{"id":88816,"date":"2025-04-23T00:06:22","date_gmt":"2025-04-23T03:06:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=88816"},"modified":"2025-10-12T23:24:56","modified_gmt":"2025-10-13T02:24:56","slug":"tres-comedias-romanticas-na-netflix-historia-de-amor-em-copenhague-meio-gravida-a-lista-da-minha-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/23\/tres-comedias-romanticas-na-netflix-historia-de-amor-em-copenhague-meio-gravida-a-lista-da-minha-vida\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas &#8220;com\u00e9dias rom\u00e2nticas&#8221; na Netflix: \u201cHist\u00f3ria de Amor em Copenhague\u201d, \u201cMeio Gr\u00e1vida\u201d, &#8220;A Lista da Minha Vida&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-88820 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/sult.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/sult.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/sult-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cHist\u00f3ria de Amor em Copenhague\u201d, de Ditte Hansen e Louise Mieritz (2025)<\/strong><br \/>\nEis uma situa\u00e7\u00e3o corriqueira: voc\u00ea est\u00e1 procurando um filme em streaming sem querer saber muito da sinopse para evitar spoilers. A ideia \u00e9 ver uma com\u00e9dia rom\u00e2ntica \u2013 um estilo que \u00e9 puro spoiler, mas deixemos essa quest\u00e3o para outra ocasi\u00e3o \u2013 e, ent\u00e3o, voc\u00ea se depara com o sugestivo t\u00edtulo \u201cHist\u00f3ria de Amor em Copenhague\u201d, e a mente entende: \u201cachei o que eu queria ver\u201d. Por\u00e9m, \u201cSult\u201d (t\u00edtulo original dinamarqu\u00eas que significa \u201cFome\u201d) n\u00e3o \u00e9 bem aquilo que algu\u00e9m que procura com\u00e9dias rom\u00e2nticas espera. Em menos de 10 minutos, Mia (Rosalinde Mynster) ser\u00e1 apresentada como uma escritora pop de sucesso devoradora de adolescentes e com m\u00ednimo tato para relacionamentos s\u00e9rios, mas que ver\u00e1 em Emil (Joachim Fjelstrup), um arque\u00f3logo divorciado com dois filhos pequenos, o homem ideal para sua vida. Em cerca de 90 dos 95 minutos seguintes teremos um drama denso sobre um casal com dificuldades reprodutivas (epidemia moderna tamb\u00e9m presente <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/16\/critica-sera-ruptura-uma-nova-lost-ou-podemos-esperar-mais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">na segunda temporada de \u201cRuptura\u201d<\/a> e no epis\u00f3dio \u201cPessoas Comuns\u201d, da s\u00e9tima temporada de \u201cBlack Mirror\u201d) que vive o pacote completo da situa\u00e7\u00e3o: de visitas a cl\u00ednicas, contagem de espermatozoides e taxas de fertilidade a sexo programado, inje\u00e7\u00f5es, mudan\u00e7as dr\u00e1sticas de humor e crises conjugais. Inspirado no romance autobiogr\u00e1fico \u201cSult\u201d, de Tine H\u00f8eg, e com t\u00edtulo internacional vertido para \u201cA Copenhagen Love Story\u201d, tanto autora quanto a dupla de diretoras (tr\u00eas mulheres desenhando uma mulher vivendo meses de violentos ataques de frustra\u00e7\u00e3o e nervos) oferecem uma vis\u00e3o bastante intensa sobre esse pesadelo cruel da possibilidade de infertilidade. Perdido na tradu\u00e7\u00e3o, o espectador pode at\u00e9 odiar o filme, ainda que exista sim uma hist\u00f3ria de amor em Copenhague aqui: voc\u00ea s\u00f3 ter\u00e1 de encontr\u00e1-la soterrada em meio aos destro\u00e7os do terremoto proposto pelo livro\/roteiro. Todo o drama, no entanto, sufoca o romance (e o espectador), independente de seu final. Mas isso \u00e9 amor tamb\u00e9m&#8230; s\u00f3 n\u00e3o espere comicidade (nem confie nesses t\u00edtulos pomposos que, na verdade, s\u00e3o bregas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-88817 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/kinda1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/kinda1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/kinda1-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMeio Gr\u00e1vida\u201d, de Tyler Spindel (2025)<\/strong><br \/>\nSe o texto anterior deixou voc\u00ea levemente desconfiado, melhor tirarmos o elefante azul de bolinhas rosas de dentro da m\u00e1quina de lavar roupas: \u201cKinda Pregnant\u201d \u00e9 realmente uma com\u00e9dia pastel\u00e3o, o que fica \u00f3bvio n\u00e3o apenas pela presen\u00e7a da divertida comediante Amy Schumer no elenco, mas principalmente porque ela assina a adapta\u00e7\u00e3o do roteiro ao lado de Julie Paiva, autora da hist\u00f3ria \u2013 e ainda marca presen\u00e7a como uma das produtoras. Na trama, o espectador \u00e9 apresentado a Lainy Newton (Amy Schumer), uma professora cuja melhor amiga desde a inf\u00e2ncia, Kate (Jillian Bell), acaba de engravidar (assim como v\u00e1rias mulheres pr\u00f3ximas de seu c\u00edrculo social), sendo que ela acreditava que iria engravidar primeiro (ainda que se encontre, no momento, solteira). Por um acaso do destino (o acaso \u00e9 um dos melhores ganchos para a com\u00e9dia, diria Shakespeare, f\u00e3 devoto desse estratagema), ela \u00e9 flagrada por outra pessoa numa loja para futuras mam\u00e3es usando uma falsa barriga de gr\u00e1vida, gosta do que se insinua ser uma brincadeira, e leva a