{"id":86045,"date":"2024-12-17T08:00:00","date_gmt":"2024-12-17T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=86045"},"modified":"2025-11-28T01:55:31","modified_gmt":"2025-11-28T04:55:31","slug":"ao-vivo-information-society-em-bangu-um-milagre-a-ser-celebrado-por-todos-no-palco-e-na-plateia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/17\/ao-vivo-information-society-em-bangu-um-milagre-a-ser-celebrado-por-todos-no-palco-e-na-plateia\/","title":{"rendered":"Ao vivo: Information Society em Bangu, um milagre a ser celebrado por todos, no palco e na plateia"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto e imagens de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/borealismusik\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marco Antonio Barbosa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Karl Marx escreveu em 1852 que \u201cos fatos e personagens de grande import\u00e2ncia na hist\u00f3ria do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes (&#8230;): a primeira vez como trag\u00e9dia, a segunda como farsa\u201d. Mas quando a primeira vez j\u00e1 era farsesca, como se apresentaria a segunda? Algo parecido deve ter passado pela cabe\u00e7a de Kurt Harland, vocalista do Information Society, quando a banda apresentou o megahit \u201cRunning\u201d na noite de domingo (15\/12), na Arena Bangu (RJ). Foi logo a segunda m\u00fasica do show.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Qualquer brasileiro na faixa dos 45-55 que conhe\u00e7a essa m\u00fasica \u2013 e muitos, muitos brasileiros conhecem \u2013 tamb\u00e9m conhece o infame corinho \u201cVAI-TO-MAR-NO-CU\u201d puxado pela plateia, rimando com os versos terminados em \u201cyou\u201d (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DDpY0wRuKko\/?img_index=4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">assista<\/a>). Mesmos os mais jovens devem conhecer a tradi\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 tem 35 anos; a grava\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1985, mas estourou aqui em 1989<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sei se Harland leu Marx. Ainda assim, em concord\u00e2ncia com o velho barbudo, o cantor elevou a farsa ao quadrado. Cada vez que a massa mandava o coro obsceno, o vocalista fazia uma careta e tapava os ouvidos com os indicadores. Mas na segunda repeti\u00e7\u00e3o do refr\u00e3o \u2013 sem desfazer a careta \u2013 trocou a letra por sonoros \u201cVai tomar no cu\u201d. A massa simplesmente pirou. Na boa: um dos grandes momentos da temporada de shows internacionais de 2024, um ano transbordante de grandes momentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O simbolismo hist\u00f3rico de assistir ao Information Society em Bangu em 2024 pode ser dif\u00edcil de entender para os n\u00e3o-cariocas. Retrocedamos ent\u00e3o. Situado a cerca de 40 quil\u00f4metros do centro da capital, o bairro da zona oeste do Rio de Janeiro \u00e9 nacionalmente famoso <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/cotidiano\/ultimas-noticias\/2017\/01\/08\/conhecido-como-bairro-mais-quente-do-rio-bangu-tem-no-calor-uma-tradicao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">por seu clima t\u00f3rrido<\/a>. No plano musical, a fama da localidade se deve ao Cassino Bangu, clube criado em 1907 e que, a partir da d\u00e9cada de 1970, tornou-se um dos epicentros da cena suburbana de black music no Rio. Os bail\u00f5es do Cassino, inicialmente com bandas ao vivo e depois \u00e0 base de \u201cm\u00fasica mec\u00e2nica\u201d, foram uma das grandes escolas para os DJs que, misturando techno, r\u2019n\u2019b, hip hop, electro e Miami bass, criaram as funda\u00e7\u00f5es do funk carioca nos anos 80.