{"id":89528,"date":"2025-06-01T22:44:24","date_gmt":"2025-06-02T01:44:24","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=89528"},"modified":"2025-07-02T01:13:52","modified_gmt":"2025-07-02T04:13:52","slug":"entrevista-lider-do-clap-your-hands-say-yeah-fala-sobre-20-anos-de-disco-de-estreia-e-o-que-esperar-de-show-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/06\/01\/entrevista-lider-do-clap-your-hands-say-yeah-fala-sobre-20-anos-de-disco-de-estreia-e-o-que-esperar-de-show-no-brasil\/","title":{"rendered":"Entrevista: L\u00edder do Clap Your Hands Say Yeah fala sobre os 20 anos do disco de estreia"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ano de 2005 foi uma \u00e9poca especial para o indie rock. Num arroubo criativo que revelou nomes como <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2005\/03\/30\/musica-funeral-arcade-fire\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arcade Fire<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/03\/05\/disco-da-semana-28\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bloc Party<\/a>, LCD Soundsystem e The National, o Clap Your Hands Say Yeah surgiu como um fen\u00f4meno org\u00e2nico: um disco hom\u00f4nimo distribu\u00eddo inicialmente sem gravadora, divulgado \u00e0 base de blogs e boca a boca, que virou hype entre f\u00e3s de sons alternativos. Vinte anos depois, Alec Ounsworth \u2013 \u00fanico remanescente da forma\u00e7\u00e3o original \u2013 corre o mundo tocando o disco na integra em um reencontro com um \u00e1lbum que marcou n\u00e3o s\u00f3 uma fase do indie rock, mas tamb\u00e9m possibilitou a carreira de seu criador por meio de vocais tr\u00eamulos, batidas dan\u00e7antes, letras enigm\u00e1ticas, melodias tortas e uma produ\u00e7\u00e3o lo-fi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 1rem;\">O grupo era dif\u00edcil de rotular; meio art rock, meio indie lo-fi, mas com uma obra bem espont\u00e2nea e cheia de personalidade. <\/span>\u201cN\u00e3o havia expectativas\u201d, conta Alec, ao comentar sobre suas aspira\u00e7\u00f5es. \u201cLembro que na \u00e9poca eu estava trabalhando em um restaurante, e tamb\u00e9m fazendo algum tipo de trabalho de carpintaria. Trabalhava em m\u00fasica o tempo todo, gravando demos, que acabaram se tornando o \u00e1lbum. Eu estava tentando encontrar pessoas para tocar comigo. Lembro que eu s\u00f3 queria tentar fazer um \u00e1lbum, porque \u00e9 isso que voc\u00ea faz quando trabalha com m\u00fasica. Mas eu n\u00e3o lembro de ter um desejo desesperado por algo al\u00e9m disso, sabe? Eu s\u00f3 pensava: se algu\u00e9m prestar aten\u00e7\u00e3o nisso, tudo bem\u201d. Essa falta de pretens\u00e3o e liberdade criativa segue sendo a t\u00f4nica do trabalho do CYHSY; em vez de repetir f\u00f3rmulas, ele prefere reagir ao tempo presente, ao ambiente e ao seu pr\u00f3prio estado emocional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da turn\u00ea se concentrar no primeiro disco, Ounsworth faz quest\u00e3o de manter viva a performance destas can\u00e7\u00f5es. \u201cMudo as m\u00fasicas para meio que n\u00e3o acomodar a mim mesmo, na verdade. Tem que ser algo meio novo pra mim, sen\u00e3o o p\u00fablico n\u00e3o vai receber uma performance genu\u00edna&#8221;, aponta. \u201cUma parte disso vem dos meus her\u00f3is, como Tom Waits, <a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/22\/lou-reed-em-malaga-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lou Reed<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/03\/07\/bob-dylan-e-o-retrato-borrado-da-era-de-ouro-do-rock-n-roll\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bob Dylan<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/05\/29\/primavera-sound-2011-dia-3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">John Cale<\/a> &#8211; todos faziam isso, para se manter alertas e tornar a performance um pouco mais especial. Mas tem algumas m\u00fasicas que eu preservo bastante [o arranjo original]\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um papo descontra\u00eddo via Zoom com o Scream &amp; Yell, o m\u00fasico relembra a cria\u00e7\u00e3o do cl\u00e1ssico indie de 2005, fala sobre o cen\u00e1rio atual da m\u00fasica independente e aproveita para elogiar nomes da nova gera\u00e7\u00e3o como Cameron Winter e Mk.gee. Leia abaixo a conversa completa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Clap Your Hands!