{"id":89372,"date":"2025-05-27T13:06:28","date_gmt":"2025-05-27T16:06:28","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=89372"},"modified":"2025-06-24T00:41:10","modified_gmt":"2025-06-24T03:41:10","slug":"entrevista-o-circuito-festival-casarao-e-a-coisa-mais-diferente-em-termos-de-eventos-de-2025-diz-vinicius-lemos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/05\/27\/entrevista-o-circuito-festival-casarao-e-a-coisa-mais-diferente-em-termos-de-eventos-de-2025-diz-vinicius-lemos\/","title":{"rendered":"Entrevista: &#8220;(O Circuito) Festival Casar\u00e3o \u00e9 a coisa mais diferente em termos de eventos de 2025&#8221;, diz Vinicius Lemos"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil \u00e9 um pa\u00eds imenso, e ainda que a afirma\u00e7\u00e3o possa soar \u00f3bvia e clich\u00ea, \u00e9 preciso sempre pontuar e refletir sobre ela. Afinal, \u00e9 estranho confirmar que a maioria esmagadora de artistas internacionais que dizem que v\u00e3o fazer show no pa\u00eds, estejam marcando uma \u00fanica data no Sudeste, mais precisamente em S\u00e3o Paulo, \u00e0s vezes estendendo para Rio de Janeiro e Belo Horizonte, quando muito acrescentando Sul (Curitiba e Porto Alegre) e Centro Oeste (Bras\u00edlia). Norte e Nordeste, por\u00e9m, seguem a margem, mas, num exerc\u00edcio de sobreposi\u00e7\u00e3o de continentes, \u00e9 poss\u00edvel verificar que tanto Canad\u00e1 (Am\u00e9rica do Norte) quanto os pa\u00edses n\u00f3rdicos (Dinamarca, Finl\u00e2ndia, Isl\u00e2ndia, Noruega e Su\u00e9cia) n\u00e3o sofrem do mesmo problema, recebendo shows e grandes eventos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 preciso acrescentar o custo amaz\u00f4nico, a dificuldade de passagens e de estrutura, o que torna tudo ainda mais complexo\u201d, pontua Vinicius Lemos durante a troca de e-mails que rendeu a entrevista abaixo. Vinicius \u00e9 o produtor do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Casar%C3%A3o\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Festival Casar\u00e3o<\/a>, realizado em Porto Velho, Rond\u00f4nia, desde 2000. Ou seja, o Casar\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/festivalcasarao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/festivalcasarao<\/a>) est\u00e1 festejando 25 anos de exist\u00eancia e resist\u00eancia, levando a m\u00fasica brasileira moderna para o territ\u00f3rio amaz\u00f4nico. Em 2025, ele voa ainda mais alto buscando conectar cidades atrav\u00e9s do Circuito Casar\u00e3o com shows em Porto Velho (18, 19 e 20\/06) Rio Branco (19 e 20\/6), Manaus (20, 21 e 22\/6) e Boa Vista (21 e 22\/6), al\u00e9m de S\u00e3o Paulo (18\/6), Bras\u00edlia (18, 21 e 22\/6) e Goi\u00e2nia (18 e 19\/6). \u201cSer\u00e1 que tem coisa mais diferente e nova do que estamos fazendo esse ano? Uma rede pr\u00f3pria de circula\u00e7\u00e3o e festivais? \u201cNossa iniciativa \u00e9 pioneira e faz todo sentido\u201d, pontua o produtor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vinicius Lemos tem raz\u00e3o. Ainda que existam diversos her\u00f3is que n\u00e3o usam capa produzindo festivais resistentes e de grande visibilidade na regi\u00e3o (do Mada e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=DoSol\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">DoSol<\/a> em Natal passando pelo <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Carambola\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carambola<\/a> em Macei\u00f3, BR135 em S\u00e3o Lu\u00eds, Psica e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Se+Rasgum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Se Rasgum<\/a> em Bel\u00e9m, Afropunk e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Radioca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Radioca<\/a> em Salvador, Abril Pro Rock em Recife e tantos outros), a cria\u00e7\u00e3o de um circuito se torna extremamente necess\u00e1rio para dividir custos e levar artistas para uma agenda mais extensa pela regi\u00e3o: \u201cA nossa (proposta) \u00e9 uma interliga\u00e7\u00e3o mesmo de produ\u00e7\u00e3o, o festival contando com produ\u00e7\u00f5es e parceiros locais sendo realizado com a mesma ideia no mesmo final de semana e com a divis\u00e3o de atra\u00e7\u00f5es\u201d, explica Vinicius. Na conversa abaixo, ele ainda relembra as primeiras edi\u00e7\u00f5es do Casar\u00e3o, que come\u00e7ou como uma festa em um casar\u00e3o do s\u00e9culo 19 famoso na cidade, pontua a import\u00e2ncia dos editais e destaca alguns nomes locais. Leia abaixo!