{"id":85739,"date":"2024-12-02T00:02:00","date_gmt":"2024-12-02T03:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=85739"},"modified":"2025-02-08T00:19:33","modified_gmt":"2025-02-08T03:19:33","slug":"antiprisma-se-reinventa-no-novo-album-coisas-de-verdade-elisa-e-victor-comentam-o-disco-faixa-a-faixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/02\/antiprisma-se-reinventa-no-novo-album-coisas-de-verdade-elisa-e-victor-comentam-o-disco-faixa-a-faixa\/","title":{"rendered":"Antiprisma se reinventa no disco &#8220;Coisas de Verdade\u201d. Elisa e Victor comentam o novo \u00e1lbum faixa a faixa"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><br \/>\nfotos de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/elisa_moos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elisa Moos<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/victorsjose\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Victor Jos\u00e9<\/a>, do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/antiprisma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Antiprisma<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em novembro deste ano, a banda Antiprisma \u2013 formada originalmente por Elisa Moos e Victor Jos\u00e9 \u2013 liberou seu mais recente trabalho, o \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/distro.ffm.to\/coisas-de-verdade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Coisas de Verdade<\/a>\u201d (2024). Depois do EP \u201cAntiprisma\u201d (2014) e dos discos \u201cPlanos para Esta Encarna\u00e7\u00e3o\u201d (2016) e \u201cHemisf\u00e9rios\u201d (2019), o grupo se prop\u00f4s a criar uma obra que fosse real, humana e sincera sem qualquer pretens\u00e3o de capturar o ouvinte que n\u00e3o fosse por meio da pr\u00f3pria m\u00fasica e poesia. Segundo a dupla, a ideia sempre foi elaborar um \u00e1lbum que soasse vivo, sem subterf\u00fagios, e que comunicasse sentimentos com quem quer que se deparasse com essas faixas. \u201cAs can\u00e7\u00f5es devem bastar, ou melhor, as can\u00e7\u00f5es precisam bastar\u201d. E assim, &#8220;Coisas de Verdade\u201d faz jus ao seu nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como a dupla <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/05\/31\/entrevista-antiprisma-lanca-single-vampiros-e-numa-agradavel-conversa-de-mesa-de-bar-conta-detalhes-do-proximo-disco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">j\u00e1 tinha adiantado ao S&amp;Y em um entrevist\u00e3o<\/a> publicado meses atr\u00e1s, \u201c<a href=\"https:\/\/distro.ffm.to\/coisas-de-verdade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Coisas de Verdade<\/a>\u201d representa uma mudan\u00e7a significativa na din\u00e2mica do Antiprisma: pela primeira vez, Elisa e Victor abriram seu processo criativo para outros m\u00fasicos, permitindo que a composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum se transformasse em uma grande experi\u00eancia colaborativa. Ana Zumpano e Beeau Gomez (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/03\/11\/entrevista-retrato-equilibra-psicodelia-pop-e-experimentalismo-em-o-enigma-de-um-dia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">da banda irm\u00e3 Retrato<\/a>) se juntaram oficialmente ao projeto (assumindo bateria\/vocais e baixo, respectivamente) e essa uni\u00e3o de quatro talentos e express\u00f5es gerou uma energia de banda ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo de grava\u00e7\u00e3o de \u201c<a href=\"https:\/\/distro.ffm.to\/coisas-de-verdade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Coisas de Verdade<\/a>\u201d tamb\u00e9m contou com as participa\u00e7\u00f5es especiais de Bemti (vocais e viola caipira), Z\u00e9 Antonio Algodoal (do Pin Ups, guitarra), M\u00e1rio Manga (violoncelo) F\u00e1bio Tagliaferri (viola de arco), F\u00e1bio Cardelli (ronroco) e Z\u00e9 Mazzei (do Forgotten Boys, no contrabaixo ac\u00fastico). O resultado foi um som mais amplo e org\u00e2nico, como se fosse justamente para dar uma boa resposta \u00e0 pergunta: \u201ccomo Antiprisma soaria com uma banda completa?