{"id":86372,"date":"2025-01-05T00:11:23","date_gmt":"2025-01-05T03:11:23","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=86372"},"modified":"2025-01-31T12:02:08","modified_gmt":"2025-01-31T15:02:08","slug":"cinema-em-nosferatu-robert-eggers-evita-a-nostalgia-reverencial-e-constroi-sua-propria-obra-prima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/01\/05\/cinema-em-nosferatu-robert-eggers-evita-a-nostalgia-reverencial-e-constroi-sua-propria-obra-prima\/","title":{"rendered":"Cinema: Em \u201cNosferatu\u201d, Robert Eggers evita a nostalgia reverencial e constr\u00f3i sua pr\u00f3pria obra-prima"},"content":{"rendered":"<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-86384\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/nosferatu10.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"551\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/nosferatu10.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/nosferatu10-300x220.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel dizer que ningu\u00e9m explora o horror psicol\u00f3gico no cinema moderno da mesma forma que Robert Eggers. O diretor estadunidense, que construiu um excelente curr\u00edculo de produ\u00e7\u00f5es que se alternam entre o amedrontador e o intrigante (tal qual \u201cA Bruxa\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/02\/07\/tres-filmes-joias-brutas-o-farol-e-adoraveis-mulheres\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Farol<\/a>\u201d, de 2015 e 2019, respectivamente), n\u00e3o \u00e9 estranho a projetos ambiciosos, e carregados de simbolismo \u2013 e, desta forma, capazes de capturar por completo o imagin\u00e1rio dos f\u00e3s de terror junto \u00e0 s\u00e9tima arte. Ainda assim, mesmo toda a boa vontade angariada com seus trabalhos anteriores (em que pese o controverso \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/05\/18\/cinema-o-homem-do-norte-de-robert-eggers\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Homem do Norte<\/a>\u201d, \u00faltimo longa dirigido pelo cineasta, de 2022) poderia cair por terra frente ao desafio de adaptar, ou mesmo ressignificar, um dos grandes cl\u00e1ssicos do terror e da hist\u00f3ria do cinema como um todo \u2013 uma hist\u00f3ria recheada de ambi\u00e7\u00e3o e simbolismo \u2013 com \u00eaxito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por mais que possa ser de conhecimento popular em 2025, n\u00e3o custa nada lembrar: \u201cNosferatu: Uma Sinfonia do Horror\u201d (\u201cNosferatu, Eine Symphonie des Grauens\u201d), longa-metragem expressionista dirigido pelo alem\u00e3o F.W. Murnau em 1922, nada mais \u00e9 do que uma adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o-autorizada do imponente \u201cDr\u00e1cula\u201d, romance de Bram Stoker escrito no fim do s\u00e9culo XIX. N\u00e3o que isso realmente importe, para al\u00e9m dos elementos em comum que unem as duas narrativas, ou que tampouco impacte o legado daquele que \u00e9 tido como o marco zero do cinema de vampiros. Eggers, tanto quanto o f\u00e3 mais dedicado, sabe muito bem disso. E, em seu pr\u00f3prio \u201cNosferatu\u201d (2024), que chegou aos cinemas brasileiros na primeira semana de 2025 ap\u00f3s uma excelente estreia internacional, o diretor evita pender para a reinven\u00e7\u00e3o ou para a homenagem derivativa. O resultado \u00e9 um longa bem trabalhado, que n\u00e3o esconde sua admira\u00e7\u00e3o para com o cl\u00e1ssico que o antecedeu (ou mesmo o menosprezado filme de 1979, dirigido por Werner Herzog) embora procure construir sua pr\u00f3pria vis\u00e3o, explorando o contexto hist\u00f3rico da obra original para encontrar novos, e bem-vindos, aspectos narrativos que enriquecem a experi\u00eancia de espectadores, sejam eles ne\u00f3fitos ou experientes iniciados.<\/p>\n<figure id=\"attachment_86376\" aria-describedby=\"caption-attachment-86376\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86376\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/NOSFERATU_FP_00005_R.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"451\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/NOSFERATU_FP_00005_R.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/NOSFERATU_FP_00005_R-300x180.