{"id":89054,"date":"2025-05-07T13:04:49","date_gmt":"2025-05-07T16:04:49","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=89054"},"modified":"2025-06-04T00:29:56","modified_gmt":"2025-06-04T03:29:56","slug":"bangers-open-air-2025-mudanca-de-nome-nao-altera-essencia-do-festival-repleto-de-shows-excelentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/05\/07\/bangers-open-air-2025-mudanca-de-nome-nao-altera-essencia-do-festival-repleto-de-shows-excelentes\/","title":{"rendered":"Bangers Open Air 2025: mudan\u00e7a de nome n\u00e3o altera ess\u00eancia do festival, repleto de shows excelentes"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/paulo.pontes.376\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paulo Pontes<\/a><br \/>\nfotos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dougmosh.prod\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Douglas Mosh<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Terceira edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/summer-breeze-open-air\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Summer Breeze Brasil<\/a> \u2013 mas com outro nome \u2013 ou primeira edi\u00e7\u00e3o do Bangers Open Air? Bruno Sutter (o Detonator do Massacration), host do podcast oficial do Bangers, usou a seguinte analogia em um dos epis\u00f3dios do programa: \u201c\u00c9 como se fosse uma pessoa que era casada e se separou da sua esposa. S\u00f3 que o sobrenome ficou com a mulher. Voc\u00ea continua sendo a mesma pessoa. \u00c9 o mesmo lugar, s\u00e3o as mesmas pessoas. Mesma infraestrutura. Tudo igual!\u201d. Pronto. D\u00favida sanada. Vamos tratar a parada como \u201cTerceira edi\u00e7\u00e3o do \u2013 agora \u2013 Banger Open Air\u201d. E, realmente, foi (quase) tudo igual.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89066 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-20-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-20-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-20-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lugar se manteve: o Memorial da Am\u00e9rica Latina, que j\u00e1 virou a casa da m\u00fasica pesada entre o final de abril e o come\u00e7o de maio (e a edi\u00e7\u00e3o 2026 j\u00e1 est\u00e1 confirmada para os dias 25 e 26 de abril). A configura\u00e7\u00e3o dos palcos <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/05\/03\/balanco-primeira-edicao-do-summer-breeze-brasil-satisfaz-fas-da-musica-pesada-com-som-no-volume-maximo-literalmente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">foi a mesma de 2023<\/a>: Ice Stage e Hot Stage montados um ao lado do outro, Sun Stage do outro lado da passarela e o Waves Stage dentro do audit\u00f3rio, pr\u00f3ximo ao port\u00e3o 12, que foi por onde o p\u00fablico geral entrou. O acesso da imprensa e das pessoas que compraram o Lounge Pass foi pelo port\u00e3o 2. Decis\u00e3o acertada, j\u00e1 que por ali est\u00e1vamos praticamente dentro da entrada do \u201cFront Row\u201d, onde o p\u00fablico pode assistir aos shows mais pr\u00f3ximo aos palcos principais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89067 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-25.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-25.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-25-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00ed vem uma primeira mudan\u00e7a significativa. Pra acessar esse espa\u00e7o, era necess\u00e1rio passar por catracas com reconhecimento facial ou leitura de qr-code, o que foi interessante pra controle, mas deu trabalho pra equipe que estava direcionando o p\u00fablico no setor, al\u00e9m de reduzir um pouco o espa\u00e7o onde as pessoas poderiam assistir aos shows, causando, em alguns momentos, uma aglomera\u00e7\u00e3o nas passagens antes e depois das catracas. Outra mudan\u00e7a oi a libera\u00e7\u00e3o de entrada gratuita para crian\u00e7as menores de 10 anos. Isso incentivou muitos pais e m\u00e3es a levarem seus pequenos (e foi f\u00e1cil avistar alguns deles se divertindo no festival). Uma a\u00e7\u00e3o louv\u00e1vel e que refor\u00e7a o compromisso da organiza\u00e7\u00e3o em manter o legado da m\u00fasica pesada atrav\u00e9s das novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89095 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-18-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-18-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-18-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>DIA 1 &#8211; SEXTA-FEIRA (2\/5)<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/05\/03\/balanco-primeira-edicao-do-summer-breeze-brasil-satisfaz-fas-da-musica-pesada-com-som-no-volume-maximo-literalmente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Na edi\u00e7\u00e3o de 2023<\/a>, foram dois dias de festival, s\u00e1bado e domingo; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/05\/02\/summer-breeze-brasil-2024-se-consolida-como-o-principal-evento-de-musica-pesada-no-pais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em 2024<\/a>, a organiza\u00e7\u00e3o apostou na inclus\u00e3o de um terceiro dia, a sexta-feira. A coisa \u201cmeio\u201d que se repetiu em 2025. Digo \u201cmeio\u201d porque, desta vez, a sexta serviu como \u201cwarm-up\u201d, com in\u00edcio mais tarde que nos outros dias e com menos bandas (apenas os dois palcos maiores, montados um ao lado do outro, serem utilizados).<\/p>\n<figure id=\"attachment_89074\" aria-describedby=\"caption-attachment-89074\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89074\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kissin-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kissin-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kissin-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89074\" class=\"wp-caption-text\"><em>Kissin\u2019 Dynamite<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a banda respons\u00e1vel por abrir os trabalhos, \u00e0s 15h, no Ice Stage, foi o Kissin\u2019 Dynamite, grupo alem\u00e3o que tem uma sonoridade calcada no hard rock oitentista, mas com uma pegada mais moderna, numa tentativa \u2013 bem-sucedida \u2013 de atualizar o estilo. Essa foi a estreia do Kissin Dynamite no Brasil, e eles fizeram um arrega\u00e7o na quente tarde de sexta-feira, com um puta show divertido. Foram 50 minutos l\u00e1 em cima, com o p\u00fablico (ainda relativamente pequeno) cantando e curtindo junto. Abriram com \u201cBack With a Bang\u201d, faixa-t\u00edtulo do mais recente lan\u00e7amento da banda (2024). A sequ\u00eancia (o setlist teve nove m\u00fasicas) foi ideal pra aquecer o p\u00fablico do festival. O vocalista Johannes Braun \u00e9 um baita frontman e, assim como seus companheiros de banda, se mostrou realmente feliz e empolgado com seu primeiro show por aqui. Quem n\u00e3o conhecia a banda teve uma grata surpresa; quem j\u00e1 conhecia, saiu feliz com o que viu.