{"id":88513,"date":"2025-04-08T00:10:16","date_gmt":"2025-04-08T03:10:16","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=88513"},"modified":"2025-04-30T11:16:19","modified_gmt":"2025-04-30T14:16:19","slug":"de-james-brown-a-big-black-jon-spencer-da-aula-de-rock-punk-e-blues-explosivo-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/08\/de-james-brown-a-big-black-jon-spencer-da-aula-de-rock-punk-e-blues-explosivo-no-brasil\/","title":{"rendered":"De James Brown \u00e0 Big Black, Jon Spencer d\u00e1 aula de rock, punk e blues explosivo no Brasil"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">texto de<\/span>\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">fotos de<\/span> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a> <span style=\"color: #000000;\">(coloridas \/ no Sesc Avenida Paulista)<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">fotos de<\/span> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tiago13rossi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tiago Rossi<\/a> <span style=\"color: #000000;\">(preto e branco \/ no Sesc Jundia\u00ed)<\/span><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jon Spencer \u00e9 um her\u00f3i do rock sujo independente. Enquanto um monte de rockstarzinhos picaretas e vagabundos vagueiam pelo mundo como zumbis com os bolsos abarrotados de grana e a alma sem um pingo de paix\u00e3o enganando desavisados, Jonathan Spencer segue, com seus 60 anos completados um dia ap\u00f3s esses shows no Brasil, distribuindo ao vivo doses cavalares de garage rock, punk e blues explosivo para pequenas plateias de sortudos, selecionando momentos estelares de seus trabalhos com a Pussy Galore, Heavy Trash e Blues Explosion, seu projeto mais famoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem a companhia de Judah Bauer e Russell Simins, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8Gfgei7g5cA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">seus parceiros mais longevos<\/a>, Jon Spencer vem tateando o inferno do rock a mais ou menos uma d\u00e9cada, per\u00edodo em que lan\u00e7ou seu primeiro disco totalmente solo, \u201cSpencer Sings The Hits!\u201d (2018), ao lado do tecladista do Quasi, Sam Coomes, e do baterista M. Sord, forma\u00e7\u00e3o que ele apelidaria de HITmakers em seu disco seguinte, \u201cSpencer Gets It Lit\u201d (2022). A fixa\u00e7\u00e3o por hits \u00e9 uma ironia, afinal, Jon Spencer estava mais interessado em falar sobre os posers e fakes do rock deste s\u00e9culo do que em colocar uma m\u00fasica no topo da Billboard. Como provocou Stuart Berman, da Pitchfork, ao escrever sobre o primeiro disco solo de Spencer, \u201cse a cultura contempor\u00e2nea relegou Jon Spencer \u00e0 lata de lixo, o m\u00ednimo que ele pode fazer \u00e9 dan\u00e7ar sobre ela\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_88516\" aria-describedby=\"caption-attachment-88516\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-88516 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-02-Jon-Spencer-BXQ_0140-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-02-Jon-Spencer-BXQ_0140-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-02-Jon-Spencer-BXQ_0140-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88516\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Fernando Yokota<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, em sua r\u00e1pida (terceira) passagem pela Am\u00e9rica do Sul em abril, Jon Spencer fez cinco shows em cinco dias em tr\u00eas pa\u00edses, berrando alucinadamente no come\u00e7o de todas as noites, e desmontando ele mesmo seu equipamento ap\u00f3s cada massacre sonoro. Ao seu lado estavam a baixista Kendall Wind e o baterista Macky Bowman, a cozinha de uma jovem banda de Woodstock chamada The Bobby Lees, que teve seu segundo disco, \u201cSkin Suit\u201d (2020), produzido por Spencer. Diz um velho ditado que todo Mick Jagger ir\u00e1 encontrar seu Keith Richards, se assim o Diabo desejar. E, bem, Spencer encontrou Kendall e Macky, dois jovens m\u00fasicos absurdamente talentosos. H\u00e1 esperan\u00e7a para o fim do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s se apresentar em Buenos Aires numa ter\u00e7a-feira, Jon, Kendall e Macky tinham dois compromissos em S\u00e3o Paulo (quarta e quinta) e um em Jundiai (sexta) antes de Jon partir para (assoprar velinhas de anivers\u00e1rio em) Santiago, no Chile (no s\u00e1bado), e abandonarem a Am\u00e9rica do Sul na sequ\u00eancia. Definitivamente, um trio bastante dedicado \u00e0 \u201cestrada\u201d da m\u00fasica (com aspas reluzentes). Em SP, Jon Spencer faria dois shows no Sesc Avenida Paulista com palco baixo, luz vermelha e jeit\u00e3o de inferninho &#8211; os ingressos se esgotaram em minutos semanas antes. Em Jundiai, o palco seria montado em formato 360 graus no gin\u00e1sio para aproximadamente 500 sortudos que poderiam assistir ao show do power trio de qualquer ponto que desejassem. O Scream &amp; Yell presenciou a noite de estreia em S\u00e3o Paulo e acompanhou a catarse de Jundia\u00ed dois dias depois.<\/p>\n<figure id=\"attachment_88517\" aria-describedby=\"caption-attachment-88517\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-88517 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/jon-spencer-3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/jon-spencer-3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/jon-spencer-3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88517\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Tiago Rossi<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rigor, Jon Spencer n\u00e3o leva set list para o palco. As can\u00e7\u00f5es s\u00e3o definidas na hora, e ou Spencer avisa seus companheiros no berro, ou come\u00e7a a can\u00e7\u00e3o com um riff de guitarra, que ser\u00e1 coberto em segundos pela m\u00e1quina de barulho formada pela baixista e pelo baterista \u2013 se pode parecer dif\u00edcil de entender a vibe no calor de um show (Macky e Kendall vez em quando se olham tentando decifrar qual can\u00e7\u00e3o foi &#8220;chamada&#8221;), fica facilmente percept\u00edvel no set que o trio fez no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=x0ONf5Rh-WQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">silencioso est\u00fadio da KEXP<\/a> recentemente. Um n\u00famero in\u00e9dito, \u201cGet It Together\u201d, seguido de uma porrada do Pussy Galore, \u201cNothing Can Bring Me Down\u201d, abriu os dois shows, que, dai em diante, seguiria cada um por um caminho: se a primeira noite em S\u00e3o Paulo soou mais blues, com Spencer resgatando \u201cI Don\u2019t Mind\u201d, uma p\u00e9rola do cl\u00e1ssico \u201cLive at Apollo\u201d (1963), de James Brown, em um dos grandes momentos da noite, Jundia\u00ed seria surpreendida com \u201cPower of Independent Trucking\u201d, metralhadora que abre \u201cSongs About Fucking\u201d (1987), estreia ic\u00f4nica do Big Black, de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/07\/16\/entrevista-steve-albini\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Steve Albini<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sets t\u00eam quase 30 can\u00e7\u00f5es &#8211; cerca de 20 m\u00fasicas formam a espinha dorsal da turn\u00ea sendo tocadas todas as noites, ainda que n\u00e3o na mesma sequ\u00eancia &#8211; e valorizam o \u00e1lbum lan\u00e7ado pelo trio no final de 2024: \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/25\/entrevista-jon-spencer-fala-sobre-novo-show-e-relembra-encontros-com-ze-do-caixao-fabio-moon-e-gabriel-ba\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sick of Being Sick<\/a>\u201d, o disco, cede ao show n\u00fameros como \u201cWrong\u201d, \u201cCome Along\u201d, \u201cGet Away\u201d, \u201cDisconnected\u201d, \u201cCoulda Been\u201d e \u201cFancy Pants\u201d, e as vers\u00f5es de est\u00fadio s\u00e3o elevadas ao espa\u00e7o pelo trio, com destaque para a condu\u00e7\u00e3o absurda de Macky, que esmaga seu kit sem d\u00f3 e bate com f\u00faria nos pratos. Kendall tamb\u00e9m \u00e9 um assombro, n\u00e3o apenas pelas linhas inteligentes que ela desfila no baixo, mas tamb\u00e9m por recriar de maneira impressionante em seu baixo os riffs da guitarra de Judah Bauer, famosos em can\u00e7\u00f5es da Blues Explosion, como \u201cSkunk\u201d, \u201cWail\u201d e \u201c2Kindsa Love\u201d, tr\u00eas do grande \u201cNow I Got Worry\u201d (1996) presentes nos sets.