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste faixa a faixa exclusivo, Elisa Moos e Victor Jos\u00e9 nos conduzem pela sonoridade, hist\u00f3rias e peculiaridades de \u201c<a href=\"https:\/\/distro.ffm.to\/coisas-de-verdade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Coisas de Verdade<\/a>\u201d, mostrando que este \u00e9 um disco que pede para ser ouvido com aten\u00e7\u00e3o, para que a beleza e profundidade de suas composi\u00e7\u00f5es se revelem aos poucos. Para completar essa imers\u00e3o, o grupo pretende em breve lan\u00e7ar a obra tamb\u00e9m em vinil, para traduzir a proposta do \u00e1lbum em uma ess\u00eancia ainda mais concreta, de algo &#8220;feito para durar&#8221;. Mas enquanto aguardamos esse disco f\u00edsico, leia o faixa a faixa abaixo, aperte o play e mergulhe nesta jornada musical e profundamente humana.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"ANTIPRISMA \u2013 Coisas de Verdade (\u00e1lbum completo)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/i23lz7p3eLA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) \u201cQue Seja\u201d &#8211;<\/strong> Elisa Moos: Essa m\u00fasica veio de uma levada que fiz no viol\u00e3o e estava tocando \u00e0 toa na afina\u00e7\u00e3o CACGCE. A partir disso o Victor fez a linha dele e fizemos a melodia e algumas partes da letra. Est\u00e1vamos ouvindo muito R.E.M nessa \u00e9poca, e com certeza foi uma influ\u00eancia importante, e acho que ela tem uma cara meio anos 1990. At\u00e9 mesmo o nome &#8220;Que Seja&#8221; \u00e9 uma coisa meio &#8220;whatever&#8221;, bem jovem noventista, rs. Ela \u00e9 uma das faixas que remetem bastante <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/11\/tres-cds-moromo-dillo-antiprisma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ao come\u00e7o do Antiprisma<\/a>. Se fosse ac\u00fastica, poderia estar no nosso disco &#8220;Planos Para Esta Encarna\u00e7\u00e3o&#8221;. Mas desde o come\u00e7o da composi\u00e7\u00e3o dela quer\u00edamos que fosse com guitarras, banda completa e pensamos muito nela com uma sonoridade do \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/04\/26\/sky-blue-sky-um-disco-setentao-para-2007\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sky Blue Sky<\/a>\u201d do Wilco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Que seja\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xogZYQVv6RU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) \u201cEuforia\u201d &#8211;<\/strong> Victor Jos\u00e9: Eu tinha essa quase que toda composta h\u00e1 um bom tempo, antes mesmo de existir Antiprisma. Lembro que foi uma das m\u00fasicas que fiz mais r\u00e1pido na vida, uns 15 minutos e ela j\u00e1 tinha essa cara. Saiu a melodia meio que junto com a letra e tudo. Quando est\u00e1vamos pensando em gravar o \u00e1lbum eu lembrei dela, e assim que mostrei pra Elisa ela j\u00e1 se animou. Mudamos algumas coisas na letra e come\u00e7amos a levantar o arranjo. Lembro que foi a primeira m\u00fasica que ensaiamos nesse per\u00edodo de pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o, eu, Elisa e Ana. O Beeau entraria pra banda alguns dias depois. Gosto muito daquele vazio do in\u00edcio, aquele som seco que a gente tentou imprimir em boa parte do disco. O impacto das cordas do [M\u00e1rio] Manga e do F\u00e1bio [Tagliaferri] no final \u00e9 tipo a &#8220;cereja do bolo&#8221;. Me arrepiei na primeira vez que ouvi tudo junto. Acho que tem muito dessas curvas dram\u00e1ticas em todo o disco.