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86376\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 1rem; text-align: justify;\">Em 1838, o agente imobili\u00e1rio Thomas Hutter (Nicholas Hoult) recebe uma tentadora, embora desafiadora, proposta: alcan\u00e7ar o \u00eaxito financeiro e assegurar sua posi\u00e7\u00e3o profissional por meio da venda de um castelo dilapidado em sua cidade de Wisborg, Alemanha, para um misterioso conde romeno chamado Orlok (Bill Skarsgard). No entanto, a miss\u00e3o, designada ao jovem por meio de seu empregador, Herr Knock (Simon McBurney), requer que Hutter se desloque at\u00e9 o castelo no qual o pr\u00f3prio conde reside, na regi\u00e3o da Transilv\u00e2nia; al\u00e9m de tortuosa, a jornada tamb\u00e9m distancia Thomas de sua esposa, Ellen (Lily Rose-Depp), que h\u00e1 anos vem mostrando estranhos sintomas associados ao sonambulismo e transtornos comportamentais dif\u00edceis de diagnosticar.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s incumbir o casal de amigos Friedrich (Aaron Taylor-Johnson) e Anna Harding (Emma Corrin) de manter sua esposa segura, o agente embarca em sua viagem \u2013 durante a qual se depara com uma estranha aldeia romena com rituais bizarros, que podem ter rela\u00e7\u00e3o direta com seu destino final. \u00c9 somente quando se encontra com a grotesca figura de seu cliente, entretanto, que Hutter desconfia estar envolvido em um plano maior e muito mais sinistro. E conforme as crises de Ellen retornam, mais agravadas do que nunca, impactando seus incr\u00e9dulos anfitri\u00f5es, e Knock misteriosamente desaparece, as teias de uma nefasta conspira\u00e7\u00e3o passam a se aclarar, revelando perturbadoras conex\u00f5es entre a jovem mo\u00e7a e a sanguin\u00e1ria criatura ancestral que hospeda seu marido. E mesmo a ajuda do pouco ortodoxo Professor Von Franz (Willem Dafoe) pode n\u00e3o ser o suficiente para impedir um destino cruel de aplacar todos os envolvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Basta olhar os muitos nomes elencados no longa para se dar conta do n\u00edvel de profundidade a ser canalizado, pelo roteiro escrito pelo pr\u00f3prio Eggers, e a ser ilustrado pela magn\u00edfica cinematografia, em si repleta de planos amplos e movimentos alternantes de c\u00e2mera. Por\u00e9m, em uma das pouqu\u00edssimas ressalvas a serem feitas aqui, \u00e9 justo afirmar que uma parte dos personagens n\u00e3o \u00e9 agraciada de tanta profundidade em seu desenvolvimento: o casal interpretado por Aaron Taylor-Johnson e Emma Corrin, por exemplo, possui um arco pouco claro ao longo da trama, com o ceticismo do primeiro mostrando pouca ou nenhuma transforma\u00e7\u00e3o, e a tr\u00e1gica sina da segunda apenas esclarecendo seu papel como ferramenta de roteiro. O mesmo pode ser dito do Herr Knock de Simon McBurney \u2013 qualquer um familiarizado com a primeira filmagem de \u201cNosferatu\u201d, ou mesmo com a hist\u00f3ria que o inspirou diretamente, tem conhecimento (ou pelo menos ind\u00edcios) do papel a ser desempenhado por este; ainda assim, fica a sensa\u00e7\u00e3o de vazio em rela\u00e7\u00e3o a seu destino final, ainda que seu desempenho n\u00e3o seja totalmente insatisfat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A (muito) boa not\u00edcia \u00e9 que Eggers acertou brilhantemente ao centrar seu foco no n\u00facleo formado pelos quatro personagens centrais do filme: Nicholas Hoult vem se mostrando cada vez mais talentoso e vers\u00e1til ao longo dos anos, e seu Thomas \u00e9 dividido em partes iguais de ang\u00fastia, ingenuidade e determina\u00e7\u00e3o. Sua performance funciona como um contraste interessant\u00edssimo com o Von Franz de Willem Dafoe (diretamente calcado, \u00e9 not\u00e1vel, no Abraham Van Helsing de Bram Stoker), cujo \u201cesoterismo\u201d frente aos colegas e co-geracionais ajuda a ressaltar o pragmatismo e a inflexibilidade do pensamento caracterizado pelo per\u00edodo no qual a hist\u00f3ria se passa. Ambos surpreendem, mesmo desempenhando pap\u00e9is j\u00e1 t\u00e3o imbu\u00eddos no imagin\u00e1rio popular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surpreender, no entanto, \u00e9 a especialidade de Lily Rose-Depp: quase como se a atriz tivesse embarcado no projeto disposta a apagar da hist\u00f3ria os infelizes resultados obtidos em \u201cThe Idol\u201d (projeto de triste mem\u00f3ria encabe\u00e7ado por Abel \u201cThe Weeknd\u201d Tesfaye em 2022), seu papel como Ellen Hutter \u00e9 uma crescente constante, equilibrando com sutileza e maestria a fragilidade de uma jovem assolada por um mal por ela acidentalmente desperto, e a selvageria de uma mulher reprimida em sua individualidade, sua sexualidade e seu valor junto \u00e0 sociedade na qual habita e cujos valores se v\u00ea for\u00e7ada a seguir.