{"id":877,"date":"2009-03-04T23:11:07","date_gmt":"2009-03-05T02:11:07","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=877"},"modified":"2009-03-05T10:11:17","modified_gmt":"2009-03-05T13:11:17","slug":"na-balada-com-o-franz-ferdinand","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/04\/na-balada-com-o-franz-ferdinand\/","title":{"rendered":"Na balada com o Franz Ferdinand"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-878\" title=\"franz_tonight\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/franz_tonight.jpg\" alt=\"\" width=\"455\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/franz_tonight.jpg 455w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/franz_tonight-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/franz_tonight-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 455px) 100vw, 455px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Por Marcelo Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os anos 00 est\u00e3o chegando ao fim e inevitavelmente as an\u00e1lises come\u00e7am a fomentar uma discuss\u00e3o do que realmente valeu a pena nesta d\u00e9cada estranha. O Coldplay deve terminar o per\u00edodo como o grupo de rock que mais vendeu discos, por\u00e9m a cr\u00edtica s\u00f3 foi simp\u00e1tica com Chris Martin em seu quarto \u00e1lbum. Medalh\u00f5es ca\u00edram (U2) e se reergueram (R.E.M., Oasis) e ca\u00edram de novo (U2) e, talvez, s\u00f3 o Radiohead tenha se mantido no Olimpo durante estes dez longos (?) anos. Mas o que aconteceu realmente de novo nestes dez anos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hummm, pensando, pensando e pensando: pouca coisa. Strokes (nos EUA) e Libertines (Inglaterra) abriram a d\u00e9cada prometendo muito, mas o tempo mostrou que havia mais fuma\u00e7a que fogo na hist\u00f3ria. Estas duas bandas (mais um imenso s\u00e9q\u00fcito), ali\u00e1s,\u00a0apontaram um rumo at\u00e9 ent\u00e3o inesperado para os conjuntos de rock: &#8220;viva r\u00e1pido, morra cedo&#8221;. Para que continuar com o grupo se j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 magia e mist\u00e9rio? Melhor curtir a grana, n\u00e3o \u00e9 mesmo. Quando o traficante (ou o advogado de uma ex-esposa) come\u00e7ar a bater na porta, vai l\u00e1 e grava um disco novo. O mundo \u00e9 simples, meus amigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja: pouca gente est\u00e1 preocupada em criar uma carreira. Aquele ideal (meio hippie) de viver de m\u00fasica \u00e9 algo do passado, afinal vivemos uma \u00e9poca em que cassetes, vinis e at\u00e9 mesmo CDs j\u00e1 s\u00e3o coisa do passado. Poucos se arriscam a continuar &#8220;trabalhando&#8221; em uma &#8220;profiss\u00e3o&#8221; que ter\u00e1 suas megaempresas fechando as portas em algum dia de um futuro n\u00e3o t\u00e3o distante. Al\u00e9m de tudo isso, vamos combinar: o rock na d\u00e9cada 00 pintou os olhos de preto, ficou bund\u00e3o e come\u00e7ou a chorar demais. Nunca mais Elvis chacoalhando os quadris e Johnny Cash cantando em pris\u00f5es de seguran\u00e7a m\u00e1xima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea chegou at\u00e9 aqui, mil e seiscentos toques depois, pode estar pensando: &#8220;catzo, o que tudo isso tem a ver com o Franz Ferdinand?&#8221;. A resposta \u00e9: tudo. Em algum momento da segunda metade desta d\u00e9cada, Alex Kapranos e amigos lan\u00e7aram um dos \u00e1lbuns fenomenais dos anos 00 e, num territ\u00f3rio t\u00e3o \u00f3bvio quanto o rock and roll, pareciam ser a bola da vez, o grande nome da ceninha chamada canhestramente de &#8220;Novo Rock&#8221; (que, de novo, s\u00f3 tinha a idade de nascimento dos participantes), a banda que poderia fazer de Glasgow a Seattle da hora e, mamamia, salvar o rock e cof cof cof.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sinais de mudan\u00e7as puderam ser vistos ao vivo e a cores no Brasil quando o Franz Ferdinand fez uma apresenta\u00e7\u00e3o apote\u00f3tica no Festival Motomix, em 2006, encerrando uma turn\u00ea ininterrupta de tr\u00eas anos, que juntou a divulga\u00e7\u00e3o do badalad\u00edssimo primeiro disco com a do inspirado segundo \u00e1lbum. <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/motomix2006.htm\">Escrevi na \u00e9poca<\/a>: no palco, o Franz mostrou &#8220;descompromisso com repert\u00f3rio, cansa\u00e7o da vida na estrada e empolga\u00e7\u00e3o frente aos f\u00e3s. O resultado foi um show antol\u00f3gico, que dever\u00e1 delimitar passado e futuro na vida destes escoceses&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o a toa, Kapranos terminou aquele show sem camisa e ainda fez quest\u00e3o de jogar seu par de t\u00eanis para o p\u00fablico, como se estivesse