{"id":86034,"date":"2024-12-16T00:15:59","date_gmt":"2024-12-16T03:15:59","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=86034"},"modified":"2025-01-21T00:56:44","modified_gmt":"2025-01-21T03:56:44","slug":"descendents-e-circle-jerks-conduzem-uma-verdadeira-aula-de-historia-do-punk-rock-ao-vivo-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/16\/descendents-e-circle-jerks-conduzem-uma-verdadeira-aula-de-historia-do-punk-rock-ao-vivo-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Descendents e Circle Jerks conduzem uma verdadeira aula de Hist\u00f3ria do punk rock ao vivo em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsta noite voc\u00eas v\u00e3o ver a hist\u00f3ria do punk rock da South Bay Area sendo feita aqui no palco\u201d, foram as palavras de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/11\/27\/entrevista-keith-morris-fala-sobre-a-volta-do-off-ao-brasil-e-sua-historia-com-circle-jerks-e-black-flag\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Keith Morris<\/a> ao iniciar a dobradinha de sua banda, Circle Jerks, junto aos Descendents, que se reuniram aos velhos companheiros de cena no palco do Terra SP numa noite de s\u00e1bado, 14 de Dezembro. E, de fato, os muitos felizardos que lotaram a casa foram capazes de testemunhar um espet\u00e1culo repleto do melhor do que o punk californiano dos anos 1980 lan\u00e7ou para o mundo, pelas m\u00e3os de duas de suas melhores e mais lend\u00e1rias bandas. Foi hist\u00f3rico, mesmo que n\u00e3o desprovido de atropelos, e fez a chuvosa noite paulistana muito mais feliz para os v\u00e1rios devotos que marcaram presen\u00e7a nos shows \u2013 que tiveram direito \u00e0 uma reprise mais do que merecida no igualmente lend\u00e1rio palco do Hangar 110 no dia seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A jornada come\u00e7ou (e muito bem) com a abertura dos paulistanos da Under Influence, que vestiram a camisa em um set curto, mas intenso &#8211; vale chamar a aten\u00e7\u00e3o para o single &#8220;Phill&#8221;, lan\u00e7ado em Outubro deste ano. Poucos minutos ap\u00f3s \u00e0s 20hs, o Circle Jerks tomou o palco de assalto, num in\u00edcio de show que funcionou tamb\u00e9m como passagem de som (algo que, nas palavras do pr\u00f3prio Morris, a banda teria sido \u201cpregui\u00e7osa demais\u201d para realizar antes). O quarteto, originalmente formado em 1982 ap\u00f3s a sa\u00edda do vocalista do m\u00edtico Black Flag \u2013 e vale lembrar que Keith n\u00e3o seria o \u00fanico ex-membro da banda de Greg Ginn a se apresentar naquele palco \u2013 iniciou seu show de maneira matadora, como de costume, com \u201cDeny Everything\u201d. Enfileirando paulada atr\u00e1s de paulada, a apresenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi entrecortada pela t\u00edpica verborragia escrachada do vocalista, que interagia com a plateia e com o t\u00e9cnico de som, \u00e0 medida que tamb\u00e9m teve que lidar com problemas na equaliza\u00e7\u00e3o. Isto porque, em determinados pontos da casa, muitos diziam n\u00e3o estarem escutando muito bem os vocais e\/ou a guitarra do mestre Greg Hetson (que tamb\u00e9m \u00e9 do Bad Religion).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal quest\u00e3o passou longe de ser o \u00fanico problema enfrentado pela banda em seu show. Durante \u201cWhen The Shit Hits The Fan\u201d (anunciada por Morris como sua can\u00e7\u00e3o favorita de seu repert\u00f3rio), um f\u00e3 que teria pulado a barreira do p\u00fablico acabou se engalfinhando com um dos seguran\u00e7as, o que chamou a aten\u00e7\u00e3o do cantor e levou a uma interrup\u00e7\u00e3o da apresenta\u00e7\u00e3o que se estendeu por alguns minutos. Keith chegou a deixar o palco e, resolvido o conflito, orientou a audi\u00eancia a procurar se conter quanto a cruzar as grades que levavam ao palco. \u201cN\u00e3o queremos que ningu\u00e9m tenha que encher voc\u00eas de porrada, mas n\u00e3o h\u00e1 muito mais que possamos fazer para evitar isso\u201d, aconselhou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O som prosseguiu, com os quatro desfilando cl\u00e1ssicos underground um atr\u00e1s do outro com destaques para \u201cQuestion Authority\u201d (dedicada aos moralistas de plant\u00e3o da sociedade \u201cdaqui e tamb\u00e9m a de onde viemos\u201d, como o vocalista definiu), a potente \u201cBeat Me Senseless\u201d e aquela que Morris explicou como \u201co single que n\u00f3s