{"id":86448,"date":"2025-01-13T02:32:53","date_gmt":"2025-01-13T05:32:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=86448"},"modified":"2025-03-22T09:31:49","modified_gmt":"2025-03-22T12:31:49","slug":"entrevista-de-lisboa-os-manila-falam-de-seu-ep-de-estreia-domingo-a-tarde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/01\/13\/entrevista-de-lisboa-os-manila-falam-de-seu-ep-de-estreia-domingo-a-tarde\/","title":{"rendered":"Entrevista: De Lisboa, os Manila falam de seu EP de estreia, \u201cDomingo \u00e2 Tarde\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das mais interessantes propostas musicais que apareceram recentemente no cen\u00e1rio musical portugu\u00eas s\u00e3o os <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/manila.midi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Manila<\/a>. O frescor do EP \u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/6DasElQRu9rJ40eTSZmmix\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Domingo \u00e2 Tarde<\/a>\u201d, lan\u00e7ado a 15 de novembro de 2024, as refer\u00eancias e os caminhos do grupo justificavam plenamente um encontro. A conversa decorreu em v\u00e9speras do Natal, na esplanada de um quiosque lisboeta no bairro do Pr\u00edncipe Real, onde compareceram Carmo Braga da Costa (vocalista), Ricardo Pedrosa (baixista) e Z\u00e9 Lobo da Costa (baterista), tr\u00eas integrantes do quinteto lisboeta. O grupo foi inicialmente composto por Gerard Torres (tecladista), Ricardo Pedrosa e Carmo Braga da Costa, que se conheciam na escola de jazz Lu\u00eds Villas-Boas (Hot Clube de Portugal), onde iniciaram o projeto, compondo temas originais em portugu\u00eas e tocando vers\u00f5es de diversos estilos musicais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No outono de 2022, o baterista Z\u00e9 Lobo da Costa juntou-se aos tr\u00eas elementos, dando origem aos Manila. Um ano depois, j\u00e1 com v\u00e1rias m\u00fasicas compostas em portugu\u00eas, o guitarrista Jo\u00e3o Serra completou o elenco. Nesse momento, a banda come\u00e7ou a gravar o EP de estreia que seria produzido por Jo\u00e3o Sampayo. \u201cDomingo \u00e0 Tarde\u201d \u00e9 um trabalho onde os Manila se assumem como contadores de hist\u00f3rias aliadas a sonoridades como o jazz, soul, funk e pop numa ambi\u00eancia introspetiva e dan\u00e7ante. A for\u00e7a do EP assenta na voz clara e no sentido mel\u00f3dico de Carmo Braga da Costa, no baixo pulsante de Ricardo Pedrosa e no lado nost\u00e1lgico portugu\u00eas que emana das notas do teclado de Gerard Torres. A conjuga\u00e7\u00e3o destes elementos marca o tempo e d\u00e1 corpo, entre outros t\u00f3picos, a tem\u00e1ticas como o existencialismo, o amor e a solid\u00e3o. Existem v\u00e1rias faixas a reter, desde logo a viciante \u201cEstas Ru\u00ednas\u201d, uma can\u00e7\u00e3o plena de ritmo que ameniza a separa\u00e7\u00e3o amorosa retratada, a faixa-t\u00edtulo com um sabor soul vincado e \u201cDalila\u201d, um tema reflexivo e alusivo \u00e0 bisav\u00f3 de Carmo que era artista.<\/p>\n<figure id=\"attachment_86450\" aria-describedby=\"caption-attachment-86450\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86450\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/manila2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/manila2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/manila2-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/manila2-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86450\" class=\"wp-caption-text\"><em>Capa do EP &#8220;Domingo \u00e0 Tarde&#8221;, dos Manila<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro do leque, encontra-se