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89062\" aria-describedby=\"caption-attachment-89062\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89062\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dogma-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dogma-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dogma-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89062\" class=\"wp-caption-text\"><em>Dogma<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s um breve intervalo de 10 minutos, eis que as meninas do Dogma subiram ao Hot Stage. A estreia da banda no Bangers Open Air 2025 foi marcada por uma performance visual impactante, com figurinos provocadores, corpse paint e presen\u00e7a de palco intensa, especialmente da vocalista Lilith. A banda entregou um show teatral e bem encenado (em meio ao p\u00fablico, algu\u00e9m as chamou de \u201cprimas do Ghost\u201d), com direito a backing vocals pr\u00e9-gravados que ajudaram a sustentar o clima. No entanto, a mixagem deixou a desejar: os instrumentos soaram embolados em v\u00e1rios momentos, o que comprometeu parte da experi\u00eancia sonora. Ainda assim, o conjunto visual e perform\u00e1tico segurou a aten\u00e7\u00e3o e deixou o nome da banda em evid\u00eancia no festival.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89056\" aria-describedby=\"caption-attachment-89056\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89056\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ArmoredSaint-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ArmoredSaint-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ArmoredSaint-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89056\" class=\"wp-caption-text\"><em>Armored Saint<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A apresenta\u00e7\u00e3o do Armored Saint, no Ice Stage, tinha tudo para ser memor\u00e1vel \u2014 e foi, apesar dos pesares. O som oscilou durante praticamente todo o set, com o vocal de John Bush sendo constantemente engolido pela mixagem. O problema foi t\u00e3o percept\u00edvel que o p\u00fablico da pista premium tentou alertar a banda v\u00e1rias vezes, reclamando do volume baixo da voz. Mesmo com alguns ajustes, o cen\u00e1rio n\u00e3o melhorou muito. Mas se o som n\u00e3o ajudou, a entrega compensou. A banda mostrou f\u00f4lego, presen\u00e7a e uma conex\u00e3o genu\u00edna com o p\u00fablico. O ponto alto veio quando Bush desceu do palco e foi cantar \u201cCan U Deliver\u201d no meio da galera, arrancando gritos e abra\u00e7os entusiasmados. Com um setlist recheado de cl\u00e1ssicos, o Armored Saint provou que, mesmo diante de falhas t\u00e9cnicas, segue sendo uma pot\u00eancia do metal tradicional \u2014 e que entrega tudo, do in\u00edcio ao fim.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89080\" aria-describedby=\"caption-attachment-89080\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89080\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Pretty-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Pretty-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Pretty-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89080\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pretty Maids<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estreia do Pretty Maids no Brasil foi marcada por um show que, embora tecnicamente prejudicado, emocionou pela entrega e conex\u00e3o com o p\u00fablico. A mixagem do Hot Stage atrapalhou bastante: os vocais de Ronnie Atkins e as guitarras praticamente sumiram em boa parte do set, o que tirou for\u00e7a de muitos dos refr\u00f5es marcantes e solos melodiosos que s\u00e3o marca registrada da banda. A bateria e o baixo acabaram dominando o som, mais por falha t\u00e9cnica do que por escolha est\u00e9tica. Mesmo assim, a banda segurou a onda com carisma e um repert\u00f3rio bem escolhido, com destaque para faixas dos discos Future World e Pandemonium. O encerramento com \u201cFuture World\u201d e \u201cLove Games\u201d foi de levantar os punhos e cantar junto, enquanto \u201cPlease Don\u2019t Leave Me\u201d trouxe um momento de emo\u00e7\u00e3o genu\u00edna e olhos marejados no meio da plateia. No fim das contas, o som pode at\u00e9 ter falhado \u2014 mas o sentimento, esse passou alto e claro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89063\" aria-describedby=\"caption-attachment-89063\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89063\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/doro-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/doro-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/doro-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89063\" class=\"wp-caption-text\"><em>Doro Pesch<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No aquecimento do Bangers Open Air 2025, Doro Pesch mostrou por que \u00e9 considerada a rainha do metal. Com um repert\u00f3rio que mesclou cl\u00e1ssicos do Warlock e faixas mais recentes, a cantora alem\u00e3 cativou o p\u00fablico desde os primeiros acordes. A presen\u00e7a do guitarrista brasileiro Bill Hudson adicionou um toque especial \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o, especialmente na execu\u00e7\u00e3o de &#8220;Fire in the Sky&#8221;, co-escrita por ele. O ponto alto da noite foi a performance de &#8220;Breaking the Law&#8221;, cover do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/22\/balanco-savatage-rouba-a-cena-e-judas-priest-da-mais-uma-aula-de-heavy-metal-no-monsters-of-rock-2025\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Judas Priest<\/a>, que incendiou a plateia e s\u00f3 foi superada em empolga\u00e7\u00e3o pelo encerramento com &#8220;All We Are&#8221;, hino absoluto presente no disco \u201cTriumph And Agony\u201d, do Warlock. Doro interagiu com o p\u00fablico em portugu\u00eas, ergueu bandeira do Brasil (a primeira de v\u00e1rios artistas que fizeram o mesmo ritual), demonstrando carinho e respeito pelos f\u00e3s brasileiros, e entregou um show energ\u00e9tico e memor\u00e1vel no Ice Stage.