{"id":89226,"date":"2025-05-14T00:02:52","date_gmt":"2025-05-14T03:02:52","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=89226"},"modified":"2025-06-03T08:34:32","modified_gmt":"2025-06-03T11:34:32","slug":"mark-arm-mudhoney-revela-seus-tres-discos-favoritos-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/05\/14\/mark-arm-mudhoney-revela-seus-tres-discos-favoritos-da-vida\/","title":{"rendered":"Mark Arm (Mudhoney) revela seus tr\u00eas discos favoritos da vida"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a><br \/>\nfoto de Renata Steiner<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mark Thomas McLaughlin, mais conhecido como Mark Arm, formou o Mudhoney em 1988, mas antes, em 1984, ele j\u00e1 estava \u00e0 frente do Green River, banda seminal do rock (grunge) de Seattle que, ap\u00f3s seu fim, serviu de base n\u00e3o s\u00f3 para o Mudhoney (com Mark Arm e Steve Turner) como para o Pearl Jam (Jeff Ament e Stone Gossard) e Mother Love Bone (Jeff Ament, Bruce Fairweather e Stone Gossard).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Scream &amp; Yell j\u00e1 teve o prazer de conversar com o Mudhoney tr\u00eas vezes:<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/07\/05\/entrevista-steve-turne-mudhoney-fala-sobre-os-30-anos-de-every-good-boy-deserves-fudge\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Steve Turner falou sobre os 30 anos de \u201cEvery Good Boy Deserves Fudge\u201d<\/a> em um bate papo com Leonardo Tissot em 2021, e o pr\u00f3prio Tissot voltou a conversar com a banda, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/10\/em-conversa-com-o-scream-yell-mark-arm-promete-classicos-e-novidades-na-primeira-turne-do-mudhoney-no-brasil-em-11-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desta vez com o pr\u00f3prio Mark Arm<\/a>, no primeiro semestre de 2025 como aquecimento para os shows que eles fizeram no pa\u00eds em mar\u00e7o (saiba como foram os shows <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/25\/l7-garbage-e-mudhoney-ao-vivo-no-rio-that-90s-show\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no Rio<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/24\/ao-vivo-mudhoney-l7-e-garbage-transportam-o-publico-para-os-anos-90-em-pleno-2025\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em S\u00e3o Paulo<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2023, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/06\/entrevista-mark-arm-fala-sobre-cachorros-e-o-novo-disco-do-mudhoney-relembra-shows-no-brasil-e-conta-como-foi-cantar-no-mc5\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mark Arm atendeu a uma videochamada de Luiz Mazetto<\/a> para falar sobre cachorros, o ent\u00e3o novo disco do Mudhoney, \u201cPlastic Eternity\u201d, relembrar os shows anteriores da banda no Brasil e contar como foi cantar no MC5. Na conversa, Mark Arm listou os seus discos favoritos da vida, sendo que o primeiro ele comprou quando tinha 12 ou 13 anos (entre 1974 e 1975). Anote e v\u00e1 atr\u00e1s:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Vou come\u00e7ar com o &#8216;Desolation Boulevard&#8217; (1974), do Sweet. Esse foi o primeiro disco que comprei com o meu pr\u00f3prio dinheiro. Quando estava crescendo, ouvir rock n\u00e3o era algo realmente permitido na minha casa. N\u00e3o era nada crist\u00e3o ou relacionado a moralismo, mas porque a minha m\u00e3e era uma cantora de \u00f3pera e ela apenas pensava que era uma m\u00fasica de merda. Eventualmente, as regras foram um pouco relaxadas e pude comprar um disco. E, nesse ponto, eu j\u00e1 vinha comprando discos de 7 polegadas de 45RPM, porque eles eram pequenos o bastante para entrar com eles em casa e esconder na gaveta, para escut\u00e1-los quando os meus pais tivessem sa\u00eddo. Eu tinha o &#8216;Fox on the Run&#8217; (1974), que era um sucesso na r\u00e1dio. Ent\u00e3o o &#8216;The Ballroom Blitz&#8217; (outro single de 1974) saiu e eu fiquei pensando &#8216;Porra, j\u00e1 s\u00e3o duas m\u00fasicas muito boas, aposto que o resto do disco tamb\u00e9m \u00e9&#8217; (risos). E, felizmente, esse era o caso (risos). N\u00e3o sei o quanto voc\u00ea est\u00e1 familiarizado com esse disco, mas a vers\u00e3o do Reino Unido tem algumas m\u00fasicas diferentes. H\u00e1 um outro disco da mesma \u00e9poca (&#8216;Sweet Fanny Adams&#8217;, tamb\u00e9m de 1974) e esses dois \u00e1lbuns foram combinados para a vers\u00e3o de &#8216;Desolation Boulevard&#8217; nos EUA. O disco original (no Reino Unido) tinha um cover do The Who (de &#8216;My Generation&#8217;), mas a vers\u00e3o dos EUA meio que condensa tudo, e acho que eles fizeram realmente uma \u00f3tima escolha em escolher as melhores m\u00fasicas&#8221;, conta Mark.