{"id":88835,"date":"2025-04-24T00:01:15","date_gmt":"2025-04-24T03:01:15","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=88835"},"modified":"2025-05-14T00:09:13","modified_gmt":"2025-05-14T03:09:13","slug":"projeto-marginalia-metropolitana-coloca-luz-sobre-a-cena-eletronica-de-porto-alegre-e-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/24\/projeto-marginalia-metropolitana-coloca-luz-sobre-a-cena-eletronica-de-porto-alegre-e-regiao\/","title":{"rendered":"Projeto \u201cMargin\u00e1lia Metropolitana\u201d lan\u00e7a luz sobre a cena eletr\u00f4nica de Porto Alegre e regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito se fala sobre o rock ga\u00facho, r\u00f3tulo que, ao mesmo tempo, serve como selo de qualidade pra uns e como designa\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica sem muito apelo para outros. Mas o estado mais ao sul do Brasil tamb\u00e9m tem outras cenas musicais correndo \u00e0 margem. E n\u00e3o \u00e9 de hoje. Uma delas \u00e9 a eletr\u00f4nica, mote do projeto \u201cMargin\u00e1lia Metropolitana\u201d, que tem financiamento da Lei Paulo Gustavo e contempla <a href=\"https:\/\/linktr.ee\/MarginaliaMetropolitana\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma colet\u00e2nea de m\u00fasicas<\/a>, um livro e uma festa de rua \u2013 tudo com foco geogr\u00e1fico na produ\u00e7\u00e3o de Porto Alegre e regi\u00e3o metropolitana. A organiza\u00e7\u00e3o da iniciativa \u00e9 do produtor cultural <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Wender+Zanon\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wender Zanon<\/a>, de Canoas, que tem um trabalho voltado a colocar a pr\u00f3pria aldeia em evid\u00eancia fora das fronteiras da capital ga\u00facha e seus munic\u00edpios sat\u00e9lites. Com ele na batida deste corre est\u00e3o o produtor cultural Vitor Cunha (produ\u00e7\u00e3o), o produtor musical Marcelulose (curador e produtor musical respons\u00e1vel pela mix e master da compila\u00e7\u00e3o sonora) e o psic\u00f3logo\/DJ Gabriel Bernardo (vulgo GB, organizador do livro).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rave a c\u00e9u aberto, que marcou oficialmente o lan\u00e7amento da empreitada, rolou dia 3 de maio, na sa\u00edda da esta\u00e7\u00e3o Mercado do Trensurb, em Porto Alegre, tendo como atra\u00e7\u00f5es os sete artistas que integram a colet\u00e2nea. A produ\u00e7\u00e3o do evento \u00e9 do Coletivo Plano, um agrupamento da galera do rol\u00ea eletr\u00f4nico porto-alegrense que tem se destacado. Wender pontua que o local escolhido retoma o paradeiro de algumas festas (do Coletivo Arrua\u00e7a) que foram marcantes para o nicho. Segundo ele, o espa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 usado h\u00e1 algum tempo para celebra\u00e7\u00f5es, e dialoga com a proposta do projeto sobre a rotina numa regi\u00e3o metropolitana. Al\u00e9m disso, o lugar \u00e9 de f\u00e1cil acesso e um ponto tradicional da cidade, bem na frente do Mercado P\u00fablico \u2013 um dos tantos endere\u00e7os afetado pela enchente de 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFazer na rua vai ao encontro de um espa\u00e7o de circula\u00e7\u00e3o da musica eletr\u00f4nica. Pra mim, a m\u00fasica eletr\u00f4nica obteve essa conquista, renovou a m\u00fasica brasileira contempor\u00e2nea, prop\u00f4s coisas novas, e muito disso se d\u00e1 a partir da ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico. \u00c9 na rua onde tudo acontece, as coisas inusitadas. \u00c9 um espa\u00e7o democr\u00e1tico, aonde todo mundo chega e curte. Quem \u00e9 do meio, quem n\u00e3o \u00e9&#8230; quem t\u00e1 de passagem. Faz muito sentido que uma atividade do projeto, a festa, seja num espa\u00e7o publico tamb\u00e9m\u201d , explica Wender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com ele, a inten\u00e7\u00e3o de \u201cMargin\u00e1lia Metropolitana\u201d como um todo, \u00e9 \u201cevidenciar e registrar um momento dessa hist\u00f3ria viva, que est\u00e1 sendo constantemente escrita, por muitas m\u00e3os, p\u00e9s, cabe\u00e7as, f\u00edgados e cora\u00e7\u00f5es, apesar das limita\u00e7\u00f5es materiais e das realidades das nossas cidades.