{"id":85207,"date":"2024-11-13T00:35:58","date_gmt":"2024-11-13T03:35:58","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=85207"},"modified":"2024-11-30T00:17:34","modified_gmt":"2024-11-30T03:17:34","slug":"cinema-em-megalopolis-coppola-confabula-possibilidades-de-futuro-ao-mesmo-tempo-em-que-questiona-e-debocha-do-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/13\/cinema-em-megalopolis-coppola-confabula-possibilidades-de-futuro-ao-mesmo-tempo-em-que-questiona-e-debocha-do-presente\/","title":{"rendered":"Cinema: \u201cMegal\u00f3polis\u201d confabula possibilidades de futuro ao mesmo tempo em que questiona e debocha do presente"},"content":{"rendered":"<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-85209 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/megalopolis2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"556\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/megalopolis2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/megalopolis2-300x222.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/_renanguerra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francis Ford Coppola sempre foi um diretor de exageros, sua grandiosidade nos presenteou com algumas das obras mais emblem\u00e1ticas da hist\u00f3ria do cinema e tamb\u00e9m nos renderam bastidores t\u00e3o instigantes quanto &#8211; o document\u00e1rio \u201cFrancis Ford Coppola &#8211; O Apocalipse de Um Cineasta\u201d (1991), de Fax Bahr, Eleanor Coppola e George Hickenlooper, por exemplo, \u00e9 t\u00e3o rico e impressionante quanto \u201cApocalypse Now\u201d (1979), uma das v\u00e1rias obras-primas do diretor. \u201cMegal\u00f3polis\u201d (2024), seu novo esfor\u00e7o cinematogr\u00e1fico, talvez seja seu gran finale, sua maior ousadia, tanto em investimento quanto em liberdade. O filme era um projeto sonhado pelo diretor desde o in\u00edcio dos anos 1980 e se tornou uma esp\u00e9cie de obsess\u00e3o que ele manteve durante todos esses anos, tentando conseguir financiamento para colocar em pr\u00e1tica tudo o que ele idealizou. Para relembrar aqui: Coppola tem um hist\u00f3rico de n\u00e3o ser muito preocupado com as finan\u00e7as e v\u00e1rias vezes quase foi \u00e0 fal\u00eancia apenas para colocar seus projetos em pr\u00e1tica. E com o novo filme n\u00e3o foi diferente: durante muitos anos se ouviu hist\u00f3rias, boatos e teorias sobre o filme, era daquelas coisas que todo f\u00e3 de cinema ouviu falar e que parecia quase uma lenda que jamais sairia do papel. \u201cMegal\u00f3polis\u201d saiu e ganhou um lan\u00e7amento pomposo no Brasil, com a presen\u00e7a do pr\u00f3prio diretor em agenda cheia e concorrida por S\u00e3o Paulo \u2013 ele foi do encerramento da 48\u00aa Mostra de S\u00e3o Paulo aos flagras do cineasta entrando em churrascarias pela cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a quest\u00e3o que se repete \u00e9: o filme vale todo seu hype e sua expectativa? E a\u00ed j\u00e1 deixamos claro que n\u00e3o temos essa resposta, pois isso depender\u00e1 essencialmente da rela\u00e7\u00e3o de cada espectador com as possibilidades dessa obra. \u201cMegal\u00f3polis\u201d conta a hist\u00f3ria do arquiteto C\u00e9sar (Adam Driver), um artista genial e megal\u00f4mano, que busca levar a cidade de Nova Roma para um futuro ut\u00f3pico e idealista. Neste caminho, ele encontra diferentes personagens, como o prefeito Franklyn Cicero (Giancarlo Esposito), um defensor ferrenho do status quo, e a fam\u00edlia do banqueiro Hamilto Crassus III (Jon Voight), com seu sobrinho Clodio Pulcher (Shia LaBeouf), que trava uma esp\u00e9cie de guerra pessoal contra C\u00e9sar. Paralelamente a essa confus\u00e3o pol\u00edtica, ainda acompanhamos o envolvimento rom\u00e2ntico de Julia Cicero (Nathalie Emmanuel) com C\u00e9sar, inserindo a\u00ed o contexto de que ela \u00e9 a filha do prefeito e que C\u00e9sar ainda \u00e9 assombrado pelos fantasmas de um antigo amor. Enfim, um ponto de partida complexo, cheio de plots que v\u00e3o e voltam dentro do filme.