{"id":87445,"date":"2025-02-13T13:54:32","date_gmt":"2025-02-13T16:54:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=87445"},"modified":"2025-05-16T00:10:50","modified_gmt":"2025-05-16T03:10:50","slug":"entrevista-menores-atos-fala-sobre-seu-fim-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/02\/13\/entrevista-menores-atos-fala-sobre-seu-fim-do-mundo\/","title":{"rendered":"Entrevista: menores atos fala sobre seu &#8220;FIM DO MUNDO&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A menores atos est\u00e1 de volta! Sete anos ap\u00f3s \u201cLapso\u201d (2018), seu terceiro disco, e com mudan\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o, o trio carioca retorna com \u201cFIM DO MUNDO\u201d (2025), um disco dividido em tr\u00eas atos (Vazio, Em Demoli\u00e7\u00e3o e Depois do Sol e da Chuva) que refletem um momento de transforma\u00e7\u00e3o com um som mais denso que explora novas abordagens tanto na produ\u00e7\u00e3o quanto nas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgida em 2002, mas com uma forma\u00e7\u00e3o atual que come\u00e7a a se construir com a entrada de Cyro Sampaio (guitarra \/ voz) em 2010, depois a chegada de Celso Lehneman (baixo) em 2015, e por fim o acr\u00e9scimo de Gu Marquardt (bateria) em 2024, a menores atos sempre se destacou por uma sonoridade post hardcore carregada de emo\u00e7\u00e3o e honestidade. \u201cFIM DO MUNDO\u201d \u00e9 um novo passo nessa trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contando com Gabriel Zander na produ\u00e7\u00e3o, o novo disco ainda destaca participa\u00e7\u00f5es especiais de Ale Sater (Terno Rei) e Rodrigo Suricato (Suricato, Bar\u00e3o Vermelho), respectivamente nas faixas \u201cgravidade: e \u201cn\u00e3o tem mais ver\u00e3o\u201d. Na entrevista abaixo, Cyro fala sobre o processo criativo por tr\u00e1s do novo \u00e1lbum, as mudan\u00e7as na sonoridade da banda, parcerias, refer\u00eancias sonoras, inten\u00e7\u00f5es alimentadas para com o p\u00fablico, planos futuros e muito mais. Leia abaixo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"VAZIO\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PxDAmiC6EwA?list=OLAK5uy_m86enHAcJa3V1luJ34birCf9e-3A9j6Dg\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cFIM DO MUNDO\u201d parte de uma analogia com um cen\u00e1rio apocal\u00edptico. Como foi o processo de transformar um conceito t\u00e3o denso em uma narrativa coesa, dividida em tr\u00eas atos?<\/strong><br \/>\nFoi um trabalho mais de organiza\u00e7\u00e3o do que havia sido criado, no fim das contas. Conseguimos amarrar a hist\u00f3ria de forma que fizesse sentido essa constru\u00e7\u00e3o em tr\u00eas partes. \u00c0s vezes mais guiado pelo clima das m\u00fasicas, em outros momentos pelo contexto das letras, mas a gente queria que o \u00e1lbum soasse coeso mesmo, como se fosse um filme, com in\u00edcio, meio e fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas mencionam no release para a imprensa que o \u00e1lbum foi constru\u00eddo em um per\u00edodo de desmoronamento. Esse \u201cfim do mundo\u201d \u00e9 algo mais pessoal ou inspirado no caos coletivo que vivemos nos \u00faltimos anos?