{"id":88210,"date":"2025-03-19T00:02:53","date_gmt":"2025-03-19T03:02:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=88210"},"modified":"2025-04-23T00:08:19","modified_gmt":"2025-04-23T03:08:19","slug":"entrevista-manger-cadavre-fala-sobre-o-novo-disco-como-nascem-os-monstros-turne-na-gringa-e-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/19\/entrevista-manger-cadavre-fala-sobre-o-novo-disco-como-nascem-os-monstros-turne-na-gringa-e-mais\/","title":{"rendered":"Entrevista: Manger Cadavre? fala sobre o novo disco \u201cComo Nascem os Monstros\u201d, turn\u00ea na gringa e mais"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgido nas entranhas do Vale do Para\u00edba, interior de S\u00e3o Paulo, a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mangercadavre\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Manger Cadavre?<\/a> (a interroga\u00e7\u00e3o faz parte do nome da banda, que, singelamente, significa \u201cComer Cad\u00e1ver?\u201d) utiliza a f\u00faria do crust, do grind e do hardcore como combust\u00edvel para denunciar as mazelas de um sistema falido, uma hist\u00f3ria de quase 15 anos de estrada que ganha, agora, um novo cap\u00edtulo com o disco \u201c<a href=\"https:\/\/mangercadavre.bandcamp.com\/album\/como-nascem-os-monstros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Como Nascem os Monstros<\/a>\u201d (2025).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde os primeiros ru\u00eddos, a banda &#8211; formada por Nata Nachthexen (vocal), Paulo Alexandre: (guitarra), Bruno Henrique (baixo) e Marcelo Kruszynski (bateria) &#8211; vem buscando transformar indigna\u00e7\u00e3o em catarse sonora, e \u201cComo Nascem os Monstros\u201d reafirma esse compromisso com um som brutal, letras afiadas sobre a contemporaneidade e a urg\u00eancia que n\u00e3o se rende ao conformismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A paix\u00e3o pela estrada \u00e9 algo percept\u00edvel na trajet\u00f3ria da banda: em 2024, a Manger Cadavre? fechou o ano com quase 60 apresenta\u00e7\u00f5es, incluindo um rol\u00ea de responsa na gringa tocando em cinco pa\u00edses e com show no respeitado Obscene Extreme Festival, na Rep\u00fablica Tcheca. \u201cA estrada \u00e9 a melhor escola\u201d, comenta Marcelo, batera da banda que tem, entre seus admiradores, um f\u00e3 especial: F\u00e1bio Massari (que, inclusive, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DHWWhLjxCgt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">j\u00e1 est\u00e1 com a camiseta e o disco novo em casa<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, com as respostas divididas entre Nata, Marcelo e Paulinho, a banda fala sobre o processo que culminou no novo disco, a evolu\u00e7\u00e3o sonora do grupo, a recente turn\u00ea europeia, a import\u00e2ncia de promover a milit\u00e2ncia pol\u00edtica atrav\u00e9s da m\u00fasica e planos futuros, entre outras coisas. Leia abaixo e ou\u00e7a o disco!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Manger Cadavre? Ins\u00f4nia (Official Audio)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/my4gJ0B8Zrg?list=OLAK5uy_lJAn1jJMKYFeHZAgIqWZp3QEJxvp_5Ms0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda tem uma trajet\u00f3ria marcada pela evolu\u00e7\u00e3o sonora e pela resist\u00eancia dentro do underground. Como voc\u00eas enxergam essa caminhada realizada ao longo de 14 anos de estrada?<\/strong><br \/>\nMarcelo: Pra gente a caminhada foi algo natural, sem pular etapas. Quando come\u00e7amos, \u00e9ramos um sexteto que n\u00e3o tinha nenhuma pretens\u00e3o al\u00e9m de fazer um som junto. Com a diminui\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o e alinhamento sobre o que era o som que quer\u00edamos fazer, fomos nos desenvolvendo juntos na estrada (que \u00e9 a melhor escola). \u00c9 cansativo, pois n\u00f3s temos que fazer tudo, conciliando com a vida normal, mas tocar ainda \u00e9 a coisa que n\u00f3s quatro mais gostamos de fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ano passado voc\u00eas realizaram a primeira tour europeia. Como foi a recep\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nPaulinho: Foi muito massa, a galera de l\u00e1 nos tratou bem, pareceu interessado e curtiu nossos shows. Vendemos bem nosso merch, inclusive no dia em que n\u00e3o tocamos no Obscene (Extreme Festival, em Turkov, na Rep\u00fablica Tcheca), mas estivemos por l\u00e1 com a nossa &#8220;barraquinha&#8221; de merch, foi muito bom porque ajudou a pagar os custos da viagem. Sem contar os lugares que encontr\u00e1vamos brasileiros, tipo Berlim que metade da galera que estava l\u00e1 (no show) era daqui, o que fez nos sentirmos muito em casa. No geral foi um role bem tranquilo e legal no que diz respeito a galera de l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em seu mais novo disco, \u201cComo Nascem os Monstros\u201d, o medo \u00e9 o tema central do \u00e1lbum. Como foi o processo de explorar esse sentimento, sob diferentes perspectivas, desde o individual at\u00e9 o pol\u00edtico?