{"id":88537,"date":"2025-04-08T09:18:27","date_gmt":"2025-04-08T12:18:27","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=88537"},"modified":"2025-06-18T00:18:26","modified_gmt":"2025-06-18T03:18:26","slug":"entrevista-ema-stoned-costura-devaneios-sonoros-no-clipe-de-curva-do-sonho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/08\/entrevista-ema-stoned-costura-devaneios-sonoros-no-clipe-de-curva-do-sonho\/","title":{"rendered":"Entrevista: Ema Stoned costura devaneios sonoros no clipe de &#8220;Curva do Sonho\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/emastoned\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ema Stoned<\/a> \u00e9 uma banda instrumental que se move com a mesma fluidez e liberdade dos devaneios que a inspiram. Seu mais recente trabalho, o clipe de &#8220;Curva do Sonho&#8221;, \u00e9 uma espiada sensorial que dialoga diretamente com a filosofia de Ailton Krenak, levando o p\u00fablico a atravessar um labirinto visual de sonhos e transcend\u00eancia. A m\u00fasica faz parte de \u201c<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/devaneio-ema-stoned\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Devaneio<\/a>\u201d (2023), quarto registro do grupo e o primeiro de est\u00fadio com a atual forma\u00e7\u00e3o: Ale Duarte (guitarra), Elke Lamers (baixo) e Theo Charbel (bateria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde sua forma\u00e7\u00e3o em 2011, a Ema Stoned tem trilhado seu caminho no rock experimental, sempre desafiando r\u00f3tulos e criando horizontes sonoros complexos. Com sua estreia em \u201cGema\u201d (2013) at\u00e9 \u201c<a href=\"https:\/\/ditto.fm\/devaneio-ema-stoned\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Devaneio<\/a>\u201d, a banda passou por mudan\u00e7as de integrantes e uma transi\u00e7\u00e3o de um formato com vocais para o instrumental, evoluindo com lan\u00e7amentos como \u201cLive From Aurora\u201d (2016) e \u201cPhenomena\u201d (2019), que contou com a participa\u00e7\u00e3o de Makoto Kawabata, do Acid Mothers Temple, e Yantra. O clipe de &#8220;Curva do Sonho&#8221; reflete essa evolu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, mostrando a busca da banda por novas formas de express\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gravado no espa\u00e7o criativo El Galp\u00f3n, no Bixiga, o clipe mistura colagens visuais e imagens da pr\u00f3pria banda, imergindo em um universo on\u00edrico que ressoa com a est\u00e9tica do \u00e1lbum. A ideia central \u00e9 traduzir a espiral sonora da m\u00fasica, conectando-a aos conceitos de mem\u00f3ria e esquecimento. Elke Lamers, respons\u00e1vel pela dire\u00e7\u00e3o, explora a rela\u00e7\u00e3o entre a repeti\u00e7\u00e3o musical e as imagens que evocam o sonho, utilizando elementos como caleidosc\u00f3pios e mon\u00f3culos fotogr\u00e1ficos para construir um mundo de m\u00faltiplas perspectivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo criativo da Ema Stoned, tanto no clipe quanto no \u00e1lbum, reflete a busca constante por liberdade e autenticidade. Para elas, a m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 uma express\u00e3o r\u00edgida e formatada, mas uma forma de permitir que os sons sigam o rumo que as integrantes sentem ser mais genu\u00edno. Como Elke destaca, a banda n\u00e3o tinha a inten\u00e7\u00e3o de criar uma obra musical tem\u00e1tica e confessional: \u201cQueria dizer que fizemos um disco conceitual, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim. Talvez esse disco diga muito sobre a gente, mas n\u00e3o necessariamente ele \u00e9 a gente dizendo algo conscientemente formatado para o mundo (e isso pode dizer algo tamb\u00e9m)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da busca art\u00edstica, a Ema Stoned tem se envolvido ativamente com quest\u00f5es sociais e culturais. Para as integrantes, o grupo representa um reflexo das inquieta\u00e7\u00f5es com o mundo ao seu redor e, como elas pr\u00f3prias afirmam, \u201cser uma banda instrumental composta por mulheres segue sendo um ato pol\u00edtico em si\u201d. O trio se dedica n\u00e3o apenas a expandir seu universo sonoro, mas tamb\u00e9m a incentivar a participa\u00e7\u00e3o ativa de comunidades em processos criativos e educativos, ampliando o impacto de sua arte para al\u00e9m dos palcos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista por e-mail ao Scream &amp; Yell, Elke Lamers e Ale Duarte falaram sobre os bastidores do clipe de \u201cCurva do Sonho\u201d (e garantiram