tamb\u00e9m \u201cMulher\u201d, uma can\u00e7\u00e3o reveladora da abordagem direta de Carmo, incluindo um \u2018spoken word\u2019 introdut\u00f3rio e apimentado de Rita Lee e que proporciona \u00e0 banda lisboeta uma boa ponte instrumental entre o relaxamento e a soltura. Sobre a m\u00fasica, a vocalista recorda o seu lado pessoal e um movimento feminino que nortearam a composi\u00e7\u00e3o. \u201cEscrevi a can\u00e7\u00e3o depois de uma entrevista de emprego muito irritante. Eu trabalho em startup\u2019s e nesse universo dizem muito que pretendem uma pessoa que queira dar tudo e trabalhe 60 horas por semana. E eu pensei: \u201cQue seca (saco)!\u201d. Existe tamb\u00e9m um movimento feminista chamado \u2018girl boss\u2019 e a m\u00fasica cr\u00edtica isso. \u00c9 um bocado a vis\u00e3o de uma mulher moderna que consegue fazer tudo no trabalho e \u00e9 uma \u00f3tima namorada, amiga, m\u00e3e e \u00e9 igualmente divertida. Cheguei exausta da entrevista e da ideia que as mulheres t\u00eam de ser boas em tudo. Por vezes, tem de haver mais calma porque n\u00e3o temos de provar nada a ningu\u00e9m sobre isso. Nesse sentido, o palavr\u00e3o da Rita Lee \u00e9 apropriado\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relativamente \u00e0 composi\u00e7\u00e3o, num grupo onde predomina uma pluralidade de contributos, Carmo Braga da Costa sublinha diversos pontos que definem a sua escolha: \u201cEu escuto a m\u00fasica, vejo qual \u00e9 o \u2018mood\u2019 e escrevo a partir da\u00ed misturando com o que est\u00e1 a acontecer na minha cabe\u00e7a. Acaba por ser uma hist\u00f3ria, porque \u00e9 importante que as can\u00e7\u00f5es sejam hist\u00f3rias e tenham um princ\u00edpio, meio e fim. Habitualmente, improviso quando ou\u00e7o a m\u00fasica e fa\u00e7o a letra. Acho que fica com mais musicalidade dessa forma\u201d. Por sua vez, Ricardo Pedrosa complementa as palavras da vocalista enfatizando o procedimento global da banda: \u201cEm grande parte das can\u00e7\u00f5es as composi\u00e7\u00f5es partem das teclas do Gerard Torres e de uma ideia dele focada na harmonia e nos acordes e depois entra a Carmo e concebe a melodia. A partir da mistura de harmonia e melodia de voz \u2018on top\u2019 n\u00f3s fazemos o ritmo. Algumas m\u00fasicas compostas por mim s\u00e3o mais focadas na base r\u00edtmica, mas preciso do Gerard e do Jo\u00e3o Serra para introduzirem os seus elementos harm\u00f4nicos e mel\u00f3dicos, bem como as partes r\u00edtmicas do Z\u00e9 Lobo da Costa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Presentemente, os Manila j\u00e1 est\u00e3o a trabalhar no seu \u00e1lbum de estreia que ser\u00e1 lan\u00e7ado em 2025. Em paralelo, o grupo far\u00e1 duas atua\u00e7\u00f5es em Lisboa, no Chapit\u00f4 (11 janeiro) e na Galeria Z\u00e9 dos Bois (13 mar\u00e7o) onde ir\u00e3o apresentar ao p\u00fablico as can\u00e7\u00f5es do EP de estreia e m\u00fasicas novas ainda n\u00e3o gravadas. Segundo Z\u00e9 Lobo da Costa, \u201cAlgumas das faixas recentes j\u00e1 tinham sido apresentadas nos shows dos \u00faltimos meses\u201d e o baterista destaca ainda outra miss\u00e3o do quinteto: \u201cEstamos a pegar em can\u00e7\u00f5es concebidas para espet\u00e1culos ao vivo e a transform\u00e1-las no formato de est\u00fadio\u201d. Sobre o futuro dos Manila, Ricardo Pedrosa assume a ambi\u00e7\u00e3o e a cren\u00e7a no sucesso do grupo: \u201cQueremos ser uma grande banda, aclamada no universo musical portugu\u00eas e atuar nos grandes palcos nacionais. N\u00e3o podemos recusar festivais como o Rock In Rio ou o NOS Alive. O c\u00e9u \u00e9 o limite e n\u00e3o devemos ter medo de ser ambiciosos e