{"id":86069,"date":"2024-12-18T00:10:25","date_gmt":"2024-12-18T03:10:25","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=86069"},"modified":"2025-01-13T02:33:50","modified_gmt":"2025-01-13T05:33:50","slug":"bandas-e-musicos-que-viraram-personagens-de-historias-em-quadrinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/18\/bandas-e-musicos-que-viraram-personagens-de-historias-em-quadrinhos\/","title":{"rendered":"Bandas e m\u00fasicos que viraram personagens de hist\u00f3rias em quadrinhos"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">texto de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/joaopedroramos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na minha adolesc\u00eancia, l\u00e1 nos anos 1990, m\u00fasica e quadrinhos eram dois dos meus principais focos da vida. Ora estava com os olhos vidrados na MTv para assistir o clipe novo do Aerosmith no Disk MTv, ora correndo at\u00e9 a banca para descobrir se o Bane realmente ia quebrar a coluna do Batman. Por mais que eu n\u00e3o imaginasse na \u00e9poca, os dois focos t\u00eam muito em comum e se interligaram por diversas vezes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rock, em particular, sempre flertou com o universo das HQs. Seja por meio de mascotes ic\u00f4nicos das capas de \u00e1lbuns, como Eddie, do Iron Maiden, ou de \u00e1lbuns conceituais que contam hist\u00f3rias cinematogr\u00e1ficas, como as cria\u00e7\u00f5es de Coheed and Cambria, o g\u00eanero \u00e9 um terreno f\u00e9rtil para o mundo dos gibis. Al\u00e9m disso, muitos artistas do rock possuem uma abordagem quase mitol\u00f3gica de sua imagem, o que facilita (e muito) a transi\u00e7\u00e3o para os quadrinhos. Personagens como Alice Cooper e Kiss j\u00e1 eram praticamente figuras de quadrinhos antes mesmo de ganharem suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos dois anos, a editora ga\u00facha hipot\u00e9tica colocou v\u00e1rios t\u00edtulos musicais no mercado, como \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/03\/04\/entrevista-barbi-recanati-fala-sobre-seu-livro-deusas-do-rock-apagamento-historico-patriarcado-e-opressao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Deusas do Rock<\/a>\u201d, de Barbi Recanati, e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/22\/entrevista-nick-cave-me-deu-conselhos-bem-engracados-revela-o-quadrinista-reinhard-kleist-sobre-a-hq-nick-cave-piedade-de-mim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nick Cave: Piedade de mim<\/a>\u201d, que Reinhard Kleist escreveu sendo aconselhado pelo pr\u00f3prio bardo austrliano, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/09\/27\/entrevista-o-quadrinista-fred-rubin-fala-sobre-sua-nova-hq-sobreviventes-da-fronteira-ramones-e-punk-rock\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entre outros<\/a>. A sele\u00e7\u00e3o abaixo flagra alguns t\u00edtulos &#8220;mais antigos&#8221;. Confira algumas das mais memor\u00e1veis parcerias entre a m\u00fasica e os quadrinhos, que v\u00e3o do punk nacional ao heavy metal global, passando at\u00e9 por uma inusitada incurs\u00e3o de uma dupla que voc\u00ea deve conhecer:<\/p>\n<figure id=\"attachment_86070\" aria-describedby=\"caption-attachment-86070\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-86070 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/rdp.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"557\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/rdp.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/rdp-300x223.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86070\" class=\"wp-caption-text\"><strong>RATOS DE POR\u00c3O<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ratos de Por\u00e3o foi pioneiro no Brasil ao unir punk e quadrinhos com a RDP Comix. Lan\u00e7ada nos anos 1990, a HQ nasceu da colabora\u00e7\u00e3o com o quadrinista Francisco Marcatti, conhecido por seu humor \u00e1cido e escatol\u00f3gico (que tamb\u00e9m tinha sido respons\u00e1vel pela cl\u00e1ssica arte da capa do disco &#8220;Brasil&#8221;, do Ratos). O primeiro volume adapta m\u00fasicas como &#8220;V\u00eddeo Macumba&#8221;. J\u00e1 o segundo n\u00famero narra as desventuras da banda em hist\u00f3rias fict\u00edcias. Em 2016 e 2018, Marcatti relan\u00e7ou o material em edi\u00e7\u00f5es comemorativas, garantindo que essa obra cult continuasse acess\u00edvel a novos f\u00e3s.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_86071\" aria-describedby=\"caption-attachment-86071\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86071\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/planethemp.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"566\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/planethemp.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/planethemp-300x226.