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89070\" aria-describedby=\"caption-attachment-89070\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89070\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/glenn-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/glenn-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/glenn-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89070\" class=\"wp-caption-text\"><em>Glenn Hughes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">E pra encerrar a primeira noite do Bangers Open Air 2025, Glenn Hughes subiu ao palco com sua banda para entregar um set poderoso, embora relativamente curto, j\u00e1 que a prioridade foi dada \u00e0s jams. Mesmo com o tempo reduzido, n\u00e3o faltaram cl\u00e1ssicos como \u201cBurn\u201d, \u201cStormbringer\u201d e \u201cMistreated\u201d, que refor\u00e7aram a t\u00e9cnica impec\u00e1vel de Glenn e sua import\u00e2ncia no legado do Deep Purple. Apesar de um visual mais s\u00f3brio e uma postura mais contida, ficou claro que, aos 73 anos, ele ainda canta como poucos, com a mesma pot\u00eancia e intensidade de seus melhores momentos. A intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico foi m\u00ednima, o que deixou a apresenta\u00e7\u00e3o com uma energia mais introspectiva. Mas, no fim das contas, foi um encerramento digno para a noite, com respeito ao legado do hard rock e a verdadeira entrega de um dos grandes nomes da m\u00fasica.<\/p>\n<hr \/>\n<h1 style=\"text-align: center;\">DIA 2 &#8211; S\u00c1BADO (3\/5)<\/h1>\n<figure id=\"attachment_89061\" aria-describedby=\"caption-attachment-89061\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89061\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BurningWitches-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BurningWitches-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BurningWitches-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89061\" class=\"wp-caption-text\"><em>Burning Witches<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo dia de Bangers Open Air come\u00e7ou no Ice Stage com o show da Burning Witches, banda de heavy metal\/power metal da Su\u00ed\u00e7a, formada apenas por mulheres. Assim como aconteceu no dia anterior, a banda sofreu com alguns problemas t\u00e9cnicos. O volume dos bumbos estava muito alto (pelo menos na pista premium) e alguns instrumentos quase sumiram na mixagem. Entretanto, a banda mostrou muita for\u00e7a e carisma no palco, liderada pela vocalista Laura Guldemond, que canta muito. Outro destaque fica pra guitarrista Courteney Cox. No total, foram 10 m\u00fasicas em 50 minutos de apresenta\u00e7\u00e3o, que teve seu encerramento com a faixa que d\u00e1 nome \u00e0 banda: \u201cBurning Witches\u201d. A recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico foi calorosa e as meninas sa\u00edram do palco ao som de \u201col\u00ea, ol\u00ea, ol\u00ea, Witches!\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89071\" aria-describedby=\"caption-attachment-89071\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89071\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Heat-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Heat-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Heat-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89071\" class=\"wp-caption-text\"><em>H.E.A.T.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a\u00ed veio mais um dos grandes destaques dessa edi\u00e7\u00e3o do Bangers Open Air: o show do H.E.A.T. A banda j\u00e1 havia se apresentado na primeira edi\u00e7\u00e3o e, \u00e0 \u00e9poca, fez um puta show e foi recompensada pelo p\u00fablico. Neste ano n\u00e3o foi diferente. Sob um calor daqueles, o quinteto sueco fez a festa com seu hard rock mel\u00f3dico, grudento e irresist\u00edvel. Mesmo com o guitarrista Dave Dalone enfrentando problemas de sa\u00fade e tocando parte do show sentado, a energia da apresenta\u00e7\u00e3o se manteve alta, muito gra\u00e7as \u00e0 excelente presen\u00e7a de palco do vocalista Kenny Leckremo, que parecia incans\u00e1vel, correndo de um lado pro outro e interagindo o tempo todo com a plateia, e do baixista Jimmy Jay. Com um repert\u00f3rio que misturou novidades do \u00e1lbum Welcome to the Future com m\u00fasicas de outros discos, entre elas \u201cBack to the Rhythm\u201d, \u201cOne by One\u201d e \u201cLiving on the Run\u201d, a banda mostrou por que \u00e9 uma das grandes pot\u00eancias do hard rock atual. Um show redondo, vibrante e que certamente est\u00e1 entre os mais empolgantes do festival.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89077\" aria-describedby=\"caption-attachment-89077\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89077\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/municipal-2-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/municipal-2-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/municipal-2-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89077\" class=\"wp-caption-text\"><em>Municipal Waste<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Municipal Waste retornou ao Brasil ap\u00f3s 15 anos e entregou um show explosivo no Ice Stage do Bangers Open Air 2025. Em quase uma hora, a banda executou 21 m\u00fasicas, n\u00famero recorde no festival. O vocalista Tony Foresta, conhecido por seu humor \u00e1cido, interagiu constantemente com a plateia, provocando at\u00e9 mesmo os que assistiam mais afastados. Em um momento inusitado, um f\u00e3 fantasiado de Jesus Cristo fez crowdsurfing durante a execu\u00e7\u00e3o de \u201cThe Thrashin\u2019 of the Christ\u201d, arrancando risadas e aplausos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89076\" aria-describedby=\"caption-attachment-89076\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89076\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/municipal-1-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/municipal-1-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/municipal-1-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89076\" class=\"wp-caption-text\"><em>Municipal Waste<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Musicalmente, o Municipal Waste entregou um setlist que percorreu sua carreira, com destaque para faixas como \u201cYou\u2019re Cut Off\u201d e \u201cPoison the Preacher\u201d. O guitarrista Ryan Waste, al\u00e9m de comandar os riffs, assumiu alguns vocais, mostrando a coes\u00e3o da banda. A se\u00e7\u00e3o r\u00edtmica, formada por Dave Witte (bateria) e Land Phil (baixo), manteve a energia l\u00e1 em cima. Ap\u00f3s o show, Foresta agradeceu ao p\u00fablico e prometeu n\u00e3o demorar mais 15 anos para retornar ao Brasil. Se depender da recep\u00e7\u00e3o calorosa e da performance avassaladora, o Municipal Waste j\u00e1 tem lugar garantido em futuras edi\u00e7\u00f5es do Bangers (ou em outros shows).