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-89374 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao2-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em 2025, o Festival Casar\u00e3o comemora 25 anos de exist\u00eancia! Quais s\u00e3o suas lembran\u00e7as dessa primeira edi\u00e7\u00e3o? Como foi decidir fazer um festival de m\u00fasica em Porto Velho no ano 2000?<\/strong><br \/>\nEm 2000, eu estava na faculdade ainda, no meu segundo ano de Direito e fazia muitas festas, tinha feito o show do Ira! e alguns eventos menores. A l\u00f3gica da cidade era diferente, com uma capital um tanto com demora em assimilar as novidades e tend\u00eancias, com uma vida mais pacata e mainstream. No entanto, era uma \u00e9poca que muita gente estudava fora, pelas poucas faculdades que existiam na \u00e9poca em Rond\u00f4nia, com uma legi\u00e3o de estudantes que iam embora e tinha um movimento bem interessante no m\u00eas de julho, quando todo mundo voltava para ver os pais e a cidade ficava lotada com um p\u00fablico diversificado, acostumado a diferentes festas, festivais, bandas, raves, etc, esse momento era diferente at\u00e9 de dezembro e janeiro quando todo mundo viajava com os pais sem necessariamente vir para Porto Velho. Ent\u00e3o, julho era o \u00e1pice da jun\u00e7\u00e3o p\u00fablico local + p\u00fablico de f\u00e9rias acostumado a novidades. Todo m\u00eas de julho tinha um calend\u00e1rio n\u00e3o oficial de festas diferentes, carnaval fora de \u00e9poca, festa \u00e0 fantasia, festas fora da cidade e eu queria entrar nesse calend\u00e1rio, at\u00e9 que achei o Casar\u00e3o da extinta cidade de Santo Ant\u00f4nio do Madeira, anexada a Porto Velho nos anos 1930. Esse Casar\u00e3o do s\u00e9culo 19, constru\u00eddo no auge da Estrada de Ferro Madeira-Mamor\u00e9, na beira do Rio Madeira, 7km de Porto Velho, era perfeito e em 20 dias conseguimos achar o arrendat\u00e1rio do local, fechar (o aluguel) e planejar num evento, com bandas e DJ, algo pequeno, sem tanto investimento, pensando em algo diferente para que pegasse, afinal (para ir pra l\u00e1) passava por cima da Estrada de Ferro, por uma ponte do s\u00e9culo 19, por um port\u00e3o macabro e uma estrada de terra, estacionando no meio da floresta, o p\u00fablico tinha que ter coragem. Eu pensava que se 200 amigos\/colegas da produ\u00e7\u00e3o (eu, quem ajudava e as bandas) fossem, daria certo. No dia, na hora, tinha fila de carros de mais de km e deu cerca de 800 pessoas. Sucesso total e a ideia de manter essa festa para o calend\u00e1rio de julho de 2001. Assim, nasceu o Festival Casar\u00e3o, mas ainda como Festa no Casar\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu adoraria ter ido nessa edi\u00e7\u00e3o inaugural! Esse Casar\u00e3o, onde aconteceu o festival, n\u00e3o existe mais? E quais bandas voc\u00ea escalou para essa primeira edi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nO local Casar\u00e3o foi interditado pela Usina (Hidrel\u00e9trica Santo Ant\u00f4nio) em 2009 e foi utilizado como escrit\u00f3rio da constru\u00e7\u00e3o durante todo o per\u00edodo em rela\u00e7\u00e3o anterior ao funcionamento da Usina, algo entre 2009 at\u00e9 2015. Quando a Usina passou a operar, at\u00e9 a pandemia funcionava como um escrit\u00f3rio ainda, n\u00e3o mais pela constru\u00e7\u00e3o, mas pela proximidade da Usina. Com a pandemia, parece que foi desativado e, com isso, deixado de lado, sem preserva\u00e7\u00e3o alguma. Parece que a fam\u00edlia que cuidava como arrendat\u00e1ria anteriormente luta para reaver o im\u00f3vel. Quem sabe se eles conseguirem, n\u00e3o possamos voltar a realizar o festival no local, que hoje est\u00e1 totalmente abandonado. Houve uma reportagem do Orlando Lima Jr. sobre o festival, ele conseguiu umas imagens de l\u00e1, totalmente abandonado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando voc\u00ea decidiu se envolver com essa coisa maluca de fazer festival, voc\u00ea imaginava que o festival fosse durar tanto tempo?