querendo se livrar de seu uniforme de roqueiro usado durante mais de 1000 dias na estrada. E foi adiante. Sepultou seu maior hit, &#8220;Take Me Out&#8221;, ao avisar: &#8220;Esta can\u00e7\u00e3o a gente vai tocar pela \u00faltima vez&#8221;. O guitarrista\/tecladista Nick McCarthy foi mais longe: entregou para um f\u00e3 na frente do palco seu teclado (!!!). Paul Thomson demoliu sua bateria ao final de &#8220;This Fire&#8221;, que encerrou o show sem bis, sem o single daquele momento (&#8220;Eleanor Put Your Boots On&#8221;) e sem um pingo de d\u00favida que ali acabava uma fase para o grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Visto desta forma, em retrospecto, &#8220;Tonight: Franz Ferdinand&#8221; nem surpreende tanto. Por\u00e9m, a mem\u00f3ria pop \u00e9 curta, e o grupo parece ter lido o manual. Ao inv\u00e9s de continuar criando riffs empolgantes para can\u00e7\u00f5es matadoras (o que, em muitos casos, seria como continuar fazendo a mesma coisa e, talvez, transformar-se em uma megabanda de dezenas de milh\u00f5es de discos vendidos), o Franz decidiu dar uma folga para as guitarras deixando-as em segundo plano. Os sintetizadores russos Polyvox foram convocados para comandar a sonoridade deste (fat\u00eddico) terceiro \u00e1lbum. Ah, outra coisa: a banda descobriu o dub jamaicano!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas pequenas mudan\u00e7as estruturais causaram um choque no f\u00e3 de primeira hora. Em &#8220;Ulysses&#8221;, o primeiro single e a faixa que abre o disco, a guitarra \u2013 marca registrada do quarteto at\u00e9 ent\u00e3o \u2013 s\u00f3 d\u00e1 \u00e0s caras quase que no final do primeiro minuto. At\u00e9 ali, bateria e contrabaixo fazem a cama para que Kapranos sussure a letra. O sintetizador leva o ouvinte para os\u00a0<em>seventies<\/em> e as guitarrinhas entram s\u00f3 para dar uma clima. Tem at\u00e9 falsete no refr\u00e3o. Quando Alex canta animadamente que &#8220;encontrou uma nova forma&#8221; e &#8220;n\u00e3o precisa de sua simpatia&#8221;, parece que ele est\u00e1 assumindo que o grupo est\u00e1 seguindo um novo caminho, ditado por eles mesmos. Foda-se o que os outros est\u00e3o pensando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3prio conceito do disco tem alguma rela\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria da banda at\u00e9 o momento. &#8220;Tonight&#8221; versa sobre uma noite de farra e divers\u00e3o que, claro, acaba em ressaca (algo semelhante ao que aconteceu com a banda que escalou as paradas com os dois primeiros discos \u2013 a festa \u2013 e teve que aprender a lidar com\u00a0o sucesso\u00a0na estrada \u2013 a ressaca). Na capa, o baixista Bob Hardy est\u00e1 jogado na sarjeta acudido pelos outros dois membros do grupo enquanto Alex Kapranos tenta afastar os paparazzi. Fica parecendo que ap\u00f3s fazer seu &#8220;Pablo Honey&#8221; e seu &#8220;The Bends&#8221;, o Franz pulou &#8211; deliberadamente &#8211; direto para o &#8220;Kid A&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O come\u00e7o de &#8220;Turn It On&#8221;, a faixa dois, lembra muito o Cure alegre da primeira metade dos anos 80. Na segunda parte, por\u00e9m, a banda leva o ouvinte para o centro de uma empolgante pista house dance do final dos anos 90. &#8220;No You Girls&#8221; tem letra sensacional: &#8220;Me beije \/ Lamba seu cigarro e depois me beije \/ Me beije onde seus olhos n\u00e3o\u00a0v\u00e3o me encontrar \/ Me encontre onde sua mente n\u00e3o vai me beijar \/ Lamba seus olhos e sua mente e depois me bata \/ Me bata docemente com seus olhos&#8221;. Para fechar a primeira parte deste romance de pista de balada, depois de toda sedu\u00e7\u00e3o inicial, a frase inevit\u00e1vel: &#8220;Eu gostaria de conhecer voc\u00ea&#8221;. \\o\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Send Him Away&#8221; \u00e9 outra que bebeu da fonte dos anos 70\/80 enquanto &#8220;Twilight Omens&#8221; tem algo de Beatles (ou Paul McCartney) e tamb\u00e9m guitarras pesadas.\u00a0J\u00e1\u00a0nos\u00a0primeiros segundos de &#8220;Bite Hard&#8221; at\u00e9 parece que vai come\u00e7ar &#8220;Eleanor Put Your Boots On&#8221;. Sobre um piano beatle, Alex explica ao seu amor que todas as can\u00e7\u00f5es s\u00e3o sobre ela, embora ela n\u00e3o saiba. Baixo e bateria entram potentes transformando a can\u00e7\u00e3o em um dos momentos redentores do \u00e1lbum cuja letra sarreia e despista a solid\u00e3o: &#8220;Eu posso estar sozinho agora \/ mas estou feliz sozinho \u2013 honestamente \/ N\u00e3o \u00e9 &#8220;solit\u00e1rio sozinho&#8221; &#8211; o que \u00e9 que falamos afinal?