\u201d Al\u00e9m disso, o trabalho faz um uma homenagem p\u00f3stuma a Matheus Miranda Ribeiro, o Tabu (DJ, produtor musical e cultural e articulador que foi refer\u00eancia na m\u00fasica eletr\u00f4nica local).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme o organizador, o trampo n\u00e3o pretende ser a verdade sobre a cena. Mas, sim, um registro baseado na fic\u00e7\u00e3o que cada envolvido no projeto cria para si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 um trabalho de registro, de mem\u00f3ria. N\u00e3o s\u00f3 de olhar para o passado, mas de captar o agora. Faltava uma documenta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o fosse acad\u00eamica disso\u201d, avalia Wender.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Margin\u00e1lia Metropolitana\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLXEWMmL9FX_8v_UZqbHetm2_a8Lb-uIoI\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A colet\u00e2nea do projeto apresenta composi\u00e7\u00f5es de Marcelulose, Pianki, PV5000, Nog4rya, Turva, Faylon e DJ Mtn9090 \u2013 cada um contribuindo com duas faixas e mostrando viv\u00eancias e experi\u00eancias oriundas da regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcelulose aponta que os escolhidos s\u00e3o artistas que expressam uma sonoridade local e \u00fanica, mesmo com suas singularidades. Em sua curadoria, ele avaliou quest\u00f5es est\u00e9ticas e o quanto significa pra cada um a m\u00fasica local. \u201cO crit\u00e9rio foi basicamente a import\u00e2ncia das produ\u00e7\u00f5es musicais para o cen\u00e1rio daqui. Artistas emergentes e historicamente marginalizados. Tamb\u00e9m busquei incentivar a surgir novos produtores a partir do suporte monet\u00e1rio, com isso conseguiram investir em estudos de produ\u00e7\u00e3o. E gerar recursos para os produtores que j\u00e1 est\u00e3o s\u00f3lidos em suas composi\u00e7\u00f5es\u201d, pontua o curador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro, que serve como documento hist\u00f3rico do movimento de m\u00fasica eletr\u00f4nica no Rio Grande do Sul, traz relatos assinados por Leo Felipe (comunicador e antigo dono <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/05\/28\/livro-a-fantastica-fabrica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">do lend\u00e1rio Garagem Herm\u00e9tica<\/a>), Eduarda Heineck Fernandes (cientista social e pesquisadora), Bruno Barros (produtor cultural), Mariana Gon\u00e7alves Silva (soci\u00f3loga e DJ) e Tom Nunes (agente cultural), al\u00e9m do GB. S\u00e3o seis escritas reflexivas, nas quais os autores se deixaram afetar pela escuta da colet\u00e2nea e produziram artigos, ensaios e devaneios sobre o cen\u00e1rio da m\u00fasica eletr\u00f4nica na grande Porto Alegre. Cada um trazendo a perspectiva de seu meio de atua\u00e7\u00e3o. O material conta ainda com uma grande entrevista coletiva que revela a hist\u00f3ria das pessoas que produziram as faixas que comp\u00f5em o registro musical, bem como a apresenta\u00e7\u00e3o do coletivo Plano.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-88838 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Capa-da-coletanea-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Capa-da-coletanea-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Capa-da-coletanea-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Capa-da-coletanea-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gabriel \u201cGB\u201d, que ficou respons\u00e1vel pelo conte\u00fado textual, diz que a sele\u00e7\u00e3o dos autores teve como um dos crit\u00e9rios o recorte territorial, a familiaridade com a cena que \u00e9 mote do projeto, bem como a diversidade. \u201cFomos levantando os nomes e percebendo que essas pessoas davam conta de diferentes vis\u00f5es que poderiam ser produzidas. Tem gente do campo da comunica\u00e7\u00e3o, do jornalismo, que poderia dar a contribui\u00e7\u00e3o a partir dessa perspectiva. Tem pessoas que t\u00eam um estudo mais acad\u00eamico, no campo das ci\u00eancias humanas, sociologia, antropologia. H\u00e1, ainda, a galera da literatura. T\u00ednhamos, tamb\u00e9m, a tarefa de reunir um grupo que fosse diverso do ponto de vista dos v\u00e1rios marcadores sociais (pessoas pretas, LGBTQIAPN+), para que n\u00e3o ficasse s\u00f3 em figuras que ocupam posi\u00e7\u00f5es de privil\u00e9gio na nossa sociedade\u201d, destaca GB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A publica\u00e7\u00e3o est\u00e1 disponibilizada gratuitamente em pdf no site <a href=\"https:\/\/marginaliametropolitana.