{"id":89521,"date":"2025-05-30T00:28:31","date_gmt":"2025-05-30T03:28:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=89521"},"modified":"2025-08-11T13:22:37","modified_gmt":"2025-08-11T16:22:37","slug":"entrevista-rodrigo-nassif-trio-apresenta-pegando-estrelas-single-de-seu-novo-ep","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/05\/30\/entrevista-rodrigo-nassif-trio-apresenta-pegando-estrelas-single-de-seu-novo-ep\/","title":{"rendered":"Entrevista: Rodrigo Nassif Trio apresenta \u201cPegando Estrelas\u201d, single de seu novo EP"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lvinhas78\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPegando Estrelas\u201d \u00e9 o nome do novo lan\u00e7amento da <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rodrigonassiftrio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rodrigo Nassif Trio<\/a>, um EP que ainda n\u00e3o tem data de lan\u00e7amento nem formato oficial escolhido. O disco antecessor, \u201cEstrada Nova\u201d, ganhou lan\u00e7amento primeiramente em vinil pela 180 Selo Fonogr\u00e1fico em 2021, e demorou cerca de dois para chegar \u00e0s plataformas de streaming, em 2023. Nassif n\u00e3o tem pressa e nem deseja seguir as regras do mercado, preferindo criar suas pr\u00f3prias regras. E isso n\u00e3o o impede de viver de sua m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O EP \u201cPegando Estrelas\u201d trar\u00e1 quatro faixas do qual apenas a faixa t\u00edtulo foi lan\u00e7ada, por ora apenas no Youtube (com um bel\u00edssimo clipe filmado nas ruas de Porto Alegre, dirigido por Daniel Laimer de Almeida). \u201c\u00c9 o trabalho mais bonito que j\u00e1 fiz\u201d, me escreveu quando me enviou um e-mail para apresentar o trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, de fato, a composi\u00e7\u00e3o \u00e9 bel\u00edssima \u2013 como s\u00e3o as outras tr\u00eas, que o Scream &amp; Yell ouviu com exclusividade. \u201cA Vida pela Frente\u201d, \u201cA Dan\u00e7a das Brumas\u201d e \u201cEstampa de Artista\u201d t\u00eam a sofistica\u00e7\u00e3o instrumental, o peso r\u00edtmico e os caminhos pouco \u00f3bvios que caracterizam o folk jazz do trio. Tem, tamb\u00e9m, uma produ\u00e7\u00e3o excelente, que consegue o nada modesto feito de registrar a intensidade da execu\u00e7\u00e3o que o trio \u2013 completado por Juliano Pereira e Leandro Schirmer \u2013 costuma apresentar nos palcos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto Nassif matuta sobre a maneira de lan\u00e7ar as tr\u00eas faixas restantes, ele concedeu uma entrevista ao Scream &amp; Yell para falar sobre como essas novas faixas s\u00e3o influenciadas tanto pelas prova\u00e7\u00f5es da pandemia como por um \u201cotimismo cient\u00edfico\u201d, sobre a influ\u00eancia da paternidade no processo criativo, e sobre a \u201cilus\u00e3o\u201d das plataformas de streaming. Um papo que, como a m\u00fasica que ele cria, abre cabe\u00e7as.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rodrigo Nassif - Pegando Estrelas (Videoclipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KbQ1dKIqviw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse EP foi composto em circunst\u00e2ncias bem diferentes de todos os anteriores: durante a pandemia, e ap\u00f3s a paternidade. Isso interferiu em seu processo criativo?