<\/strong><br \/>\nUm pouco de cada! Comecei a escrever algumas dessas letras ainda no meio da pandemia e, na sequ\u00eancia, muita coisa tamb\u00e9m aconteceu no \u00e2mbito pessoal que serviu sim como combust\u00edvel pra tem\u00e1tica do \u00e1lbum, como t\u00e9rmino de relacionamento, sa\u00edda de integrante da banda. Ent\u00e3o, no geral, se trata mais de uma vis\u00e3o pessoal, de quem enfrenta um &#8220;fim do mundo&#8221; particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar do t\u00edtulo impactante, h\u00e1 um tom de renascimento e supera\u00e7\u00e3o no \u00e1lbum. Como foi equilibrar essa dualidade entre destrui\u00e7\u00e3o e recome\u00e7o nas composi\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nEssas composi\u00e7\u00f5es acabam sendo um retrato desse momento nosso mesmo, ent\u00e3o era necess\u00e1rio tamb\u00e9m que o disco refletisse essa ideia de renascimento. De certa forma, por si s\u00f3, esse disco significa isso pra n\u00f3s. Acho, inclusive, que refor\u00e7a a ideia de que o fim do mundo tamb\u00e9m \u00e9 um recome\u00e7o, o que fica expl\u00edcito em alguns detalhes, como por exemplo o fato do \u00faltimo som do disco tamb\u00e9m ser o primeiro, da faixa \u201cVazio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Este foi o disco em que voc\u00eas mais se envolveram na produ\u00e7\u00e3o. Como essa escolha expandiu o som caracter\u00edstico da banda?<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 tinha tempo que a gente queria inserir outros elementos e crescer o nosso som. Fizemos isso de maneira mais intensa pela primeira vez em \u201cBreu\u201d (single de 2021) e isso abriu demais as nossas possibilidades. Claro, do nosso jeito, sem querer mudar drasticamente o que j\u00e1 fazemos h\u00e1 mais de dez anos, mas tamb\u00e9m mostrar um pouco da constru\u00e7\u00e3o do nosso gosto musical, que ao longo do tempo naturalmente vem absorvendo v\u00e1rias outras abordagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Faixas como \u201cnem choro, nem festa\u201d e \u201cfurac\u00e3o\u201d s\u00e3o conduzidas por beats eletr\u00f4nicos. A inser\u00e7\u00e3o dessa est\u00e9tica sonora surgiu de uma necessidade narrativa ou foi mais um experimento sonoro?<\/strong><br \/>\nEu criei o beat de &#8220;nem choro, nem festa&#8221; ainda sem saber o que viria a ser. Era um daqueles momentos de entressafra da banda, eu vinha compondo algumas m\u00fasicas pro meu projeto solo, ent\u00e3o foi um experimento completamente despretensioso, que veio de uma vontade de explorar uns beats mais diferentes, muito infuenciado pelo &#8220;Enclosure&#8221;, do John Frusciante, Bj\u00f6rk tamb\u00e9m e, porque n\u00e3o, um pouco do funk carioca, com essa est\u00e9tica lo-fi. Em algum momento comprei uma drum machine, onde recriei o beat, levei pra banda e foi uma luta at\u00e9 a gente achar o formato ideal. Nela tivemos a participa\u00e7\u00e3o do Pablo Greg, m\u00fasico e produtor parceiro que j\u00e1 vem trabalhando conosco em v\u00e1rias faixas, inserindo alguns elementos e arranjos. Al\u00e9m dele, quem acabou sendo essencial pra finaliza\u00e7\u00e3o dessa produ\u00e7\u00e3o foi o Celso (Lehnemann, baixista), que assumiu a responsa de montar as partes de uma forma mais interessante e acabou fazendo dessa uma das nossas preferidas. O mesmo aconteceu com &#8220;furac\u00e3o&#8221;, mais um belo trabalho do DJ Celso, que inseriu esses beats junto com a batera org\u00e2nica, al\u00e9m de v\u00e1rios elementos que deram esse tom mais obscuro \u00e0 m\u00fasica. Nesse caso, os elementos entraram depois da cria\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, ent\u00e3o fazem mais parte da constru\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do disco, indo pra uma pegada mais NIN.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O viol\u00e3o assume diferentes pap\u00e9is ao longo do \u00e1lbum, imprimindo um car\u00e1ter mais solar ao disco. Como voc\u00eas decidiram quando ele deveria estar no protagonismo, como em \u201cn\u00e3o tem mais ver\u00e3o\u201d, ou servir como complemento?