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez valha a pena explicar tamb\u00e9m, ao leitorado mais juvenil, a propor\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno chamado Information Society no Brasil. Depois de emplacar v\u00e1rias m\u00fasicas em trilhas sonoras internacionais de novelas da Globo, o InSoc se tornou, entre 1989 e 1992, uma das bandas gringas mais bombadas no pa\u00eds, com rota\u00e7\u00e3o fren\u00e9tica nas r\u00e1dios (at\u00e9 nas AMs!), programas de audit\u00f3rio e na ent\u00e3o engatinhante MTV. No auge da fama, chegaram a tocar ao vivo at\u00e9 no Amazonas. A rigor, entre os tantos clones de New Order \/ Depeche Mode dispon\u00edveis no mercado, o Information Society nem chegava a ser dos mais inspirados. O diferencial era a clara influ\u00eancia do electro, pavimentando a identifica\u00e7\u00e3o com o pov\u00e3o que frequentava os bailes funk oitentistas. (\u201cRunning\u201d j\u00e1 tocava nos bailes bem antes do grupo estourar.) Da\u00ed para o mainstream, foi um pulo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-86047\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_182450-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_182450-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_182450-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, a excurs\u00e3o ao sub\u00farbio. Em seu recente giro pelo Brasil, o InSoc passou pela Fundi\u00e7\u00e3o Progresso (no Centro do Rio), Ribeir\u00e3o Preto, Goi\u00e2nia, S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e Bras\u00edlia. Mas o lugar ideal para experimentar essa viagem no tempo s\u00f3 poderia ser mesmo a Arena Bangu \u2013 que de arena tem nada, \u00e9 s\u00f3 um palco ao ar livre cercado por algumas tendas vendendo comidas e bebidas, no estacionamento de um shopping center. Quem foi aos outros shows da turn\u00ea pode ter conhecido a banda na MTV ou nos discos de novela. A patota reunida em Bangu era o p\u00fablico roots do InSoc, que ajudou a projetar a banda para o cen\u00e1rio pop, assistiu \u00e0 ascens\u00e3o s\u00fabita e ao sumi\u00e7o idem. E, em 2024, recebeu os caras como se ainda fosse 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 espera pelo in\u00edcio do show, algumas peculiaridades precisam ser observadas pelos ne\u00f3fitos. Como de costume nas domingueiras, a festa come\u00e7a cedo (port\u00f5es abertos \u00e0s 17h), pois a noite \u00e9 longa (e dia seguinte tem trabalho). A impress\u00e3o \u00e9 que todo mundo se conhece; grupos grandes chegam \u201cuniformizados\u201d, trajando camisetas personalizadas homenageando seus bailes favoritos. H\u00e1 um vasto espa\u00e7o com mesas e cadeiras, outra tradi\u00e7\u00e3o dos clubes suburbanos. E a pr\u00f3pria pista fica tomada por tamboretes com baldinhos de gelo e latas verdinhas. Muitos dos cinquent\u00f5es arriscavam passos sincronizados ao som do DJ Fernando Flashback, que desencavou o melhor e o n\u00e3o-t\u00e3o-melhor-assim do pop dan\u00e7ante do fim dos anos 80\/come\u00e7o dos 90. De Snap!, Milli Vanilli (!) e Jon Secada, todo mundo se lembra. Confesso que precisei apelar ao Shazam para identificar \u201cTell Me, Tell Me\u201d, do Moskwa TV, e \u201cDon&#8217;t Cry Tonight\u201d, do Savage, entre outros menos cotados.<\/p>\n<figure id=\"attachment_86048\" aria-describedby=\"caption-attachment-86048\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-86048 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_184644-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_184644-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_184644-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86048\" class=\"wp-caption-text\"><em>Notturnia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A noitada dan\u00e7ante \u00e9 organizada como um menu degusta\u00e7\u00e3o. Depois dos <em>amuse-bouches<\/em> servidos pelos discotec\u00e1rios, vem a entrada, com o show do Notturnia. O requisitado conjunto de baile esquentou a galera por 1h20. O vasto repert\u00f3rio (a <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/playlist\/4arDnpLJv7dV8HkX90Pc2R?si=1LRv9flTQwaaVlEtSyi48w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">playlist<\/a> deles no Spotify tem mais de 200 m\u00fasicas) vai de \u201cMaria Magdalena\u201d, de Sandra (essa eu n\u00e3o ouvia desde os meus 13 anos) a New Order (uma vers\u00e3o roqueira para \u201cBlue Monday\u201d). A vocalista Ne\u00edra se desdobra com habilidade para emular Madonna, Lisa Stansfield e Cher. E ela tem bom humor \u2013 ciente das carecas e dos tons grisalhos nas cabe\u00e7as dan\u00e7antes, provoca: \u201cVamos distribuir Dorflex pra todo mundo depois!