&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;What She Came For&#8221;, &#8220;Can\u2019t Stop Feeling&#8221; e &#8220;Dream Again&#8221; s\u00e3o as faixas mais jamaicanas da vers\u00e3o simples do \u00e1lbum (cuja edi\u00e7\u00e3o especial, dupla, traz um EP excelente chamado &#8220;Blood&#8221; com oito vers\u00f5es dub de can\u00e7\u00f5es do disco) com a cozinha (baixo e bateria) comandando. Em &#8220;Live Alone&#8221;, quando entra o sintetizador e principalmente o refr\u00e3o, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o pensar nos anos 80. &#8220;Lucid Dreams&#8221;, cuja vers\u00e3o do \u00e1lbum \u00e9 bem diferente daquela liberada pela banda no My Space, come\u00e7a pop e estende-se por praticamente oito minutos de repeti\u00e7\u00f5es, ecos e cortes. Ap\u00f3s toda psicodelia das faixas anteriores, &#8220;Katherine Kiss Me&#8221; fecha o disco desnuda em formato voz\/guitarra como querendo sil\u00eancio ap\u00f3s uma noite intensa na gandaia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boa parte da cr\u00edtica recebeu &#8220;Tonight&#8221; com ressalvas. Ao contr\u00e1rio dos dois \u00e1lbuns anteriores, que pegavam o ouvinte na primeira audi\u00e7\u00e3o, &#8220;Tonight&#8221; o afasta em um primeiro momento para conquist\u00e1-lo aos poucos durante a noite. Apesar de conter v\u00e1rios dos elementos que fizeram do grupo um dos nomes mais festejados da d\u00e9cada, o disco foge daquilo que um ouvinte esperava ouvir da banda. \u00c9 um passo bastante arriscado, que tira \u2013 por um momento \u2013 o grupo da lista dos adoradores de hype e os coloca na vibe daqueles que acreditam que um disco \u00e9 muito mais que doze can\u00e7\u00f5es &#8220;prensadas&#8221; em uma chapa met\u00e1lica e encaixotadas em uma caixinha de acr\u00edlico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com &#8220;Tonight&#8221;, o Franz Ferdinand parece dar sinais que quer uma carreira de longa dura\u00e7\u00e3o, o que j\u00e1 o separa da multid\u00e3o que come\u00e7ou a d\u00e9cada empunhando instrumentos. Seria como se a banda estivesse dando dois passos para o lado ao inv\u00e9s de sair correndo para frente. Estes dois passinhos \u2013 altamente dan\u00e7antes, diga-se de passagem \u2013 podem sinalizar que a banda conhece muito bem o terreno em que est\u00e1 pisando tanto quanto emoldurar um quadro de um pelot\u00e3o do ex\u00e9rcito caminhando \u00e0s escuras em uma estrada repleta de minas terrestres. N\u00e3o \u00e9 um disco melhor que os dois anteriores, e nem pior (paradoxalmente, \u00e9 um dos melhores discos dos \u00faltimos 14 meses). \u00c9 apenas&#8230; diferente. E as &#8220;diferen\u00e7as&#8221; (pol\u00edticas e principalmente sociais) prometem ser o grande tema da pr\u00f3xima d\u00e9cada. Fique de olho no Franz Ferdinand. Eles ainda v\u00e3o aprontar muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Tonight&#8221;, Franz Ferdinand<\/strong> (Sony &amp; BMG)<br \/>\nPre\u00e7o em m\u00e9dia: R$ 25 (edi\u00e7\u00e3o simples, nacional)<br \/>\n\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 R$ 45 (edi\u00e7\u00e3o dupla, importada)<br \/>\n\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 R$ 220 (edi\u00e7\u00e3o com seis 7&#8243; em vers\u00e3o dub, CD duplo e DVD)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota: 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-879 aligncenter\" title=\"franz_tonight_special\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/franz_tonight_special.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/franz_tonight_special.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/franz_tonight_special-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/franz_tonight_special-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Franz Ferdinand ao vivo no Motomix 2006, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/motomix2006.htm\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;You Could Have It So Much Better&#8221;, do Franz Ferdinand, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/franzferdinand_better.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Marcelo Costa Os anos 00 est\u00e3o chegando ao fim e inevitavelmente as an\u00e1lises come\u00e7am a fomentar uma discuss\u00e3o do que realmente valeu \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/04\/na-balada-com-o-franz-ferdinand\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[33],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/877"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=877"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/877\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":882,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/877\/revisions\/882"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}