru\u00eddo tamb\u00e9m. \u00c9 express\u00e3o. Dentro da m\u00fasica, enquanto eu tava mixando, achei que esteticamente estava funcionando melhor. Mas n\u00e3o por conta de querer passar uma mensagem mais clara. Eu acho que o \u201cTanto\u201d tem letras talvez mais profundas do que o \u201cRaio&#8221;, mas nem por isso eu me preocupei de deix\u00e1-las claras, sabe? O disco da Kali Uchis por exemplo, que \u00e9 uma artista que nem \u00e9 rock, a voz \u00e9 mergulhada em efeitos. Ela t\u00e1 voando na m\u00fasica e \u00e9 pop mundial. Mas parece que no Brasil se instituiu isso, \u00e9 uma necessidade do mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando nessa quest\u00e3o de mercado: voc\u00ea j\u00e1 tocou em v\u00e1rios lugares fora do Brasil, como Am\u00e9rica do Norte e Europa. Como voc\u00ea acha que a sua m\u00fasica \u00e9 recebida l\u00e1 fora? Com as mudan\u00e7as pol\u00edticas dos \u00faltimos anos, voc\u00ea acha que ainda h\u00e1 mercado para artistas brasileiros no exterior?<\/strong><br \/>\nEu acho que sim. Acho que sempre vai haver. Tem um interesse muito grande pela m\u00fasica brasileira. A parte que eu vejo como mais dif\u00edcil \u00e9 principalmente romper a barreira que se criou em torno da m\u00fasica brasileira como estere\u00f3tipo. Acho que l\u00e1 fora talvez ainda seja mais aceita a m\u00fasica brasileira para gringo ouvir, que \u00e9 uma coisa um pouco mais bossa nova, MPB. Ent\u00e3o tudo que vem com esse lado, j\u00e1 parece um pouco mais aberta a porta. Um viol\u00e3o de nylon, um banquinho e \u00e9 isso. E eu percebo isso circulando, porque eu vou muito para fora desde o in\u00edcio do projeto. Desde 2019 eu tenho ido para fora. Ent\u00e3o eu vejo que a parte mais dif\u00edcil \u00e9 romper essas barreiras. A m\u00fasica brasileira \u00e9 um universo gigante de coisas, n\u00e3o s\u00f3 aquilo que se espera da m\u00fasica brasileira. Acho que isso nem \u00e9 apenas sobre a m\u00fasica brasileira em si. Vejo \u00e0s vezes quando uma banda turca vai tocar nos Estados Unidos, se espera que ela estar\u00e1 usando aquelas roupas tradicionais deles e tal, tocando alguma m\u00fasica que remete \u00e0 Turquia. Todo mundo quer isso de alguma forma, n\u00e9? Trazer esse lance \u00e9tnico, diferente. Ent\u00e3o acho que tamb\u00e9m esperam isso do Brasil. E romper essas barreiras \u00e9 um pouco mais dif\u00edcil. Mas a receptividade para mim sempre foi muito positiva. Vejo pessoas sempre muito interessadas por ser uma banda do Brasil e acho que essa coisa de propor alguma coisa diferente desse estere\u00f3tipo tamb\u00e9m abre portas. Tem gente mais curiosa querendo ver o que t\u00e1 sendo feito no Brasil contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tagua Tagua - Let it Go (RAIO Session)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/znw4HDxbK3k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea, que j\u00e1 excursionou dentro e fora do pa\u00eds depois da pandemia, como acha que ficou o cen\u00e1rio para m\u00fasicos independentes fazerem turn\u00eas?