acreditarmos no nosso talento\u201d e aproveita para expressar um voto final. \u201cN\u00f3s gostamos muito de m\u00fasica e quem faz aquilo que gosta fica bem mesmo que n\u00e3o aconte\u00e7a o sucesso. Mas vai acontecer\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Lisboa para o Brasil, os Manila conversaram com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MANILA - estas ru\u00ednas\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/05WMLqr7GkI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como definiriam a vossa proposta musical para quem n\u00e3o vos conhece?<\/strong><br \/>\nA nossa m\u00fasica transmite introspe\u00e7\u00e3o, romantismo e traz igualmente certos aspectos de groove e de uma sonoridade mais indie. Na parte concetual \u00e9 uma introspec\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica. Acho que tamb\u00e9m temos uma vertente \u2018silly\u2019, ou seja, \u00e9 uma m\u00fasica descomprometida e descomplexada. \u00c9 algo s\u00e9rio, mas n\u00e3o quer ser s\u00e9rio. O processo \u00e9 muito org\u00e2nico. N\u00e3o temos o prop\u00f3sito de fazer uma can\u00e7\u00e3o 100% jazz ou pop, porque os g\u00eaneros v\u00e3o se juntando e cada um tem as suas influ\u00eancias. Quanto \u00e0 parte \u2018silly\u2019, sentimos que n\u00e3o devemos fugir de fazer coisas \u2018corny\u2019, porque um pouco \u2018corny\u2019 tamb\u00e9m agrada \u00e0s pessoas. A Carmo tamb\u00e9m \u00e9 assim na maneira de escrever, mas n\u00e3o gosta de levar as coisas muito a s\u00e9rio. Ela escutou muito a Lily Allen na adolesc\u00eancia e apreciava a forma como ela escrevia sobre assuntos s\u00e9rios e as introspec\u00e7\u00f5es rom\u00e2nticas da vida dela, mas de uma forma gozada e meio stand-up musical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o as vossas principais influ\u00eancias ou refer\u00eancias musicais?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma quest\u00e3o engra\u00e7ada porque n\u00f3s temos uma pan\u00f3plia de influ\u00eancias musicais completamente d\u00edspares umas das outras e alguns pontos comuns. Toda essa experi\u00eancia musical e aquilo que ouvimos do passado, contribui para a nossa identidade enquanto m\u00fasicos individuais e conjuga-se muito bem em todos n\u00f3s. Gostamos de jazz fusion, rock progressivo, m\u00fasica eletr\u00f4nica, disco, Stevie Wonder e do pop. Em termos de influ\u00eancias musicais, nas melodias que a Carmo faz h\u00e1 coisas que derivam de ter ouvido muita m\u00fasica brasileira quando era mais nova (Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Jo\u00e3o Gilberto ou Rita Lee) e \u00e9 natural que essas coisas mais antigas tenham ficado dentro dela e surjam com naturalidade. O pop influencia-nos tal como a bossa nova e o rock tamb\u00e9m, mas o g\u00eanero musical que todos ouvimos de alguma forma \u00e9 o jazz. N\u00f3s tentamos encontrar um equil\u00edbrio entre o que gostamos, mas todos apreciamos coisas diferentes. H\u00e1 uma frase que repetimos muito e agora que estamos novamente no processo de criar ela aplica-se bastante que \u00e9: \u201cTem de ter mais \u2018groove\u2019!\u201d. Procuramos sempre injetar isso na nossa m\u00fasica e \u00e9 um ponto em comum no grupo o fato de querermos fazer coisas que ponham as pessoas a dan\u00e7ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando gravaram o disco j\u00e1 tinham em mente criar esta simbiose sonora entre a dan\u00e7a e a introspe\u00e7\u00e3o ou resultou do trabalho com o produtor Jo\u00e3o Sampayo?