<\/strong><br \/>\nEu escrevia sobre \u00e1lbuns e shows desde 1999 no Di\u00e1rio da Amaz\u00f4nia no caderno de domingo. TInha 18 anos e me interessava por tudo, pela cena nacional, festivais e m\u00fasicas, at\u00e9 partir para a produ\u00e7\u00e3o mesmo. S\u00f3 que na \u00e9poca era tudo festa, eventos locais e menores, at\u00e9 que em janeiro de 2002, j\u00e1 com duas edi\u00e7\u00f5es com sucesso da Festa no Casar\u00e3o, abri o Territ\u00f3rio Rock Bar e foi a explos\u00e3o da cena local, com muitas bandas aparecendo para tocar, o que fez com a terceira edi\u00e7\u00e3o fosse uma das melhores edi\u00e7\u00f5es do Casar\u00e3o. E tudo foi se consolidando com mais bandas e mais tradi\u00e7\u00e3o para manter o evento. Em 2004 tivemos bandas do interior do Estado e em 2005 trouxemos Cachorro Grande, Ludov e Mezatrio, com o boom da MTV olhando pra essas bandas. Ali a transi\u00e7\u00e3o estava feita, de Festa no Casar\u00e3o para Festival Casar\u00e3o e os anos subsequentes a 2005 foram de consolida\u00e7\u00e3o do Festival Casar\u00e3o, com muitas bandas vindo, como Matanza, Los Porongas, Ecos Falsos (2007) e, com o edital da Petrobras em 2008, Dead Fish, Pitty, Cachorro Grande, Mukeka di Rato, Do Amor, Daniel Belleza, etc. Ent\u00e3o, o festival se firmou e dialogava com o que tinha de produ\u00e7\u00e3o nacional, tanto de bandas e atra\u00e7\u00f5es quanto da associa\u00e7\u00e3o, como a ABRAFIN e depois a FBA. Foi algo n\u00e3o planejado, simplesmente fazendo edi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s edi\u00e7\u00e3o, sem entender que da festa de 2000 resultaria num festival dessa magnitude e impacto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89375 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao3-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa comemora\u00e7\u00e3o de 25 anos n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 especial pela data, mas tamb\u00e9m porque o festival permanece em Porto Velho, mas estende seu alcance para outras capitais. Como surgiu essa ideia de uma vers\u00e3o itinerante do Casar\u00e3o?<\/strong><br \/>\nA gente teve um hiato a partir de 2014 e em 2019 (em termos de pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o), quando ir\u00edamos voltar para comemorar os nossos 20 anos em 2020, com line-up definido, veio a pandemia e adiou o plano para 2021, depois para 2022. Nisso, uma edi\u00e7\u00e3o comemorativa no peito e na ra\u00e7a entrou no circuito dos editais e ganhamos o Edital da Funarte de Festivais 2020 e o do Basa 2021, culminando nos dois apoios para a edi\u00e7\u00e3o da volta em 2022. Esses mesmos editais nos contemplaram para 2023 e mantivemos o projeto. Infelizmente n\u00e3o tivemos editais para 2024, o que fez com que a edi\u00e7\u00e3o n\u00e3o rolasse, mas percebo motivos para construir a rede: o primeiro foi o Bruno, da banda Ultimato, que \u00e9 de Rond\u00f4nia, mas hoje est\u00e1 radicado em Goi\u00e2nia, utilizar da marca da Festival para circular com o Circuito Casar\u00e3o com shows em Rio Branco, Manaus e Boa Vista, depois fez S\u00e3o Paulo e Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O apoio de editais \u00e9 muito importante para a realiza\u00e7\u00e3o de um festival como o Casar\u00e3o, certo?