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86071\" class=\"wp-caption-text\"><strong>PLANET HEMP<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No auge do sucesso, o Planet Hemp foi personagem da revista &#8220;Hemp Family Comix&#8221;, lan\u00e7ada em 1997 pela Taquara Editorial. A publica\u00e7\u00e3o transformou os integrantes da banda em personagens principais de aventuras cheias de psicodelia, enquanto explorava temas como a legaliza\u00e7\u00e3o da maconha, repress\u00e3o policial e quest\u00f5es sociais que permeavam as letras do grupo. A revista tinha uma pegada mezzo fanzine, mezzo Chiclete com Banana, incluindo entrevistas, mat\u00e9rias e muito mais. Com tiragem inicial de 15 mil exemplares, ela circulava no eixo Rio-S\u00e3o Paulo, principalmente, e durou poucas edi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_86073\" aria-describedby=\"caption-attachment-86073\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86073\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/raimundos.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/raimundos.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/raimundos-300x140.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86073\" class=\"wp-caption-text\"><strong>RAIMUNDOS<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A irrever\u00eancia dos Raimundos em sua forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica ganhou vida nas p\u00e1ginas de quadrinhos em 1996, quando o cartunista Angeli adaptou uma das m\u00fasicas mais famosas da banda de Bras\u00edlia, &#8220;Puteiro em Jo\u00e3o Pessoa&#8221;, com a f\u00e1bula da perda da virgindade de Rodolfo Abrantes. A hist\u00f3ria foi publicada como parte do box &#8220;Cesta B\u00e1sica&#8221;, no formato compacto de 13,5 x 19 cm (que incluia um CD com sobras e, ainda, um VHS). Com o humor \u00e1cido caracter\u00edstico da banda e o tra\u00e7o ic\u00f4nico de Angeli, essa HQ destacou o estilo provocador que marcou a trajet\u00f3ria dos Raimundos nos anos 1990.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_86074\" aria-describedby=\"caption-attachment-86074\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86074\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/coheed1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/coheed1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/coheed1-300x231.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86074\" class=\"wp-caption-text\"><strong>COHEED AND CAMBRIA<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucas bandas integram t\u00e3o perfeitamente m\u00fasica e quadrinhos como Coheed and Cambria. Toda a discografia do grupo est\u00e1 baseada na s\u00e9rie de HQs &#8220;The Amory Wars&#8221;, criada pelo vocalista Claudio Sanchez. A saga de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica acompanha dois protagonistas que enfrentam um tirano em um universo composto por 78 planetas conectados por raios de energia. Cada \u00e1lbum corresponde a um cap\u00edtulo da hist\u00f3ria, oferecendo aos f\u00e3s uma experi\u00eancia imersiva que vai al\u00e9m da m\u00fasica.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_86076\" aria-describedby=\"caption-attachment-86076\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86076\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ironmaiden1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"568\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ironmaiden1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/ironmaiden1-300x227.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86076\" class=\"wp-caption-text\"><strong>IRON MAIDEN<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/08\/24\/as-muitas-faces-de-eddie-pos-derek-riggs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mascote Eddie<\/a>, s\u00edmbolo inconfund\u00edvel do Iron Maiden, expandiu sua presen\u00e7a al\u00e9m das capas dos discos dos ingleses para protagonizar a graphic novel &#8220;Legacy of the Beast&#8221;. Nessa obra, Eddie se une a um alquimista para enfrentar for\u00e7as sobrenaturais no leste de Londres. Com uma narrativa que mistura fantasia e horror, a HQ \u00e9 um presente para os f\u00e3s do heavy metal cl\u00e1ssico e da arte visual que sempre caracterizou a banda.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_86077\" aria-describedby=\"caption-attachment-86077\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86077\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/slayer1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"567\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/slayer1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/slayer1-300x227.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86077\" class=\"wp-caption-text\"><strong>SLAYER<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A brutalidade do Slayer foi transposta para os quadrinhos em &#8220;Repentless&#8221;, lan\u00e7ada em 2017. Inspirada no videoclipe hom\u00f4nimo, a HQ explora a viol\u00eancia e a crueldade humanas, temas recorrentes na obra da banda. O roteiro \u00e9 de Jon Schnepp (Metalocalypse, The Venture Bros., The Death of Superman Lives), e a arte do incr\u00edvel Guiu Vilanova.