{"id":85807,"date":"2024-12-06T07:00:00","date_gmt":"2024-12-06T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=85807"},"modified":"2025-01-12T13:48:45","modified_gmt":"2025-01-12T16:48:45","slug":"musica-pique-de-dora-morelenbaum-e-um-trabalho-luxuoso-complexo-e-criativo-sem-deixar-de-ser-pop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/06\/musica-pique-de-dora-morelenbaum-e-um-trabalho-luxuoso-complexo-e-criativo-sem-deixar-de-ser-pop\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: &#8220;PIQUE&#8221;, de Dora Morelenbaum, \u00e9 um trabalho luxuoso, complexo e criativo sem deixar de ser pop"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De tempos em tempos temos as palavras da moda, tend\u00eancia que se amplificou e se tornou mais veloz nas redes sociais. Entre as muitas dos \u00faltimos anos, um estrangeirismo que se tornou usual no portugu\u00eas foi \u201cnepobaby\u201d. Em tradu\u00e7\u00e3o literal, os \u201cfilhos do nepotismo\u201d, isto \u00e9, jovens que se favoreceram pelo status e poder social e financeiro de seus pais. Desde que o mundo \u00e9 mundo que filhos de ricos &amp; famosos se aproveitaram das benesses e facilidades promovidas pelos seus pais, e no mundo das artes isso n\u00e3o \u00e9 diferente. E rapidamente conseguimos lembrar de uma s\u00e9rie de nomes de atores, cantores e outros artistas nepobabys que n\u00e3o nos ofereceram nada, nem talento, nem carisma, nada de relevante, mas ainda assim seguem ocupando espa\u00e7os importantes na TV, no cinema e nos palcos, ganhando tanta grana quanto seus pais \u2013 e \u00e0s vezes at\u00e9 mais que eles. Por outro lado, podemos pensar em nomes incr\u00edveis que nasceram tamb\u00e9m em ber\u00e7os art\u00edsticos, de Luis Fernando Verissimo a Liza Minelli, de Fernanda Torres a Gloria Pires. Por aqui somos do time que n\u00e3o acredita que talento art\u00edstico \u00e9 coisa inata, que se transfere pelos genes, pelo contr\u00e1rio, acreditamos que \u00e9 of\u00edcio de estudo, pesquisa e importante entrega. Por isso mesmo respeitamos aqueles nepobabys que se aproveitam de suas vantagens para explorar tudo de bom que esse universo pode ter. Se voc\u00ea tem f\u00e1cil acesso a grandes nomes e a importantes espa\u00e7os, por que voc\u00ea realmente n\u00e3o usa isso de forma s\u00e1bia? \u00c9, muita gente n\u00e3o usa\u2026 mas enfim, vamos falar de quem usa isso muito bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dora Morelenbaum \u00e9 filha do violoncelista e maestro Jaques Morelenbaum com a cantora Paula Morelenbaum. Para quem n\u00e3o \u00e9 do mundinho MPB, esses nomes podem at\u00e9 ser desconhecidos, pois o casal Morelenbaum nunca chegou a experimentar o sucesso popular no Brasil. De todo modo, os dois artistas s\u00e3o dos nomes mais respeitados da MPB nos \u00faltimos 30 anos, com carreira celebrada por artistas brasileiros e do exterior, com importantes colabora\u00e7\u00f5es com nomes como Ryuichi Sakamoto, Jo\u00e3o Donato, Maria Beth\u00e2nia, entre outros \u2013 Beth\u00e2nia, ali\u00e1s, brinca em um de seus discos ao vivo falando \u201cJaques Morelenbaum, o cello mais desejado do Brasil!\u201d. Jaques e Paula s\u00e3o dois artistas de talentos absurdos, que viajaram o mundo tocando ao lado de alguns dos mais importantes instrumentistas da atualidade \u2013 tanto da m\u00fasica brasileira quanto internacional. Dora aproveitou todos esses acessos para mergulhar em uma s\u00e9rie de refer\u00eancias e desenvolver desde ali uma rede de artistas talentos\u00edssimos em seu entorno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2020 surgiram os primeiros lan\u00e7amentos musicais de Dora, em projeto que j\u00e1 vinha sendo gestado antes ainda da pandemia de covid-19. Em 2021, ela lan\u00e7ou \u201cVento de Beirada\u201d, seu primeiro EP, um trabalho breve, mas que j\u00e1 apontava as qualidades de Dora como cantora, compositora e produtora. Ali j\u00e1 ficava claro o talento de Dora para encapsular refer\u00eancias cl\u00e1ssicas e ainda assim apontar o novo, dialogando com o presente, sem necessariamente se filiar \u00e0 nova moda do momento. Ainda em 2021, Dora se junta \u00e0 trupe que formou o Bala Desejo, esp\u00e9cie de supergrupo de talentos em ascens\u00e3o. No ano seguinte o grupo lan\u00e7a o disco \u201cSIM SIM SIM\u201d, via Coala Records, e, de forma divisiva, se torna