{"id":88728,"date":"2025-04-17T17:45:03","date_gmt":"2025-04-17T20:45:03","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=88728"},"modified":"2025-05-27T10:04:53","modified_gmt":"2025-05-27T13:04:53","slug":"ao-vivo-em-sao-paulo-tindersticks-destila-cancoes-esmagadoramente-sutis-com-classe-e-elegancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/17\/ao-vivo-em-sao-paulo-tindersticks-destila-cancoes-esmagadoramente-sutis-com-classe-e-elegancia\/","title":{"rendered":"Ao vivo em S\u00e3o Paulo, Tindersticks destila can\u00e7\u00f5es esmagadoramente sutis com classe e eleg\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><br \/>\nfotos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em muitos textos sobre shows no Scream &amp; Yell, o leitor tem se deparado com elocubra\u00e7\u00f5es sobre nostalgia, essa conex\u00e3o com o passado que, na m\u00fasica, contamina 95% das bandas no mundo (Data Chute Scream &amp; Yell), de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/12\/tres-shows-em-sao-paulo-selton-interpol-e-wry\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Interpol<\/a> a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/25\/l7-garbage-e-mudhoney-ao-vivo-no-rio-that-90s-show\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Garbage<\/a>, de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/17\/ao-vivo-information-society-em-bangu-um-milagre-a-ser-celebrado-por-todos-no-palco-e-na-plateia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Information Society<\/a> a <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/04\/ao-vivo-em-grande-noite-smashing-pumpkins-encava-hits-e-presenteia-sao-paulo-com-david-bowie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Smashing Pumpkins<\/a> e tantos outros. Trata-se de uma zona de conforto, afinal muitos artistas sabem, em seu amago, que nunca v\u00e3o poder competir com suas maiores obras, e por isso \u00e9 melhor se render a elas em turn\u00eas que celebram os anos de gl\u00f3ria a tentar criar um material novo e instigante (pois o p\u00fablico, cada vez mais velho e nost\u00e1lgico, tamb\u00e9m desdenha o desafio de ouvir coisas novas, preferindo uma maneira de se reconectar com o seu pr\u00f3prio passado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse desenho de turn\u00eas de artistas com carreiras de d\u00e9cadas, alguns nomes, no entanto, fogem deste escrut\u00ednio da seguran\u00e7a, pois ainda que abram espa\u00e7o em seus concertos para material mais antigo, t\u00eam no material novo seu grande motivador art\u00edstico, daquilo que os faz sair do hotel e enfrentar o p\u00fablico toda noite em busca de algo que n\u00e3o se mede por centenas de vozes cantando junto ou fazendo selfie enquanto a banda passa. Gente como <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/10\/15\/ao-vivo-nick-cave-the-bad-seeds-em-sp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nick Cave<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/11\/17\/pj-harvey-em-sao-paulo-e-o-velorio-do-mundo-como-forma-de-arte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PJ Harvey<\/a>, por exemplo. Ou o Tindersticks, banda formada em Nottingham, na Inglaterra, em 1992, que lan\u00e7ou em 2024 seu d\u00e9cimo quarto disco, \u201cSoft Tissue\u201d, espinha dorsal de seus shows recentes, cujo set list ignora hinos dos primeiros discos em prol de material novo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88731 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-16-Tindersticks-2048px-BXQ_2380-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-16-Tindersticks-2048px-BXQ_2380-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-16-Tindersticks-2048px-BXQ_2380-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s passar pela Am\u00e9rica do Norte (em sua primeira turn\u00ea na regi\u00e3o em 16 anos!) para shows em Nova York, Chicago, Los Angeles, S\u00e3o Francisco, Toronto e Montreal, a forma\u00e7\u00e3o atual em quinteto do Tindersticks desceu, pela primeira vez na carreira, para a Am\u00e9rica do Sul, para shows em Santiago e S\u00e3o Paulo (uma apresenta\u00e7\u00e3o em Buenos Aires foi cancelada devido a uma mudan\u00e7a de hor\u00e1rios de voo pela companhia a\u00e9rea na Cidade do M\u00e9xico), e quem esperava um set list especial para o p\u00fablico latino ganhou apenas uma concess\u00e3o a cl\u00e1ssicos antigos: \u201cTiny Tears\u201d, facada emocional presente no segundo disco (cl\u00e1ssico) da banda, de 1995, que estava ausente do set desde janeiro de 2023 \u2013 tendo ficado de fora de toda a turn\u00ea norte-americana \u2013, apareceu como presente no bis dos shows latinos (a \u00fanica m\u00fasica que eles lan\u00e7aram no s\u00e9culo passado presente na noite).