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-85211 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/megalopolis4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/megalopolis4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/megalopolis4-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desenhada essa trama, j\u00e1 adiantamos que voc\u00ea n\u00e3o deve se prender tanto ao desenrolar e ao alinhavar desses fatos, pois a fluidez de roteiro n\u00e3o \u00e9 o forte de \u201cMegal\u00f3polis\u201d. Como um filme de exageros, essa quantidade de tramas que se abrem e que se entrela\u00e7am acabam criando uma colcha de retalhos nem sempre bem amarrada, em que hist\u00f3rias ganham melhor desenvolvimento e outras ganham fechamentos rasos e pouco cr\u00edveis. A proposta do roteiro parece pedir para que o espectador n\u00e3o se apegue \u00e0s possibilidades de verossimilhan\u00e7a no filme, pois Coppola deseja nos levar por esse universo de utopia e exagero. \u00c9 bastante clich\u00ea e repetitivo ficar falando em megalomania de um filme chamado \u201cMegal\u00f3polis\u201d, mas n\u00e3o temos muito como fugir disso, esse \u00e9 realmente um filme exacerbado, de um diretor que concatena ideias e possibilidades puxando o espectador para uma viagem por seu universo particular. E esse universo criado por Coppola \u00e9 quase id\u00edlico, sua utopia soa quase pueril frente \u00e0 nossa realidade atual de destrui\u00e7\u00e3o ambiental e desigualdade social. Cabe ao espectador se deixar levar por esse universo ou n\u00e3o. Na sess\u00e3o que acompanhamos \u2013 fechada para convidados que ansiavam por ver o diretor \u2013 o que se viu foi uma ampla movimenta\u00e7\u00e3o de pessoas abandonando a sala a cada novo absurdo do filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem se prop\u00f5e a essa viagem ao lado do diretor, \u201cMegal\u00f3polis\u201d se torna um filme extremamente divertido, que possibilita um outro olhar sobre a cria\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica e que nos prop\u00f5e uma ampla suspens\u00e3o da realidade \u2013 em tempos de filmes que buscam a constante verossimilhan\u00e7a, \u00e9 alentador ver uma obra que se joga de cabe\u00e7a no absurdo possibilitado pela fic\u00e7\u00e3o. Para construir esse universo, a produ\u00e7\u00e3o usa e abusa de efeitos especiais que criam uma Nova Roma completamente estilizada e plastificada, que, basicamente, \u00e9 uma Nova York dist\u00f3pica que emula perspectivas e ideais da antiga Roma, indo desde a celebra\u00e7\u00e3o de mulheres virginais \u00e0 viol\u00eancia como arte em seu pr\u00f3prio Coliseu. Ali\u00e1s, um dos momentos mais divertidos do filme \u00e9 quando, em um evento neste novo Coliseu, uma estrela pop da cidade passa por uma virada em sua narrativa e ganha um rebranding mercadol\u00f3gico, com claras refer\u00eancias \u00e0 Taylor Swift \u2013 s\u00e9rio, essa passagem \u00e9 com\u00e9dia pura! A partir do esc\u00e1rnio, da ironia e da opul\u00eancia, Coppola observa de diferentes modos a nossa rela\u00e7\u00e3o com a m\u00eddia, com as celebridades instant\u00e2neas e com o uso exacerbado das telas \u2013 e o constante impacto da publicidade nisso tudo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-85210 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/megalopolis3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/megalopolis3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/megalopolis3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para dar vida a esse universo, o diretor reuniu uma lista imensa de atores grandiosos que nem cabe listarmos, mas que vale a sua aten\u00e7\u00e3o, pois re\u00fane alguns dos nomes mais importantes do cinema norte-americano da segunda metade do s\u00e9culo XX, alguns dos mais instigantes nomes da atualidade e, claro, como n\u00e3o podia faltar, alguns nominhos vindos direto do cl\u00e3 Coppola \u2013 qualquer iniciado no universo cinematogr\u00e1fico do diretor sabe que ele sempre coloca seus parentes para algum trabalhinho freela em seus filmes. Com uma dire\u00e7\u00e3o de atores que caminha para a teatralidade, \u00e9 natural que alguns nomes se destaquem e outros se percam nesse tom esquisito do longa. Aubrey Plaza, por exemplo, deita e rola com sua personagem Wow Platinum, uma \u201cjornalista\u201d com ares de influencer que se mostra basicamente uma alpinista social. \u00c9 da atriz alguns dos momentos mais interessantes e instigantes do filme, pois ela consegue navegar entre a piada kitsch e a potencialidade \u00e9pica, indo de algo que remete \u00e0 Michelle Pfeiffer em \u201cScarface\u201d (Brian de Palma, 1983) at\u00e9 alguma personagem em surto de John Waters. Em seu entorno, brilham tamb\u00e9m o controverso Shia LaBeouf, que entrega aqui uma atua\u00e7\u00e3o bastante alucinada e que dialoga com sua figura p\u00fablica difusa; e o veterano Jon