{"id":85731,"date":"2024-12-02T00:01:00","date_gmt":"2024-12-02T03:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=85731"},"modified":"2025-02-09T22:26:27","modified_gmt":"2025-02-10T01:26:27","slug":"entrevista-chris-spencer-fala-sobre-o-novo-disco-do-human-impact-o-legado-do-unsane-e-a-cena-de-nova-york","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/02\/entrevista-chris-spencer-fala-sobre-o-novo-disco-do-human-impact-o-legado-do-unsane-e-a-cena-de-nova-york\/","title":{"rendered":"Entrevista: Chris Spencer fala sobre o novo disco do Human Impact, o legado do Unsane e a cena de Nova York"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde a sua cria\u00e7\u00e3o em 2019 por Chris Spencer e Jim Coleman, o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/humanimpactband\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Human Impact<\/a> j\u00e1 chama a aten\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o apenas por inicialmente contar com integrantes que tocam ou j\u00e1 tocaram em bandas ic\u00f4nicas de Nova York como Unsane, Cop Shoot Cop e Swans, mas por terem lan\u00e7ado um dos melhores discos daquele j\u00e1 long\u00ednquo ano, que parece ter ficado em outro s\u00e9culo depois de tudo que aconteceu de 2020 para c\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De l\u00e1 para c\u00e1, a banda lan\u00e7ou mais alguns EPs e passou por mudan\u00e7as importantes em sua forma\u00e7\u00e3o. Chris e Jim continuam \u00e0 frente da guitarra \/ vocal e teclado \/ samplers, respectivamente, mas agora ganharam a companhia do baterista Jon Syverson (ex-Daughters), e do baixista Eric Cooper (ex-Made Out of Babies), que tamb\u00e9m tocam com Chris na nova vers\u00e3o do Unsane e substituem no Human Impact a dupla Phil Puleo e Chris Pravdica, que antes tocava no Swans ao lado de Michael Gira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado no in\u00edcio de outubro, mais uma vez pela Ipecac Recordings, o segundo full da banda, <a href=\"https:\/\/humanimpact.lnk.to\/gonedark\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cGone Dark\u201d<\/a>, consolida o quarteto como um dos principais nomes de noise rock\/metal da atualidade. Com um som mais \u201cvivo\u201d e pesado do que nos trabalhos anteriores, o grupo entrega um dos melhores \u00e1lbuns de 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, Chris fala sobre o novo disco do Human Impact e como foi sua grava\u00e7\u00e3o no Texas, explica a mudan\u00e7a de forma\u00e7\u00e3o na banda, comenta sobre a fase atual do Unsane e relembra um pouco sobre o in\u00edcio de carreira com o grupo na efervescente cena de Nova York dos anos 1980, al\u00e9m de revelar como conheceu Derrick Green antes do vocalista entrar para o Sepultura. Confira a seguir!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Gone Dark\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_mNzmrtVZK-X_GnHR-IF70kNOCSVo-7llQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea viveu muitos anos em Nova York e agora est\u00e1 na Calif\u00f3rnia. E os outros integrantes do Human Impact vivem em diferentes lugares do pa\u00eds tamb\u00e9m, certo?<\/strong><br \/>\nSim, estamos em todos os lados. O Jim (Coleman, efeitos e sintetizadores, ex-Cop Shoot Cop) vive em Savannah, na Georgia, O Jon (Syverson, baterista, ex-Daughters) est\u00e1 no Maine e o (Eric) Cooper (baixista, ex-Made Out of Babies) em Austin, no Texas. Ent\u00e3o n\u00f3s estamos em todas as diferentes costas, em todos os lugares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como \u00e9 isso para voc\u00ea? Porque voc\u00ea esteve com o Unsane em Nova York por d\u00e9cadas, como uma \u201cunidade fechada\u201d, digamos. O quanto \u00e9 diferente agora para voc\u00ea ter uma banda que fica espalhada por todo o pa\u00eds?