uma esp\u00e9cie de sucesso indie, presente em in\u00fameros festivais e conseguindo uma interessante circula\u00e7\u00e3o por diferentes palcos. Apesar dos in\u00fameros detratores, Bala Desejo n\u00e3o era um trabalho art\u00edstico ruim, pelo contr\u00e1rio, tem uma qualidade interessant\u00edssima, por\u00e9m ainda soa como eterno pastiche de coisas que j\u00e1 existiram. A compara\u00e7\u00e3o com Doces B\u00e1rbaros, por exemplo, \u00e9 direta e sempre acontece, mas acaba sendo at\u00e9 injusta com os artistas da atualidade, pois ser comparado com o quarteto Maria Beth\u00e2nia, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa \u00e9 uma batalha que j\u00e1 nasce perdida. E j\u00e1 que entramos nessa correla\u00e7\u00e3o, \u00e9 interessante pensar que no supergrupo baiano dos anos 1970 havia uma equival\u00eancia: os quatro artistas t\u00eam um talento que se equipara, todos t\u00eam identidades pr\u00f3prias bem definidas e se agrupam numa intersec\u00e7\u00e3o entre seus talentos e num ajuste entre seus egos. J\u00e1 na incurs\u00e3o dos jovens do Bala Desejo fica clara uma disparidade, pois cada um traz sua bagagem art\u00edstica e cultural e, sem desmerecer o talento de nenhum deles \u2013 pois seus talentos individuais s\u00e3o ineg\u00e1veis \u2013, podemos ser sinceros e falar abertamente que Dora est\u00e1 em outro n\u00edvel, n\u00e3o podemos dizer que melhor ou maior que o de seus companheiros de banda, mas apenas podemos afirmar que \u00e9 um n\u00edvel diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este talento de Dora Morelenbaum agora se afirma e se apresenta de forma completa em seu disco de estreia \u201c<a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/pique-doramorelenbaum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PIQUE<\/a>\u201d (2024), trabalho que demorou a sair, mas que foi enfim lan\u00e7ado em outubro deste ano em parceria com os selos Coala Records (Brasil) e Mr Bongo (Reino Unido). O disco tem como espinha dorsal a can\u00e7\u00e3o, em um di\u00e1logo claro com a hist\u00f3ria desse formato dentro da MPB. Aqui o mais interessante \u00e9 que, diferente de muitas e muitos que bebem nos anos 1970, Dora parece trafegar por outros caminhos, mesclando bossa nova com a nov\u00edssima MPB dos anos 2010, conectando a MPB anos 1990 \u00e0 la Adriana Calcanhotto e Marisa Monte com a classe das cantoras mais lado B dos anos 1980. Ali\u00e1s, essas cantoras lado B dos anos 1980 parecem a melhor conex\u00e3o aqui; talvez elas nem sejam uma refer\u00eancia para Dora, mas o fato \u00e9 que a sua liberdade e sua naturalidade em bagun\u00e7ar g\u00eaneros sem crise, acabam remetendo \u00e0quelas cantoras que tiveram o or\u00e7amento e a liberdade de um momento de sucesso das gravadoras para poder investir em cancioneiros diversos e ricos, vide os discos de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/09\/04\/tres-shows-olivia-byington-e-a-barca-do-sol-peter-hook-the-light-exclusive-os-cabides\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Olivia Byington<\/a>, por exemplo \u2013 ali\u00e1s, se quisermos estender a corda, podemos at\u00e9 ir para os discos de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/04\/30\/tres-shows-na-ozzetti-amaro-freitas-e-otto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00e1 Ozzetti<\/a> na virada anos 80\/90.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85812\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/PIQUE-4000x4000px-copiar111.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/PIQUE-4000x4000px-copiar111.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/PIQUE-4000x4000px-copiar111-300x210.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/PIQUE-4000x4000px-copiar111-120x85.