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.marginaliametropolitana.com.br<\/a> e tem tiragem de 500 exemplares impressos, sendo que 20% das c\u00f3pias devem ser doadas para bibliotecas p\u00fablicas, comunit\u00e1rias e escolas do Rio Grande do Sul. A obra tem ainda <a href=\"https:\/\/marginaliametropolitana.com.br\/audiolivro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma vers\u00e3o em audiolivro<\/a>. A identidade do projeto todo \u00e9 da artista visual e produtora cultural Amanda de Abreu Assma, j\u00e1 a diagrama\u00e7\u00e3o do livro \u00e9 da tamb\u00e9m artista visual Ana C\u00e2ndida Sommer. <a href=\"https:\/\/marginaliametropolitana.com.br\/coletanea\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ou\u00e7a a colet\u00e2nea<\/a> e conhe\u00e7a os artistas que participam do registro:<\/p>\n<figure id=\"attachment_88841\" aria-describedby=\"caption-attachment-88841\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88841\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pianki.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pianki.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pianki-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88841\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pianki<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pianki<\/strong> \u2013 a.k.a Leo Pianki \u00e9 produtor musical, produtor cultural e DJ. Co-produz os coletivos Turmalina e ZonaEXP. Desde o in\u00edcio da sua carreira art\u00edstica, foca em trazer novas perspectivas da m\u00fasica eletr\u00f4nica de pista \u00e0 tona. Ingressou na cena frequentando festas de rua de m\u00fasica eletr\u00f4nica, como Arrua\u00e7a e Vorlat, por volta de 2014. Na \u00e9poca, estudava arquitetura e tinha interesse na influ\u00eancia destes eventos no urbanismo da cidade. O ritmo sempre fez parte da sua vida: chegou a tocar viol\u00e3o quando era mais novo, e arriscava na percuss\u00e3o nos sambas que rolavam na casa dos av\u00f3s. Em 2016, vendeu sua guitarra e comprou uma controladora Akai, depois de assistir algumas apresenta\u00e7\u00f5es em live act e decidir baixar o Ableton Live. A partir da\u00ed, come\u00e7ou a produzir m\u00fasica eletr\u00f4nica de maneira despretensiosa e em 2018 j\u00e1 estava tocando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suas produ\u00e7\u00f5es e DJ sets exploram um ambiente hipn\u00f3tico por\u00e9m balanceado, alinhando sua est\u00e9tica com vertentes do house e techno. Se apresentou em diversos eventos locais e do Brasil, como ODD (SP), 1010 + Boiler Room (BH), R\u00e1dio Veneno (SP), Caldo Love (SP \u2013 em edi\u00e7\u00e3o especial no RJ), Comuna (RJ). Como produtor musical, teve seus primeiros releases pela label ZonaEXP, participou da colet\u00e2nea Escape from S\u00e3o Paulo, do selo In Their Feelings e Anexo Projeto, al\u00e9m, de lan\u00e7amentos pela Nice &amp; Deadly (BSB) e XXIII (Portugal). Atualmente desenvolve seu projeto @dance.report e, junto ao coletivo Turmalina, realizou em 2021 a Feijoada Turmalina, imers\u00e3o criativa com o objetivo de compartilhamento dos conhecimentos de produ\u00e7\u00e3o multim\u00eddia, mixagem DJ e estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o dos integrantes do coletivo, contemplando artistas perif\u00e9ricos de Porto Alegre e da regi\u00e3o metropolitana \u2013 projeto financiado pelo Natura Musical de imers\u00e3o art\u00edstica e fomento de cenas.