<\/strong><br \/>\nBem, uma coisa com o Unsane \u00e9 que est\u00e1vamos tendo problemas para nos encontrarmos com a banda nos \u00faltimos tempos porque o Vinny (Signorelli), nosso baterista, se mudou para o M\u00e9xico. E o Dave (Curran), nosso baixista, mudou-se para a It\u00e1lia. Ent\u00e3o eram tr\u00eas pa\u00edses diferentes (risos). Foi realmente como \u201cOh meu Deus\u201d. E ent\u00e3o voc\u00ea tinha que juntar todo mundo para conseguir tocar. Era apenas rid\u00edculo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E essa foi uma das raz\u00f5es que fez voc\u00ea querer seguir com diferentes projetos?<\/strong><br \/>\nBom, eu e o Jim Coleman somos bons amigos h\u00e1 muito tempo. Seguimos caminhos separados por um per\u00edodo, fazendo muitas turn\u00eas. O Jim tocava em uma banda chamada Cop Shoot Cop (nota: cl\u00e1ssica banda noise de Nova York dos anos 1980\/90), ent\u00e3o eles tamb\u00e9m estavam em turn\u00ea, n\u00f3s n\u00e3o nos v\u00edamos, e os anos se passaram, mas eu e Jim somos amigos desde antes de estarmos nessas bandas. E eu sempre quis ter uma banda com ele. Para mim, ele \u00e9 uma esp\u00e9cie de g\u00eanio. Quando o Cop Shoot Cop acabou e o Unsane ainda estava tocando, cheguei a tentar colocar o Jim na banda, por volta de 1997. Mas os outros caras apenas disseram \u201cN\u00e3o, n\u00e3o\u201d. N\u00f3s est\u00e1vamos trabalhando pra cacete, fazendo turn\u00eas o tempo todo. Ent\u00e3o era algo que poderia atrasar um pouco a nossa agenda, de qualquer maneira. Mas eu sempre quis estar em uma banda com o Jim. Ele foi ver um show do Unsane no Saint Vitus, no Brooklyn, em 2017 e veio falar comigo, algo como \u201cEi, n\u00e3o nos vemos h\u00e1 algum tempo. Voc\u00ea quer escrever algumas m\u00fasicas comigo?\u201d, e eu fiquei, tipo \u201cSim, claro\u201d. Ent\u00e3o quando eu terminei aquela turn\u00ea, n\u00f3s come\u00e7amos a enviar ideias um para o outro e a meio que escrever algumas coisas juntos. Ent\u00e3o o Phil Puleo e o Chris Pravica, do Swans \u2013 ali\u00e1s, o Phil tamb\u00e9m tocou no Cop Shoot Cop \u2013 ficaram dispon\u00edveis de repente, porque o Michael Gira, l\u00edder do Swans, decidiu que queria uma nova forma\u00e7\u00e3o para a banda. E o Jim, que mantinha contato com eles, disse \u201cEi, temos um baixista e um baterista\u201d e eu tamb\u00e9m os conhecia h\u00e1 bastante tempo. Come\u00e7amos a tocar essas m\u00fasicas com eles, fizemos um monte de coisas, lan\u00e7amos o disco e a\u00ed a pandemia aconteceu e encerrou tudo. T\u00ednhamos tr\u00eas ou quatro turn\u00eas para fazer, todos os tipos de coisas e de repente nada disso estava acontecendo. E a pandemia durou mais do que qualquer um pensava. As turn\u00eas foram adiadas, adiadas mais uma vez e depois canceladas. Fizemos uma turn\u00ea pelo meio oeste dos EUA no meio do inverno e ent\u00e3o veio a \u00d4micron, aquela variante da Covid. Ent\u00e3o voc\u00ea estava no meio do inverno, com a \u00d4micron circulando, todo mundo usando m\u00e1scaras nos shows, todo mundo ficando doente, incluindo o Jim. Ent\u00e3o tivemos uma turn\u00ea europeia depois que tudo meio que voltou a abrir, mas a Covid ainda estava por a\u00ed e o Jim ficou doente, provavelmente no segundo ter\u00e7o da turn\u00ea e acabamos tendo que cancelar 6 shows no final da turn\u00ea porque o Jim estava muito doente. Ent\u00e3o, de qualquer forma, me desculpe pela longa hist\u00f3ria, mas em um n\u00edvel muito b\u00e1sico, eu sempre quis tocar em uma banda com o Jim e a Ipecac estava disposta a lan\u00e7ar todas as coisas que fizemos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Human Impact &quot;Corrupted&quot;\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9vkeQFn9eQU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Neste novo disco do Human Impact, voc\u00ea tem o Eric (Cooper) no baixo e Jon (Syverson) na bateria, que tamb\u00e9m tocaram recentemente com voc\u00ea numa \u201cnova vers\u00e3o\u201d do Unsane em que voc\u00eas fizeram shows focados apenas nos primeiros materiais da banda.<\/strong><br \/>\nSim! Durante a pandemia, eu, o Jon e o Cooper come\u00e7amos a tocar. E o meu empres\u00e1rio do Unsane conseguiu de volta os direitos de todas as coisas, todas as m\u00fasicas. Ent\u00e3o ficamos pensando \u201cOk, vamos relan\u00e7ar as primeiras coisas\u201d. E eu encontrei o Jon e o Cooper depois de um ensaio e falei \u201cPor que n\u00e3o tocamos as primeiras coisas do Unsane e talvez a gente possa sair para fazer alguns shows?