<\/p>\n<figure id=\"attachment_89083\" aria-describedby=\"caption-attachment-89083\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89083\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sonata-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sonata-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sonata-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89083\" class=\"wp-caption-text\"><em>Sonata Arctica<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Hot Stage, foi hora de um dos nomes mais importantes do metal mel\u00f3dico\/power metal (o famigerado \u201cmetal espadinha\u201d). Apesar de o Sonata Arctica ter mudado seu som ao longo dos anos (os finlandeses acrescentaram climas mais densos e uma pegada at\u00e9 mesmo de gothic metal em alguns discos), a banda ganhou proje\u00e7\u00e3o pelos estilos mencionados anteriormente. Com o p\u00fablico a favor, som redondo e repert\u00f3rio inteligente, foi jogo ganho do come\u00e7o ao fim. Um show que celebrou a hist\u00f3ria da banda e refor\u00e7ou seu lugar de destaque no metal mel\u00f3dico mundial. O vocalista Tony Kakko ainda segura muito bem as notas mais altas, como foi poss\u00edvel conferir no cl\u00e1ssico \u201cFullmoon\u201d, um dos momentos mais marcantes da apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89072\" aria-describedby=\"caption-attachment-89072\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89072\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kamelot-2-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kamelot-2-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kamelot-2-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89072\" class=\"wp-caption-text\"><em>Kamelot<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Kamelot protagonizou um feito raro no Bangers Open Air 2025: subiu ao palco em dois dias consecutivos, ap\u00f3s assumir o lugar do I Prevail, que cancelou de \u00faltima hora. A responsabilidade era grande, mas a banda norte-americana de power metal sinf\u00f4nico deu conta do recado com autoridade e eleg\u00e2ncia, presenteando os f\u00e3s com duas apresenta\u00e7\u00f5es relativamente distintas em repert\u00f3rio e atmosfera. No s\u00e1bado (que era, at\u00e9 ent\u00e3o, a data \u201coficial\u201d dos caras no Bangers), o grupo se apresentou no Ice Stage para um mar de gente, mostrando um show denso, t\u00e9cnico e potente. J\u00e1 no domingo, no Hot Stage, o p\u00fablico era menor, mas a troca de energia foi ainda mais intensa, criando um clima quase intimista \u2014 ao menos dentro da escala de um grande festival. Em ambos os dias, o vocalista Tommy Karevik esbanjou carisma e precis\u00e3o vocal, conduzindo a plateia com seguran\u00e7a e leveza.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89073\" aria-describedby=\"caption-attachment-89073\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89073\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kamelot-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kamelot-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kamelot-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89073\" class=\"wp-caption-text\"><em>Kamelot<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro destaque foi a presen\u00e7a de palco insana do baixista Sean Tibbetts. Incans\u00e1vel, ele corria de um lado ao outro, interagia com o p\u00fablico, fazia poses, brincava com os colegas de banda \u2014 um show \u00e0 parte que elevou a entrega geral do grupo. O repert\u00f3rio variado entre os dois dias tamb\u00e9m foi um ponto alto: metade das m\u00fasicas foi trocada de uma apresenta\u00e7\u00e3o para outra. Cl\u00e1ssicos como \u201cPhantom Divine (Shadow Empire)\u201d e \u201cSacrimony (Angel of Afterlife)\u201d \u2014 esta \u00faltima com participa\u00e7\u00f5es especiais das vocalistas Adrienne Cowan e Melissa Bonny no domingo \u2014 deram ainda mais brilho \u00e0 performance. Com som redondo, energia em alta e respeito total ao p\u00fablico, o Kamelot n\u00e3o s\u00f3 preencheu a lacuna deixada pelo cancelamento como reafirmou seu lugar de destaque no cora\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s brasileiros. Pronto, matamos dois coelhos numa cajadada s\u00f3.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89082\" aria-describedby=\"caption-attachment-89082\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89082\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/saxon-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/saxon-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/saxon-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89082\" class=\"wp-caption-text\"><em>Saxon<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bora continuar o s\u00e1bado, agora com a aula de heavy metal que o Saxon, no Hot Stage, a partir das 17h40. Com dois membros septuagen\u00e1rios \u2014 o vocalista Biff Byford, 74, e o baterista Nigel Glockler, 72 \u2014, a banda brit\u00e2nica optou por uma performance segura e coesa, priorizando a entrega de um show s\u00f3lido e digno de sua trajet\u00f3ria. O setlist foi uma celebra\u00e7\u00e3o dos cl\u00e1ssicos, com destaque para faixas como \u201cPower and the Glory\u201d, \u201cMotorcycle Man\u201d, \u201cDenim and Leather\u201d e \u201cPrincess of the Night\u201d. A apresenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contou com a faixa-t\u00edtulo do \u00e1lbum mais recente, \u201cHell, Fire and Damnation\u201d (2024), que abriu o show de forma cadenciada antes de emendar uma sequ\u00eancia de hinos que empolgaram o p\u00fablico. Mesmo sem a voracidade de d\u00e9cadas passadas, o Saxon demonstrou que ainda possui energia e presen\u00e7a de palco suficientes para cativar o p\u00fablico. Com uma performance t\u00e9cnica e emocionalmente envolvente, a banda brit\u00e2nica reafirmou seu legado e deixou claro que, mesmo ap\u00f3s tantos anos, ainda sabe como dar uma verdadeira aula de heavy metal.