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_88839\" aria-describedby=\"caption-attachment-88839\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-88839 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/marcelulose-foto-luizahmltn-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/marcelulose-foto-luizahmltn-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/marcelulose-foto-luizahmltn-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88839\" class=\"wp-caption-text\"><em>Marcelulose<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marcelulose<\/strong> \u2013 a.k.a Marcelo Silva \u00e9 natural de S\u00e3o Leopoldo, mas foi adotado por Canoas, regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. Em 2013, entre sintetizadores, hardwares e timbres anal\u00f3gicos, iniciou seu trabalho na m\u00fasica. \u00c9 fascinado por ferramentas de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1udio e tamb\u00e9m inspirado em bandas psicod\u00e9licas e experimentais setentistas. Arrancou sua caminhada musical por meio desses estilos, e somente ap\u00f3s alguns anos decidiu mergulhar no cen\u00e1rio da m\u00fasica eletr\u00f4nica. Antes disso, passou pelo viol\u00e3o, guitarra e teclado, e terminou tocando synth em uma banda de rock experimental \u2013 j\u00e1 na n\u00f3ia dos timbres eletr\u00f4nicos. Autodidata, estudava lendo os manuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2017, foi impactado por um set da Kika no Soundcloud, e decidiu ir ver o que rolava com seus pr\u00f3prios olhos. Seu primeiro rol\u00ea de rua de m\u00fasica eletr\u00f4nica foi uma Cerne, embaixo do Aerom\u00f3vel, onde ouviu a m\u00fasica da Saskia e do Tabu, que se apresentavam ao vivo. Depois disso, come\u00e7ou a colar direto nos rol\u00eas, se enturmando com a galera da produ\u00e7\u00e3o musical. Era conhecido como \u201co guri dos plugins\u201d, porque fazia a m\u00e3o de passar dicas de VSTs. Ao mesmo tempo, formou com Lu\u00edsa Muccillo o duo chamado banKu, um live act sincero como seus sentimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cena. Apoiados por Tabu, lan\u00e7aram tracks em selos independentes e tocaram em algumas festas. Em breve, entraria na ZonaEXP, n\u00facleo verdadeiramente underground de Porto Alegre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, considera-se ex-DJ, sendo not\u00e1vel produtor musical, engenheiro de mixagem e masteriza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de articulador cultural. Come\u00e7ou a ganhar espa\u00e7o na cena logo que entrou, l\u00e1 em 2017, apresentando seu conhecimento amplo e freestyle sobre sonoridades eletr\u00f4nicas urbanas, o que passou a ser a ess\u00eancia de sua cria\u00e7\u00e3o como produtor. J\u00e1 lan\u00e7ou tracks pelas gravadoras DSRPTV Rec, T REC, Pirat\u00e3o Rec, Trinka, ZonaExp, Raio-X, Goma Rec, Fazedores de SOM, Neurokat Records e CLAN DESTINE RECORDS. Marcelo \u00e9 fechamento no circuito underground de Porto Alegre, e al\u00e9m da ZonaEXP, participou do selo GOMA rec., outro expoente da cidade. Hoje comp\u00f5e o n\u00facleo do selo Raio-X, al\u00e9m de tamb\u00e9m ser curador e mediador do programa \u201c\u00c9 Track ou Beat?\u201d, produzido em conjunto com Mtn9090 na Senso R\u00e1dio, plataforma online sediada em Novo Hamburgo, regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. Al\u00e9m de ter produzido duas tracks para este VA, Marcelulose foi o curador musical e masterizador da colet\u00e2nea que comp\u00f5e este projeto, ponto de partida deste livro.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_88843\" aria-describedby=\"caption-attachment-88843\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88843\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/nog4yra.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"749\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/nog4yra.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/nog4yra-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/nog4yra-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88843\" class=\"wp-caption-text\"><em>nog4yra<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nog4yra<\/strong> \u2013 a.k.a Una Akan \u00e9 DJ, produtor musical e integrante do coletivo T (@ttt.tt.ttt). Baterista desde a inf\u00e2ncia, aprendeu a tocar v\u00e1rios instrumentos de percuss\u00e3o, como atabaque, agog\u00f4, tamborim, surdo, afox\u00e9, bong\u00f4, conga\u2026 Atualmente mora em Salvador (BA), mas nasceu no Rio Grande do Sul. At\u00e9 os 18 anos morou na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. Em 2016, diretamente de Gua\u00edba City, mudou-se para a capital. A partir de ent\u00e3o, foi presen\u00e7a confirmada nos fronts e nas pickups da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta de 2014, quando ainda morava em