{"id":8849,"date":"2011-06-22T19:03:47","date_gmt":"2011-06-22T22:03:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=8849"},"modified":"2016-09-09T17:17:41","modified_gmt":"2016-09-09T20:17:41","slug":"discografia-comentada-paul-mccartney","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/06\/22\/discografia-comentada-paul-mccartney\/","title":{"rendered":"Discografia Comentada: Paul McCartney"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8850\" title=\"paul\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/WILSONFARINA\" target=\"_blank\">Wilson Farina<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como prosseguir na m\u00fasica depois de fazer parte do grupo de maior sucesso e import\u00e2ncia de todos os tempos? E mais, depois de sempre viver numa banda, como fazer isso sozinho? O fim dos Beatles foi um processo lento e doloroso, e quando foi anunciado em 1970, cada um de seus membros reagiu a sua pr\u00f3pria forma. Ringo Starr gravou dois discos de covers, e manteve a boa vizinhan\u00e7a com todos. Mas os tr\u00eas principais compositores lan\u00e7aram discos bem diferentes entre si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">George Harrison tinha muito pouco espa\u00e7o nos discos dos Beatles para suas composi\u00e7\u00f5es, mesmo tendo alcan\u00e7ado um alto n\u00edvel de qualidade nos \u00faltimos anos do grupo. Sendo assim, em 1970 o guitarrista tinha uma quantidade enorme de m\u00fasicas prontas, e chamou o produtor Phil Spector e v\u00e1rios m\u00fasicos consagrados, capitaneados pelo amigo Eric Clapton, para gravar em grande estilo o espetacular disco triplo \u201cAll Things Must Pass\u201d. Harrison n\u00e3o demonstra afetividade pelo sucesso comercial da banda que participava, e canta na faixa \u201cWah Wah\u201d os versos: &#8220;E eu estou pensando em voc\u00ea \/ E todas as coisas que costum\u00e1vamos fazer (&#8230;) Voc\u00ea fez de mim uma estrela t\u00e3o grande \/ Estando l\u00e1 na hora certa \/ Mais barato do que dez centavos&#8221;, e &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o me v\u00ea chorar \/ Voc\u00ea n\u00e3o me ouve suspirando&#8221;. Incluindo o hit \u201cMy Sweet Lord\u201d, primeiro single de um ex-beatle a liderar as paradas americanas e brit\u00e2nicas, \u201cAll Things Must Pass\u201d \u00e9 o disco solo mais vendido entre todos os lan\u00e7amentos dos quatro. Mas George nunca mais repetiria o mesmo brilho, a mesma produtividade e o mesmo sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">John Lennon chegou a lan\u00e7ar alguns singles ainda em 1969, como \u201cCold Turkey\u201d, m\u00fasica onde cantava abertamente sobre seu v\u00edcio em hero\u00edna, e que foi rejeitada para ser single dos Beatles. Com a separa\u00e7\u00e3o, Lennon passou a desfazer e desmerecer em entrevistas a imagem idealizada do grupo, e lan\u00e7ou o chocante disco \u201cPlastic Ono Band\u201d, de arranjos minimalistas, e temas at\u00e9 ent\u00e3o nunca cantados num disco de um \u00edcone pop. Traumas de inf\u00e2ncia, rela\u00e7\u00e3o com os pais e a fama, problemas amorosos, tudo escancarado de uma forma que John n\u00e3o poderia fazer antes. A faixa \u201cGod\u201d traz os famigerados versos \u201cEu n\u00e3o acredito em Beatles\u201d e \u201cO sonho acabou\u201d. John teve grande aprova\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica, foi ativista pol\u00edtico e teve mais alguns sucessos, at\u00e9 perder o rumo e at\u00e9 um bocado do interesse na sua pr\u00f3pria m\u00fasica poucos anos depois, chegando a sumir do mapa por cinco anos para criar seu filho Sean. Mas no come\u00e7o dos anos 70, o homem que montou os Beatles fez de tudo para desmanchar a imagem do conjunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 nesse contexto que entra Paul McCartney, o homem que queria manter os Beatles unidos e perdeu a briga para seus tr\u00eas companheiros. Claro que a situa\u00e7\u00e3o toda era complexa, envolvia quest\u00f5es financeiras e legais, sem mencionar as brigas pessoais entre os quatro, mas sob o ponto de vista art\u00edstico, Paul tinha boas id\u00e9ias. Basicamente, ele queria que os Beatles voltassem a gravar de forma simples, e principalmente voltassem a tocar ao vivo, para manter a banda afiada, como m\u00fasicos. Mas era tarde demais, os outros tr\u00eas n\u00e3o estavam interessados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">McCartney chegou a passar um tempo em depress\u00e3o, quase um alco\u00f3latra, sofrendo pelo fim do grupo. Linda, sua esposa, foi essencial em sua recupera\u00e7\u00e3o recolocando-o em foco para produzir m\u00fasica. George Harrison gravou todas as m\u00fasicas que queria, e John Lennon cantou sobre os temas que queria, ambos escoltados por bandas de apoio, o est\u00fadio Abbey Road e o produtor Phil Spector. Paul tamb\u00e9m provou seu ponto, ao gravar um disco inteiro sozinho, quase todo em casa, tocando todos os instrumentos, e apenas poucos vocais de apoio de Linda. Depois disso, montou sua pr\u00f3pria banda, os Wings, com quem excursionou por boa parte do mundo, lotou est\u00e1dios e liderou paradas de sucessos. Nos anos 80 voltou a gravar sozinho, e teve um per\u00edodo criativo ruim. Mas nos anos 90, voltou a excursionar pelo mundo, e lan\u00e7ou bons discos de est\u00fadio, consolidando a carreira solo mais bem sucedida, de longe, dos quatro Beatles. Conhe\u00e7a cada disco abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8851 aligncenter\" title=\"mccartney1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/mccartney1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>McCartney (1970)<\/strong><br \/>\nGravado quase todo na casa em que Paul morava em Londres, com ele tocando todos os instrumentos, e alguns poucos ajustes em est\u00fadio. Quando lan\u00e7ado, em abril de 1970, o disco trazia um question\u00e1rio para a imprensa, onde McCartney anunciava oficialmente o fim dos Beatles, o que ajudou suas vendas (e irritou John Lennon, que gostaria de ter feito o an\u00fancio pessoalmente). O \u00e1lbum tem seu charme despretensioso, por sua produ\u00e7\u00e3o e sonoridade lo-fi, e suas composi\u00e7\u00f5es simples e curtas, algumas inspiradas e outras nem tanto. V\u00e1rias m\u00fasicas instrumentais (feitas para testar seu gravador dom\u00e9stico), composi\u00e7\u00f5es n\u00e3o aproveitadas nos discos dos Beatles (\u201cTeddy Boy\u201d, \u201cEvery Night\u201d e \u201cJunk\u201d, que tamb\u00e9m aparece na bela vers\u00e3o instrumental \u201cSingalong Junk\u201d) e at\u00e9 um trecho de \u201cSuicide\u201d, can\u00e7\u00e3o que McCartney comp\u00f4s com a inten\u00e7\u00e3o de entregar para Frank Sinatra gravar, o que nunca ocorreu. A grande can\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 \u201cMaybe I\u2019m Amazed\u201d, balada feita em homenagem a Linda, cantada do fundo da alma, com melodia, arranjo e guitarras que lhe dariam lugar merecido em \u201cAbbey Road\u201d ou \u201cLet It Be\u201d. Melhor m\u00fasica de toda sua carreira solo, McCartney j\u00e1 admitiu que \u00e9 o tipo de composi\u00e7\u00e3o pelo qual gostaria de ser lembrado. Visto hoje, \u201cMcCartney\u201d serve como um microcosmo da carreira solo de Paul: entre suas treze m\u00fasicas, temos uma obra-prima, muitas can\u00e7\u00f5es muito boas, mais baladas do que rocks, e uma ou outra m\u00fasica mal-acabada ou simplesmente ruim. O \u00e1lbum est\u00e1 sendo relan\u00e7ado em edi\u00e7\u00f5es especiais recheadas de b\u00f4nus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Maybe I\u2019m Amazed, Every Night, Junk<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8852 aligncenter\" title=\"ram\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/ram.