<\/strong><br \/>\nMuito! Foi uma \u00e9poca em que eu estava com poucas atividades que n\u00e3o fossem ser pai, e ser pai estava me tomando praticamente todo o meu tempo. N\u00e3o estava envolvido com nada que me trouxesse remunera\u00e7\u00e3o financeira. Meu filho nasceu em 15 de julho de 2021, ainda era pandemia, e por isso eu e minha companheira est\u00e1vamos 100% envolvidos em garantir o bem-estar dele. Mas o mais incomum \u00e9 que a faixa-t\u00edtulo do EP novo, eu a compus dormindo! Era uma madrugada, 3h30 da manh\u00e3, minha esposa j\u00e1 estava exausta de tentar fazer o beb\u00ea dormir, e ela me acordou e pediu para eu tentar acalm\u00e1-lo. Eu o trouxe para a sala, ele estava naquela fase em que os beb\u00eas t\u00eam de fazer pin\u00e7a com as m\u00e3os para pegar tudo o que podem, sabe? Estava uma noite super linda, fria demais, e disse para ele, \u201colha o c\u00e9u, a lua, as estrelas\u201d. Ele s\u00f3 balbuciava (risos), eu segui mostrando as luzes daquela janela, falando pra ele, \u201cvamos dormir, velho, amanh\u00e3 a gente continua a nossa conversa\u201d (risos). Mas teve uma hora que mostrei de novo a lua, o c\u00e9u e as estrelas, e ele ficava tentando peg\u00e1-las. Achei aquela cena t\u00e3o enternecedora, t\u00e3o tocante! Ao mesmo tempo, uma coisa t\u00e3o simpl\u00f3ria, n\u00e3o vou dizer pueril, mas era muito emocionante. Quer dizer, uma pessoa querer pegar uma estrela com a m\u00e3o! \u00c9 n\u00e3o ter a no\u00e7\u00e3o de nada ainda: de dist\u00e2ncia, de propor\u00e7\u00e3o. E isso \u00e9 muito po\u00e9tico. E ele dormiu! Se acalmou e dormiu no meu colo. Larguei-o na caminha dele, minha esposa estava desmaiada no quarto, e a\u00ed tirei o viol\u00e3o do estojo e fui tentar compor alguma coisa com aquela cena na cabe\u00e7a ainda. Eu estava muito cansado, j\u00e1 eram 4h30 da manh\u00e3, e a\u00ed gravei e fui dormir, sem escutar o que eu tinha feito. No outro dia, minha sogra veio nos dar uma m\u00e3o em casa, e decidi sair para ir pra academia, de m\u00e1scara e tal, e lembrei da m\u00fasica que eu tinha feito e botei pra ouvir no carro. E fiquei muito surpreso! Pensei, \u201cque coisa maluca, ela ficou em 9\/8\u201d (um compasso composto, de subdivis\u00e3o mais complexa). Mesmo assim ela ficou t\u00e3o leve, com esse andamento mais chutado pra frente\u2026 Tem v\u00e1rios aspectos dela cobertos de camadas de sutilezas na composi\u00e7\u00e3o. Primeiro que quase ningu\u00e9m consegue perceber que ela \u00e9 uma valsa. Porque uma valsa com esse compasso, parece que est\u00e1 pairando no ar de t\u00e3o leve! E segundo que a gente privilegiou a troca de registros no arranjo, com a flauta transversa gravada maravilhosamente pelo Luizinho Santos, dois viol\u00f5es, um piano Fender Rhodes, toquei um mellotron, tem viola, violino e cello, tem baixo\u2026Todo esse arranjo trouxe uma atmosfera muito envolvente, clim\u00e1tica, diria at\u00e9 algo \u00e9pica. Por quest\u00f5es de contrato, ela foi feita em 2022, mas s\u00f3 lan\u00e7ada tr\u00eas anos depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas fizeram esse v\u00eddeo (acima) para ela, que tamb\u00e9m foi super bem cuidado.