<\/strong><br \/>\nEssa foi uma escolha bem natural. Em &#8220;n\u00e3o tem mais ver\u00e3o&#8221;, que foi uma m\u00fasica criada no viol\u00e3o com a ideia de ter essa cara bem folk\/pop, a novidade foi ter inclu\u00eddo a guitarra, o que levou a can\u00e7\u00e3o um pouco mais pro indie\/alternativo, numa onda mais Courtney Barnett, que acabou sendo uma refer\u00eancia pro resultado final. Nas demais m\u00fasicas que usam o viol\u00e3o, como &#8220;sorte&#8221; e &#8220;tudo no mesmo lugar&#8221;, a gente buscou explorar mais o lado percussivo do instrumento, tamb\u00e9m pra preencher mais o som com camadas, o que acabou dando a t\u00f4nica pro \u201cFIM DO MUNDO\u201d, um disco mais denso, que a gente quis levar pros extremos e usar todos os recursos que estavam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Mas desde o in\u00edcio era uma certeza pra gente a vontade de usar o viol\u00e3o no disco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"menores atos part. @suricatooficial - n\u00e3o tem mais ver\u00e3o [Clipe Oficial]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0lqwnbZlTeE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Ale Sater e o Suricato s\u00e3o artistas de universos musicais distintos, mas que se encaixaram perfeitamente no disco. O que voc\u00eas buscavam nessas colabora\u00e7\u00f5es e como foi o processo criativo com eles?<\/strong><br \/>\nO Suricato veio como sugest\u00e3o do Mateus Sim\u00f5es, nosso grande amigo que vem trabalhando conosco como diretor executivo e que j\u00e1 tinha uma rela\u00e7\u00e3o com o artista. Claro que j\u00e1 acompanhamos ele faz tempo e adoramos a ideia, tanto pelo que ele representa hoje musicalmente, quanto pela presen\u00e7a dele na internet, sendo sempre t\u00e3o interessante e assertivo. Felizmente, ele aceitou e gostou do convite, ao que fui pro Rio acompanhar a grava\u00e7\u00e3o e acabamos nos conectando bastante. Ele \u00e9 um cara supertalentoso, com uma grande sensibilidade e generosidade, e foi um prazer t\u00ea-lo conhecido. J\u00e1 o Ale \u00e9 um amigo querido, com quem sempre encontro seja na estrada, seja nos roles pela cidade e j\u00e1 v\u00ednhamos conversando sobre uma colabora\u00e7\u00e3o faz tempo. Mas s\u00f3 depois que finalizamos a grava\u00e7\u00e3o do disco que enxerguei a voz dele em &#8220;gravidade&#8221;. Pra nossa felicidade, ele super se identificou com a m\u00fasica e entregou ainda mais do que eu esperava, com v\u00e1rias (lindas) camadas de voz e uma interpreta\u00e7\u00e3o absurda da can\u00e7\u00e3o. A voz dele \u00e9 linda e ele \u00e9 um dos artistas contempor\u00e2neos que mais admiro. No final das contas, concordo muito que a contribui\u00e7\u00e3o dos dois artistas encaixou perfeitamente no disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A estrutura em tr\u00eas atos \u00e9 algo raro em \u00e1lbuns de rock no Brasil, ainda mais em tempos em que o p\u00fablico tem optado por ouvir faixas avulsas ao inv\u00e9s do \u00e1lbum. Voc\u00eas j\u00e1 tinham esse formato em mente desde o in\u00edcio ou ele surgiu durante o processo criativo?<\/strong><br \/>\nFoi algo que surgiu com o \u00e1lbum praticamente pronto. Tamb\u00e9m motivados pelo Mateus (Sim\u00f5es) que nos deu a ideia de criar um conceito do \u00e1lbum que amarrasse essas m\u00fasicas em uma hist\u00f3ria mais bem contada e agregasse ainda mais significado pro trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cada ato possui uma identidade l\u00edrica e sonora distinta. Qual foi o maior desafio em manter a coes\u00e3o entre eles sem perder a individualidade de cada parte?