<\/strong><br \/>\nAcho que \u00e9 a mola propulsora dessa possibilidade e, infelizmente, apesar de contemplados no Edital da Petrobras, pela negocia\u00e7\u00e3o e prazos internos, a gente deixou e optou para utilizarmos em 2026, o que torna essa edi\u00e7\u00e3o ainda mais complexa e dif\u00edcil, mas os editais s\u00e3o o que possibilita que a gente traga o que n\u00e3o tem um grande alcance de p\u00fablico e o que chamo de nova m\u00fasica brasileira. O custo de um festival \u00e9 imenso e os pre\u00e7os dos ingressos n\u00e3o ultrapassa 80 reais no segundo ou terceiro lote, o que torna invi\u00e1vel um evento somente com bilheteria e bar. \u00c9 preciso acrescentar ainda o custo amaz\u00f4nico, a dificuldade de passagens e de estrutura, o que torna tudo ainda mais complexo. Ainda sinto falta de mais editais espec\u00edficos, voltados a m\u00fasica e com crit\u00e9rios por regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa edi\u00e7\u00e3o 2025 do Festival Casar\u00e3o demonstra que o festival n\u00e3o quer ser apenas regional, mas sim nacional. \u00c9 isso mesmo? Como voc\u00ea posiciona o Casar\u00e3o a partir de agora?<\/strong><br \/>\nA ideia da cena de hoje (e todos os editais) \u00e9 circula\u00e7\u00e3o. O que envolve circula\u00e7\u00e3o tem uma abertura maior, pontua mais e realmente diferencia tudo. Logo, a circula\u00e7\u00e3o \u00e9 o novo caminho e entendemos isso muito bem na edi\u00e7\u00e3o 2023 e nos editais de 2024, inclusive construindo o que seria o Circuito Festival Casar\u00e3o, com shows menores em diversas cidades e, agora, culminando nessa constru\u00e7\u00e3o nacional. \u00c9 a busca de se posicionar em cidades que s\u00e3o pr\u00f3ximas e com mercados parecidos ou melhores, como Rio Branco (pr\u00f3xima) e Manaus (pr\u00f3xima e um grande mercado) ou que a log\u00edstica ajude, como Bras\u00edlia (toda conex\u00e3o de aeroporto vindo para o Norte quase sempre para em Bras\u00edlia). A partir desse ano, para uma concep\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o, a gente quer sempre manter essas cidades, como uma extens\u00e3o, sem pensar em produtores ajudando a dividir custos, mas construindo com a gente novos centros, mercados e bilheterias e, com isso, se posicionando em termos de marca, de iniciativa e de respaldo para os patrocinadores, inclusive para continuar existindo. De certa maneira, se olhar para produ\u00e7\u00e3o nacional, ser\u00e1 que tem coisa mais diferente e nova do que estamos fazendo esse ano? Uma rede pr\u00f3pria de circula\u00e7\u00e3o e festivais? Talvez os grandes centros, imprensa e patrocinadores n\u00e3o viram isso ainda (tirando a Petrobras que nos escolheu no edital), mas a nossa iniciativa \u00e9 pioneira e faz todo sentido. \u00c9 a grande novidade no mercado. O Festival Casar\u00e3o \u00e9 a coisa mais diferente em termos de eventos de 2025!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89376 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao4-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em uma <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/17\/entrevista-lucio-ribeiro-fala-sobre-o-circuito-nova-musica-popload-festival-e-mais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entrevista recente que fiz com L\u00facio Ribeiro<\/a>, ele salientou a import\u00e2ncia da circula\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento da cena. Mas mesmo no Sudeste h\u00e1 dificuldades em criar um circuito, o que por si s\u00f3 j\u00e1 valoriza essa ideia do Circuito Festival Casar\u00e3o, afinal, \u00e9 o primeiro passo para algo que pode ser muito ben\u00e9fico para bandas e produtores, pois uma coisa \u00e9 ir fazer um \u00fanico show em Manaus, Natal, Rio Branco ou Porto Velho. Outra \u00e9 ter a possibilidade de passar por quatro ou cinco cidades conectadas por uma rede, certo?