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ram (1971)<\/strong><br \/>\n\u00danico disco creditado a \u201cPaul &amp; Linda McCartney\u201d, apesar de Linda se limitar basicamente a vocais de apoio. O casal foi para Nova York, recrutou os m\u00fasicos Denny Seiwell, baterista, Dave Spinozza e Hugh McCracken, guitarristas, e registrou uma grande quantidade de composi\u00e7\u00f5es. Duas foram lan\u00e7adas como single, \u201cAnother Day \/ Oh Woman Oh Why\u201d, mantendo a \u00e9tica dos tempos de Beatles de deixar singles de fora dos \u00e1lbuns. Outras m\u00fasicas seriam utilizadas no per\u00edodo dos Wings (\u201cDear Friend\u201d, \u201cGet On The Right Thing\u201d, \u201cLittle Lamb Dragonfly\u201d) ou seriam lan\u00e7adas muito tempo depois (\u201cHey Diddle\u201d, \u201cA Love For You\u201d). Tudo isso para mostrar que Paul passava por um momento muito f\u00e9rtil e inspirado, que se reflete no \u00e1lbum. \u201cRam\u201d \u00e9 um disco coeso, muito bem detalhado e arranjado, apesar de manter um pouco da sonoridade r\u00fastica de \u201cMcCartney\u201d. Paul desfila com propriedade pelo blues (\u201c3 Legs\u201d), powerpop (\u201cEat at Home\u201d), rock\u2019n\u2019roll (\u201cSmile Away\u201d) e suas tradicionais can\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas (\u201cHeart of The Country\u201d) e baladas \u00e9picas (\u201cLong Haired Lady\u201d e \u201cBack Seat of My Car\u201d), sempre com \u00f3timas melodias e refr\u00f5es. E tudo no auge de sua performance vocal, gritante em duas m\u00fasicas: \u201cMonkberry Moon Delight\u201d, rock hipn\u00f3tico de v\u00e1rias linhas de vozes rasgadas, alternando entre graves e agudos extremos; e \u201cDear Boy\u201d, levada pelo piano e por harmonias vocais inspiradas nos Beach Boys, mas cheias de eco e efeitos at\u00e9 fantasmag\u00f3ricos, t\u00e3o marcantes que em v\u00e1rios momentos est\u00e3o mais em destaque na mixagem do que o vocal principal. A id\u00e9ia do medley final de \u201cAbbey Road\u201d ressurge em v\u00e1rios momentos da carreira de Paul, ao juntar pequenas can\u00e7\u00f5es ou trechos musicais completamente diferentes em uma mesma composi\u00e7\u00e3o, tornando-se uma de suas marcas registradas. Um de seus melhores resultados est\u00e1 aqui, em \u201cUncle Albert \/ Admiral Halsey\u201d, de tr\u00eas trechos intercalados e orquestra\u00e7\u00f5es escritas por George Martin. Al\u00e9m de tudo isso, \u201cRam\u201d traz letras que tratam da vida do casal McCartney na fazenda, sexo, drogas, e sim, as feridas da separa\u00e7\u00e3o dos Beatles. Principalmente em \u201cToo Many People\u201d, que abre o disco com versos que afrontavam diretamente a John Lennon e Yoko Ono, que na \u00e9poca tentavam desfazer a imagem dos Fab Four em entrevistas. Lennon ainda consideraria que tamb\u00e9m \u201cDear Boy\u201d e \u201cBack Seat of My Car\u201d traziam versos a seu respeito, e responderia com \u201cHow Do You Sleep?\u201d no disco \u201cImagine\u201d. Entre letras pol\u00eamicas, estilos variados e muita inspira\u00e7\u00e3o, McCartney fez seu melhor disco, que deu um rumo e confian\u00e7a para sua carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: o disco inteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8853 aligncenter\" title=\"paul_wild\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_wild.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"293\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Wild Life (1971)<\/strong><br \/>\nPrimeiro disco dos Wings. Paul e Linda se juntam a Denny Seiwell, baterista que participara das grava\u00e7\u00f5es do disco anterior, e Denny Laine, ex-Moody Blues, que assume a guitarra e o papel de companheiro de composi\u00e7\u00f5es de Macca. Para a estreia do grupo, a id\u00e9ia era seguir o exemplo de Bob Dylan, que gravara \u201cNew Morning\u201d (1970) de forma r\u00e1pida, mantendo a espontaneidade no som. Mas em vez de r\u00e1pido, \u201cWild Life\u201d acabou saindo afobado, sendo gravado e mixado em duas semanas, e por isso traz uma produ\u00e7\u00e3o mal acabada. Um resultado ainda longe do estilo que caracterizaria o grupo, evidente em m\u00fasicas fracas como \u201cMumbo\u201d e \u201cBe Bop\u201d. Os destaques positivos s\u00e3o a balada a l\u00e1 anos 50 \u201cTomorrow\u201d, e principalmente a agridoce \u201cSome People Never Know\u201d, que apazigua a briga com John Lennon (a arrastada \u201cDear Friend\u201d tamb\u00e9m trata do tema, mas sem a mesma beleza). Dias melhores viriam, mas a banda estava montada e podia sair em turn\u00ea, como queria McCartney.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Some People Never Know, Tomorrow<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8854 aligncenter\" title=\"paul_red\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_red.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_red.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_red-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Red Rose Speedway (1973)<\/strong><br \/>\nLogo ap\u00f3s \u201cWild Life\u201d, os Wings ganharam o acr\u00e9scimo do guitarrista Henry McCullough, fizeram shows em universidades brit\u00e2nicas e teatros europeus, e lan\u00e7aram tr\u00eas singles (\u201cGive Ireland Back To The Irish\u201d, \u201cMary Had A Little Lamb\u201d e \u201cHi Hi Hi\u201d \/ \u201cC Moon\u201d). Com tudo isso, entraram em est\u00fadio muito mais entrosados e encorpados como banda. E depois de tr\u00eas discos quase minimalistas, Paul lan\u00e7a m\u00e3o de uma produ\u00e7\u00e3o mais elaborada, contando com o engenheiro de som Alan Parsons. O carro-chefe \u00e9 a balada \u201cMy Love\u201d, hit meloso que faz parte de seus shows at\u00e9 hoje. Outras boas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o \u201cLittle Lamb Dragonfly\u201d, \u201cGet On The Right Thing\u201d e o medley final (de novo!) juntando quatro pequenas can\u00e7\u00f5es. \u201cSpeedway\u201d \u00e9 o disco que define o som que caracterizaria os Wings: pop-rock beatle que se utilizava de elementos de estilos dos anos 70, como folk rock, reggae, glam, progressivo e o hard rock (e mais para frente, at\u00e9 disco e punk). Se na \u00e9poca a cr\u00edtica n\u00e3o tecia elogios, esses \u00e1lbuns acabariam fazendo sucesso comercial, e influenciando bandas de britpop e indie rock dos anos 90.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Little Lamb Dragonfly, Medley: Hold Me Tight \/ Lazy Dynamite \/ Hands of Love \/ Power Cut<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8855 aligncenter\" title=\"paul_band\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_band.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_band.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_band-300x273.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Band On The Run (1973)<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s o sucesso comercial de \u201cRed Rose Speedway\u201d e do single \u201cLive &amp; Let Die\u201d, tema do filme \u201c007 &#8211; Viva e Deixe Morrer\u201d, Paul e Linda decidem gravar o novo disco fora do Reino Unido. O casal consultou a EMI sobre est\u00fadios da gravadora em locais \u201cex\u00f3ticos\u201d, e um dos quatro locais considerados foi o Rio de Janeiro. Mas a grava\u00e7\u00e3o acabou ocorrendo em Lagos, na Nig\u00e9ria, e se tornou bastante problem\u00e1tica. \u00c0s v\u00e9speras da viagem, o baterista Denny Seiwell e o guitarrista Henry McCullough decidiram sair da banda, deixando os Wings apenas com Paul, Linda e Denny Layne. Chegando \u00e0 \u00c1frica, mais problemas: o est\u00fadio da EMI era prec\u00e1rio; Paul e Linda foram assaltados na rua, perdendo fitas com demos; e o m\u00fasico local Fela Kuti acusou-os de tentarem roubar a m\u00fasica africana, e s\u00f3 se convenceu do contr\u00e1rio quando foi convidado a ouvir fitas das grava\u00e7\u00f5es. Para completar, Paul chegou a desmaiar no est\u00fadio durante as grava\u00e7\u00f5es, pelo excesso de cigarros. Apesar de tudo isso, o disco superou todas as expectativas, e visto hoje parece uma colet\u00e2nea de sucessos. Para se ter uma id\u00e9ia, nos recentes shows que fez no Brasil, Paul tocou seis das nove m\u00fasicas do \u00e1lbum: \u201cBand On The Run\u201d, \u201cJet\u201d, \u201cBluebird\u201d, \u201cMrs. Vanderbilt\u201d, \u201cLet Me Roll It\u201d e \u201cNineteen Hundred and Eighty-Five\u201d. Uma cole\u00e7\u00e3o muito forte de can\u00e7\u00f5es, que ainda inclu\u00eda a bel\u00edssima \u201cNo Words\u201d, e a roqueira \u201cHelen Wheels\u201d, lan\u00e7ada como single na Inglaterra e inserida pela gravadora na edi\u00e7\u00e3o americana do \u00e1lbum. \u201cBand On The Run\u201d \u00e9 certamente um disco muito querido por Paul, e j\u00e1 teve duas edi\u00e7\u00f5es comemorativas, uma em 1999 e outra em 2010. Se \u201cRam\u201d \u00e9 o ponto alto mais inventivo de carreira solo de Paul McCartney, \u201cBand On The Run\u201d se constitui como o outro pilar, de pop-rock convencional, mas de alta qualidade e sucesso. Pilares que ele nunca mais alcan\u00e7aria novamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: o disco inteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8856 aligncenter\" title=\"paul_venus\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_venus.