{"id":88328,"date":"2025-03-25T00:01:59","date_gmt":"2025-03-25T03:01:59","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=88328"},"modified":"2025-04-19T01:18:12","modified_gmt":"2025-04-19T04:18:12","slug":"l7-garbage-e-mudhoney-ao-vivo-no-rio-that-90s-show","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/25\/l7-garbage-e-mudhoney-ao-vivo-no-rio-that-90s-show\/","title":{"rendered":"L7, Garbage e Mudhoney ao vivo no Rio: \u201cThat 90&#8217;s show\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/borealismusik\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marco Antonio Barbosa<\/a><\/strong><br \/>\nfotos de L7 e Garbage por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bruno_lisboa81\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Lisboa<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizem que se voc\u00ea lembra da d\u00e9cada de 1960, \u00e9 porque voc\u00ea n\u00e3o estava l\u00e1. Dif\u00edcil dizer o mesmo dos anos 90 \u2013 pois os revivals daquela d\u00e9cada s\u00e3o tantos, e t\u00e3o frequentes, que \u00e9 imposs\u00edvel esquecer daquele per\u00edodo. Ano passado, estiveram por aqui <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/05\/21\/pavement-chief-adjuah-e-dinner-party-fazem-shows-inesqueciveis-no-c6-fest-2024\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pavement<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/07\/23\/ao-vivo-acredite-os-lemonheads-fizeram-uma-apresentacao-magica-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lemonheads<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/04\/ao-vivo-em-grande-noite-smashing-pumpkins-encava-hits-e-presenteia-sao-paulo-com-david-bowie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Smashing Pumpkins<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/17\/ao-vivo-information-society-em-bangu-um-milagre-a-ser-celebrado-por-todos-no-palco-e-na-plateia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Information Society<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/12\/balaclava-fest-2024-cumpre-papel-de-entreter-e-desafiar-o-publico-dinosaur-jr-e-water-from-your-eyes-se-destacaram\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dinosaur Jr<\/a> (OK, esse \u00faltimo \u00e9 meio 80&#8217;s, meio 90&#8217;s). Em 2025, j\u00e1 vieram <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/12\/ao-vivo-offspring-brilha-com-seu-cirquinho-punk-enquanto-sublime-tortura-fas-saiba-como-foi-o-punk-is-coming-festival\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Offspring<\/a>, Christina Aguilera e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/12\/ao-vivo-offspring-brilha-com-seu-cirquinho-punk-enquanto-sublime-tortura-fas-saiba-como-foi-o-punk-is-coming-festival\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sublime<\/a>. E ainda v\u00eam por a\u00ed Jon Spencer, Alanis Morissette, Bush, Green Day, Kylie Minogue, Wilco, Tool e, \u00e9 claro, Oasis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo considerando o contexto prop\u00edcio, o flashback tomou propor\u00e7\u00f5es surpreendentes no \u00faltimo fim de semana (21 e 22 de mar\u00e7o), quando passaram (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/24\/ao-vivo-mudhoney-l7-e-garbage-transportam-o-publico-para-os-anos-90-em-pleno-2025\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">por S\u00e3o Paulo<\/a> e) pelo Rio de Janeiro nada menos que tr\u00eas bandas indelevelmente noventistas. Garbage e L7 fizeram uma dobradinha no Sacadura 154 na sexta-feira, e o Mudhoney se apresentou no Circo Voador no dia seguinte. Um raro momento para os cariocas f\u00e3s de sons alternativos: grupos fora do radar mainstream, tocando em lugares decentes na cidade. Lembremos que dos citados no primeiro par\u00e1grafo, apenas o Bush e o Green Day confirmaram shows no Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(E por falar em lugares decentes, o programa duplo Garbage + L7 estava marcado originalmente para o Vivo Rio. A poucos dias do show, o espet\u00e1culo foi redirecionado para o Sacadura 154, que comporta mais ou menos um quarto da lota\u00e7\u00e3o do Vivo Rio. Ou seja, os caros ingressos devem ter encalhado. J\u00e1 o Mudhoney deve ter rolado por influ\u00eancia do produtor Andr\u00e9 Barcinski, que trouxe a banda ao Brasil. S\u00f3 assim para o Circo Voador escalar uma banda indie dos anos 90 sem hit algum, em uma noite de s\u00e1bado, arriscando-se a tomar preju\u00edzo.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas voltemos \u00e0 m\u00fasica. Depois de tr\u00eas d\u00e9cadas (ou mais) de seu apogeu criativo, cada uma das bandas da trinca reflete de modo particular a passagem do tempo. O L7 parece ter encolhido com os anos. O Garbage, ao contr\u00e1rio, cresceu. J\u00e1 o Mudhoney \u00e9 uma entidade para a qual o tempo parece n\u00e3o importar: continua intenso como sempre foi, desde que surgiu.