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-89068 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-26-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-26-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-26-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estava chegando a hora das duas principais atra\u00e7\u00f5es do s\u00e1bado no Bangers Open Air: Powerwolf e Sabaton. Duas das mais novas representantes do power metal, cada uma com sua particularidade. Uma foca num visual mais soturno, com direito a corpse paint e tudo; a outra, tem na base de suas m\u00fasicas a tem\u00e1tica de guerras e um visual que segue a mesma linha. As duas seguem f\u00f3rmulas j\u00e1 utilizadas no estilo. Ou seja, n\u00e3o trazem nada de novo, mas t\u00eam empolgado e entraram nas gra\u00e7as do p\u00fablico do estilo. Fato \u00e9 que, independentemente de gostar ou n\u00e3o, tanto Powerwolf quanto Sabaton ficaram grandes e fecharam o Bangers com m\u00e9ritos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89079\" aria-describedby=\"caption-attachment-89079\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89079\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/powerwolf-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/powerwolf-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/powerwolf-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89079\" class=\"wp-caption-text\"><em>Powerwolf<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Ice Stage, o Powerwolf entregou um show que, embora previs\u00edvel em sua estrutura, foi altamente eficaz em cativar o p\u00fablico. Com um set de 15 m\u00fasicas em 1h15min, a banda alem\u00e3 apostou em refr\u00e3os pegajosos, ganchos mel\u00f3dicos e uma est\u00e9tica teatral que transformou o palco em uma esp\u00e9cie de igreja sombria. O vocalista Attila Dorn demonstrou carisma ao interagir constantemente com a plateia, enquanto o tecladista Falk Maria Schlegel agitava os f\u00e3s fora de sua posi\u00e7\u00e3o habitual. Vale destacar as faixas \u201cDancing With the Dead\u201d, \u201cDemons Are a Girl\u2019s Best Friend\u201d e \u201cWe Drink Your Blood\u201d, que passou a r\u00e9gua na apresenta\u00e7\u00e3o dos caras. Apesar de seguir uma f\u00f3rmula j\u00e1 conhecida, o Powerwolf provou que sabe como entreter e manter o p\u00fablico engajado, consolidando-se como uma das grandes atra\u00e7\u00f5es do festival.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89081\" aria-describedby=\"caption-attachment-89081\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89081\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sabaton-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sabaton-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sabaton-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89081\" class=\"wp-caption-text\"><em>Sabaton<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show do Sabaton no Hot Stage n\u00e3o teve qualquer tipo de produ\u00e7\u00e3o super elaborada ou digna de um headliner.\u00c9 claro que o som \u00e9 o fator mais importante, mas a experi\u00eancia visual faz muita diferen\u00e7a (ainda mais quando estamos falando de uma banda que costuma se apresentar com uma pirotecnia maior em seus shows). A gente sabe das dificuldades em trazer um palco mais elaborado, mas um backdrop e um pouco mais de fuma\u00e7a me parece pouco pra uma banda escalada pra fechar um grande festival. Pelo menos os caras entregaram um bom show no quesito sonoro. A banda soou potente, coesa e com tudo muito bem equilibrado \u2014 m\u00e9rito tanto dos m\u00fasicos quanto da equipe t\u00e9cnica. Joakim Brod\u00e9n manteve o carisma habitual, interagindo bastante com o p\u00fablico, que respondeu com entusiasmo, principalmente nos grandes hits. A reta final do set foi o ponto alto da apresenta\u00e7\u00e3o, com m\u00fasicas como \u201cThe Art of War\u201d, \u201cResist and Bite\u201d (com direito a cita\u00e7\u00e3o de \u201cMaster of Puppets\u201d, do Metallica) e \u201cPrimo Victoria\u201d, cantadas a plenos pulm\u00f5es por boa parte da plateia. \u201cSmoking Snakes\u201d, homenagem \u00e0 For\u00e7a Expedicion\u00e1ria Brasileira, ganhou um toque especial com as luzes do palco tingidas de verde e amarelo. Mesmo com um palco mais contido do que o esperado, o Sabaton compensou com repert\u00f3rio afiado, presen\u00e7a de palco segura e uma entrega s\u00f3lida. N\u00e3o foi o encerramento mais espetacular que o Bangers Open Air j\u00e1 viu, mas cumpriu bem seu papel.<\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">DIA 3 &#8211; DOMINGO (4\/5)<\/h2>\n<figure id=\"attachment_89065\" aria-describedby=\"caption-attachment-89065\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89065\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-15-copiar-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-15-copiar-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-15-copiar-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89065\" class=\"wp-caption-text\"><em>Black Pantera<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O domingo come\u00e7ou l\u00e1 no Sun Stage, do outro lado da passarela do Memorial da Am\u00e9rica Latina, com um puta show foda do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/07\/16\/entrevista-black-pantera-fala-sobre-o-disco-perpetuo-e-a-importancia-dos-livros-e-da-cultura-preta-na-formacao-da-banda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Black Pantera<\/a>. Um dos mais importantes representantes da m\u00fasica pesada nacional da atualidade, o trio fez sua estreia no Bangers Open Air com uma apresenta\u00e7\u00e3o cheia de atitude, energia e mensagens necess\u00e1rias. Mesmo tocando cedo e longe dos palcos principais, a banda atraiu um bom p\u00fablico \u2014 que, por sinal, comprou a ideia desde o primeiro minuto. O som, afiado e pesado, teve a for\u00e7a do instrumental somada ao discurso potente das letras, que abordam racismo, desigualdade e resist\u00eancia com a urg\u00eancia que esses temas pedem. O carisma e a entrega dos irm\u00e3os Charles e Chaene da Silva, junto de Rodrigo Pancho, levantaram a galera e fizeram do show um verdadeiro ato de catarse coletiva. No grito, na pancada e na presen\u00e7a, o Black Pantera mostrou que merece cada vez mais espa\u00e7o (que a m\u00fasica pesada brasileira tem muito a dizer).