<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"SWEET - 1. Ballroom Blitz\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ownEo5KLIg4?list=PLOkYemdIVJShCykz7b_QTfHXymr4mxu6y\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mark Arm tamb\u00e9m inclui \u201cQ: Are We Not Men? A: We Are Devo\u201d (1978), \u00e1lbum cl\u00e1ssico do Devo, em sua lista: <em>&#8220;Eu os perdi nas primeiras turn\u00eas, mas os vi na tour do &#8216;Freedom of Choice&#8217; (1980). Isso foi na \u00e9poca que eu estava come\u00e7ando a curtir punk e descobrindo algumas coisas mais underground. Eu j\u00e1 tinha ido a alguns shows em arenas, que eram esses eventos gigantes em que voc\u00ea se sentia uma formiga em um mar de gente. E as bandas ficavam no palco l\u00e1 longe. O que parecia Ok at\u00e9 eu assistir ao show do Devo em uma casa de shows pequena, que era um antigo sal\u00e3o de bailes que tinha uma pista de dan\u00e7a de madeira. Todo mundo estava pulando, e n\u00e3o tinha como n\u00e3o pular porque o lugar estava muito cheio. De alguma forma, eu consegui ir passando em meio ao p\u00fablico at\u00e9 chegar a um ponto em que s\u00f3 tinha uma pessoa na minha frente antes do palco. A banda estava logo ali e lembro que, em um determinado momento do show, o Bob 1 (Bob Mothersbaugh) estava fazendo um solo de guitarra e eu meio que acabei chegando perto dele e toquei no bra\u00e7o da guitarra e ele me acertou na cabe\u00e7a e eu fiquei: &#8220;Isso n\u00e3o \u00e9 algo que acontece no show de arena\u201d. Para mim, a partir daquele momento, passei a preferir sempre shows pequenos, em casas de shows, tanto para tocar quanto para ir assistir algum artista. H\u00e1 algo meio selvagem e louco em tocar em est\u00e1dios de futebol gigantes, como quando tocamos com o Pearl Jam no Brasil (no Pacaembu em 2005), com dezenas de milhares de pessoas em sincronia, h\u00e1 algo incr\u00edvel sobre isso. Mas eu sinto que se eu fosse uma dessas pessoas, eu preferiria n\u00e3o\u2026Quer dizer, \u00e9 claustrof\u00f3bico, voc\u00ea sente que pode ser pisoteado (risos)&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_nT0KF47R4ZlBFNrCJznyRNC2iFsHSDgRY\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fechar sua lista, Mark Arm escolheu \u201cFunhouse\u201d (1970), do Stooges: <em>&#8220;Acho que escutar o Stooges foi o que me colocou na trajet\u00f3ria que eu acabei seguindo desde ent\u00e3o. O primeiro disco deles que eu escutei, na verdade, foi o &#8216;Raw Power&#8217; (1973), porque estava dispon\u00edvel em alguma promo\u00e7\u00e3o. Basicamente n\u00e3o estava vendendo, por isso eles baixaram o pre\u00e7o. E eu pensei \u201cIsso \u00e9 legal, \u00e9 estranho\u201d, eu n\u00e3o sabia exatamente o que pensar da mixagem na \u00e9poca, porque soava muito diferente do que voc\u00ea ouvia no r\u00e1dio com bandas como Boston ou Journey, essas merdas. Ent\u00e3o foi algo meio desnorteante. E ouvir o primeiro disco deles (autointitulado, de 1969) foi meio que um choque. Tinha uma loja que tinha os dois primeiros discos em vers\u00f5es canadenses. Comprei o primeiro disco e a \u00fanica coisa que eu conseguia comparar, que eu entendia na \u00e9poca, era um pouco como o The Doors, um pouco como o Jimi Hendrix, mas claramente o jeito de tocar n\u00e3o era como o Jimi Hendrix, de maneira alguma. \u00c9 mais algu\u00e9m que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o talentoso, mas surgindo com o seu pr\u00f3prio lance (risos). E n\u00e3o tinha a pretens\u00e3o do The Doors, o aspecto po\u00e9tico ou qualquer coisa do tipo. Era algo meio direto e simples, mais relacion\u00e1vel. Eu comecei a curtir os Stooges porque quando estava come\u00e7ando a curtir punk, eles eram um nome que sempre surgia, algo como &#8216;Essa \u00e9 a base, a funda\u00e7\u00e3o desse novo movimento&#8217;. E sinto que o &#8216;Funhouse&#8217; realmente \u00e9 o seu pr\u00f3prio lance. Voc\u00ea consegue ouvir influ\u00eancias de James Brown, do Pharoah Sanders, especialmente no labo B. A constru\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas como &#8216;TV Eye&#8217; e &#8216;Down on the Street&#8217;, elas s\u00e3o muito diferentes do que era feito na \u00e9poca. E elas s\u00e3o muito agressivas, o que eu gostava muito. Nos 1970, a fus\u00e3o de rock e jazz era algo, mas no final dos anos 1970 j\u00e1 estava soando um pouco fraco, n\u00e3o era mais o Miles Davis ali no canto. Era algo que voc\u00ea acha que \u00e9 rock, acha que \u00e9 jazz. Mas se voc\u00ea escutar o &#8216;Funhouse&#8217;, essa \u00e9 a fus\u00e3o entre rock e jazz que deveria ter acontecido. \u00c9 um disco pesado e h\u00e1 ali um componente de liberdade, h\u00e1 barulhos por todos os lugares. Acho que foi uma oportunidade perdida para todos os outros proponentes da fus\u00e3o entre jazz e rock (risos)&#8221;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/06\/entrevista-mark-arm-fala-sobre-cachorros-e-o-novo-disco-do-mudhoney-relembra-shows-no-brasil-e-conta-como-foi-cantar-no-mc5\/\">Leia a entrevista completa de Luiz Mazetto com Mark Arm<\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Funhouse\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_kCvzQJjT1G-nKZoBTudmx5yClWoXgSGVM\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mark Arm listou os seus discos favoritos da vida, sendo que o primeiro ele comprou quando tinha 12 ou 13 anos (entre 1974 e 1975). Anote e v\u00e1 atr\u00e1s!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/05\/14\/mark-arm-mudhoney-revela-seus-tres-discos-favoritos-da-vida\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":88,"featured_media":89232,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[315],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89226"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/88"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89226"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89226\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89233,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89226\/revisions\/89233"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89232"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89226"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89226"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}