{"id":88493,"date":"2025-04-04T10:12:16","date_gmt":"2025-04-04T13:12:16","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=88493"},"modified":"2025-04-28T20:58:51","modified_gmt":"2025-04-28T23:58:51","slug":"entrevista-bazuros-traz-cumbia-punk-paulistana-no-album-mucha-lucha-poca-plata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/04\/entrevista-bazuros-traz-cumbia-punk-paulistana-no-album-mucha-lucha-poca-plata\/","title":{"rendered":"Entrevista: Bazuros fala sobre \u201cMucha Lucha, Poca Plata\u201d, um \u00e1lbum de cumbia punk paulistana"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um momento em que a cumbia ressurge e se expande nas maiores cidades do mundo \u2014 de Buenos Aires a at\u00e9 mesmo T\u00f3quio \u2014, o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bazuros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bazuros<\/a> contribui para colocar S\u00e3o Paulo no centro dessa cena internacional. Com um som que mistura a ess\u00eancia do g\u00eanero com influ\u00eancias de punk, reggae, chicha e outras sonoridades, a banda paulistana traz em seu primeiro disco cheio, \u201c<a href=\"https:\/\/distro.ffm.to\/bazuros-mlpp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mucha Lucha, Poca Plata<\/a>\u201d (2025) uma interpreta\u00e7\u00e3o entusiasmada e bem pr\u00f3pria do estilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Bazuros nasceu no bairro do Bom Retiro, em 2020, com a proposta de mesclar a energia do punk com a cumbia, um dos ritmos mais emblem\u00e1ticos da Am\u00e9rica Latina. Influenciados por diferentes vertentes do g\u00eanero \u2013 como a cumbia villera de Buenos Aires, a chicha dos migrantes andinos em Lima e a rebajada de Monterrey \u2013 a banda construiu uma sonoridade aut\u00eantica que costura suas ra\u00edzes latinas com a cara cosmopolita de S\u00e3o Paulo. Em apenas quatro anos de estrada, o grupo conquistou espa\u00e7o tocando em festas e eventos underground, dividindo palco com as influentes Mercen\u00e1rias e o lend\u00e1rio Azymuth. A energia de seu som \u00e9 calcada em faixas autorais, instrumentais e psicod\u00e9licas, al\u00e9m de covers que transitam de Pibes Chorros a Clash.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2020, a banda lan\u00e7ou seu primeiro EP, \u201cBazuros\u201d, com seis faixas registradas ao vivo que j\u00e1 demonstravam o potencial de seu som em m\u00fasicas como \u201cLuchador\u201d, \u201cFernet Azteca\u201d, &#8220;Visualizou E N\u00e3o Respondeu\u201d e \u201cStoner Cumbia\u201d. Agora em 2025, o grupo d\u00e1 um passo maior e lan\u00e7a seu primeiro \u00e1lbum de est\u00fadio, \u201cMucha Lucha, Poca Plata\u201d, produzido por Paulo Kishimoto (Orquestra K, La Cumbia Negra, Pitty, Forgotten Boys e Riviera Gaz) e lan\u00e7ado pela Laja Records. O disco reafirma o leque de sonoridades do Bazuros, combinando cumbia com punk, reggae e experimenta\u00e7\u00f5es musicais, al\u00e9m de trazer participa\u00e7\u00f5es especiais do rapper boliviano Delapaz, as percuss\u00f5es de Mariano Sarine (Deaf Kids), os vocais de Helleno (Os Universais) e Paula Rebellato (Rakta e Madrugada), al\u00e9m da poesia de Givly Simons (Figueroas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMucha Lucha, Poca Plata\u201d n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o t\u00edtulo do \u00e1lbum: \u00e9 uma express\u00e3o citada por um amigo da banda que sintetiza a luta di\u00e1ria dos nove integrantes \u2013 e de tantas outras pessoas no Brasil e na Am\u00e9rica Latina \u2013 em busca de reconhecimento, com pouco dinheiro, mas muita vontade e amor pela m\u00fasica. Em entrevista por e-mail ao Scream &amp; Yell, Hiro (guitarrista) e Vitor (tecladista) falam sobre como a banda foi desenvolvendo sua sonoridade, suas influ\u00eancias, a colabora\u00e7\u00e3o com outros artistas em \u201cMucha Lucha, Poca Plata\u201d e as expectativas para o futuro do Bazuros.