\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rGI2MCsG22M?list=OLAK5uy_mE8oXIHUMJOuB11JRSjGwH8hfbXKrartw\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Li que o nome da banda veio de um grafite em uma parede no Brooklyn, certo? Queria saber o quanto esse tipo de inspira\u00e7\u00e3o acidental ou at\u00e9 meio nonsense influenciam sua arte e sua vida.<\/strong><br \/>\nAcho que naquela \u00e9poca, especialmente naquela \u00e9poca, influenciava bastante. Por exemplo, a m\u00fasica \u201cLet the Cool Goddess Rust Away\u201d, que \u00e9 a segunda faixa do \u00e1lbum, veio de uma daquelas artes magn\u00e9ticas &#8211; as palavras que voc\u00ea coloca na geladeira e vai montando frases. Eu juntei aquelas palavras, aquela linha \u201clet the cool goddess rust away\u201d. E n\u00e3o \u00e9 que eu n\u00e3o tivesse algo em mente ao fazer isso, mas sim, muito daquilo era assim. E isso reflete como eu abordo a arte no geral. Ir para o est\u00fadio e n\u00e3o levar nada pronto &#8211; eu fazia isso com frequ\u00eancia, ainda fa\u00e7o. Eu meio que reajo ao ambiente. Muito disso tem a ver com o tempo e o lugar. E \u00e9 por isso que um \u00e1lbum soa diferente do outro, e do pr\u00f3ximo. Gosto de reagir ao meu ambiente atual, sabe? E se formos honestos, se outros m\u00fasicos e artistas fossem honestos, eles entenderiam que fazer um \u00e1lbum que soa igual ao anterior, e ao anterior, e ao anterior (o que eu j\u00e1 ouvi bastante), n\u00e3o parece muito genu\u00edno. Porque as coisas mudam. E voc\u00ea avan\u00e7a. Voc\u00ea deve reagir ao que est\u00e1 ao seu redor naquele momento. Relacionamentos mudam. Sua interpreta\u00e7\u00e3o dos relacionamentos muda. Vamos encarar isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entendi. O que voc\u00ea lembra sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o desse \u00e1lbum? Que tipo de lembran\u00e7as voc\u00ea tem dessa \u00e9poca?<\/strong><br \/>\nEu me lembro de tudo muito bem. Especialmente de como todas as m\u00fasicas foram criadas. Eu poderia te dar detalhes bem precisos de cada uma, mas isso levaria muito tempo e seria meio chato tamb\u00e9m. Lembro que na \u00e9poca eu estava trabalhando em um restaurante, e tamb\u00e9m fazendo algum tipo de trabalho de carpintaria. Trabalhava em m\u00fasica o tempo todo, gravando demos, que acabaram se tornando o \u00e1lbum. Eu estava tentando encontrar pessoas para tocar comigo. Lembro que eu s\u00f3 queria tentar fazer um \u00e1lbum, porque \u00e9 isso que voc\u00ea faz quando trabalha com m\u00fasica. Mas eu n\u00e3o lembro de ter um desejo desesperado por algo al\u00e9m disso, sabe? Eu s\u00f3 pensava: se algu\u00e9m prestar aten\u00e7\u00e3o nisso, tudo bem. Ou seja, n\u00e3o havia expectativas. E isso \u00e9 um lugar legal de se estar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-89532\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/cyhsy.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/cyhsy.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/cyhsy-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea disse que n\u00e3o tinha expectativas. Quando viu o \u00e1lbum finalizado, voc\u00ea n\u00e3o pensou \u201cuau, essas m\u00fasicas s\u00e3o especiais\u201d e que ainda estaria tocando elas anos depois?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, realmente n\u00e3o. Na verdade, acho que eu preferia algumas das minhas demos na \u00e9poca. Eram parecidas, mas havia algo meio empolgante nas demos. Eu n\u00e3o pensava \u201cesse \u00e9 o melhor \u00e1lbum\u201d. Acho que o motivo era que eu j\u00e1 tinha ouvido aquilo tantas vezes antes de lan\u00e7ar que estava enjoado. Acho que foi isso. E a\u00ed, muitas pessoas pareceram gostar. E acho que \u00e9 assim que funciona. Voc\u00ea precisa sair e tocar. S\u00f3 anos depois \u00e9 que comecei a ver isso como uma oportunidade. Mas o jeito como eu trabalho e ou\u00e7o \u00e1lbuns \u00e9 assim: escuto algo tantas vezes e acabo enjoando, mesmo que seja \u00f3timo&#8230; sempre foi assim. Quando eu tinha 13 anos, ouvi \u201cElectric Ladyland\u201d do Jimi Hendrix uns bilh\u00f5es de vezes. E depois n\u00e3o gostava mais. Pensava: \u201cPor que t\u00f4 enjoado desse \u00e1lbum? Eu amava esse \u00e1lbum!