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_venus.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_venus-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Venus &amp; Mars (1975)<\/strong><\/span><br \/>\nOs Wings se restabelecem como quinteto em 1974, com o novo guitarrista Jimmy McCulloch e o baterista Geoff Britton (pouco depois substitu\u00eddo por Joe English), e novamente procuram inspira\u00e7\u00e3o gravando fora da Inglaterra. O grupo vai a Nashville, nos Estados Unidos, onde grava o single \u201cJunior\u2019s Farm\u201d, e depois a New Orleans, duas cidades de grande tradi\u00e7\u00e3o musical. A influ\u00eancia da m\u00fasica americana se faz presente no disco, onde McCartney apresenta facetas R&amp;B (\u201cCall Me Back Again\u201d), soul (\u201cLetting Go\u201d) e de music hall (\u201cYou Gave Me The Answer\u201d). O pop melodioso tamb\u00e9m est\u00e1 l\u00e1, em \u201cListen To What The Man Said\u201d, que se tornou hit de r\u00e1dio, e na deliciosa \u201cMagneto &amp; Titanium Man\u201d, melhor m\u00fasica bobo-alegre escrita antes da inven\u00e7\u00e3o do Supergrass, onde McCartney canta sobre personagens de hist\u00f3rias em quadrinhos. A essa altura os Wings alcan\u00e7avam enorme sucesso no mundo inteiro, se apresentando em grandes arenas e est\u00e1dios. A dobradinha que abre o \u00e1lbum, \u201cVenus &amp; Mars\u201d e \u201cRock Show\u201d, obviamente vai direto ao assunto, versando \u201cSentado na arquibancada da arena de esportes \/ esperando pelo show come\u00e7ar\u201d e \u201cse h\u00e1 um show de rock \/ estaremos l\u00e1\u201d. \u201cVenus &amp; Mars \/ Rock Show\u201d abria as apresenta\u00e7\u00f5es da extensa turn\u00ea mundial dos Wings entre 1975 e 1976, ficou muito tempo esquecida, e como um sonho de f\u00e3, voltou ao setlist de McCartney na turn\u00ea de 2010 (assim como \u201cLetting Go\u201d), sendo tocada em shows no Brasil. Boa representa\u00e7\u00e3o de um \u00f3timo disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Venus &amp; Mars \/ Rock Show, You Gave Me The Answer, Magneto &amp; Titanium Man, Letting Go, Call Me Back Again, Listen To What The Man Said, Treat Her Gently<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8857 aligncenter\" title=\"paul_wings\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_wings.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Wings At The Speed of Sound (1976)<\/strong><br \/>\nDesde os tempos dos Beatles, Paul McCartney sempre teve problemas com a cr\u00edtica musical, que lhe acusava de ser apenas um rosto bonito que compunha m\u00fasicas rom\u00e2nticas bobas e sem profundidade. Eis que Paul vem com o verso: \u201cAlgumas pessoas querem encher o mundo de can\u00e7\u00f5es bobas de amor \/ o que h\u00e1 de errado nisso?\u201d. \u201cSilly Love Songs\u201d, com sua levada dan\u00e7ante, excelente linha de baixo e intrincadas harmonias vocais de Paul, Linda e Denny Layne, se tornou grande sucesso. Puxou o disco para o topo das paradas, junto com outro hit, \u201cLet\u2019 Em In\u201d. Mas, como o pr\u00f3prio nome entrega, \u201cSpeed of Sound\u201d foi gravado e lan\u00e7ado \u00e0s pressas, para ajudar a promover a turn\u00ea do grupo pelos EUA, e traz muito material fraco, incluindo composi\u00e7\u00f5es dos outros integrantes. Apesar disso, duas \u00f3timas composi\u00e7\u00f5es se destacam: \u201cWarm and Beautiful\u201d \u00e9 uma balada rom\u00e2ntica s\u00f3bria, de arranjo simples, e \u201cBeware My Love\u201d, que come\u00e7a como um pequeno folk, e se transforma num hard rock a l\u00e1 Led Zeppelin, com vocais rasgados de Paul. Mas os poucos pontos altos n\u00e3o salvam um disco med\u00edocre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Silly Love Songs, Let \u2018Em In, Beware My Love, Warm and Beautiful<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8858 aligncenter\" title=\"paul_london\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_london.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>London Town (1978)<\/strong><br \/>\nEm mais um cap\u00edtulo de suas extravag\u00e2ncias (quem disse que Paul McCartney n\u00e3o era um rock star de exageros?), os Wings alugam um iate nas Ilhas Virgens, montam um est\u00fadio dentro do barco e gravam boa parte do disco por l\u00e1 mesmo. Mas durante essas sess\u00f5es, nova debandada: Joe English e Jimmy McCulloch abandonam o grupo, deixando novamente Paul, Linda e Denny sozinhos para finalizar as can\u00e7\u00f5es. Antes de o \u00e1lbum ficar pronto, ainda em 1977, \u00e9 lan\u00e7ado o single \u201cMull of Kintyre\u201d, composta em homenagem \u00e0 regi\u00e3o da Esc\u00f3cia onde fica a fazenda de McCartney, com um dos melhores refr\u00f5es de seu repert\u00f3rio, e a marcante banda de gaitas de fole. A grava\u00e7\u00e3o se torna o single de maior vendagem em todos os tempos no Reino Unido, mas mesmo assim Paul bate o p\u00e9 para deix\u00e1-la de fora do \u00e1lbum que estava para sair. No come\u00e7o de 1978, depois de quase um ano de confec\u00e7\u00e3o, \u201cLondon Town\u201d era lan\u00e7ado trazendo muitas baladas e can\u00e7\u00f5es leves. Algumas composi\u00e7\u00f5es inspiradas, como as bonitas \u201cI\u2019m Carrying\u201d, \u201cWith A Little Luck\u201d e a faixa t\u00edtulo, mas outras m\u00fasicas dispens\u00e1veis, como \u201cChildren Children\u201d e \u201cGirlfriend\u201d. T\u00edpico caso de disco que sofre pelo excesso de material, e ganharia pontos se fosse mais enxuto. Mas toda a calmaria e relaxo do disco s\u00e3o compensados pela faixa derradeira, a genial \u201cMorse Moose &amp; The Grey Goose\u201d. Alta psicodelia, com grande orquestra\u00e7\u00e3o, baixo de levada funkeada e um fundo de barulhos estridentes e sons de c\u00f3digo morse, com vocal r\u00edspido de Paul, tudo intercalado por uma se\u00e7\u00e3o folk no meio da m\u00fasica. Composi\u00e7\u00e3o daquelas que muitos dariam um bra\u00e7o para conseguir fazer, e abrilhanta um \u00e1lbum mediano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Morse Moose &amp; the Grey Goose, I\u2019ve Had Enough, London Town, With A Little Luck<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8859 aligncenter\" title=\"paul_egg\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_egg.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_egg.