\u201d. O esp\u00edrito \u00e9 o mesmo das matin\u00eas setentistas, quando os DJs ainda eram coadjuvantes e o som dos bailes era mais ecl\u00e9tico (e menos brasileiro).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do agito do Notturnia, o prato seguinte, oferecido pelo Kon Kan, pareceu ins\u00edpido e requentado. Em sua encarna\u00e7\u00e3o original (1988-1993), o projeto synthpop comandado por Barry Harris tocou bem por aqui. S\u00f3 que nunca passou de um sub-Pet Shop Boys, vitaminado pelo uso maroto de samples. Harris ainda exibe boa forma f\u00edsica e vocal. O show segue o esquema me-engana-que-eu-gosto, com bases pr\u00e9-gravadas para o vocalista e a parceira Kimberley Wetmore (que, com o joelho contundido, cantou sentada) soltarem a voz em cima. O que faltou mesmo foi repert\u00f3rio. Ap\u00f3s o temporal de hits do show anterior, a galera esfriou consideravelmente, s\u00f3 voltando a animar nos sucessos \u201cHarry Houdini\u201d e \u201cI Beg Your Pardon\u201d. E ainda teve bis, requisitado por exatas zero pessoas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_86050\" aria-describedby=\"caption-attachment-86050\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-86050 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_203422-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_203422-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_203422-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86050\" class=\"wp-caption-text\"><em>Kon Kan<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, chegou a vez do prato principal. Kurt Harland, Jim Cassidy (baixo, teclados) e Paul Robb (teclados) retomaram as atividades de forma regular em 2009 e desde ent\u00e3o j\u00e1 vieram ao Brasil v\u00e1rias vezes. (A \u00faltima passagem, em 2023, fora anunciada como \u201ca turn\u00ea de despedida\u201d). A intimidade entre a banda e o p\u00fablico local \u00e9 n\u00edtida, traduzida na rabugice teatral de Harland e na performance galhofeira de Cassidy; Robb praticamente n\u00e3o se mexe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Impec\u00e1vel o show n\u00e3o foi, ao menos nos aspectos t\u00e9cnicos. Problemas com o som e trocas de figurino abriram pausas alongadas entre as m\u00fasicas. Harland parecia enfezado com a equipe, mas n\u00e3o dava pra saber o que era teatrinho e o que era encrenca s\u00e9ria. Entre as can\u00e7\u00f5es, provoca\u00e7\u00f5es hil\u00e1rias ao p\u00fablico em portugu\u00eas macarr\u00f4nico. \u201cHey, you, with the red hair\u201d, aponta o cantor para uma f\u00e3 que deve ter sido avistada no show da Fundi\u00e7\u00e3o Progresso, dois dias antes. \u201cN\u00e3o dois shows. Pagamento mais!\u201d. Ao fim de cada m\u00fasica, faz mesuras exageradas em agradecimento&#8230; para logo em seguida fingir que olha a hora em um rel\u00f3gio imagin\u00e1rio no pulso. \u201cVamos terminar isso logo!\u201d, berra. A massa gargalha.<\/p>\n<figure id=\"attachment_86052\" aria-describedby=\"caption-attachment-86052\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86052\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_212933-copiar111.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_212933-copiar111.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_212933-copiar111-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86052\" class=\"wp-caption-text\"><em>Information Society<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da apoteose precoce com \u201cRunning\u201d e de uma vers\u00e3o en\u00e9rgica para \u201cPeace &amp; Love Inc.