{"id":87456,"date":"2025-02-15T01:20:28","date_gmt":"2025-02-15T04:20:28","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=87456"},"modified":"2025-06-13T01:36:47","modified_gmt":"2025-06-13T04:36:47","slug":"tres-curtas-da-28a-mostra-de-tiradentes-confluencias-tres-entre-corpos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/02\/15\/tres-curtas-da-28a-mostra-de-tiradentes-confluencias-tres-entre-corpos\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas curtas da 28\u00aa Mostra de Tiradentes: &#8220;Conflu\u00eancias&#8221;, &#8220;Tr\u00eas&#8221;, &#8220;Entre Corpos&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>textos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leandro Luz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-87458\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/confluencias1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/confluencias1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/confluencias1-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Conflu\u00eancias&#8221;, de D\u00e1cia Ibiapina (2024)<\/strong><br \/>\n&#8220;Conflu\u00eancias&#8221; (2024) \u00e9 dirigido por D\u00e1cia Ibiapina &#8211; a mesma do excelente \u201c<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cadeedson\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cad\u00ea Edson?<\/a>\u201d (2020), que retrata movimentos sociais em luta por moradia &#8211; e tem a presen\u00e7a central de N\u00eago Bispo, que tamb\u00e9m assina a dire\u00e7\u00e3o do filme, comemorando o seu anivers\u00e1rio de 60 anos durante a feitura do document\u00e1rio. Ant\u00f4nio Bispo dos Santos faleceu no dia 3 de dezembro de 2023, mas o filme est\u00e1 interessado na vida, no saber, e n\u00e3o em abismos de morte. Ibiapina e Bispo conduzem um registro precioso que come\u00e7a com uma bela cena de um filho tocando, ao viol\u00e3o, a m\u00fasica &#8220;Sapato 36&#8221; para o seu pai. A can\u00e7\u00e3o, composta e cantada originalmente por Raul Seixas, \u00e9 de protesto existencialista, rebelde por natureza. A sua letra diz: \u201cEu cal\u00e7o \u00e9 37 \/ Meu pai me d\u00e1 36 \/ D\u00f3i, mas no dia seguinte \/ Aperto meu p\u00e9 outra vez [&#8230;] Pai eu j\u00e1 t\u00f4 crescidinho \/ Pague pr\u00e1 ver, que eu aposto \/ Vou escolher meu sapato \/ E andar do jeito que eu gosto [&#8230;] Por que cargas d&#8217;\u00e1guas \/ Voc\u00ea acha que tem o direito \/ De afogar tudo aquilo que eu \/ Sinto em meu peito \/ Voc\u00ea s\u00f3 vai ter o respeito que quer \/ Na realidade \/ No dia em que voc\u00ea souber respeitar \/ A minha vontade \/ Meu pai\u201d. Os olhos marejados de Bispo n\u00e3o deixam d\u00favida: \u00e9 o seu filho quem toca o viol\u00e3o. Conflitos geracionais existem em todo lugar. Entre a tradi\u00e7\u00e3o e a vontade de viver o presente, pais e filhos sempre estar\u00e3o em descompasso. O que Ibiapina e Bispo nos mostram, com um olhar preciso e cortante, \u00e9 que a tradi\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode existir se tamb\u00e9m for presente. Tradi\u00e7\u00e3o viva, em constante movimento. \u00c9 muito bonito como uma velha m\u00fasica popular de um rockeiro meio esquecido e desvalorizado pode nos dar uma dimens\u00e3o t\u00e3o interessante disso tudo, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Ap\u00f3s esse momento delicado, \u00edntimo, percebemos que o seio familiar se expande tamb\u00e9m para uma comunidade maior. Se trata da vida do quilombo Saco-Curtume, na zona rural de S\u00e3o Jo\u00e3o do Piau\u00ed, territ\u00f3rio a partir do qual (nos conta a sinopse do curta-metragem) N\u00eago Bispo compartilhou seus saberes, conceitos e experi\u00eancias. Acompanhamos, portanto, um recorte do que \u00e9 a vida no quilombo, dimens\u00e3o que nos chega atrav\u00e9s da sensibilidade de Ibiapina e Bispo em colabora\u00e7\u00e3o com Cristina Amaral, uma das maiores montadoras do pa\u00eds. O trabalho de ambas consegue nos conduzir com leveza entre os afazeres do dia a dia e os festejos de uma comunidade comprometida em resistir aos ataques incessantes contra o seu modo de vida e em sobreviver de forma comunit\u00e1ria, zelando pela boa conviv\u00eancia e pela autossustentabilidade. &#8220;Conflu\u00eancias&#8221;, cuja produ\u00e7\u00e3o \u00e9 assinada por ningu\u00e9m menos do que Adirley Queir\u00f3s, \u00e9 um registro importante n\u00e3o s\u00f3 pelo que conta, mas pela maneira como o faz, livre e fluido, e merece circular bastante, levando a imagem e o pensamento de N\u00eago Bispo Brasil afora.