{"id":88746,"date":"2025-04-18T10:26:10","date_gmt":"2025-04-18T13:26:10","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=88746"},"modified":"2025-05-12T00:46:52","modified_gmt":"2025-05-12T03:46:52","slug":"entrevista-de-porto-alegre-jaydson-fala-sobre-seu-disco-de-estreia-live-fast-die-old","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/18\/entrevista-de-porto-alegre-jaydson-fala-sobre-seu-disco-de-estreia-live-fast-die-old\/","title":{"rendered":"Entrevista: De Porto Alegre, Jaydson fala sobre seu disco de estreia, \u201cLive Fast, Die Old\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jaydson passou os \u00faltimos 20 anos trabalhando com tecnologia em Porto Alegre, mas nunca deixou de pensar na m\u00fasica. Em um curso sobre produ\u00e7\u00e3o musical, 10 anos atr\u00e1s, conheceu Marcel Bittencourt, que se tornaria amigo, parceiro, baixista e produtor de seu disco de estreia, \u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/LiveFastDieOld\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Live Fast, Die Old<\/a>\u201d (2025), que ganhou o mundo em abril de 2025 recheado de influ\u00eancias que v\u00e3o de Nirvana e NOFX a Jupiter Ma\u00e7\u00e3 e Mamonas Assassinas. Completam a banda Renato Siqueira (bateria) e Rodrigo Ferreira (guitarra).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Composto por nove faixas, \u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/LiveFastDieOld\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Live Fast, Die Old<\/a>\u201d se divide em tr\u00eas blocos tem\u00e1ticos, cada um com tr\u00eas faixas. A abertura, composta por &#8220;She Never Even Tried&#8221;, &#8220;Filme do Almod\u00f3var&#8221; e &#8220;Afraid&#8221;, reflete sobre as complexidades das rela\u00e7\u00f5es pessoais. J\u00e1 &#8220;Live Fast, Die Old&#8221;, &#8220;I Don\u2019t Wanna Die Young&#8221; e &#8220;Camisa Amarela&#8221; exploram revolta e protesto, enquanto as \u00faltimas faixas, &#8220;Psilocybin&#8221;, &#8220;Somos S\u00f3 Carbono&#8221; e &#8220;Misery&#8221;, questionam o existencialismo e o esp\u00edrito niilista dos tempos modernos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, Jaydson fala sobre o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o de \u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/LiveFastDieOld\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Live Fast, Die Old<\/a>\u201d, declara amor ao NOFX, aos Mamonas Assassinas e ao grupo de Kurt Cobain (\u201cQuem viveu os anos 90 tem Nirvana no sangue, querendo ou n\u00e3o\u201d, diz), fala sobre a cena independente ga\u00facha na atualidade, o trabalho junto a Marcel Bittencourt, as diferen\u00e7as entre compor em ingl\u00eas e em portugu\u00eas, planos futuros e mais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"She Never Even Tried\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Dnvah1w5Q2I?list=OLAK5uy_nvqUcoQ0D89IRQmbyVtV7pqtch78yZEKQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O t\u00edtulo do disco faz um jogo interessante com o lema famoso no rock e no cinema que o Circle Jerks tamb\u00e9m usou numa m\u00fasica, \u201cLive Fast Die Young\u201d. Como surgiu essa ideia e o que ela representa para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nSurgiu na grava\u00e7\u00e3o do nosso primeiro single, \u201cI Don&#8217;t Wanna Die Young\u201d, que \u00e9 justamente um som dentro desta tem\u00e1tica. Na m\u00fasica, fa\u00e7o uma homenagem aos artistas que nos deixaram precocemente, como Kurt Cobain, Amy Winehouse, Jim Morrison, Jimi Hendrix. Meu amigo Homero, que faz minha assessoria e redes sociais, comentou sobre o lema \u201cLive Fast Die Young\u201d e indicou que o single pregava justamente o contr\u00e1rio, \u201cLive Fast Die Old\u201d. Gostei tanto que decidi colocar o nome do disco e tamb\u00e9m fiz uma m\u00fasica com o mesmo t\u00edtulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As letras abordam desde rela\u00e7\u00f5es interpessoais a revolta passando por questionamentos existenciais. Como se deu o processo de composi\u00e7\u00e3o do novo