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_86079\" aria-describedby=\"caption-attachment-86079\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86079\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/gwar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/gwar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/gwar-300x231.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86079\" class=\"wp-caption-text\"><strong>GWAR<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhecidos por suas apresenta\u00e7\u00f5es teatrais, divertidas e grotescas, o GWAR criou uma mitologia rica que abrange diversos meios, incluindo at\u00e9 uma participa\u00e7\u00e3o do jogo de Beavis e Butt-head para Mega Drive&#8230; e \u00e9 claro, as HQs. Nos quadrinhos, suas hist\u00f3rias expandem a fantasia surrealista da banda, apresentando seus integrantes como alien\u00edgenas homicidas que desafiam conven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e narrativas. \u00c9 uma experi\u00eancia \u00fanica para quem aprecia a mistura de m\u00fasica, fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e humor absurdo.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_86080\" aria-describedby=\"caption-attachment-86080\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-86080 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/motorhead.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/motorhead.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/motorhead-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86080\" class=\"wp-caption-text\"><strong>MOTORHEAD<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria do Mot\u00f6rhead e de seu lend\u00e1rio vocalista Lemmy Kilmister foi imortalizada na graphic novel &#8220;Mot\u00f6rhead: The Rise of the Loudest Band in the World&#8221;. Publicada em 2021, a obra narra a trajet\u00f3ria da banda desde os primeiros passos at\u00e9 o status de \u00edcones do rock, combinando biografia e fic\u00e7\u00e3o em um formato inovador. Com arte din\u00e2mica, a HQ celebra o esp\u00edrito rebelde e a m\u00fasica explosiva que definiram a carreira do grupo.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_86081\" aria-describedby=\"caption-attachment-86081\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-86081 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/alice.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/alice.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/alice-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86081\" class=\"wp-caption-text\"><strong>ALICE COOPER<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mestre do shock rock Alice Cooper foi homenageado em diversas HQs ao longo de sua carreira. Sua primeira apari\u00e7\u00e3o nos quadrinhos foi em uma edi\u00e7\u00e3o especial da Marvel em 1979, mas sua presen\u00e7a se expandiu para colabora\u00e7\u00f5es com s\u00e9ries como Os Simpsons e at\u00e9 uma miniss\u00e9rie exclusiva. Essas hist\u00f3rias exploram a teatralidade e a persona assustadora de Cooper, consolidando-o como uma figura ic\u00f4nica da cultura pop.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_86083\" aria-describedby=\"caption-attachment-86083\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86083\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/motley.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"569\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/motley.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/motley-300x228.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86083\" class=\"wp-caption-text\"><strong>MOTLEY CRUE<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida exc\u00eantrica dos integrantes do M\u00f6tley Cr\u00fce foi reinventada na graphic novel &#8220;The Dirt: Declassified&#8221;. Lan\u00e7ada em 2021, a obra transforma a banda em agentes secretos, misturando suas hist\u00f3rias reais com aventuras fict\u00edcias cheias de a\u00e7\u00e3o e humor. A HQ n\u00e3o \u00e9 exatamente igual ao filme, mas por ter o mesmo material como base, tem v\u00e1rias semelhan\u00e7as.<\/p>\n<hr \/>\n<figure id=\"attachment_86084\" aria-describedby=\"caption-attachment-86084\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86084\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/kiss.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/kiss.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/kiss-300x203.