farsa longe demais (envolvendo uma nova amiga, a velha parceira, um concorrente a novo amor, e um frango assado). Com\u00e9dia (rom\u00e2ntica) de erros com certo potencial, \u201cMeio Gr\u00e1vida\u201d trope\u00e7a em um milh\u00e3o e meio de clich\u00eas e num elenco interessante atuando no autom\u00e1tico (a dire\u00e7\u00e3o de Tyler Spindel n\u00e3o colabora), crava umas tr\u00eas ou quatro piadinhas divertidas (algumas politicamente incorretas \u2013 h\u00e1 como fazer humor sendo politicamente correto? Pesquisar) em mais de 50 e n\u00e3o s\u00f3 parece bem bobinha e esquec\u00edvel (ainda que simp\u00e1tica): realmente \u00e9 mesmo. Para rir e n\u00e3o levar a s\u00e9rio&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 4<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88818 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/lifelist.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/lifelist.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/lifelist-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cA Lista da Minha Vida\u201d, de Adam Brooks (2025)<\/strong><br \/>\nSe voc\u00ea procura uma com\u00e9dia rom\u00e2ntica odi\u00e1vel de t\u00e3o \u00f3bvia, mas com potencial para te conquistar mesmo com todos os seus clich\u00eas (ou exatamente devido a eles), esse \u00e9 seu dia de sorte: eis \u201cThe Life List\u201d, de Adam Brooks, um especialista no estilo, cujas credenciais exibem delicinhas como \u201c<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/05\/08\/cinema-tres-vezes-amor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Definitely, Maybe<\/a>\u201d (2008), promessas como \u201cThe Invisible Circus\u201d (filme de 2001 com Cameron Diaz inspirado no <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/27\/literatura-a-metafora-da-esperanca-de-jennifer-egan-ou-tudo-comecou-aqui\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">livro de estreia de Jennifer Egan<\/a>) e bobagens como \u201cWimbledon\u201d (2004). Nessa hist\u00f3ria adaptada do romance hom\u00f4nimo de Lori Nelson Spielman, Brooks apresenta Alex (Sofia Carson), uma (pobre) mo\u00e7a (rica) novaiorquina classe m\u00e9dia bem de vida que, n\u00e3o bastasse estar completamente sem rumo, acaba de perder a m\u00e3e. Na leitura do testamento, ao lado de seus dois irm\u00e3os e das duas cunhadas, em que espera receber a empresa da fam\u00edlia, ela \u00e9 surpreendida com um daqueles pedidos maternos que s\u00f3 acontecem em Hollywood, ops, na Netflix: a falecida n\u00e3o apenas passou seu cargo na empresa para uma das cunhadas como resgatou uma lista de \u201ccoisas que eu quero fazer quando crescer\u201d de quando Alex tinha 13 anos, e s\u00f3 ir\u00e1 liberar sua parte no testamento quando Alex tiver cumprido todos os itens da lista. Besta, certo? Mas quer saber: funciona. Principalmente porque utiliza um recurso cl\u00e1ssico da literatura: fazer o personagem rodar o mundo para descobrir que o que ele precisava estava exatamente embaixo do seu nariz no come\u00e7o da hist\u00f3ria (Paulo Coelho usou o artificio em \u201cO Alquimista\u201d assim como Aldous Huxley em \u201cO Macaco e a Ess\u00eancia\u201d, dentre muitos outros). Em \u201cA Lista da Minha Vida\u201d, voc\u00ea descobrir\u00e1 por quem Alex ir\u00e1 se apaixonar com alguns segundos de filme, ir\u00e1 vasculhar na mem\u00f3ria para lembrar quem canta \u201cThat&#8217;s Not My Name\u201d, se deliciar\u00e1 com uma trilha que conta com Spoon (\u201cYou Got Yr. Cherry Bomb\u201d), Wet Leg (\u201cWet Dream\u201d) e Billy Bragg com Wilco (\u201cCalifornia Stars\u201d), e corre o risco de filosofar quanto se tornou do eu que desejava ser quando crian\u00e7a. Vamos combinar: \u00e9 bastante para uma com\u00e9dia rom\u00e2ntica odi\u00e1vel, certo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A Copenhagen Love Story | Official Clip | Netflix\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/B5Z1Wr7OdS0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Meio Gr\u00e1vida | Trailer oficial | Netflix\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5QVOWgZXVrQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A Lista da Minha Vida | Trailer oficial | Netflix\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dkwIWmfpZC0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em \u201cHist\u00f3ria de Amor em Copenhague\u201d, drama soterra o romance; \u201cMeio Gr\u00e1vida\u201d \u00e9 com\u00e9dia pastel\u00e3o; \u201cA Lista da Minha Vida\u201d \u00e9 odi\u00e1vel&#8230; e ador\u00e1vel.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/23\/tres-comedias-romanticas-na-netflix-historia-de-amor-em-copenhague-meio-gravida-a-lista-da-minha-vida\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":88819,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[154],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88816"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88816"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88816\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88827,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88816\/revisions\/88827"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}