{"id":85372,"date":"2024-11-20T00:20:31","date_gmt":"2024-11-20T03:20:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=85372"},"modified":"2025-02-05T10:26:56","modified_gmt":"2025-02-05T13:26:56","slug":"walter-salles-fala-sobre-ainda-estou-aqui-nosso-filme-fala-da-reconstrucao-da-memoria-de-uma-familia-e-da-memoria-de-um-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/20\/walter-salles-fala-sobre-ainda-estou-aqui-nosso-filme-fala-da-reconstrucao-da-memoria-de-uma-familia-e-da-memoria-de-um-pais\/","title":{"rendered":"Entrevista &#8211; Walter Salles: &#8220;&#8216;Ainda Estou Aqui&#8217; fala da reconstru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria de uma fam\u00edlia (e da mem\u00f3ria de um pa\u00eds)&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/10\/22\/48a-mostra-sp-o-que-faz-de-ainda-estou-aqui-um-filme-que-se-diferencia-de-outras-producoes-brasileiras-recentes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ainda Estou Aqui<\/a>&#8221; (2024), <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/19\/a-busca-de-walter-salles\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Walter Salles<\/a> constr\u00f3i um mundo solar, iluminado, que dolorosamente se torna sombrio e repleto de trevas. Das areias brancas da praia do Rio de Janeiro, banhadas por \u00e1guas refrescantes e receptivas pelo escaldante sol carioca, a obra adentra em sombras que come\u00e7am com as cortinas da casa do ent\u00e3o ex-deputado Rubens Paiva (Selton Mello) sendo cerradas ainda com o sol l\u00e1 fora. A mensagem \u00e9 bem clara. O mundo desabou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As trevas come\u00e7aram anos antes daquele janeiro de 1971, mas foi s\u00f3 ali, quando o governo militar assassinou Rubens Paiva, que a realidade dura de um pa\u00eds tomado pela tirania atingiu aquela fam\u00edlia para tirar sangue. Da limpeza floral daquela casa com gosto de salitre, para os f\u00e9tidos corredores dos locais de tortura e morte, o caminho \u00e9 tortuoso e o choque \u00e9 grande. Quando vemos a fam\u00edlia de Eunice Paiva (Fernanda Torres) ser destro\u00e7ada pela ditadura, os sorrisos e o carisma daquelas pessoas come\u00e7am a desaparecer de modo n\u00e3o fugaz, mas lento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A imagem materializada do momento em que as trevas alcan\u00e7am os Paiva bate pesado no espectador. \u00c9 quando as cortinas da casa s\u00e3o fechadas de modo abrupto pelos militares a paisana, e todo o aspecto de brilho solar e otimismo com o futuro se perdem de imediato. Os planos simples de ir em fam\u00edlia assistir a um filme no cinema s\u00e3o suspensos, uma rotina de sorrisos e brincadeiras em um lar saud\u00e1vel, cessa. &#8220;Essa parte do filme tem a ver com o trabalho de um pintor dinamarqu\u00eas chamado Vilhelm Hammershoi, que, para mim, talvez seja um dos pintores que tenha mais bem trabalhado a quest\u00e3o da falta e da aus\u00eancia&#8221;, revela Walter Salles em conversa com o Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o entre os espa\u00e7os a partir daquela nova perspectiva em transmitir uma sensa\u00e7\u00e3o de sufocamento para a audi\u00eancia, juntamente com a dire\u00e7\u00e3o de arte que muda em 180 graus para exibir n\u00e3o mais a calorosa casa para, sim, os ciclos do inferno do quartel, se faz valer de maneira palp\u00e1vel atrav\u00e9s da c\u00e2mera de Salles e pelo olhar do diretor de fotografia Adrian Teijido. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o de sufocamento agonizante e impot\u00eancia que se faz presente. &#8220;Uma ditadura afeta tudo, a come\u00e7ar pela linguagem. A palavra n\u00e3o pode ser mais usada livremente. A partir dali a narrativa se torna subjetiva&#8221;, observa Salles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baseado no livro hom\u00f4nimo escrito por Marcelo Rubens Paiva e lan\u00e7ado em 2015, &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221; apresenta a maneira resiliente como aquela fam\u00edlia orf\u00e3 de pai passou ter em Eunice seu basti\u00e3o. E como essa luta da personagem de Fernanda Torres espelha a vida de muitas outras vi\u00favas que a putrefata ditadura gerou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cineasta Walter Salles &#8211; cujo curr\u00edculo engloba os elogiados Terra Estrangeira\u201d, \u201cCentral do Brasil\u201d, \u201cDi\u00e1rios de Motocicleta\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/07\/19\/cinema-na-estrada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Na Estrada<\/a>\u201d &#8211; conversou com o Scream &amp; Yell e falou sobre a constru\u00e7\u00e3o dessas sensa\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es que o peso de seu filme lan\u00e7a no colo do espectador, trazendo, tamb\u00e9m, uma an\u00e1lise acerca de um Brasil que recentemente passou por uma t\u00f3xica ascens\u00e3o de uma extrema-direita oportunista que prefere jogar a sujeira dos militares para debaixo do tapete. Abaixo, leia a entrevista na \u00edntegra.