que nenhuma borboleta foi maltratada durante o processo), compartilharam suas reflex\u00f5es sobre a cena independente, a rela\u00e7\u00e3o da banda com o ativismo e a arte, e a busca por um som livre, sem amarras. Confira o papo abaixo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ema Stoned - Curva do Sonho (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/31L7ACuvCLE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parece que a inspira\u00e7\u00e3o do clipe vem de Ailton Krenak, que fala sobre a transcend\u00eancia do sonho. Considerando que o nome do disco \u00e9 &#8220;Devaneio&#8221;, voc\u00eas diriam que a influ\u00eancia dele se estende n\u00e3o apenas a &#8220;Curva do Sonho&#8221;, mas ao \u00e1lbum inteiro?\u00a0<\/strong><br \/>\nElke: A inspira\u00e7\u00e3o do clipe n\u00e3o veio do Krenak, mas alguns conceitos que ele traz est\u00e3o em di\u00e1logo com o que pensamos para o clipe, e o \u00e1lbum. Por exemplo, caiu como uma luva o que Krenak fala sobre a necessidade de retornar ao on\u00edrico, prestar aten\u00e7\u00e3o na natureza, olhar para dentro de si, deixar vazar o sonho. Acordar, no sentido mais seco, \u00e9 t\u00e3o med\u00edocre \u00e0s vezes&#8230; e d\u00e1 pra enxergar tudo de tantas formas, e acho que quisemos sintonizar algo um pouco mais on\u00edrico, um pouco de outras paisagens. Talvez a m\u00fasica sem letra j\u00e1 tenha algo assim tamb\u00e9m, acho que o instrumental cava um espa\u00e7o pra mente de quem ouve tagarelar. Queria dizer que fizemos um disco conceitual, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim. Talvez esse disco diga muito sobre a gente, mas n\u00e3o necessariamente ele \u00e9 a gente dizendo algo conscientemente formatado para o mundo (e isso pode dizer algo tamb\u00e9m). A ideia do Ailton Krenak traduz o mundo. Logo ela cabe no disco \u201cDevaneio\u201d, traduz o que precisamos, tentamos fazer. A Nise da Silveira fala da busca pelo equil\u00edbrio na arte. Ali tentamos encontrar algum, \u00e9 o nosso rabisco. N\u00e3o \u00e9 necessariamente algo transcendental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o processo de criar o clipe de &#8220;Curva do Sonho\u201d e mais ou menos quanto tempo demorou para ser feito?<\/strong><br \/>\nElke: Uma vers\u00e3o do clipe de \u201cCurva do Sonho\u201d existia, sem imagens da banda, h\u00e1 mais de um ano, mas decidimos que dever\u00edamos estar presentes nesses cen\u00e1rios. At\u00e9 porque, pensando no universo dos sonhos, eu encontrava a banda tamb\u00e9m. E coisas aconteciam, miss\u00f5es, fun\u00e7\u00f5es&#8230; passagens de som com livros, instrumentos com asas de insetos, labirintos, galerias etc. Esses sonhos foram fundidos com outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As imagens, em sua maioria, s\u00e3o de eventos reais, mas que tinham a ver com epis\u00f3dios vividos em sonhos. Em novembro, gravamos algumas imagens num lugar que tinha muito a ver com esse cen\u00e1rio on\u00edrico, El Galp\u00f3n, espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o, do Hache Ortiz, localizado no Bixiga, em S\u00e3o Paulo, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/sucataquantica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sede do Sucata Qu\u00e2ntica<\/a>, que tamb\u00e9m junta fragmentos do mundo e reconstr\u00f3i e cria a partir disso. Tivemos a ajuda especial do Hache e do Sol Cader\u00f3n nos registros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos sonhos estamos \u00e0 procura de alguma coisa. \u00c0s vezes encontramos coisas preciosas e temos que fazer um esfor\u00e7o ao acordar para n\u00e3o perder os fragmentos que restam, assim como quando tocamos e criamos algo que n\u00e3o queremos esquecer. Pensei no c\u00edrculo, na m\u00fasica &#8220;Curva do Sonho\u201d que \u00e9 repetitiva como uma espiral, num olho m\u00e1gico, nas recorr\u00eancias. Eu sonhava muito com a banda, indo tocar, carregando instrumentos, cabos faltando, pedal sem baixo, \u201ccad\u00ea a banda?\u201d, etc, ent\u00e3o n\u00e3o devo estar s\u00f3 (risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Devaneio\u201d \u00e9 o quarto disco cheio da Ema Stoned e o primeiro de est\u00fadio com a forma\u00e7\u00e3o atual, que j\u00e1 toca junta desde 2019. Como a banda enxerga a evolu\u00e7\u00e3o da sua identidade sonora, do in\u00edcio at\u00e9 &#8220;Devaneio&#8221;? Quais foram as principais mudan\u00e7as que a banda buscou neste trabalho mais recente?