\u201d. Mas isso acabou sendo como tr\u00eas ou quatro turn\u00eas (risos). N\u00f3s fizemos um show e, de repente, foi como se todas essas pessoas quisessem que f\u00f4ssemos tocar essas m\u00fasicas para elas. Ent\u00e3o fizemos isso. E a\u00ed surgiu a turn\u00ea do Human Impact na Europa e eu apenas disse a esses caras, porque somos realmente bons amigos: \u201cEi, nos ajudem a\u00ed fazendo a turn\u00ea do Human Impact\u201d. Ent\u00e3o eles fizeram os shows e, obviamente, voc\u00ea sabe, depois foi algo como \u201cEi, pessoal, vamos fazer um novo disco de Human Impact\u201d. Porque j\u00e1 fazia um tempo, durante a pandemia n\u00f3s meio que ficamos \u201cUh, que porra \u00e9 essa?\u201d. A\u00ed eu comecei a fazer as coisas com o Unsane e depois voltei ao Human Impact.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como essa nova forma\u00e7\u00e3o influenciou voc\u00eas neste \u00e1lbum? Porque o primeiro disco \u00e9 um pouco mais industrial, atmosf\u00e9rico, enquanto esse novo \u00e9 um pouco mais pesado. \u00c9 como uma mistura dos \u00faltimos discos do Unsane com a atmosfera que o Jim traz para as m\u00fasicas, mas voc\u00eas tamb\u00e9m t\u00eam algumas melodias. E o Jon \u00e9 um baterista que toca muito pesado, meio no estilo do John Bonham. Por isso, queria saber como essa forma\u00e7\u00e3o nova da banda o influenciou para escrever essas m\u00fasicas?<\/strong><br \/>\nEsse disco foi escrito de maneira muito diferente dos lan\u00e7amentos anteriores da banda (que incluem um full de estreia e alguns EPs). Os anteriores eram como eu e o Jim enviando ideias um para o outro e tudo isso, e ent\u00e3o nos reun\u00edamos por duas semanas, ensai\u00e1vamos por tipo uma semana com as novas m\u00fasicas e depois \u00edamos para o est\u00fadio para gravar por uma semana. J\u00e1 neste disco eu toquei bastante com o Jon e o Cooper. Os dois estavam em Austin, Texas, na \u00e9poca em que o Jon se mudou. Eu estava muito por l\u00e1, eu tenho uma cabana na floresta no meio do nada no p\u00e2ntano que posso ir de vez em quando. Mas ent\u00e3o eu, o Jon e o Cooper toc\u00e1vamos muito. E n\u00f3s fizemos v\u00e1rias turn\u00eas juntos e tocamos ao vivo o tempo todo. Ent\u00e3o, com este disco n\u00f3s quer\u00edamos fazer mais como uma vers\u00e3o ao vivo. No primeiro disco as ideias eram enviadas entre n\u00f3s, mas neste disco n\u00f3s est\u00e1vamos na mesma sala escrevendo e trabalhando em ideias juntos ao vivo. E isso obviamente \u00e9 muito mais prop\u00edcio para um disco que tenha esse som mais \u201cao vivo\u201d. Acho que isso realmente ajudou a trazer algo diferente, isso apenas torna tudo mais poderoso. Todo mundo tem tempo para elaborar suas ideias e realmente desenvolver elas. Para mim, \u00e9 muito melhor do que ficar juntos por uma semana e depois gravar. Desta forma, ficamos trabalhando por alguns meses e apenas tocando por divers\u00e3o. Ent\u00e3o, quando chega a hora de gravar, todo mundo sabe exatamente o que quer fazer. O Jon \u00e9 um baterista incr\u00edvel, o Cooper \u00e9 um \u00f3timo baixista. E, como eu disse, somos todos bons amigos. Eu, Jim, Coop e Jon. Ent\u00e3o, voc\u00ea pode realmente sentir isso. Eu acho que somos todos pr\u00f3ximos como amigos e tamb\u00e9m musicalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bem, voc\u00ea sabe, al\u00e9m do nome da banda, \u00e9 claro, esse novo disco tem algumas m\u00fasicas com t\u00edtulos como \u201cCollapse\u201d, \u201cLost All Trust\u201d, \u201cReform\u201d e \u201cDestroy to Rebuild\u201d. Eles t\u00eam todos, \u00e9 claro, uma vis\u00e3o muito pessimista e sombria sobre o estado do mundo atualmente. Houve algo especificamente que o influenciou a escrever essas letras nesses \u00faltimos quatro anos de caos no mundo e nos EUA?