<\/p>\n<figure id=\"attachment_88331\" aria-describedby=\"caption-attachment-88331\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88331\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/l7rj.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/l7rj.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/l7rj-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88331\" class=\"wp-caption-text\"><em>L7 \/ Foto de Bruno Lisboa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>L7: ferozes &amp; gaiatas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O L7 chegou ao estrelato alguns segundos depois do Nirvana \u2013 e por isso foi empacotado na onda grunge, apesar de ter um p\u00e9 no punk tradicional e outro no hard rock. A forma\u00e7\u00e3o atual \u00e9 a mesma que dividiu o line-up do Hollywood Rock 1993 com a banda de Kurt Cobain: Suzi Gardner (guitarra e voz), Donita Sparks (voz e guitarra), Jennifer Finch (baixo e voz) e Dee Plakas (bateria) . O famoso show no qual elas baixaram seus shorts no palco (eu estava l\u00e1).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"L7   Hollywood Rock 93   Pra\u00e7a Da Apoteose,Rio De Janeiro,Brazil   23 01 1993\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/l1jJl6gk6OU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, vejam s\u00f3, o som do quarteto tamb\u00e9m \u00e9 o mesmo desde 1993, uma caracter\u00edstica com pr\u00f3s e contras. Ainda que as m\u00fasicas de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/04\/14\/os-30-anos-de-bricks-are-heavy-do-l7\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bricks Are Heavy<\/a>\u201d (1992) dominem o set, tanto as mais antigas quanto as mais recentes seguem a mesma f\u00f3rmula, com um resultado cansativo. Os hits do \u00e1lbum de 1992 (\u201cEverglade\u201d, \u201cMonster\u201d, \u201cShitlist\u201d, \u201cPretend We\u2019re Dead\u201d) fazem valer o espet\u00e1culo, mas, em contraste com o resto do repert\u00f3rio, evidenciam as limita\u00e7\u00f5es da banda. O som baixo e embolado \u2013 foi dif\u00edcil ouvir a voz de Suzi \u2013 n\u00e3o contribuiu.<\/p>\n<figure id=\"attachment_88332\" aria-describedby=\"caption-attachment-88332\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88332\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/l7rj1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/l7rj1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/l7rj1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88332\" class=\"wp-caption-text\"><em>L7 \/ Foto de Bruno Lisboa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esfor\u00e7o n\u00e3o faltou. A banda segue energ\u00e9tica, caprichando no bate-cabelo sincronizado e nas caretas. Como frontwoman, Donita esbanja gaiatice: faz piada com o peso dos anos (\u201cDee acabou de trocar o joelho&#8230; espero que n\u00e3o o quebre hoje\u201d), desmancha-se em elogios \u00e0 beleza dos f\u00e3s brasileiros, arrisca solinhos minimais mas eficazes. O single de 2017 \u201cDispatch from Mar-A-Lago\u201d, com sua letra anti-Trump infelizmente ainda atual, surgiu como momento (mais) politizado do show. Mas a grande surpresa mesmo foi a entrada de quatro quintos do Garbage \u2013 Shirley Manson, Butch Vig, Duke Erikson e Nicole Fiorentino \u2013 para fazer presepadas em \u201cPretend We\u2019re Dead\u201d. A pose agressiva n\u00e3o chega a ser inimiga do bom humor, felizmente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_88334\" aria-describedby=\"caption-attachment-88334\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88334\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/l7rj2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/l7rj2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/l7rj2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88334\" class=\"wp-caption-text\"><em>O Garbage invadindo o palco do L7 \/ Foto de Bruno Lisboa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Garbage: maturidade lhes cai bem<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Garbage sempre me soou como uma banda menor do que prometia ser. Aquela vocalista, aquele baterista\/produtor, aquelas influ\u00eancias e refer\u00eancias corret\u00edssimas&#8230; a decep\u00e7\u00e3o era inevit\u00e1vel, diante de LPs nunca mais do que medianos e fa\u00edscas ocasionais de brilho nos singles. Entretanto, invertendo o fluxo temporal que derrubou o L7, o grupo de Shirley Manson hoje parece fazer mais sentido do que no auge do sucesso \u2013 que por aqui sempre foi moderado e restrito basicamente \u00e0 MTV local. Talvez porque o Garbage hoje n\u00e3o precisa cumprir expectativas irreais de quem os via como a salva\u00e7\u00e3o da lavoura. Em 2025, o quinteto \u00e9 uma competente e charmosa banda pop aditivada por pitadas de eletr\u00f4nica e shoegaze. Ou seja, \u00e9 o que sempre foi; errado estava quem esperava mais deles.