Gua\u00edba, come\u00e7ou a frequentar com os amigos alguns rol\u00eas de rua em Porto Alegre, como o Largo Vivo. A partir da\u00ed, conheceu a cena de m\u00fasica eletr\u00f4nica, principalmente nas festas de rua, como Cerne e Arrua\u00e7a. Depois, conheceu Base, Vorlat, Plano e outros coletivos que foram surgindo. Tornou-se agitador do front por anos antes de come\u00e7ar a tocar. Nessa \u00e9poca, vendia salgados veganos e cacha\u00e7a nos rol\u00eas. Em uma destas festas de rua, ouviu uma voz cantar no microfone, dram\u00e1tica e experimental: era Saskia. Passou a procurar por aquelas m\u00fasicas, que transgrediam os limites tradicionais, cheias de met\u00e1foras, pensamentos inusitados\u2026 Ficou obcecado: que tipo de constru\u00e7\u00e3o sonora \u00e9 essa? A partir de ent\u00e3o, pesquisou sobre produ\u00e7\u00e3o musical, baixou o Ableton Live e, finalmente, em 2019, matriculou-se em um curso, ainda sem inten\u00e7\u00e3o de ser DJ. Queria botar algo pra fora por meio da m\u00fasica, ver at\u00e9 onde poderia chegar. Queria criar viagens sonoras e mundos internos. O interesse na produ\u00e7\u00e3o musical despertou a vontade de aprender a tocar, na mesma inten\u00e7\u00e3o, de criar suas pr\u00f3prias trips.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DJ e produtor musical desde 2019, em 2020 passou a integrar o Coletivo T. Com tr\u00eas \u00e1lbuns lan\u00e7ados e mais de 16 lan\u00e7amentos em gravadoras pelo Brasil, Holanda, S\u00e9rvia e Fran\u00e7a. Seu foco de pesquisa assemelha-se \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o musical: baterias intensas, kicks marcantes, synths envolventes e samples brasileiros. Mescla g\u00eaneros como Electro, Techno, Jungle, Bass, Breaks, House e Eletrofunk.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_88844\" aria-describedby=\"caption-attachment-88844\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88844\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/mt9090.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/mt9090.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/mt9090-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88844\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mtn9090<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mtn9090<\/strong> \u2013 a.k.a Marcos Martinelli \u00e9 natural de Itaqui, cidade no interior do Rio Grande do Sul, no extremo oeste do estado, fronteira com a Argentina. Passou a inf\u00e2ncia e a juventude em Viam\u00e3o, na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, mais tarde mudando-se para a capital. Moldado por essas viv\u00eancias, com seus tr\u00e2nsitos e deslocamentos, destaca-se no cen\u00e1rio local com uma abordagem sonora disruptiva, em que batidas quebradas, ritmos acelerados e m\u00fasicas intensas criam uma narrativa que distorce e provoca a pista de dan\u00e7a. Ao longo de sua trajet\u00f3ria, brincou com muitos instrumentos: das cordas \u00e0 percuss\u00e3o, chegando nos sintetizadores, sequenciadores, samplers e drum machines.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua jornada na \u201ccena\u201d come\u00e7a em 2016, quando descobriu a experi\u00eancia de pista, apaixonando-se pela cultura DJ. A partir de ent\u00e3o, frequentou festas, explorou novas sonoridades e conectou-se com DJs e a comunidade ao redor. Esse envolvimento o levou a produzir eventos e a trabalhar diretamente com amigos DJs, com seus bookings e agendas. Paralelamente, atuou como artista visual e designer gr\u00e1fico, criando artes para as festas. Com o tempo, o interesse pela discotecagem cresceu, e dedicou-se \u00e0 pesquisa musical e tamb\u00e9m \u00e0 apresentar sua curadoria. Esse mergulho natural na m\u00fasica acabou levando-o, por fim, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o musical. Come\u00e7ou a tocar como DJ em 2016: sua primeira apresenta\u00e7\u00e3o foi no \u201cGaragismo\u201d, festa que ocorria literalmente na garagem de uma casa, epis\u00f3dio que contou at\u00e9 com a pol\u00edcia para acabar com o rol\u00ea. Em 2018, come\u00e7ou a criar seus primeiros experimentos de som \u2013 utilizando uma Electribe ESX-1 e conhecimentos b\u00e1sicos de Ableton Live \u2013 para, em 2020, lan\u00e7ar seus primeiros projetos como produtor musical. Apesar de j\u00e1 ter produzido milhares de tracks, ainda se v\u00ea, acima de tudo, como DJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente morando em S\u00e3o Paulo, Mtn9090 \u00e9 integrante do Coletivo Arrua\u00e7a, curador do cat\u00e1logo sonoro da label independente Raio X, al\u00e9m de mediar, ao lado de Marcelulose, o programa \u201c\u00c9 Track ou Beat?