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Euforia\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QijMBIziocE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) \u201cVampiros\u201d &#8211;<\/strong> Elisa Moos: Talvez a faixa mais p\u00f3s-punk do disco. Assim que ela surgiu n\u00f3s sentimos que ela pedia uma atmosfera mais noturna. O Victor tinha essa base na viola e eu fiz a melodia, a partir da\u00ed fizemos uma letra que contemplasse a vibe que quer\u00edamos transmitir com ela. Depois chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que no fim das contas est\u00e1vamos falando de coisas do universo dos vampiros. Ela \u00e9 uma das composi\u00e7\u00f5es mais recentes do disco, terminamos ela depois que come\u00e7amos a gravar. A bateria da Ana trouxe muito da refer\u00eancia que pensamos, meio Joy Division com Sonic Youth, e o baixo do Beeau no refr\u00e3o \u00e9 bem mel\u00f3dico e sombrio. Eu adoro essa m\u00fasica. Tanto eu quanto o Victor gostamos muito de p\u00f3s-punk e raramente t\u00ednhamos oportunidade de expressar essas refer\u00eancias de maneira t\u00e3o direta nas m\u00fasicas do Antiprisma, que geralmente t\u00eam uma associa\u00e7\u00e3o mais solar &#8211; pelo menos \u00e0 primeira &#8220;ouvida&#8221;. Uma coisa interessante tamb\u00e9m \u00e9 que no fim dessa m\u00fasica colocamos alguns sons sobrepostos com o ru\u00eddo das guitarras &#8211; um deles \u00e9 o Vin\u00edcius de Moraes recitando &#8220;O Dia da Cria\u00e7\u00e3o&#8221; tocado no vinil, com umas partes ao contr\u00e1rio, e outro \u00e9 um trecho de uma entrevista da Hilda Hilst, que termina falando &#8216;me ajude&#8217;. Isso foi dito num sonho pra mim.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Vampiros\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/G8dyeo7DKD4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) \u201cSaturnino\u201d &#8211;<\/strong> Victor Jos\u00e9: A gente ensaiou essa m\u00fasica vez ou outra desde o in\u00edcio do Antiprisma, mas ela sempre acabava ficando de fora dos nossos discos, mesmo a gente curtindo bastante. No fundo \u00e9 porque a gente sabia que essa deveria ser com cordas e contar com um arranjo mais orientado pra isso. Sempre fui muito f\u00e3 dessas m\u00fasicas de baroque pop dos anos 1960, e o Love \u00e9 uma banda que sempre me inspirou, principalmente o \u00e1lbum \u201cForever Changes\u201d, que tem muito disso de folk rock com cordas. A vibe vem principalmente da\u00ed. Chamamos Manga e F\u00e1bio [Tagliaferri] pra tocar nessa tamb\u00e9m e tive o privil\u00e9gio de escrever esse arranjo pra eles. Ficou uma coisa linda, s\u00e9ria, trouxe um tipo de cor que ainda n\u00e3o tinha percebido em nenhuma outra m\u00fasica do Antiprisma. N\u00e3o parece, mas tem doze vozes nessa m\u00fasica e quatro linhas vocais diferentes. A ideia era n\u00e3o parecer mesmo e ficar essa coisa meio se deteriorando de um jeito bonito. O velho da letra \u00e9 real e eu vi esse senhor totalmente an\u00f4nimo que me inspirou. Fiquei muito satisfeito pelo que ela se tornou. E pensar que a gente quase desistiu dessa m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Saturnino\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cyz2WLp1oEw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) \u201cCoisas de Verdade\u201d &#8211;<\/strong> Elisa Moos: Essa foi a \u00faltima faixa que compusemos e gravamos do disco. Acho que \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o mais diferente do que j\u00e1 hav\u00edamos feito antes. A primeira coisa que veio desta m\u00fasica foi um beat que o Victor fez. A partir dele, ele fez a base