{"id":85488,"date":"2024-11-23T00:01:00","date_gmt":"2024-11-23T03:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=85488"},"modified":"2024-12-06T08:27:08","modified_gmt":"2024-12-06T11:27:08","slug":"ao-vivo-dora-morelenbaum-apresenta-em-lisboa-o-seu-album-de-estreia-destilando-confianca-e-boas-vibracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/23\/ao-vivo-dora-morelenbaum-apresenta-em-lisboa-o-seu-album-de-estreia-destilando-confianca-e-boas-vibracoes\/","title":{"rendered":"Ao vivo: Dora Morelenbaum apresenta em Lisboa o seu \u00e1lbum de estreia destilando confian\u00e7a e boas vibra\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<br \/>\nfotos de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/matilde.snaps\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Matilde Snaps<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O show de Dora Morelenbaum lan\u00e7ando seu \u00e1lbum de estreia solo, \u201cPique\u201d (2024), na Musicbox, assumia um significado especial por se tratar da \u00fanica data portuguesa de sua nova turn\u00ea europ\u00e9ia. A grande legi\u00e3o de f\u00e3s que lotava a sala lisboeta estava familiarizada com o trabalho da artista tendo assistido aos shows anteriores de Dora na cidade \u2013 solo ou com sua banda, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/02\/29\/ao-vivo-prestes-a-entrar-de-ferias-teve-bala-desejo-junto-separado-e-misturado-para-todos-os-gostos-em-bh\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o Bala Desejo<\/a>. Para al\u00e9m da identifica\u00e7\u00e3o e do gosto dos portugueses e brasileiros presentes, a boa receptividade cr\u00edtica de \u201cPique\u201d e a aura que o disco transportava, como sendo \u201cum olhar diferente sobre a can\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, geravam igualmente a vontade da assist\u00eancia em presenciar e acompanhar Dora Morelenbaum durante a apresenta\u00e7\u00e3o das suas novas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passavam 10 minutos das 22 horas quando a artista entrou no palco acompanhada por Guilherme L\u00edrio (guitarra), Alberto Continentino (baixo) e Daniel Concei\u00e7\u00e3o (bateria). Sem demoras, Dora dirigiu-se ao teclado e o concerto arrancou com a balada \u201cN\u00e3o Vou Te Esquecer\u201d numa toada envolvente e delicada que gerou um suave balan\u00e7o corporal e o coro dos espectadores. Animada pelo enorme aplauso do p\u00fablico, Dora disse \u201cBoa Noite!\u201d e expressou o seu sentimento pela ocasi\u00e3o: \u201cEstou muito feliz de estar aqui. Este \u00e9 o meu quarto show da turn\u00e9 europeia de lan\u00e7amento de \u2018Pique\u2019 e est\u00e1 com cara que vai ser muito bom\u201d. De seguida, e ainda sob o signo do novo \u00e1lbum, veio a irresist\u00edvel \u201cA Melhor Sa\u00edda\u201d, onde a cantora aproveitou para flertar e embalar os presentes, cantando e dan\u00e7ando no centro do palco, animada pelo andamento fren\u00e9tico da sua excelente banda. O groove continuou ao som do pop colorido de \u201cSim, N\u00e3o\u201d, para g\u00e1udio da rendida audi\u00eancia que dan\u00e7ava alegremente ao longo da sala.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85491\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/dora3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/dora3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/dora3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vers\u00e3o swingada de \u201cI Don\u00b4t Know Why The Hell\u201d, de Hirth Martinez, com Dora na guitarra, manteve o balan\u00e7o e o interesse da plateia e logo de seguida veio o primeiro grande momento do show com a bel\u00edssima \u201cEssa Confus\u00e3o\u201d, uma ode apaixonada enriquecida pela sensualidade das leves frases cantadas por Dora e pelo coro da artista e p\u00fablico nas estrofes \u201cOlha eu te amo tanto \/ Olha o que eu sinto por ti \u00e9 coisa s\u00e9ria \/ N\u00e3o me leve \u00e0 beira da mis\u00e9ria \/ N\u00e3o me pe\u00e7a pra esquecer\u201d, um magnifico instante prolongado pela cantoria doa f\u00e3s. Nesta fase, o espet\u00e1culo velejava em velocidade de cruzeiro e Dora exibia uma seguran\u00e7a perform\u00e1tica que lhe permitia revelar as suas facetas musicais com propriedade, confortada com o entusiasmo reinante. Na interpreta\u00e7\u00e3o de \u201cPetricor\u201d desenhava-se, entretanto, uma fase de intera\u00e7\u00e3o instrumental e vocal que conheceria novos desenvolvimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao recordar \u201cJap\u00e3o\u201d, assistiu-se a outro momento de assinal\u00e1vel beleza, cunhado com um tom ligeiramente mais percussivo, a cargo das baquetas de Daniel Concei\u00e7\u00e3o, e por um solo de guitarra insinuante de Guilherme L\u00edrio, criando um tempo musical hipn\u00f3tico que ressoou no tom l\u00e2nguido como foram cantados os versos e a estrofe \u201cO seu