<\/p>\n<figure id=\"attachment_88518\" aria-describedby=\"caption-attachment-88518\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-88518 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-02-Jon-Spencer-BXQ_0359-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-02-Jon-Spencer-BXQ_0359-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/2025-04-02-Jon-Spencer-BXQ_0359-copiar-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88518\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Fernando Yokota<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dobradinha \u201cAfro\u201d\/\u201dAlright\u201d (Blues Explosion \/ Pussy Galore), usada na primeira parte dos dois shows, \u00e9 absolutamente irresist\u00edvel, e Spencer ainda tem a manha de enfileirar can\u00e7\u00f5es separadas \u2013 discograficamente \u2013 por 30 anos, como \u201cGhost\u201d, uma faixa fodona de seu \u00e1lbum solo de 2018 que soa impec\u00e1vel ao vivo, seguida de \u201cSweet Little Hi-Fi\u201d, porrada de riff cortante que a Pussy Galore cravou num EPzinho lan\u00e7ado pela Caroline Records em 1988, para del\u00edrio do capeta que mora dentro de cada um de n\u00f3s. Mas, calma, tem mais: singles como \u201cTrain #3\u201d (que saiu pelo selo indie In The Red, de Los Angeles) e &#8220;Bellbottoms&#8221; (publicado pela Matador Records) incineram a festa, mas as mais festejadas s\u00e3o as can\u00e7\u00f5es de \u201cAcme\u201d (1998): \u201cHigh Gear\u201d, \u201cI Wanna Make It All Right\u201d e, principalmente, \u201cTalk About The Blues\u201d arrancam urros da plateia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda houve espa\u00e7o para \u201c(Sometimes You Got To Be) Gentle\u201d, uma can\u00e7\u00e3o do Heavy Trash (banda com a qual Jon Spencer se apresentou ao lado de Z\u00e9 do Caix\u00e3o na MTV Brasil em sua segunda passagem pelo Brasil), e um cover de Ty Wagner &amp; the Scotchmen, \u201cI\u2019m a No-Count\u201d, garageira dos anos sessenta que o trio tocou com o pr\u00f3prio no tal set da KEXP, entre um tanto de outras coisas. Nem o f\u00e3 mais ardoroso deve ter sacado tudo que rolou nesses shows (confira com aten\u00e7\u00e3o o set list no final do texto), o que, de certa forma, valida que o que Jon Spencer tem a oferecer a seu p\u00fablico \u00e9&#8230; um momento \u00fanico, aquele em que artista e banda s\u00e3o uma coisa s\u00f3, ouvindo m\u00fasica boa e barulhenta para desentupir as art\u00e9rias da alma, algo bem diferente daqueles mega-hits que os f\u00e3s berram a letra mais alto do que o que est\u00e1 saindo pelas caixas de som, a banda como decora\u00e7\u00e3o de luxo para karaok\u00eas adultescentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como Jarvis Cocker, que criou o Pulp partindo da premissa de que <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/01\/08\/tres-livros-eu-fui-traficante-de-keith-richards-nacao-tomada-pelo-medo-good-pop-bad-pop-um-inventario\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o que a sociedade descarta pode ser mais interessante do que o que ela idolatra<\/a>, Jon Spencer &#8220;<a href=\"https:\/\/pitchfork.com\/reviews\/albums\/jon-spencer-spencer-sings-the-hits\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">construiu seu imp\u00e9rio musical a partir de detritos da cultura pop<\/a>&#8220;. A diferen\u00e7a entre eles \u00e9 que, para desespero de Steve Albini, Jarvis ama &#8220;good pop&#8221; (e tende ao kitsch). J\u00e1 a m\u00fasica de Jon Spencer \u00e9 muito estranha, lasciva e amea\u00e7adora para ser absorvida pelas massas. A &#8220;sorte&#8221; de ambos (e nossa tamb\u00e9m) \u00e9 que &#8220;a moda \u00e9 passageira, mas o lixo \u00e9 para sempre&#8221;. Por duas noites aceleradas (quase 30 m\u00fasicas em quase 90 minutos por show), Jon Spencer deu aulas de punk, rock, garage e blues explosivo ou apenas m\u00fasica estranha, lasciva e amea\u00e7adora com \u201cenergia e paix\u00e3o\u201d em S\u00e3o Paulo e Jundia\u00ed, cumprindo a promessa que ele fez <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/25\/entrevista-jon-spencer-fala-sobre-novo-show-e-relembra-encontros-com-ze-do-caixao-fabio-moon-e-gabriel-ba\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ao final da entrevista que concedeu ao Scream &amp; Yell<\/a>, em mais uma daquelas noites que \u2013 mesmo sem roj\u00f5es nem fogos de artificio no c\u00e9u (ou, talvez, devido a aus\u00eancia de tudo isso mesmo, afinal era um show de rock, n\u00e3o um cirquinho musical) \u2013 parecem, de alguma