repert\u00f3rio e o qu\u00e3o pessoais essas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAs composi\u00e7\u00f5es s\u00e3o 100% pessoais. Todas as m\u00fasicas se baseiam em experi\u00eancias ou anseios reais meus. Meu processo \u00e9 bem org\u00e2nico. Eu anoto tudo que me vem na cabe\u00e7a. \u00c0s vezes uma frase, \u00e0s vezes apenas um pensamento. Conforme as coisas andam, pode virar m\u00fasica ou n\u00e3o. O mesmo acontece com riffs de guitarra e melodias. Eu sempre guardo tudo. De maneira geral, a inspira\u00e7\u00e3o vem e olho para o que j\u00e1 tenho e vou montando um quebra cabe\u00e7a, criando mais em cima at\u00e9 chegar em algum material que eu julgue promissor e que eu goste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco traz influ\u00eancias que v\u00e3o de Nirvana e NOFX a J\u00fapiter Ma\u00e7\u00e3. Como essas refer\u00eancias se misturam na sonoridade da banda?<\/strong><br \/>\nQuem viveu os anos 90 <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/10\/05\/nevermind-e-ainda-hoje-um-disco-atual-e-sensacional\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tem Nirvana no sangue<\/a>, querendo ou n\u00e3o. A banda foi um verdadeiro marco hist\u00f3rico na m\u00fasica. Eu sempre ouvi e sempre gostei. Mas com Nirvana tenho uma rela\u00e7\u00e3o muito especial e diferente. Eu sigo gostando cada vez mais. Nesse processo de sempre voltar ao Nirvana, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o ter tra\u00e7os de influ\u00eancia em minhas composi\u00e7\u00f5es, o que \u00e9 \u00f3timo. \u00c0s vezes \u00e9 inconsciente e outras vezes completamente consciente. J\u00e1 NOFX tenho como minha banda da vida. Eu aprendi tanto com NOFX que consigo relacionar momentos da minha vida com a banda. Aprendizados complexos da sociedade, vis\u00e3o de mundo, tudo isso me remete \u00e0 NOFX. Al\u00e9m de tudo eu gosto muito da sonoridade da banda e do jeito que Fat Mike escreve e faz melodias. Me inspiro muito nisso para minhas m\u00fasicas. J\u00fapiter Ma\u00e7\u00e3 pode parecer menos \u00f3bvio quando estamos falando de um \u00e1lbum que \u00e9 muito mais punk rock. Mas existe uma boa influ\u00eancia em minhas composi\u00e7\u00f5es e na minha persona art\u00edstica. Eu acho o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/03\/12\/o-cinquentenario-de-flavio-basso\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fl\u00e1vio Basso genial<\/a>. H\u00e1 quem discorde, mas pra mim ele foi algu\u00e9m que fez algo muito al\u00e9m do seu tempo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Jaydson - I Don&#039;t Wanna Die Young (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_FpyFRQzPGU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m das influ\u00eancias citadas, existem outras bandas ou artistas que tiveram impacto direto na cria\u00e7\u00e3o deste \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nEu cito Mamonas Assassinas, pois foi das primeiras bandas que eu ouvi um disco inteiro e que fui realmente apaixonado. Para os mais atentos, \u00e9 poss\u00edvel notar uma leve influ\u00eancia em algumas m\u00fasicas. Mas tamb\u00e9m vale citar influ\u00eancias dos outros membros da banda. Em termos de arranjos e instrumentos, tem o toque de cada um em todas as can\u00e7\u00f5es. E essas influ\u00eancias s\u00e3o bem variadas, indo do metal ao hard rock, da m\u00fasica cl\u00e1ssica ao stoner.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea enxerga a cena do rock alternativo e do punk atualmente no Brasil e no Rio Grande do Sul?<\/strong><br \/>\nEu vejo com muito bons olhos. O momento \u00e9 prop\u00edcio. O mundo est\u00e1 um caos, o capitalismo e o neoliberalismo est\u00e3o corroendo tudo de forma avassaladora. Estamos no meio do turbilh\u00e3o do neofascismo e o conservadorismo est\u00e1 cada vez mais forte. Eu julgo esse momento hist\u00f3rico como um ambiente f\u00e9rtil para fazer arte. A cena est\u00e1 no underground, n\u00e3o d\u00e1 para querer reclamar que n\u00e3o existem mais bandas boas e procurar no mainstream. Eu conhe\u00e7o uma banda nova do RS toda semana. Eu vou ao menos em 2 shows underground por semana, \u00e0s vezes mais. Vejo bandas autorais ao vivo toda semana. E tem sempre coisa nova e sempre coisa boa. Me parece que estamos em um momento de muita efervesc\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum foi produzido pelo baixista Marcel Bittencourt. Como se deu a aproxima\u00e7\u00e3o de voc\u00eas e quais as contribui\u00e7\u00f5es ele trouxe para o resultado final?