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-87461\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/tres.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/tres.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/tres-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Tr\u00eas&#8221;, de Lila Foster (2024)<\/strong><br \/>\nO cotidiano de uma vida a tr\u00eas, como nos conta a sinopse do curta-metragem dirigido por Lila Foster, diz respeito ao casal Luisa e Jo\u00e3o e sua filha Vera. No entanto, \u201c<a href=\"https:\/\/www.moveofilmes.com\/tres\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tr\u00eas<\/a>\u201d (2024) come\u00e7a com uma cena de sexo no escuro, caliente, um m\u00e9nage \u00e0 trois. As trevas d\u00e3o conta parcialmente das pernas entrela\u00e7adas, da saliva e dos gemidos. Alguns segundos depois, a \u201cvida real\u201d se imp\u00f5e pela luz fria e indiferente do banheiro da amiga, que ainda dorme no quarto enquanto o casal se apruma para deixar a casa. Ele pede para ela passar um caf\u00e9 (ela recusa), enquanto lava os p\u00e9s na pia e os seca com a toalha de rosto. Eles escovam os dentes com os dedos. Ela demonstra-se incomodada com os h\u00e1bitos dele e se encarrega da despedida. Vai at\u00e9 o quarto da amiga e diz que est\u00e3o indo embora. Na cena seguinte, o casal volta para casa e somos apresentados a Vera, uma crian\u00e7a cheia de vida que, como toda crian\u00e7a, demanda muito de seus pais. Apesar de cansados da intensa noite anterior, os corpos em estado de erotismo precisam ceder espa\u00e7o para as obriga\u00e7\u00f5es rotineiras. Cozinhar, pentear o cabelo da filha, repreender a malcria\u00e7\u00e3o &#8211; todas essas tarefas s\u00e3o executadas por Luisa, que deixa evidente em seu semblante o cansa\u00e7o e a insatisfa\u00e7\u00e3o com a vida de m\u00e3e e esposa. N\u00e3o que Jo\u00e3o seja um pai irrespons\u00e1vel ou ausente, mas o machismo lhe concede a cruel e ego\u00edsta vantagem de se colocar em segundo plano para as tarefas dom\u00e9sticas e para o trato com a menina. O que faz de \u201cTr\u00eas\u201d um filme t\u00e3o interessante \u00e9 a sensibilidade pela qual Lila Foster conduz os seus atores: Gabriela Correa comp\u00f5e a sua Luisa de modo cortante, dando espa\u00e7o para as frustra\u00e7\u00f5es, mas sem pesar a m\u00e3o na melancolia, enquanto Jo\u00e3o Campos adota uma postura cuidadosa para interpretar o seu Jo\u00e3o, consciente da necessidade em demonstrar as falhas de seu personagem, mas com uma sutileza formid\u00e1vel. A cena em que o casal est\u00e1 deitado no ch\u00e3o e ele toca o viol\u00e3o \u00e9 muito reveladora nesse sentido. A pequena atriz que interpreta a filha do casal tamb\u00e9m consegue conduzir de forma interessante o texto, como na cena do almo\u00e7o, na qual ela se recusa a comer o macarr\u00e3o com molho, at\u00e9 que o pai precisa se pronunciar com a sua voz de autoridade &#8211; um t\u00edpico balan\u00e7o familiar patriarcal. As frustra\u00e7\u00f5es que est\u00e3o em jogo s\u00e3o muitas, de ordem tanto coletiva quanto individual. Eles falam sobre a impossibilidade de uma exist\u00eancia tranquila. \u201cA gente s\u00f3 quer o que n\u00e3o tem?\u201d \u00e9 a pergunta que fica. \u201cSer\u00e1 que um dia a gente se encontra?\u201d, \u00e9 outra pergunta, esta talvez ainda mais angustiante.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-87464\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/entrecorpos1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/entrecorpos1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/entrecorpos1-300x132.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Entre Corpos&#8221;, de Mayra Costa (2024)<\/strong><br \/>\n\u201cEntre Corpos\u201d (2024) causou um frisson na primeira sess\u00e3o da Mostra Foco, principal recorte de curtas-metragens em Tiradentes. O filme alagoano, dirigido por Mayra Costa e protagonizado por Ticiane Sim\u00f5es, acompanha a rotina da costureira V\u00e2nia, que se revela muito mais intensa e arriscada do que somos capazes de supor em uma primeira olhadela. Uma costureira: a dimens\u00e3o do trabalho est\u00e1 posta desde o in\u00edcio, mas o que o filme carrega de novo e excitante est\u00e1 justamente no equil\u00edbrio entre a imposi\u00e7\u00e3o