<\/p>\n<figure id=\"attachment_89075\" aria-describedby=\"caption-attachment-89075\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89075\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Lord-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Lord-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Lord-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89075\" class=\"wp-caption-text\"><em>Lord of the Lost<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Corrida r\u00e1pida l\u00e1 pra Ice Stage (com uma passagem na sala de imprensa pra pegar uma \u00e1gua \u2014 o sol tava foda no domingo) pra conferir outro dos grandes destaques do Bangers Open Air: Lord of the Lost. Em 2023, no ent\u00e3o Summer Breeze Brasil, os alem\u00e3es tocaram no Sun Stage; agora, na terceira edi\u00e7\u00e3o do festival, os caras ganharam um espa\u00e7o maior e n\u00e3o decepcionaram no Hot Stage. A banda faz uma mistura potente de gothic, industrial e hard rock (com pitadas de glam aqui e ali) e tem uma presen\u00e7a de palco bem marcante. Tudo isso de nada adiantaria se o som fosse ruim, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Mas n\u00e3o \u00e9 o caso. As 13 m\u00fasicas presentes s\u00e3o muito boas e surpreenderam positivamente os menos avisados. O vocalista Chris &#8220;Lord&#8221; Harms conduziu muito bem o show e a galera respondeu. Destaques para a abertura com a pegajosa \u201cThe Curtain Falls\u201d, \u201cDestruction Manual\u201d (que \u00e9 um arrega\u00e7o de boa e agitou o p\u00fablico), \u201cDrag Me to Hell\u201d e \u201cBlood &amp; Glitter\u201d, que encerrou o show de uma banda que, com certeza, ganhou novos f\u00e3s no Bangers Open Air. Vale ressaltar que, nesse hor\u00e1rio (a banda subiu ao palco \u00e0s 12h55) o p\u00fablico no Memorial j\u00e1 era maior, comparado ao mesmo hor\u00e1rio do dia anterior.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89078\" aria-describedby=\"caption-attachment-89078\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89078\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Paradise-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Paradise-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Paradise-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89078\" class=\"wp-caption-text\"><em>Paradise Lost<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00ed veio no Ice Stage um show que era muito aguardado, que teve um setlist matador, mas que foi imensamente prejudicado pela qualidade do som (um absurdo de alto): Paradise Lost. A apresenta\u00e7\u00e3o do lend\u00e1rio grupo brit\u00e2nico, refer\u00eancia do doom e do gothic metal, acabou sendo ofuscada por uma mix embolada, que fez muita gente procurar um canto mais afastado para conseguir absorver o show minimamente. Foi uma pena, porque a banda mandou ver. Nick Holmes estava em boa forma nos vocais, os riffs soturnos e melanc\u00f3licos de Greg Mackintosh carregavam toda a atmosfera t\u00edpica do grupo, e a sele\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas agradou tanto os f\u00e3s mais antigos quanto os mais recentes. Teve destaque para cl\u00e1ssicos como \u201cAs I Die\u201d, \u201cSay Just Words\u201d e \u201cOne Second\u201d, que em condi\u00e7\u00f5es normais teriam levado o p\u00fablico a um transe coletivo. Mesmo com a performance s\u00f3lida e a entrega da banda, o som estourado e mal resolvido tirou parte da for\u00e7a da experi\u00eancia (o que, para uma banda t\u00e3o clim\u00e1tica, faz toda a diferen\u00e7a). Um show que poderia ter sido memor\u00e1vel, mas que infelizmente ficou abaixo por um problema t\u00e9cnico que n\u00e3o dava para ignorar. Na sequ\u00eancia, o Kamelot subiu ao Hot Stage (j\u00e1 falamos sobre o show na dobradinha com o de s\u00e1bado, ent\u00e3o vamos voltar pro Ice Stage, onde o bicho pegou \u00e0s 16h55).<\/p>\n<figure id=\"attachment_89086\" aria-describedby=\"caption-attachment-89086\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89086\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kerry-King-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kerry-King-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Kerry-King-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89086\" class=\"wp-caption-text\"><em>Kerry King<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero de camisetas do Slayer e do pr\u00f3prio Kerry King que circulavam pelo Memorial da Am\u00e9rica Latina j\u00e1 entregava que muita gente foi no domingo com um prop\u00f3sito bem claro: conferir o show da nova banda do eterno guitarrista do Slayer. E quem foi n\u00e3o se decepcionou (inclusive este redator, que quase trocou o show do Kerry King pelo do Haken, que rolava no mesmo hor\u00e1rio l\u00e1 no Sun Stage). No palco, o que se viu foi exatamente o que se esperava: um thrash metal direto, agressivo e barulhento, sem frescura. Kerry King n\u00e3o est\u00e1 reinventando a roda (nem quer). A proposta aqui \u00e9 manter vivo o esp\u00edrito do Slayer com faixas r\u00e1pidas, r\u00edspidas e recheadas de riffs que parecem serrar o ar. O p\u00fablico respondeu com intensidade, abrindo rodas e cantando junto, mesmo nas m\u00fasicas novas, que ainda est\u00e3o frescas na mem\u00f3ria coletiva. Ao lado de m\u00fasicos como Mark Osegueda (Death Angel) no vocal e Paul Bostaph (outro ex-Slayer) na bateria, a banda soou entrosada e brutal. Os momentos de maior empolga\u00e7\u00e3o, claro, vieram com os cl\u00e1ssicos da antiga casa, como \u201cDisciple\u201d e \u201cRaining Blood\u201d, que fizeram o ch\u00e3o do Hot Stage tremer. Visualmente, nada de espetacular, o foco era mesmo a m\u00fasica, e a entrega foi total. Kerry deixou claro, com a guitarra em punho, que sua miss\u00e3o \u00e9 manter viva a ess\u00eancia do thrash como ele acredita que deve ser feita: sem concess\u00f5es. Miss\u00e3o cumprida.