{"id":85367,"date":"2024-11-20T00:02:00","date_gmt":"2024-11-20T03:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=85367"},"modified":"2024-12-18T17:29:36","modified_gmt":"2024-12-18T20:29:36","slug":"literatura-como-amar-uma-filha-de-hila-blum-convida-o-leitor-a-adentrar-o-passado-de-uma-pequena-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/20\/literatura-como-amar-uma-filha-de-hila-blum-convida-o-leitor-a-adentrar-o-passado-de-uma-pequena-familia\/","title":{"rendered":"Literatura: \u00a0\u201cComo amar uma filha\u201d, de Hila Blum, convida o leitor a adentrar o passado de uma pequena fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tgpgabriel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gabriel Pinheiro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A narradora de \u201cComo amar uma filha\u201d (&#8220;How to Love Your Daughter&#8221; no original) d\u00e1 in\u00edcio ao romance descrevendo a primeira vez que v\u00ea as netas. A filha mora, ao lado do marido e das crian\u00e7as, em outro pa\u00eds, distante de Israel, sua terra natal. A mulher v\u00ea as netas, mas elas n\u00e3o a veem. Ela as observa do outro lado da rua, pela janela, num momento de intimidade e rotina familiar. Ningu\u00e9m sabe que ela est\u00e1 ali. \u201cComo amar uma filha\u201d \u00e9 o primeiro romance de Hila Blum publicado no Brasil, pela Intrinseca, com tradu\u00e7\u00e3o de Nancy Rosenchan.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que leva uma rela\u00e7\u00e3o marcada pela extrema proximidade caminhar, com o passar dos anos, para um distanciamento aparentemente irrepar\u00e1vel? O que leva uma filha a cortar toda a comunica\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e, se exilando em outro pa\u00eds e iniciando um novo n\u00facleo familiar do qual aquela que lhe deu origem n\u00e3o far\u00e1 parte? Essas s\u00e3o algumas das quest\u00f5es que Hila Blum investiga neste sens\u00edvel romance.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob um \u00fanico ponto de vista \u2013 o da m\u00e3e, Yoela \u2013 somos convidados a adentrar no passado de uma pequena fam\u00edlia \u2013 m\u00e3e, pai e a filha \u00fanica, Lea \u2013 marcada tanto pelas alegrias quanto pelas tristezas t\u00e3o comuns \u00e0s rela\u00e7\u00f5es familiares. Numa reescritura da cl\u00e1ssica frase de Tolstoi, Yoela diz: \u201cAgora acho que fam\u00edlias infelizes n\u00e3o me interessaram muito, de modo algum, s\u00f3 me interessava a mis\u00e9ria das fam\u00edlias felizes, o interior fr\u00e1gil. A fam\u00edlia em que cresci, a fam\u00edlia que constitu\u00ed.\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85368\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/comoamarumafilha1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/comoamarumafilha1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/comoamarumafilha1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhecemos essa m\u00e3e e essa filha antes mesmo do nascimento da segunda, numa gravidez traum\u00e1tica, marcada por um quadro depressivo intenso da m\u00e3e. Na investiga\u00e7\u00e3o desse passado, procuramos pistas que nos levem a esse presente marcado pela dist\u00e2ncia \u2013 n\u00e3o s\u00f3 geogr\u00e1fica, mas, principalmente, afetiva. Mas \u00e9 importante termos em mente que, pelo ponto de vista \u00fanico da m\u00e3e, talvez n\u00e3o estejamos frente a uma constru\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel da mem\u00f3ria. Mas, afinal, at\u00e9 que ponto a mem\u00f3ria \u00e9 confi\u00e1vel?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa investiga\u00e7\u00e3o sentimental, a narradora mergulha no seu pr\u00f3prio passado enquanto filha. No relacionamento com a pr\u00f3pria m\u00e3e, encontramos, talvez, a g\u00eanese de comportamentos que ser\u00e3o tanto repetidos quanto negados quando ela se ver metamorfoseada em figura materna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cComo amar uma filha\u201d \u00e9 marcado, ainda, por uma s\u00e9rie de diferentes refer\u00eancias a outros livros e hist\u00f3rias que lidam tanto com a maternidade quanto com o feminino, a partir das leituras da protagonista. Alice Munro, Margaret Atwood e Susan Sontag s\u00e3o algumas das escritoras que marcam presen\u00e7a na narrativa, como b\u00fassolas que indicam caminhos para essa leitora-narradora. Os cap\u00edtulos finais seguem num crescente de tens\u00e3o e expectativa, intercalando acontecimentos do passado e do presente e os efeitos irremedi\u00e1veis de um tempo sobre o outro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"In conversation with Hila Blum: On Love and Literature\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fxnLgY-6eVI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Gabriel Pinheiro \u00e9 jornalista. Escreve sobre suas leituras tamb\u00e9m no Instagram:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tgpgabriel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@tgpgabriel<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O que leva uma filha a cortar toda a comunica\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e, se exilando em outro pa\u00eds e iniciando um novo n\u00facleo familiar do qual aquela que lhe deu origem n\u00e3o far\u00e1 parte?\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/20\/literatura-como-amar-uma-filha-de-hila-blum-convida-o-leitor-a-adentrar-o-passado-de-uma-pequena-familia\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":112,"featured_media":85369,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[7495,1305],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85367"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/112"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85367"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85367\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85370,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85367\/revisions\/85370"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85369"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}