<\/p>\n<figure id=\"attachment_88335\" aria-describedby=\"caption-attachment-88335\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-88335 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/garbage4j1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/garbage4j1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/garbage4j1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88335\" class=\"wp-caption-text\"><em>Garbage \/ Foto de Bruno Lisboa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que Shirley Manson continua a fazer a diferen\u00e7a. A proverbial sonzeira emitida por Duke Erikson, Steve Marker (ambos guitarra &amp; teclados) e Butch Vig (bateria) mantem-se intacta, refor\u00e7ada pela baixista Nicole (que ficou paradinha no canto dela, para n\u00e3o ofuscar a vocalista). Mas \u00e9 Shirley quem resgata o Garbage do purgat\u00f3rio gen\u00e9rico. Ela n\u00e3o \u00e9 mais a garotinha ruiva dos anos 90, mas arranca suspiros dos muitos Charlie Browns da plateia. A voz bem preservada \u00e9 usada tanto para cantar quanto para discursar. Ela relembra a primeira vez em que ouviu \u201cPretend We\u2019re Dead\u201d no r\u00e1dio, sem saber que a m\u00fasica tinha sido produzida por seu futuro baterista (\u201cEu queria soar como elas\u201d). Pede mais paz e harmonia (\u201cO mundo saiu dos eixos e estou farta disso. Temos de ser mais gentis uns com os outros\u201d, diz antes de \u201cThe Trick Is to Keep Breathing\u201d). E interrompe o set para se dirigir a uma menininha bem pequena, que assistia o show sentada nos ombros do pai (\u201cVoc\u00ea \u00e9 minha menor f\u00e3zinha brasileira&#8230; pe\u00e7a a seus pais para lhe dar protetores de ouvido quando vier a um show!\u201d). Durante o \u00fanico bis, \u201cWhen I Grow Up\u201d, ela desce do palco e canta metade da m\u00fasica nos bra\u00e7os da galera.<\/p>\n<figure id=\"attachment_88333\" aria-describedby=\"caption-attachment-88333\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88333\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/garbage1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/garbage1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/garbage1-300x231.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88333\" class=\"wp-caption-text\"><em>A menor f\u00e3 brasileira do Garbage \/ Foto de Marco Antonio Barbosa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o faltaram todas aquelas m\u00fasicas que, nos anos 90, passavam a impress\u00e3o de que sim, poder\u00edamos desfrutar de hits pop menos caretas e (um tiquinho) mais ousados. O setlist se concentrou nos dois primeiros discos, com espa\u00e7o intencionalmente limitado para os outros seis. \u201cQueer\u201d, \u201cI Think I\u2019m Paranoid\u201d, \u201cStupid Girl\u201d e \u201cOnly Happy When It Rains\u201d disseram \u201cpresente\u201d, em vers\u00f5es mais pesadas; para \u201cOnly Happy When It Rains\u201d a banda preparou uma falsa introdu\u00e7\u00e3o lentinha, com piano, antes de fazer a massa pular. Tivemos tamb\u00e9m o drama de \u201cCup of Coffee\u201d, apresentada como \u201ca m\u00fasica mais triste que j\u00e1 compusemos\u201d, a energia de \u201cVow\u201d, \u201cCherry Lips\u201d e \u201cSpecial\u201d e a delicadeza de \u201cMilk\u201d. Show na medida certa, com o set list certo, a dura\u00e7\u00e3o certa, som e presen\u00e7a de palco certos. O tempo fez bem ao Garbage.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_88337\" aria-describedby=\"caption-attachment-88337\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-88337\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/mudhoney.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/mudhoney.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/mudhoney-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-88337\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mudhoney \/ Foto de Carlos Soares<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Mudhoney: for\u00e7a da natureza\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cronologicamente, o Mudhoney \u00e9 da primeira turma do grunge, tendo lan\u00e7ado seu primeiro \u00e1lbum em 1989. (Ou talvez predecessores, j\u00e1 que tocam juntos desde 1984, ano de forma\u00e7\u00e3o do Green River). Na pr\u00e1tica, datas n\u00e3o importam para a banda, que sempre serviu como &#8220;cavalo&#8221; atemporal, no qual sucessivas gera\u00e7\u00f5es do rock fuleiro (no melhor sentido) se manifestam: a galera do &#8220;Nuggets&#8221;, Stooges + MC5, o punk dos dois lados do Atl\u00e2ntico. Nasceram prontos e n\u00e3o envelhecem, portanto n\u00e3o correm o risco do cansa\u00e7o (como o L7), nem precisam de reavalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica (como o Garbage).