<\/strong><br \/>\nA constru\u00e7\u00e3o de um Circuito \u00e9 necess\u00e1rio e cumpre essa log\u00edstica. Toda edi\u00e7\u00e3o a gente tentava fazer com que outros produtores parceiros fizessem os eventos e rachassem os custos. Agora, com a gest\u00e3o de ingressos on-line e tudo mais que facilita a produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 construir uma rede e poder dividir estes custos de modo mais f\u00e1cil, o que se torna necess\u00e1rio. Acho que esse \u00e9 o diferencial, at\u00e9 em termos de projeto, o Festival se multiplicar. Talvez s\u00f3 tenhamos visto isso no Grito Rock, com uma tentativa parecida, mas numa descentraliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, com cada um fazendo quando e como pudesse. A nossa (proposta) \u00e9 uma interliga\u00e7\u00e3o mesmo de produ\u00e7\u00e3o, o festival contando com produ\u00e7\u00f5es e parceiros locais sendo realizado com a mesma ideia no mesmo final de semana e com a divis\u00e3o de atra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que voc\u00ea destaca n\u00e3o apenas do line-up, mas das cidades que v\u00e3o abrigar o Festival Casar\u00e3o 2025. Ser\u00e1 a primeira vez do The Monic em Boa Vista e do Momboj\u00f3 em Rio Branco?<\/strong><br \/>\nA constru\u00e7\u00e3o do line-up sempre \u00e9 feita de modo a trazer novidades, mesmo que hist\u00f3ricas, como o Momboj\u00f3 que nunca veio \u00e0 Porto Velho e Rio Branco, por mais que seja uma banda de mais de 20 anos ou o Rancore em Rio Branco e o The Monic em todas as cidades. Isso \u00e9 um diferencial local, trazer a novidade para essas cidades e coloc\u00e1-las no mapa da rota na atual m\u00fasica brasileira. Essa \u00e9 a grande concep\u00e7\u00e3o do festival em si, trazer essas novidades e sempre ser pioneiro de proporcionar o que aquela cidade dificilmente veria sem o festival e, ainda, conseguir uma log\u00edstica melhor, diante de tantas cidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dos nomes locais, h\u00e1 veteranos dentro do pr\u00f3prio festival, como Quilombocada e Beradelia, artistas que j\u00e1 est\u00e3o tendo um certo reconhecimento em outros estados, como Kanichi e O Tronxo, e muitos nomes novos. Como voc\u00ea v\u00ea a cena musical do Norte do pa\u00eds hoje?<\/strong><br \/>\nAcho que o Norte tem duas realidades, a grande cena de Bel\u00e9m, que j\u00e1 conseguiu, de certa maneira, se expandir e chegar at\u00e9 os grandes centros para circular. e as demais cenas. Em termos de talento, a cena do Norte \u00e9 bem rica, com diversidade de estilos e conceitos. Acho que o Festival vai mostrar isso, contando com ao menos quatro cenas pujantes e diferentes. Acho que agora \u00e9 a hora das cenas buscarem a interliga\u00e7\u00e3o entre si, n\u00e3o s\u00f3 pelo festival, mas em outros eventos, realizando tours e, principalmente, apostando em projetos de circula\u00e7\u00e3o. Por exemplo, a Quilomboclada est\u00e1 circulando no Brasil inteiro pelo projeto Sonora Brasil e, salvo engano, j\u00e1 percorreram mais de 20 cidades. Esse \u00e9 o caminho. A cena precisa construir o que Bel\u00e9m construiu, n\u00e3o s\u00f3 uma sonoridade pr\u00f3pria, mas um alcance em outros locais, viajar o pa\u00eds e ter um reconhecimento. Eu vejo grandes destaques, como em Manaus, as antigas Cabocriolo, Elisa Maia e Johnny Jack Mesclado e a mais recente Casa de Caba, al\u00e9m do pop da Doral e N\u00e3o Existe Saudade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-89377 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/casarao5-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;A constru\u00e7\u00e3o de um Circuito cumpre uma log\u00edstica. Toda edi\u00e7\u00e3o a gente tentava fazer com que outros produtores fizessem eventos e rachassem os custos. Agora \u00e9 construir uma rede&#8221;, diz Vinicius\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/05\/27\/entrevista-o-circuito-festival-casarao-e-a-coisa-mais-diferente-em-termos-de-eventos-de-2025-diz-vinicius-lemos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":89373,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5693],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89372"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89372"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89372\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89382,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89372\/revisions\/89382"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89373"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}