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tai uma banda que n\u00e3o vive do passado. N\u00e3o \u00e0 toa, as oito m\u00fasicas de \u201cSoft Tissue\u201d entraram nos shows que o grupo fez em 2025, o que \u00e9 um sinal de f\u00e9 no repert\u00f3rio do disco. Stuart A. Staples, o l\u00edder da banda, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/02\/03\/entrevista-stuart-a-staples-tindersticks-num-papo-sobre-o-disco-soft-tissue-northern-soul-e-o-show-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">explicou em entrevista ao Scream &amp; Yell<\/a>: \u201cAs can\u00e7\u00f5es (de \u2018Soft Tissue\u2019) s\u00e3o muito fortes, mas elas se arriscam o suficiente ao ponto de, musicalmente, tocarem em certas coisas nas quais nunca hav\u00edamos tocado antes\u201d. Esse \u00e9 um ponto interessante, pois o show acaba se tornando n\u00e3o apenas uma novidade para o p\u00fablico, mas tamb\u00e9m para a pr\u00f3pria banda. Ao inv\u00e9s de brigar com seu pr\u00f3prio repert\u00f3rio (tem artista que mastiga as letras de seu maior hit com certa dose de \u00f3dio &#8211; Kurt Cobain e Marcelo Camelo manjam bem do assunto), o Tindersticks segue com ele de m\u00e3os dadas, e leva consigo o p\u00fablico para um passeio arrebatador.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-88729 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-16-Tindersticks-2048px-BXQ_2352-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-16-Tindersticks-2048px-BXQ_2352-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-16-Tindersticks-2048px-BXQ_2352-copiar-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em S\u00e3o Paulo, n\u00e3o poderia existir lugar melhor para abrigar o Tindersticks do que o Audit\u00f3rio Simon Bolivar, no complexo do Memorial da Am\u00e9rica Latina. Trata-se de um show \u00f3timo para se ver sentado em meio a penumbra, pois s\u00e3o can\u00e7\u00f5es que, em muitos momentos, soam como se fossem feitas para sonorizar finais de noites em cabar\u00e9s dos anos 1920. Sem contar que h\u00e1 uma eleg\u00e2ncia, uma delicadeza e um sil\u00eancio que percorrem toda a apresenta\u00e7\u00e3o de modo tocante, permitindo que detalhes aparentemente inofensivos se destaquem, como em \u201cTrees Fall\u201d, em que o not\u00e1vel baterista Earl Harvin segura, em determinado momento, em uma das m\u00e3os, uma baqueta escovinha, e na outra uma baqueta spanking (bumbo), num contraste visual que diz muito sobre a pr\u00f3pria m\u00fasica da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro fato que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que, diferente das apresenta\u00e7\u00f5es que a banda faz acompanhada de quarteto de cordas em muitos lugares da Europa (<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2009\/07\/02\/hyde-park-big-star-e-tindersticks\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como essa em Londres, 2009<\/a>), nessa turn\u00ea pelas Am\u00e9ricas, esses sons s\u00e3o emulados ao vivo tanto por pedais na guitarra quanto disparados nos teclados, o que remete &#8211; e muito \u2013 <a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2011\/05\/30\/dois-shows-bonus-do-primavera-sound\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ao grande Mercury Rev<\/a>, que \u00e9 uma conex\u00e3o \u00f3bvia, ainda que muita gente os aproxime primeiramente dos Bad Seeds de Nick Cave. A diferen\u00e7a \u00e9 que enquanto Jonathan Donahue tende a Disneyl\u00e2ndia, ao espa\u00e7o e ao cinema de estrada, Stuart A. Staples mira aquele boteco escuro \u00e0s 5 da manh\u00e3 frequentado por b\u00eabados, solit\u00e1rios e perdidos (muitas vezes os tr\u00eas adjetivos personificados na mesma pessoa)&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jonathan Donahue \u00e9 &#8220;Sing&#8221; (principalmente na fase \u201cAll is Dream\u201d)<br \/>\nStuart A. Staples \u00e9 &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/01\/20\/critica-folhas-de-outono-e-uma-comedia-romantica-possivel-em-um-mundo-de-verdade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Folhas de Outono<\/a>&#8221; (e, claro, Claire Denis)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88752 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/tindersticks2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/tindersticks2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/tindersticks2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um show do Tindersticks \u00e9 recheado de pequenos grandes momentos sem necessitar de solos angulosos de guitarra ou viradas barulhentas de bateria. \u00c9 tudo t\u00e3o no seu lugar dentro dos arranjos das can\u00e7\u00f5es do grupo que basta um riff mais grave de Neil Fraser, por exemplo, em \u201cShow Me Everything\u201d ou \u201cMedicine\u201d, ou uma linha de baixo mais destacada de Dan McKinna (como em &#8220;Lady with the Braid\u201d) para que o espectador absorva as nuances de esp\u00edrito que aquele momento busca registrar atrav\u00e9s de sons e melodias. \u00c9 um momento compartilhado, n\u00e3o algo isolado (como aquele hit que voc\u00ea ouviu tanto e tem tanta hist\u00f3ria sua envolvida que voc\u00ea acredita ser seu, ainda que seja um hit&#8230; de muita gente). \u00c9 uma apresenta\u00e7\u00e3o silenciosa e, ao mesmo tempo, grandiosa, principalmente se voc\u00ea mergulhar dentro dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em S\u00e3o Paulo, o p\u00fablico iniciou a apresenta\u00e7\u00e3o de forma acanhada, tentando entender a din\u00e2mica do quinteto e do pr\u00f3prio show. Sem trocar palavras com a plateia, a banda seguia seu script, o que foi conquistando a plateia a cada n\u00famero. O crescendo foi n\u00edtido: a partir da d\u00e9cima can\u00e7\u00e3o da noite, os aplausos come\u00e7aram a soar cada mais efusivos conforme o n\u00famero terminava, deixando a banda levemente desconcertada: em certo momento do trecho final, em que seis can\u00e7\u00f5es de &#8220;Soft Tissue&#8221; s\u00e3o tocadas em sequencia, os aplausos soaram t\u00e3o alto que os integrantes se entreolharam tentando entender a m\u00e1gica que estava acontecendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 20 can\u00e7\u00f5es esmagadoramente sutis destiladas por cerca de uma hora e quarenta minutos sem pressa, mas com classe e eleg\u00e2ncia, o Tindersticks ofereceu ao p\u00fablico n\u00e3o uma vers\u00e3o sua (e nossa) do passado, mas seu pr\u00f3prio \u201cmomentum\u201d art\u00edstico num daqueles shows que poderiam durar horas e dias, qui\u00e7a meses e anos, claro, com a penumbra devidamente abastecida de um bar com drinques, cigarros e talvez uma mesa de qualquer jogatina, s\u00f3 para decora\u00e7\u00e3o \u2013 os traumas, os fantasmas e a melancolia, cada um poderia levar os seus, o que superlotaria o lugar&#8230; de ainda mais sil\u00eancio. \u201cYou need a place to fall \/ I need a place to hide\u201d, como canta Staples em certo momento da noite. Est\u00e1vamos, todos n\u00f3s, no lugar certo. N\u00f3s, a m\u00fasica e nada mais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88754 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/tindersticks3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/tindersticks3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/tindersticks3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Set List <\/em><br \/>\n<em>How He Entered (&#8220;The Waiting Room&#8221;, 2016)<\/em><br \/>\n<em>A Night So Still (&#8220;The Something Rain&#8221;, 2012)<\/em><br \/>\n<em>Trees Fall (&#8220;No Treasure But Hope&#8221;, 2019)<\/em><br \/>\n<em>Falling, the Light (&#8220;Soft Tissue&#8221;, 2024)<\/em><br \/>\n<em>Nancy (&#8220;Soft Tissue&#8221;, 2024)<\/em><br \/>\n<em>Second Chance Man (&#8220;The Waiting Room&#8221;, 2016)<\/em><br \/>\n<em>Lady With the Braid (&#8220;Distractions&#8221;, 2021)<\/em><br \/>\n<em>Willow (Trilha sonora do filme &#8220;High Life&#8221;, 2019)<\/em><br \/>\n<em>The Bough Bends (&#8220;Distractions&#8221;, 2021)<\/em><br \/>\n<em>Medicine (&#8220;The Something Rain&#8221;, 2012)<\/em><br \/>\n<em>Always a Stranger (&#8220;Soft Tissue&#8221;, 2024)<\/em><br \/>\n<em>The Secret of Breathing (&#8220;Soft Tissue&#8221;, 2024)<\/em><br \/>\n<em>Turned My Back (&#8220;Soft Tissue&#8221;, 2024)<\/em><br \/>\n<em>Don\u2019t Walk, Run (&#8220;Soft Tissue&#8221;, 2024)<\/em><br \/>\n<em>New World (&#8220;Soft Tissue&#8221;, 2024)<\/em><br \/>\n<em>Soon to Be April (&#8220;Soft Tissue&#8221;, 2024)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Bis<\/em><br \/>\n<em>Stars at Noon (Trilha sonora do filme &#8220;Star at Noon&#8221;, 2022)<\/em><br \/>\n<em>Show Me Everything (&#8220;The Something Rain&#8221;, 2012)<\/em><br \/>\n<em>Tiny Tears (&#8220;Tindersticks II&#8221;), 1995<\/em><br \/>\n<em>For the Beauty (&#8220;No Treasure But Hope&#8221;, 2019)<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tindersticks - Tiny Tears (S\u00e3o Paulo, Brasil, 16\/4\/2025)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QQsazo8kaRw?list=PL3M6mGqCRZBO_FwqGZIfMgt92xDMZvqIy\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><br \/>\n<em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fernandoyokotafotografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Yokota<\/a>\u00a0\u00e9 fot\u00f3grafo de shows e de rua. Conhe\u00e7a seu trabalho:\u00a0<a href=\"http:\/\/fernandoyokota.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/fernandoyokota.com.br<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 20 can\u00e7\u00f5es esmagadoramente sutis destiladas por cerca de uma hora e quarenta minutos sem pressa, mas com classe e eleg\u00e2ncia, o Tindersticks ofereceu ao p\u00fablico n\u00e3o uma vers\u00e3o sua (e nossa) do passado, mas seu pr\u00f3prio \u201cmomentum\u201d art\u00edstico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/17\/ao-vivo-em-sao-paulo-tindersticks-destila-cancoes-esmagadoramente-sutis-com-classe-e-elegancia\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":88730,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7590],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88728"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88728"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88728\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88778,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88728\/revisions\/88778"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}