{"id":88578,"date":"2025-04-10T15:02:14","date_gmt":"2025-04-10T18:02:14","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=88578"},"modified":"2025-06-16T00:59:22","modified_gmt":"2025-06-16T03:59:22","slug":"30-festival-e-tudo-verdade-os-ruminantes-quando-o-brasil-era-moderno-meus-fantasmas-armenios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/10\/30-festival-e-tudo-verdade-os-ruminantes-quando-o-brasil-era-moderno-meus-fantasmas-armenios\/","title":{"rendered":"30\u00b0 Festival \u00c9 Tudo Verdade: &#8220;Os Ruminantes&#8221;, &#8220;Quando o Brasil Era Moderno&#8221;, &#8220;Meus Fantasmas Arm\u00eanios&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leandro Luz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-88584 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ruminantes.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ruminantes.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/ruminantes-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Os Ruminantes&#8221;, de Tarsila Ara\u00fajo e Marcelo Cordeiro de Mello (2025)<\/strong><br \/>\nA chegada de um grupo de homens e a invas\u00e3o de dezenas de c\u00e3es e de bois na pacata cidade de Manarairema altera a rotina dos moradores locais e coloca em evid\u00eancia a imprevisibilidade da vida. Esta \u00e9 a sinopse de \u201cA Hora dos Ruminantes\u201d, obra liter\u00e1ria de Jos\u00e9 J. Veiga publicada em 1966 que fez a cabe\u00e7a de Jean-Claude Bernardet e Luiz S\u00e9rgio Person no in\u00edcio dos anos 1970. Juntos, Bernardet e Person repetem a parceria bem sucedida em \u201cO Caso dos Irm\u00e3os Naves\u201d (Luiz S\u00e9rgio Person, 1967) e, amparados pelo produtor Mario Civelli, come\u00e7am a trabalhar em uma adapta\u00e7\u00e3o para o cinema que jamais p\u00f4de ver a luz do dia. No document\u00e1rio \u201cOs Ruminantes\u201d (2025), Tarsila Ara\u00fajo e Marcelo Cordeiro de Mello investigam esta curiosa hist\u00f3ria de apagamentos e frustra\u00e7\u00f5es, guiados sobretudo pelo depoimento de Jean-Claude Bernardet, respons\u00e1vel por contar, nos m\u00ednimos detalhes, desde o acaso da aquisi\u00e7\u00e3o do romance em uma livraria de rua em S\u00e3o Paulo at\u00e9 as confus\u00f5es envolvendo o set de um filme interrompido. A presen\u00e7a de Person no document\u00e1rio se d\u00e1 pelo resgate de uma entrevista concedida por ele \u00e0 TV Cultura pouco antes de morrer, em janeiro de 1976. E, indiretamente, pelas entrevistas concedidas por sua filha e cineasta, Marina Person, cujo document\u00e1rio intitulado \u201cPerson\u201d, lan\u00e7ado em 2007, j\u00e1 tinha colocado um holofote importante em torno da obra do pai. O principal apelo de \u201cOs Ruminantes\u201d \u00e9 tamb\u00e9m a sua principal dificuldade: mostrar para o p\u00fablico a import\u00e2ncia de um projeto nunca finalizado e dar conta, imageticamente, de como ele poderia ter sido. Fica evidente o quanto os diretores s\u00e3o desafiados para encontrar um filme a partir dessa hist\u00f3ria, muito em fun\u00e7\u00e3o da dificuldade inerente de se ilustrar um filme n\u00e3o realizado. Tenta\u00e7\u00e3o esta, ali\u00e1s, que soa um pouco subaproveitada justamente porque o filme se apropria de obras importantes do cinema brasileiro dos anos 1960 &#8211; obras dirigidas pelo pr\u00f3prio Person e, de forma geral, filmes de realizadores tipicamente associados ao cinema novo &#8211; de maneira rasa, valorizando mais uma ideia de ilustra\u00e7\u00e3o do que propriamente garantindo que as imagens e os sons respirem por si s\u00f3. Uma das discuss\u00f5es mais interessantes do filme acaba sendo a maneira como Bernardet e Person se interessavam pelo seu p\u00fablico e buscavam um di\u00e1logo franco e aberto com os seus filmes, postura na qual, segundo eles pr\u00f3prios, fora imperdoavelmente negligenciada pelos cinemanovistas.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-88583 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/quandoobrasil.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/quandoobrasil.