forma, hist\u00f3ricas. Ou apenas verdadeiras, algo que vem fazendo muita falta \u00e0 m\u00fasica (e \u00e0 humanidade) deste mil\u00eanio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_88519\" aria-describedby=\"caption-attachment-88519\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-88519 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/jon-spencer-5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/jon-spencer-5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/jon-spencer-5-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88519\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto de Tiago Rossi<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Set list do show em Jundia\u00ed<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u201cGet It Together\u201d (In\u00e9dita)<br \/>\n\u201cNothing Can Bring Me Down\u201d (Pussy Galore, 1988)<br \/>\n\u201cWrong\u201d (Jon Spencer, Kendall Wind e Macky Bowman, 2024)<br \/>\n\u201cDo The Trash Can\u201d (Jon Spencer, 2018)<br \/>\n\u201cAfro\u201d (Jon Spencer Blues Explosion, 1993)<br \/>\n\u201cAlright\u201d (Pussy Galore, 1987)<br \/>\n\u201cWorm Town\u201d (Jon Spencer &amp; The HITmakers, 2023)<br \/>\n\u201c2Kindsa Love\u201d (Jon Spencer Blues Explosion, 1996)<br \/>\n\u201cOle Man Trouble\u201d (Jon Spencer Blues Explosion, 1993)<br \/>\n\u201cCome Along\u201d (Jon Spencer, Kendall Wind e Macky Bowman, 2024)<br \/>\n\u201cGet Away\u201d (Jon Spencer, Kendall Wind e Macky Bowman, 2024)<br \/>\n\u201cCoulda Been\u201d (Jon Spencer, Kendall Wind e Macky Bowman, 2024)<br \/>\n\u201cSweat\u201d (Jon Spencer Blues Explosion, 1994)<br \/>\n\u201cTalk About The Blues\u201d (Jon Spencer Blues Explosion, 1998)<br \/>\n\u201cTrain #3\u201d (Jon Spencer Blues Explosion, 1993)<br \/>\n\u201cPower of Independent Trucking\u201d (Big Black, 1987)<br \/>\n\u201cHigh Gear\u201d (Jon Spencer Blues Explosion, 1998)<br \/>\n\u201cGhost\u201d (Jon Spencer, 2018)<br \/>\n\u201cSweet Little Hi-Fi\u201d (Pussy Galore, 1988)<br \/>\n\u201cDisconnected\u201d (Jon Spencer, Kendall Wind e Macky Bowman, 2024)<br \/>\n\u201cBellbottoms\u201d (Jon Spencer Blues Explosion, 1994)<br \/>\n\u201cSkunk\u201d (Jon Spencer Blues Explosion, 1996)<br \/>\n\u201cWail\u201d (Jon Spencer Blues Explosion, 1996)<br \/>\n\u201cJunk Man\u201d (Jon Spencer &amp; The HITmakers, 2023)<br \/>\n\u201cI Wanna Make It All Right\u201d (Jon Spencer Blues Explosion, 1998)<br \/>\n\u201cFancy Pants\u201d (Jon Spencer, Kendall Wind e Macky Bowman, 2024)<br \/>\n\u201c(Sometimes You Got To Be) Gentle\u201d (Heavy Trash, 2009)<br \/>\n\u201cI\u2019m a No-Count\u201d (Ty Wagner, 1965)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Jon Spencer, Kendall Wind e Macky \u201cSpider\u201d Bowman no Sesc Avenida Paulista, Brasil, 2\/4\/2025\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PL3M6mGqCRZBOYRpfO-CsDMUPp_t9j59tj\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Jon Spencer, Kendall Wind e Macky \u201cSpider\u201d Bowman no Sesc Jundia\u00ed, Brasil, 4\/4\/2025 - Pt 1\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qt49wI6xSmY?list=PL3M6mGqCRZBNpUQB2BIkKUgtjwEzEXmuu\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por duas noites aceleradas (quase 30 m\u00fasicas em quase 90 minutos), Jon Spencer deu aulas de punk, rock, garage e blues explosivo com \u201cenergia e paix\u00e3o\u201d em S\u00e3o Paulo e Jundia\u00ed,\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/08\/de-james-brown-a-big-black-jon-spencer-da-aula-de-rock-punk-e-blues-explosivo-no-brasil\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":88515,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[279],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88513"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88513"}],"version-history":[{"count":24,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88513\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88574,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88513\/revisions\/88574"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88515"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88513"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88513"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88513"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}