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89060\" aria-describedby=\"caption-attachment-89060\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89060\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Blindguardian-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Blindguardian-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Blindguardian-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89060\" class=\"wp-caption-text\"><em>Blind Guardian<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show do Blind Guardian no Hot Stage aconteceu praticamente de \u00faltima hora. Ap\u00f3s o cancelamento das bandas Knocked Loose e We Came as Romans, os &#8220;bardos&#8221; (ao lado do Destruction) assumiram a posi\u00e7\u00e3o \u2014 e entregaram uma das apresenta\u00e7\u00f5es mais \u00e9picas do domingo no Bangers Open Air 2025. Com um setlist generoso e uma performance afiada, os alem\u00e3es transformaram o imprevisto em oportunidade. O p\u00fablico, que j\u00e1 demonstrava empolga\u00e7\u00e3o desde os primeiros acordes (poucas bandas t\u00eam a capacidade de abrir um show com uma m\u00fasica mais cadenciada, mas &#8220;Imaginations from the Other Side \u00e9 t\u00e3o cl\u00e1ssica que permite que os alem\u00e3es fa\u00e7am isso sem ningu\u00e9m reclamar), mergulhou de cabe\u00e7a nos cl\u00e1ssicos da banda.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89089\" aria-describedby=\"caption-attachment-89089\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89089\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-2-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-2-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-2-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89089\" class=\"wp-caption-text\"><em>Blind Guardian<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dali em diante, foi s\u00f3 ladeira acima: uma sequ\u00eancia poderosa de m\u00fasicas que transitavam entre o \u00e9pico, o veloz e o emocional, com destaque para \u201cTime Stands Still (at the Iron Hill)\u201d, \u201cThe Bard\u2019s Song\u201d (cantada em un\u00edssono pelo p\u00fablico) e, claro, o encerramento apote\u00f3tico com \u201cValhalla\u201d, acompanhada por um daqueles coros intermin\u00e1veis que s\u00f3 o Blind Guardian consegue arrancar da plateia. Hansi K\u00fcrsch se mostrou em \u00f3tima forma vocal e esbanjou carisma, enquanto Andr\u00e9 Olbrich e Marcus Siepen deram aula de riffs e melodias. A banda estava visivelmente empolgada, talvez at\u00e9 surpresa com a recep\u00e7\u00e3o calorosa, considerando a escala\u00e7\u00e3o de \u00faltima hora. Se algu\u00e9m ainda duvidava da for\u00e7a do Blind Guardian em palcos grandes e festivais variados, o Bangers 2025 tratou de encerrar o assunto. Foi uma aula de power metal e de como transformar um plano B em destaque absoluto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89084\" aria-describedby=\"caption-attachment-89084\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89084\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/wasp-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/wasp-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/wasp-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89084\" class=\"wp-caption-text\"><em>W.A.S.P.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O W.A.S.P. acabou ficando um pouco deslocado entre Blind Guardian e Avantasia (j\u00e1 que, teoricamente, o p\u00fablico das duas bandas \u00e9 bem parecido), mas por ser um dos pilares do hard rock\/heavy metal, \u00e9 claro que tinha p\u00fablico de sobra no Bangers Open Air. E Blackie Lawless sabia disso: subiu ao palco com presen\u00e7a de esp\u00edrito, cercado de m\u00fasicos afiados e um repert\u00f3rio com prop\u00f3sito bem claro. Para celebrar os 40 anos da banda, o W.A.S.P. tocou na \u00edntegra o disco de estreia autointitulado, lan\u00e7ado em 1984, cl\u00e1ssico absoluto do metal oitentista. M\u00fasicas como \u201cThe Flame\u201d, \u201cSleeping (In the Fire)\u201d, \u201cHellion\u201d, \u201cSchool Daze\u201d e, claro, os hinos \u201cI Wanna Be Somebody\u201d e \u201cL.O.V.E. Machine\u201d incendiaram o Ice Stage, mostrando que o tempo n\u00e3o apagou o impacto daquele \u00e1lbum.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89088\" aria-describedby=\"caption-attachment-89088\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89088\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/001-3-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/001-3-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/001-3-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89088\" class=\"wp-caption-text\"><em>W.A.S.P.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro destaque foi Aquiles Priester (que nasceu na cidade de Outjo, no ent\u00e3o Sudoeste Africano \u2014 atual Nam\u00edbia \u2014, mas que se mudou para o Brasil ainda na inf\u00e2ncia), que ocupa a bateria com a t\u00e9cnica e presen\u00e7a que o consagraram ao redor do mundo. Ao inv\u00e9s de um solo tradicional, Aquiles preferiu se comunicar diretamente com o p\u00fablico, arrancando aplausos e risadas, um gesto que trouxe ainda mais proximidade e carisma ao show. Sem precisar de pirotecnia ou cen\u00e1rio exagerado, o W.A.S.P. apostou na for\u00e7a da m\u00fasica e na entrega dos m\u00fasicos para fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o digna de seus 40 anos de estrada.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89058\" aria-describedby=\"caption-attachment-89058\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89058\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Avantasia-2-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Avantasia-2-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Avantasia-2-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89058\" class=\"wp-caption-text\"><em>Avantasia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tempos, o Avantasia deixou de ser um projeto para se tornar uma grande banda capitaneada pela genialidade de Tobias Sammet. Particularmente, \u00e9 uma das minhas bandas da vida, ent\u00e3o \u00e9 sempre emocionante ver os caras (e a trupe de vocalistas que sempre os acompanham). O show do Avantasia no Bangers Open Air 2025 foi um dos grandes destaques da \u00faltima noite do festival. A apresenta\u00e7\u00e3o, realizada no Hot Stage, teve um cen\u00e1rio incr\u00edvel, com pilares e port\u00f5es que simulavam a entrada de uma mans\u00e3o abandonada, criando uma atmosfera dram\u00e1tica e \u00e9pica desde o come\u00e7o. O tel\u00e3o, sempre