na viola caipira. Depois, para gravar, n\u00f3s (eu, Victor, Ana e Beeau) reproduzimos o beat com &#8220;coisas de verdade&#8221;, por exemplo batendo chinelos, fechando um livro, batendo numa panela com \u00e1gua e o som de arroz sendo despejado. Gravamos esse sample no dia 1\u00ba de janeiro de 2024, ainda meio virados do reveill\u00f3n aqui em casa. Tem muito daquela sonoridade dos samples dos Tit\u00e3s da fase &#8220;Jesus N\u00e3o Tem Dentes No Pa\u00eds dos Banguelas&#8221; e &#8220;\u00d5 Blesc Blom&#8221;. O Victor fez a letra, e talvez seja uma das minhas letras favoritas do disco &#8211; essa frase &#8220;o devagar depressa dos tempos&#8221; ele pegou emprestado do Guimar\u00e3es Rosa, do conto &#8220;A Terceira Margem do Rio&#8221;, e acho de uma profundidade absurda. A Ana canta junto comigo nessa faixa, nossas vozes formaram um un\u00edssono que deu um efeito muito bonito.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Coisas de verdade\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KP1qSjQzFIM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) \u201cS\u00e3o Duas Horas e Est\u00e1 Tudo Bem\u201d &#8211;<\/strong> Victor Jos\u00e9: Quando ela saiu eu achei que essa melodia j\u00e1 existia, fiquei desconfiado. Mostrava pras pessoas e perguntava se j\u00e1 tinham ouvido. Eu adoro essa, a levada, o riff, o jeito que as nossas vozes e guitarras se misturam. Gosto de como ela \u00e9 direta, simples, essa coisa power pop meio Teenage Fanclub, Big Star&#8230; Escolhemos essa como primeiro single do \u00e1lbum porque achamos que ela resume muito bem a pegada do disco, e tamb\u00e9m porque \u00e9 um bom exemplo do que \u00e9 o &#8220;Antiprisma el\u00e9trico&#8221;. Logo depois que saiu algumas pessoas vieram comentar com a gente como essa melodia gruda na cabe\u00e7a. Gosto disso! Tocar ela ao vivo \u00e9 sempre um momento especial.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"S\u00e3o duas horas e est\u00e1 tudo bem\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CWoeOKx2JAo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) \u201cWilma Miragem\u201d &#8211;<\/strong> Elisa Moos: Eu tinha essa m\u00fasica faz alguns anos, e nunca pensei que usaria no Antiprisma. Ela tinha uma letra em ingl\u00eas e o arranjo era diferente. Fizemos um arranjo com uma atmosfera meio misteriosa, sombria e meio Velvet Underground, era o som que essa m\u00fasica precisava para existir no mundo. O Z\u00e9 Mazzei (Forgotten Boys) toca baixo ac\u00fastico, que deixa ainda mais &#8220;clim\u00e3o&#8221; e o Beeau toca uma handpan no come\u00e7o. Ele gravou no banheiro, por isso tem aquele som cheio de reverb. Al\u00e9m do Victor na viola caipira, tem tamb\u00e9m o F\u00e1bio Cardelli no ronroco. Essa faixa me lembra algumas coisas do Dead Can Dance tamb\u00e9m. Gosto muito de como gravamos ela, ao vivo e de forma bem livre. Nas nossas cabe\u00e7as, Wilma Miragem \u00e9 uma cartomante, mas entenda o que quiser\u2026<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Wilma miragem\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XwNgIj0PQc8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) \u201cUm Rosto Desconhecido na Esquina\u201d &#8211;<\/strong> Victor Jos\u00e9: Nossa m\u00fasica mais longa, com mais de oito minutos. Lembro que quando come\u00e7amos a compor ela a ideia era que fosse na viola, mas assim que fui pra guitarra ela se estruturou melhor. Eu amo o contraste que tem nessa m\u00fasica, aqueles breques no meio do riff e o fato de ter duas partes t\u00e3o distintas. A primeira parte, pra mim, carrega um pouco daquela f\u00f3rmula m\u00e1gica do Kurt, Pixies e afins, que brinca com a din\u00e2mica da m\u00fasica sujando e limpando as guitarras, tipo uma