<\/strong><br \/>\nJulgamos que foi uma coisa que aconteceu organicamente. Relativamente \u00e1 introspe\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pensamos em escrever uma m\u00fasica sobre um determinado assunto. Normalmente, quando temos um instrumental, a Carmo j\u00e1 tem as notas do iphone abertas \u00e0 frente dela e come\u00e7am a sair coisas que a levam a perceber qual \u00e9 o tema da can\u00e7\u00e3o. Muitas vezes \u00e9 algo muito introspetivo e vai buscar o lado nost\u00e1lgico portugu\u00eas. A sonoridade tamb\u00e9m \u00e9 muito contemplativa do lado do Gerard e as notas que saiem do teclado s\u00e3o um pouco melanc\u00f3licas, mas depois o baixo proporciona um \u2018groove\u2019 especial. As componentes principais s\u00e3o a voz, as teclas e o baixo. \u00c9 dif\u00edcil explicar porque somos diferentes, mas respeitamos e admiramos o trabalho de todos. Nos nossos ensaios trabalhamos e divertimo-nos e nunca houve um ensaio em que sentimos que foi mau.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um dos singles do vosso EP, \u201cEstas Ru\u00ednas\u201d, retrata a dor de uma separa\u00e7\u00e3o amorosa com melodia e uma pegada dan\u00e7ante. Esta abordagem positiva acaba por transformar uma tem\u00e1tica tendencialmente melanc\u00f3lica num registo prazeroso. Qual \u00e9 o vosso coment\u00e1rio a esta transforma\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nDe certa maneira \u00e9 curioso que esse tenha sido o resultado final, porque n\u00f3s tivemos imenso cuidado e inten\u00e7\u00e3o em colocar no refr\u00e3o um ritmo bastante \u2018groovy\u2019 e disco. Mas n\u00e3o foi algo pensado em termos conceituais com o resto da mensagem e da letra da m\u00fasica. No entanto, ficou bastante interessante essa transforma\u00e7\u00e3o e at\u00e9 pelo fato da m\u00fasica ter quase tr\u00eas sec\u00e7\u00f5es, uma mais espacial onde perdemos um bocado o ch\u00e3o, outra mais revoltada (antes do refr\u00e3o) e depois algo mais positivo e libertador que \u00e9 o pr\u00f3prio refr\u00e3o. No fundo, parece quase uma viagem sobre uma separa\u00e7\u00e3o num relacionamento. N\u00e3o foi pr\u00e9-concebido mas, pensando nisso agora, at\u00e9 faz sentido (risos). A tem\u00e1tica da letra em si n\u00e3o foi consciente. A Carmo n\u00e3o quis fazer uma m\u00fasica cuja pessoa fosse totalmente negativa. Seria injusto e tudo na vida tem um certo humor. Houve um podcast noutro dia em que falavam daquele desastre de avi\u00e3o de uma equipe de rugby nos Andes. Os sobreviventes contaram na hist\u00f3ria que pregaram muitas partidas uns aos outros mesmo quando morriam de fome. Nos filmes de terror, normalmente, \u00e9 tudo sempre s\u00e9rio e aterrorizador. Mas, se n\u00f3s pensarmos mesmo, as pessoas acabam por se rir a meio das situa\u00e7\u00f5es, porque em qualquer epis\u00f3dio da vida h\u00e1 humor. Foi isso que a Carmo quis fazer um bocado na letra e a parte musical acabou por encaixar bem.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MANILA - fuga em f\u00e1\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VZKseJue00M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O clipe de \u201cFuga em F\u00e1\u201d real\u00e7a os diferentes tempos da can\u00e7\u00e3o e tem um feeling de \u201cao vivo em casa\u201d que lhe confere um certo encanto como narrativa em movimento. Esta atmosfera particular foi uma ideia exclusiva da realizadora Fabiana Tavares ou voc\u00eas tamb\u00e9m tiveram uma palavra sobre a dire\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo?<\/strong><br \/>\nA Fabiana Tavares (F\u00e1) foi a realizadora deste clipe e dirigiu tamb\u00e9m o v\u00eddeo de \u201cEstas Ru\u00ednas\u201d. Ela \u00e9 uma grande amiga e decidimos que ela iria realizar todos os nossos clipes em 2024. N\u00f3s fizemos \u201cEstas Ru\u00ednas\u201d, que foi uma produ\u00e7\u00e3o maior, e para o \u201cFuga em F\u00e1\u201d a Carmo disse-lhe: \u201cAcho que vamos gravar alguma coisa em casa porque n\u00e3o temos \u2018budget\u2019 e n\u00e3o queremos que percas tempo, por isso vamos gravar s\u00f3 a banda a tocar ao vivo\u201d. A ideia era essa e dois dias antes das grava\u00e7\u00f5es a F\u00e1 ligou a dizer: \u201cEu n\u00e3o consigo s\u00f3 fazer isso por esse motivo acho que vamos fazer mais\u201d. Ent\u00e3o a Carmo pediu-lhe para ir a casa dela e depois andaram as duas por l\u00e1 e a F\u00e1 sugeriu fazermos um \u2018one shot\u2019 a andar pela casa e cri\u00e1mos essa atmosfera. Ela \u00e9 que teve a ideia de fazer aquele ensaio todo em que cada elemento da banda est\u00e1 numa sala diferente e o grupo aparece mais e o final \u00e9 a cores. Na verdade, somos um conjunto que est\u00e1 a come\u00e7ar, n\u00e3o temos muito \u2018budget\u2019 e pensamos na forma de obter o melhor resultado com o menor material poss\u00edvel, de uma maneira divertida. N\u00f3s tamb\u00e9m contamos com o trabalho da In\u00eas Mojo, que \u00e9 a nossa estilista, e ela tamb\u00e9m fez o \u2018styling\u2019 do clipe \u201cEstas Ru\u00ednas\u201d e o objetivo a\u00ed foi igualmente conceber alguma coisa que fosse gira (legal) e esteja bem feita num espa\u00e7o e num tempo limitado. A grava\u00e7\u00e3o durou quatro ou cinco horas numa noite de Halloween. Acabou por ser uma experi\u00eancia muito divertida e o clipe capturou bem a \u2018vibe\u2019 do grupo. Tanto a banda, como a F\u00e1 e a In\u00eas, crescemos ambos nos anos 1990 e provavelmente isso influenciou o clipe que tem um \u2018one shot\u2019 em preto e branco e depois fica a cores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>T\u00eam alguma mensagem a deixar aos leitores do Scream &amp; Yell?<\/strong><br \/>\nPara os nossos ouvintes do outro lado do Atl\u00e2ntico vamos partilhar uma coisa pessoal: a m\u00e3e do Ricardo Pedrosa \u00e9 do Rio de Janeiro. Por essa raz\u00e3o, ele escuta m\u00fasica brasileira h\u00e1 muito tempo. Globalmente, achamos que a nossa m\u00fasica \u00e9 muito boa para o p\u00fablico brasileiro. \u00c9 descomplexada e quer se divertir. N\u00f3s temos bastante respeito pela m\u00fasica brasileira em geral e h\u00e1 uma influ\u00eancia que passa muito para c\u00e1 e para n\u00f3s. Por isso, as pessoas no Brasil conseguem se identificar de alguma forma. Adorariamos tocar com os Bala Desejo, mas n\u00e3o sabemos se eles gostariam de tocar conosco (risos). A Ana Frango El\u00e9trico est\u00e1 a fazer uma coisa muito fixe (legal). \u00c9 um trabalho que lembra uma Rita Lee mais eletr\u00f4nica e arrojada, a primeira vez que a ouvimos foi isso que nos fez lembrar. Somos influenciados pela m\u00fasica brasileira e esperamos que isso tamb\u00e9m transpare\u00e7a. \u00c9 algo que est\u00e1 dentro de n\u00f3s e deve refletir-se naturalmente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"domingo \u00e0 tarde | MANILA\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bXtUCn8_py4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"fuga em f\u00e1\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4KdtkzFMn2s?list=OLAK5uy_mvXRAkoTJUTkCACHW2DgKs6Lvow1Nfn6k\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Fabiana Tavares \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cQueremos ser uma grande banda, aclamada no universo musical portugu\u00eas e atuar nos grandes palcos nacionais. N\u00e3o podemos recusar festivais como o Rock In Rio ou o NOS Alive. 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