<\/strong><br \/>\nNata: Foi dif\u00edcil, pois est\u00e1vamos em uma crise criativa devido a muito trabalho e ao excesso de informa\u00e7\u00f5es com que a gente \u00e9 bombardeado todos os dias, ent\u00e3o eu n\u00e3o tinha ideia no que abordar para as letras. Enquanto isso, a data da grava\u00e7\u00e3o ia se aproximando. A ideia do tema surgiu do nada, fui ler, pesquisar bastante para entender o medo e o que ele desencadeia para poder n\u00e3o escrever besteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum tamb\u00e9m fala sobre o impacto das m\u00eddias sociais no nosso cotidiano. Como voc\u00eas veem a rela\u00e7\u00e3o entre medo e as din\u00e2micas digitais atuais?<\/strong><br \/>\nNata: As redes sociais ajudam a aflorar as neuroses e comportamentos que n\u00e3o seriam naturais sem o est\u00edmulo das mesmas. O medo \u00e9 um artif\u00edcio utilizado por essas plataformas para que as \u201cchamadas para a a\u00e7\u00e3o\u201d sejam estimuladas e concretizadas. A partir dele, temos agentes ativos e passivos, de ataque e defesa. Com a dificuldade em desconectar da atualidade, escolher sair dessas plataformas, decreta a sua morte social, quase como se voc\u00ea n\u00e3o existisse no mundo real, o que gera um novo tipo de medo: o de ficar de fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A arte da capa, criada por B\u00e1rbara Gil, busca representar os &#8220;monstros&#8221; que nascem do medo. Como foi o processo de colabora\u00e7\u00e3o com ela? Como esse conceito visual do \u00e1lbum se conecta com a sonoridade e as letras das m\u00fasicas?<\/strong><br \/>\nNata: A B\u00e1rbara \u00e9 muito talentosa e tem um estilo muito particular em seu tra\u00e7o. Quando pensamos na capa, ela foi a primeira pessoa que veio \u00e0 mente. Trouxemos o conceito pronto e ela colocou seu talento no papel! Dissemos que gostar\u00edamos de algo que mesclasse o anat\u00f4mico com o abstrato, em que os &#8220;monstros&#8221; sa\u00edssem de onde nasce o medo no nosso c\u00e9rebro (enviamos at\u00e9 uma imagem de livro de anatomia com as rea\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro, gl\u00e2ndulas a partir da vis\u00e3o de uma cobra). Ela n\u00e3o poderia ter feito uma representa\u00e7\u00e3o melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum foi gravado no Family Mob Studio, um espa\u00e7o conhecido no cen\u00e1rio musical. Como essa escolha influenciou a sonoridade do disco e como foi trabalhar com Leonardo Mesquita, Ot\u00e1vio Rossato e David Menezes na produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nMarcelo: Exceto o L\u00e9o, j\u00e1 trabalhamos com o Tat\u00e1 e o David desde o \u201cAntiAutoAjuda\u201d, nosso disco de 2019, ent\u00e3o foi bem tranquilo, pois eles conhecem o nosso som, sabem das nossas qualidades e limita\u00e7\u00f5es. N\u00f3s conhecemos o L\u00e9o h\u00e1 mais ou menos 15 anos, ent\u00e3o ele tamb\u00e9m conhece bem o nosso som. A diferen\u00e7a nesse trabalho foi que trabalhamos muito na pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, antes de entrar em est\u00fadio. Geralmente, para ganhar tempo e economizar com di\u00e1rias de grava\u00e7\u00e3o, capt\u00e1vamos o instrumental ao vivo, com overdubs de voz e guitarra. Essa foi a primeira vez que gravamos em linha. Meu professor de bateria me ajudou a montar guias de bateria para ganhar tempo na grava\u00e7\u00e3o, o Paulinho, nosso guitarrista, montou as pr\u00e9s com as guias de guitarra e baixo e a Nata gravou os vocais. Da composi\u00e7\u00e3o \u00e0 grava\u00e7\u00e3o foram dois anos, em que lapidamos muito as m\u00fasicas e ensaiamos religiosamente toda semana. Chegamos mais preparados, no est\u00fadio que tem toda a qualidade que j\u00e1 conhecemos e os nossos amigos que conhecem nosso som e nos ajudaram a extrair o nosso melhor, conseguimos dar um salto.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Manger Cadavre? - Imperialismo (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-zqjcXJBZw0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em tempos nos quais os ouvintes, de forma geral, t\u00eam optado por ouvir m\u00fasicas avulsas, qual a import\u00e2ncia de seguir lan\u00e7ando \u00e1lbum cheio? Como tem sido a receptividade ap\u00f3s quase um m\u00eas de lan\u00e7amento do novo disco?