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_egg-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Back To The Egg (1979)<\/strong><br \/>\nEsse acabaria sendo o \u00faltimo disco dos Wings, aqui com o guitarrista Laurence Juber e o baterista Steve Holly. Depois do leve \u201cLondon Town\u201d, e do punk rock que predominava \u00e0 \u00e9poca, Paul pretendia lan\u00e7ar um disco de rock\u2019n\u2019roll b\u00e1sico, mas o resultado n\u00e3o sai completamente de acordo. Das sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o \u00e9 lan\u00e7ado primeiramente o single \u201cGoodnight Tonight\u201d, de levada dance e experimenta\u00e7\u00f5es com o vocoder (al\u00e9m do b-side pop \u201cDaytime Nightime Suffering\u201d, uma das faixas preferidas de Paul). Outras faixas tamb\u00e9m serviram de experimenta\u00e7\u00e3o, como \u201cReception\u201d e \u201cThe Broadcast\u201d, mais pr\u00f3ximas do que Macca faria a seguir. Mas sim, o rock\u2019n\u2019roll se faz presente, nos bons rocks \u201cGetting Closer\u201d e \u201cSpit It On\u201d, e nas \u00f3timas \u201cRockestra Theme\u201d e \u201cSo Glad To See You Here\u201d, gravadas com a \u201corquestra do rock\u201d, de convidados como Pete Townshend, David Gilmour, John Paul Jones, John Bonhan, Gary Brooker e outros (o clipe de \u201cRockestra Theme\u201d, com todos os convidados no est\u00fadio, regidos por Paul, \u00e9 facilmente encontrado no Youtube). Al\u00e9m disso, \u201cWe\u2019re Open Tonight\u201d e a jazz\u00edstica \u201cBaby\u2019s Request\u201d se destacam. Mas, novamente, muito do material \u00e9 de pouca inspira\u00e7\u00e3o, e o \u00e1lbum se perde. Mesmo assim, ap\u00f3s seu lan\u00e7amento os Wings voltariam a se apresentar depois de tr\u00eas anos sem shows, e em janeiro de 1980 viajariam para uma turn\u00ea no Jap\u00e3o. Mas chegando l\u00e1, Paul \u00e9 preso por posse de haxixe, e fica nove dias detido numa pris\u00e3o japonesa. Depois disso \u00e9 solto, a banda volta para a Inglaterra, e os Wings entram em hiato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Getting Closer, Rockestra Theme, So Glad To See You Here, Baby\u2019s Request<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8860 aligncenter\" title=\"paul2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">McCartney II (1980)<\/span><\/strong><br \/>\nAinda sem saber o que fazer com os Wings, Paul volta ao estilo de grava\u00e7\u00e3o de seu primeiro disco, tocando todos os instrumentos sozinho. As can\u00e7\u00f5es come\u00e7ariam como experimentos, para testar seu novo gravador de 16 canais, e acabaram sendo lan\u00e7adas comercialmente. McCartney foge de seu pop-rock tradicional, tentando correr atr\u00e1s de novas tend\u00eancias da \u00e9poca, como a new wave e a m\u00fasica eletr\u00f4nica. O disco dividiu f\u00e3s por suas composi\u00e7\u00f5es estranhas dominadas pelos sons de sintetizadores. O \u00e2mago da pol\u00eamica seria a faixa \u201cTemporary Secretary\u201d, de andamento marcial, sintetizador emulando uma m\u00e1quina de escrever, e vocal debochado, num pop kitsch delicioso. \u201cSecretary\u201d, assim como o b-side \u201cCheck My Machine\u201d, ganharia remixes e vers\u00f5es voltadas para pistas de dan\u00e7a. Apesar da pol\u00eamica com f\u00e3s mais tradicionalistas, \u201cMcCartney II\u201d n\u00e3o traz experimenta\u00e7\u00f5es t\u00e3o radicais assim, e vale pela vontade de tentar algo diferente. Duas \u00f3timas composi\u00e7\u00f5es est\u00e3o presentes: \u201cOne Of These Days\u201d \u00e9 a t\u00edpica can\u00e7\u00e3o ac\u00fastica de ninar, sem ser melosa; e a alegre \u201cComing Up\u201d, com sua famosa guitarra funk e clipe divertido, onde Paul interpreta v\u00e1rias vers\u00f5es dele mesmo. Reza a lenda que John Lennon, ent\u00e3o afastado da m\u00fasica h\u00e1 cinco anos, ouviu \u201cComing Up\u201d no r\u00e1dio e se inspirou a voltar a gravar. \u201cMcCartney II\u201d tamb\u00e9m est\u00e1 voltando \u00e0s lojas em edi\u00e7\u00f5es especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Coming Up, Temporary Secretary, One of These Days<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 6<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8861 aligncenter\" title=\"paul_tug\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_tug.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_tug.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_tug-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Tug of War (1982)<\/strong><\/span><br \/>\nPaul come\u00e7aria a gravar seu novo disco no dia 7 de dezembro de 1980, com membros dos Wings e o produtor George Martin. Mas dois dias depois receberia a not\u00edcia da tr\u00e1gica morte de John Lennon, e se afastaria por alguns meses do est\u00fadio. Ao voltar, contaria com a participa\u00e7\u00e3o de grandes nomes, como Stevie Wonder (em \u201cWhat\u2019s That You\u2019re Doing\u201d e \u201cEbony &amp; Ivory\u201d, muito executada at\u00e9 hoje por r\u00e1dios FM\u2019s de motel\/elevador), Carl Perkins (\u201cGet It\u201d), Ringo Starr (\u201cTake It Away\u201d), al\u00e9m de Stanley Clarke, Steve Gadd e Eric Stewart, ex-membro do 10cc, que se tornaria parceiro de grava\u00e7\u00e3o e composi\u00e7\u00e3o de Paul. Apesar de escorregar em alguns momentos numa produ\u00e7\u00e3o que hoje soa datada, o \u00e1lbum traz boas composi\u00e7\u00f5es, como o rockabilly \u201cBalrrom Dancing\u201d e a faixa t\u00edtulo, \u201cTug of War\u201d, balada \u00e9pica com orquestra\u00e7\u00e3o majestosa. A grande composi\u00e7\u00e3o \u00e9 a delicada e emocionante \u201cHere Today\u201d, tributo ao amigo John, com vocal visivelmente fragilizado de Paul, viol\u00e3o dedilhado e quarteto de cordas, com arranjo de George Martin, seguindo o mesmo estilo de \u201cYesterday\u201d. A partir das turn\u00eas dos anos 2000, Paul passou a tocar \u201cHere Today\u201d em seus shows, sendo sempre um dos pontos altos de suas apresenta\u00e7\u00f5es, assim como nos recentes shows no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Here Today, Tug of War<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8862 aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"paul_pipes\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_pipes.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_pipes.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_pipes-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pipes of Peace (1983)<\/strong><br \/>\nInspirado pelo resultado do \u00faltimo disco, Macca tenta seguir a mesma f\u00f3rmula na sua continua\u00e7\u00e3o, inclusive utilizando v\u00e1rias m\u00fasicas que sobraram da grava\u00e7\u00e3o anterior. Dessa vez a participa\u00e7\u00e3o especial seria de Michael Jackson no hit \u201cSay Say Say\u201d e na balada \u201cThe Man\u201d. Como se sabe, na \u00e9poca Paul e Michael eram bons amigos e colaboradores, e Paul alega inclusive ter dado importantes conselhos a Michael: a produzir videoclipes, que se tornariam caracter\u00edsticos do rei do pop e elevariam sua carreira a n\u00edveis estratosf\u00e9ricos com \u201cThriller\u201d; e investir em direitos de reprodu\u00e7\u00e3o da cat\u00e1logos musicais. Pouco depois Michael compraria os direitos das m\u00fasicas dos Beatles, e, ops, a amizade azedaria. Voltando ao disco, apesar de boas m\u00fasicas pop, como \u201cThe Other Me\u201d e a faixa t\u00edtulo (com o tema paz em contraponto a guerra do disco anterior), o resto das composi\u00e7\u00f5es \u00e9 fraco. Can\u00e7\u00f5es ins\u00edpidas, com tudo que houve de pior na produ\u00e7\u00e3o dos anos 80, com baterias com eco, sintetizadores em excesso, vocais metalizados, resultando num dos piores discos da vida do artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Pipes of Peace, The Other Me<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 3<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8863 aligncenter\" title=\"paul_broad\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_broad.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Give My Regards To Broad Street (1984)<\/strong><br \/>\nO ponto mais baixo de toda a carreira art\u00edstica de Paul McCartney. Disco que serve como trilha sonora para o filme de mesmo nome, em que Paul interpreta um artista que tem as fitas de sua nova grava\u00e7\u00e3o roubadas. No filme, e no disco, ele regrava cl\u00e1ssicos dos Beatles e can\u00e7\u00f5es de sua carreira solo, criando medleys terr\u00edveis, incluindo solos de saxofone de mau gosto, tudo com timbres que hoje soam como uma banda de churrascaria. A \u00fanica coisa que se salva aqui \u00e9 a in\u00e9dita \u201cNo More Lonely Nights\u201d, \u00f3tima balada para as FMs, com solos de guitarra de Dave Gilmour.