{"id":86560,"date":"2025-01-20T01:00:47","date_gmt":"2025-01-20T04:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=86560"},"modified":"2025-03-25T00:08:19","modified_gmt":"2025-03-25T03:08:19","slug":"entrevista-dana-colley-fala-sobre-o-legado-do-morphine-a-relacao-da-banda-com-o-brasil-e-o-que-esperar-do-show-em-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/01\/20\/entrevista-dana-colley-fala-sobre-o-legado-do-morphine-a-relacao-da-banda-com-o-brasil-e-o-que-esperar-do-show-em-sp\/","title":{"rendered":"Entrevista: Dana Colley fala sobre o legado do Morphine e a rela\u00e7\u00e3o da banda com o Brasil"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/gussdelucca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Guss de Lucca<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o existe outra banda como o Morphine. Seja pela sonoridade \u00fanica, resultado da jun\u00e7\u00e3o de um baixo de duas cordas com uma bateria e um saxofone bar\u00edtono, seja pelo tr\u00e1gico fim de suas atividades, marcado pela morte precoce de seu vocalista. O fato \u00e9 que o trio de Massachusetts segue como primeiro e principal expoente do estilo que criou: o Low Rock.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucos grupos na hist\u00f3ria chegaram ao ponto de desenvolver uma sonoridade t\u00e3o pr\u00f3pria que os permitisse serem considerados expoentes de um novo g\u00eanero musical. Esse \u00e9 o caso do trio estadunidense formado em 1989 por Mark Sandman (vocal e baixo), Dana Colley (saxofone) e Jerome Deupree (bateria) \u2013 esse \u00faltimo posteriormente substitu\u00eddo por Billy Conway, com quem a banda permaneceu at\u00e9 seu fim, abreviado por um ataque card\u00edaco fulminante que vitimou seu vocalista em 1999, durante um show em Palestrina, na It\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a d\u00e9cada em que esteve ativo, o Morphine lan\u00e7ou cinco \u00e1lbuns de est\u00fadio e provou que \u00e9 poss\u00edvel fazer rock de qualidade sem a presen\u00e7a de uma guitarra. Al\u00e9m disso, o som da banda chamava a aten\u00e7\u00e3o pelo baixo utilizado por Sandman, que contava apenas com duas cordas e era tocado com um slide &#8211; um pequeno tubo oco e cil\u00edndrico que se coloca num dos dedos da m\u00e3o e desliza pelas cordas do instrumento. O adere\u00e7o, at\u00e9 ent\u00e3o s\u00f3 visto em contato com as finas cordas de uma guitarra, ganhou novos ares e foi pe\u00e7a-chave de um dos riffs mais densos do rock: os acordes iniciais da can\u00e7\u00e3o &#8220;Buena&#8221;, do disco &#8220;Cure for Pain&#8221;, de 1993.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Morphine - Buena (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EthwxA_2lFQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era de se esperar que uma mistura t\u00e3o singular gerasse curiosidade. Durante uma entrevista no backstage de um festival, Sandman foi questionado sobre a necessidade das quatro cordas em um baixo. &#8220;Uma corda \u00e9 tudo o que voc\u00ea precisa. As duas cordas s\u00e3o uma extravag\u00e2ncia minha&#8221;, respondeu. Na sequ\u00eancia, defendeu o uso do saxofone bar\u00edtono por uma banda de rock. &#8220;Prince usa bastante. Los Lobos tamb\u00e9m. Little Richard tinha dois. Acredito que ele \u00e9 o mais rock de todos os saxofones&#8221;. Essa e outras entrevistas podem ser vistas no document\u00e1rio &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/13\/esse-voce-precisa-ver-cure-for-pain-the-mark-sandman-story\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cure for Pain &#8211; The Mark Sandman Story<\/a>&#8220;, de 2011 (no final do texto).