<\/strong><br \/>\nSim. O clipe tamb\u00e9m est\u00e1 pronto h\u00e1 dois anos, mas n\u00e3o tinha sido lan\u00e7ado. \u00c9 a primeira m\u00fasica 100% independente que eu coloco no mercado \u2013 n\u00e3o teve selo, crowdfunding, nada. \u00c9 um momento da vida em que estou retomando as r\u00e9deas do meu trabalho, e mais uma vez n\u00e3o estou no Spotify (risos). Nem l\u00e1, nem nos outros streamings de refer\u00eancia no Brasil. Me concentrei em deixar ela com esse clipe maravilhoso, trabalho muito caprichado do [diretor] Daniel Almeida. E ficou uma coisa maluca, porque foi gravada um ano antes das enchentes em Porto Alegre. Acabou virando uma homenagem involunt\u00e1ria ao Centro de Porto Alegre, porque passei por v\u00e1rios lugares que depois foram alagados, lugares que s\u00e3o referenciais para quem vem visitar a cidade, como o viaduto da Borges (como \u00e9 conhecido o Viaduto Ot\u00e1vio Rocha), a pra\u00e7a do Pal\u00e1cio Piratini (Pra\u00e7a da Matriz) e outros. Quem v\u00ea hoje em dia pensa que foi uma coisa para levantar o moral da cidade p\u00f3s-enchente, e n\u00e3o, foi gravado antes!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea disse, no material que me enviou, que essa \u00e9 a m\u00fasica mais bonita que voc\u00ea j\u00e1 fez. Sustenta essa afirma\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nTotalmente. Tem momentos na vida que a gente transpira muito num trabalho, e conta com aquele 1% de inspira\u00e7\u00e3o. Acho que, se eu n\u00e3o estivesse praticamente dormindo com o viol\u00e3o na m\u00e3o, eu n\u00e3o a faria com esse andamento t\u00e3o acelerado. Talvez eu pensasse que ela ficaria mais bonita em um 3\/4 ou 6\/8, mas naquele momento, alguma coisa desenfreada da criatividade veio. A criatividade funciona melhor quando a gente tira o freio dela, s\u00f3 que \u00e9 uma coisa bem mais complicada de se fazer do que de falar, porque a m\u00fasica \u00e9 algo que conta com um aspecto formal muito relevante. Voc\u00ea v\u00ea pelos bilh\u00f5es de m\u00fasicas compostas no andamento 4\/4 h\u00e1 anos, \u00e9 o formato onipresente h\u00e1 d\u00e9cadas, e a\u00ed voc\u00ea se d\u00e1 conta do quanto \u00e9 dif\u00edcil se livrar de algo que est\u00e1 no inconsciente coletivo. Quando tu tenta ser criativo de verdade, precisa ir pra fora dessa ma\u00e7aroca, e chegar em alguma parte entre o inconsciente e consciente. Depois voc\u00ea traz isso para uma estrutura mais racional. Mas todo esse clima on\u00edrico, tanto do clipe quanto da m\u00fasica, me fazem afirmar que esse \u00e9 o melhor trabalho que j\u00e1 fiz na vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/04\/16\/entrevista-rodrigo-nassif-trio-da-um-basta-as-plataformas-de-streaming\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Na entrevista anterior ao Scream &amp; Yell<\/a>, falamos sobre como as plataformas de streaming vampirizam o artista e como a m\u00fasica tem sido tratada como acess\u00f3rio. E tinha pandemia, a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds\u2026 Voc\u00ea falou da necessidade de for\u00e7a e resili\u00eancia para atravessar aquilo tudo. Isso tamb\u00e9m est\u00e1 presente nesse EP?.<\/strong><br \/>\nCom certeza absoluta. Eu diria tamb\u00e9m que essas m\u00fasicas t\u00eam um brilho de sobreviv\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 otimismo bobo ou infundado, mas um otimismo \u201ccient\u00edfico\u201d (risos). Eu tive uma cria\u00e7\u00e3o muito c\u00e9tica, fui criado para ser um cara muito, muito c\u00e9tico. Por isso, as surpresas boas que tive na vida foram fazendo com que esse aspecto da personalidade, de ter uma \u00f3tica mais sombria, fosse sendo atenuado. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de achar que a vida \u00e9 cor-de-rosa ou que moramos em um morango encantado, estou falando de aspectos relativos \u00e0 solidariedade das pessoas e \u00e0 experi\u00eancia da paternidade. Tem coisas que \u00e9 muito dif\u00edcil de colocar em palavras, mas quando voc\u00ea esteve em uma situa\u00e7\u00e3o muito complicada e contou com a solidariedade dos amigos, \u00e9 um lance muito dif\u00edcil de descrever, a gratid\u00e3o que voc\u00ea sente com aquilo. \u00c9 algo que te traz uma solidez que te permite n\u00e3o ficar desesperan\u00e7ado. \u00c9 um zeitgeist muito estranho, o de hoje. Quem trabalha com m\u00fasica sabe que a gente est\u00e1 vivendo um momento em que o visual tomou conta, se voc\u00ea n\u00e3o tem esse apelo ou n\u00e3o est\u00e1 muito envolvido numa moda ou alguma corrente, mesmo uma dita \u201calternativa\u201d&#8230; Hoje, tem pouca coisa em evid\u00eancia que seja puramente musical, o que \u00e9 mais visto \u00e9 o que est\u00e1 ligado \u00e0 alguma coisa extramusical, pra qualquer lado que tu olhe. Isso est\u00e1 na m\u00fasica de massa e est\u00e1 no alternativo. Por isso me sinto como um artes\u00e3o que est\u00e1 fazendo uma coisa h\u00e1 muito esquecida, que \u00e9 o sujeito que vai l\u00e1 e toca. \u00c9 um lance simples, que tem l\u00e1 seu grau de complexidade dentro do estilo, mas \u00e9 uma habilidade que permite que a gente se divirta. Principalmente agora, essa forma\u00e7\u00e3o com o Juliano Pereira no baixo e o Leandro Schirmer na bateria: a gente tem se divertido muito com o repert\u00f3rio e tem sido muito legal fazer esses \u00faltimos shows. A gente tem muita confian\u00e7a um no outro para tocar daquele modo, e essa \u00e9 uma experi\u00eancia que s\u00f3 pode te deixar feliz da vida, sabendo que tem gente que vai sair de casa para ver uma coisa que n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o em voga, que s\u00e3o esses tr\u00eas caras que est\u00e3o indo l\u00e1 tocar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O EP vai sair s\u00f3 no YouTube? Ou vai ganhar vinil, ter edi\u00e7\u00e3o em download pago, essas coisas que teve no \u201cEstrada Nova\u201d?<\/strong><br \/>\nA gente tem uma d\u00favida grande. O v\u00eddeo tem funcionado extremamente bem para o nosso patamar, ent\u00e3o tenho d\u00favida se a gente vai trabalhar cada m\u00fasica com v\u00eddeo. Estou estudando isso sem pressa nenhuma, porque minha inten\u00e7\u00e3o agora \u00e9 trabalhar a \u201cPegando Estrelas\u201d por um bom tempo. E por n\u00e3o estar no streaming, \u00e9 uma beleza, porque toca em r\u00e1dio e ela paga direito autoral! (risos) Tocamos na r\u00e1dio Cultura daqui e numa r\u00e1dio p\u00fablica do Hava\u00ed ao mesmo tempo! Tocamos em r\u00e1dios de S\u00e3o Paulo, as r\u00e1dios gostam da gente. Essa nossa forma de divulga\u00e7\u00e3o \u00e9 s\u00f3 alegria. \u00c9 tudo muito honesto, e encontra uma resposta muito boa dos profissionais de comunica\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o entendendo qual \u00e9 a nossa proposta. Essa estrat\u00e9gia de trabalhar com a m\u00fasica e pela m\u00fasica tem funcionado. O v\u00eddeo ajuda, e \u00e9 uma garantia de que as coisas v\u00e3o estar em um lugar s\u00f3, e n\u00e3o pulverizadas. Porque n\u00e3o d\u00e1 para se iludir com o discurso dessas plataformas de streaming. Esse neg\u00f3cio de tu entrar em 700 playlists, somar um milh\u00e3o e meio de plays pra eles te mandarem 10 reais \u2013 quanto antes as pessoas puderem despertar dessa loucura vai ser melhor pra todo mundo. \u00c9 uma coisa insana: os relat\u00f3rios do Spotify dizem que voc\u00ea teve sei l\u00e1 quantas pessoas em sei l\u00e1 quantos pa\u00edses, e a\u00ed voc\u00ea vai ver, os pa\u00edses s\u00e3o um Tiuanaco do Sul qualquer. N\u00e3o d\u00e1 pra sentir firmeza