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: No More Lonely Nights<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 1<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8864 aligncenter\" title=\"paul_press\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_press.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Press To Play (1986)<\/strong><br \/>\nPaul decepciona de novo. Mas, verdade seja dita, ao menos ele tentou diversificar o que vinha fazendo. \u201cPress To Play\u201d foi um disco bastante trabalhado no est\u00fadio, com suas grava\u00e7\u00f5es tomando um ano inteiro, e contando com a parceria de Eric Stewart novamente. As composi\u00e7\u00f5es pesavam no synthpop da \u00e9poca (\u201cPress\u201d, \u201cPretty Little Head\u201d), passavam pelo rock (\u201cAngry\u201d, \u201cMove Over Busker\u201d) e por baladas grandiosas (\u201cHowever Absurd\u201d), mas tudo era ins\u00edpido, com a sonoridade de uma trilha sonora dos Ca\u00e7a-Fantasmas. Ao menos duas can\u00e7\u00f5es boas est\u00e3o ali: a balada ao piano \u201cOnly Love Remains\u201d e o pop-rock \u201cStranglehold\u201d, que abre o disco. Mas nada inesquec\u00edvel. A \u00fanica experimenta\u00e7\u00e3o realmente interessante seria em \u201cHanglide\u201d (b-side do single de \u201cPress\u201d), instrumental que misturava guitarras e efeitos eletr\u00f4nicos, e certamente serviu como embri\u00e3o do projeto paralelo The Fireman, que Paul lan\u00e7aria anos mais tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Hanglide, Only Love Remains, Stranglehold<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 3<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8865 aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"paulchobba\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paulchobba.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paulchobba.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paulchobba-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CHOBA B CCCP (1988)<\/strong><br \/>\nConhecido como o \u2018\u00e1lbum russo\u2019, \u201cCHOBA B CCCP\u201d (\u201cBack In The USSR\u201d em russo) \u00e9 um \u00e1lbum de covers dos prim\u00f3rdios do rock. Gravado em dois dias, Paul passa por can\u00e7\u00f5es de seus \u00eddolos Little Richard, Elvis, Fats Domino e outros, em vers\u00f5es corretas, sem grandes destaques nem decep\u00e7\u00f5es. Lan\u00e7ado exclusivamente na antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica em 1988, \u201cCHOBA B CCCP\u201d foi o primeiro disco de um artista ocidental a sair em um pa\u00eds comunista, liderando as paradas de l\u00e1, e sendo lan\u00e7ado no resto do mundo apenas em 1991. Mas McCartney voltaria \u00e0s ra\u00edzes do rock com mais propriedade uma d\u00e9cada depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Crackin\u2019 Up, Twenty Flight Rock<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8866 aligncenter\" title=\"paul_flowers\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_flowers.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Flowers in The Dirt (1989)<\/strong><br \/>\nPaul McCartney pode \u00e0s vezes fazer cara de bobo, mas n\u00e3o \u00e9 idiota. Era \u00f3bvio que seus \u00faltimos discos tinham decepcionado aos seus f\u00e3s, \u00e0 cr\u00edtica e a ele mesmo. Ao final dos anos 80, tudo seria repensado: a tentativa de correr atr\u00e1s das \u00faltimas tend\u00eancias de sonoridade, a parceria com Eric Stewart, a falta de uma banda de apoio fixa, e principalmente sua relut\u00e2ncia em apari\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, ap\u00f3s o chocante assassinato de John Lennon. Entre 1987 e 1988 Paul se reorganizou: lan\u00e7ou a compila\u00e7\u00e3o de sucessos \u201cAll The Best\u201d (incluindo a boa in\u00e9dita \u201cOnce Upon A Long Ago\u201d), o disco russo de covers e deixou de lado o disco de sobras em que trabalhava, \u201cReturn To Pepperland\u201d, de onde tirou algumas m\u00fasicas para seu novo projeto. Al\u00e9m disso, montou uma banda de apoio com m\u00fasicos experientes, para gravar e sair em turn\u00ea. E, principalmente, encontrou for\u00e7a na nova parceria de composi\u00e7\u00e3o, com Elvis Costello, tranquilamente seu melhor colaborador desde Lennon. As m\u00fasicas compostas por McCartney com Costello serviram de catalisador para um disco que deveria representar um grande retorno de Paul \u00e0s paradas e \u00e0 m\u00eddia. A parceria rendeu o primeiro single \u201cMy Brave Face\u201d, e outras boas can\u00e7\u00f5es, como \u201cThat Day Is Done\u201d e \u201cYou Want Her Too\u201d, onde Elvis Costello aparece dividindo os vocais (al\u00e9m de n\u00fameros que foram parar nos discos de Costello como \u201cVer\u00f4nica\u201d e \u201cSo Like Candy\u201d). Boa parte do \u00e1lbum se baseava no pop-rock t\u00edpico dos Beatles, e trazia algumas das melhores composi\u00e7\u00f5es de McCartney em muitos anos, como \u201cThis One\u201d, \u201cFigure Of Eight\u201d e \u201cPut It There\u201d. Apesar da boa inspira\u00e7\u00e3o, o disco declina no final, sofrendo com resqu\u00edcios do pior dos anos 80 (produ\u00e7\u00e3o pesada, o arranjo FM-de-motel para a boa \u201cMotor of Love\u201d, a \u2018engajada\u2019 \u201cHow Many People\u201d \u2013 sobre o brasileiro Chico Mendes \u2013 e a dance insuport\u00e1vel de \u201cOu Est Le Soleil\u201d), o que lhe afasta do status de obra-prima. Mas a inten\u00e7\u00e3o de recolocar Paul McCartney no mapa foi mais do que bem sucedida, tamb\u00e9m pela longa turn\u00ea mundial que se seguiu. E um dos pontos altos foi sua primeira passagem pelo Brasil, com os hist\u00f3ricos shows no Maracan\u00e3 em abril de 1990, com cerca de 185 mil pessoas por noite, o maior p\u00fablico da carreira do artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: This One, Figure of Eight, Put It There, My Brave Face, Distractions<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8867 aligncenter\" title=\"paul_off\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_off.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_off.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_off-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Off The Ground (1993)<\/strong><br \/>\nDepois do sucesso de \u201cFlowers In The Dirt\u201d, Paul tentou repetir a mesma f\u00f3rmula no disco seguinte, criando uma \u00f3bvia continua\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que \u201cOff The Ground\u201d \u00e9 um disco que parece uma enorme compila\u00e7\u00e3o de lados b, no mau sentido. Ali est\u00e3o algumas boas m\u00fasicas como a pegajosa \u201cHope of Deliverance\u201d e a grandiosa \u201cC\u2019Mon People\u201d, al\u00e9m de novas boas colabora\u00e7\u00f5es com Elvis Costello, especialmente \u201cMistress And Maid\u201d. Mas a maior parte do \u00e1lbum soa enfadonha, sem grandes inspira\u00e7\u00f5es e performances. Tamb\u00e9m n\u00e3o ajuda o fato de \u201cOff The Ground\u201d ser o auge do bom-mocismo e do politicamente correto de McCartney, com letras sobre ecologia e paz mundial. Em \u00e9pocas de grunge, acid house e niilismo, Paul passou a ser visto pela imprensa e boa parte do p\u00fablico jovem como um tiozinho ultrapassado. Mas seus f\u00e3s antigos seguiam fi\u00e9is, e uma nova turn\u00ea mundial seguiu o disco, lotando est\u00e1dios. Em dezembro de 1993 o m\u00fasico se apresentou novamente no Brasil, em Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski, e em S\u00e3o Paulo, no est\u00e1dio do Pacaembu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Hope of Deliverance, C\u2019Mon People<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 5,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8868 aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"paul_flaming\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_flaming.