<\/strong><br \/>\nEstou apenas escrevendo sobre as merdas que eu vejo ao meu redor e o que eu penso sobre isso. Sinto que todo esse sistema \u00e9 meio fr\u00e1gil e potencialmente qualquer um como&#8230;Por exemplo, agora, se voc\u00ea quisesse realmente foder com o sistema e talvez ser um revolucion\u00e1rio, alguma coisa, voc\u00ea teria mais sorte sendo um hacker do que voc\u00ea teria sendo um louco armado (risos). Sabe o que quero dizer? \u00c9 s\u00f3 que o mundo realmente mudou. E eu realmente apenas escrevi mais sobre o que eu vejo, mais sobre todos n\u00f3s como humanidade e menos sobre eu e meus problemas est\u00fapidos. \u00c9 mais uma vis\u00e3o maior. H\u00e1 coisas em que eu posso dizer o que sinto apenas como um indiv\u00edduo, mas em um n\u00edvel maior, eu acho que realmente abordei dessa maneira, olhando para as coisas em uma escala mais ampla.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Human Impact &quot;Destroy to Rebuild&quot;\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/J1ABKh6fUtc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como foi para voc\u00ea, porque al\u00e9m de ensaiar, voc\u00ea tamb\u00e9m gravou este \u00e1lbum em Austin. J\u00e1 estive em Austin uma vez e \u00e9 uma cidade muito diferente de Nova York, obviamente, muito bonita e cheia de natureza. O quanto foi diferente para voc\u00ea estar neste ambiente depois de tantos anos em Nova York para criar m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o sei, eu passei muito tempo viajando, obviamente, fazendo turn\u00eas e todas essas coisas. Honestamente, desde o in\u00edcio com o Unsane, uma vez que come\u00e7amos a fazer turn\u00eas sem parar, n\u00f3s faz\u00edamos 10 meses de turn\u00ea ao ano por v\u00e1rios anos. E voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 em Nova York o tempo todo. Tipo, essa \u00e9 a sua casa, voc\u00ea vai para casa e \u00e9 o mesmo lugar ferrado. Mas Nova York tamb\u00e9m mudou. Agora eu volto para Nova York e fico tipo \u201cUau, cara, este lugar \u00e9 quase como um&#8230;foi esterilizado at\u00e9 certo ponto, \u00e9 muito amig\u00e1vel ao consumidor\u201d. Ent\u00e3o Nova York mudou. Mas gravar em Austin foi \u00f3timo. Gravamos em um est\u00fadio chamado Cedar Creek, que \u00e9 legal. Fica na parte central de Austin, mas eles realmente t\u00eam um grande pr\u00e9dio feito de madeira. Quando voc\u00ea grava, tudo possui um som muito cheio. E madeira \u00e9 muito melhor do que ladrilhos de som. Isso realmente adiciona um calor a todo o som. Como o est\u00fadio fica em Austin e Austin \u00e9 um centro musical desde sempre, eles t\u00eam uma tonelada de equipamentos incr\u00edveis, equipamentos vintage no Cedar Creek. E era um lugar muito bom. T\u00ednhamos uma coisa em que est\u00e1vamos tentando fazer tudo anal\u00f3gico para obter o som da fita tamb\u00e9m, mas o deck de fita quebrou depois de um dia. Ent\u00e3o, n\u00f3s apenas mudamos para o digital, mas estava tudo bem. Acabou saindo tudo bem, porque Andrew Schneider, o cara que gravou o \u00e1lbum, \u00e9 muito, muito inteligente com tudo isso. Voc\u00ea sabe que ele vai pegar as coisas e fazer um reamp com elas. Tipo, pegar a trilha e colocar em um amplificador. Ele tem muitos truques que usa para fazer as coisas soarem realmente cheias e pesadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Austin tamb\u00e9m \u00e9 conhecida por sua cena punk cl\u00e1ssica nos anos 1980, como MDC, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/07\/17\/entrevista-gary-floyd-dicks-sister-double-happiness-black-kali-ma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Dicks<\/a> e Big Boys. Quando estava crescendo e come\u00e7ando o Unsane, voc\u00ea conhecia e curtia essas bandas?<\/strong><br \/>\nA cena de Austin? N\u00e3o, honestamente eu realmente n\u00e3o sabia muito sobre isso. Quer dizer, eu conhecia essas bandas, obviamente, mas apenas em um n\u00edvel maior, em que voc\u00ea ouvia sobre elas em Nova York. Mas n\u00e3o, eu estava meio que tentando tocar no CBGB em Nova York. N\u00f3s come\u00e7amos l\u00e1 em uma noite de segunda-feira. Ent\u00e3o era mais sobre a cena de Nova York definitivamente. Eu n\u00e3o estava realmente exposto \u00e0s bandas de Austin. Austin era um lugar incr\u00edvel para tocar e tamb\u00e9m uma cidade muito legal. Musicalmente eu conhecia essas bandas e tinha ouvido um pouco, mas n\u00e3o era t\u00e3o pr\u00f3ximo delas quanto talvez de coisas como Sonic Youth ou algo assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E de quais bandas voc\u00eas eram mais pr\u00f3ximos em Nova York naquela \u00e9poca, al\u00e9m do Swans e do Cop Shoot Cop, por exemplo?