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Morphine durou apenas uma d\u00e9cada, mas o Low Rock n\u00e3o morreu com o fim da banda. Logo de cara seus integrantes remanescentes montaram a Orchestra Morphine, respons\u00e1vel por divulgar nos palcos as m\u00fasicas do \u00faltimo trabalho do grupo, o p\u00f3stumo &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/27\/10-anos-sem-mark-sandman\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Night<\/a>&#8220;, de 2000. Depois disso, \u00e9 poss\u00edvel listar duas bandas originais que trilharam os passos do Morphine: a Twinemen, cujo nome foi tirado de uma hist\u00f3ria em quadrinhos feita pelo pr\u00f3prio Sandman, e a A.K.A.C.O.D., cujo \u00fanico \u00e1lbum hom\u00f4nimo, lan\u00e7ado em 2008, \u00e9 certamente o fruto mais intenso de um g\u00eanero pouco explorado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambas t\u00eam um ponto em comum: Dana Colley. O saxofonista do Morphine segue, at\u00e9 hoje, como o mais obstinado representante do estilo que criou ao lado de Sandman, Conway e Deupree. E \u00e9 junto do vocalista \/ baixista Jeremy Lyons e do baterista Tom Arey que ele volta ao Brasil com o <a href=\"https:\/\/www.vaporsofmorphine.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vapors of Morphine<\/a>, projeto que tem como principal prop\u00f3sito manter vivo o legado de um dos grupos mais interessantes da hist\u00f3ria do rock. Foi com ele que o Scream &amp; Yell conversou por chamada de v\u00eddeo num papo sobre a rela\u00e7\u00e3o da banda com o Brasil.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Vapors of Morphine featuring Dana Colley on double sax &quot;Wishing Well&quot; 10\/04\/2024\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ydo8tXnQdRo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desde a morte de Mark, \u00e9 voc\u00ea quem mant\u00e9m o legado do Morphine vivo &#8211; outras pessoas tamb\u00e9m, mas n\u00e3o tanto quanto voc\u00ea. Como analisa essa jornada de 25 anos?<\/strong><br \/>\n\u00c9 um legado que pertence tanto ao Mark quanto a mim, Jerome Deupree e Billy Conway, que n\u00f3s perdemos h\u00e1 tr\u00eas anos. Foi algo \u00fanico que criamos juntos. Para mim \u00e9 uma maneira de celebrar as vidas e o trabalho deles. Eu sinto muito orgulho e prazer em tocar a nossa m\u00fasica. E para mim, como m\u00fasico, \u00e9 um dos poucos momentos em que posso me expressar. Em outros trabalhos, onde toco com outros artistas, em grava\u00e7\u00f5es de can\u00e7\u00f5es deles, eu fa\u00e7o o que \u00e9 preciso para ajudar naquele projeto em particular. Mas a m\u00fasica do Morphine \u00e9 muito mais pessoal e intensa de uma forma que nenhuma outra \u00e9 na minha vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m de seu trabalho com o Vapors of Morphine, voc\u00ea tamb\u00e9m cria novas m\u00fasicas dentro do estilo criado com o Morphine \u2013 outra forma de manter o legado da banda ativo. Primeiro ao lado de Laurie Sargent, no Twinemen, e depois com Monique Ortiz com o A.K.A.C.O.D. Como voc\u00ea analisa essas bandas? E voc\u00ea pensa em fazer outro projeto com m\u00fasicas novas?<\/strong><br \/>\nVoc\u00ea sabe por que usamos o nome Twinemen?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sim, por conta das ilustra\u00e7\u00f5es feitas por Mark.<\/strong><br \/>\n<em>[Nesse momento Dana levanta da cadeira e some da tela. Enquanto espero, ele diz para n\u00e3o me preocupar com o tempo, pois responder\u00e1 a todas as minhas perguntas. Ent\u00e3o ele surge segurando uma escultura em metal do personagem Twinemen].<\/em> Um f\u00e3 fez essa escultura h\u00e1 alguns anos. Mas voltando a pergunta, \u00e9 um compromisso real estar numa banda como essas duas. Voc\u00ea entrega o seu cora\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o de novas m\u00fasicas e depois aceita o desafio de entrar em turn\u00ea e tocar para um p\u00fablico que nunca ouviu isso antes. \u00c9 bastante trabalhoso. E n\u00e3o \u00e9 algo que estou buscando agora \u2013 nem pelos pr\u00f3ximos anos. Se eu sentir uma necessidade de me expressar, eu encontrarei uma forma de canalizar isso gravando com outros grupos. Com o Vapors of Morphine n\u00f3s tocamos juntos, sabemos o que estamos fazendo, o som \u00e9 bom, n\u00f3s nos divertimos&#8230; \u00e9 como estar em casa. Teve um per\u00edodo da minha vida onde tudo que eu queria era estar numa banda, criando can\u00e7\u00f5es e fazendo turn\u00eas para pessoas que nunca ouviram falar de n\u00f3s. Mas n\u00e3o sei se consigo fazer isso agora, nesse ponto da minha vida. Essa \u00e9 uma resposta honesta.<\/p>\n<figure id=\"attachment_86562\" aria-describedby=\"caption-attachment-86562\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86562\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/vapors1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"446\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/vapors1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/vapors1-300x178.