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_flaming.jpg 299w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_flaming-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Flaming Pie (1997)<\/strong><br \/>\n\u201cN\u00f3s sempre voltamos \u00e0s can\u00e7\u00f5es que est\u00e1vamos cantando\u201d. O meio dos anos 90 revitalizou como nunca a carreira de Paul McCartney. O mega projeto \u201cAnthology\u201d, com document\u00e1rios e discos de outtakes, apresentou os Beatles a toda uma nova gera\u00e7\u00e3o de f\u00e3s, que passaram a ver Paul de forma mais positiva. O pr\u00f3prio m\u00fasico admitiu que o envolvimento com o projeto lhe fez lembrar como os Beatles compunham de forma simples e direta, o que refletiria no seu novo disco. Foram dispensados os m\u00fasicos da banda de apoio e a produ\u00e7\u00e3o excessiva dos dois \u00faltimos \u00e1lbuns, assim como as letras ecol\u00f3gicas (e, sim, at\u00e9 mesmo os mullets!). Entraram em cena velhos amigos como Ringo Starr, Jeff Lynne e Steve Miller, em um processo de grava\u00e7\u00e3o sem pressa, que durou quase dois anos. \u201cFlaming Pie\u201d se mostra o melhor disco de McCartney em mais de vinte anos, e traz de volta a sonoridade simples e direta de seus primeiros discos solo. Pequenas can\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas melodiosas, como \u201cCalico Skies\u201d e \u201cGreat Day\u201d, remetem diretamente \u00e0 \u201cBlackbird\u201d e \u201cJunk\u201d; o arranjo de cordas feito por George Martin para \u201cSomedays\u201d \u00e9 elegante; as guitarras de \u201cThe World Tonight\u201d, \u201cIf You Wanna\u201d e \u201cYoung Boy\u201d soam cruas como h\u00e1 muito n\u00e3o se ouvia em seus discos. O clima de nostalgia impera, e por todo o lado se percebem conex\u00f5es diretas e indiretas com os Beatles. A faixa-t\u00edtulo vem de uma hist\u00f3ria contada por John Lennon, que disse ter sonhado que um homem numa torta-flamejante lhe visitava e lhe dizia \u201cvoc\u00eas ser\u00e3o Beetles com A\u201d. E para fechar o c\u00edrculo, a \u00fanica can\u00e7\u00e3o grandiloquente do \u00e1lbum, \u201cBeautiful Night\u201d, conta com orquestra gravada nos est\u00fadios Abbey Road, com participa\u00e7\u00e3o de George Martin. A sess\u00e3o de grava\u00e7\u00e3o ocorreu em fevereiro de 1997, exatos 30 anos ap\u00f3s a sess\u00e3o de orquestra gravada para \u201cA Day In The Life\u201d, no mesmo est\u00fadio. E mesmo com a pompa, \u201cBeautiful Night\u201d termina numa divertida jam, com Paul dividindo os vocais com Ringo, entre solos de guitarra, sopros e clima de festa no est\u00fadio, um belo resumo do esp\u00edrito do \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: The Song We Were Singing, The World Tonight, Young Boy, Calico Skies, Little Willow, Beautiful Night<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8869 aligncenter\" title=\"paul_run\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_run.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Run Devil Run (1999)<\/strong><br \/>\nEm 1998, Paul perde sua companheira Linda McCartney, v\u00edtima de c\u00e2ncer. A maneira que encontrou para reagir foi voltar \u00e0s suas ra\u00edzes, o rock que ouvia quando jovem. Paul juntou uma banda fort\u00edssima, incluindo David Gilmour, Mick Green e Ian Paice, para gravar vers\u00f5es de rocks dos anos 50 e 60. As sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o foram r\u00e1pidas na tentativa de obter o maior frescor e espontaneidade poss\u00edvel. O resultado \u00e9 \u00fanico na carreira de McCartney: \u201cRun Devil Run\u201d \u00e9 um disco quente, alto e r\u00e1pido, com uma banda e mil por hora e um vocalista em chamas! Mesmo que tivesse gravado um disco de covers do rock em \u201cChoba B Cccp\u201d, a nova tentativa fica anos-luz \u00e0 frente. Paul literalmente coloca seus dem\u00f4nios para fora nos lam\u00farios sinceros de \u201cNo Other Baby\u201d (\u201cEu n\u00e3o quero outra garota que n\u00e3o seja voc\u00ea\u201d) e \u201cLonesome Town\u201d, e nos rocks furiosos de \u201cHoney Hush\u201d e \u201cParty\u201d. Al\u00e9m dos covers, o disco traz tr\u00eas originais de McCartney, no mesmo estilo do velho rock\u2019n\u2019roll: as boas \u201cWhat It Is\u201d e \u201cTry No To Cry\u201d, e a excepcional faixa-t\u00edtulo, uma das melhores m\u00fasicas que Paul j\u00e1 gravou na vida. Acompanhado pela mesma banda de peso, e com o repert\u00f3rio do disco, Paul fez o show de estr\u00e9ia do novo Cavern Club, reconstru\u00eddo em Liverpool, em dezembro de 1999. O DVD deste show saiu em bancas de jornais no Brasil e \u00e9 f\u00e1cil de ser encontrado ainda hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Run Devil Run, No Other Baby, Lonesome Town, Try Not To Cry, Brown Eyed Handsome Man, Honey Hush<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8870 aligncenter\" title=\"paul_driving\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_driving.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_driving.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_driving-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Driving Rain (2001)<\/span><\/strong><br \/>\nA virada do s\u00e9culo viu Paul McCartney extremamente revigorado. Mesmo com a morte da esposa Linda, Paul vinha de dois \u00f3timos discos, engatou um novo romance com a ex-modelo Heather Mills, comemorou os 30 anos dos Wings com o projeto \u201cWingspan\u201d, al\u00e9m de mostrar diferentes manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas (lan\u00e7ou discos de m\u00fasica cl\u00e1ssica e experimental, um livro de poemas e um de pinturas). Tudo isso lhe deu confian\u00e7a e entusiasmo para o novo disco. Agora com uma nova banda de apoio, dessa vez com m\u00fasicos mais jovens e dispostos, que serviriam para um retorno \u00e0s turn\u00eas mundiais (e que seguem lhe acompanhando at\u00e9 hoje). Paul manteve o estilo r\u00e1pido de grava\u00e7\u00e3o e a sonoridade org\u00e2nica de seus discos recentes, mas se permitiu experimentar um pouco mais ampliando os limites de sua m\u00fasica. O melhor resultado \u00e9, de longe, \u201cRinse The Raindrops\u201d, rock que se transforma numa jam de 10 minutos, com feedbacks, barulho e Paul se esgoelando, lembrando bastante o clima da melhor m\u00fasica do universo, \u201cHelter Skelter\u201d. \u201cDriving Rain\u201d traz v\u00e1rios outros bons momentos, como os rocks \u201cLonely Road\u201d e \u201cAbout You\u201d, as baladas \u201cI Do\u201d e \u201cYour Way\u201d, a quase instrumental \u201cHeather\u201d, e \u201cRiding To Jaipur\u201d, de clima indiano, tamboura e viol\u00e3o simulando uma c\u00edtara. Mas \u00e9 o cl\u00e1ssico caso de \u00e1lbum que peca pelo excesso de material, e acaba entregando can\u00e7\u00f5es fracas, como \u201cTiny Bubble\u201d, \u201cSpinning On A Axis\u201d e \u201cFreedom\u201d, a resposta de McCartney aos ataques de 11 de setembro, inclu\u00edda \u00e0s pressas como faixa escondida no \u00e1lbum. \u201cDriving Rain\u201d acaba sendo um bom disco, mas se fosse mais enxuto, seria ainda melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Rinse The Raindrops, Lonely Road, About You, I Do, Heather<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 7,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8871 aligncenter\" title=\"paul_chaos\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_chaos.