<\/strong><br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil responder isso por conta de um motivo: muito do andamento do Tagua Tagua e possibilidades maiores vieram por conta da pandemia, porque eu lancei um \u00e1lbum, que \u00e9 o \u201cInteiro Metade\u201d nesse per\u00edodo. Antes eu tinha lan\u00e7ado EPs e singles, e fui come\u00e7ando a tocar e viajar e perceber como eram as coisas com esses singles e eps. Foi durante a pandemia que muita gente mergulhou nesse \u00e1lbum e descobriu o Tagua Tagua. Foi ali que eu comecei a ver que pessoas realmente estavam ouvindo e se identificando de fato com as letras, com as m\u00fasicas e virando f\u00e3 de alguma maneira. Ent\u00e3o tudo que eu constru\u00ed de mais s\u00f3lido come\u00e7ou p\u00f3s pandemia, n\u00e3o antes. Demorei para lan\u00e7ar um disco porque quis criar uma maturidade do projeto. Tentei tocar bastante em 2019 e lancei dois EPs. Fiz todo um movimento antes de partir para um disco. Mas acho que vendo de fora, como m\u00fasico, acho que n\u00e3o ficou mais dif\u00edcil, a coisa s\u00f3 mudou e ela \u00e9 c\u00edclica, ela vai e vem dentro da necessidade. A gente se renova e cria coisas. Muita casa fechou e muita casa abriu, sabe? Eu vejo que hoje tem espa\u00e7o pros artistas. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil para quem n\u00e3o tem um p\u00fablico institu\u00eddo, vejo uma dificuldade maior dos artistas porque tem menos coisas menores. Tem festivais um pouquinho maiores e eles pouco incentivam novas bandas. Mas tem o festival do Minuto Indie que \u00e9 legal, que s\u00e3o cinco bandas que acho bem interessante, porque tenta estimular e fazer com bandas menores, mais de nicho. Ent\u00e3o ele acaba tendo que chamar um artista um pouquinho mais conhecido para tamb\u00e9m movimentar esse p\u00fablico. Mas ele d\u00e1 oportunidade para artistas que est\u00e3o mais no in\u00edcio ou tentando formar um p\u00fablico, e isso eu acho extremamente importante. E a cena \u00e9 praticamente desfragmentada, com cada artista meio que por si, tentando fazer o seu corre e criar os os seus artif\u00edcios, o seu caminho. Hoje em dia, me vejo numa posi\u00e7\u00e3o na qual 90% dos shows que fa\u00e7o sou eu e meu time que organizamos. Ent\u00e3o eu sei que eu tenho p\u00fablico X de tantas pessoas mais ou menos em cada estado, em cada cidade e consigo ir fazer o show nessa casa, me organizar para tocar e fazer a coisa se mover. Mas se n\u00e3o tem isso ainda minimamente institu\u00eddo, \u00e9 muito dif\u00edcil, sem apoio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que tipo de conselho voc\u00ea daria para outros artistas independentes para fazer a \u2018li\u00e7\u00e3o de casa&#8217;? Para fazer turn\u00eas dentro e fora do Brasil, etc.<\/strong><br \/>\nAh cara, isso \u00e9 uma coisa bem complexa na verdade. Se voc\u00ea me perguntasse isso h\u00e1 dois ou tr\u00eas anos atr\u00e1s, talvez eu tivesse um conselho na ponta da l\u00edngua. Mas hoje em dia tenho um pouco de receio, porque cada um constr\u00f3i a sua hist\u00f3ria e o seu caminho da sua forma. E essa narrativa n\u00e3o se repete, por mais que siga os mesmos passos que eu, voc\u00ea vai chegar em resultados diferentes. E falo isso porque hoje em dia me sinto um pouco respons\u00e1vel por tentar gerar algum tipo de compara\u00e7\u00e3o. Acho que tem muito de olhar pro lado, ver o que o outro cara t\u00e1 fazendo e tentar se espelhar e pode ser muito frustrante. Pode ser um grande motivo de desist\u00eancia, porque \u00e9 muito f\u00e1cil voc\u00ea desistir e pensar: &#8220;Putz eu t\u00f4 fazendo tudo aqui da cartilha e a coisa n\u00e3o t\u00e1 andando\u201d. Ent\u00e3o acho que a melhor forma \u00e9 ir fazendo e encontrando o seu jeito. Vai ser sempre dif\u00edcil, nunca vai ser f\u00e1cil. E cada vez mais dentro desse lugar vejo