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ainda Estou Aqui | Trailer Oficial | 7 de novembro nos cinemas\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_NzqP0jmk3o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Ainda Estou Aqui&#8221; inicia de modo solar e, de supet\u00e3o, mergulha em sombras. O choque \u00e9 grande. Dentro desse aspecto que visava transmitir essa sensa\u00e7\u00e3o de sufocamento (ao menos foi essa a minha sensa\u00e7\u00e3o), como funcionou o seu di\u00e1logo como cineasta junto ao diretor de fotografia Adrian Teijido?<\/strong><br \/>\nPara mim, essa sempre foi a hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia que, no momento turbulento da nossa hist\u00f3ria, foi roubada de um futuro poss\u00edvel. Da mesma forma como o pa\u00eds foi roubado de um futuro poss\u00edvel. Essa oposi\u00e7\u00e3o entre a luminosidade inicial do filme e o &#8220;chiaroescuro&#8221; que acontece depois do desaparecimento de Rubens, ap\u00f3s a invas\u00e3o da casa por policiais militares \u00e0 paisana, foi, portanto, parte do conceito inicial de toda a narrativa. O estar no mundo da fam\u00edlia Paiva no in\u00edcio do filme \u00e9 pleno de possibilidades: na casa do Leblon, havia o encontro de pessoas de gera\u00e7\u00f5es diferentes, discutindo pol\u00edtica, ouvindo m\u00fasica. Os momentos em super 8 do in\u00edcio do filme revelam a geografia humana, mas, tamb\u00e9m, a geografia f\u00edsica de uma cidade, o Rio de janeiro. Tanto a imagem quanto o som transmitem uma sensa\u00e7\u00e3o de que, mesmo sob aquela ditadura militar, era poss\u00edvel sonhar com um outro pa\u00eds. A partir do momento em que Rubens \u00e9 levado abruptamente para dar um depoimento no quartel militar, o filme como um todo \u00e9 sujeito \u00e0 subtra\u00e7\u00e3o de elementos tanto visuais quantos sonoros. Quando as cortinas s\u00e3o fechadas, h\u00e1 uma aus\u00eancia da luz natural. Ao mesmo tempo, os sons exteriores s\u00e3o abafados, a m\u00fasica cessa. Uma ditadura afeta tudo, a come\u00e7ar pela linguagem. A palavra n\u00e3o pode ser mais usada livremente. A partir dali a narrativa se torna subjetiva. Um personagem tenta entender o que o outro sente sem palavras. O filme se torna uma narrativa de n\u00e3o ditos. Em outras palavras, para falar da aus\u00eancia de Rubens, para retrat\u00e1-la, era preciso sentir que a casa havia mudado. Era necess\u00e1rio projet\u00e1-la na sombra. Subtrair a luz, subtrair os sons externos, retendo, inclusive, a interpreta\u00e7\u00e3o dos atores. A c\u00e2mera deixa de ser fluida. H\u00e1 um alongamento de cada plano, e, tamb\u00e9m, uma outra compreens\u00e3o do espa\u00e7o. As lentes se tornam mais abertas, os planos mais est\u00e1ticos. Essa parte do filme tem a ver com o trabalho de um pintor dinamarqu\u00eas chamado Vilhelm Hammershoi, que, para mim, talvez seja um dos pintores que tenha mais bem trabalhado a quest\u00e3o da falta e da aus\u00eancia. Na conversa com o diretor de fotografia Adrian Tejido e com Lula Cerri, o incr\u00edvel operador de c\u00e2mera com quem trabalhamos, as pinturas de Hammershoi foram um ponto de partida. Compartilhei com eles um livro com o trabalho dele e constru\u00edmos essa parte toda do filme a partir desse raciocino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um dos personagens de &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221;, um militar que ajuda Eunice Paiva com informa\u00e7\u00f5es m\u00ednimas que lhe trazem alguma informa\u00e7\u00e3o sobre o paradeiro de Rubens, afirma n\u00e3o concordar com aquilo. Recentemente, o filme de L\u00facia Murat, &#8220;O Mensageiro&#8221;, criou toda uma narrativa em torno dessa ideia de &#8220;estar apenas cumprindo ordens&#8221;. Ao inserir de forma t\u00e3o breve um personagem com a mesma premissa em seu filme, qual reflex\u00e3o sobre esse comportamento voc\u00ea buscava trazer ao p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nO personagem ao qual voc\u00ea se refere tem uma presen\u00e7a marcante no livro de Marcelo Rubens Paiva. Talvez seja o \u00fanico fio de humanidade com o a qual Eunice conseguiu se relacionar durante os 13 dias que ficou presa, sem qualquer justificativa e sem qualquer possibilidade de ser defendida de forma legal. Esses jovens militares conhecidos como &#8220;catarinas&#8221; vinham, na sua maior parte, de Santa Catarina para n\u00e3o terem la\u00e7os afetivos na cidade do Rio de Janeiro. Eles tiveram, em algum momento, um papel importante na rela\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o com o mundo exterior. No caso do filme de Lucia Murat, que \u00e9 uma cineasta que eu admiro profundamente, o catarina se torna o mensageiro com mundo externo. No nosso filme, o jovem catarina n\u00e3o vai t\u00e3o longe, embora ele tenha, na realidade, chegado a trazer alimentos para Eunice, algo que ele trazia sem autoriza\u00e7\u00e3o de seus superiores. N\u00e3o era o caso de se desenvolver essa rela\u00e7\u00e3o al\u00e9m do que fizemos, mas ele \u00e9 uma presen\u00e7a importante no filme para mostrar que, mesmo naquele submundo, nem todos concordaram com os absurdos que estavam sendo cometidos por l\u00e1.