naqueles dados. Ent\u00e3o centralizar nossos ouvintes no YouTube \u00e9 uma escolha consciente que eu fa\u00e7o. At\u00e9 porque o f\u00e3 do tipo de m\u00fasica que a gente faz n\u00e3o vai se furtar de dar dois ou tr\u00eas cliques a mais para escutar o que fazemos. N\u00e3o \u00e9 o ouvinte que precisa que tudo esteja debaixo do clique \u2013 e eu nem preciso desse tipo de ouvinte. \u00c9 o tipo de pessoa que n\u00e3o vai ter aten\u00e7\u00e3o suficiente para ouvir uma m\u00fasica nossa inteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas conseguem se mover com shows fazendo um trabalho autoral, que n\u00e3o est\u00e1 na maioria das plataformas. Voc\u00eas conseguem crowdfunding, tocam fora do Estado\u2026<\/strong><br \/>\nSim, [o Estado de] S\u00e3o Paulo segue sendo nosso ch\u00e3o para tocar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A que voc\u00ea atribui essa cauda longa? Porque tem gente que, mesmo pondo muita grana, n\u00e3o consegue emplacar algo assim.<\/strong><br \/>\n(hesita) N\u00e3o tenho a menor ideia! (risos) Estou te mandando a real: n\u00e3o tenho a menor ideia. Eu podia elocubrar, mas as coisas que tenho refletidas e claras dentro da cabe\u00e7a s\u00e3o essas que eu disse agora h\u00e1 pouco. Sobre isso que voc\u00ea perguntou, eu n\u00e3o tenho ideia mesmo. Eu podia apelar para qualquer clich\u00ea, dizer que \u00e9 a sinceridade, a originalidade, mas olha, bicho, eu sei que meu trabalho \u00e9 muito original, tenho isso como um fato, sei que \u00e9 muito sincero porque n\u00e3o se consegue mentir com um instrumento em cima de um palco. Mas acho que nada disso poderia ser suficiente. Sorte? Sei l\u00e1. Tem muito trabalho bom que n\u00e3o consegue ir adiante.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rodrigo Nassif  -  Estrada Nova (video oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4xO0C8OQfeE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Os homens de preto ao vivo no Sesc S\u00e3o Carlos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Us6ne79pYWA?list=PLdI4V0srkbm_bk7jXWY668h3ASqk8sZkp\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Estrada Nova\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WGLcLoJLT0Y?list=OLAK5uy_n8qO_fkfjTmPJAaKWmK60D1vraDd7hYD4\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>&#8211; Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e autor do livro \u201c<a href=\"https:\/\/editorabarbante.com.br\/produtos\/o-evangelho-segundo-odair-censura-igreja-e-o-filho-de-jose-e-maria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Evangelho Segundo Odair: Censura, Igreja e O Filho de Jos\u00e9 e Maria<\/a>\u201c.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cPegando Estrelas\u201d \u00e9 o nome do novo lan\u00e7amento da Rodrigo Nassif Trio, um EP que ainda n\u00e3o tem data de lan\u00e7amento nem formato oficial escolhido.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/05\/30\/entrevista-rodrigo-nassif-trio-apresenta-pegando-estrelas-single-de-seu-novo-ep\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":89522,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3750],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89521"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89521"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89521\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89523,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89521\/revisions\/89523"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}