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mucha Lucha, Poca Plata\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_kbkuUnf1mA33-sTSSReehQpukoyw8icas\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00eas descreveriam a evolu\u00e7\u00e3o do som da banda desde o EP &#8220;Bazuros&#8221; at\u00e9 o novo \u00e1lbum &#8220;Mucha Lucha, Poca Plata&#8221;?<\/strong><br \/>\nHiro: De cumbia em cumbia a banda foi formando sua sonoridade. As primeiras composi\u00e7\u00f5es foram mais complicadas porque a gente ainda estava em processo de matura\u00e7\u00e3o, buscando encontrar uma sonoridade sem ficar preso aos clich\u00eas. Como tudo na vida, a pr\u00e1tica constante foi elevando o n\u00edvel e a complexidade dos arranjos. Depois de meia d\u00fazia de sons pr\u00f3prios prontos, a gente foi pegando a m\u00e3o e sacando melhor o que funcionava e o que n\u00e3o funcionava. Nada acontece do dia para a noite. Nesse disco, temos algumas can\u00e7\u00f5es antigas que ficaram de fora do EP e que tivemos a oportunidade de gravar melhor, e coisas mais novas que marcam a fase atual da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vitor: Em termos de composi\u00e7\u00e3o, acho que o processo foi o mesmo do primeiro disco: em umas o Hiro chegou com os riffs e o desenho inteiro pronto, outras eu fiz a guia no computador e mandei pra ele, e assim a gente foi montando o repert\u00f3rio. Acho que uma diferen\u00e7a importante \u00e9 que das oito m\u00fasicas desse disco, s\u00f3 a \u201cRom\u00e2ntica\u201d e a \u201cMucha Lucha, Poca Plata\u201d s\u00e3o mais novas, m\u00fasicas que eu compus j\u00e1 pensando em fazer parte de um disco e tal. As outras s\u00e3o m\u00fasicas que a gente p\u00f4de amadurecer bastante ao vivo antes de gravar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O t\u00edtulo &#8220;Mucha Lucha, Poca Plata&#8221; parece refletir a realidade de grande parte das bandas independentes no Brasil. Mas qual foi a ideia real para batizar o disco desta forma? Como ele se conecta com a banda?<\/strong><br \/>\nVitor: Essa frase foi dita pelo nosso amigo e t\u00e9cnico de som Le\u00e3o, em uma das muitas viagens de UberBag lotado de instrumento e equipamento, j\u00e1 sabendo que se rolasse cach\u00ea naquela noite seria muito pouco. Mas acho que esse perrengue de ter banda \u00e9 s\u00f3 um fragmento da realidade da maioria das pessoas que vivem em pa\u00edses de terceiro mundo. No pr\u00f3prio Bazuros, tem pintor de parede, moldureiro, cozinheiro, tatuador, artista de rua\u2026 Enquanto a gente fala aqui, o Dod\u00f4, nosso baterista, est\u00e1 trabalhando h\u00e1 quatro meses de sol a sol na cozinha de um navio pra conseguir juntar uma grana. E acho que a cumbia, por ser um estilo musical de influ\u00eancia africana e que se desenvolveu na Am\u00e9rica Latina, representa muito bem essa condi\u00e7\u00e3o do povo que luta muito e sofre pra ganhar o suficiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m de cumbia, chicha, punk e reggae, o que mais a banda diria que serve como influ\u00eancia, tanto direta como indiretamente, para a sonoridade da Bazuros? Quais foram as principais refer\u00eancias sonoras e culturais para a cria\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nHiro: Nenhum membro da banda conhece ou toca cumbia desde novo, a maioria dos integrantes passou por bandas de outros estilos at\u00e9 finalmente tocar cumbia no Bazuros. A gente precisou ir montando esse quebra-cabe\u00e7a aos poucos, pesquisar muito som e isso tudo acaba sendo um fator determinante na sonoridade da banda. De modo geral, a cumbia vai se adaptando ao meio em que \u00e9 produzida, vide a cumbia villera argentina, a chicha peruana, a cumbia sonidera mexicana e por a\u00ed vai. Na minha opini\u00e3o, a cumbia que tocamos sintetiza muito bem o perfil multicultural que a gente encontra na metr\u00f3pole de S\u00e3o Paulo, que abriga gente de tudo que \u00e9 canto do pa\u00eds e do mundo, cada qual colaborando de alguma forma pra formar a identidade da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vitor: Al\u00e9m do que o Hiro disse, acho que tem umas refer\u00eancias que n\u00e3o s\u00e3o diretas, mas