impec\u00e1vel, trazia imagens que se conectavam perfeitamente com as m\u00fasicas, criando uma experi\u00eancia audiovisual envolvente. Tobias Sammet, como sempre, fez quest\u00e3o de interagir com o p\u00fablico e pediu que todos gritassem sempre que ele mencionasse &#8220;S\u00e3o Paulo&#8221; ou &#8220;Brasil&#8221;, o que ajudou a criar uma conex\u00e3o ainda mais intensa com a plateia. O carisma de Sammet e a presen\u00e7a de palco da banda foram contagiantes, e o p\u00fablico retribuiu com muita energia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89057\" aria-describedby=\"caption-attachment-89057\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89057\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Avantasia-1-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Avantasia-1-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Avantasia-1-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89057\" class=\"wp-caption-text\"><em>Avantasia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O setlist foi repleto de cl\u00e1ssicos, incluindo faixas como &#8220;Reach Out for the Light&#8221;, &#8220;The Scarecrow&#8221;, &#8220;Dying for an Angel&#8221; e, claro, o medley &#8220;Sign of the Cross\/The Seven Angels&#8221;, que fechou o show com uma explos\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es. O Avantasia contou com a participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios vocalistas, incluindo Adrienne Cowan, Tommy Karevik (que j\u00e1 tinha subido ao palco do Bangers duas vezes com o Kamelot), Herbie Langhans, Eric Martin, Ronnie Atkins, e Jeff Scott Soto, que cantou com a banda pela primeira vez, apesar de nunca ter participado dos est\u00fadios da banda. A sinergia entre todos os vocalistas trouxe uma riqueza \u00e0 performance, deixando o show ainda mais memor\u00e1vel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_89087\" aria-describedby=\"caption-attachment-89087\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89087\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-7-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-7-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-7-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-89087\" class=\"wp-caption-text\"><em>Avantasia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, uma das minhas m\u00fasicas preferidas da banda, &#8220;The Story Ain&#8217;t Over&#8221;, que conta com os vocais de Bob Catley, ficou de fora. A aus\u00eancia foi sentida, mas \u00e9 poss\u00edvel entender os cortes que a banda fez em seu setlist, j\u00e1 que, no contexto do festival, eles tiveram menos de duas horas de apresenta\u00e7\u00e3o, enquanto a turn\u00ea normalmente passa de duas horas e meia. Mesmo com o tempo reduzido, o show foi impec\u00e1vel. A qualidade sonora estava excelente, e o Avantasia entregou tudo o que o p\u00fablico esperava, com uma performance \u00e9pica, visualmente impressionante e com o poder vocal de todos os envolvidos. Um fechamento perfeito para o Bangers Open Air 2025, consolidando ainda mais a posi\u00e7\u00e3o do Avantasia como uma das maiores atra\u00e7\u00f5es do metal mundial.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-89069 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-28-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-28-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-28-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Bangers Open Air 2025 foi, sem d\u00favida, um grande sucesso e um evento marcante para todos os f\u00e3s da m\u00fasica pesada. Ao longo dos tr\u00eas dias de festival, o p\u00fablico teve a oportunidade de assistir a algumas das maiores bandas do metal e hard rock, tanto do cen\u00e1rio internacional quanto nacional. A variedade de estilos, a energia das apresenta\u00e7\u00f5es e a dedica\u00e7\u00e3o das bandas demonstraram a for\u00e7a do metal em todas as suas vertentes. Com uma organiza\u00e7\u00e3o bem estruturada e \u00f3timo um line-up, o evento refor\u00e7a sua import\u00e2ncia no calend\u00e1rio de festivais, mantendo-se como um dos maiores e mais importantes do Brasil, e garantindo que o metal continue a ter o reconhecimento e a celebra\u00e7\u00e3o que merece. Pode vir o de 2026.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89064 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-5-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-5-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dougmosh-5-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Paulo Pontes \u00e9 colaborador do\u00a0<a href=\"http:\/\/whiplash.net\/autores\/paulopontes.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Whiplash<\/a>\u00a0e escreve de rock, hard rock e metal no Scream &amp; Yell. \u00c9 autor do livro \u201c<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=2123311197759382&amp;set=a.356284934462026&amp;type=3&amp;theater\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Arte de Narrar Vidas: hist\u00f3rias al\u00e9m dos biografados<\/a>\u201c.<\/em><br \/>\n<em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dougmosh.prod\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Douglas Mosh<\/a>\u00a0\u00e9 fot\u00f3grafo de shows e produtor. Conhe\u00e7a seu trabalho em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dougmosh.prod\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/dougmosh.prod<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ao longo dos tr\u00eas dias de festival, o p\u00fablico teve a oportunidade de assistir a algumas das maiores bandas do metal!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/05\/07\/bangers-open-air-2025-mudanca-de-nome-nao-altera-essencia-do-festival-repleto-de-shows-excelentes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":65,"featured_media":89091,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7681,7680],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89054"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/65"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89054"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89054\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89099,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89054\/revisions\/89099"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89091"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}