<\/strong><br \/>\nConheci o Marcel h\u00e1 mais de 10 anos quando ele estava dando um curso sobre produ\u00e7\u00e3o musical. Eu justamente fui ao curso pois j\u00e1 estava pensando em retomar meu trabalho na m\u00fasica. Al\u00e9m do conhecimento t\u00e9cnico, o Marcel \u00e9 um baita cara. Viramos grandes amigos. O \u00e1lbum n\u00e3o existiria na forma que existe sem o Marcel. Ele analisou o meu material e me deu o caminho para novas composi\u00e7\u00f5es. Ele encontrou a est\u00e9tica e organizou minha cabe\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao que fazer como m\u00fasico e compositor. O resultado final \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o de minhas composi\u00e7\u00f5es e do trabalho dos m\u00fasicos da banda. Mas o resultado final \u00e9 m\u00e9rito do Marcel como \u00f3timo produtor que \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As can\u00e7\u00f5es se alternam entre o portugu\u00eas e o ingl\u00eas. Como se deu a escolha pelo idioma para cada faixa? A escolha pelo idioma interferiu diretamente na sonoridade de alguma faixa?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o tem como negar, somos colonizados musicalmente (tamb\u00e9m). Crescemos ouvindo m\u00fasica em ingl\u00eas. Meu processo de composi\u00e7\u00e3o muitas vezes se d\u00e1 em ingl\u00eas simplesmente porque o que me veio \u00e0 cabe\u00e7a foi em ingl\u00eas. Mas eu tenho feito um esfor\u00e7o para que cada vez mais minhas m\u00fasicas sejam em portugu\u00eas. A escolha para o disco se deu buscando um equil\u00edbrio mesmo, pois eu n\u00e3o queria fazer um disco todo em ingl\u00eas. Ao final, acho que esse \u00e9 um modelo interessante. Eu n\u00e3o almejo o mercado fora do Brasil, mas \u00e9 legal saber que tenho m\u00fasicas que podem ser consumidas e entendidas no mundo todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que mais podemos esperar da banda Jaydson nos pr\u00f3ximos meses?<\/strong><br \/>\nQueremos seguir fazendo shows. Seja em bares pequenos ou em locais maiores. Queremos tocar em algum festival, tocar no interior do RS e tocar fora do RS tamb\u00e9m. Al\u00e9m disso, j\u00e1 estou com material novo e em breve devemos come\u00e7ar a trabalhar no pr\u00f3ximo disco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Jaydson - Filme do Almod\u00f3var (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FUX0MlGhRBE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. Escreve tamb\u00e9m no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.phono.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.phono.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nessa conversa, Jaydson fala sobre o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o de \u201cLive Fast, Die Old\u201d, declara amor ao NOFX, aos Mamonas Assassinas e ao grupo de Kurt Cobain\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/18\/entrevista-de-porto-alegre-jaydson-fala-sobre-seu-disco-de-estreia-live-fast-die-old\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":88747,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7659],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88746"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88746"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88746\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88749,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88746\/revisions\/88749"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88747"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88746"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88746"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}