gangorra. Na segunda parte a coisa come\u00e7a meio progressiva e vai dar em um noise de leve. O Z\u00e9 Ant\u00f4nio Algodoal (Pin Ups) participou dessa e colocou v\u00e1rias e v\u00e1rias camadas de guitarra com EBow, que \u00e9 aquele neg\u00f3cio que faz a guitarra soar com um sustain infinito, tipo o que voc\u00ea ouve na &#8220;Heroes&#8221; do Bowie, por exemplo. N\u00e3o sei dizer qual \u00e9 a minha favorita ou qual a melhor grava\u00e7\u00e3o desse \u00e1lbum, mas posso dizer que esse take \u00e9 incr\u00edvel. N\u00f3s quatro tocando ao vivo, no maior feeling.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Um rosto desconhecido na esquina\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bSMglJFBe-4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) \u201cTente N\u00e3o Esquecer\u201d &#8211;<\/strong> Victor Jos\u00e9: A letra saiu muito r\u00e1pido. Sempre sei o que eu quis dizer em todas as letras que fiz, e mesmo que subjetivamente, elas t\u00eam um significado que consigo pegar f\u00e1cil, mas essa ainda \u00e9 um mist\u00e9rio. N\u00e3o sei exatamente se ela \u00e9 um mon\u00f3logo, um serm\u00e3o ou di\u00e1logo. Lembro que na \u00e9poca eu estava lendo &#8220;Amavisse&#8221;, da Hilda Hilst, o que me inspirou muito, e por muito pouco a m\u00fasica n\u00e3o se chama &#8220;Porisso&#8221;, que \u00e9 um neologismo que ela costumava usar. Desde a primeira vez que ouvi a demo que fizemos eu pensei no Bemti cantando e a Elisa concordou logo de cara. Foi a pr\u00f3pria m\u00fasica quem pediu, e isso \u00e9 muito valioso quando acontece. Ela ficou com essa pegada totalmente can\u00e7\u00e3o, bem do jeito das nossas primeiras grava\u00e7\u00f5es, aquele ar de trovador. Mas tem tamb\u00e9m aquele monte de guitarras que a Elisa colocou e que me faz lembrar um ar de sonho. Tem uma coisa sutil e que fui notar s\u00f3 quando a gente gravou, que \u00e9 o fato de serem duas pessoas cantando e tocando viola caipira num contexto indie, o que \u00e9 raro de acontecer. Acho que se algu\u00e9m se deparar primeiro com essa faixa, talvez n\u00e3o entenda do que se trata todo o resto do disco, mas se ouvir na ordem e encerrar com ela, vai entender perfeitamente por que ela est\u00e1 ali. Pra gente ela soa como um ep\u00edlogo do \u00e1lbum. Gosto muito dessa, tanto que lan\u00e7amos antes como single e com um clipe.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"ANTIPRISMA \u2013 Tente N\u00e3o Esquecer part. BEMTI (videoclipe)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Y01FVAtY5WU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de John Di Lallo.&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Elisa Moos e Victor Jos\u00e9 nos conduzem pela sonoridade, hist\u00f3rias e peculiaridades de \u201cCoisas de Verdade\u201d, mostrando que este \u00e9 um disco que pede para ser ouvido com aten\u00e7\u00e3o&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/02\/antiprisma-se-reinventa-no-novo-album-coisas-de-verdade-elisa-e-victor-comentam-o-disco-faixa-a-faixa\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":85744,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[856],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85739"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85739"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85739\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85747,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85739\/revisions\/85747"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85744"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85739"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85739"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85739"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}