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Chaos &amp; Creation in The Backyard<\/strong><strong> (2005)<\/strong><br \/>\nMesmo revigorado no per\u00edodo recente, em 35 anos e v\u00e1rios discos de carreira solo, Paul McCartney havia lan\u00e7ado apenas dois \u00e1lbuns impec\u00e1veis, \u201cRam\u201d e \u201cBand On The Run\u201d. Todos os outros, por melhores que fossem, sempre traziam algumas can\u00e7\u00f5es completamente dispens\u00e1veis, muletas recorrentes do artista com letras rasas, \u00e0s vezes constrangedoras. \u201cChaos &amp; Creation\u201d veio para confrontar tudo isso, motivado pelo produtor Nigel Godrich, que havia produzido os discos do Radiohead. Indicado por George Martin \u00e0 Paul, Godrich n\u00e3o se intimidou e confrontou muitas das id\u00e9ias de McCartney durante o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, entre 2003 e 2005. Sugeriu que McCartney dispensasse sua banda de apoio e voltasse a gravar praticamente todos os instrumentos sozinho. O produtor instigou o artista \u00e0 sair de sua zona de conforto, escrever letras melhores, repensar arranjos, descartar prontamente can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o lhe agradavam, chegando a discuss\u00f5es e momentos de clima pesado. Mas posteriormente Paul admitiu que Nigel estava certo, e fez o que deveria. O resultado \u00e9 gritante: \u201cChaos &amp; Creation\u201d \u00e9 certamente o disco mais focado que McCartney j\u00e1 fez. O costumeiro clima \u00e1gua com a\u00e7\u00facar \u00e9 trocado por letras mais s\u00e9rias, reflexivas, como \u201cToo Much Rain\u201d e \u201cFriends To Go\u201d. As can\u00e7\u00f5es de amor n\u00e3o s\u00e3o bobas, mas sinceras, como \u201cFollow Me\u201d e \u201cThis Never Happened Before\u201d. Espa\u00e7o para m\u00fasicas clim\u00e1ticas, como \u201cAcertain Softness\u201d, e at\u00e9 sombrias, como \u201cRiding To Vanity Fair\u201d. Al\u00e9m de bons n\u00fameros caracter\u00edsticos de Paul, como o ac\u00fastico dedilhado de \u201cJenny Wren\u201d, o pop-psicod\u00e9lico de \u201cEnglish Tea\u201d e \u201cPromise To You Girl\u201d, e o single grudento \u201cFine Line\u201d, que num mundo de paradas de sucesso ideal, teria tocado \u00e0 exaust\u00e3o pelo mundo afora. Al\u00e9m disso, as sess\u00f5es ainda renderam \u00f3timos b-sides, como \u201cSummer of 59\u201d, \u201cI Want You To Fly\u201d e \u201cGrowing Up Falling Down\u201d, que poderiam ter feito parte do \u00e1lbum, sem prejudicar a qualidade do todo. Mais de trinta anos depois, com uma grande ajuda de Nigel Godrich, Paul McCartney conseguiu novamente fazer um disco impec\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Fine Line, Jenny Wren, Friends To Go, English Tea, Follow Me<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 9,5<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8872 aligncenter\" style=\"border: 1px solid black;\" title=\"paul_memory\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_memory.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_memory.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_memory-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Memory Almost Full (2007)<\/strong><br \/>\nAntes mesmo de se envolver com o projeto de \u201cChaos &amp; Creation\u201d, Paul j\u00e1 havia come\u00e7ado a gravar um sucessor para \u201cDriving Rain\u201d com sua banda de apoio, mas a grava\u00e7\u00e3o foi interrompida e deixada para um momento posterior. Ap\u00f3s sua turn\u00ea de 2005, McCartney retornou \u00e0s fitas, trouxe a banda de volta ao est\u00fadio e finalizou o \u00e1lbum, utilizando algumas boas li\u00e7\u00f5es do esfor\u00e7o recente. \u201cMemory Almost Full\u201d traz boas letras e boas can\u00e7\u00f5es, e se n\u00e3o alcan\u00e7a o mesmo n\u00edvel de qualidade de \u201cChaos\u201d, traz mais melodias e refr\u00f5es memor\u00e1veis, e um clima mais leve. O t\u00edtulo veio da mensagem que McCartney ouviu de sua secret\u00e1ria eletr\u00f4nica, e serve de met\u00e1fora para a vida moderna, de computadores e m\u00e1quinas que vivem cheios (o meu travou duas vezes enquanto escrevia esse texto), e pessoas cheias de mem\u00f3rias, sentimentos, ansiedades e falta de tempo. \u201cEver Present Past\u201d \u00e9 o centro tem\u00e1tico do \u00e1lbum, com sua letra refletindo sobre o tempo que passou muito r\u00e1pido, e que nem se percebe inteiramente o que realmente se fez ou se deixou de fazer. \u201cVintage Clothes\u201d e \u201cFeet In The Cloud\u201d relembram a inf\u00e2ncia e juventude, \u201cThat Was Me\u201d fala sobre a vida como artista, e \u201cGratitude\u201d \u00e9 uma nota positiva sobre o fim de seu casamento com Heather Mills. Paul trata de assuntos t\u00e3o s\u00e9rios com a mesma postura que sempre lhe serviu melhor, positiva e singela, sem a pretens\u00e3o de grandes discursos, mas tamb\u00e9m evitando o raso. O melhor exemplo \u00e9 \u201cEnd Of The End\u201d, onde canta pela primeira vez sobre a pr\u00f3pria morte: \u201cO final dos finais \u00e9 o come\u00e7o de uma nova jornada, para um lugar melhor, e este aqui n\u00e3o foi ruim, ent\u00e3o esse lugar melhor deve ser realmente especial, n\u00e3o h\u00e1 motivo para tristeza\u201d. Outras duas m\u00fasicas de destaque s\u00e3o a balada sombria \u201cHouse of Wax\u201d e a ador\u00e1vel \u201cDance Tonight\u201d, composta no mandolim, instrumento que Paul come\u00e7ava a tocar e fazia sua filha de ent\u00e3o tr\u00eas anos Beatrice come\u00e7ar a dan\u00e7ar, o que motivou a composi\u00e7\u00e3o. \u201cDance Tonight\u201d foi a \u00fanica can\u00e7\u00e3o de \u00e1lbuns recentes (al\u00e9m \u201cSing The Changes\u201d e \u201cHighway\u201d, do projeto paralelo Fireman) presente no repert\u00f3rio dos shows apresentados no Brasil em 2010, quando McCartney tocou em Porto Alegre no est\u00e1dio Beira-Rio, e em S\u00e3o Paulo, no est\u00e1dio do Morumbi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Download: Dance Tonight, Ever Present Past, Vintage Clothes, House of Wax, End of The End<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8874 aligncenter\" title=\"paul_projetos\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_projetos.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_projetos.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_projetos-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Projetos Paralelos<\/strong><\/span><br \/>\nComo deixa claro em sua biografia \u201cMany Years From Now\u201d, Paul sempre se interessou por experimenta\u00e7\u00f5es, vanguardismo e Stockhausen, desde os anos 60. Chegou a fundir essas caracter\u00edsticas \u00e0 suas m\u00fasicas nos Beatles, mas depois separou seus discos regulares mais convencionais de suas experimenta\u00e7\u00f5es. O primeiro foi \u201cThrillington\u201d, uma vers\u00e3o instrumental completa do \u00e1lbum \u201cRam\u201d, a l\u00e1 Big Band, organizada por Paul sob o pseud\u00f4nimo de Percy \u201cThrills\u201d Thrillington, gravado em 1971, mas lan\u00e7ado apenas em 1977. J\u00e1 nos anos 90 Paul criaria o The Fireman, com Youth, ex-baixista do Killing Joke, projeto de m\u00fasica eletr\u00f4nica ambiente, que lan\u00e7aria os discos \u201cStrawberries Ocean Ships Forest\u201d, mais quadrado, em 1993 e \u201cRushes\u201d, mais aud\u00edvel, em 1998. Youth tamb\u00e9m participaria de outro projeto de Paul, o \u201cLiverpool Sound Collage\u201d, de 2000, que tamb\u00e9m traz participa\u00e7\u00f5es do Super Furry Animals e de sobras de est\u00fadio dos Beatles, em colagens eletr\u00f4nicas de sons bastante aleat\u00f3rios. Em 2004 Paul convidou o DJ Freelance Hellraiser para remixar algumas de suas musicas, e criar um fundo musical para abrir os shows de sua turn\u00ea. O resultado agradou tanto que Paul abriu seu cat\u00e1logo para o DJ fazer um disco inteiro de remixes. O projeto foi batizado Twin Freaks, e rendeu um \u00e1lbum interessante (especialmente na vers\u00e3o de \u201cLong Haired Lady\u201d). Em 2008 Paul voltou a colaborar com o Youth, em um novo \u00e1lbum do The Fireman, mas dessa vez bem menos experimental. \u201cElectric Arguments\u201d \u00e9 feito de can\u00e7\u00f5es mais convencionais, apesar de variar entre estilos e texturas, e traz boas m\u00fasicas, como \u201cSing The Changes\u201d, \u201cNothing Too Much Just Out of Sight\u201d e \u201cDance Til We\u2019re High\u201d. Al\u00e9m disso, ao longo dos anos McCartney se envolveu com a m\u00fasica cl\u00e1ssica, lan\u00e7ando tr\u00eas pe\u00e7as completas: \u201cLiverpool Oratorio\u201d, de 1991, \u201cStanding Stone\u201d de 1997, e \u201cEcce Cor Meum\u201d, de 2006, direcionadas ao p\u00fablico iniciado no assunto. J\u00e1 o \u00e1lbum \u201cWorking Classical\u201d teria mais aceita\u00e7\u00e3o entre o p\u00fablico geral, por trazer vers\u00f5es orquestradas de can\u00e7\u00f5es conhecidas de McCartney, como \u201cMy Love\u201d, \u201cMaybe I\u2019m Amazed\u201d e \u201cJunk\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8875 aligncenter\" title=\"paul_live\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_live.