isso. Primeiro voc\u00ea quer alcan\u00e7ar alguma coisa, e a\u00ed \u00e9 dif\u00edcil, mas voc\u00ea consegue alcan\u00e7ar naturalmente e depois precisa alcan\u00e7ar uma outra coisa maior ent\u00e3o \u00e9 um processo sem fim. E tem que ter muita for\u00e7a de vontade, obstina\u00e7\u00e3o, tem que querer muito fazer isso acontecer. E tentar trilhar seu pr\u00f3prio caminho, descobrir qual \u00e9 a forma que funciona dentro de v\u00e1rios cen\u00e1rios. Perceber onde e como que a sua m\u00fasica chega, saber quem \u00e9 o p\u00fablico que tem interesse de ouvir as coisas que voc\u00ea t\u00e1 querendo dizer, e a\u00ed depois de entender isso, o que voc\u00ea consegue fazer com a condi\u00e7\u00e3o que voc\u00ea tem. Porque n\u00e3o adianta sair falando que a pessoa tem que fazer X, Y e Z se n\u00e3o tem nenhuma condi\u00e7\u00e3o de fazer nada, sabe? Ent\u00e3o \u00e9 buscar isso. Buscar pessoas que acreditam no teu trabalho tanto quanto voc\u00ea, que compram essa ideia, porque sozinho ningu\u00e9m faz nada. Ent\u00e3o \u00e9 importante ter ajuda. Ao longo do meu processo, fui construindo essas redes, conhecendo pessoas que tamb\u00e9m acreditam, que veem potencial no trabalho. Parece muito f\u00e1cil falar que eu vou para fora [do pa\u00eds] e fa\u00e7o shows, mas na verdade eu tenho uma galera que foi se construindo, trabalhando comigo e me ajudando a dar esses passos e a construir esse trabalho. Acho que foi uma mistura de um desabafo com conselho, mas t\u00e1 a\u00ed (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quais s\u00e3o os pr\u00f3ximos passos do Tagua Tagua?<\/strong><br \/>\nBom, o disco acabou de sair, ent\u00e3o o pr\u00f3ximo passo \u00e9 realmente anunciar turn\u00ea. A gente vai fazer shows pelo Brasil basicamente no meio do ano. Eu ainda n\u00e3o posso falar exatamente quais s\u00e3o os lugares porque ainda tem umas defini\u00e7\u00f5es para sair nos pr\u00f3ximos dias. E a gente vai fazer uma turn\u00ea fora em julho tamb\u00e9m, abrindo a turn\u00ea do White Denim. Ent\u00e3o vai ser uma correria maluca, com 18 shows em 19 dias. A gente come\u00e7a a turn\u00ea do Brasil no final de junho, passa para fora em julho, depois volta e vai at\u00e9 setembro. Por aqui s\u00e3o basicamente uns 10 shows. E a\u00ed \u00e9 isso, a gente vai sair divulgando o disco esse ano. Fazer o &#8220;Raio\u201d sair do papel para ir pro mundo, sair do streaming para ir pro ao vivo. Acho que \u00e9 um processo novo criar o show para o palco, pensar como vai ser e tal. E essa parte de conseguir chegar nas pessoas com um show novo, com uma energia nova e ver como \u00e9 que isso vai se comportar \u00e9 muito legal. Acho que vai ser diferente, mais dan\u00e7ante, ent\u00e3o eu t\u00f4 bem animado para levar isso pra galera.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tagua Tagua - Lado a Lado (RAIO Session)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kt5cJE2l1PI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tagua Tagua - World Cafe Mini-Concert\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cfMgObZuwXw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tagua Tagua - Inteiro Metade Session\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8-eHKmJRlD4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Gravado em casa, &#8220;Raio\u201d nasceu de forma espont\u00e2nea num ambiente de liberdade criativa. 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