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86084\" class=\"wp-caption-text\"><strong>KISS<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No auge de sua popularidade, em 1977, a banda deu um passo al\u00e9m ao se unir \u00e0 Marvel Comics para criar &#8220;A Marvel Comics Super Special!: Kiss&#8221;, um dos crossovers mais memor\u00e1veis entre m\u00fasica e HQs. Na ocasi\u00e3o, Gene Simmons, Paul Stanley, Peter Criss e Ace Frehley viajaram at\u00e9 a f\u00e1brica de impress\u00e3o da Marvel em Buffalo, Nova York, acompanhados pelo lend\u00e1rio criador de quadrinhos Stan Lee, e l\u00e1 o sangue dos integrantes foi coletado e ent\u00e3o misturado \u00e0 tinta vermelha usada na impress\u00e3o da revista, garantindo que cada exemplar carregasse literalmente um peda\u00e7o da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A HQ apresentou os membros do Kiss como super-her\u00f3is enfrentando ningu\u00e9m menos que o vil\u00e3o Dr. Doom, com participa\u00e7\u00f5es de peso como o Homem-Aranha, o Quarteto Fant\u00e1stico e os Vingadores. O resultado foi um sucesso estrondoso: a revista vendeu 500 mil c\u00f3pias, tornando-se um dos maiores sucessos da Marvel na \u00e9poca. Al\u00e9m desta colabora\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, o Kiss continuou a aparecer em diversas HQs ao longo das d\u00e9cadas. Um destaque recente \u00e9 &#8220;Kiss\/Zombies&#8221;, que coloca a banda em um cen\u00e1rio p\u00f3s-apocal\u00edptico onde lutam para restaurar a m\u00fasica ap\u00f3s sua proibi\u00e7\u00e3o em meio a uma invas\u00e3o zumbi. Seja como super-her\u00f3is ou sobreviventes de um mundo devastado, o Kiss prova que seu lugar \u00e9 tanto no palco quanto nas p\u00e1ginas dos quadrinhos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_86085\" aria-describedby=\"caption-attachment-86085\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86085\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/kiss2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/kiss2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/kiss2-300x231.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86085\" class=\"wp-caption-text\"><strong>KISS<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o sertanejo teve sua vez no mundo dos quadrinhos. Em 1992, no auge do sucesso de &#8220;Pense em Mim&#8221;, Leandro e Leonardo ganharam um gibi pr\u00f3prio, seguindo a tend\u00eancia de artistas populares que marcavam presen\u00e7a nas bancas de jornal (at\u00e9 o Faust\u00e3o tinha um gibi na \u00e9poca!) Em uma \u00e9poca pr\u00e9-internet, os gibis eram uma forma poderosa de conex\u00e3o com os f\u00e3s e mostravam como a cultura sertaneja estava dominando o Brasil. As hist\u00f3rias se assemelhavam aos roteiros cl\u00e1ssicos da turma do Chico Bento, por\u00e9m com mais foco em paixonites e menos foco na vida da ro\u00e7a. E \u00e9 claro, a vers\u00e3o HQ da dupla principal n\u00e3o tinha nem 10% do carisma do Chico Bento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n<em>&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/12\/08\/o-quinto-beatle-a-historia-de-brian-epstein\/\">HQ \u201cO Quinto Beatle \u2013 A Hist\u00f3ria de Brian Epstein\u201d tem como foco o idealismo do empres\u00e1rio<\/a><\/em><br \/>\n<em>&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/11\/o-quinto-beatle\/\">\u201cBaby\u2019s in Black, o Quinto Beatle: A Hist\u00f3ria de Astrid Kirchherr e Stuart Sutcliffe\u201d<\/a><\/em><br \/>\n<em>&#8211; <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/02\/12\/beatles-e-johnny-cash-em-quadrinhos\/\">\u201cJohnny Cash \u2013 Uma Biografia\u201d, de Reinhard Kleist, ganhou v\u00e1rios pr\u00eamios na Alemanha<\/a><\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-86086\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/leandro.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"516\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/leandro.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/leandro-300x206.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/joaopedroramos84\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, redator, social media, colecJionador de vinis, CDs e m\u00fasica em geral. E \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo podcast Troca Fitas!\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/1x1aN5D1qWkQFOSvOpV2RC?si=ef225a0d555f4fa5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ou\u00e7a aqui<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confira algumas das mais memor\u00e1veis parcerias entre a m\u00fasica e os quadrinhos, que v\u00e3o do punk nacional ao heavy metal global, passando at\u00e9 por uma inusitada incurs\u00e3o de uma dupla que voc\u00ea deve conhecer\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/18\/bandas-e-musicos-que-viraram-personagens-de-historias-em-quadrinhos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":95,"featured_media":86089,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,3],"tags":[1162,3428,453],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86069"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/95"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86069"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86069\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":86090,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86069\/revisions\/86090"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86089"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}