<\/strong><br \/>\nElke: A banda buscou dar voz (o que pode soar ir\u00f4nico [porque trata-se de uma banda instrumental]) \u00e0s ideias poss\u00edveis, sem se preocupar muito com como gostaria de soar. Acho que a busca \u00e9 seguir o som e tocar, especialmente, para a m\u00fasica. Acho que temos em comum sons que nos cativam, algumas influ\u00eancias que se cruzam, e a sonoridade vai se transformar no que todas sentirem que cabe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ale: Ao longo dos anos acho que temos ganhado mais intimidade com nossos instrumentos e tamb\u00e9m o desprendimento para poder trazer instrumentos e barulhos novos que n\u00e3o necessariamente sabemos tocar. Acho que largamos m\u00e3o da ideia de \u201cmaestria\u201d de um instrumento, nos interessando cada vez mais pelas possibilidades de sons que um instrumento, um efeito, uma maneira de tocar ou um barulho podem trazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como \u00e9 o processo criativo do grupo? Como as integrantes equilibram as diferentes influ\u00eancias e vis\u00f5es de cada uma na constru\u00e7\u00e3o do som da banda?<\/strong><br \/>\nElke: O equil\u00edbrio acontece no encontro. Criamos temas que levamos umas pra outras, alguns nascem espontaneamente em ensaios, e outros s\u00e3o resgatados de registros sonoros de encontros long\u00ednquos (sempre que reescutamos uma grava\u00e7\u00e3o surge um detalhe novo, um tema).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ale: O som da banda \u00e9 constru\u00eddo coletivamente e acho que ele s\u00f3 acontece porque nos encontros qualquer som \u00e9 permitido, ningu\u00e9m vai falar \u201cn\u00e3o\u201d para algo que algu\u00e9m trouxer, mesmo se n\u00e3o for do gosto de todas. A ideia \u00e9 acolher ideias e sugest\u00f5es, e nos encontros essas ideias naturalmente tomam forma e v\u00e3o para frente, ou n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m da filosofia de Ailton Krenak no novo clipe, voc\u00eas diriam que a Ema Stoned se envolve em quest\u00f5es sociais e culturais? Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o da banda com a arte e o ativismo?<\/strong><br \/>\nElke: Acho que todas na banda tem uma sensibilidade e respeito para e com seres n\u00e3o-humanos, Krenak tamb\u00e9m fala um pouco sobre isso. A Al\u00ea tamb\u00e9m atua como arte-educadora, tem um projeto independente de artes para crian\u00e7as no seu ateli\u00ea al\u00e9m de realizar oficinas em escolas e espa\u00e7os p\u00fablicos. J\u00e1 trabalhou no Pi\u00e1 (Programa de Inicia\u00e7\u00e3o Art\u00edstica), que \u00e9 um projeto lindo que promove gratuitamente experimenta\u00e7\u00f5es em diversas linguagens art\u00edsticas para crian\u00e7as e adolescentes, atuando de forma descentralizada em espa\u00e7os p\u00fablicos das Secretarias Municipais de Cultura e de Educa\u00e7\u00e3o. Essas a\u00e7\u00f5es acontecem em equipamentos culturais e espa\u00e7os p\u00fablicos na cidade, articuladas a a\u00e7\u00f5es locais, levando arte e envolvendo a comunidade e seu entorno. Dentro do ativismo, ser uma banda instrumental composta por mulheres segue sendo um ato pol\u00edtico em si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De onde saiu o r\u00f3tulo &#8220;rock digressivo&#8221;, que j\u00e1 foi utilizado para descrever o som da banda?<\/strong><br \/>\nElke: Rock digressivo foi um coment\u00e1rio de outro artista sobre a banda, depois de ver um show. Mas sentimos que caiu como uma luva. Acho que o termo digressivo nos serviu, assim como outras influ\u00eancias serviram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ale: O termo tamb\u00e9m vem um pouco como uma continuidade e, ao mesmo tempo, contrapartida ao termo \u201crock progressivo\u201d, que por vezes \u00e9 usado para descrever o nosso som. Em alguns lugares temos influ\u00eancia desse som, por ter escutado ele, mas \u00e9 um tipo de som caracteristicamente feito mais por homens cis, que carrega essa ideia de \u201cprogresso\u201d no nome, que tamb\u00e9m \u00e9 questionada por Krenak. O digressivo se aproxima mais ao \u201cDevaneio\u201d, no desprendimento do controle e na abertura para novas descobertas e vis\u00f5es sobre si mesmo e o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cDevaneio\u201d \u00e9 um disco cheio com nove faixas, mas o que determina o tipo de formato que voc\u00eas lan\u00e7am as m\u00fasicas? As composi\u00e7\u00f5es em si e como elas se encaixam e v\u00e3o surgindo ou voc\u00eas decidem deliberadamente &#8220;desta vez vamos fazer um EP ou um disco&#8221;?