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/quandoobrasil-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Quando o Brasil Era Moderno&#8221;, de Fabiano Maciel (2025)<\/strong><br \/>\nDe acordo com o pr\u00f3prio diretor, Fabiano Maciel, o document\u00e1rio \u201cQuando o Brasil Era Moderno\u201d foi concebido para tratar a respeito da arquitetura ao longo do s\u00e9culo XX e da import\u00e2ncia do estilo moderno para a constru\u00e7\u00e3o de uma paisagem (e de uma identidade) brasileira neste per\u00edodo. No entanto, em fun\u00e7\u00e3o das filmagens terem come\u00e7ado justamente durante as elei\u00e7\u00f5es de 2018, Maciel percebeu a for\u00e7a de se discutir, segundo ele, \u201cum projeto de na\u00e7\u00e3o abandonado\u201d. Fica evidente, assistindo ao filme, o quanto esta mudan\u00e7a fez bem ao projeto, ainda que tenham perdurado os problemas implicados pelo didatismo da ideia original. Para qualquer pessoa que tenha se dedicado minimamente a estudar hist\u00f3ria do Brasil, arquitetura ou hist\u00f3ria da arte, n\u00e3o \u00e9 novidade a maneira como a arquitetura moderna foi uma revolu\u00e7\u00e3o e influenciou arquitetos do mundo inteiro. No Brasil, o drama foi intenso: escolher um estilo arquitet\u00f4nico tamb\u00e9m significou escolher um caminho de pa\u00eds, portanto, uma a\u00e7\u00e3o que gerou disputas, rixas e bafaf\u00e1s monumentais por d\u00e9cadas. Um exemplo interessante, no qual o filme retrata com riqueza de detalhes, foi a constru\u00e7\u00e3o da sede do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade no Rio de Janeiro (hoje mais conhecido como Edif\u00edcio Gustavo Capanema, situado na Rua da Imprensa, n\u00famero 16, no cora\u00e7\u00e3o da cidade). Get\u00falio Vargas, ent\u00e3o presidente do Brasil, dedicado a modernizar o pa\u00eds e a fortalecer o Estado centralizado, permitiu que se fizesse um concurso para escolher um projeto para a constru\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio. Com um j\u00fari conservador e academicista, o arquiteto Archimedes Memoria acabou saindo vencedor, para desespero do ministro Gustavo Capanema que, apesar de ter legitimado a vit\u00f3ria de Memoria, inclusive pagando-lhe o pr\u00eamio do concurso, terminou por interditar a escolha e chamar o ent\u00e3o ex-diretor da Escola Nacional de Belas Artes, o arquiteto Lucio Costa, para compor uma nova equipe e desenvolver um projeto inclinado \u00e0 ideia de modernidade. Na turma de Costa estavam personagens importantes como Carlos Le\u00e3o, Ernani Vasconcellos, Affonso Eduardo Reidy, Roberto Burle Marx e um jovem Oscar Niemeyer, ent\u00e3o estagi\u00e1rio. A influ\u00eancia das ideias de Le Corbusier sobre a arquitetura brasileira teve seu auge com a discuss\u00e3o em torno do projeto de constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, durante toda a segunda metade dos anos 1950. Entre fatos hist\u00f3ricos inquestionavelmente relevantes, o filme se priva de discutir pontos de vista importantes a respeito da arquitetura modernista, se concentrando mais em uma rixa hist\u00f3rica do que em problemas urban\u00edsticos reais que reverberam at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-88582 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/armenio.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/armenio.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/armenio-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Meus Fantasmas Arm\u00eanios \/ Mes Fant\u00f4mes Arm\u00e9niens&#8221;, de Tamara Stepanyan (2025)<\/strong><br \/>\nEm \u201cMeus Fantasmas Arm\u00eanios\u201d (2025), Tamara Stepanyan opta por uma abordagem que est\u00e1 relativamente em alta no cinema document\u00e1rio contempor\u00e2neo: mesclar uma hist\u00f3ria pessoal ou familiar com eventos hist\u00f3ricos de um determinado lugar ou pa\u00eds, sejam eles ligados ao universo do cinema ou n\u00e3o. \u201cThe Lost Notebook\u201d (\u201cDen Tabte Notesbog\u201d, Ida Marie Gedbjerg S\u00f8rensen, 2024), que revela a hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia fissurada em cinema, cujo patriarca manteve um caderno com as anota\u00e7\u00f5es de todos os filmes que viu na vida, ao passo que passeia pela hist\u00f3ria do cinema h\u00fangaro; \u201cWitches\u201d (Elizabeth Sankey, 2024), sobre a maneira como a diretora enfrentou a maternidade e, ao mesmo tempo, como a hist\u00f3ria do cinema lidou com a ideia do feminino em circunst\u00e2ncias \u201cm\u00e1gicas\u201d; \u201cRetratos Fantasmas\u201d (Kleber Mendon\u00e7a Filho, 2024), um mergulho na hist\u00f3ria das salas de cinema de rua de Recife em paralelo com uma investiga\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vida e trajet\u00f3ria profissional do cineasta; todos esses tr\u00eas filmes s\u00e3o exemplos interessantes de como um relato pessoal pode ecoar interesses