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fato \u00e9 que Dora soube usar seus acessos para construir um trabalho luxuoso, que respeita e celebra o trabalho de cada artista que comp\u00f5e esse processo. Todo seu entorno \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria recente da MPB, indo de nomes que est\u00e3o a\u00ed fazendo hist\u00f3ria h\u00e1 uns 30, 40 anos at\u00e9 outros que est\u00e3o construindo novidades e possibilidades nos \u00faltimos cinco, seis anos. Por exemplo, seu di\u00e1logo com os compositores de sua gera\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente rico, at\u00e9 porque, primeiramente, Dora \u00e9 uma compositora excelente. Ela consegue uma das coisas mais dif\u00edceis da composi\u00e7\u00e3o \u2013 ou da poesia como um todo \u2013, que \u00e9 se aventurar em temas que s\u00e3o banais\/cotidianos e que poderiam cair no limbo da obviedade e dos chav\u00f5es ou que poderiam se estender pelo campo do rebuscamento\/empolamento vazio, mas que em seus versos ganham o charme da simplicidade bem empregada \u2013 um luxo de grandes compositores da m\u00fasica popular. Dora consegue passear por cenas comuns e transform\u00e1-las em poesia interessante e pop, com profundidade, criatividade e sem cair no pretensioso. E, para al\u00e9m disso, ela ainda sabe se abrir para os versos e os universos de outros compositores, mostrando uma potencialidade de int\u00e9rprete que remete \u00e0s grandes cantoras da MPB \u2013 ser int\u00e9rprete \u00e9 outro n\u00edvel, ok, n\u00e3o \u00e9 meramente fazer covers, \u00e9 saber dar vida e seus pr\u00f3prios tons \u00e0s can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVenha Comigo\u201d, por exemplo, \u00e9 assinada por Sophia Chablau, nome criativo e vibrante da nova cena paulista, frontwoman da banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo (e tamb\u00e9m da Besouro Mulher). Com suas bandas, Sophia muitas vezes carrega as can\u00e7\u00f5es de humor, ironia e at\u00e9 um certo deboche, por\u00e9m quando interpretada por Dora vemos se desabrochar uma outra nuance: seus versos na voz de Dora nos levam por um caminho de romance, de sedu\u00e7\u00e3o, um charme completamente distinto das interpreta\u00e7\u00f5es originais de Sophia, \u00e9 como se a interpreta\u00e7\u00e3o de Dora nos apresentasse uma nova compositora, um outro universo de Sophia \u2013 e isso \u00e9 muito rico se pensarmos na hist\u00f3ria da m\u00fasica brasileira, com a quantidade de cantores-compositores que temos e que quase sempre acabavam compondo can\u00e7\u00f5es que eram essencialmente pensadas para outras int\u00e9rpretes e que n\u00e3o eram imaginadas em suas vozes. Para al\u00e9m de Sophia, as trocas de Dora com Z\u00e9 Ibarra e Tom Veloso tamb\u00e9m apresentam essas nuances entre a Dora cantora-compositora-int\u00e9rprete. Sua interpreta\u00e7\u00e3o de \u201cA Melhor Sa\u00edda\u201d, assinada por Tom, \u00e9 uma del\u00edcia, desvelando em seu canto um Tom Veloso bem mais acess\u00edvel e leve que suas intrincadas composi\u00e7\u00f5es iniciais pareciam apresentar. De todo modo, o que se destaca \u00e9 a parceria entre Dora e Tom: juntos eles assinam 5 das 11 can\u00e7\u00f5es do disco, em um encontro que poderia ser lido como o \u201cduo de nepobabys\u201d (Tom \u00e9 filho de Caetano Veloso e Paula Lavigne), mas que aqui trataremos como uma descoberta valiosa, pois em conjunto os dois artistas entregam can\u00e7\u00f5es de preciosa delicadeza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m desses encontros po\u00e9ticos, \u00e9 fundamental citar a produ\u00e7\u00e3o assinada por Ana Frango El\u00e9trico, em parceria com Dora. Ana \u00e9 nome constante na m\u00fasica alternativa brasileira dos \u00faltimos anos e isso tem um porqu\u00ea: \u00e9 artista de criatividade intensa, que sabe casar as refer\u00eancias do passado com as explora\u00e7\u00f5es do novo, originalidade que pode ser observada em seus trabalhos autorais, em suas parcerias musicais e em sua atua\u00e7\u00e3o como produtora. Ao lado de Dora, \u00e9 muito bonito observar como ela traz o seu olhar e suas perspectivas, mas ainda assim celebra e eleva a identidade de Dora. H\u00e1 aqui e ali os detalhes de Ana em \u201c<a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/pique-doramorelenbaum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PIQUE<\/a>\u201d, mas o resultado final \u00e9 100% um disco que reverbera a identidade autoral de Dora Morelenbaum. E nisso retornamos a uma afirma\u00e7\u00e3o l\u00e1 do in\u00edcio, a de que Dora sabe muito bem usar seus privil\u00e9gios de nepobaby. Al\u00e9m de mergulhar de cabe\u00e7a em todo o conhecimento que esse universo lhe proporcionou, a artista sabe bem demais como trocar com figuras centrais e referenciais desse universo. E aqui estamos falando de um refinamento muito especial, pois na pr\u00e1tica ela poderia ca\u00e7ar um feat. que trouxesse buzz ao disco, poderia conseguir alguma