<\/strong><br \/>\nPussy Galore, Sonic Youth e bandas como Railroad Jerk, Reverb Motherfuckers, que n\u00e3o s\u00e3o muito conhecidas pelas pessoas. Voc\u00ea tinha meio que uma cena grande l\u00e1 e tamb\u00e9m vinham bandas de outras cidades, como o Mudhoney, o Nirvana ou algo assim, e elas tocavam nos mesmos lugares de merda que a gente \u2013 como o CBGB ou o The Pyramid. E, na verdade, algumas vezes eles pediam nosso equipamento emprestado, porque a cena era pequena a esse ponto (risos). Toda a cena estava dentro de um raio de cerca de 10 quarteir\u00f5es, talvez 20, sabe? Mas todos n\u00f3s nos conhec\u00edamos, sabe? E n\u00f3s divid\u00edamos um espa\u00e7o de ensaio com o Pussy Galore, que era uma banda em que o Jon Spencer tocava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea disse que come\u00e7ou a tocar no CBGB nas noites de segunda-feira. Este era o pior dia que voc\u00ea poderia ter, eu imagino. Era assim mesmo?<\/strong><br \/>\nAh, era o pior dia. Sim, n\u00f3s come\u00e7amos nas noites de audi\u00e7\u00e3o, que eram \u00e0s segundas-feiras. E basicamente n\u00e3o tinha ningu\u00e9m l\u00e1 e voc\u00ea tocava bem r\u00e1pido, voc\u00ea fazia o seu set, e ent\u00e3o quem quer que estivesse trabalhando \u2013 como o Hilly (Kristal, fundador da casa de shows) ou a filha dele, a Lisa \u2013 tinha que escrever um pequeno par\u00e1grafo sobre cada banda. Estranhamente eles escreveram um par\u00e1grafo muito bom sobre n\u00f3s. E ent\u00e3o eles nos deram uma vaga \u00e0s ter\u00e7as-feiras, depois \u00e0s quartas-feiras, quintas-feiras e sextas-feiras. E n\u00f3s tocamos l\u00e1 tantas vezes que fechamos o c\u00edrculo. No final da turn\u00ea, tocamos l\u00e1 em uma segunda-feira \u00e0 noite, que seria a noite de audi\u00e7\u00e3o, mas na verdade o Unsane era a atra\u00e7\u00e3o principal e os ingressos esgotaram. Ent\u00e3o foi como se tiv\u00e9ssemos feito um c\u00edrculo completo de segunda \u00e0 segunda-feira e passado por todos os outros dias da semana para chegar l\u00e1. Mas, no final, n\u00f3s finalmente chegamos l\u00e1.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Unsane live 1990-07-16 CBGB, NYC, NY\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_MSuIHhOuq0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, eu vi alguns v\u00eddeos de voc\u00eas tocando l\u00e1 no CBGB no fim dos anos 1980, in\u00edcio dos 1990 e voc\u00ea usava sua Telecaster, que virou uma marca registrada. Voc\u00ea sempre imaginou seus sons com essa guitarra, sempre pensou nela como uma guitarra para esse tipo de som mais punk, noise? Porque normalmente as pessoas n\u00e3o imaginem ou pensam na Telecaster como uma guitarra para esse tipo de som.<\/strong><br \/>\nSim, ningu\u00e9m nunca pensa. No come\u00e7o, as pessoas ficavam tipo \u201cOh, meu Deus, como essa guitarra soa t\u00e3o pesada?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E teve alguma banda ou artista que te influenciaram nesse sentido? Porque voc\u00ea criou um som espec\u00edfico de noise rock, que foi seguido por muita gente nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Havia algo em especial que voc\u00ea estava procurando quando come\u00e7ou?<\/strong><br \/>\nMais o meu gosto pessoal. Eu sempre pensei que parte disso era n\u00e3o copiar ningu\u00e9m, mas fazer o que voc\u00ea quer, tipo como eu gostaria que o som fosse e como eu queria que essa m\u00fasica soasse e outras coisas. E, ao longo do caminho, voc\u00ea recebe ajuda, de pessoas como o Andrew Schneider. Quando eles gravam essas coisas, eles sabem o que eu estou procurando. Mas sim, ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 realmente algu\u00e9m que tenha me influenciado ou que tenha me feito querer tocar dessa maneira. Era apenas meio como eu gostaria que soasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea agora voc\u00ea tem a sua pr\u00f3pria gravadora (Lamb Unlimited), com a qual est\u00e1 relan\u00e7ando os primeiros trabalhos do Unsane. Por isso, queria saber como foi lan\u00e7ar de verdade em 2021 o primeiro disco da banda, \u201cImprovised Munitions\u201d, que acabou n\u00e3o saindo originalmente no fim dos anos 1980 por problemas com a gravadora quando o disco j\u00e1 estava pronto.