<\/strong><br \/>\nCuriosamente, o primeiro ato (VAZIO) sempre ocupou esse lugar. At\u00e9 tentamos mexer nessa ordem, mas acabamos voltando \u00e0 ideia original. Foi um trabalho de quebra-cabe\u00e7a mesmo, pra encaixar as pe\u00e7as num suposto lugar &#8220;certo&#8221;. Teve um dia que abracei essa miss\u00e3o, me debrucei sobre as m\u00fasicas e letras e criei o esqueleto dessa montagem, fazendo uma liga\u00e7\u00e3o entre as letras e o clima das m\u00fasicas. Acabou que o segundo ato (EM DEMOLI\u00c7\u00c3O) se tornou o mais pesado, em todos os sentidos e a\u00ed finalizamos com o al\u00edvio de DEPOIS DO SOL E DA CHUVA, que j\u00e1 d\u00e1 essa cara mais otimista, de renascimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desde o in\u00edcio, a menores atos tem expandido os limites do hardcore. Voc\u00eas sentem que o novo disco \u00e9 o trabalho mais ousado da banda at\u00e9 agora?<\/strong><br \/>\nCom certeza. Desde o in\u00edcio, conversamos entre n\u00f3s e nosso produtor Gabriel Zander (prod\/mix\/master) que quer\u00edamos explorar os extremos nesse trabalho, de uma forma bem dram\u00e1tica. Pro lado mais pop e pro mais dark, no instrumental e nas letras. E acho que conseguimos isso, tanto pelos beats e viol\u00f5es quanto nas m\u00fasicas mais pesadas como &#8220;de can\u00e7\u00e3o em can\u00e7\u00e3o&#8221;. E interessante pensar que talvez a (can\u00e7\u00e3o) mais ousada do disco tenha sido &#8220;n\u00e3o tem mais ver\u00e3o&#8221;, que acabou sendo a mais diferente de tudo que j\u00e1 fizemos antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00eas esperam que os f\u00e3s interpretem o \u00e1lbum e se conectem com essa narrativa do \u201cFIM DO MUNDO\u201d?<\/strong><br \/>\nEu acho que o \u201cFIM DO MUNDO\u201d traz uma dose cavalar de menores atos. Pegamos um pouco do desespero do \u201cAnimalia\u201d (2014), somamos com a pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o cuidadosa do \u201cLapso\u201d (2018), mantivemos a tem\u00e1tica pessoal cheia de sentimentos e tivemos a presen\u00e7a de um novo integrante, o Gu Marquardt (bateria) que deu a cola que a gente precisava pra unir todos esses pontos em m\u00fasicas que v\u00e3o muito mais direto ao ponto, sem perder a nossa ess\u00eancia. J\u00e1 consigo perceber o quanto o p\u00fablico realmente se conectou com esse novo trabalho e com essa nova fase da banda. Ansiosos pra ver essa conex\u00e3o nos shows da turn\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 tive a oportunidade de ver voc\u00eas ao vivo e os shows t\u00eam como elemento e for\u00e7a motriz a intensidade. Como ser\u00e1 a nova turn\u00ea e quais s\u00e3o os planos futuros?<\/strong><br \/>\nA nova turn\u00ea j\u00e1 come\u00e7a em fevereiro, temos v\u00e1rios shows marcados e a gente espera demais a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico cantando alto essas m\u00fasicas novas, tanto quanto as cl\u00e1ssicas. \u00c9 realmente o nosso melhor trabalho, na nossa opini\u00e3o e temos muita convic\u00e7\u00e3o de que o show vai entregar toda essa emo\u00e7\u00e3o e cuidado da produ\u00e7\u00e3o. O plano \u00e9 tocar em cada canto desse pa\u00eds e al\u00e9m. Levar o nosso \u201cFIM DO MUNDO\u201d pra todos os lugares.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"menores atos - pronto pra sumir [Clipe Oficial]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SnjNbZKfY2M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. Escreve tamb\u00e9m no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.phono.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.phono.com.br<\/a><\/em><\/p>\n<p>a<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A menores atos est\u00e1 de volta! 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