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86562\" class=\"wp-caption-text\"><em>Dana Colley mostra a escultura baseada no personagem Twinemen (da ilustra\u00e7\u00e3o no canto superior esquerdo)\u00a0<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eu entendo, mas sinto em ouvir, pois A.K.A.C.O.D. \u00e9 uma das minhas bandas favoritas.<\/strong><br \/>\nMuito obrigado. Essa \u00e9 a ideia. Nossa miss\u00e3o foi completa. Que era fazer um \u00e1lbum que n\u00f3s gost\u00e1ssemos e ach\u00e1ssemos bom. E \u00e9 uma banda que eu adoro. N\u00f3s podemos nos juntar para tocar aquelas m\u00fasicas de novo. \u00c9 algo poss\u00edvel. Estou em contato com Monique. Larry [o baterista do A.K.A.C.O.D.] esteve na minha casa na \u00faltima v\u00e9spera de Natal. N\u00f3s nunca consideramos deixar de fazer isso. Mas teria que valer a pena para que todo mundo dedicasse um tempo para fazer acontecer. \u00c9 como as coisas s\u00e3o hoje em dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em entrevista, Mark definiu o estilo do Morphine como Low Rock (ele tamb\u00e9m disse Fuck Rock, mas acredito que Low Rock seja mais apropriado). Pensando no som do Morphine como o primeiro de um g\u00eanero musical, voc\u00ea conhece outros artistas que s\u00e3o influenciados pele sonoridade criada pela banda e podem ser categorizados como representantes do Low Rock?<\/strong><br \/>\nTem muitas bandas que fizeram covers do Morphine e tentaram tocar as nossas m\u00fasicas \u2013 e acho que posso consider\u00e1-las parte disso. Nesse momento n\u00e3o consigo pensar em ningu\u00e9m fazendo isso atualmente. Acho que o Radiohead usou alguns aspectos do que n\u00f3s fizemos em uma das can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum &#8220;OK Computer&#8221;. Tenho certeza de que existem representantes por a\u00ed, mas eu teria que voltar no tempo para buscar nomes mais apropriados. O conceito de tocar um instrumento com uma corda s\u00f3 tem muita hist\u00f3ria. E a combina\u00e7\u00e3o do saxofone bar\u00edtono com a bateria tamb\u00e9m. Talvez olhando para tr\u00e1s seja poss\u00edvel encontrar m\u00fasicas com mais semelhan\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mark tinha uma liga\u00e7\u00e3o pessoal com o Brasil. Ele morou aqui por um tempo e falava um pouco de portugu\u00eas \u2013 at\u00e9 comp\u00f4s uma m\u00fasica em nosso idioma chamada &#8220;Brazil&#8221;. Voc\u00ea lembra dele dizendo alguma coisa sobre n\u00f3s ou o nosso pa\u00eds?<\/strong><br \/>\nTodo o tempo. Ele n\u00e3o parava de falar. Era isso sobre o Brasil, aquilo sobre o Brasil. &#8220;Chega de falar do Brasil, ok?&#8221; \/ &#8220;Vamos comer arroz com feij\u00e3o?&#8221; \/ &#8220;T\u00e1 bom. Voc\u00ea cozinha enquanto fala sobre o Brasil.&#8221; Eu estou obviamente brincando. Mas ele amava o Brasil. E teria amado ter tocado com o Morphine a\u00ed. Eu afirmo isso porque sei. Mas n\u00f3s nunca descobrimos um jeito de fazer acontecer \u2013 e n\u00f3s tentamos. Fizemos turn\u00eas em todos os lugares do mundo e nunca conseguimos no Brasil. \u00c9 por isso que, em partes, \u00e9 muito importante para n\u00f3s tocar por a\u00ed. Nossa primeira passagem pelo Brasil foi com a Orchestra Morphine, em 2000, num festival de jazz em Ouro Preto. Foi muito importante para todos os integrantes, sabendo o quanto Mark amava o Brasil, poder levar um grupo para tocar as can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/27\/10-anos-sem-mark-sandman\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Night<\/a>&#8220;. Foi a minha primeira vez no pa\u00eds. Lembro que fizemos o show e depois fomos curtir as praias do Rio \u2013 as pessoas mais animadas que voc\u00ea j\u00e1 viu embaixo de guarda-s\u00f3is.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fastix.com.br\/events\/vapors-of-morphine\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-86563\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/vapors2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/vapors2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/vapors2-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois voc\u00ea esteve por aqui com o Vapors of Morphine em 2012 e 2017, em S\u00e3o Paulo. O que pode dizer sobre essas apresenta\u00e7\u00f5es para o p\u00fablico brasileiro?