<\/strong><br \/>\nPaulinho: Lan\u00e7ar full album \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o nossa porque n\u00f3s j\u00e1 estamos acostumados a ouvir m\u00fasica dessa forma, apreciando a obra toda. Infelizmente isso se perdeu hoje, prova disso \u00e9 que as ultimas m\u00fasicas do \u00e1lbum quase n\u00e3o chegam na metade de execu\u00e7\u00e3o das primeiras no Spotify. Acho que cada um ouve e lan\u00e7a sua m\u00fasica da forma que quiser, mas particularmente acho importante parar e apreciar a obra em sua totalidade, e n\u00e3o apenas dar um play aleat\u00f3rio e deixar rolando&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As letras, como de praxe, promovem reflex\u00f5es pontuais sobre as agruras do cotidiano. Que tipo de rea\u00e7\u00e3o voc\u00eas esperam dos ouvintes? O que os motivam a seguir de forma militante artisticamente?<\/strong><br \/>\nNata: Sinceramente, nos dias de hoje, espero apenas que as pessoas leiam as letras. Para muita gente, \u00e9 s\u00f3 o barulho que conta e meu vocal n\u00e3o ajuda muito rs. Acho que espero que as pessoas reflitam suas realidades e entendam que muito do que vivemos n\u00e3o se trata de escolhas individuais. O que motiva a seguir essa linha \u00e9 viver em um pa\u00eds de terceiro mundo, extremamente explorado por pa\u00edses ricos, no que se trata de recursos naturais e de m\u00e3o de obra, que \u00e9 sabotado constantemente nas ofensivas para crescimento e consequente melhoria de vida da popula\u00e7\u00e3o. Falamos daquilo que conhecemos, falamos daquilo que vivemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em tempos de tantas crises e incertezas, voc\u00eas acreditam que a m\u00fasica pode ser uma ferramenta para enfrentar ou desconstruir os medos e transformar realidades?<\/strong><br \/>\nNata: S\u00f3 a luta organizada em partidos pol\u00edticos e movimentos sociais pode efetivamente mudar a realidade. A m\u00fasica pode ser um instrumento de propaganda, registro da realidade e conscientiza\u00e7\u00e3o, mas ela sozinha, sem a\u00e7\u00f5es coletivas concretas, pode mudar apenas individualmente e com certos tetos de influ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para finalizar, como voc\u00eas enxergam o cen\u00e1rio underground hoje? Ainda h\u00e1 espa\u00e7o para resist\u00eancia?<\/strong><br \/>\nMarcelo: O underground brasileiro \u00e9 muito rico e repleto de bandas excelentes, coletivos e pessoas que contribuem com aquilo que sabem fazer para somar, o espa\u00e7o para resist\u00eancia faz parte da cena em si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E com disco novo na pra\u00e7a quais s\u00e3o os planos futuros?<\/strong><br \/>\nPaulinho: Tocar at\u00e9 os dedos sangrar! (risos) Estamos com uma tour em andamento, mas esperamos conseguir fazer o Chile pelo menos, que \u00e9 um dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina que n\u00e3o tocamos, mas gostar\u00edamos muito. Tentar gravar um clipe pelo menos\u2026<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Manger Cadavre? &#039;Como Nascem os Monstros&#039; Show Completo no 74Club\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZEAa555i4cU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. Escreve tamb\u00e9m no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.phono.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.phono.com.br<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A paix\u00e3o pela estrada \u00e9 algo percept\u00edvel na trajet\u00f3ria da banda: em 2024, a Manger Cadavre? fechou o ano com quase 60 apresenta\u00e7\u00f5es, incluindo um rol\u00ea de responsa na gringa!\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/03\/19\/entrevista-manger-cadavre-fala-sobre-o-novo-disco-como-nascem-os-monstros-turne-na-gringa-e-mais\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":88213,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7629],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88210"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88210"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88210\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88214,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88210\/revisions\/88214"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88213"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}