que fizeram parte de algum jeito ali na hora de comp\u00f4r. Tem dois filmes, por exemplo, um mexicano, \u201cYa no estoy aqu\u00ed&#8221; (de Fernando Frias, 2019), e outro colombiano, \u201cLos reyes del mundo&#8221; (de Laura Mora, 2022), que assisti e ficaram muito na cabe\u00e7a na \u00e9poca que vieram a \u201cRebajada\u201d e a \u201cWepa\u201d. Fora umas coisas mais de brega, Reginaldo Rossi, Edson Wander, Calcinha Preta, que aparecem muito na \u201cRu\u00ednas\u201d e na \u201cRom\u00e2ntica\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88498 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/bazuros-003-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/bazuros-003-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/bazuros-003-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/bazuros-003-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco conta com v\u00e1rias colabora\u00e7\u00f5es interessantes, como o rapper boliviano Delapaz, Helleno, Paula Rebellato, Mariano Sarine e Givly Simons. Como surgiram essas parcerias e o que cada uma delas trouxe para as faixas?<\/strong><br \/>\nHiro: A grande maioria das parcerias foram sendo formadas com o decorrer dos shows e das amizades que fomos fazendo durante a jornada. No in\u00edcio a gente sempre dividiu palco com bandas de punk rock e m\u00fasica experimental no geral. Tirando a galera da La Guacamaya, n\u00e3o tinham outras bandas de cumbia que a gente conhecesse ou festas e estabelecimentos focados em m\u00fasica latina que chamavam a gente pra tocar. A Paula (Rebellato) tocava comigo no Duplo e \u00e9 uma das pessoas respons\u00e1veis pelo Porta, lugar que desde o in\u00edcio abriu espa\u00e7o pro Bazuros. O Mariano (Sarine) \u00e9 conhecido de longa data de alguns membros da banda e, antes de gravar o disco com a gente, j\u00e1 tinha tocado algumas vezes com os Bazuros a convite do Dod\u00f4, nosso baterista, que al\u00e9m de tocar com a gente toca tamb\u00e9m na banda do Helleno. Tudo foi se encaixando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vitor: O Delapaz foi um encontro legal tamb\u00e9m. A gente conheceu ele numa festa do Do\u00f1a Bertha, restaurante peruano que promove shows de cumbia, e a conversa bateu desde o come\u00e7o. Al\u00e9m de rapper, ele organiza uma batalha de rima em espanhol em S\u00e3o Paulo, um rol\u00ea muito louco. O Givly Simons foi na real algo inesperado, porque eu escutei bastante os discos do Figueroas anos antes de formar o Bazuros, e um dia ele interagiu com a gente no Instagram e eu fiz o convite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A produ\u00e7\u00e3o foi feita por Paulo Kishimoto, conhecido por seu trabalho com bandas como Orquestra K, Pitty, Forgotten Boys, Riviera Gaz, entre outros. Como foi trabalhar com ele?<\/strong><br \/>\nHiro: O Paulo foi uma pe\u00e7a chave e de extrema import\u00e2ncia para que tudo desse t\u00e3o certo no processo de grava\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum. Antes de entrar em est\u00fadio, uma das nossas grandes preocupa\u00e7\u00f5es era encontrar um parceiro que j\u00e1 tivesse intimidade com o assunto e que soubesse trabalhar nesse recorte do estilo. Um profissional qualificado, mas que n\u00e3o tivesse conhecimento na causa poderia arruinar tudo. Existe um abismo gigante entre compor e tocar cumbia nos shows e transformar isso em um disco que soe bem para todo mundo. E o Paulo arrebentou, n\u00e3o tinha como ter sido melhor. Ele j\u00e1 tocava e produzia cumbia muito antes da gente ter tido a ideia de montar a banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A cena de cumbia est\u00e1 sendo cada vez mais notada no Brasil. Como voc\u00eas veem a contribui\u00e7\u00e3o do Bazuros para esse movimento, especialmente no contexto de S\u00e3o Paulo?