<\/strong><br \/>\nElke: O que determina \u00e9 o tempo que temos pra registrar o que fazemos. \u201cDevaneio\u201d, por exemplo, levou tempo pra ganhar forma, mas existia j\u00e1 h\u00e1 muito, tinha m\u00fasicas de diferentes \u00e9pocas que ainda n\u00e3o haviam sido gravadas\u2026 Colocadas juntas pareciam que elas tinham a possibilidade de contar uma hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ale: Ao mesmo tempo tamb\u00e9m havia rascunhos, ou tentativas de outras m\u00fasicas mas que n\u00e3o foram finalizadas, ou ficaram de fora. \u00c9 meio que um processo natural, tem m\u00fasicas que surgem e se \u201cresolvem\u201d facilmente e outras que parecem que ficam em suspens\u00e3o por um tempo indeterminado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Ema Stoned surgiu com o primeiro disco em 2013 e quando passou a ser uma banda instrumental, pegou um certo boom dessa vertente, mas parece que essa cena n\u00e3o est\u00e1 mais t\u00e3o aquecida. Por exemplo, o festival Produto Instrumental Bruto (que durou 11 anos em S\u00e3o Paulo e teve sua \u00faltima edi\u00e7\u00e3o em 2018) n\u00e3o existe mais. Como voc\u00eas enxergam isso? Acham que a cena instrumental brasileira \u00e9 renegada ou \u00e9 apenas mais um reflexo da situa\u00e7\u00e3o da cena independente em geral?<\/strong><br \/>\nElke: A Ema come\u00e7ou no final de 2011, ou in\u00edcio de 2012. Nosso primeiro show foi em junho de 2012, e o primeiro lan\u00e7amento, Gema, no final de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ale: Acho que o instrumental segue firme em outros g\u00eaneros como o jazz, m\u00fasica cl\u00e1ssica etc. Acho que est\u00e1 mais renegado na cena independente mesmo, que est\u00e1 passando por uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil em geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elke: Ainda assim, existem festivais voltados para esse \u201cg\u00eanero\u201d instrumental, como o BR135, em S\u00e3o Lu\u00eds, o Sonido em Bel\u00e9m, o M\u00fasica Livre, em Araraquara, nos quais tivemos o prazer de tocar nesses \u00faltimos anos. S\u00e3o iniciativas interessantes justamente por ser um g\u00eanero que n\u00e3o \u00e9 bem um g\u00eanero, ent\u00e3o a programa\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre muito diversa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por fim, quais os pr\u00f3ximos passos e shows da Ema Stoned? O que a banda gostaria de alcan\u00e7ar com sua m\u00fasica nos pr\u00f3ximos anos? Existem mais datas de shows agendados?<\/strong><br \/>\nElke: Vamos seguir tocando e compondo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ale: E estamos desenvolvendo alguns projetos de sonoriza\u00e7\u00e3o de imagens em movimento, buscando resgatar o di\u00e1logo entre m\u00fasica e artes visuais que estava mais presente no in\u00edcio da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elke: Sobre datas, estaremos no dia 24 de abril, no Sesc Paulista, para um projeto bem especial, e estamos planejando uma tour no sul, em breve.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Devaneio - Ema Stoned Full Album\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLxEVVDt9XtnbOuHrVKy0KFS__Wh7Yo70G\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ema Stoned - Devaneio no Centro Cultural Tendal da Lapa\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bJSR9PM3zL0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"AO VIVO | 01\/10 - Ema Stoned - \u00e0s 19:00\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_YJ2UFCsD14?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Sueelie Andrade<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Elke Lamers e Ale Duarte falam sobre os bastidores do clipe de \u201cCurva do Sonho\u201d e compartilharam suas reflex\u00f5es sobre a cena independente e a rela\u00e7\u00e3o da banda com o ativismo e a arte\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/08\/entrevista-ema-stoned-costura-devaneios-sonoros-no-clipe-de-curva-do-sonho\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":88538,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7646],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88537"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88537"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88537\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88539,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88537\/revisions\/88539"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}