\u201d transmitido pela Senso R\u00e1dio, de Novo Hamburgo, regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. Atuando em meio a um circuito de produ\u00e7\u00e3o independente e com recursos limitados, sua pesquisa tem como base o house e o techno cl\u00e1ssicos de Detroit e Chicago, mas tamb\u00e9m passa por g\u00eaneros como juke, drum\u2019n&#8217;bass, jungle e breakbeat. Como produtor musical, Mtn9090 j\u00e1 teve produ\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas em selos brasileiros como Gop Tun Records, Bicuda Rec, T REC, Raio X, ZonaEXP e Trinka BR. Tamb\u00e9m teve produ\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas pelos selos internacionais Acid85 (Jap\u00e3o), Juke Bounce Werk (Estados Unidos), Boukan Records (Fran\u00e7a), Trampa, Muakk (Col\u00f4mbia) e Choccy Biccy (Reino Unido).<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_88845\" aria-describedby=\"caption-attachment-88845\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88845\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/PV5000.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"749\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/PV5000.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/PV5000-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/PV5000-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88845\" class=\"wp-caption-text\"><em>PV5000<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PV5000<\/strong> \u2013 a.k.a Petrus Vargas \u00e9 DJ, produtor musical e agitador cultural, trabalhando na \u00e1rea da m\u00fasica h\u00e1 10 anos. Nasceu em Porto Alegre, morou durante a inf\u00e2ncia em S\u00e3o Francisco de Paula, na Serra Ga\u00facha, e voltou para Porto Alegre, onde desenvolveu a maior parte de sua trajet\u00f3ria. Atualmente, vive em S\u00e3o Paulo. Cofundou a label T REC., a festa Boiler Baile e \u00e9 idealizador do projeto Rewind BR. PV tem como objeto de pesquisa a m\u00fasica popular brasileira, sempre explorando suas sonoridades e samples. Por ter uma viv\u00eancia trans, traz muitos elementos urbanos e barulhentos, aprecia misturar g\u00eaneros musicais \u2013 suas cria\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas remetem ao subjetivo, \u00e0s mem\u00f3rias e experi\u00eancias do seu dia a dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta de 2014, come\u00e7ou a frequentar festas de m\u00fasica eletr\u00f4nica, tendo como refer\u00eancias Arrua\u00e7a e Vorlat. Em 2015, j\u00e1 se apresentava como DJ. Come\u00e7ou a produzir no Ableton Live no final de 2019, evoluindo seus estudos de produ\u00e7\u00e3o em 2020, principalmente durante a pandemia. Mas, seu percurso com a m\u00fasica \u00e9 mais antigo: come\u00e7ou a tocar piano aos cinco anos de idade e, com treze anos, ap\u00f3s a crisma, entrou para o CLJ \u2013 grupo eclesial de jovens. Aprendeu a tocar cordas na banda da igreja de sua comunidade, evoluindo depois seus estudos para percuss\u00e3o.<br \/>\nNessa \u00e9poca, trocou seu skate por um viol\u00e3o com uma colega de escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu primeiro single, \u201cTiro no cu\u201d, foi lan\u00e7ado em janeiro de 2020, e seu primeiro \u00e1lbum, \u201cPIVETE2000\u201d, foi lan\u00e7ado em outubro de 2021. Apesar de j\u00e1 ter in\u00fameros lan\u00e7amentos em labels do Brasil e do mundo, prefere lan\u00e7ar suas tracks de forma independente em sua p\u00e1gina no Bandcamp. Sua curadoria como DJ vai do electro, cravado por samples em portugu\u00eas, ao garage, dub, drum&#8217;n\u2019bass, jersey club, 2 step, speed garage e outros estilos que valorizam as linhas de baixo. Os g\u00eaneros s\u00e3o utilizados como inspira\u00e7\u00f5es laterais, sem que se detenha em nenhum deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 circulou pelas pickups mais destacadas de Porto