<\/p>\n<figure id=\"attachment_86377\" aria-describedby=\"caption-attachment-86377\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86377\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/nosferatu3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/nosferatu3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/nosferatu3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86377\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 1rem; text-align: justify;\">Sua poderosa atua\u00e7\u00e3o, em todo seu fervor e nuance, serve como um contraponto diante da amea\u00e7adora figura de Orlok, encarnada por Bill Skarsgard. Mais do que emular a arrepiante representa\u00e7\u00e3o de Max Shreck em 1922, ou a reflexiva e bruxuleante performance de Klaus Kinski no remake de 1979, sua vis\u00e3o do personagem-t\u00edtulo vai al\u00e9m do \u00f3bvio, incorporando caracter\u00edsticas nunca vistas antes que apontam uma aten\u00e7\u00e3o e um cuidado impressionantes para com o retrato de uma \u00e9poca, e de um povo. Mesmo mal\u00e9volo em seu cerne, o Conde de Skarsgard mostra o talento e a flexibilidade art\u00edstica de um ator que j\u00e1 havia se provado digno de nota nas duas partes do \u201cIt\u201d de Andy Muschietti, e que aqui embala uma esp\u00e9cie de quase bal\u00e9 conceitual junto \u00e0 maravilhosa trilha sonora composta por Robin Carolan, que foge dos clich\u00eas do g\u00eanero em prol de orquestra\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas e passagens memor\u00e1veis em sua carga emocional.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo em sua mais nova vers\u00e3o, esta se trata de uma obra melhor desfrutada uma vez que se procure entender seu contexto hist\u00f3rico, e sua vis\u00e3o acerca do individualismo que caiu em obsolesc\u00eancia em uma Alemanha que testemunhava a aurora da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. Tal qual os outros longas dirigidos por Robert Eggers, \u201cNosferatu\u201d se vale de um roteiro magistral e de atua\u00e7\u00f5es magn\u00e9ticas, hipn\u00f3ticas e macabras em n\u00edveis iguais para construir uma obra que, a exemplo do imortal longa mudo que a antecedeu, deve possuir um legado a longu\u00edssimo prazo. Em sua \u00e9poca, o filme de Murnau atraiu a ira do esp\u00f3lio de Bram Stoker, que exigiu que todas as c\u00f3pias existentes da produ\u00e7\u00e3o fossem destru\u00eddas. As fitas sobreviventes, e utilizadas em restaura\u00e7\u00f5es e reexibi\u00e7\u00f5es ao longo das d\u00e9cadas, foram essenciais para chamar a aten\u00e7\u00e3o de incont\u00e1veis devotos do cinema de horror ao redor do mundo para um trabalho pioneiro, revolucion\u00e1rio, e apropriadamente creditado como uma obra-prima. Afortunado, ent\u00e3o, seja Robert Eggers, cujo \u201cNosferatu\u201d pode, afinal, ser reconhecido como a grande obra de arte que \u00e9 em sua pr\u00f3pria \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/01\/05\/cinema-nosferatu-de-robert-eggers-honra-o-expressionismo-alemao-de-murnau-e-a-grandiosidade-visual-de-herzog\/\"><em>Leia tamb\u00e9m: \u201cNosferatu\u201d honra o expressionismo alem\u00e3o de Murnau e a grandiosidade visual de Herzog<\/em><\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"NOSFERATU | Trailer 2 Oficial (Universal Studios) - HD\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/T_tmFcuIOY8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Como o passado de Robert Eggers realmente criou o Nosferatu | Hist\u00f3ria de Origem\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Dn4XiXym8x8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a> \u00e9 professor, tradutor, m\u00fasico, escritor e estudante de Jornalismo. Leia mais textos dele <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/davi-caro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cNosferatu\u201d se vale de um roteiro magistral e de atua\u00e7\u00f5es magn\u00e9ticas, hipn\u00f3ticas e macabras em n\u00edveis iguais para construir uma obra que deve possuir um legado a longu\u00edssimo prazo.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/01\/05\/cinema-em-nosferatu-robert-eggers-evita-a-nostalgia-reverencial-e-constroi-sua-propria-obra-prima\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":134,"featured_media":86375,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[5708],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86372"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86372"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86372\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":86385,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86372\/revisions\/86385"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86375"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}