\u201d Era meio ing\u00eanuo. Mas descobri que pode acontecer isso com o seu pr\u00f3prio material tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ent\u00e3o, como \u00e9 pra voc\u00ea tocar essas m\u00fasicas depois de tanto tempo? Voc\u00ea se sente como se estivesse atuando numa pe\u00e7a, como no teatro? Ou simplesmente n\u00e3o pensa nisso e s\u00f3 toca as m\u00fasicas?<\/strong><br \/>\nVoc\u00ea quer saber se eu penso nisso durante o show? N\u00e3o, eu mudo as m\u00fasicas para meio que n\u00e3o me acomodar&#8230; acomodar a mim mesmo, na verdade. Tenho muita dificuldade de subir no palco e fazer exatamente o que esperam, algo que eu n\u00e3o gosto. Isso n\u00e3o \u00e9 bom para os neg\u00f3cios, porque significa que vou mudar algumas coisas, e as pessoas podem n\u00e3o gostar. Mas tem que ser algo meio novo pra mim, sen\u00e3o o p\u00fablico n\u00e3o vai receber uma performance genu\u00edna. Ent\u00e3o, sim, eu mudo um pouco as coisas para me entreter. E uma parte disso vem dos meus her\u00f3is, como Tom Waits, Lou Reed, Bob Dylan, John Cale &#8211; todos faziam isso, para se manter alertas e tornar a performance um pouco mais especial. E pra mim, do ponto de vista de p\u00fablico, e talvez de um esnobe musical, \u00e0s vezes eu s\u00f3 penso: \u201cN\u00e3o quero ir a um show e ouvir exatamente a mesma coisa\u201d. Tem algumas m\u00fasicas que eu preservo bastante [o arranjo original]. \u201cSkin of My Yellow Country Teeth\u201d \u00e9 uma delas, e mais algumas, que mantenho bem pr\u00f3ximas da vers\u00e3o do \u00e1lbum. Mas \u00e0s vezes eu sinto que precisa ser divertido pra mim, pra que seja divertido pros outros tamb\u00e9m. E \u00e9 s\u00f3 nisso que eu penso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Clap Your Hands Say Yeah - The Skin Of My Yellow Country Teeth (Official Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hMpx2pQZ8P0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas voc\u00ea n\u00e3o faz algo tipo o Bob Dylan, que muda o arranjo todo da m\u00fasica a ponto dos f\u00e3s s\u00f3 reconhecerem quando o refr\u00e3o entra, n\u00e9?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, eu n\u00e3o sou um compositor lend\u00e1rio o bastante pra me safar com isso [risos]. Quer dizer, eu aprecio isso, mas acho que ele deve perder parte do p\u00fablico com essa escolha. Mas, honestamente, ele pode se dar ao luxo de perder metade do p\u00fablico dele e ainda estar bem. Eu n\u00e3o consigo jogar esse jogo [risos].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda ganhou reconhecimento numa fase muito boa pro indie rock, aquela explos\u00e3o de v\u00e1rias bandas no come\u00e7o dos anos 2000. Depois de viver esse momento, como voc\u00ea avalia a cena musical hoje?<\/strong><br \/>\nAcho que hoje h\u00e1 alguns lampejos de luz, sabe? Tem coisas bem interessantes que ouvi recentemente. Muitas pessoas est\u00e3o fazendo m\u00fasica que soa como se estivessem usando est\u00fadios caseiros, mas tamb\u00e9m profissionais. \u00c9 meio como eu fiz: combinando os dois. Isso permite que criem coisas que est\u00e3o na cabe\u00e7a delas. Tem duas pessoas que tenho escutado muito: Cameron Winter \u2014 ele tem tipo 22 ou 23 anos, e fez um \u00f3timo \u00e1lbum chamado \u201cHeavy Metal\u201d. E tem um cara chamado Mk.gee, que tamb\u00e9m lan\u00e7ou um \u00f3timo disco. N\u00e3o sei o que inspirou isso, mas a ideia de combinar est\u00fadios caseiros com profissionais e seguir o que est\u00e1 na sua cabe\u00e7a, em um espa\u00e7o meio isolado&#8230; Acho que o Mac DeMarco j\u00e1 fazia isso h\u00e1 anos. Tem um movimento interessante no cen\u00e1rio independente, e fico feliz de ver isso. Especialmente Mk.gee e Cameron Winter; parece m\u00fasica inspirada, vinda de uma gera\u00e7\u00e3o mais jovem. E n\u00e3o estou falando s\u00f3 dos arranjos. Liricamente tamb\u00e9m, o que muita gente parece esquecer, inclusive no meu trabalho. Se a letra \u00e9 inspirada, ela sustenta a m\u00fasica. E isso tamb\u00e9m permite fazer uma performance muito mais genu\u00edna ao vivo. Cantar uma letra ruim \u00e9&#8230; voc\u00ea simplesmente n\u00e3o quer estar l\u00e1 em cima fazendo isso. A\u00ed voc\u00ea tem que virar um vendedor.