Alegre, al\u00e9m de festas e festivais em Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paran\u00e1, Rio Grande do Sul, Montevideo (UY) e Valisas (UY). Teve singles autorais lan\u00e7ados pela teia (SP), AMIG (BH), Megazord Rec. (POA), T REC. (POA), Sauce Traxx (Austr\u00e1lia), DRILL (S\u00e9rvia), Bubble Bath Berlin (Alemanha), XXIII (Portugal), CAF? LATINCORE (Porto Rico), Dark Heaven (Chicago), Bad Tips (Fran\u00e7a), AUX1 (Barcelona), Trampa (Col\u00f4mbia) e Jadeo (Uruguai), incluindo um lan\u00e7amento em vinil. Tem 4 EP&#8217;s autorais lan\u00e7ados por sua label pessoal, al\u00e9m de sets para Fran\u00e7a, Canad\u00e1, Cor\u00e9ia, EUA, Alemanha e Jap\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_88846\" aria-describedby=\"caption-attachment-88846\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-88846 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/FAYLON.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/FAYLON.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/FAYLON-300x256.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88846\" class=\"wp-caption-text\"><em>FAYLON <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Faylon<\/strong> Silva Lima \u00e9 multiartista, DJ, ator, modelo e produtor cultural, com uma d\u00e9cada de trajet\u00f3ria dedicada \u00e0 cena cultural de Porto Alegre. Sua fam\u00edlia tem origem quilombola, vindos do Quilombo do Areal, na Cidade Baixa. Viveu sua inf\u00e2ncia no bairro Cavalhada, na Zona Sul de Porto Alegre e, mais tarde, durante a adolesc\u00eancia e in\u00edcio da vida adulta, morou em Viam\u00e3o, na regi\u00e3o metropolitana. Atualmente vive na Cidade Baixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2015, atua como DJ, trazendo uma abordagem \u00fanica, que rompe com as fronteiras entre g\u00eaneros musicais e BPMs, sempre conectada \u00e0 sua ampla pesquisa musical, produzindo experi\u00eancias intensamente dan\u00e7antes. Nas festas de batuque que aconteciam em sua casa, teve os primeiros contatos com os instrumentos musicais, como tambor, agog\u00f4, aj\u00ea e sineta, algo propiciado por sua rela\u00e7\u00e3o com a religiosidade de matriz africana, vivenciada desde crian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conheceu a \u201ccena\u201d por volta de 2013 ou 2014. Morando em Viam\u00e3o, n\u00e3o sabia exatamente onde acontecia a efervesc\u00eancia da cidade, aproximando-se de maneira intuitiva de casas noturnas como Cabaret e Beco. Ao mesmo tempo, durante este per\u00edodo, vivenciou um movimento de ocupa\u00e7\u00e3o festiva da rua, puxado pelo coletivo Arrua\u00e7a. Curiosamente, sua primeira aproxima\u00e7\u00e3o com a discotecagem foi em uma festa de anivers\u00e1rio de sua m\u00e3e. Observando o Virtual DJ aberto, ficou fascinado: era um jovem negro que estava tocando. Baixou o software, e foi atr\u00e1s. Come\u00e7ou a brincar, muito despretensiosamente. Nessa \u00e9poca, ainda frequentava o eixo de casas noturnas voltadas \u00e0 m\u00fasica pop. Tornou-se divulgador das festas, e logo estava tocando nos rol\u00eas. Come\u00e7ou a produzir m\u00fasica eletr\u00f4nica em meados de 2020, durante a quarentena da covid-19. Um amigo conseguiu um mini curso online, que nunca foi terminado, mas garantiu os primeiros contatos com o software, o que deu acesso a mais uma dimens\u00e3o do multiartista que \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2021, lan\u00e7ou o \u00e1lbum Modup\u00e9, uma obra que celebra suas ra\u00edzes e explora sonoridades afro-diasp\u00f3ricas com profundidade e autenticidade. O \u00e1lbum reafirma sua versatilidade e sensibilidade art\u00edsticas. Tamb\u00e9m lan\u00e7ou uma faixa em colabora\u00e7\u00e3o com VSCH no VA independente Megazord, produzido por artistas da cena de Porto Alegre e regi\u00e3o metropolitana. Al\u00e9m disso, tem sets gravados para selos como Cereal Melodia, Sabar\u00e1 Records e outros. Nestes trabalhos, destaca-se pela sua capacidade de transitar por diferentes vertentes musicais, criando narrativas sonoras potentes.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_88847\" aria-describedby=\"caption-attachment-88847\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-88847 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/turva.