esper\u00e1vamos que fosse nos catapultar em dire\u00e7\u00e3o ao estrelato [&#8230;] ach\u00e1vamos que estar\u00edamos junto com o Duran Duran, os Red Hot Chili Peppers, a Taylor Swift e todos esses outros depois dessa\u201d. Era \u201cWild In The Streets\u201d, entoada em coro por todos os seguidores dedicados no recinto. Por\u00e9m, o show pareceu ter perdido um pouco em intensidade ap\u00f3s o confronto entre o f\u00e3 e o seguran\u00e7a, mesmo que o atravanco n\u00e3o tenha tirado o brilho de um show competente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_86036\" aria-describedby=\"caption-attachment-86036\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86036\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/descendentes1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/descendentes1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/descendentes1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86036\" class=\"wp-caption-text\"><em>Descendents<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCompet\u00eancia\u201d, ali\u00e1s, se mostra uma palavra incapaz de fazer jus ao que se iniciou uma vez que os Descendents tomaram o palco, ap\u00f3s um intervalo protocolar de 30 minutos. Milo Aukerman (vocais), Karl Alvarez (baixo), Stephen Egerton (guitarra) e Bill Stevenson (bateria) protagonizaram uma verdadeira aula de punk rock, conduzida por um dos grupos mais influentes e importantes do g\u00eanero, e cujo impacto \u00e9 reconhecido mesmo por outras bandas com um impacto muito maior junto ao mainstream (al\u00f4, Blink-182). Tamb\u00e9m aproveitando seus primeiros momentos em cena para checar seu som por meio de uma curta jam, os quatro m\u00fasicos n\u00e3o perderam tempo e, ap\u00f3s uma breve (e aplaudida) sauda\u00e7\u00e3o, quebraram tudo com \u201cFeel This\u201d (de \u201cHypercaffium Spazzinate\u201d, de 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A confian\u00e7a em seu material mais recente foi igual \u00e0quela dedicada a seus grandes cl\u00e1ssicos, que j\u00e1 se fizeram presentes logo em seguida: \u201cHope\u201d (de \u201cMilo Goes To College\u201d, debute lan\u00e7ado em 1982 e do qual boa parte do set foi retirada) e \u201cSilly Girl\u201d (lan\u00e7ada em 1985 no disco \u201cI Don\u2019t Want to Grow Up\u201d). \u201cClean Sheets\u201d arrancou coros da plat\u00e9ia, que ainda participou efusiva nos refr\u00e3os de \u201cEverything Sux\u201d \u2013 do disco hom\u00f4nimo de 1995 \u2013 de \u201cRotting Out\u201d, e da ic\u00f4nica \u201cMyage\u201d. Enquanto Egerton destrinchava t\u00e9cnica nas seis cordas e Alvarez mantinha os graves pulsando nas melodias, Stevenson justificava a todos os presentes sua presen\u00e7a em todas as listas de melhores bateristas de punk rock de todos os tempos: de maneira totalmente espont\u00e2nea, suas performances nos truncados tempos de \u201cVan\u201d e na galopante \u201cCoolidge\u201d, entre outros, remontam diretamente a seus dias de Black Flag, durante os quais registrou as baterias do fundamental \u201cMy War\u201d (1984).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande destaque, por\u00e9m, n\u00e3o poderia ser outro: fosse descendo do palco e cantando junto com os f\u00e3s no gargarejo, conversando brevemente com a plat\u00e9ia, ou simplesmente mantendo sua singular posi\u00e7\u00e3o (com a m\u00e3o no bolso de tr\u00e1s, contrastando com a postura de algu\u00e9m que passou anos pesquisando biologia molecular), Milo segue sendo um dos grandes frontmen que a cena hardcore j\u00e1 viu. Aos olhos de muitos dos f\u00e3s que o assistiam \u2013 muitos dos quais, por tr\u00e1s dos \u00f3culos de aro grosso que os assemelhavam ao vocalista, n\u00e3o conseguiam conter a emo\u00e7\u00e3o \u2013 Aukerman despejou todo o carisma que o tornou mitol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo uma inesperada e chocante participa\u00e7\u00e3o de Evan Dando (do Lemonheads) em \u201cBikeage\u201d n\u00e3o foi capaz de ofuscar uma performance dedicada e memor\u00e1vel. As bem humoradas can\u00e7\u00f5es que se tornaram a marca registrada do grupo (como \u201cI Like Food\u201d, \u201cNo, All!