can\u00e7\u00e3o de algum medalh\u00e3o da MPB ou poderia pedir o aval\/a chancela de algum desses grand\u00f5es, pois ela tem acesso a todos eles, mas n\u00e3o, ela vai por um caminho interessant\u00edssimo, trazendo alguns dos maiores instrumentistas desse pa\u00eds para criar uma cama luxuosa para o seu canto. Tanto que ao navegarmos pelos cr\u00e9ditos teremos assinaturas como S\u00e9rgio Machado na bateria (colaborador do Met\u00e1 Met\u00e1 e Maria Beraldo) e Alberto Continentino no baixo (colaborador de Adriana Calcanhoto, Ed Motta e Milton), a poderosa Josyara no viol\u00e3o, the one and only Marcelo Costa (experiente baterista e percussionista, um dos queridinhos da banda de Beth\u00e2nia) fazendo percuss\u00e3o e at\u00e9 Paula Morelenbaum creditada por seu assovio em \u201cCaco\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, dito tudo isso, voc\u00ea leitor pode at\u00e9 pensar que exageramos na dose, que Dora pode ser amor passageiro de um ver\u00e3o, por\u00e9m num Brasil de cantoras, em que as novatas sempre soam como pastiche de algu\u00e9m \u2013 vide as muitas c\u00f3pias de Gal, Marisa Monte e at\u00e9 mesmo C\u00e9u \u2013, \u00e9 de se celebrar uma cantora, compositora e int\u00e9rprete que cria seu pr\u00f3prio rumo. Dora Morelenbaum sabe dialogar com seus pares na mesma medida em que consegue olhar para o passado com sabedoria \u2013 sem rever\u00eancias subservientes. E por isso tudo, seu disco \u201c<a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/pique-doramorelenbaum\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PIQUE<\/a>\u201d se revela audi\u00e7\u00e3o envolvente, que consegue ser complexo e criativo sem jamais deixar de ser pop, cantarol\u00e1vel e com as caracter\u00edsticas que o levariam a ser um hit das FMs nos tempos em que as r\u00e1dios ainda eram ponto de refer\u00eancia. Torcemos para que algum fato interessante fa\u00e7a de Dora uma paix\u00e3o nacional, mas tamb\u00e9m j\u00e1 seremos felizes se ela se tornar musa indie, s\u00f3 queremos mesmo \u00e9 que ela seja ouvida por quem est\u00e1 aberto para seu universo de encontros, desencontros, paix\u00f5es e solid\u00f5es. Por isso, ou\u00e7a o disco de peito aberto (s\u00f3 dar play abaixo), <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/23\/ao-vivo-dora-morelenbaum-apresenta-em-lisboa-o-seu-album-de-estreia-destilando-confianca-e-boas-vibracoes\/\">e tente v\u00ea-la ao vivo<\/a> deixando seu lado mais rom\u00e2ntico agir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"PIQUE\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_mhN8NKhmZGdtVetvRFIp3jb8jYapW41ro\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista<\/em>\u00a0e<em>\u00a0escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Faz parte do\u00a0<a href=\"http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNGttyQx5OWOAKRyi7iGq8E4oacvuw\">Podcast Vamos Falar Sobre M\u00fasica<\/a>\u00a0e colabora com o\u00a0<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/monkeybuzz.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFjG1FOw9vBGrawiUhocH4mshwTtw\">Monkeybuzz<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistabalaclava.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/revistabalaclava.com\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFqHswo4qEcyg8fw9VPM8IWsRH5oQ\">Revista Balaclava<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dora sabe muito bem usar seus privil\u00e9gios de nepobaby, e isso fica claro em &#8220;PIQUE&#8221;, um disco cantarol\u00e1vel e com as caracter\u00edsticas que o levariam a ser um hit das FMs nos tempos em que as r\u00e1dios ainda eram ponto de refer\u00eancia.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/06\/musica-pique-de-dora-morelenbaum-e-um-trabalho-luxuoso-complexo-e-criativo-sem-deixar-de-ser-pop\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":85811,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7049],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85807"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85807"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85807\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85813,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85807\/revisions\/85813"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85811"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}