universais. Aqui, Stepanyan escolhe abra\u00e7ar a hist\u00f3ria de seu pai, ator de cinema durante o auge da produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica da Arm\u00eania Sovi\u00e9tica, e de seus av\u00f3s, profissionais especializados em dublagem e funcion\u00e1rios do principal est\u00fadio de cinema do pa\u00eds, o Armenfilm (ou Hayfilm, como \u00e9 mais conhecido), enquanto mostra, ainda que sem grandes pretens\u00f5es lineares de se fazer um trabalho historiogr\u00e1fico, momentos fascinantes do passado do cinema arm\u00eanio. A diretora revela de forma contundente os problemas sociopol\u00edticos enfrentados pelo seu povo desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, passando pelo genoc\u00eddio cometido durante a invas\u00e3o turca, o dom\u00ednio sovi\u00e9tico sobre o pa\u00eds e o per\u00edodo confuso ap\u00f3s a morte de Stalin. Nesse mesmo fluxo, o filme tra\u00e7a um paralelo de todos esses eventos ca\u00f3ticos com imagens sublimes de filmes arm\u00eanios que, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de \u201cA Cor da Rom\u00e3\u201d (\u201cSayat Nova\u201d, 1969) e de demais filmes dirigidos por Sergei Parajanov, s\u00e3o pouqu\u00edssimo conhecidos fora da Arm\u00eania. Com uma montagem que valoriza tanto a narra\u00e7\u00e3o subjetiva da cineasta quanto a presen\u00e7a reluzente das imagens do arquivo cinematogr\u00e1fico da Arm\u00eania, \u201cMeus Fantasmas Arm\u00eanios\u201d \u00e9, portanto, um tratado sens\u00edvel e cortante sobre um pa\u00eds e um convite aos mist\u00e9rios e \u00e0s belezas de um cinema praticamente inc\u00f3gnito.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/e-tudo-verdade\/\"><em>Leia mais sobre o Festival \u00c9 Tudo Verdade<\/em><\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88586 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Copia-de-My-Armenian-Phantoms_10-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Copia-de-My-Armenian-Phantoms_10-copiar.jpg 740w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Copia-de-My-Armenian-Phantoms_10-copiar-300x178.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leandro Luz (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\/&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw2y1ecqCW_KBoFqtTKVBQEK\">@leandro_luz<\/a>) pesquisa e escreve sobre cinema. Coordena a \u00e1rea de audiovisual do Sesc RJ, atuando na curadoria, programa\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de projetos em todo o estado do Rio de Janeiro. Exerce atividades de cr\u00edtica no\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/screamyell.com.br\/site\/&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw263alYeTRQy1GYVR0TXsQG\">Scream &amp; Yell<\/a>\u00a0e nos podcasts\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/tudoebrasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/tudoebrasil&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw1BTqnliQ9DvtqDHkpafqt5\">Tudo \u00c9 Brasil<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw3TjpLW5o8SaVAAdNU3jD2Z\">Plano-Sequ\u00eancia<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/1disco1filme-podcast\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/1disco1filme-podcast&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw3DtKMpqv1bp5QVCI6MvWbM\">1 disco, 1 filme<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cOs Ruminantes\u201d investiga hist\u00f3ria de um filme interrompido; \u201cQuando o Brasil Era Moderno\u201d discute \u201cum projeto de na\u00e7\u00e3o abandonado\u201d; \u201cMeus Fantasmas Arm\u00eanios\u201d \u00e9 sens\u00edvel e cortante.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/10\/30-festival-e-tudo-verdade-os-ruminantes-quando-o-brasil-era-moderno-meus-fantasmas-armenios\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":137,"featured_media":88585,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[7148],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88578"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/137"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88578"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88578\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88591,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88578\/revisions\/88591"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88578"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88578"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}