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_live.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_live-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Compila\u00e7\u00f5es e Ao Vivo<\/strong><br \/>\nDiferente da maioria de seus contempor\u00e2neos, Paul McCartney nunca exagerou no lan\u00e7amento de colet\u00e2neas, e at\u00e9 hoje colocou apenas tr\u00eas no mercado. \u201cWings Greatest\u201d, de 1978, e \u201cAll The Best\u201d, de 1987, hoje s\u00e3o obsoletas, perto do CD duplo \u201cWingspan\u201d, lan\u00e7ado em 2001, que cobre todo o per\u00edodo dos anos 70 e come\u00e7o dos 80 (apesar de fugir da proposta de cobrir apenas os Wings, juntando material apenas de Paul sozinho). Mas ainda h\u00e1 espa\u00e7o para uma colet\u00e2nea que cubra toda sua carreira, al\u00e9m das antigas promessas de compila\u00e7\u00f5es de raridades e b-sides, aguardadas at\u00e9 hoje pelos f\u00e3s. Por outro lado, o cat\u00e1logo de discos ao vivo \u00e9 vasto. Dois se destacam: \u201cWings Over America\u201d, lan\u00e7ado em 1976, mostra uma banda afiada e McCartney no auge de sua voz; e o \u201cMTV Unplugged\u201d de 1991, por todo seu charme despretensioso e divers\u00e3o (al\u00e9m de ser realmente ac\u00fastico, sem instrumentos plugados ou eletrificados). Outros discos repetem a mesma f\u00f3rmula das turn\u00eas mundiais, alternando altos e baixos no repert\u00f3rio e nas performances. \u201cTripping The Live Fantastic\u201d e \u201cPaul is Live\u201d cobrem as turn\u00eas do come\u00e7o dos anos 90, e \u201cBack In The Us\u201d, \u201cBack In The World\u201d e \u201cGood Evening NYC\u201d s\u00e3o das turn\u00eas dos anos 00.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-8876 aligncenter\" title=\"paul_dvd\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_dvd.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_dvd.jpg 607w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_dvd-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DVDs<\/strong><br \/>\nO cat\u00e1logo de DVDs de Paul tamb\u00e9m \u00e9 vasto, cobrindo turn\u00eas dos anos 70 (\u201cRockshow\u201d), anos 90 (\u201cPut It There\u201d, \u201cGet Back\u201d e \u201cPaul Is Live In Concert\u201d) e anos 2000 (\u201cBack In The Us\u201d, \u201cLive In Red Square\u201d, \u201cSpace Within Us\u201d e \u201cGood Evening Nyc\u201d. Al\u00e9m disso, apresenta\u00e7\u00f5es de suas pe\u00e7as cl\u00e1ssicas tamb\u00e9m foram lan\u00e7adas no formato, \u201cLiverpool Oratorio\u201d, \u201cStanding Stone\u201d e \u201cEcce Cor Meum\u201d. Mas tr\u00eas lan\u00e7amentos merecem maior aten\u00e7\u00e3o. \u201cLive at The Cavern Club\u201d traz o show de 1999 de estr\u00e9ia da nova vers\u00e3o do clube onde os Beatles tocavam, com Paul acompanhado da banda e do repert\u00f3rio do disco \u201cRun Devil Run\u201d, casando perfeitamente com a ocasi\u00e3o. \u201cWingspan: Na Intimate Portrait\u201d \u00e9 um document\u00e1rio que conta a hist\u00f3ria de McCartney e de sua banda dos anos 70. E o mais recente, DVD triplo \u201cThe McCartney Years\u201d traz a grande maioria (s\u00f3 peca por n\u00e3o trazer logo todos) dos videoclipes de Paul, al\u00e9m de extras caprichados, com entrevistas e trechos de shows de v\u00e1rios momentos, incluindo algumas m\u00fasicas do MTV Unplugged.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8877 aligncenter\" title=\"paul_sp\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/paul_sp.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Wilson Farina (siga <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/WILSONFARINA\" target=\"_blank\">@wilsonfarina<\/a>) assina o Heatwave! (<a href=\"http:\/\/www.fubap.org\/wilsera\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.fubap.org\/wilsera\/<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Paul McCartney ao vivo na Ilha de Wight, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/06\/16\/paul-mccartney-na-ilha-de-wight\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Download: Indie On The Run, Tributo a Paul McCartney (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/11\/17\/download-indie-on-the-run-paul-mccartney\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;N\u00e3o confiem em 1, a colet\u00e2nea dos Beatles&#8221;, por Alexandre Matias (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/beatlesone.html\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;Many Years From Now&#8221;, a biografia autorizada de Paul, por Andr\u00e9 Fiori (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/literatura\/manyears.htm\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; As demos caseiras de Lennon e McCartney, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/01\/02\/as-demos-caseiras-de-lennon-e-mccartney\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Em Los Angeles, Paul McCartney, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/19\/em-los-angeles-paul-mccartney\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Os treze discos mais influentes de todos os tempos, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/01\/04\/os-treze-discos-mais-influentes-de-todos-os-tempos\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Paul McCartney em Porto Alegre, por Janaina Azevedo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/14\/paul-mccartney-em-porto-alegre\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Melhores de 2010: Paul McCartney, Melhor Show Internacional (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/01\/25\/melhor-show-internacional-2010\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Beatles e Johnny Cash em quadrinhos, por Adriano Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/12\/beatles-e-johnny-cash-em-quadrinhos\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Outras discografias comentadas:<br \/>\n<\/strong>&#8211; Bob Dylan, por Gabriel Innocentini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/09\/discografia-comentada-bob-dylan-parte-1\/\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<strong><br \/>\n<\/strong>&#8211; Elvis Costello, por Marco Antonio Bart (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/09\/20\/discografia-comentada-elvis-costello\/\" target=\"_self\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; Echo and The Bunnymen, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/09\/2009\/06\/11\/discografia-comentada-echo-the-bunnymen\/\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; The Cure, por Samuel Martins (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/09\/2010\/09\/20\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; Leonard Cohen, por Julio Costello (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/leonardcohen.html\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; Midnight Oil, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/midnightoil_discografia.htm\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; Nick Cave, por Leonardo Vinhas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/nickacvediscografia.htm\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<br \/>\n&#8211; The Clash, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/clash_discografia.htm\"><span style=\"color: #29568f;\">aqui<\/span><\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Wilson Farina\nPaul chegou a ficar em depress\u00e3o, quase alco\u00f3latra, sofrendo pelo fim dos Beatles. 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