\u201d, o set dosou sucessos e n\u00fameros menos famosos. Na sequ\u00eancia de \u201cWalking Away\u201d, Harland suspira: \u201cAgora somos obrigados por contrato a tocar uma m\u00fasica do segundo disco\u201d \u2013 e atacam \u201cThink\u201d, can\u00e7\u00e3o insuportavelmente ub\u00edqua em boates e r\u00e1dios l\u00e1 pelos idos de 1991. Ap\u00f3s tocarem \u201cRun Away\u201d, o vocalista comenta: \u201cComo voc\u00eas sabem, lan\u00e7amos tr\u00eas discos nos \u00faltimos dez anos&#8230; ah, uma pessoa ali sabe.\u201d A empolga\u00e7\u00e3o se mant\u00e9m razo\u00e1vel em \u201cGreat Big Disco World\u201d e nos surpreendentes covers de \u201cDon\u2019t You Want Me\u201d (Human League) e \u201cDominion\/Mother Russia\u201d (Sisters of Mercy) \u2013 as tr\u00eas com participa\u00e7\u00e3o da cantora Marisa Winter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A emo\u00e7\u00e3o \u00e9 evidente para todos, artistas e f\u00e3s, ao fim da domingueira, mas Harland n\u00e3o d\u00e1 o bra\u00e7o a torcer. \u201cEst\u00e3o vendo este dedo?\u201d, pergunta ele, com o indicador esticado. \u201c\u00c9 o \u2018dedo da \u00faltima m\u00fasica\u2019\u201d. N\u00e3o poderia ser outra al\u00e9m de \u201cWhat&#8217;s on Your Mind (Pure Energy)&#8221;, o hit que iniciou o caso de amor entre o InSoc e o Brasil. (Vale registrar que faltou pelo menos um sucesso, \u201cHow Long\u201d.) O bis \u00fanico, com a balada \u201cRepetition\u201d, poderia soar anticlim\u00e1tico; n\u00e3o foi o caso, contrariando a m\u00e1xima de mestre Marcos Bragatto (\u201cEncerramento de show tem que ser pra cima\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes do show come\u00e7ar, o tel\u00e3o informava em letras garrafais: \u201cWARNING: THIS IS NOT ART\u201d. Todos os presentes, no palco, bastidores e na plateia, sabiam (sabem) que o Information Society n\u00e3o passa de um truque derivativo, um cozid\u00e3o de influ\u00eancias mais ou menos \u00f3bvias que, por um milagre, chegou longe demais. Tudo bem, est\u00e1vamos todos ali, no palco e na plateia, para celebrar aquele milagre. Durante a longa volta para casa, ecoou na mente a frase dita por Harland depois que o grupo tocou \u201cWalking Away\u201d: \u201cEssa m\u00fasica \u00e9 do nosso primeiro disco, gravado quando n\u00f3s t\u00ednhamos, sei l\u00e1, 16 anos. E como todos sabem, tudo o que se faz aos 16 anos \u00e9 inesquec\u00edvel\u201d. Naquela quente noite de domingo em Bangu, milhares de pessoas concordaram.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-86053\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_220833-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_220833-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/20241215_220833-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Marco Antonio Barbosa \u00e9 jornalista (<a href=\"http:\/\/medium.com\/telhado-de-vidro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">medium.com\/telhado-de-vidro<\/a>) e m\u00fasico (<a href=\"http:\/\/borealis.art.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/borealis.art.br<\/a>).\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Todos os presentes, no palco, bastidores e na plateia, sabiam (sabem) que o Information Society n\u00e3o passa de um truque derivativo, um cozid\u00e3o de influ\u00eancias que chegou longe demais.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/17\/ao-vivo-information-society-em-bangu-um-milagre-a-ser-celebrado-por-todos-no-palco-e-na-plateia\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":36,"featured_media":86051,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7537],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86045"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/36"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86045"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86045\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":92974,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86045\/revisions\/92974"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86051"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}