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/aindaestouaqui4.jpg\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rubens Paiva \u00e9 um dos desaparecidos desse per\u00edodo nefasto da nossa hist\u00f3ria. O filme traz em suas elipses a luta de Eunice Paiva pelo reconhecimento do governo brasileiro em rela\u00e7\u00e3o ao assassinato de seu marido. Recordo-me que o ex-presidente da gest\u00e3o anterior \u00e0 atual, not\u00f3rio apoiador da ditadura, chegou a falar com ironia sobre o desaparecimento do pai do presidente da OAB. Esse pre\u00e2mbulo \u00e9 para lhe perguntar a import\u00e2ncia do seu filme nessa conscientiza\u00e7\u00e3o do brasileiro para com a indigna\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria contra pessoas que pedem a volta do per\u00edodo ditatorial.<\/strong><br \/>\nA medida em que Marcelo foi arquitetando o livro, ele foi abra\u00e7ando o ponto de Eunice. Marcelo abriu a possibilidade de falar da ditadura a partir do microcosmo da fam\u00edlia. A partir do quarto dos filhos, da sala de jantar, do arm\u00e1rio do pai. Eunice instaurou uma outra forma de resist\u00eancia, que se soma a outras que s\u00e3o extremante importantes. O filme oferece um reflexo poss\u00edvel do Brasil nos anos 1970. Acompanha a reinven\u00e7\u00e3o dessa mulher e a forma de resist\u00eancia que ela abra\u00e7ou durante quarenta anos. O que podemos esperar \u00e9 que o filme abra a possibilidade de entender melhor quem n\u00f3s fomos em dado momento da nossa hist\u00f3ria e, com isso, entender melhor as op\u00e7\u00f5es que temos no presente e, quem sabe, no futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A sess\u00e3o em Salvador de &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221;, no Cine Glauber Rocha, quando o filme ficou em cartaz em setembro, teve um peso bem impactante em mim, principalmente pelo fato de que o cinema, ali na Pra\u00e7a Castro Alves, funciona como um espa\u00e7o de resist\u00eancia que rima bastante com a reflex\u00e3o que seu filme traz. Queria saber sua opini\u00e3o acerca dessa import\u00e2ncia das salas de rua em um pa\u00eds que passou por um per\u00edodo recente no qual a Cultura foi t\u00e3o negligenciada.<\/strong><br \/>\nEm primeiro lugar, foi uma imensa honra estrear em Salvador em um cinema de rua t\u00e3o simb\u00f3lico e que traz o nome de um dos maiores cineastas da hist\u00f3ria: <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/08\/26\/cinema-40-anos-sem-glauber-rocha-vitima-de-uma-doenca-chamada-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Glauber Rocha<\/a>. O nosso filme fala de reconstru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria de uma fam\u00edlia, assim como fala da reconstru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria de um pa\u00eds, e de uma forma resist\u00eancia proposta por Eunice Paiva e pela fam\u00edlia Paiva. O cinema no qual o filme estreou no Brasil, em Salvador, \u00e9 um s\u00edmbolo da luta pela mem\u00f3ria coletiva no Brasil, da mesma forma com que \u00e9 um s\u00edmbolo daquilo que o cinema brasileiro tem de mais criativo a invocar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/aindaestouaqui3.jpg\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100009655066720\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto&nbsp;<\/a>\u00e9 jornalista, cr\u00edtico de cinema e curador do&nbsp;<a href=\"http:\/\/coisadecinema.com.br\/xiii-panorama\/apresentacao\/panorama-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema<\/a>. Membro da Abraccine, colabora para o Jornal A Tarde, de Salvador.&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Uma ditadura afeta tudo, a come\u00e7ar pela linguagem. A palavra n\u00e3o pode ser mais usada livremente. A partir dali a narrativa se torna subjetiva. Um personagem tenta entender o que o outro sente sem palavras&#8221;, conta Walter Salles\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/20\/walter-salles-fala-sobre-ainda-estou-aqui-nosso-filme-fala-da-reconstrucao-da-memoria-de-uma-familia-e-da-memoria-de-um-pais\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":21,"featured_media":85376,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[3465,7424],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85372"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85372"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85372\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":87332,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85372\/revisions\/87332"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85376"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}