do mundo do trabalho e a voracidade em manifestar os pr\u00f3prios desejos sexuais. V\u00e2nia trabalha e se expressa sexualmente. Ou melhor, trabalha enquanto se expressa sexualmente. O ato de costurar uma cal\u00e7a parece se dar met\u00f3dica e corriqueiramente, como j\u00e1 vimos mil vezes. \u00c9 s\u00f3 quando a c\u00e2mera registra fluidos e corpos humanos servindo como artefatos desse mesmo coser que a nossa ficha cai. N\u00e3o estamos diante de uma narrativa comum sobre opress\u00e3o capitalista, misoginia e abuso. O patr\u00e3o \/ tio repousa as suas m\u00e3os no ombro da funcion\u00e1ria \/ sobrinha por mais tempo do que o aceit\u00e1vel e h\u00e1 uma tens\u00e3o constante no fato de V\u00e2nia ficar sozinha \u00e0 noite para receber os clientes, mas logo o filme modula esses acontecimentos para reestruturar o comportamento da protagonista diante de seu calv\u00e1rio. \u201cOnde se ganha o p\u00e3o n\u00e3o se come a carne\u201d, diz o ditado, que V\u00e2nia ignora solenemente. V\u00e2nia devora o p\u00e3o e a carne. Como uma louva-a-deus f\u00eamea que devora o seu macho durante o ato sexual, ela refestela-se de gozo e raiva. A costureira oprimida \u00e9 tamb\u00e9m (e talvez o seja ainda mais) uma artista dona do seu pr\u00f3prio desejo. Faz colagens com imagens de corpos masculinos que recorta de revistas, usando de seu pr\u00f3prio muco vaginal para manter as pe\u00e7as coladas entre si e em um enorme painel que cobre toda a parede de seu quarto. V\u00e2nia tamb\u00e9m se relaciona com os clientes abusados da loja do tio, adotando uma postura dominadora, implac\u00e1vel. A diretora n\u00e3o faz quest\u00e3o de mostrar tudo de forma cont\u00ednua, preferindo a liberdade das lacunas, dos hiatos. O preto e branco da fotografia e a raz\u00e3o de aspecto reduzida provocam uma sensa\u00e7\u00e3o de devaneio, como se n\u00e3o pud\u00e9ssemos ver com clareza tudo o que a protagonista sente e faz. O curta-metragem foi premiado pelo j\u00fari oficial, que tamb\u00e9m concedeu \u00e0 Ticiane Sim\u00f5es o Pr\u00eamio Helena Ignez, dedicado ao destaque feminino de toda a Mostra de Cinema de Tiradentes. O texto do j\u00fari destacou a precis\u00e3o nos gestos da atriz, a sua postura e o seu olhar impenetr\u00e1vel, e comparou a sua presen\u00e7a c\u00eanica a um enigma, uma esfinge irresist\u00edvel. O filme \u00e9 mesmo tudo isso, e muito mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/mostra-de-cinema-de-tiradentes\/\"><em>Mais sobre a Mostre de Cinema de Tiradentes<\/em><\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-87465\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/entrecorpos2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/entrecorpos2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/entrecorpos2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leandro Luz (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@leandro_luz<\/a>) escreve e pesquisa sobre cinema desde 2010. Coordena os projetos de audiovisual do Sesc RJ desde 2019 e exerce atividades de cr\u00edtica nos podcasts\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plano-Sequ\u00eancia<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">1 disco, 1 filme.<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Conflu\u00eancias&#8221; consegue nos conduzir com leveza; &#8220;Tr\u00eas&#8221; diz respeito ao casal Luisa e Jo\u00e3o e sua filha Vera; \u201cEntre Corpos\u201d causou um frisson na primeira sess\u00e3o da Mostra Foco, principal recorte de curtas-metragens em Tiradentes. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/02\/15\/tres-curtas-da-28a-mostra-de-tiradentes-confluencias-tres-entre-corpos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":137,"featured_media":87463,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[6544],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87456"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/137"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=87456"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":87468,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87456\/revisions\/87468"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87463"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=87456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=87456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=87456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}