<\/strong><br \/>\nFoi \u00f3timo. Foi muito divertido porque eu era realmente quase uma crian\u00e7a. Bom, uma crian\u00e7a n\u00e3o, mas eu tinha 18, 19 anos quando escrevi essas m\u00fasicas, Ent\u00e3o, poder voltar e escut\u00e1-las, \u00e9 por isso que eu meio que comecei a toc\u00e1-las, porque as ouvi e fiquei tipo \u201cAh, meu Deus, isso era t\u00e3o divertido\u201d. \u00c9 muito divertido tocar essas m\u00fasicas porque, novamente, \u00e9 algo que eu realmente queria que soasse assim e realmente tentei levar para onde eu queria. Ent\u00e3o, poder voltar e revisitar o material foi incr\u00edvel, muito divertido. E eu queria tocar ao vivo. \u00c9 por isso que sa\u00edmos em turn\u00ea com o Jon e o Cooper. Porque eles tocaram essas m\u00fasicas t\u00e3o bem, acho at\u00e9 que eles tocaram melhor do que a gente tocava na \u00e9poca. Eu odeio dizer isso, mas eles tocaram t\u00e3o bem e foi t\u00e3o divertido que eu fiquei tipo \u201cN\u00f3s temos que fazer isso, vamos fazer isso\u201d. Ent\u00e3o, sim, para responder \u00e0 sua pergunta: foi incr\u00edvel. E acho que liricamente talvez eu tenha me desenvolvido muito ao longo dos anos a partir dessas primeiras coisas, porque eu nunca quis ser um vocalista. Eu era um guitarrista, mas algu\u00e9m tinha que cantar, ent\u00e3o eu meio que assumi esse posto. Mas acho que me desenvolvi. E, ao mesmo tempo, poder ouvir de novo aquele disco inicial que n\u00e3o havia sido lan\u00e7ado foi \u00f3timo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando em discos e gravadoras, voc\u00ea mencionou que a Ipecac estava disposta a lan\u00e7ar os discos do Human Impact desde que voc\u00ea come\u00e7ou a banda. H\u00e1 quanto tempo voc\u00ea conhece o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/12\/09\/entrevista-michael-crain-retox-fala-sobre-o-novo-disco-do-dead-cross-com-mike-patton-dave-lombardo-e-justin-pearson-e-o-poder-da-musica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mike Patton<\/a> e o Greg Werckman da gravadora?<\/strong><br \/>\nNa \u00e9poca que o \u201cVisqueen\u201d foi lan\u00e7ado, acho que uns seis meses antes disso, n\u00f3s est\u00e1vamos tocando em um festival na B\u00e9lgica e o Fant\u00f4mas tamb\u00e9m ia tocar em um outro palco. Eu conhe\u00e7o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/21\/entrevista-dale-crover-e-o-novo-disco-acustico-do-melvins\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o Buzz Osborne, do Melvins<\/a> (que tamb\u00e9m tocava no Fant\u00f4mas com Mike Patton), ent\u00e3o eu estava conversando com ele e o Mike Patton estava sentado l\u00e1. Est\u00e1vamos apenas sentados em uma mesa do lado de fora, meio que comendo e apenas curtindo. E o Mike meio que se inclinou e ficou tipo \u201cEi Chris, o Unsane gostaria de lan\u00e7ar um disco?\u201d. Ent\u00e3o come\u00e7ou a\u00ed, mas n\u00e3o lembro exatamente quando o \u201cVisqueen\u201d foi lan\u00e7ado (nota: o disco saiu em 2007). Mas eu meio que os conhe\u00e7o desde ent\u00e3o, e a Ipecac sempre foi uma gravadora muito boa para se trabalhar. O Greg Werckman e o Marc Schapiro tamb\u00e9m dirigem a gravadora. Eles meio que fazem o trabalho pesado, as principais coisas para o Mike. Ent\u00e3o eu lido com eles e eles s\u00e3o todos muito legais, muito bons. Eles s\u00e3o realmente legais, se o disco gerou algum dinheiro, eles simplesmente enviam direto para voc\u00ea. Voc\u00ea n\u00e3o precisa ir atr\u00e1s deles para ver qual \u00e9 a sua contabilidade. Tipo, eu n\u00e3o vou mencionar quem fez isso, mas houve outras gravadoras que foi algo como \u201cEi, pessoal, o que est\u00e1 acontecendo?\u201d. E ent\u00e3o eles falam \u201cOh sim, acho que voc\u00eas ganharam algum dinheiro\u201d. E voc\u00ea fica tipo \u201cAh cara, qual \u00e9?