<\/strong><br \/>\nForam shows fenomenais. Eu fiz um v\u00eddeo na primeira vez em que estivemos a\u00ed, do nosso hotel. Estava rolando um grande festival nas ruas [a Virada Cultural] e eu conseguia ouvir as m\u00fasicas do meu quarto. Eu vi muita gente e ouvi can\u00e7\u00f5es maravilhosas. N\u00e3o existe um lugar como esse. A alegria nos rostos das pessoas. A habilidade de se divertir e curtir a vida de um jeito que eu nunca tinha visto. Vindo do hemisf\u00e9rio norte, onde todos&#8230; [Dana sobe o z\u00edper do casaco pesado que veste].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que os f\u00e3s podem esperar desta apresenta\u00e7\u00e3o? Algo diferente dos \u00faltimos shows no Brasil? Alguma novidade no setlist?<\/strong><br \/>\nEu espero que n\u00e3o sejamos repetitivos. Certamente haver\u00e1 similaridades. Mas temos um novo baterista que se chama Tom Arey \u2013 e ele \u00e9 fenomenal. Acho que quem gosta de percuss\u00e3o vai curtir o jeito dele tocar. Ele pega o que Jerome Deupree faz e o que Billy Conway fazia e incorpora ao seu estilo. Deu a nossa banda uma nova energia e uma nova dire\u00e7\u00e3o. N\u00f3s o roubamos de outros grupos com quem toca e ele estar\u00e1 com a gente nesse show. E acredito que o p\u00fablico vai am\u00e1-lo. N\u00f3s faremos o melhor show poss\u00edvel. Subimos ao palco com os nossos cora\u00e7\u00f5es e se tocarmos algo que j\u00e1 tocamos antes, garanto que v\u00e3o sentir como se fosse novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estamos chegando ao fim da entrevista. E como um f\u00e3 de A.K.A.C.O.D., tenho que dizer que adoraria ver voc\u00ea, Monique e Larry tocando por aqui algum dia.<\/strong><br \/>\nFa\u00e7a acontecer. S\u00f3 precisamos de algumas passagens de avi\u00e3o, quartos de hotel, transporte terrestre, tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias e alguns milhares de d\u00f3lares e voc\u00ea nos ter\u00e1 por a\u00ed. \u00c9 sempre sobre a demanda.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cure for pain - The Mark Sandman story (2011)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XlhM34MoVyw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Vapors of Morphine 04\/28\/23 @ Bayside Bowl\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1nJojWW5bko?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Vapors of Morphine - Full Performance (Live at WERS)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mL4VyLdk8OI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Guss de Lucca (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/gussdelucca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@gussdeluca<\/a>) \u00e9 jornalista, historiador e no passado j\u00e1 foi cartunista do Scream &amp; Yell. Leia todas as tirinhas feitas para o site aqui.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Tem muitas bandas que fizeram covers do Morphine e tentaram tocar as nossas m\u00fasicas. O Radiohead usou alguns aspectos do que n\u00f3s fizemos em uma das can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum &#8216;OK Computer'&#8221;, diz Dana\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/01\/20\/entrevista-dana-colley-fala-sobre-o-legado-do-morphine-a-relacao-da-banda-com-o-brasil-e-o-que-esperar-do-show-em-sp\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":145,"featured_media":86564,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2003],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86560"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/145"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86560"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86560\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":87470,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86560\/revisions\/87470"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86564"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86560"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86560"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86560"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}