<\/strong><br \/>\nHiro: A gente come\u00e7ou a ensaiar num contexto de final de pandemia, tudo era muito abstrato e a chance de dar certo era a mesma chance de tudo ter sido um fiasco. Conseguimos reunir um pequeno grupo de pessoas interessadas no mesmo assunto e aos poucos a banda foi aumentando o n\u00famero de integrantes e as coisas foram acontecendo. N\u00e3o tenho d\u00favidas que muita coisa mudou desde que come\u00e7amos; S\u00e3o Paulo est\u00e1 super receptiva para a m\u00fasica latina no geral e os Bazuros s\u00e3o sempre muito bem recebidos por onde passam. Da minha parte, n\u00e3o consigo mensurar exatamente onde a gente se encaixa nisso tudo e o quanto contribu\u00edmos para algo. Mas acho v\u00e1lido pontuar que mesmo tocando alguns covers e fazendo vers\u00f5es de m\u00fasicas conhecidas, o Bazuros \u00e9 uma banda majoritariamente autoral, que sempre buscou fazer suas pr\u00f3prias m\u00fasicas. Talvez esse seja nosso grande diferencial. No mais, espero que nosso disco chegue ao m\u00e1ximo de lugares poss\u00edveis e que ele contribua para que cada vez mais as pessoas abram espa\u00e7o para a cumbia. Por favor, montem bandas novas, produzam muitas festas e chamem cada vez mais a gente pra tocar! Com isso a cena vai se solidificando e dia a dia a cumbia brasileira contempor\u00e2nea vai marcando presen\u00e7a no cen\u00e1rio mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como o contexto local e as experi\u00eancias de voc\u00eas em S\u00e3o Paulo influenciam a m\u00fasica e as letras do grupo? E como voc\u00eas acham que essas refer\u00eancias locais podem ressoar com o p\u00fablico de outras localidades?<\/strong><br \/>\nVitor: Acho que o contexto j\u00e1 influencia mesmo quando a gente toca covers. Quando a m\u00fasica \u00e9 autoral essa influ\u00eancia de S\u00e3o Paulo \u00e9 maior ainda. E principalmente porque a gente desde o come\u00e7o permitiu que essas outras refer\u00eancias, como o punk, o reggae, o rap e outros rol\u00eas da cidade, fizessem parte da cumbia que a gente faz, sem a preocupa\u00e7\u00e3o de \u201cn\u00e3o soar como cumbia\u201d. Essa mistura \u00e9 que forma a nossa sonoridade. E sobre como isso ressoa em outros lugares, acho que \u00e9 um som que tem potencial pra viajar e ser ouvido em outros lugares, principalmente porque ele \u00e9 sincero. N\u00e3o \u00e9 uma c\u00f3pia do estilo de algum pa\u00eds espec\u00edfico, embora a gente tenha bastante influ\u00eancia da cumbia argentina e peruana, por exemplo. Uma prova disso \u00e9 que um dos amigos que fizemos nessa jornada \u00e9 um DJ de cumbia do Jap\u00e3o, o Sonidero Tokyo. Acho que as fronteiras s\u00e3o pequenas para a m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hiro: Em rela\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico de outras nacionalidades, principalmente no contexto dentro de S\u00e3o Paulo, a banda sempre procurou ficar atenta pra n\u00e3o cometer nenhuma gafe muito s\u00e9ria ou ultrapassar alguma barreira que fizesse com que parecesse um pastiche ou soasse caricatos dentro da cumbia. Por isso a ideia inicial de usar samplers ao inv\u00e9s de cantar em espanhol e nunca combinar um dress code nos shows. Eu pessoalmente fiquei mais sossegado depois que dividimos palco com bandas e projetos formados por estrangeiros que residem em S\u00e3o Paulo e tudo correu bem e o nosso som agradou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88496 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/bazuros.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"574\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/bazuros.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/bazuros-300x230.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que o p\u00fablico pode esperar <a href=\"https:\/\/www.sympla.com.br\/evento\/bazuros-lancamento-disco-novo\/2890822?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAAaYfr8Mq1omqRlIT-Qx2uU3eTzqNQBZE7-9HqJPEE7Mf1QF7eWJfOqASNOM_aem_EPu9NOMuIQ0DA4GMUqzD3Q&amp;referrer=l.instagram.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">do show de lan\u00e7amento<\/a>? Vai ser uma experi\u00eancia diferente do que a banda j\u00e1 fez antes?