\u201d. A Ipecac \u00e9 como se fosse uma vers\u00e3o maior da Amphetamine Reptile, do Tom Hazelmeyer, que \u00e9 muito legal. Eles est\u00e3o sempre no ponto em tudo: distribui\u00e7\u00e3o, divulga\u00e7\u00e3o, pagamento das bandas. E tudo \u00e9 feito com um aperto de m\u00e3os, voc\u00ea nem precisa de um contrato, todo mundo \u00e9 honesto. O que \u00e9 muito melhor, porque na ind\u00fastria da m\u00fasica h\u00e1 muitas pessoas que s\u00f3 querem ferrar as bandas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85733\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/human_impact.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"558\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/human_impact.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/human_impact-300x223.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m do Human Impact, em que toca com pessoas de diferentes bandas como Cop Shoot Cop, Daughters e Made Out of Babies, voc\u00ea tamb\u00e9m j\u00e1 tocou em outras bandas como Celan, com o Niko, do Oxbow, e j\u00e1 teve um projeto com o Steve Austin, do Today is the Day. H\u00e1 mais algu\u00e9m com quem voc\u00ea gostaria de colaborar e que ainda n\u00e3o conseguiu gravar?<\/strong><br \/>\nObviamente seria divertido fazer algo com o Buzz (risos). Mas n\u00e3o sei. Com o Steve Austin, por exemplo, foi como se&#8230; bom, ele tem um est\u00fadio em casa. Ent\u00e3o eu falei algo como \u201cEi cara, vou at\u00e9 a\u00ed e vamos escrever algumas coisas e fazer algo\u201d. E as coisas com o Celan, eu conheci um cara chamado Ari Benjamin Meyers, que toca teclados, sintetizadores e coisas assim. Ele tocou por um tempo no Einst\u00fcrzende Neubauten, ent\u00e3o ele tinha conex\u00f5es para entrar no est\u00fadio deles em Berlim. Ent\u00e3o foi parecido com o lance do Steve Austin. Foi como \u201cOk Ari, vamos nos reunir e gravar a porra de um disco no est\u00fadio dos Neubauten\u201d. O que foi incr\u00edvel, foi t\u00e3o divertido. Ent\u00e3o, esses s\u00e3o apenas projetos que eu fa\u00e7o com meus amigos apenas porque \u00e9 algo que eu adoraria fazer, mas eu realmente n\u00e3o consigo pensar em outras pessoas, \u00e9 dif\u00edcil dizer. \u00c9 basicamente quando surge a oportunidade de fazer algo. Porque voc\u00ea n\u00e3o pode for\u00e7ar para fazer algo se n\u00e3o for para acontecer de forma org\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como eu sou do Brasil, eu queria saber se voc\u00ea conhece alguma banda ou artista brasileiro.<\/strong><br \/>\nO meu amigo Derrick (Green) que canta no Sepultura (risos). Eu o conhecia quando ele costumava trabalhar como seguran\u00e7a em um bar em Nova York, eu o via o tempo todo, com os dreads grandes e tudo mais. Mas ele \u00e9 apenas um velho amigo. Ent\u00e3o com certeza o Sepultura e sei que eles s\u00e3o certamente uma das maiores bandas da\u00ed. Mas essa \u00e9 a minha forma\u00e7\u00e3o em rock brasileiro, \u00e9 um pouco limitada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85736\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/birtdhauy1111.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/birtdhauy1111.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/birtdhauy1111-300x100.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Me diga tr\u00eas discos que mudaram sua vida e por que eles fizeram isso.<\/strong><br \/>\nEu diria o \u201cGeneric Flipper\u201d (1982), do Flipper, o \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/07\/12\/cds-david-bowie-stooges-e-stone-roses\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Raw Power<\/a>\u201d (1973), do Stooges, e o \u201cJunkyard\u201d (1982), do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/06\/19\/16o-in-edit-brasil-mutiny-in-heaven-encapsula-de-maneira-poderosa-a-historia-do-birthday-party\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Birthday Party<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uau, \u00f3tima lista!