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"833\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/turva.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/turva-270x300.jpg 270w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88847\" class=\"wp-caption-text\"><em>TURVA<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TURVA<\/strong> a.k.a. Taty Rosa \u00e9 DJ, produtora musical e integrante do Coletivo Turmalina. Natural de Novo Hamburgo, do bairro Rosel\u00e2ndia, atualmente \u00e9 radicada em Porto Alegre, onde atua como DJ desde 2017. Ao longo da vida teve contato com viol\u00e3o, pandeiro, chocalho, teclado, gaita&#8230; Como DJ e produtora musical, comp\u00f5e estilos como drum\u2019n\u2019bass, funk, electrofunk, ghettotech, footwork e jungle, sempre na busca de trazer artistas pretes e a cultura da m\u00fasica eletr\u00f4nica preta e perif\u00e9rica para suas apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conheceu a cena no momento em que saiu de casa, em Novo Hamburgo, indo para Porto Alegre. Come\u00e7ou a frequentar casas noturnas, principalmente de m\u00fasica pop e funk, e, consequentemente, foi conhecendo as festas de m\u00fasica eletr\u00f4nica, como Plano, Vorlat, CERNE, Base, Arrua\u00e7a, Turmalina\u2026 No entanto, aproxima-se desse eixo de forma mais \u00edntima somente em 2018. Ainda assim, em 2017, j\u00e1 havia se apresentado como DJ na Casa Frasca, um centro cultural que tamb\u00e9m funcionava como bar e recebia festas \u2013 importante ponto de circula\u00e7\u00e3o da arte alternativa da cidade, tido como local m\u00edtico da uni\u00e3o dos artistas que hoje integram o Coletivo Turmalina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7ou a experimentar-se na produ\u00e7\u00e3o de m\u00fasica eletr\u00f4nica em 2019, mas assumiu de fato o of\u00edcio em 2023. As m\u00fasicas entregues nesta colet\u00e2nea s\u00e3o seus primeiros lan\u00e7amentos. Tem alguns rascunhos de outros projetos, mas nada que j\u00e1 tenha conclu\u00eddo. Nunca lan\u00e7ou por labels, e pensa em, inicialmente, distribuir seu som atrav\u00e9s do SoundCloud e Bandcamp, de maneira independente. Sua meta, enquanto algu\u00e9m que trabalha com m\u00fasica, \u00e9 elevar a autoestima de quem ouve, tentar fazer quem est\u00e1 presente vibrar e se identificar, tanto visualmente quanto sonoramente. J\u00e1 tocou em algumas das principais festas eletr\u00f4nicas da cena de Porto Alegre, como Arrua\u00e7a, Goma Rec, Coletivo Plano, Turmalina e Nite Savage. Tamb\u00e9m j\u00e1 fez parte do line das festas Grau e Neurokat, labels de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88837 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/capamarginalia-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1059\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/capamarginalia-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/capamarginalia-copiar-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, vocalista da\u00a0<a href=\"https:\/\/diokane.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Diokane<\/a>\u00a0e respons\u00e1vel pelo videocast\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCY71eKJzuBUXpyDV2IFeP8Q\/videos?view_as=subscriber\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Ben Para Todo Mal<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cMargin\u00e1lia Metropolitana\u201d contempla uma colet\u00e2nea de m\u00fasicas, um livro e uma festa de rua \u2013 tudo com foco geogr\u00e1fico na produ\u00e7\u00e3o de Porto Alegre e regi\u00e3o metropolitana. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/24\/projeto-marginalia-metropolitana-coloca-luz-sobre-a-cena-eletronica-de-porto-alegre-e-regiao\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":52,"featured_media":88836,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7668],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88835"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88835"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88835\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89218,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88835\/revisions\/89218"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}