lugar \u00e9 meu lugar\u201d. A toada contemplativa cederia lugar a uma releitura pop de \u201cChorou, Chorou\u201d, de Jo\u00e3o Donato, e Dora qual maestra dirigiu o p\u00fablico com as suas m\u00e3os e distribuiu sorrisos, ao qual se seguiu o \u2018impromptu\u2019 jazz\u00edstico \u201cVW Blue\u201d com a artista a mostrar a sua versatilidade no teclado e arrastando a banda consigo num interessante exerc\u00edcio experimental. Acompanhada em palco por Guilherme L\u00edrio, reavivou o seu gosto pela m\u00fasica dos anos 1970, apostando numa vers\u00e3o de \u201cI Must Be In A Good Place Now\u201d, de Bobby Charles, soltando um assobio e expondo com precis\u00e3o o seu lado mel\u00f3dico, enquanto \u201cPique\u201d impressionou pela carga emotiva colocada pela cantora.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85492\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/dora4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/dora4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/dora4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na presen\u00e7a de todos os integrantes, a soltura regressou com \u201cTalvez (As Can\u00e7\u00f5es)\u201d num desempenho inspirado que comprovou a agilidade instrumental do coletivo, espelhando a satisfa\u00e7\u00e3o que reinava no palco e na audi\u00eancia. Dora aproveitou para agradecer \u00e0s pessoas que asseguraram os requisitos sonoros do espet\u00e1culo e referiu-se ao p\u00fablico com admira\u00e7\u00e3o: \u201cVoc\u00eas s\u00e3o foda e cantam tudo\u201d. A parte final do concerto foi bastante ritmada, fazendo jus ao frescor do \u00e1lbum \u201cPique\u201d, atrav\u00e9s da cad\u00eancia contagiante de \u201cVenha Comigo\u201d que culminou com Dora agachada no palco em registo gutural e o grupo criando um crescendo instrumental, enquanto \u201cCaco\u201d manteve a empolga\u00e7\u00e3o e o brilho dos seus int\u00e9rpretes, transbordando energia at\u00e9 aos limites e fazendo a plateia soltar um enorme aplauso. Sem espa\u00e7o ou tempo para se retirar para o habitual encore, devido ao imenso entusiasmo dos presentes, a artista continuou em cena com os seus m\u00fasicos e amenizou o clima tocando a calma e mais antiga \u201cD\u00f3 a D\u00f3\u201d, soltando um \u201cObrigada gente\u201d e depressa cavalgou na derradeira \u201cNem Te Procurar\u201d, um disco music que proporcionou a festa e a dan\u00e7a generalizada na Musicbox at\u00e9 \u00e0 v\u00e9nia coletiva final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 75 minutos de show, Dora Morelenbaum destilou uma confian\u00e7a interpretativa not\u00e1vel ancorada num naipe de can\u00e7\u00f5es ora calmas ou ritmadas, mas sempre cativantes, e denotando uma carga l\u00edrica de bom recorte. Esse aspecto, combinado com uma musicalidade inata e um acompanhamento instrumental s\u00f3lido e vers\u00e1til, trouxeram ao p\u00fablico um conjunto de boas vibra\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se esgotaram numa amena noite de outono. Pelo que mostrou no espet\u00e1culo de Lisboa e pelo muito que ainda pode fazer no espectro da m\u00fasica brasileira, Dora pode encarar o resto da turn\u00e9 europeia e a sua carreira com a seguran\u00e7a de que est\u00e1 a trilhar o melhor caminho.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85493\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/dora5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/dora5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/dora5-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>. Conhe\u00e7a o trabalho de fotografia de Matilde Snaps no Instagram: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/matilde.snaps\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.instagram.com\/matilde.snaps\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 75 minutos de show, Dora Morelenbaum destilou uma confian\u00e7a interpretativa not\u00e1vel ancorada num naipe de can\u00e7\u00f5es ora calmas ou ritmadas, mas sempre cativantes.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/23\/ao-vivo-dora-morelenbaum-apresenta-em-lisboa-o-seu-album-de-estreia-destilando-confianca-e-boas-vibracoes\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":85489,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6304,7049],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85488"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85488"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85488\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85494,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85488\/revisions\/85494"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85489"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85488"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85488"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85488"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}