\u201d e \u201c\u2019Merican\u201d) se alternaram com m\u00fasicas que se fizeram presentes via MTV quando do retorno do grupo \u00e0 cena, nos anos 90 (l\u00e1 estiveram \u201cWhen I Get Old\u201d e \u201cI\u2019m The One\u201d). Realmente, n\u00e3o deve ter sido f\u00e1cil para os outros integrantes seguirem em frente quando o vocalista seguiu seu caminho acad\u00eamico \u2013 em que pesem os bons discos lan\u00e7ados, sob o pseud\u00f4nimo ALL, com outros vocalistas \u2013 e o show deste s\u00e1bado s\u00f3 deixou o motivo mais claro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As poucas ressalvas s\u00f3 se deixaram ver (e ouvir) a partir do bis, com breves falhas na voz do cantor na celebrada \u201cGood Good Things\u201d. O show de quase 35 faixas, por\u00e9m, mostrou limita\u00e7\u00f5es, mesmo que discretas, no desempenho vocal de Milo, algo que se tornou ineg\u00e1vel conforme as \u00faltimas can\u00e7\u00f5es foram sendo destiladas: apesar de \u201cKabuki Girl\u201d ter corrido sem interfer\u00eancias, o encerramento, com a demolidora \u201cGet The Time\u201d, se provou um desafio para o cantor, que comentou brevemente: \u201cEsta vai ser uma [can\u00e7\u00e3o] dif\u00edcil\u201d, em tom de brincadeira. A apressada sa\u00edda do palco, em contraste com a despedida mais acalorada do restante da banda, por\u00e9m, criou uma sensa\u00e7\u00e3o de estranhamento, que (se espera) n\u00e3o tenha passado de uma impress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O saldo final, conforme poucos poderiam negar, foi mais do que satisfat\u00f3rio: com duas figuras frontais d\u00edspares, mesmo que muito compat\u00edveis (a acidez de Morris contra o carisma jovial de Aukerman), pequenos atropelos (no caso do Circle Jerks) e duas bandas mais do que capazes de justificarem seu renome e influ\u00eancia, o espet\u00e1culo conjunto dos dois grupos \u00e9 totalmente compat\u00edvel com o car\u00e1ter hist\u00f3rico destacado por Keith na abertura da noite. Nada dura para sempre, infelizmente; aqueles que foram capazes de testemunhar a hist\u00f3ria sendo feita (e aqueles que, com sorte, ainda ser\u00e3o) podem dizer, com conhecimento de causa, conhecer o impacto e a relev\u00e2ncia que s\u00f3 o poder de can\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas, sinceras e recheadas de peso e melodia s\u00e3o capazes de conter \u2013 e que nenhum percal\u00e7o, no palco ou fora dele, ser\u00e1 capaz de apagar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Circle Jerks - Moral Majority, Don&#039;t Care, Live Fast Die Young (Ao Vivo Terra SP S\u00e3o Paulo 14\/12\/24)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5Y0DDgQyuk0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Circle Jerks - Under the Gun (Ao Vivo no Terra SP - S\u00e3o Paulo - 14\/12\/24)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bB4lenzVIZ8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Descendents - Kabuki Girl (Ao Vivo no Terra SP - S\u00e3o Paulo - 14\/12\/24)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UIfSJmO0tVs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Descendents - Good Good Things (Ao Vivo no Terra SP - S\u00e3o Paulo - 14\/12\/24)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hP-1BrwYVCI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a> \u00e9 professor, tradutor, m\u00fasico, escritor e estudante de Jornalismo. V\u00eddeos do canal <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@PunkRockVidz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PunkRockVidz<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com duas figuras frontais d\u00edspares, mesmo que muito compat\u00edveis (a acidez de Morris contra o carisma jovial de Aukerman), o espet\u00e1culo conjunto dos dois grupos foi plenamente satisfat\u00f3rio.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/16\/descendents-e-circle-jerks-conduzem-uma-verdadeira-aula-de-historia-do-punk-rock-ao-vivo-em-sao-paulo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":134,"featured_media":86035,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6945,1543],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86034"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86034"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86034\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":86044,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86034\/revisions\/86044"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86035"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86034"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86034"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86034"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}