Voight, que enche de nuances o absurdo personagem de seu banqueiro bilion\u00e1rio e \u00e0 beira da morte. Adam Driver e Nathalie Emmanuel, nossos protagonistas, at\u00e9 conseguem vender seu casal rom\u00e2ntico \u00e0 la Romeu e Julieta, com suas fam\u00edlias em guerra, por\u00e9m n\u00e3o chegam a encantar, ainda mais considerando que os dois trazem na bagagem outras atua\u00e7\u00f5es bem mais interessantes e inspiradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa festa exorbitante, o que se constr\u00f3i \u00e9 uma f\u00e1bula de um diretor que \u00e9 apaixonado pela arte, pelas pessoas e que, de forma sincera, ainda consegue sonhar com um futuro diferente. Em uma antiga entrevista de Pedro Almod\u00f3var, registrada no livro \u201cConversas com Almod\u00f3var\u201d, de Fr\u00e9d\u00e9ric Strauss, o diretor falava que n\u00e3o ousaria entrar em fal\u00eancia e nem levar algu\u00e9m \u00e0 fal\u00eancia por um filme, mas que ainda assim admirava projetos completamente megaloman\u00edacos e extremamente pessoais de diretores que levavam sua arte ao m\u00e1ximo e, para isso, ele cita diretamente \u201cO Fundo do Cora\u00e7\u00e3o\u201d (1981), mais um desses filmes ousados e divisivos de Coppola \u2013 que faliu seu est\u00fadio. Almod\u00f3var classifica o filme como \u201cum exerc\u00edcio de estilo que me fascina\u201d. E essa defini\u00e7\u00e3o do diretor espanhol cabe novamente aqui em \u201cMegal\u00f3polis\u201d: este \u00e9 um filme de estilo \u00fanico, um exerc\u00edcio que prop\u00f5e ousadia na tela. Em tempos de uma Hollywood dominada por franquias e blockbusters que se repetem em nostalgia, \u00e9 interessante observar como aquela mesma gera\u00e7\u00e3o l\u00e1 dos anos 1970 ainda segue a chacoalhar esse universo, produzindo filmes que causam inc\u00f4modos, que geram debates e que movimentam essas engrenagens \u2013 para o bem ou para mal \u2013 em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 algo pelo menos diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final das contas, \u201cMegal\u00f3polis\u201d pode ser um filme divertid\u00edssimo para quem se abre a isso \u2013 e esse foi o nosso caso por aqui \u2013, assim como pode ser enfadonho e confuso para quem n\u00e3o se joga no absurdo. Nossa dica \u00e9 que voc\u00ea v\u00e1 de bra\u00e7os abertos e se deixe levar pela possibilidade de se divertir em completa desconex\u00e3o do real, em uma aventura que confabula possibilidades de futuro ao mesmo tempo em que questiona e debocha do presente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MEGAL\u00d3POLIS | Trailer Oficial | 31 de outubro nos Cinemas\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yLBw8tY51bE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista<\/em>\u00a0e<em>\u00a0escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Faz parte do\u00a0<a href=\"http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNGttyQx5OWOAKRyi7iGq8E4oacvuw\">Podcast Vamos Falar Sobre M\u00fasica<\/a>\u00a0e colabora com o\u00a0<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/monkeybuzz.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFjG1FOw9vBGrawiUhocH4mshwTtw\">Monkeybuzz<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistabalaclava.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/revistabalaclava.com\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFqHswo4qEcyg8fw9VPM8IWsRH5oQ\">Revista Balaclava<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A partir do esc\u00e1rnio, da ironia e da opul\u00eancia, Coppola observa de diferentes modos a nossa rela\u00e7\u00e3o com a m\u00eddia, com as celebridades instant\u00e2neas e com o uso exacerbado das telas\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/13\/cinema-em-megalopolis-coppola-confabula-possibilidades-de-futuro-ao-mesmo-tempo-em-que-questiona-e-debocha-do-presente\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":85208,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[108],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85207"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85207"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85207\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85213,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85207\/revisions\/85213"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85208"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85207"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}