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mudhoney  @ Ballroom - Rio de Janeiro, Brazil - 02.18.2001 (Full Concert)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/luAJAl2-OQA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00fanica diferen\u00e7a entre o Mudhoney que tocou no Circo Voador e o Mudhoney do mitol\u00f3gico show (acima) no Ballroom (RJ,2001) \u00e9 o baixista Guy Maddison. O resto segue no mesmo lugar: Mark Arm emitindo gritos inumanos, Steve Turner arrancando guinchos e trovoadas de sua Fender Jazzmaster, e Dan Peters sentando o cacete na bateria. Diferentemente do Garbage, a banda armou um repert\u00f3rio mais amplo, incluindo seis can\u00e7\u00f5es do recente &#8220;Plastic Eternity&#8221; e acenos a quase todos os outros discos. E ao contr\u00e1rio do L7, n\u00e3o fez quest\u00e3o de interagir com o p\u00fablico, al\u00e9m dos protocolares agradecimentos. Para o p\u00fablico, que compareceu em quantidade bem decente, misturando veteranos e calouros, fez pouca diferen\u00e7a. Novas ou velhas, as m\u00fasicas instigaram uma \u00fanica rea\u00e7\u00e3o: a roda de pogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quarteto dosou bem a din\u00e2mica no repert\u00f3rio, alternando momentos mais arrastados (afinal, \u00e9 grunge) e outros mais velozes. O \u00fanico sen\u00e3o ao repert\u00f3rio foi a inclus\u00e3o de apenas uma m\u00fasica de &#8220;Piece of Cake&#8221; (1992), o mais manjado pelos f\u00e3s brasileiros. Mas quando veio, veio: uma vers\u00e3o vulc\u00e2nica de &#8220;Suck You Dry&#8221;. Para compensar, o EP duplo &#8220;Superfuzzbigmuff&#8221; (1988) &#8211; o monolito de onde ainda emana a for\u00e7a da banda &#8211; foi fartamente explorado. &#8220;In&#8217;n&#8217;out of Grace&#8221;, &#8220;Sweet Young Thing Ain&#8217;t Sweet No More&#8221;, &#8220;You Got It (Keep It Outta My Face)&#8221;, &#8220;No One Has&#8221; e, \u00f3bvio, &#8220;Touch Me I&#8217;m Sick&#8221;; esta \u00faltima incita uma r\u00e1pida invas\u00e3o de palco, puxada por uma jovem f\u00e3. Teve &#8220;Good Enough&#8221;, teve &#8220;Into the Drink&#8221; e teve uma longa &#8220;Beneath the Valley of the Underdog&#8221;. E teve &#8220;Here Comes Sickness&#8221; para encerrar a festan\u00e7a, deixando a multid\u00e3o sorridente, rouca e dolorida.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong>: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/24\/ao-vivo-mudhoney-l7-e-garbage-transportam-o-publico-para-os-anos-90-em-pleno-2025\/\">Em pleno 2025, Mudhoney, Garbage e L7 transportam o p\u00fablico de S\u00e3o Paulo para os anos 90<\/a><\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"L7 e Garbage no Rio de Janeiro\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PL3M6mGqCRZBPSxWlGPCa1tUuM-LQ5Ko6p\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MUDHONEY &quot;If I Think&quot; | Circo Voador 2025\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nk6huC0b53w?list=PLTockOwRqQhBdVCIfMJyCdvlap5En28P2\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Marco Antonio Barbosa \u00e9 jornalista (<a href=\"http:\/\/medium.com\/telhado-de-vidro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">medium.com\/telhado-de-vidro<\/a>) e m\u00fasico (<a href=\"http:\/\/borealis.art.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/borealis.art.br<\/a>).\u00a0<\/em><br \/>\n<em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. Escreve tamb\u00e9m no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.phono.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.phono.com.br<\/a><\/em><br \/>\n&#8211; V\u00eddeos: Mudhoney por Hugo Freitas (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@hugofreitas9255\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@hugofreitas9255<\/a>) e Garbage \/ L7 por Duilio J. B. Macedo (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@DuilioJ.B.Macedo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@DuilioJ.B.Macedo<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ap\u00f3s tr\u00eas d\u00e9cadas de seu apogeu, cada banda reflete de modo particular a passagem do tempo. O L7 parece ter encolhido. O Garbage cresceu. J\u00e1 o Mudhoney parece n\u00e3o se importar com o tempo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/25\/l7-garbage-e-mudhoney-ao-vivo-no-rio-that-90s-show\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":36,"featured_media":88339,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1498,5573,315],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88328"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/36"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88328"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88328\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88373,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88328\/revisions\/88373"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88339"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}