<\/strong><br \/>\nAh, \u00e9? Eu n\u00e3o sei (risos). Porque eles s\u00e3o discos muito crus, implac\u00e1veis e realmente originais em termos musicais para a \u00e9poca deles. Para mim, isso \u00e9 o que voc\u00ea deveria fazer sempre na m\u00fasica. Ou seja, fazer algo que voc\u00ea curta, n\u00e3o o que outra pessoa fez. Fazer o seu pr\u00f3prio lance, em vez de tentar ser outra pessoa, que \u00e9 algo que infelizmente muita gente faz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bem, esta \u00e9 a \u00faltima pergunta. Voc\u00ea basicamente criou esse subg\u00eanero de noise rock com o Unsane, tocou com muitos amigos em projetos realmente \u00f3timos e agora est\u00e1 lan\u00e7ando o segundo disco com o Human Impact. Ent\u00e3o eu queria saber do que voc\u00ea mais se orgulha em sua carreira?<\/strong><br \/>\nUau. De certa forma, em um n\u00edvel geral, eu diria que tenho orgulho de ter feito o que queria fazer e de ter sido capaz de fazer exatamente o que eu buscava. Assim, em um n\u00edvel de d\u00e9cadas, eu pude fazer exatamente o que eu queria e, de alguma forma, tudo deu certo. Ent\u00e3o essa seria a coisa da qual tenho mais orgulho. Fora isso, eu realmente gosto de poder trabalhar com meus amigos e todas essas pessoas diferentes e outras coisas e fazer todos esses projetos e ter a liberdade de fazer isso como m\u00fasico. Ent\u00e3o \u00e9 isso a\u00ed. Eu acho que isso realmente resume tudo. Eu poderia dizer pequenas coisas espec\u00edficas como este show, aquele show ou algo assim. Mas realmente acho que em um n\u00edvel geral \u00e9 realmente apenas fazer o que voc\u00ea ama e poder fazer isso, n\u00e3o de forma bem-sucedida, mas de forma underground. Eu nunca quis estar em uma banda grande, acho que isso envolve muita press\u00e3o e muita estupidez comercial (risos). Ent\u00e3o eu prefiro ser mais puro e menor, em uma banda menor.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Human Impact &quot;Hold On&quot;\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zOHf_Cfd5k8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a>\u00a0\u00e9 autor dos livros \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885339\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo dos EUA<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885649\/ref=pd_lpo_14_t_0\/145-6204651-9007215?_encoding=UTF8&amp;pd_rd_i=8562885649&amp;pd_rd_r=0e02080e-01a3-422c-9e95-933a79ef9d17&amp;pd_rd_w=qJ5vJ&amp;pd_rd_wg=0obt1&amp;pf_rd_p=6102dabe-0e19-4db6-8e11-875a53ad30be&amp;pf_rd_r=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH&amp;psc=1&amp;refRID=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade, Vol 2 \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo pelo Mundo<\/a>\u201d, ambos pela Edi\u00e7\u00f5es Ideal. Tamb\u00e9m colabora coma a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vice.com\/pt_br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vice Brasil<\/a>, o\u00a0<a href=\"https:\/\/cvltnation.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CVLT Nation<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.loudmagazine.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Loud!<\/a>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Chris fala sobre o novo disco do Human Impact e como foi sua grava\u00e7\u00e3o no Texas, explica a mudan\u00e7a de forma\u00e7\u00e3o na banda, comenta sobre a fase atual do Unsane e relembra um pouco sobre o in\u00edcio de carreira&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/02\/entrevista-chris-spencer-fala-sobre-o-novo-disco-do-human-impact-o-legado-do-unsane-e-a-cena-de-nova-york\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":88,"featured_media":85737,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[7518,7520,7519],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85731"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/88"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85731"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85731\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85738,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85731\/revisions\/85738"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}