<\/strong><br \/>\nVitor: O lan\u00e7amento do disco acontece no dia 11 de abril, no Sol y Sombra, no Bixiga em S\u00e3o Paulo. O Sol y Sombra \u00e9 um lugar muito especial pra banda. Ele \u00e9 hoje o principal p\u00f3lo de m\u00fasica latina em S\u00e3o Paulo, onde j\u00e1 fizemos grandes shows, por\u00e9m essa ser\u00e1 sua \u00faltima festa nesse endere\u00e7o. Ent\u00e3o fazer esse lan\u00e7amento nesse dia e nesse lugar \u00e9 bem simb\u00f3lico pra banda, pro bar e pra cena como um todo. Pra mim, pessoalmente, traz um significado de resist\u00eancia, de que a cumbia em S\u00e3o Paulo \u00e9 grande e vai crescer ainda mais, e que casas novas v\u00e3o surgir \u2013 inclusive o Sol y Sombra em outro endere\u00e7o, tomara que em breve. Al\u00e9m disso, nesse show a gente vai juntar convidados do disco como a Paula Rebellato, o Mariano, o Helleno, o Kishimoto\u2026 \u00c9 uma reuni\u00e3o bem especial de pessoas que nunca tocaram no Sol y Sombra, pra gente juntar esses v\u00e1rios universos. E teremos tamb\u00e9m amigos discotecando, como o Felix da Punk Reggae Party e o Douglas do Deaf Kids. Vai ser uma festa muito louca com cumbia, reggae e punk!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que podemos esperar ap\u00f3s o lan\u00e7amento de &#8220;Mucha Lucha, Poca Plata&#8221;? H\u00e1 planos de turn\u00ea, clipes ou outras novidades?<\/strong><br \/>\nHiro: Por ora a ideia \u00e9 tocar no m\u00e1ximo de lugares poss\u00edveis e atrav\u00e9s da repercuss\u00e3o positiva do \u00e1lbum conseguir al\u00e7ar voos maiores e finalmente entrar no circuito do Sesc e dos grandes festivais, eventos como a Virada Cultural e por a\u00ed vai. Sem d\u00favida seria incr\u00edvel poder conhecer melhor o pa\u00eds e quem sabe o mundo fazendo uma turn\u00ea com a banda. A gente sabe o quanto \u00e9 dif\u00edcil pra uma banda nessa escala do underground e com tantos integrantes conseguir viabilizar esse tipo de coisa, mas sonhar \u00e9 de gra\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Estamos muito felizes com o lan\u00e7amento em CD, mas seguimos firmes na procura de parceiros para viabilizar um lan\u00e7amento em vinil no segundo semestre. Mantenha-nos informados caso voc\u00ea seja essa pessoa! E pra finalizar, muito obrigado a todo mundo que acredita no nosso trabalho e contribui diariamente para que a gente siga fazendo o que gosta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vitor: \u00c9 isso que o Hiro disse\u2026 Trabalhar bem esse disco, correr o Brasil e o mundo, se poss\u00edvel, e conhecer gente nova, novas bandas, p\u00fablico novo. Alimentar nossos sonhos de novas viv\u00eancias pra compormos coisas novas e em breve come\u00e7armos um disco novo. Obrigado e apoie sua cumbia local!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bazuros - Luchador\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BqtiDLlJyC0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bazuros - Fernet Asteca (ao vivo na Ocupa\u00e7\u00e3o 9 de Julho)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ssD_DHPFf6s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bazuros ao vivo no Tendal da Lapa\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/htobnhYsNnw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Hiro (guitarrista) e Vitor (tecladista) falam sobre como a banda foi desenvolvendo sua sonoridade, suas influ\u00eancias, a colabora\u00e7\u00e3o com outros artistas em \u201cMucha Lucha, Poca Plata\u201d\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/04\/04\/entrevista-bazuros-traz-cumbia-punk-paulistana-no-album-mucha-lucha-poca-plata\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":88497,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7644],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88493"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88493"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88493\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88927,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88493\/revisions\/88927"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88497"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}