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Clap Your Hands and Say Yeah &quot;You Can&#039;t Wrap You Arms Around a Memory&quot; Johnny Thunders Cover LIVE\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XJHSd2TW1To?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Notei que nos shows voc\u00eas t\u00eam tocado \u201cYou Can\u2019t Put Your Arms Around a Memory&#8221;, do Johnny Thunders. Por que essa escolha espec\u00edfica?<\/strong><br \/>\nAh, eu sempre gostei do Johnny Thunders. Gosto daquele \u00e1lbum. Gosto da hist\u00f3ria dele, mesmo sendo meio pesada. Aquela cena e \u00e9poca de Nova York sempre achei muito legal. Acho que j\u00e1 tinha feito um cover dessa m\u00fasica antes, mas pensei que seria uma boa pausa entre o repert\u00f3rio do primeiro \u00e1lbum e o material mais recente. E por \u201crecente\u201d quero dizer, tipo, o que veio depois do primeiro disco.E pra mim foi meio que uma piada tocar essa m\u00fasica \u2014 talvez uma piada um pouco provocativa, mas no bom sentido. \u201cYou Can\u2019t Put Your Arms Around a Memory\u201d vindo logo ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum&#8230; achei engra\u00e7ado. E \u00e9 uma \u00f3tima m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Legal, n\u00e3o tinha percebido isso. \u00c9 um conceito bacana.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei, achei divertido. Pelo menos pra mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00faltima pergunta, queria saber se voc\u00ea pensa em preparar algo especial para o show no Brasil.<\/strong><br \/>\nAs pessoas sempre perguntam isso. \u201cVoc\u00ea vai preparar algo especial?\u201d E eu fico pensando: o que ser\u00e1 que os outros fazem de t\u00e3o especial al\u00e9m do show? [risos] Quando eu era mais jovem, costumava brincar: \u201cVou chegar montado em um elefante\u201d [risos], n\u00e3o levava muito a s\u00e9rio. N\u00e3o sei&#8230; eu diria que esse \u00e9 um \u00e1lbum que se sustenta depois de 20 anos. E pra mim, consigo perceber um certo n\u00edvel de inspira\u00e7\u00e3o nele que ecoa em algumas coisas novas que t\u00eam feito sucesso hoje. \u00c9 bem feito, bem executado \u2014 sei que isso soa como \u2018discurso de vendedor\u2019, mas&#8230; Acho que h\u00e1 um n\u00edvel de energia e de comunidade que essas m\u00fasicas realmente incentivam. Isso \u00e9 algo que me d\u00e1 muito orgulho. Acho que tem um motivo pelo qual todo mundo se conectou com ele desde o come\u00e7o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Clap Your Hands Say Yeah - Into Your Alien Arms &amp; The Skin Of My Yellow Country Teeth (Piano Live)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7NrFgfvvQ9A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma banda que surgiu como um fen\u00f4meno org\u00e2nico com um disco distribu\u00eddo inicialmente sem gravadora, divulgado \u00e0 base de blogs e boca a boca, que virou hype entre f\u00e3s de sons alternativos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/06\/01\/entrevista-lider-do-clap-your-hands-say-yeah-fala-sobre-20-anos-de-disco-de-estreia-e-o-que-esperar-de-show-no-brasil\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":89533,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7715],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89528"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89528"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89528\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89863,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89528\/revisions\/89863"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89533"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89528"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89528"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89528"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}